Ouro Preto – parte 2

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A origem de Ouro Preto está no arraial do Padre Faria, fundado pelo bandeirante Antônio Dias de Oliveira, Padre João de Faria Fialho e Coronel Tomás Lopes de Camargo e um irmão deste, por volta de 1698.
Localização – a cidade está na Serra do Espinhaço, na Zona Metalúrgica de Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero).
População – 70.281 habitantes (censo 2000).
Minerais – ouro, hematita, dolomita, turmalina, pirita, granada, moscovita, topázio e topázio imperial pedra só encontrada em Ouro Preto, especialmente no distrito de Rodrigo Silva.

Como chegar

Avião – a Gol e Azul fazem voos até Belo Horizonte depois é necessário tomar um táxi, ônibus ou contatar uma agência de turismo para chegar até Ouro Preto
Ônibus saindo de São Paulo – Viação Útil
Ônibus saindo do Rio de Janeiro – Viação Útil
Ônibus saindo de Brasília – Pássaro Verde

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Distâncias

Distância de Belo Horizonte – 95 km
Aeroporto da Pampulha – 110 km
Aeroporto de Confins – 150 km

O que ver em Ouro Preto

No post – “Ouro Preto com João Pedro” podem ser encontrados outros locais para serem visitados.

Museu da Inconfidência

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Arquitetura  civil colonial. Início 1785, interrompido, concluído em 1846(174 anos). Contém os Autos da Devassa da Inconfidência Mineira, mobiliário e utensílios portugueses de época, retratos imperiais e reais, o Panteão dos Inconfidentes. O edifício, originalmente Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, virou museu a pedido do presidente Getúlio Vargas, os restos mortais de personagens que participaram da Inconfidência Mineira foram repatriados da África, para onde eles foram exilados. 
Planta 1º. Piso: Império, Vida Social, Origens,  Construção Civil, Transportes, Mineração, Inconfidência, Panteão,  Solitária.
Planta 2˚ Piso: Pintura e Escultura, Arte e Religião, Triunfo Eucarístico,  Associações Leigas, Oratórios, mobiliários
Aleijadinho – Antônio Francisco Lisboa, Manuel da Costa Athaide..
Localização – Praça Tiradentes, 139
Horário – De terça a sexta-feira: 10h às 18h, sábados: 10h às 16h e domingos: 9h às 14h.
Venda de ingressos e entrada de visitantes até 1 hora antes do fechamento do Museu.
Taxa de visitação – R$10,00 e R$5,00
Permitido fotos – permitido fotografar com celular sem flash, pergunte antes pode ter tido alterações.

Museu de Mineralogia e Técnica Museu Prof. Claude Henri Gorceix – Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas/ UFOP

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A construção é de meados do século XVIII projetada por Manuel Francisco Lisboa, pai do Aleijadinho e foi antigo Palácio dos Governadores. A Escola de Minas é uma das mais antigas instituições de ensino dedicadas à engenharia, as peças em exposição se referem a áreas de estudos como astronomia, desenho, eletrotécnica, história natural, mineração, siderurgia, mineralogia, metalurgia e topografia. É um dos melhores locais para observar o pôr do sol.
Localização – Pça. Tiradentes, 20.
Horário – Setores de Mineralogia, História Natural, Mineração, Metalurgia, Física/Ciência Interativa e Química: de terça a domingo, das 12h às 17h. Observatório Astronômico: sábados, das 20 às 22 horas.
Taxa de visitação – R$10,00
Localização – Praça Tiradentes, 20

Museu Casa dos Contos 

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O sobrado em estilo barroco recebeu várias finalidades: dedicado à  arte do século XVIII, residência, Casa de Contratos, refúgio dos inconfidentes e mais tarde local de prisão para eles. Atualmente funciona como museu, sala de exposições, coleção numismática e ainda mantém objetos e móveis de época. Não deixe de percorrer a senzala, um dos mais impressionantes cômodos do edifício. Se tiver tempo nos fundos do Museu há um belo bosque, chamado de Horto dos Contos, área verde, ponte de pedra e o antigo chafariz que fornecia água aos moradores de Vila Rica. 
Localização – Rua São José, 12
Horário – segunda das 14h às 18h; terça a sábado, das 10h às 17h; domingos e feriados, das 10h às 15h.

Casa de Cláudio Manoel da Costa  

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Possivelmente dois blocos da casa são do séc. XVIII e o terceiro anterior a esse período. No interior já um pátio retangular e um jardim, ainda constam algumas peças de mobiliário. O entorno da casa é em pedra pé-de-moleque. Após a prisão de Cláudio Manoel da Costa a casa passou para o governo português, atualmente é residência particular.
Localização – Rua Carlos Tomás nº: 6, Bairro Antônio Dias.

Capela Padre Faria 

FachadaCapela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos ou Capela do Padre Faria tem um exterior simples feito em alvenaria seca, portas em cantaria que contrasta com o interior ricamente decorado com pinturas e talha dourada em estilo barroco da fase Joanina. No forro está representada a coroação da Virgem pelos anjos e nos quatro painéis laterais cenas capitais da vida de Maria: Visitação, Anunciação, Adoração do pastores e Fuga para o Egito
Localização – R. Padre Faria, 147
Horário – terça a domingo das 8h.30 às 16h.30
Ingresso – R$3,00

Igreja Nossa Senhora do Carmo e Museu do Oratório 

Igreja_Nossa_Senhora_do_Carmo_2Construção de 1.770, estilo rococó, projeto de Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, a escadaria de acesso a fachada apresenta anjos barrocos e possível  interferência de Aleijadinho do projeto final. O altar mor tem desenho de Mestre Ataíde. É a única igreja de Ouro Preto decorada com azulejos portugueses. No prédio anexo funciona a sede do Museu do Oratório.
Localização – R. Brigadeiro Musqueira, mesma rua da Casa da Ópera (Teatro Municipal).
Horário – Terça a sábado, de 8h30 às 11h10 e de 13h às 17h. Domingo, de 10h às 15h.
Taxa de visitação – R$3,00
Permitido fotos – não

Museu do Oratório – Arte Sacra

Bem estruturado e organizado mostra a arte, cultura, história e religiosidade do povo mineiro em vitrines com 162 oratórios e 300 imagens que datam dos séculos XVII ao XX. 
Localização – R. Brigadeiro Musqueira, Adro da Igreja do Carmo, 28
Horário – De quarta a segunda, das 9h30 às 17h30. Fechado às terças-feiras.
Taxa de visitação – R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia). 

Teatro Municipal de Ouro Preto. Casa da Ópera 

IMG_20201117_231232833Fundado em 1770 é o mais antigo da América Latina que ainda está em funcionamento,a acústica é perfeita. A fachada não impressiona, mas dentro seu interior remete aos glamurosos tempos do império quando o Brasil era colônia de Portugal. São três andares, com 300 lugares divididos entre plateia, frisas, galerias e camarotes.
Localização – R. Brigadeiro Musqueira, S/N, mesma rua da Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Horário – Segunda a domingo, de 12h às 18h.
Taxa de visitação – R$4,00
Permitido fotos – sim

Pousada Vila Rica

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Azulejos originais do início do século XIX de origem portuguesa. No prédio funcionou a primeira Escola de Farmácia da América Latina, construída em 1839, a azulejaria forma a única casa de Minas Gerais que contém azulejos portugueses dessa época.
Localização – R. Felipe dos Santos, 145

casa aleiljadinho, 2Casa onde morou Aleijadinho

Ao lado da matriz Nossa Senhora da Conceição, em uma esquina ao lado de uma república de estudantes, fica a casa onde possivelmente morou Aleijadinho. É uma pequena construção que pode passar facilmente despercebida, aqui provavelmente entre os números 76 e 90 viveu o Aleijadinho.
Localização – Rua do Aleijadinho, 50, Bairro Antônio Dias.

Botica onde Tiradentes Trabalhou 

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Neste local por volta do século XVIII, funcionava uma pequena botica de propriedade de José Joaquim da Silva Xavier em sociedade com o padre Francisco Ferreira da Cunha, para atender pessoas carentes.
Localização – Rua Alvarenga, 7 – Bairro do Rosário

Igreja São José

Antiga Capela Imperial construção de 1753 a 1811 (58 anos), o projeto da capela mor é do Aleijadinho, a fachada esteve intacta até 1856, quando foram incluídas pedras trazidas do Pico do Itacolomi para reforço dos cunhais da torre e enquadramento das janelas. Ao lado da igreja está um pequeno cemitério com os restos mortais de Bernardo Guimarães, autor do livro Escrava Isaura. 
Localização – Rua Teixeira Amaral, 130
Funcionamento – Novena Perpétua a São José, seguida da Santa Missa, todas as quartas-feiras às 18h30. Aberta para visitação.

Museu da Pharmacia.

Criada em 1839 preservou um acervo formado por material didático de origem europeia, mobiliário, drogas e equipamentos do final do século XIX. Uma abordagem museológica na medida em que permite uma excelente visualização dos meios utilizados na formação do farmacêutico e do seu ambiente de trabalho na virada do século em Minas Gerais.
Localização – Rua Costa Sena, 171
Horário – terça a sexta-feira, das 13h às 17h.

Ponte de Antonio Dias

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Ficou conhecida como a  “Ponte dos Suspiros” em alusão à obra de Tomás Antônio Gonzaga, poeta que ficou famoso pelos textos dirigidos à sua amada, Maria Dorotéia. Seus nomes fictícios eram Marília de Dirceu, como não podiam trocar carinhos, restava suspirar de paixão um pelo outro.
Estão ali duas lanchonetes uma de nome Marília e outra de nome Dirceu.
Localização – Largo Marília de Dirceu
Horário – terça a sábado., a partir das 11h.
Taxa de visitação – grátis

Chafariz da Glória

O Chafariz da Glória, também chamado de Chafariz do Bonfim ou Fonte do Ouro Preto, foi construído a mando do Senado da Câmara de Vila Rica em 1752. Como os outros chafarizes da cidade, servia para o abastecimento público de água, pois as casas não tinham água encanada, à exceção do prédio da Câmara e Cadeia que tinham dutos de pedra sabão avançadíssimos para a época.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antonio Dias e Museu do Aleijadinho 

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Nesta igreja aos pés do retábulo de Nossa Senhora da Boa Morte estão os restos mortais de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e de seu pai Manuel Francisco Lisboa.
Na igreja restaram apenas 3 peças do artista, as demais são peças de artes sacras recuperadas de várias partes do Brasil.
Visite também o Museu do Aleijadinho. Na Sala da Cripta e Sacristia
Localização – Praça Antonio Dias s/n.
Atualmente fechada para restauração

MINAS

Durante a visita, os turistas entram nas minas e ouvem detalhes sobre como era a exploração nos locais e sobre o trabalho escravo nas minas. Os passeios são acompanhados por guias. As minas estão localizadas em propriedades particulares e por isso há um custo de visitação. Algumas das minas mais populares para visitação estão localizadas no Centro Histórico de Ouro Preto. 

Minas do Palácio Velho 

Minas do Palácio VelhoConjunto de minas abertas para visitação há menos de 2 anos, a entrada é por um acanhado portãozinho.  O guia orienta e dá detalhes históricos quando negros a partir de  6 anos de idade já trabalhavam e morriam com pouco mais de 20 anos doentes pela insalubridade de trabalhar descalço, mal nutrido e em ambiente altamente poluído apesar de pontos de ventilação abertos. Se o negro era muito alto para trabalhar nas minas era descartado. Há originais de ferramentas que eram utilizadas e foram encontradas no interior das minas. Há um filete de água que era usado para decantar o ouro,  atualmente essa água está imprópria para uso.
Como chegar – partindo próximo à Praça Tiradentes, caminhando são
aproximadamente 10 minutos e 600m de distância. Você vai passar Museu do Aleijadinho, pela casa do pai do Aleijadinho (entrada gratuita  com degustação de cachaça) e também pela feirinha com os artesanatos em Pedra Sabão.
Localização – Rua Dom Silvério, 159, Antônio Dias, Ouro Preto. 
Taxa de visitação – R$30,00
Tempo de visitação – 30 minutos.

Mina Jejê

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Entrou em operação em 1713 com trabalho de escravos que mantidos em péssimas condições não passavam dos 25 anos de idade, morriam com os pulmões petrificados. A entrada da mina é muito simples, apenas uma bilheteria instalada em um barracão e a entrada é praticamente um buraco. São fornecidos capacetes e o acompanhamento é feito com um guia que percorre com turistas os corredores iluminados da mina que atinge uma profundidade de 160m. O passeio dura cerca de meia hora. O passeio pode não ser adequado para quem sofre de claustrofobia.
Localização – Rua Chico Rei, 391, Ouro Preto – MG
Preço –  R$15,00

Museu Casa Guinard 

Instalado em um casarão do século XVIII e inaugurado 1987, seu acervo reúne: pinturas, desenhos, cartões, objetos e documentos do artista em vitrines e painéis legendados. No jardim um chafariz em pedra-sabão atribuído a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Alberto da Veiga Guignard encantou-se com Ouro Preto e residiu ali a partir de 1961, seus restos mortais estão no cemitério da igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.
Localização – Rua Conde de Bobadela (Rua Direita), 110
Horário – terça a sexta-feira, das 12h às 18h, sábado, domingo e feriados, das 10h às 15h. Visitas guiadas devem ser previamente agendadas.

