Parque Estadual do Ibitipoca / MG

TRILHANDO O PARQUE NACIONAL DO IBITIPOCA
Distrito de CONCEIÇÃO DO IBITIPOCA
Lima Duarte/ MGdsc_2541

Como chegar  
O Parque Estadual do Ibitipoca está a 305 km de Belo Horizonte, a 260 km do Rio de Janeiro e a 486 km de São Paulo, no distrito de Conceição do Ibitipoca, em Lima Duarte (MG).  A portaria do Parque Nacional do Ibitipoca está a 3km. da Vila de Ibitipoca.
De São Paulo deve-se pegar a BR 116 (Via Dutra), até o trevo para Cruzeiro (SP). De lá seguir para Passa Quatro/MG. O trajeto continua, passando por Itanhandu, Pouso Alto e Caxambu. Nesta última cidade, a viagem segue pela BR 267 até Lima Duarte (sentido Juiz de Fora).
Outra opção saindo de São Paulo é seguir pela BR 381 (Rodovia Fernão Dias) até o trevo para Campanha. De lá, seguir pela BR 267 até Lima Duarte. – De Lima Duarte até a vila de Conceição do Ibitipoca pega-se uma estrada de terra de 26 km.
Na Vila de Conceição de Ibitipoca não tem posto de combustível.

Entrada
R$ 5,00 de segunda a sexta-feira.
R$ 10,00 sábados, domingos e feriados.

O que fazer no Parque
Durante a visita, as atividades permitidas são o trekking e o caving e a dica é contratar um guia. Apesar das trilhas serem auto-guiadas, existem atrativos sem indicações e somente um guia local poderá mostrar algumas raridades além da ampla informação sobre o local.
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Guia
Gabriel Fortes – (32) 3281-8194/8404-3905
R$ 50,00 diária (até quatro pessoas)

Limitação de visitas
O número de visitantes fica limitado a 300 pessoas nos dias da semana e 800 pessoas nos finais de semana e feriados.

Circuitos

1.Circuito das Águas – 5km.img_7282

  • Gruta dos Coelhos,
  • Lago dos Espelhos, Ducha,
  • Lago Negro, Prainha das Elfas,
  • Prainha, Gruta dos Gnomos,
  • Lago das Miragens,
  • Ponte de Pedra,
  • Cachoeira dos Macacos,
  • Rio do Salto

2.Circuito da Serra do Pião – 11km.img_7380img_7277

  •  Gruta do Monjolinho,
  • Gruta do Pião,
  • Gruta dos Viajantes,
  • Pico do Pião,
  • Ruínas da Capela

3.Circuito Janela do Céu – 16km.

  • Cruzeiro, Gruta da Cruz,
  • Pico da Lombada,
  • Gruta dos Três Arcos,
  • Gruta dos Fugitivos,
  • Gruta dos Moreiras,
  • Cachoeirinha, Mirante,
  • Janela do Céu, Rio Vermelho.

1.Circuito das Águas – 5km.
O melhor é começar no primeiro dia com um circuito mais leve e o “das Águas” é o mais curto. São 5 km de caminhada fácil, as trilhas vão passando através de cachoeiras, poços e grutas.
A 500m. do Centro de Visitantes está a Prainha, uma pequena praia nas margens do rio do Salto. Pelo lado esquerdo da pequena ponte a vegetação é cerrada e imprópria para banho, mas pelo lado direito o acesso para a Prainha é bastante fácil, praticamente um banco de areia que forma uma praia de água doce pouco profunda, ideal para banho. No final da caminhada é um ótimo local para se refrescar e em seguida rumar para sair pelo Centro de Visitantes.

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Combinando com o guia, à partir desse local pode ser feita uma caminhada dentro da água, visitando a Prainha das Elfas, que possui um poço rodeado por afloramentos rochosos, mais adiante com 12m. de comprimento está o Lago Negro, praticamente uma piscina e na sequência está a Ducha, uma queda de cerca de 4 m que cai em um degrau e forma um pequeno lago de cerca de 10m. de largura. O banho é viável em todos esses locais.
O aquatrekking é uma opção extra, depois dele o retorno é pela trilha original, ou seja, quem não quiser fazer o percurso dentro da água continua na trilha observando  penhascos e desníveis que acomodam várias quedas, como a do Lago dos Espelhos, queda de 4m. que dá origem a um poço, cercado por um paredão recoberto de vegetação e por outro banco de areia. Após este lago o próximo acesso é o imponente Paredão de Santo Antônio, com cerca de 40m. de altura, do belvedere o visual abrange vales e morros, sem dúvida é um dos grandes atrativos desse circuito.
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Outro local incrível é a chamada Ponte de Pedra a 40m. de altura, recebe este nome por que sua base foi cavada pelas águas do Rio do Salto formando um conduto de 35m. de extensão, todo o entorno é tomado por samambaias e árvores de pequeno e médio porte que caracterizam a vegetação local. O paredão serve para habitat de maritacas, elas utilizam as frestas para fazer seus ninhos e evitar ataque de predadores.