Passeio Turístico Trem da Vale para Mariana 

Ouro Preto#201As viagens são feitas por uma locomotiva a diesel G8 (A Maria Fumaça pode estar em manutenção).
Visitação a Estação – quarta a domingo e feriados nacionais, das 8h30 às 17h.
Embarques – de sexta-feira a domingo nos mesmos horários: 10h e 14h30.
Preços da viagem – variável de acordo com os vagões convencionais e panorâmicos, devido a pandemia as viagens estão suspensas, verifique os valores atualizados no site http://www.vale.com/brasil/PT.
As passagens podem ser adquiridas com antecedência na Praça Cesário Alvim, s/n. – Barra, Ouro Preto de quarta a domingo ou na hora do embarque.

ONDE COMER EM OURO PRETO

Peça uma dose de cachaça local para começar, depois experimente alguns torresmos e escolha o prato principal entre sabores como tutu, linguiça, frango com quiabo, costelinha, couve refogada, feijão tropeiro ou galinha ao molho pardo. Não se esqueça do docinho caseiro de sobremesa e um cafezinho coado com pão de queijo no meio da tarde.
Os restaurantes de Ouro Preto estão concentrados no Centro Histórico, especialmente na Rua Direita (ou Rua Conde da Bobadela) e na Rua São José. 
Veja outras opções no post “Ouro Preto com João Pedro”
Ouropretana – cerveja local

Restaurante Adega São José

Ouro Preto#201-001Nada excepcional, comida simples servida em buffet que a meu ver poderia até ser mais barata pelas opções que são apresentadas. O restaurante é bem localizado, a 200m. da Igreja N. Sra. do Pilar, o atendimento é impessoal.
Localização – Rua Teixeira Amaral, 24
Horário – das 11h. às 15h., mas perto deste horário nem todos os pratos são repostos.

Café Cultural do Centro Cultural e Turístico do Sistema FIEMG/SESI 
Bem localizado para uma parada entre os passeios, com fome experimente o hambúrguer com muito bacon. 
Localização – Praça Tiradentes, 4
Especialidade – pão de queijo, broa de milho e café mineiro

Rena Café – $$ – $$$
Localização – Rua Conde de Bobadela, 162 – 300m.da Basílica de Nossa Senhora do Pilar.
Especialidade – café da manhã, brunch, comida brasileira.
Preço médio – R$15,00 a R$50,00

Padaria Dolci Pani – $ – $$
Boa opção para o café da manhã antes de começar a caminhar pela cidade, variedade de produtos frescos com lanches e biscoitos para levar.
Localização
– Rua Padre Afonso de Lemos, 152 | Cachoeira Do Campo, Ouro Preto.
Especialidade – Café da manhã, Almoço, Jantar, Brunch.

Dirceu Café Bar – $$ – $$$
Localização
– Largo Marilia de Dirceu 18

 Hamburgueria Pão de Queijo Gourmet 
Reforço para encarar a continuação do sobe e desce das ladeiras.
Localização – Rua Barão de Camaragos, 22

Mr. Chef  
Localização – Rua Direita
Especialidade – comida mineira
Preço médio – R$20,00 em buffet self servisse, inclui sobremesa

COMPRAS

Cachaçaria Milagre de Minas
Localização – Praça Tiradentes, 130.

Armazém Vila Rica (doces e queijos)
Localização – R. Conde de Bobadela, 153.

Casa do Aleijadinho (decoração e artesanato)
Localização – Praça Antônio Dias, 18. 

LOCAIS DESCRITOS NA PARTE 1  – “OURO PRETO COM JOAO PEDRO”

Praça Tiradentes 
Monumento a Tiradentes 
Conjunto Alpoim 
Chafariz da Praça Tiradentes 
Igreja de São Francisco de Assis 
Largo do Coimbra – Feira de Pedra-Sabão 
Casa de Tomás Antônio Gonzaga 
Rua Conde de Bobadela 
Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar 
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos 

Casa de Câmara (Mariana) 
Pelourinho (Mariana) 
Igreja Nossa Senhora do Carmo (Mariana) 
Igreja S. Francisco de Assis (Mariana) 
Pelourinho – Mariana 

Santuário São Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas)

 MINA CHICO REI (vide parte 1)
MINA DE OURO DA PASSAGEM (vide parte 1)

Ouro Preto com João Pedro

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Como estive mais de uma vez em Ouro Preto, para não estender muito vou dividir em 2 postagens:

1a. parte – Ouro Preto/MG com João Pedro
2a. parte – Ouro Preto/MG como guia de turismo.
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Pode parecer pouco atraente levar criança para uma cidade histórica, mas se houver uma informação prévia sobre a história dos Inconfidentes, formação da cidade, minas, obras do Aleijadinho, etc. Pode ter certeza de que vai ser uma viagem bem aproveitada. Dois locais que gostaria ter ido com o João Pedro, mas estavam fechado: Museu da Inconfidência e Museu de Mineralogia. Em dois dias e meio visitamos os principais pontos de Mariana, Congonhas e OURO PRETO
População – 7.227 habitantes (2010)
Distância – Belo Horizonte x Ouro Preto = 100km.
                     Aeroporto Confins x Centro Belo Horizonte = 40km.
                     Aeroporto Confins x Ouro Preto = 142km. (2h.1/2) via BR-356
Origem do nome – levou esse nome por causa do óxido de ferro que ficava depositado sobre as pedras de ouro encontradas. Originalmente o nome era Vila Rica pela quantidade de ouro e pedras preciosas do solo, com a elevação para capital de Minas Gerais passou a se chamar Ouro Preto.
IMG_20201012_175235646Foi capital por quase 70 anos perdendo o posto para Belo Horizonte.
Como chegar – Ouro Preto não possui aeroporto, o local mais próximo é Belo Horizonte. Fomos com a GOL, com rápida conexão no Rio de Janeiro, foi a opção mais barata e já deixamos agendado um carro para retirada no Aeroporto Internacional de Confins em Belo Horizonte.
No Ouro Preto 2ª. parte estão outras opções de chegada a Ouro Preto.

O que ver em Ouro Preto
1º. dia
Praça Tiradentes

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Ponto de partida para o turismo na cidade, restaurantes e cafés.

Monumento a Tiradentes

IMG_0602Instalado em 1894, homenagem Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, o alferes na Inconfidência Mineira, ali a cabeça de Tiradentes ficou exposta.

Conjunto Alpoim

Na praça Tiradentes, do número 52 ao 70 o projeto é do do Brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim. Nas 3 grandes sacadas tem no gradil a inscrição “para memória do benefício imortal teu nome fica gravado neste metal”.  Diz a lenda que a inscrição foi feita a pedido da amante do governador na época.

Chafariz da Praça Tiradentes

IMG_0592Talhado em pedra-sabão, tem a mesma idade do Museu, foi inaugurado no aniversário de D. Pedro II. Placa: “Inaugurado em 2 de dezembro de 1846, 21º Aniversário de S. M. o Sr. Dom Pedro II, por ordem do Presidente da Província Quintiliano José da Silva”.

Igreja de São Francisco de Assis

OURO PRETO#10Eleita uma das 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo.
Acervo do barroco e rococó mineiro, uma das obras mais importantes de Antônio Francisco Lisboa – o Aleijadinho – são dele o desenho da igreja, a portada (incluindo as esculturas), a tribuna do altar-mor, a capela-mor e também os altares laterais. Além de trabalhos de Mestre Ataíde, que se dedicou à pintura do teto da nave da igreja que representa a assunção da Virgem Maria e é um dos seus trabalhos mais apreciados. 
Aleijadinho como arquiteto e entalhador e Manuel da Costa Ataíde que pintou o teto (cores vivas e tropicais), levou 9 anos para ficar pronto (1800 a 1809), anjinhos e Virgem Maria mulatos, nela traços da mulher do autor.
Localização – Largo do Coimbra, Centro Histórico, em frente a casa de Tomás Antônio Gonzaga
Horário – Terça a Domingo, de 08h30 às 12h e de 13h30 às 17h. Missas aos domingos, às 19h.
Taxa de visitação – R$5,00

Largo do Coimbra – Feira de Pedra-Sabão

IMG_0615O melhor lugar para comprar produtos típicos, além de observar artesãos esculpindo a pedra no local.
LocalizaçãoLargo da Coimbra, s/n. em frente a igreja de São Francisco
Horário – todos os dias das 7h às 19h
Taxa de visitação – grátis.

Casa de Tomás Antônio Gonzaga

IMG_0617Atualmente funciona como Centro de Atendimento ao Turista e Secretaria do Turismo, instalações abertas a visitação.
A casa é um exemplar típico da arquitetura colonial, foi residência por 6 anos de Tomás Antônio Gonzaga, enquanto ocupava o cargo de ouvidor de Vila Rica, usava o pseudônimo de Dirceu de Marília foi expressão máxima do arcadismo brasileiro, é autor das Cartas Chilenas, poema satírico em forma de cartas. Aqui provavelmente se reuniam os inconfidentes, que planejavam a separação de Minas Gerais da Coroa Portuguesa e a criação de uma república. Gonzaga foi preso em 23 de Maio de 1789 e degradado para Moçambique onde advogou e foi juiz da Alfândega de Moçambique. Faleceu em 1810.
Da sacada, no segundo pode-se avistar a casa de Marília de Dirceu (Maria Dorotéa Joaquina de Seixas), onde o inconfidente de longe, contemplava sua amada. Também se avista a Igreja de São Francisco de Assis e a Igreja de Santa Efigênia.
Localização – Rua Claudio Manoel, 61, de frente para a Igreja de São Francisco
Horário – Segunda a sexta, de 8h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h.
Taxa de visitação – gratuita

Rua Conde de Bobadela ou Rua Direita

IMG_0618Também conhecida como Rua Direita é a rua de maior referência em Ouro Preto, local de partida para os pontos históricos da cidade e concentração de casarões coloniais onde estão instalados restaurantes, cafés, bares, lanchonetes, lojas de souvenires. Está sempre repleta de turistas subindo e descendo sua ladeira.

 Mina Chico Rei

IMG_0625Mina do Chico Rei, o local foi escavado artesanalmente, com 80 km2 de divisão, distribuídos em cinco andares. Possui uma galeria de 11.500 metros e está iluminada em toda sua extensão até o Salão de Cristais. A mina, que está sendo mapeada por estudantes de geologia, estende suas galerias até a Casa dos Contos e a Escola de Minas, antigo palácio do Governador.
Localização – Rua Chico Rei, próximo a igreja Nossa Senhora da Conceição

MARIANA

Mina de Ouro da Passagem

ouro ouroA Mina da Passagem talvez a maior mina do mundo aberta à visitação, mostra quando entre os séculos XVIII e XX, era intensa a busca de metais e pedras preciosas. A visita à Mina da Passagem se difere das demais por ser uma mina industrial. O túnel de visitação é bem maior que as outras minas de Ouro Preto e a descida de 120 metros acontece em um antigo carrinho utilizado pelos mineradores. Divertido e até um pouco tenso.
IMG_0645Acredita-se que do interior da Mina da Passagem tenha sido retirado mais de 35 toneladas de ouro. Hoje o local vive apenas para o turismo, que inclui, além de visitas a pé, mergulhos no lago dentro dos túneis e cavernas. Durante o passeio, os guias explicam mais sobre o ciclo do ouro e como era funcionamento da mina.
Como chegar em transporte público – basta pegar o ônibus que vai de Ouro Preto para Mariana e pedir para descer na Mina da Passagem. Uma boa pedida é fazer o passeio no retorno da visita a Mariana.

Localização – R. Eugênio E. Rapallo, 192, Mariana 
Horário – todos os dias das 9h. às 17h.
Duração do passeio – 45 minutos.
Taxa de visitação – adultos R$112,00, crianças de 6 a 12 anos R$44,00, abaixo de 6 anos é gratuito. Acima de 60 anos e estudantes pagam meia entrada. Não são aceitos cartões, apenas dinheiro em espécie.

 Pelourinho

ouro ouro-001Os pelourinhos de Minas Gerais foram extintos após o período do Império e o que se encontra em Mariana é o mais bem conservado de Minas Gerais. Foi demolido em 1870, guardado em um arquivo público e reconstruído em 1970. No topo está o brasão português com o símbolo da justiça: espada e balança.
Localização – Rua Professor Waldermar de Moura Santos, 1-105

Igreja N. Sra. do Carmo

IMG_0670O início da construção foi em 1783 e concluída por volta de 1826, a fachada exibe um escudo com três estrelas que representam santos da história carmelita: Santa Teresa D’Avila, São Simão Stock e o Profeta Elias. As duas torres laterais que parecem suspensas, pois não se alongam até o chão. A talha do sacrário tem a figura de um pelicano com filhotes, acreditava-se que esta ave tirava sua própria carne para alimentar os filhotes, assim a figura do pelicano é associada a ação do  Cristo.
Localização – Praça do Pelourinho

Igreja São Francisco de Assis.

A Igreja de São Francisco de Assis foi construída em estilo rococó entre 1762 e 1794, constitui uma etapa posterior na evolução do barroco mineiro.
Aqui está enterrado Mestre Ataíde, (sepultura no chão n.94) que nasceu em Mariana e a ele é atribuída a pintura da nave, da sacristia e das três imagens da Paixão. Os púlpitos em pedra-sabão são do Aleijadinho.
O conjunto com a Igreja Nossa Sra. do Carmo é um dos cartões postais de Mariana, antigamente era muito raro a construção de duas igrejas tão próximas.

Antiga Cadeia Pública e Câmara Municipal

IMG_0669Teve início em 1768 e demorou 30 anos para ser concluída. A fachada é ampla e  o acesso é em lances de escadas com parapeito e corrimão em pedra-sabão. Janelas curvas ladeiam a porta de entrada e são limitadas por pequena varanda em ferro detalhado. Encimando a porta de entrada está uma torre com um sino.
Na parte térrea as instalações eram destinadas aos presos brancos, mulheres e negros, as grades de ferro ainda são originais. Na parte superior já funcionou Fórum, Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores.
Por ocasião de nossa visita não foi possível visitar internamente o local

2º. Dia

CONGONHAS

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Patrimônio Cultural da Humanidade – UNESCO
São 12 profetas e  5 Capelas dos Passos.
A capela foi financiada por esmolas colhidas pelo minerador Feliciano Mendes que esteve doente enquanto acompanhava a Bandeira de Bartolomeu Bueno e prometeu que se curado iria angariar fundos para a construção da igreja. Sua construção foi do séc. XVIII ao final do séc. XIX e dela participaram vários artistas, entre eles o Aleijadinho e as imagens que está no Santuário são consideradas como sua realização máxima.

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As 12 esculturas em pedra sabão em tamanho natural retratam os profetas vestidos à moda oriental: Amós, Abdias, Jonas, Baruque, Isaías, Daniel, Jeremias, Oseias, Ezequiel, Joel, Habacuque e Naum. As peças foram confeccionadas entre 1794 a 1804 (datas controversas),  por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e estão localizadas no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. As peças são consideradas a obra máxima do artista e expressão máxima do Barroco Mineiro.

Capela dos Passos

São 66 imagens esculpidas em madeira cedro, feitas por Aleijadinho, as 6 capelas estão distribuídas em frente ao Santuário há esculturas de Aleijadinho que foram pintadas por Manoel da Costa Ataíde e Francisco Xavier Carneiro
IMG_0701Passos da Paixão
1º. Passo – Ceia
2º. Passo – Horto
3º. Passo – Prisão
4º. Passo – Flagelação e Coroação de Espinhos
5º. Passo – Subida ao Calvário ou Cruz às Costas
6º. Passo – Crucificação
A capela dos passos é uma obra anterior aos profetas.

Salão dos ex-votos

Localizado no pátio da Basílica conta com elementos que registram milagres: cartas, pinturas, retratos, peças de ceras modeladas. A coleção dos 89 ex-votos de Congonhas foi tombada em 1981 pelo IPHAN, são peças do século XVIII.

3º. Dia

OURO PRETO

Matriz de Nossa Senhora do Pilar

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Inaugurada em 1733, representação máxima da opulência e dramaticidade do barroco Está entre as mais belas de Ouro Preto e estima-se que esteja entre as que mais receberam ouro no Brasil, a ornamentação da igreja leva mais de 400 kg de ouro (é a segunda no Brasil em quantidade de ouro), 400 kg de prata e são mais de 100 anjos esculpidos. Antigamente era apenas uma capelinha em madeira e taipa, transformou-se na primeira metade do século XVIII. Anexo está o Museu de Arte Sacra Sacra do Pilar.
Localização – Pça. Monsenhor Castilho Barbosa, 17
Horário – Terça a domingo, de 9h às 10h45 e de 12h às 16h45.
Taxa de visitação – R$10,00 inclui o Museu de Arte Sacra.
Permitido fotos – algumas ocasiões permitem fotos de celular sem flash, pergunte antes.


 
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos / Igreja Santa Efigênia

IMG_20201012_111058492Escravos praticantes do catolicismo construíram essa igreja no final de  1700 e início de 1800 de forma bastante simples para a época. A construção foi edificada com auxílio da Irmandade dos Homens Pretos, grupo de negros escravos e alforriados católicos que não podiam frequentar os mesmos cultos dos brancos e das minas de Chico Rei. Seu estilo é barroco puro, mantém junto ao sino um grande relógio de pedra, considerado um dos mais antigos de Ouro Preto. O salão principal mantém o mesmo formato e é circundado por seis altares. Trabalharam no projeto e execução diversos artistas, entre eles se destacam Manuel Francisco Lisboa (pai de Aleijadinho) e Francisco Xavier de Brito. No interior da igreja além do altar chama a atenção a imagem de um papa negro pintado no forro, junto a outros elemento da cultura afro.
Localização – Largo do Rosário, alto da Rua Santa Efigênia, ladeira íngreme e escadaria no final.
Horário – Terça a domingo, de 8h30 às 11h45 e de 13h30 às 17h., mas nem sempre vai estar aberta, para visitar ligue (31) 3551-5047. Missas acontecem aos domingos 7h.; sextas 7h. e sábados, 19h.30’.
Taxa de visitação – R$5,00

Onde Ficar

Pousada Solar da Ópera

ouro ouro-004Instalada em um casarão do século XIX, restaurado e preservado (mesmo com a inclusão do elevador). Apartamento com banheiro privativo, ar condicionado, frigobar, TV e cofre. Boa limpeza, atendimento prestativo com informações sobre passeios.
Localização – Rua Conde de Bobadela, 75 ou Rua Direita.

Onde Comer

Ópera Café
Por ser um lugar especializado em “café” tem amplo cardápio nesse quesito, como estávamos hospedados no Pousada Ópera Café que fica no andar superior tomamos nosso café da manhã todos os dias, mesmo para quem não está hospedado vale a pena fazer uso desse local seja para um café, lanche, almoço ou jantar. O local é bem decorado, o atendimento é excelente e os produtos de primeira.
Localização – Rua Conde de Bobadela, 75 ou Rua Direita.

Restaurante Bené da Flauta $$ a $$$
ouro ouro-006Releitura da culinária mineira em pratos como Tutu à Mineira, Rabada ao Vinho, Frango com Quiabo, Carne Seca com Purê de Abóbora. Cardápio internacional com carré de cordeiro, truta, bacalhau e ossobuco. Não é barato, mas é altamente recomendado.
Localização – Rua São Francisco de Assis, 32
Especialidade – comida mineira e internacional

Restaurante Contos de Réis
– $$ a $$$
Instalado no sub solo de um casarão no século XVIII, antiga senzala, é um lugar lindo com um cardápio recheado de comidas tradicionais. Estive com sucesso há alguns anos atrás e dessa vez resolvi repetir, mas não foi a mesma coisa.
Localização – Rua Camilo de Brito, 21

ouro ouro-007Diário de bordo – decepcionante, após aguardar na fila de espera, demora de 40 minutos para servir um suco e demora também para trazer um cardápio, resolvemos pedir “canjiquinha com costelinha de porco” que por ser um prato tradicional deveria vir mais rápido, por várias vezes solicitamos ao garçom informações sobre nosso pedido: “aguardem 5 minutos”, “já vai sair”, “já está quase pronto”, depois de 1h.30 de espera (além dos 40 minutos do suco), levantamos e fomos embora.

Restaurante Passo Pizza Jazz – $$ a $$$
O Passo funciona em um casarão do século XVIII, foram preservados oito ambientes para atendimento, tem uma varanda com vista para Casa dos Contos e Ponte dos Contos. Excelente carta de vinhos.
Especialidade – culinária italiana, especialmente pizzas, massas e risotos.
Localização – Rua São José, 56

Açai Brasil

ouro ouro-005Segundo João Pedro, um dos melhores açaís. Porções generosas, ambiente pequeno, acolhedor, decoração agradável.
Localização – Rua Conde de Bobadela, 88 ou Rua Direita

 Subway
Localização – Rua Conde de Bobadela, 65 ou Rua Direita

Fábrica de Chocolate OP

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Experimente qualquer uma das composições de bebida à base de chocolate, mas também tem um bom café expresso, doces bem interessantes e o ambiente é agradável além da fácil localização.
Localização – Praça Tiradentes

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Pisco e Chincha

Atualizado em 2020, valores podem ter sofrido alterações.

PISCO , CHINCHA 

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São dois os passeios mais procurados para quem vai até Pisco no Peru: Parque ou Reserva Nacional de Paracas e Islas Ballestas.
Pisco prosperou originalmente devido a seus vinhedos: o nome da cidade batizou a típica bebida peruana “pisco”, ainda podem ser visitadas algumas bodegas
Distância Ica a Pisco – 66km., tempo de viagem 1h.
Distância de Lima a Pisco – 250km., tempo de viagem 3h.
População de Pisco – 4.000 habitantes

Como chegar
Ônibus saindo de Icaos ônibus não são confortáveis, mas o trajeto é curto
Ônibus saindo de Lima
– 4h. de viagem, os melhores ônibus e horários são da Cruz del Sur e Oltursa, o bilhete custa de S/30 (U$9) a S/80 (U$23)
A empresa Soya que fazia Ica x Pisco encerrou atividades.

O que fazer
Ilhas Ballestas

candelabro 2-001O arquipélago é visitado a partir do Porto de Paracas em Pisco, o conjunto de ilhas só pode ser acessado por barco.
A primeira visita é a observação do geoglifo chamado de “candelabro”, figura com 180m. de largura esculpida em uma colina de areia há 2.500 anos. Até hoje não se sabe ao certo qual a intenção dessa obra, talvez tenha sido feito pela civilização Paracas ou pelo povo de Nazca.
Nas ilhas não é possível desembarcar para não interferir na fauna, por conta da grande quantidade de peixes presentes nas águas frias da corrente de Humboldt. As ilhas Ballestas constituem uma verdadeira reserva natural de animais e uma quantidade de pássaros dignos de um filme de Alfred Hitchcock, zarcillo é a ave símbolo de Paracas e dependendo da época é possível encontrar pingüins, piquero peruano, vuelve piedras, gaivotas, flamingos, choro de doble colar, cormorones, e pelicanos.
Top-052Os barcos circulam a uma boa distância para que o turista possa observar, fotografar e filmar incluindo os sons que eles emitem. A concentração de guano (excremento exportado como adubo devido ao alto teor de nitrogênio e fosfato ajudou na economia do Peru na década de 70), as ilhotas ficam manchadas de branco e dependendo do lado em que o vento sopra o cheiro é bem forte.
Dicas – para fazer boas fotos o melhor é sentar-se no lado esquerdo do barco e se tiver enjoo previna-se com um remédio, o mar é agitado. Não vá sem um chapéu ou boné, os pássaros podem acertar você com uma rajada de guano. No barco venta muito e faz frio.
Preço do passeio – em torno de S/50 (U$15)
Tempo do passeio – 3h.
Ingresso – S/13 (U$4), essa taxa é cobrada antes do embarque.

Reserva Nacional de Paracas

Top-045A Reserva Nacional de Paracas é uma área localizada na região de Ica, protege o ecossistema marinho e deserto para sua conservação e uso sustentável, as áreas naturais protegidas mostram os ecossistemas marinho-costeiros do Peru. Sua extensão abrange terra firme, grande parte do deserto de Paracas, ilhas e mar. Além da grande diversidade biológica ali protegida, também pode-se apreciar diversos sítios arqueológicos da cultura pré-inca Paracas que se assentou em grande parte da reserva. Paracas quer dizer “chuva de areia” em quéchua.

Playa Hoja

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Possui areia avermelhada devido a presença de minerais no local. Na região as praias não parecem muito balneáveis, possuem muitas pedras e não são limpas.

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Catedral

Formação rochosa dentro do Oceano Indico, deve ter aproximadamente 30 a 34 milhões de anos, muito fotografada em cartões postais, ali entre as rochas vivem alguns zarcillos, ave símbolo de Paracas. Infelizmente a Catedral teve parte de sua estrutura destruída pelo terremoto de 2007.