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Descendo por uma trilha há outros locais interessantes: Cachoeira dos Macacos, que é adequada para banho, a cachoeira da Pedra Quadrada, com 30m. de queda, e o Lago das Miragens, todas elas na parte baixa da Ponte de Pedra. Sobre o Lago das Miragens há uma lenda que diz: “Há muito tempo, dois destemidos  indígenas lutaram pelo amor de uma jovem índia, mas ela já era apaixonada por um deles, que infelizmente foi o derrotado, morto em combate teve seu corpo lançado ao lago, a jovem índia inconformada jogou-se na água disposta a acompanhá-lo. O casal, dizem, pode ser visto às vezes de mãos dadas no fundo do lago”.
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Depois de fazer o circuito, na volta, a passagem é pela Gruta dos Coelhos com 4m. de altura e 3m. de largura, os corredores variam entre 15 a 20m. Fique atento quanto à localização, a entrada está em um paredão sombreado por mata densa, com grande quantidade de samambaias.

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Circuito da Serra do Pião – 11km.
O que ver na trilha – Gruta do Monjolinho, Gruta do Pião, Gruta dos Viajantes, Pico do Pião, Ruínas da Capela no Pico do Pião.
Neste dia são 11 km de caminhada em trechos bem íngremes, como a trilha passa por três grutas o ideal é ir parando para conhecer, assim é possível ir descansando um pouco e conhecendo uma a uma. A caminhada começa no Centro de Visitantes e após 2 km. está a indicação para a Gruta do Monjolinho, como ela está abaixo do nível da trilha é necessário descer por uma escada, possui uma cavidade de 20m. de projeção horizontal e 1m. de desnível. As rochas têm formatos irregulares e possuem condutos verticais e horizontais, onde se observam paredes finas com orifícios arredondados. A água passa por essa falha e cai logo abaixo em uma pequena piscina natural ao pé da gruta deixando o lugar fresco e agradável. 

O trajeto ainda inclui parada na Gruta dos Viajantes, onde a entrada dá acesso a um grande salão com rochas, a luz solar incide por algumas aberturas, observe a impressionante altura da gruta.

Após uma parada para observar detalhes desta interessante gruta a trilha segue para o Pico do Pião a 1.720m. de altura, recebe este nome porque visto ao longe se assemelha a um pião com a ponta para cima. Para finalizar há uma subida íngreme com escadimage001-002a de madeira e no final dela estão as ruínas da antiga Capela Senhor Bom Jesus da Serra, onde restam apenas o altar e o piso.
Do pico tem-se uma visão de 360° e é possível ver a Serra da Mantiqueira, o vale do Rio do Salto, alguns morros com matas e aglomerados urbanos. Uma vez lá no alto um merecido descanso para fotos e lanche.

Circuito da Janela do Céu – 16km.
O que ver na trilha –
Cruzeiro, Gruta da Cruz, Pico do Ibitipoca, Gruta dos Três Arcos, Gruta dos Fugitivos, Gruta dos Moreiras, Cacimage001-001hoeirinha, Janela do Céu, Rio Vermelho.
Possui o trekking que requer um pouco mais de preparo físico para vencer os 16 km de extensão incluindo grutas, picos, cachoeiras e mirantes. A  primeira parada é no Pico do Cruzeiro a 1.600m. de altitude, após caminhar por 3,5 km. Há uma cruz de madeira, local de referência para fotos e parada para apreciar o panorama com vistas para grande parte do Parque, Pico da Lombada e o Pico do Pião.  O cruzeiro teve sua cruz instalada na década de 40. Para quem estiver planejando visitar Ibitipoca em maio, procure fazer este este circuito no dia 3 de maio, Dia de Santa Cruz, a comunidade se reúne no Cruzeiro para rezar “o terço cantado”.
A próxima parada é na Gruta da Cruz a entrada está disfarçada por árvores de pequeno porte com  os ramos cobertos por liquens do tipo “barba-de-velho”, além de bromélias e samambaias. A Gruta da Cruz tem uma cavidade de 50m. e 15m. de desnível.
A trilha reserva ainda muitas outras atrações e histórias. A Gruta dos Fugitivos, por exemplo, era usada como esconderijo para os escravos que fugiam dos engenhos nos séculos passados. É uma gruta pequena, sendo seu percurso iluminado naturalmente. Finalmente o ponto alto deste circuito e para mim também do Parque, a Janela do Céu. Uma abertura em forma de um pequeno arco sobre o leito do Rio Vermelho que despenca para o vale. Essa abertura, formada pela vegetação, lembra uma janela. A descida o curso de água é um pouco difícil, mas compensadora. 