Lagunilla (Yumaque)

Baía de Lagunillas, também chamada de Ensenada de Lagunillas, está dentro da Reserva Nacional de Paracas, é uma pequena enseada no Oceano Pacífico, na costa de Pisco, possui colônia de pescadores e restaurantes, local de parada para almoço para quem faz o passeio da Reserva Nacional de Paracas.
Preço do passeio – em média S/90 (U$25)
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Museu de Sitio Julio C. Tello

Distância de Paracas – 5km.
O local abriga cerca de 120 peças entre cerâmicas, tecidos e utensílios da cultura do povo Paracas. Uma tumba em forma caverna recria as moradias feitas de varas e forcados de huarango, além de restos humanos de coletores e pescadores que datam de 6.500 a.C.

Onde ficar em Pisco

Hostal Tambo Colorado
tamboÓtima localização, wi-fi, quartos limpos, TV, banheiro privativo, chuveiro com água quente, ventilador, cozinha compartilhada, balcão de turismo, pagamento na chegada.
Localização – Avenida Bolognesi 159.
Preço – S/105 (U$30) para 2 pessoas. O café da manhã é opcional S/13 (U$3,60).

Cuidados – Na parte litorânea o cuidado com golpes deve ser considerado, em todos os lugares os próprios donos dos hotéis e lojas fazem alertas com o cuidado que o turista deve ter com dinheiro, bolsa, equipamento fotográfico. A gerente do Tambo Colorado nos alertou para não nos afastarmos do perímetro da Plaza de Armas, não era seguro.
Logo que chegamos ao hotel enquanto conversávamos com a gerente pareceu o primeiro golpe. Uma senhora vendendo tejas (bombons), eu disse que não queria, ela insistiu, seria apenas uma degustação, aceitei para não ser indelicada. Quando íamos saindo do hotel ela apareceu cobrando a teja, fiquei muito brava, só tinha uma nota de S/100,00, a dona do hotel ficou constrangida e se  prontificou a  emprestar o dinheiro, não aceitei, disse para a vendedora que ela que desse um jeito de trocar o dinheiro, segurei a  cesta de tejas e a certa distância fiquei monitorando minha nota até ela aparecer com o troco. Foi uma experiência muito ruim, portanto, não aceite degustação.

Onde comer

Restaurante El Dorado
Localização – em frente a Plaza de Armas (nosso limite de segurança!).
Diário de Bordo – Tem bastante opção de restaurantes, inclusive chineses, o que nos pareceu mais limpo foi o El Dorado, em frente a Plaza de Armas  Pedimos um “menu criollo” (S$7,00) sopa, um segundo prato à base de carne e um refrigerante.

Cafeteria San Francisco
Localização – em frente a Plaza de Armas.
Ao lado do hotel, local limpo, várias opções, bom atendimento, servem também um almoço básico e jantar.

Nosso passeio em Pisco

Diário de bordo – Ao embarcarmos no Porto de Paracas percebemos que nossa opção pelo Sea Lion Tours não foi a melhor, era o barco mais lento do porto. Enquanto outras agências tinham barcos leves, rápidos e com poucas pessoas, o nosso parecia um velho barco de pescadores. A única vantagem é que como estava muito frio, nosso barco tinha cobertura e sendo lento, não ventava muito. Chegamos ao “Candelabro” às 8h.50, depois fomos percorrer as Islas Balestras, o guia não era bom, nos forneceu poucas informações que ficaram abafadas  pelo barulho infernal do motor do barco. Às 11h.30 voltamos para o Porto de Paracas. Já havia um ônibus esperando pelos turistas, o guia alucinado nem deu tempo para irmos ao banheiro ou mesmo comprar água. Chegamos a Reserva de Paracas às 12h., antes de entrar há uma parada no museu, rapidamente e sempre olhando no relógio o guia nos deu meia hora para a visita e uso do banheiro. Partimos em estrada asfalta, depois por um trecho de areia, até chegar na Catedral. Depois passamos por Yumaque, Playa Hoja e Lagunilla para o almoço, o guia indicou um restaurante que não gostamos, como tinha referências do Restaurante Tia Felá optamos por ele. Ótimo! A Paula foi de ceviche e cerveja cusqueña, escolhi um chicharron, anéis de polvo envolto em massa crocante, total S/90 (U$25). Voltamos para o hotel, pensei em reclamar sobre o guia e o barco, mas a agência já estava fechada, depois, pensando melhor achei melhor não reclamar, não iria adiantar nada mesmo! À noite tomamos um lanche na Cafeteria San Franciso, fomos para o hotel .

PISCO x CHINCHA
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Chincha é uma cidade já bem perto de Lima, reduto de antigas colonizações de negros que foram trazidos pelos espanhóis para trabalhar em cultura de algodão, ainda hoje é sua principal cultura.
Distância Pisco Chincha – 47km.

Como chegar a partir  de Pisco
Ônibus – a Perubus faz o trajeto 2 vezes ao dia.
Táxi –S/94 (U$42)

O que fazer em Chincha

Os taxistas farejam de longe os turistas, pediram S$100,00 (U$28) para fazer o tour pelas duas localidades, desistimos do táxi, não do passeio! Fomos perguntando…e na feira havia algumas vans que iam até a Fazenda e El Carmen. Conclusão: Van S/18 (U$5), para duas pessoas..

Hacienda São José
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Localização – Carretera Pnamericana Sur – km. 203.
Distância de Chincha – 26km.
A casa é de 1.648, antigo convento, posteriormente veio a pertencer a um rico espanhol, atualmente funciona como local de turismo e hotel. Tudo muito bem conservado, quartos mantendo as mesmas características, pisos originais, mobiliário antigo posterior à época da ocupação espanhola, somente uma piscina camuflada pela folhagem foge às características do local, na varanda funciona um restaurante, nos finais se semana há apresentação de música e folclore negro. O tour percorre antigas catacumbas no sub solo da sede, capela, sala de castigo e pátios.
Horário – das 9h. às 13h. e das 14h. às 17h.
Preço –S/20 (U$6) os preços aumentam nos feriados.
Diário de bordo – achei o lugar tão bonito que chegando em casa pintei um quadro.

El Carmen

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Distância Chincha a El Carmen – 12km.
El Carmen remonta ao século XVII, quando os jesuítas começaram a se estabelecer na área e a escravidão negra foi instituída para trabalhar nas culturas de açúcar e algodão.  Após a abolição da escravatura, as famílias permaneceram na cidade de El Carmen, mantendo a cultura e a tradição negra no país. Carmen não perdeu sua identidade afro-peruana, mantém a comida, dança e música. Um lado diferente das ruinas e incas do Peru.

Mercado Central
Local interessante e típico, mas só vá se tiver estômago muito bom, a visão e o cheiro são fortes.

Onde ficar em Chincha

Hotel Oásis (não gostei)
Diário de BordoAo redor da Plaza de Armas não vimos nenhum hotel, desta vez a coisa parecia mais complicada: dois localizados em becos com frequência estranha, o terceiro muito caro, o quarto o dono não nos deu muita atenção e não permitiu olhar  quarto antes. Conversamos com um vendedor de jornal que nos indicou o Hostal Oásis, quatro quadras do centro, lado oposto aos hotéis do beco, a decoração mais parecia um motel, espelho imenso na parede, colcha de cetim, quarto limpo, com toalhas, TV, mas a tão esperada água quente no chuveiro deixou a desejar, reclamei mas nada foi feito!

Onde comer em Chincha Alta

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Restaurante Mi Casita em Chincha
Localização – Manco Capac, 122
Escolhemos os pratos e como tínhamos deixado o cloro em gotas no hotel pedimos uma coca-cola, acredito que não foi simpático este último pedido, todos ficaram olhando, cara de espanto!

CHINCHA x LIMA

Depois de tomarmos o café da manhã fomos andando até o terminal de ônibus, compramos 2 bilhetes por S/60 (U$16), saída de Chincha 9h., tempo de viagem até Lima,3h.

Huacachina

Atualizado 2020, valores podem ter sofrido alterações

OÁSIS DE HUACACHINA

Top-029 (2)Ica
População – 200 habitantes.
Distância de Lima – 290 km., 5h. de ônibus.
Distância de Ica – 3km., 15 minutos de táxi
Distância de Nazca – 150km. (leia o Diário de Bordo)
Este oásis foi formado graças a uma corrente subterrânea de água que gerou o crescimento de palmeiras, eucaliptos e alfarrobeiras em meio ao Deserto da Ica. O local é pequeno, mas tem um clima agradável, pessoas amigáveis e um pôr do sol de calendário. É o único oásis natural da América do Sul e possui uma das maiores dunas de areia do continente. O calor é escaldante e a água da lagoa é impropria para banhos. Reduto de mochileiro e adeptos de passeios de bugies alinhados com sandboard.

A lenda de Huacachina
Diz uma das lenda que a jovem Huacachina lamentando a morte de seu guerreiro chorou sobre o local por vários dias até que se formou o lago, ao sentir-se observada por outro guerreiro jogou-se no lago e quando tentou sair não conseguiu e se transformou em uma sereia. Dizem que em noite de lua cheia ela retorna chorando a morte de seu amado.

Como chegar a Huacachina
Avião? – não tem aeroporto na cidade mais próxima que é Ica. 
Saindo de Lima
Ônibus Peru Hop Bus – faz direto de Lima para Huacachina.

Ônibus Cruz del Sur – confortável, seguro, faz paradas.
Ônibus público – leva cerca de 5h., não é recomendado por pegar passageiros ao longo da estrada, sem identificação, não é seguro. Este ônibus vai até Ica, lá é necessário tomar um táxi até Huacachina, preço médio de S/10 (U$3).
No terminal rodoviário de Ica vários taxistas esperam os turistas para levar até Huacachina.
Top-029Saindo de Nazca (nosso roteiro até Ica)
Fomos em um dodge coletivo, tem vários esperando lotação (lotação mesmo!), na saída de Nazca, são 2h. de viagem outra opção é tomar um táxi.

Onde ficar em Huacachina
Ica tem mais opções, mas em Huacachina o turista encontra hostais baratos e hotéis bem estruturados em meio às dunas.

Hospedaje Del Barco (ficamos aqui)
Localização – Camino a la Huacachina
A hospedagem fica no centro da cidade com muito barulho a noite. A hospedagem não é das melhores, muito simples e a limpeza poderia ser melhor. No hotel já podem ser contratados passeios pelas dunas. Sem reserva não tivemos outra opção, atendimento bom.

13606870_332932277038866_8134995356491784894_n-001Onde comer em Huacachina
A comida em Huacachina não é cara, se você não fizer questão de refeições em estilo gourmet não vai gastar muito.
Resto Bar La Sirena – $ (fizemos refeições nesse local).

Restaurante Mango
Helena Chocolate y Tejas
Restaurante e Pizzeria Venezia
Restaurante Mc Grill

O que fazer em Huacachina
Sandboard

Top-028Inegavelmente a atividade mais popular em Huacachina: passeio de buggy pelas dunas seguido de sandboard. Não é necessário fazer reserva, no calçadão há várias agências de turismo, os carros são adaptados para levar 12 pessoas nesta aventura. O passeio começa com o buggy subindo e descendo as dunas em alta velocidade, depois acontece o sandbord (resumindo: um snowbord na areia), não se preocupe com sua falta de equilíbrio, você poderá ir em pé, sentado ou deitado como em um trenó, não requer muita habilidade, apenas aproveite e deslize por dunas de até 30m. de altura. Prefira fazer o passeio das 16h. para aproveitar o magnífico por do sol.
Top-027Período do passeio – pela manhã às 10h. e a tarde às 16h.
Quanto custa – para um bom passeio S/98 (U$32), tem também uma taxa de S/3,60 (U$1,) para entrar nas dunas. São oferecidas duas formas de passeio: Dune Buggy e Sandboarding Tour.
Top-026Dicas
Não use chinelo a areia é fofa e muito quente;

Leve óculos de sol, a claridade é forte;
Preferencialmente bermuda, os shorts são curtos e a areia gruda nas pernas e fica raspando;
Protetor solar é indispensável;
Pergunte se a agência vai fornecer água durante o passeio, se não for leve sua água.

Diário de Bordo – nosso tour começou às 16h. sandboard. Nos acomodamos na frente, ao lado do motorista e logo sentimos que Huacachina não é só um local de descanso, mas local de muita adrenalina, um sobe e desce constante pelas dunas em mais de 2 h. de passeio incluindo descidas radicais em pranchas de Sandboard. Terminando com um espetacular por do sol entre as dunas. Voltamos para o hotel simplesmente encantadas com nosso dia, tão diferente de tudo que já havíamos feito até então.Top-030

O que fazer à noite em Huacachina
Não há muito o que fazer, a maioria dos locais fecha às 22h.30, muitas pessoas sobem as dunas a noite para fotografar a lagoa, leve uma lanterna para a volta. Se quiser aproveitar um pouco mais vá até Ica que é mais movimentado.

O que  fazer em Ica

Ica está a 3km. de Huacachina, oferece algumas opções de passeios, você pode tomar um táxi ou contratar um tour e inclusive conhecer algumas bodegas.

Pueblo de Cachiche
Distância de Ica – 4km.
Diário de Bordo – fomos com um táxi, ao chegar o perguntou se queríamos parar na Praça das Bruxas, achamos emocionante e concordamos.
Plaza de las Bruxas

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No local se reuniam bruxas da região às terças e sextas feiras para realizar seus rituais. Uma das bruxas mais famosas foi Julia Nazaria Hernández Pecho, ficou conhecida por ter curado a gagueira Fernando León de Vivero, que mais tarde se tornou presidente da Câmara dos Deputados. Para mostrar sua gratidão ele mandou erigir uma estátua em forma de mulher com as mãos estendidas em forma de V com uma coruja que significa sabedoria, inteligência e a caveira do mal e feitiçaria, a peça foi esculpida em uma única árvore de huarango. Em 1987 aos 106 anos a bruxa Julia morreu de parada cardíaca. Ainda, de frente para o fundo está uma raiz de palmeira em forma de urso, mas se você olhar do outro lado tem a forma de um elefante. Isso é Cachiche!
Diário de Bordo – A tal Plaza na ocasião tinha um aspecto descuidado com muita areia, árvores secas, bancos quebrados. Descemos do carro e ficamos olhando tudo aquilo. Era só isso? Pelo lado direito saia uma estrada arenosa que provavelmente iria até centro do povoado, pois vimos a torre da igreja. O sol estava forte, fomos andando até o centro, logo passou um táxi com duas passageiras, completamos a lotação e o taxista nos levou de volta até Ica. Conseguimos um mapa e fomos procurar as Tejas Rosalia.

tejas rosaliaTejas Rosalia em Ica
Localização – Calle Ayacucho,309, Av. San Martín 1265.
Local de uma das mais tradicionais tejas (bombons recheados), são pioneiros em tejas artesanais desde 1932.

Diário de Bordo – Não é muito central, já estava quase desistindo quando avistamos o local, a princípio achei que estávamos no endereço errado, era uma pequena porta, balcão antigo de madeira, tímidas prateleiras na parede, mas lá estavam as desejadas tejas, na parede fotos de Dona Rosalia, perto de seus 100 anos. Experimentamos uma pequena teja, manjar dos deuses, quando dissemos que éramos do Brasil, nos ofereceu uma feita de coco, mas gostamos mesmo foi da primeira, pecã glassada. Resolvemos almoçar em Ica, o restaurante Bruxas de Cachiche nos pareceu pitoresco.

 Restaurante Bruxas de Cachiche em Ica
Diário de Bordo – Nova decepção, as Bruxas de Cachiche realmente não estavam a nosso favor, os dois primeiros pratos escolhidos no cardápio estavam em falta, acabamos pedindo alguma coisa básica para comer .

Bodega Vista Alegre – IcaTop-033
LocalizaçãoVictor Manuel Bernales 467,
Horário Atendimento – a partir das 10h.
Os irmãos Picasso chegaram da Itália em 1850 plantaram os  vinhedos e deram início ao vinho fino no Peru. Os vinhedos ocupam 180 hectares. Hoje a Bodega está na 4ª. geração, acompanha por técnicos que se especializaram na Itália, França e Argentina.
Diário de Bordo – Chegamos às 10h.30., eles não cobram ingresso, mas esperam que você adquira algum produto. Atualmente os vinhos são feitos principalmente com uvas Tempranillo, Malbec, Pinot, conhecemos o sistema de moagem, filtração e envelhecimento dos vinhos assim como o processo de fabricação da Cachina e Pisco. Na degustação, o vinho Borgonha foi o que mais nos agradou. Compramos apenas uma sangria, embaladas em caixas tipo tetra pack, com nossas mochilas seria impossível trazer garrafas.

Bodega El Catador – Ica
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LocalizaçãoFundo Tres Esquinas # 102.
Bodega artesanal El Catador pertence a família Carrasco Gonzáles, que utiliza pequenos alambiques de barro para envelhecimento do vinho, o mosto da uva é destilado à base de lenha. Exibem um agradável restaurante e adega para degustação.
Diário de Bordo – Aqui também ficamos só na degustação. Produzem também sucos, geleias e picles. O passeio terminou às 12h.

NAZCA x ICA x HUACACHINA
Diário de Bordo – Fomos até Ica em um táxi coletivo, um Dodge antigo dirigido por um senhor com mais de 70 anos dirigindo em alta velocidade, não parou nem quando o guarda sinalizou. Ele nos deixou no centro de Ica, entramos em uma lanchonete para nos orientar de como chegar a Huacachina. Um taxista propôs S/10 (U$2,80), não tínhamos rodado nem 100m. quando a Paula percebeu que havia deixado os óculos de grau na lanchonete. Desesperou! Disse para o motorista que precisava voltar, ele disse que teria de acrescentar S/5, ameaçamos descer do táxi, o tal indivíduo tinha a maior cara de safado, disse para ficarmos que cobraria S/12 no total, os óculos estavam no chão da mesa aonde estivéramos. Descemos do táxi em Huacachina e logo um Agente de Turismo se aproximou, informou preços de passeios e nos indicou um hostal, era muito alternativo e caro mas, o tal “acompanhante” insistia, já queria levar nossa bagagem para o quarto, dissemos que iríamos ficar ali, mas que iríamos caminhar um pouco, ele conversou com o gerente do hotel e foi embora. Assim que nos vimos livre dele saímos à procura de outro local, o hotel Hospedaje Del Barco, em frente ao calçadão da lagoa, nos ofereceu um quarto nos fundos, com banho compartilhado, já deixamos combinado com a Buggy Adventure o passeio do dia seguinte, à tarde.
Acomodamos nossas coisas, tomamos banho, fomos caminhar em torno da lagoa, visual muito diferente, impossível imaginar um local daqueles ao lado de uma cidade como Ica. Gente jovem, uma verdadeira cidade balneário, povo simpático e alegre. Jantamos no Restaurante Sirena, S$40 (U$11).

HUACACHINA  x PISCO
Diário de Bordo – Acordamos cedo, tomamos um desayuno, foi o primeiro e último lugar que pedi café puro, consiste em uma caneca de água quente, cheia até a borda e um mísero envelope de café solúvel. Era muito cedo para o passeio pelas bodegas, ficamos tomando sol e esperando a hora passar. Às 9h.fomos para o ponto de táxi pesquisar preços, S/40 (U$12), para visitar 2 Bodegas: uma moderna e uma tradicional, em ambas o passeio é guiado e tem uma taxa de ingresso.

Depois da visita as bodegas pedimos ao taxista/guia que nos deixasse no terminal de ônibus, nosso próximo destino PISCO, 66km. de Ica., nosso ônibus saiu às 13h.

Linhas de Nazca

Atualizado em 2020

 Eram dos deuses astronautas?

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Cidade – Nazca.
Distância – 450km. de Lima, 120km. de Ica, 650km. de Cusco.
População – 30 mil habitantes.
Quando ir – qualquer período, a região é desértica, não chove.
Quanto tempo ficar – 1 dia é suficiente para fazer o sobrevoo.
A Civilização de Nazca viveu no Peru em uma época antes do surgimento e crescimento dos Incas, provavelmente entre 300 a.C. e 800 d.C.

Como chegar a Nazca partindo do Brasil
Não há voos direto, é preciso ir até Lima, no aeroporto em Lima tome outro voo até Pisco (Aeroporto Capitão Renán Elias Oliveira (PIO), você vai estar a 320km. de Nazca a próxima etapa deverá ser de ônibus ou carro.

Como chegar partindo de Lima – ônibus
Empreso Cruz del Sur, a viagem dura cerca de 7h., em ônibus leito e serviço de bordo com jantar. Os bilhetes podem ser comprados via on line.

Como chegar partindo de Cusco – ônibus
Ônibus – Agências e tempo de viagem: Cruz del Sur (10h.25), Movil Tour (11h.), Grupo Palomino (8h.50), Tepsa (14h.), Oltursa (14h.20). Os preços variam de U$15 a U$45 em semi leito ou leito e dependendo do serviço de bordo, geralmente inclui jantar. Todos eles saem a tarde de Cusco.
Chegando a Nazca você pode tomar um táxi até o aero parque, que fica muito perto do centro da cidade e lá, escolha a empresa aérea .
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Como é o voo
Resumindo: Emocionante! 
Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1994
Scan-001.bmpPrepare-se para muita emoção. O voo dura aproximadamente 30 minutos e o piloto mostra 13 desenhos, os principais são: macaco, aranha, peixe, tubarão, lhama, condor, lagarto e astronauta, este sem dúvida o mais intrigante. O sobrevoo se inclina para a direita e esquerda para que todos os passageiros possam visualizar as figuras. Os preços variam entre U$$60 e U$$80. A frota foi trocada a pouco tempo por aviões mais modernos. São pequenos aviões que levam em geral 4 passageiros e 2 pilotos, são muitos aviões, não se preocupe, não vai faltar. Se estiver inseguro quanto ao voo, há uma torre de observação.
Dica – as fotos não vão sair boas, curta o passeio e compre alguns postais.

Vai para o Peru? Não conhece as LINHAS DE NAZCA?
O que está esperando? Programe-se!!!!!!

Linhas de Nazca

05-001Os desenhos gigantescos não têm uma data exata, foram feitos provavelmente entre 500 a.C. e 500 d.C. pela Cultura de Paracas que viveram naquela época. As Linhas de Nazca continuam sendo um dos muitos mistérios do mundo antigo, com explicações sugeridas que vão desde o calendário astronômico, caminhos sagrados, até as marcas de OVNI’s feitas por extraterrestres.
etezinho-001O fato é que tendo sido feito por extraterrestres ou não, nada explica até agora, o fato de certas imagens de centenas de metros terem sido feitas de modo que só pudessem ser vistas ou identificadas do alto. Em um plano de 37km.  linhas são identificadas por alguns como pista de pouso de OVINI’s, intermediadas por formas geométricas.

Maria Reiche, uma famosa matemática alemã, falecida em 1998 com 95 anos de idade, residiu longo tempo em Nazca e estudou as linhas por 50 anos, tornando-se a pesquisadora que mais estudou tais Linhas e chegou à conclusão de que se tratava de um calendário astronômico. Terminou seus dias cega de tanto observar as linhas sob o inclemente sol do deserto.
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Tem mais coisas em Nazca? Sim!!!!!
Cemitério Chauchilla, Cahuachi (Vaticano Pré-Hispânico), Aqueduto de Cantalloc, Museu Didático Antonini.

Cemitério Chauchilla

Distância de Nazca – 30km.
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São 13 túmulos do período pré incaico (1.000d.C. a 1.200d.C.), foram construídos com blocos de adobe e as múmias podem ser observadas ao ar livre com pedaços de roupagem, cerâmicas e cabelos em longas tranças que eram cortados por ocasião do sepultamento. O processo de mumificação era simples: os tendões eram cortados para que os membros pudessem ser manipulados.
Top-020Os órgãos internos eram retirados e a pele desidratada com sal. O corpo era envolto com tecido de algodão e mantido em posição fetal junto com algumas joias e utensílios pessoais. Entre as covas há caminhos com pequenas pedras, mas não é difícil observar alguns ossos espalhados pelo chão. No local existe um pequeno museu com a mais bem conservada múmia encontrada no local e algumas fotos do período da descoberta do cemitério.

Cahuachi

1200px-Cahuachi_14-001Distância de Nazca – 28km.
Cahuachi era um centro cerimonial da cultura nazca que teve o auge entre o ano 1 a 500 DC. O nome Cahuachi significa “onde vivem os videntes”. No complexo eram realizados vários rituais inclusive de sacrifícios humanos.

Diário de bordo – Cusco x Nazca

Com antecedência compramos bilhetes pela Cruz del Sur, opção semi leito, para 18h.30.
Na Plaza de Armas pegamos um táxi e fomos para o terminal de ônibus, chegamos às 16hs., Fomos para a rampa de embarque com meia hora de antecedência, foi uma correria o ônibus já estava saindo em horário adiantado.
Viagem de Cuzco até Nazca seria de 13h., o ônibus parou ainda em dois ou três locais dentro de Cuzco para apanhar passageiros. Todos acomodados, a rodo moça anunciou que serviria o jantar, mas passageiros que sofressem de enjoo deveriam evitar esta refeição. Foi servido arroz, picadinho de carne, batata e refrigerante. Logo descobrimos o porquê do aviso, o ônibus executa malabarismos incríveis em estrada estreita sobre precipícios, ainda bem que começou a escurecer, assim não vimos
os perigos do trajeto! A noite foi longa e estressante, a cada curva nos deslocávamos e tínhamos que apoiar os pés firmes no chão para não cair da cadeira. Na viagem anterior havíamos passado muito frio, agora nos enchemos de roupa, o ônibus tinha calefação e logo começamos tirar o que foi possível. A rodo moça ligou a TV, como estávamos na primeira fileira, o som era muito alto não dava para  dormir, terminado um documentário sobre o Peru foi colocado um filme, o alívio com o final do filme foi passageiro, foi colocado mais um, de ação e violência, isto tudo com aquele ônibus que rodava nas curvas feito um pião. Durante toda a viagem foram poucas e rápidas paradas, na primeira desci, mas na segunda não sabia onde estava um pé da minha bota, só fui achá-la embaixo do banco vizinho quando o dia começou a clarear. Segundo a Paula a paisagem estava mudada e desértica com algumas lhamas, não conseguia abrir os olhos, estava com muito enjoo. 