A partir desse ponto o visitante pode retornar ou continuar a caminhar dentro do rio por 300m, passando por um cânion e pequenas quedas d’água até chegar à Cachoeirinha, de 35m. de altura com pequeno volume de água e que por causa do vento, ganha um aspecto de chuveiro desaguando em um pequeno poço, ao lado direito a margem do rio apresenta um banco de areia que forma uma pequena praia.
Aproveite os últimos trechos da volta e pare no Mirante da Lagoa Seca, para se despedir do Parque Nacional de Ibitipoca.

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OUTROS ATRATIVOS DE IBITIPOCA

Estação Andorinhas
A Cachoeira das Andorinhas é bastante apreciada por banhistas pela presença de um poço e uma pequena praia apropriada para banhos. O local possui ainda diversas trilhas, rios, corredeiras, espaços preservados de Mata Atlântica e um cânion com paredes de 50 m de altura e 1.000 m de extensão, onde há prática de tirolesa, rapel (30m negativos) e canionismo, monitorados por empresa especializada. O roteiro completo dura em média 4 horas. 
Acesso: Estrada para Ibitipoca – km 17,5

Onde ficar
Para fazer os circuitos mais interessantes são necessários no mínimo três dias, o Distrito de Conceição do Ibitipoca oferece possibilidades de hospedagem.

Pousadas Chalés Meu Recanto
Rua Olga Silva Oliveira, 21
Conceição do Ibitipoca – MG – fone:(32)3281.8123

Reserva Canto da Vida
Estrada do Parque do Ibitipoca (700 m da portaria) – fone:
 (32) 3281-8136

Onde Comer

Alto dos Manacás – 500m. da portaria
Estrada do Parque do Ibitipoca
Tel: (32) 3213-9445

Restaurante Alpha-Parque – 1,3km. da portaria
Restaurante e Cantina localizados dentro do Parque Estadual do Ibitipoca
Cardápio variado: Refeições, Lanches, Salgados, bebidas, biscoitos e chocolates.

Restaurante Serra do Ibitipoca – 2km. da portaria
Estrada do Parque do Ibitipoca – fone: (32) 3213-9445.

Pizzaria Serra Nostra 
Estrada do Parque Estadual n°69 – a 400m. da Vila de Conceição do Ibitipoca.
fone: (32) 3281 8239 – (32) 8402 7654

 Serrafinaimg_7334 Café Bistrô
Vila de Conceição do Ibitipoca – Distante 3km. da portaria do Parque do Ibitipoca
Trutas, nhoques, raviólis, caldos, carnes suínas e bovinas, pratos mineiros light e sobremesas.
Massas caseiras preparadas no próprio restaurante, opções de pratos executivos fixos e a sugestão diária do chef.
De segunda à quinta das 12h.às 22h. – Sábados domingos e feriados: das 12h. até o último cliente.

Oliva Bistrô
Pasto do Lambari  – Vila de Conceição de Ibitipoca
Gastronomia Mineira (polenta, carne suína e ora-pro-nobis, colhida fresquinha na horta), Filés, Cogumelos e Massas. Variedade de azeites,  chutneis e conservas de pimentas.
Chef Ana Paula Esteves. fone: (32) 3281 8131 (32) 8433 0552 –

Restaurante Alpha-Ville
O Alpha Ville Camping está em uma área de 25.000 m2, sendo acima do morro da Cruz das Almas. Aproximadamente a 1.300m. de altitude, a 1km. do centro da Vila.

Via Veneto
Restaurante do Serra do Ibitipoca Hotel de Lazer
Localizado entre a vila de Conceição do Ibitipoca e o Parque Estadual.
Distância da Vila: 2Km

Distância do Parque: 1.7Km. (32) 3281 8148 – (32) 8404 2885
Truta e vinhos. Espaço Café Champanheria, onde você pode degustar o café expresso com geléia de pimenta, uma especialidade e os melhores espumantes.