NAZCA
Desembarcamos em meio a uma multidão de taxistas querendo nos levar para o aeroporto Maria Reiche, indicamos a Aero Condor, mas no caminho o motorista nos tentou persuadir oferecendo outra companhia. Quando chegamos na entrada da Aero Condor, já havia uma agente esperando, disse que os escritórios ficavam do outro lado da rua, e praticamente nos “arrastou” até lá, percebemos logo de cara que havia uma combinação entre ela e o taxista, mas assim mesmo fomos até lá. Como a negociação estava indo dentro do previsto, e o avião Cessna nos “pareceu” um dos melhores, acabamos fechando por U$85,00 cada voo de 35 minutos, por medida de segurança fomos em voos separadas. Jamais me arrependeria desta aventura, fotos não podem retratar o que é visto das janelas destes pequenos aviões, voam baixo e fazem inclinações ora para a direita, ora para a esquerda, para que os passageiros possam observar melhor aquelas figuras que com certeza não foram feitas por seres deste planeta. Desci tão maravilhada quanto a Paula, ficamos horas e dias comentando sobre aquilo e não chegando à conclusão alguma.
Atravessamos a rua e fomos procurar um lugar para o desayuno estávamos sem comer desde o dia anterior. Voltamos para o hangar e conversamos com a Agente de Viagem que nos conseguiu um taxista para nos levar para um tour S/70(U$20,00),  mais os ingressos ao sítio arqueológico S$8,00 (U$2,50 ), e Fábrica de Cerâmica S$5,00 (U$1,50). O taxista era um verdadeiro guia, rodamos pelo asfalto, depois entramos em uma estrada de terra, paisagem seca, desértica e poeirenta.
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Visitamos o Cemitério Chauchilla, depois fomos ao atelier “Taller de Cerâmica Toto’s”, especializados em cópias e restaurações de cerâmica Nazca, fazem isso há anos, técnica passada de pais para filhos, na restauração de peças, pintadas com argila colorida.
Em seguida fomos para um outro ateliê especializado em cunhar pequenas peças de ouro, o artesão nos pareceu comercial demais, foi logo pedindo uma “propina”, fizemos de conta que não entendemos. Esta era a última visita, pedimos ao motorista que nos levasse até o terminal de ônibus, mas no caminho ele nos sugeriu que alguns carros que faziam lotações para Ica, como eu já havia lido algo a respeito, achei ótima ideia. Ele nos levou até a saída da cidade, já havia um carro aguardando passageiros, era um imenso Dodge, muito antigo, o motorista era um senhor de aproximadamente 70 anos, acomodou nossa bagagem, Paula e eu sentadas na frente, atrás mais 4 passageiros. Ligou o rádio, com uma seleção de rumba e mambo e lá fomos nós. Estrada asfaltada, mas sem acostamento, o motorista mantendo a velocidade sempre acima da permitida. A estrada a princípio interessante, com o tempo ficou monótona, só areia e algumas dunas. No trajeto um guarda fez sinal para o nosso motorista parar (só podia ser pela velocidade), ele deu de ombros, sorriu e continuou. Depois de algum tempo na monótona paisagem, o motorista começou a bocejar, falei para a Paula, mas ela respondeu: – Pode deixar, estou esperta! Duas horas depois chegamos a Ica.

Machu Picchu

Top-032A Trilha Inca Clássica é considerada uma das 10 melhores do mundo, são 43km. em 4 dias. De todas as formas de se chegar a Machu Picchu esta é a mais emocionante e intensa, mas também a mais cara, já que é necessário ir com agência, guias experientes e porteadores. Pacote de 5 dias e 4 noites aproximadamente R$5.000,00 (dependendo do que a agência oferecer), por pessoa, sem aéreo, saco de dormir cobrado separado e se necessitar de porteador para levar a mochila também haverá um extra.
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SÁBADO

Às 8h.30 o ônibus aguardava na Plaza de Armas, eramos 9 turistas ( 2 inglesas, 1 italiano, 1 casal de austríacos, 1 espanhol, 1 argentina, eu a Paula, mais 2 guias e os carregadores.
CUSCO / CHINCHERO – 3.760m. a.n.m.distância de 30km., 40 minutos de viagem e paramos para colocar as barracas no ônibus.
CHINCHERO / OLLANTAYTAMBO – 2.792m. a.n.m.
Parada para uso de banheiro, compra de cajado (S/5,00), chá de coca (s/3,00). Saímos às 11h., o trajeto começou a ficar mais difícil, estrada de terra estreita sempre paralela ao rio e via férrea, plantações de quínua, milho, trigo, batata, casas de adobe. Na próxima parada descemos e aguardamos o almoço. Foi servido em uma mesa ao ar livre, uso do banheiro (S/2,00). Apareceram as vendedoras: água, tiras para prender os isolantes na mochila, chapéu. O guia nos informou que o dia seria “muito leve”. Decidimos levar as mochilas apesar de estarem volumosas, os sacos de dormir para baixas temperaturas eram pesados e tomavam metade da mochila.
OLLANTAYTAMBO / PISKCACUCHO 2.750m. a.n.m. – km.82 da via férrea, início da trilha. Passamos por uma cancela de controle, uma ponte suspensa, sempre com a montanha Verônica observando tudo.
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PISKCACUCHO / LLACTAPATA – 2.650m. a.n.m. – de Piskcacucho a Llactapata foram 5km.
LLACTAPATA /  WAYLLABAMBA –  3.000m. a.n.m. – percurso de 7km. , nossas mochilas começaram a pesar muito, a altitude também estava fazendo com que o cansaço fosse maior, apesar da ajuda do cajado foi muito difícil, decidi que no dia seguinte iria providenciar a remessa  das mochilas pelos carregadores, o dia seria mais difícil que o primeiro.

Top-003WAYLLABAMBA / WARMI WAÑUSQA  – 4.215m. a.n.m. – passamos às 11h.20 pelo local de maior altitude.
Top-004Pacasmayufinalmente o acampamento. Estávamos completamente exauridas. Procurei o guia Javier e contratei para os próximos dias um porteador para levar as mochilas. Tomamos posse de uma barraca, não havia local para banho, o “sanitário” era um buraco no chão, com duas tábuas atravessadas, cercado por um encerado. Acomodamos as mochilas e saímos para o jantar. O frio foi ficando insuportável, o jantar foi servido à luz de lampião, mas estava tão frio que a austríaca resolveu dormir sem jantar. Naquela noite vimos um céu maravilhoso, muito estrelado e limpo.

Top-005DOMINGO 

Acordamos às 6h. com duas canecas de chá de coca invadindo a barraca. Lavamos o rosto e escovamos o dente com água mineral, economizando bastante, pois não havia aonde comprar mais durante o dia. Após um desayuno de mingau de aveia, pão, margarina, geleia, chá e panquecas, saímos para a caminhada, sabíamos que esse dia iria ser bastante puxado. Os porteadores ficaram desmontando o acampamento e logo nos alcançaram, alguns levam botijões de gás e mais algumas tralhas, é incrível o que esses pequenos homens conseguem levar nas costas.

Top-010ACAMPAMENTO PACAYSAYU / PASO DA MULHER MORTA 4.215m. a.n.m. – Na metade do caminho, olhando para trás observa-se que saímos de um vale profundo, mas que ainda falta muito para chegar ao final. Só subida, caminhada de aproximadamente 5h., os últimos 500m. parece o final de uma maratona, todos chegam transtornados de cansaço e falta de ar, a Paula foi a primeira mulher a chegar dentre todos os grupos que estavam subindo (cheguei em segundo), além da falta de ar, como em todo o trajeto existem degraus o joelho dói. aqueles que chegam primeiro ficam esperando os demais com palavras de entusiasmo. A Trilha Inca uma vez iniciada não tem como voltar atrás, não tem como parar seja como for tem de ir até o fim. É o grande desafio!

Top-012PASO DA MULHER MORTA / VALE DE PACASMAYO – 3.500m. a.n.m. – depois de descansados e parcialmente refeitos, começamos a descer, agora os joelhos vão sentir mais ainda, o auxílio do cajado é fundamental. São degraus e mais degraus, 1h.30 de descida íngreme até o Vale de Pacasmayo. Top-009Chegando ao acampamento já estava bastante frio, não havia chuveiro com água quente, apenas dois chuveiros com água que descia das montanhas….. resolvemos encarar… foi difícil, mas o resultado ótimo, nos sentimos bem melhor afinal no dia anterior não havia nem chuveiro frio. O almoço ficou pronto às 15h., depois do banho frio, a sopa engrossada com uma espécie de fubá e fumegante caiu muito bem, arroz, batata e um ensopado de carne, finalizando com um chá. Às 17h. o lanche: chá, pipoca, bolacha, massa frita e jantar às 19h., só tomei a sopa, era muita comida para um só dia. Mesmo com atraso eles fazem questão de servir todas as refeições previstas em contrato. No local não há venda de água, eles fervem alguns caldeirões e distribuem para o pessoal, acrescentei cloro, achei meio duvidoso, a água estava com um gosto muito ruim. Apesar do dia ter sido puxado estávamos em melhores condições do que no dia anterior, quando as mochilas nos deixaram com muita dor nas costas.

SEGUNDA FEIRA

VALE DE PACASMAYO / RUNKURAKAY – 3.760m. a.n.m.como dormíamos muito cedo, sempre acordávamos antes que a caneca de chá de coca invadisse a barraca. Lavamos o rosto e escovamos os dentes em uma água de bica, terrivelmente gelada. Saímos às 7h.30 logo no início uma subida acentuada até a circular construção de Runkurakay, 40 minutos só de escada. A partir do terceiro dia a trilha percorrida é a original Inca.
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RUNKURAKAY / CONCHAMACHA  – ruinas de Conchamacha às 10h.Top-016
CONCHAMACHA / SAYAQMARKA3.625m. a.n.m. – trecho em declive chegamos as 10:15h.

SAYAQMARKA / CHAQUIQOCHA parada para almoço às 11h. Salada de pepino com tomate, arroz com azeitonas, batata cozida, batata refogada, bolinho de arroz, almôndegas com molho, e chá. Em nossas garrafas só tínhamos disponível a água fervida fornecida no acampamento anterior.

CHAQUIQOCHA / PHUYUPATAMARKA  – 3.650m. a.n.m. –   às 13h.40, trajeto foi com pouca subida, mas com muitos despenhadeiros e algumas grutas.
Top-021PHUYUPATAMARKA / WIÑAYWAYANA  – chegamos ao alojamento às 16h., agora com mais recursos, chuveiro quente (pago), restaurante com bebidas geladas, lanches, tudo muito caro. Aproveitamos para tomar banho e comprar água. Foi nossa última refeição comunitária, é praxe que os participantes do grupo se cotizem e distribuam algum dinheiro entre os porteadores,  guias e cozinheiros e guias, e assim fizemos, foi uma confraternização muito bonita. No dia seguinte seguiríamos com os guias, mas não veríamos mais esse pessoal de apoio. Como nossos sacos de dormir e isolantes iriam embora com eles no dia seguinte pela manhã, nossas mochilas ficaram leves e mais cômodas para serem carregadas.

TERÇA FEIRA

Top-025ALOJAMENTO  WIÑAYWAYANA / MACHU PICCHUantes mesmo que as canecas malucas chegassem já estávamos acordadas as 4h. fechando as mochilas, as 4h.30. foi servido o desayuno, todos ansiosos para partir, mas parece que os guias não estavam com muita pressa, é que neste último trecho há um posto de controle que só abre às 5h.30. Passamos pelo controle e lá fomos rumo a Machu Picchu, nem neste dia estávamos livres das escadas, no último trecho é necessário subir literalmente de quatro, usando as mãos para ajudar. Às 6h.40 estávamos na Porta do Sol.
Top-027Visão incrível, um verdadeiro cartão postal, não parece real, o que se vê em fotos parece muito limitado quando se chega lá, tudo é muito grande, majestoso, parece que a cidade foi abandonada a pouco tempo. Aguardamos até que o sol nascesse por completo e inundasse toda a cidade.
05-001 Quando se chega à Porta do Sol, parece que já se viu tudo de Machu Picchu, mas quando o sol inunda o local, consegue ser mais fantástico, na sequência começamos a descer a trilha em fila indiana em direção a cidade. A chegada dos caminhantes precede a chegada do trem e ônibus que despejam muitos turistas, é necessário aproveitar esse tempo.
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Mais um posto de controle de entrada na cidadela, nesse local ficam guardados cajados e mochilas, é interessante pedir para colocar no passaporte um carimbo de visitação. O guia nos levou aos locais principais, explicando detalhes, depois se despediu e disse que poderíamos ficar o tempo que achássemos necessário, não esquecendo que deveríamos nos encontrar com ele em Águas Calientes para pegar o boleto do trem que iria à tarde para Cusco.
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Passamos toda a manhã andando por lá, depois pegamos um ônibus às 11h.30h para Águas Calientes, viagem rápida de 25 minutos em estrada de terra.
Top-047Em Águas Calientes subimos até as termas de águas vulcânicas com piscinas ao ar livre, até então não sabíamos se seria uma boa opção, a princípio não achamos, olhando da passarela água parecia turva, mas depois olhando melhor as piscinas era por causa da areia que fica depositada no fundo, alugamos toalhas (S/3,00 cada) e decidimos entrar (S/10,00 p/ pessoa). São 4 piscinas de água morna com temperaturas variáveis, que vão aumentando de uma para outra piscina, ficamos muito tempo, um descanso para as pernas depois de tantos dias andando. O atendimento no local é de pura gentileza. Tem até um simpático barzinho para aperitivos, mas como ficamos muito tempo na água não houve tempo para o aperitivo.
Descemos para a cidade, são muitas as opções de restaurantes, optamos por um restaurante na rua principal, escolhemos a sopa “criolla”, muito engordurada, a Paula passou mal. Depois do almoço fomos até o lugar combinado para pegar os tickets de trem, que saiu às 16h.20, o melhor lugar é do lado direito, porque  a estrada de ferro corre paralela ao rio Urubamba. A estação de chegada é Ollantaitambo, aonde uma van da empresa espera para levar até a Plaza de Armas em Cusco. Chegamos às 19h.30.Top-045 As lavanderias estavam fechadas, em uma tienda vi um cartaz que informava lavarem roupa, mas a dona percebendo minha necessidade nem pesou a roupa e disse que tinha 5kg., estaria pronta no dia seguinte cedo, S/25,00, o preço estava acima do normal, mas sem outra opção acabei concordando.

QUARTA-FEIRA – CUZCO x NAZCA

Passamos o período da manhã e tarde em Cusco visitando pontos turísticos e a noite fomos para Nazca.

São 3 as principais maneiras de se chegar a Machu Picchu:

Confortável– trem até Águas Calientes e depois ônibus;
Econômica – micro ônibus ou van até Aguas Calientes, completando com caminhada pela hidrelétrica.
Cansativa, emocionante e não tão econômica – Trilha Inca caminhando de Ollantaytambo a Machu Picchu.

Quer chegar a Machu Picchu com mais conforto? Vá de trem!

tremPara ir de Cusco a Machu Picchu são duas empresas que operam a mesma linha férrea em horários diferentes: Inca Rail e Peru Rail. Os trens terminam seu trajeto na estação de Ollantaytambo, de lá até Machu Picchu a opção é ônibus ou subir caminhando.
Preço das passagens (pode ter alteração).
Preço por trecho na classe econômica US$ 55. No preço da passagem está incluso o ônibus que leva até alguma das estações: San Pedro, Poroy ou Ollantaytambo.
Estação San Pedro – 10 minutos de caminhada da Plaza de Armas, mas é a opção mais demorada, 4h. de viagem., se quiser ir mais rápido tome um táxi e use o trem a partir de Poroy.
Estação Poroy – acesso de táxi ou Uber, em 25 minutos partindo de Cusco, fecha de janeiro a abril que é o período de chuva.
Estação Ollantaytambo – distante de Cusco cerca de 2h. Pode ser acessado após o tour ao Valle Sagrado dos Incas que termina por volta das 15h., avise o guia  com antecedência. 

ÁGUAS CALIENTES X MACHU PICCHU

Ao chegar a Aguas Calientes de trem, van, micro ônibus, tem mais um trecho para chegar a Machu Picchu que pode ser feito de ônibus ou a pé.
Ônibus – custa aproximadamente S/80 (U$ 24), ida e volta. Alguns hotéis providenciam a compra, evite fila.
Caminhando saindo de Águas Calientes são 9km. de subida e em Machu Picchu tem muita caminhada dentro do complexo, não recomendo.
Caminhando pela Central Hidrelétrica Machu PicchuA van deixa no ponto mais próximo de Águas Calientes, o percurso a pé leva cerca de 2h. ao lado dos trilhos de trem em terreno quase todo plano, uma forma econômica.
Na Plaza de Armas as agências de turismo vendem a passagem da van, deve custar S/100 ida e volta. Na volta é preciso estar atento ao horário, esteja em Aguas Calientes por volta das 14h., as últimas vans saem da hidrelétricas as 16h. Duração desse opção é de 6h. de van.

Como foi nossa negociação com agente de turismo

QUINTA FEIRA
Fechei um pacote para fazer a trilha inca ainda no Brasil com a agente Marisol. Viajamos de ônibus de Puno para Cusco, chegamos 5h.30. Pela manhã tentei entrar em contato com a Marisol, várias tentativas via telefone e nada, comecei a ficar preocupada, após muitas tentativas consegui contato com o marido dela que marcou um encontro na Plaza de Armas, conversamos e disse a ele que queria locar também sacos de dormir e acertar mais detalhes, quando disse a ele o preço que a Marisol nos passou por e-mail notei sua cara de espanto. Disse que passaria a noite no hotel para conversarmos melhor, mas nenhum dos dois apareceu.

SEXTA-FEIRA

No dia seguinte fizemos um tour pelo Valle Sagrado, voltando ao hotel liguei para a Marisol, não estava, mas o marido ficou de levar os sacos de dormir ao hotel. A noite chegaram Marisol e o marido Saul. Sua primeira pergunta foi se eu havia levado os e-mails, disse que sim, ela perguntou se não havia recebido um e-mail informando alteração no preço, eu disse que não, inclusive estava abrindo meu e-mail todos os dias. Quando examinou o preço U$175,00 por pessoa disse que o preço estava “loco”, eu deveria pagar U$200,00, disse para ela que não havia a menor possibilidade, pagaria o valor pactuado com antecedência de 30 dias. Depois de muita conversa, resolvi pagar mais U$10,00. O pacote nos dava direito: ônibus até o km. 82, entradas para o Caminho Inca e Machu Picchu, três almoços, 3 cafés da manhã e 3 jantares, barracas para 2 pessoas, isolantes para chão, carregadores para barracas e cozinha, cozinheiro, serviço de 2 guias, ticket de trem para retorno a Cuzco no 4º. dia a partir de Águas Calientes. Sem direito a passagem de ônibus de Machu Picchu a Águas Calientes. Tudo devidamente explicado, pago e esclarecida as dúvidas nos deixou um mapa roteiro, mas apenas um saco de dormir, garantiu que o guia me entregaria o outro no dia seguinte. Eles foram embora e subimos até o quarto para arrumar as mochilas, o que não fosse necessário deixaríamos no hotel.

CUSCO

Atualizado em 2020, alguns valores podem sofrer alteração.
Cusco foi nosso local de partida para fazer  a Trilha Inca.
Informações mais detalhadas sobre o país, saúde, documentos, no post de Lima.

CUSCO

Quando ir – entre maio e setembro é seco com temperaturas entre 10ºC a 0ºC à noite. De novembro a março é mais quente, mas chove e isso pode impossibilitar a visita aos sítios arqueológicos.
Quanto tempo ficar – para quem não for fazer a trilha inca, quatro dias são suficientes.
Alta temporada – junho, julho e agosto.
Altitude – 3.400m. a.n.m.
Moeda – A moeda oficial do Peru é o Sol (S /.) Circula em moedas de 1, 5, 10, 20 e 50 centavos, 1, 2 e 5 solados e em notas de 10, 20, 50, 100 e 200 soles.
Cotação do Novo Sol – U$1,00 = S/3,60 (outubro/2020)
Voltagem elétrica – 220 volts, os plugues geralmente são do tipo A, B e C.
Festividade – No dia 24 de junho é comemorado o Inti Raymi ou a Festa do Sol, a festa se divide em três partes: o nascer do sol no templo de Qorikancha, seguida de uma procissão para a Plaza de Armas e no final ocorre uma grande cerimônia em Sacsayhuamán.

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Como chegar:  Brasil x Cusco
Avião – não há voos direto para o Aeroporto Internacional Velasco Astete (aeroporto de Cusco), é necessário conexão em Lima, depois até Cusco o voo dura apenas 1h. com várias opções de empresas aéreas: Lan, Taca, Peruvian, Star Peru e LCPeru.
Dica – Geralmente os “voos casados” são mais baratos, procure comprar Brasil x Lima x Cusco (ida e volta), se comprar Brasil x Lima x Brasil e depois Lima x Cusco x Lima, provavelmente vai sair mais caro.
Para sair do aeroporto de Cusco até o centro da cidade o melhor é tomar um táxi, não é difícil arrumar alguém para compartilhar. No Peru os táxis não têm velocímetro, confirme o preço com o taxista antes de embarcar, vai custar cerca de S/10 (U$2,80).
Ônibus – empresas: Tepsa (U$65), South Cross (U$87), o trajeto de Lima para Cusco leva 20h., em estrada sinuosa.

inkaexpress (1)Como fomos de Puno a Cusco
Empresa de ônibus Inka Express, valor S/216,80 (U$60,24), tempo aproximado 8h. Apesar de agasalhadas passamos muito frio, compramos bilhete em ônibus com calefação e leito, mas não tinha nenhuma dessas opções, na primeira parada algumas pessoas subiram vendendo mantas, como não sabíamos o que nos esperava não compramos, entrava vento por todos os lados do ônibus e o restante de nossas roupas de frio estavam no bagageiro. Passamos, muito, muito frio.
Chegamos a Cusco às 5h.30 e não tínhamos reserva de hotel, fomos até a Plaza de Armas e começamos a procurar hospedagem.

 O QUE VER EM CUSCO

Boleto Turístico – veja no final do post informações detalhadas

Passeios

Todos os passeios saem diariamente, na baixa temporada só às 3ª., 5ª. e sábado. O preço incluí transporte, guia, ingressos e almoço a parte. A agência www.machupicchubrasil.com.br é brasileira, o que facilita as negociações.

 Valle Sagrado de los Incas

Está composto por rios, vales, monumentos arqueológicos e povoados indígenas:  Chinchero (produção têxtil), Pisac (feira artesanal).  Urubamba (cosmopolita), Ollantaytambo (fortaleza e cultura inca viva), Maras Moray (salinas).
Preço do tour – U$40 a U$80, dependendo do roteiro e número de pessoas no grupo.

Mirador de Taray

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Excelente localização para observação do Valle Sagrado, rio Urubamba (ou Vilcanota), montanhas, povoados, campos de cultura de milho.
Localização – estrada de vai de Cusco para o povoado de Pisac.
Altitude – 3.200m. a.n.m.

 Complexo Arqueológico de Pisac

Possivelmente foi construído no período do Inca Pachacútec como centro administrativo, nas ruinas estão escadas, aquedutos, portadas, pontes, terraças de plantio e buracos feitos nas montanhas para depositar os mortos mumificados. A arquitetura foi projetada de tal forma a resistir abalos sísmicos. O Complexo se estendem por 4km2.
Altitude – 3.400m. a.n.m.
Como chegar – tour

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Feira Pisac
Esta feira começou como escambo de produtos entre os habitantes do vale. Atualmente vendem artesanato principalmente têxteis e souvenires para turistas. Pechinchar sem desvalorizar o produto é válido, o desconto pode chegar 20%.
Não compramos nada porque o motorista nos disse que nas outras paradas teríamos feiras melhores, o que não correspondeu com a verdade.
Como chegar – tour

Sítio Arqueológico Intihuatana

Top-014Intihuatana no idioma quéchua significa “onde se amarra o sol”. A pedra marca as estações do ano por meio da projeção de sombras na parte superior do monumento, o gnômon. Também marca os equinócios, dias do ano em que dia e noite têm exatamente a mesma duração – início do outono e início da primavera.
Como chegar – tour

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No sítio arqueológico de Ollantaitambo acredita-se que 400 homens trabalharam ali durante 70 anos. São 257 degraus para chegar ao alto e Ollantaitambo significa “lugar para se olhar para baixo”. O povoado fica perto das ruinas, tem posição estratégica perto de Águas Calientes, são ruelas pedregosas, mulheres com trajes coloridos e atende as necessidades dos turistas com feira de artesanato.
Como chegar – tour.