Gula do Lobo
Pepe, o proprietário se esforça em ser gentil, mas exagera em informações não solicitadas pelos clientes e enaltece seus dotes culinários a todo o momento. Quem pediu caldo se decepcionou com a pequena quantidade. Como não estava com fome pedi apenas um caldo de palmito, não estava bom, senti o palmito apenas nas rodelas que foram colocadas sobre o caldo e isto custou R$27,00. O restaurante não aceita cartão. Os garçons se esforçam, mas não estão devidamente treinados. O preparo dos pratos é demorado, se estiver em grupo prepare-se, não vão comer todos ao mesmo tempo. A música estava alta e o proprietário não nos consultou para diminuir a luz, ele próprio decidiu o que era melhor. Fiquei surpresa de forma positiva quando uma pessoa de nosso grupo reclamou que o prato não estava de acordo, o proprietário concordou, se desculpou, fez um novo prato e ainda agraciou a cliente com uma garrafa de boa cachaça. De qualquer forma não achei válido o custo/benefício.

Cleusa’s Bar 
Conceição do Ibitipoca  – centro
Especialidade: “escondidinho”, comida mineira, vegetariana, porções e petiscos.

Bistrô a Três

Pão de canela – uma especialidade de Ibitipoca, não deixe de experimentar e assistir como essa iguaria é feita.


Nhoq-Tipoca – bastante simples, tapioca maravilhosa, excelente atendimento.

                       Broto Bambu                                   Cantina da Serra

INFORMAÇÕES
Vila do Conceição do Ibitipoca
Origem do nome – O nome Ibitipoca foi dado pelos índios e pode significar “casa de pedra”, por concentrar ali várias grutas ou “pedra que estala” em referência aos fortes trovões que são comuns na serra no período das chuvas.
Origem da Vila – século XVII, quando o local era habitado pelos índios aracis. Teve seu período áureo com extração do ouro e passado essa corrida ficou no ostracismo por 300 anos até que foi redescoberta pelos turistas.
População – não ultrapassa 2.000 habitantes.
Altitudes – variando de 1.200 a 1.780m.
Formação geológica – predominantemente quartzítica.
Relevo – acidentado possibilitando a formação de gargantas, cavernas, despenhadeiros e vales, abrigando uma diversidade de cursos d’água.
Rios – Vermelho e Salto.
Clima – tropical de altitude com temperaturas que oscilam entre 15°C e 18°C.
Na Vila a atração são as casas coloridas, ruas que sobem e descem forradas de pedras ladeadas por bares, cafés, restaurantes e muita gente simpática que sempre tem um tempo para uma prosa com o visitante. Ao entardecer, depois de um dia de caminhada os visitantes se reúnem nos bares para uma bebida, jantar em um restaurante e para quem quiser interagir com os locais é só ir até a Praça da Igreja Nossa Senhora do Rosário.


Parque Estadual do Ibitipoca
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Criado em 1973 o Parque abrange uma área de 1.488 hectares e exibe uma cobertura vegetal diversificada nas áreas baixas onde prevalecem as matas de candeias, árvores com troncos cobertos de musgos e liquens. A flora com mais de 800 espécies encanta pela variedade de orquídeas, sempre-vivas, 33 espécies de bromélias, boca-de-peixe, líquen Cladonia Ibitipoca e cacto Anthocereus melaneus. Na fauna estão: lobo-guará, onça-parda, mono-carvoeiro e o bugio. Cerca de 240 espécies de aves habitam a Unidade, o que representa quase 14% do total do país. Alguns animais foram descobertos há pouco tempo e só tem nome científico, como a Hyla Ibitipoca (uma perereca que foi descoberta no parque). Já o Peripatus acacioi é uma curiosidade à parte: considerado um fóssil vivo por ser um misto entre minhocas (anelídeos) e aranhas e escorpiões (artrópodes), mantém suas características há milhões de anos, sobrevivendo às mais radicais mudanças climáticas vividas pela Terra.

Turismo e preservação ambiental e cultural
Atualmente há uma limitação de visitantes para evitar a degradação ambiental ao qual o Parque estava sendo submetido. De acordo com uma portaria do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, o número de visitantes fica limitado a 300 pessoas nos dias da semana e 800 pessoas nos finais de semana e feriados. Além disso, existem trilhas, acessos secundários e sítios de visitação bloqueados para as ações de recuperação.
O Circuito Serras de Ibitipoca é uma associação de municípios que visa desenvolver e divulgar o turismo, a culinária e a cultura da região. Participam do Circuito os municípios e distritos de Lima Duarte, Santa Rita do Ibitipoca, Santana do Garambeu, Bias Fortes, Ibertioga e Pedro Teixeira. Graças ao apoio de órgãos como o SEBRAE e a Secretaria de Turismo de Minas Gerais, o circuito tem conseguido investir na capacitação dos agentes turísticos da região e propiciado o fortalecimento do fluxo de visitantes de forma harmônica, com a preservação das belezas naturais.

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