Chinchero Templo Colonial

Chinchero-Waman-Adventures-002Conhecido também como Nuestra Señora de Montserrat ou Nuestra Señora de la Natividad foi levantada sobre a base do antigo Palácio do Inca Túpac Yupanqui. A torre do campanário apresenta janelas de meio ponto, teto com telhas, em sua parte central está uma cruz. Aos domingos no pátio em frente a Chinchero funciona uma pequena feira de artesanato.
Localização – distrito de Chinchero, província de Urubamba.
Horário – das 7h. às 18h.
Como chegar – tour

Sítio de Saqsaywaman

sacsayhuamanFoi uma antiga fortaleza que os espanhóis imaginaram servir para fins militares devido sua grandiosidade. A primeira parede é feita por rochas de 90 a 125 toneladas de peso, para acessar o interior era necessário passar por três portas, foi a maior obra arquitetônica construídas pelos incas durante o apogeu do império. Funcionou como centro cerimonial sagrado e de estudos, era chamado de “Casa do Sol”. Começou a ser construída por Pachacútec no séc. XV e terminou durante o governo de Huayna Cápac no sec. XVI.
Altitude – 3.650m. a.n.m.
Como chegar – tour

morayMoray sítio arqueológico

Nesse local os incas aproveitaram a depressão do terreno para construir terraças. Acredita-se que em cada terraça a temperatura era diferente e aproveitavam essa diferença para fazer experimentos alimentícios, principalmente batatas.
Dica – Para quem tem dificuldade de locomoção não é um passeio recomendável já que para chegar ao ponto central é necessário utilizar degraus estreitos e mais altos do que o comum.
Localização – 2km. ao norte de Cusco.
Horário de visitação – de segunda a domingo das 7h. às 18h.
Como chegar – tour ou caminhando

Laguna Humantay

Acesso pode ser feito através de trilha, tem aproximadamente 7km ida e volta e o objetivo é alcançar a lagoa que apresenta águas com vários tons de azul e verde.
Como chegar – tour ou caminhando pela trilha

NA CIDADE
 Plaza de ArmasTop-005

Chamada pelo incas de Huacaypata, em quéchua “lugar de lamentos”, aqui se realizavam cerimônias sagradas e no seu entorno foram construídos os palácios de Pachacutec, Huayna Capac, Sinchi Roca, Wiracocha, Tupac Yupanqui e Wiracocha Inca. Após destruí-los, sobre suas bases os espanhóis construíram edifícios religiosos. Nesta praça o colonizador espanhol Francisco Pizarro tomou a cidade dos incas e declarou a conquista da cidade.
A praça está sempre frequentada por turistas e locais, durante o dia e a noite.

Catedral de Cusco

06Construída entre 1560 e 1664 com blocos de pedra trazidas de Sacsayhuamán. Possui um estilo renascentista que contrasta com o barroco e plateresco de seu luxuoso interior onde se preserva uma das mais significativas amostras da ourivesaria da arte colonial, altares em madeira, móveis talhados em cedro e amieiro e telas. Possui casa capitular, três naves, sacristia, dez capelas laterais, coro, púlpito, altares. Na Catedral de Cusco está o sino de María Angola, que pesa seis toneladas e tem 2,10 metros de altura. É considerado o melhor sino da América do Sul por suas dimensões e vibração metálica.
Dica – Observe a “Última Ceia” de Marcos Zapata, em que o prato principal é o porco-da-índia assado.
Localização – Cruzamento das Calles Triunfo e Cuesta del Almirante – Plaza de Armas
Entrada – S/25 soles (U$7). Para visitar de forma gratuita vá aos domingos.

 Pedra de 12 ângulos

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A pedra dos 12 ângulos considerada Patrimônio Cultural da Nação do Peru, é um bloco de pedra da cultura inca que faz parte da sede do Palácio Arquiepiscopal de Cusco que serviu como residência do Inca Roca. Aparência almofadada seus 12 ângulos se encaixam de forma precisa e justa, é um ponto de atração em Cusco, sempre vai ter alguém vestido a caráter para posar com você em uma foto e cobrar alguma taxa.
LocalizaçãoRua Hatun Rumiyoc

 Igreja de San Blass

06-001Datada de 1563, é uma das igrejas mais antigas de Cusco, base construída em blocos de adobe e pedra, fachada simples e amplo portão em forma de arco, planta em cruz latina e nave única, interior barroco. Pinturas e imagens religiosas se alternam nos nichos. A principal atração desta igreja é o púlpito de talha datado da segunda metade do século XVII.
Dica – Aproveite a visita para percorrer o bairro que alberga vários espaços com obras de arte.
Localização – Plazoleta de San Blás, Bairro de los Artesanos

Museu de Arte y Monastério de Santa Catalina de Siena

06-002Nos tempos dos incas recebia o nome de Acllawasi ou Casa dos Escolhidos. Nele foram confinadas as mais belas mulheres do império, algumas das quais deviam se dedicar ao culto do sol e outras a serviço do Inca, ao trabalho têxtil e à arte culinária.
Arquitetura colonial, remete às últimas etapas do Renascimento, com arcos de estilo romano. Possui pinturas da escola de Cusco dos séculos XVII e XVIII, enormes tapeçarias da época colonial.
Localização – calle Sta Catalina Angosta 401.
Horário – segunda a sábado das 8h. às 17h.30 e domingo das 14h. às 17h.
Preço – Adultos S/8 (U$2,25),

QoricanchaTemplo del Sol

coricanchaQoricancha era um espaço imenso que abrigava muitos templos, durante a ocupação espanhola ele foi quase que totalmente destruído, suas bases foram aproveitadas para construir a Igreja de Santo Domingo, mas ainda é possível visualizar algumas ruinas dos templos.
O Templo do Sol era o templo principal (ocupava mais da metade da atual Igreja de Santo Domingo), dentro deste templo foram encontrados os corpos embalsamados dos filhos do Sol sobre cadeiras e mesas de ouro, as paredes eram revestidas com placas de ouro, havendo um disco representando a figura do Sol de uma placa de ouro mais grossa. Outras edificações que ali estavam: Templo da Lua, Templo de Illapa ou Chucki lllapa, Templo K’uychi ou Arco-Íris, Inti Pampa, Jardim Solar, Fontes (5)
Ingresso – S$10 (U$2,80), não incluso no bilhete turístico.
Localização – Plazoleta Santo Domingo

Casa do Inca Garcilaso de la Vega5cc0c447b95d5

Foi construída sobre uma parede inca e tem características inca e espanhola. Seu amplo portal deveria ter sido usado para trânsito de senhores em seus cavalos. A casa se desenvolve ao redor de um pátio central, com quatro pavilhões que se comunicam entre si. No local funciona o “Museu Histórico Regional de Cusco” com relíquias do período pré-incaico: cerâmicas, pinturas, metais, tecidos. Garcilaso de la Vega, mestiço,  nasceu em Cusco, foi escritor e pesquisador da história local.
Localização – na esquina das ruas Garcilaso e Heladeros.
Entrada – incluída no boleto turístico

Centro Artesanal de Cuscocentro artesanal

Local que reúne um pouco de tudo aquilo que os turistas procuram: tecidos, sapatos, bolsas, joias, pinturas e cerâmicas.
Dica – eles pedem um preço mais alto porque sabem que o turista vai pechinchar.
Localização – Encontro da Av. El Sol e Tullumayo

 ONDE FICAR

Diário de bordosem reserva, chegamos às 5h.30 e começamos a maratona: na Calle Canchipata o Hotel Portal era muito longe, nesta rua percorremos mais uns três locais. Na Calle Palácio o Los Viajeros era um cubículo sujo nos fundos do hotel. Voltamos para a Plaza de Armas, fomos para um beco que a princípio havíamos achado perigoso, mas que agora que o dia estava claro, havia mudado de aspecto, Calle Suécia, Hotel Suécia I

 Hostal Suécia 1 B&Bhostal suecia
Casa restaurada do século XVI, colchões bons, toalhas, banheiro compartilhado, internet, a 100 metros da Plaza, lavanderia ao lado. Acredito que foi o hotel e banheiro mais limpos que encontramos durante toda a viagem. Atendimento familiar, todos muito gentis. Inclui café da manhã, guarda de equipagem. Aquecimento mediante solicitação S/10 (U$2,80), dia. Traslado aeroporto S/25 (U$7), por táxi.
Localização – Calle Suecia, s/n.
Preço – S/180 (U$50)

 ONDE COMER

Qucharitas
Qucharitas

Pratos rápidos e sorveteria. O sorvete é excelente e não é caro, você escolhe os sabores, pode acrescentar frutas e o sorvete é preparado na hora em uma chapa congelada. Tem wi-fi
Dica– experimente o sorvete de coca.
Localização– Procuradores 372
Horário – aberto até 22h.

 Restaurante Mamá Simona
Menu de S/15,00: uma entrada de pisco sour ou vinho, torradas, molhos de alho e pimenta, sopa (choclo, tomate, verduras, frango ou champignon), carne de alpaca com tomate, pepino e fritas, refrigerante, suco ou chá.
Localização – Calle Ceniza 364, San Pedro quarter

IncantoIncanto
Se não fizer questão de comer a gastronomia peruana o Incanto serve comida italiana de ótima qualidade, pizza, nhoque (S/28, U$7,80) , canelone. No jantar tem música e o lugar fica cheio e animado, o forno é no meio do restaurante.
Localização – Santa Catalina Angosta

Limo Peruano Nikkei
Se gosta de culinária japonesa o Limo é uma ótima pedida. Interior um pouco sofisticado, comida boa, o custo não é baixo, mas em Cusco é assim!
Preços – Sashimi de S/7 (U$1,95) a S/89 (U$25), Nigiri S/8 (U$2,20). Moriawase S/85 (U$23,60) a S/124 (U$35), Temaki S/17 (U$4,80).
Localização – Portal de Carnes 236, Piso 2, próximo a Catedral.
Horário – segunda a domingo das 11h.30 às 23h.

mama africaMama Africa
Tradicional e animado é o local de encontro dos mochileiros a noite para dançar e tomar um pisco sour. Danceteria com DJs, música eletrônica, reggae e funk.
Localização – Portal de Panes, 309, Terceiro Piso.

Ukuku’s Barmachu-picchu-coctel
Também bastante animado, mas o foco são shows variados com música andina, rock, jazz e salsa.
Dica – tome um Green Devil (suco de e Curaçau blue) ou Machu Picchu (Pisco, Hortelã, Grenadine, Suco de laranja, Cubos de gelo).
Localização – Plateros 316, Cusco.

BOLETOS TURÍSTICOS

Bastante divulgado em Cusco e indicado pelas Agências de Turismo, eu particularmente não acho vantajoso, as atrações estão distribuídas em 4 tipos de boletos e sempre vai ter atrações de pouco interesse em cada circuito, além disso as boas atrações não estão inclusas nos boletos, são pagas à parte. O boleto não inclui transporte e guia. Observando o que cada boleto oferece você vai ver que em cada um deles não vai visitar todas as atrações e terá de comprar o Circuito Geral para visitar um pouco de cada, vai sair mais caro.

CIRCUITO GERAL  (inclui os Circuitos 1,2,3)

Circuito 1: Sítios Arqueológicos próximos a Cusco
Saqsayhuamán
Q’enko
Puka Pukara
Tambomachay

Circuito 2: Circuito Turístico de museus
Museu de Arte Contemporânea
Museu Histórico Regional
Museu de Arte Popular
Museu do Sítio de Qoricancha
Centro Qosqo de Arte Nativa
Monumento ao Inka Pachacuteq
Pikillaqta
Tipón

Circuito 3: Sítios Arqueológicos do Valle Sagrado de los Incas
Ollantaytambo
Moray
Pisac
Chinchero

TARIFÁRIO DO BOLETO TURÍSTICO
General (3 circuitos) – S/130 (U$36)
General (3 circuitos) – S/70 (U$20)
Circuito 1 – S/70 (U$20)
Circuito 2 – S/70 (U$20)
Circuito 3 – S/70 (U$20)

Validade
O Boleto Turístico é válido por 10 dias a partir da data de compra e só pode ser usado uma vez em cada atração, além de ser nominal e intransferível.

Bilhete do Circuito Religioso (CRA)
Catedral,Templo de San Blas,
Museu Arcebispal
Templo de San Cristobal.

Tarifário do Circuito Religioso
Estudantes pagam metade do valor, os ingressos também podem ser adquiridos individualmente em cada local.
Boleto Integral – S/30 (U$8,50)
Boleto Catedral – S/25 (U$7)
Boleto San Blass – S/10 (U$2,80)
Boleto Museo Arzobispal – S/10 (U$2,80)
Boleto San Cristobal – S/10 (U$2,80)

 Onde comprar sem taxa extra:

COSITUC – Comitê de Serviços Integrados Turísticos e Culturais de Cusco (visite o site).
Localização – Av. El Sol, 103

DICAS IMPORTANTES

Leve
Roupas de frio,
Protetor solar,
Hidratante labial e corporal para viagens em período seco,
Repelente

Providencie
Seguro saúde não é obrigatório, mas é recomendável, você pode passar mal com a altitude (soroche), alimentação e caminhada já que elas serão a mais de 3.400m.a.n.m. com subidas árduas.
Um guia é importante para conhecer os sítios arqueológicos, eles sabem mais do que muitos guias escritos.

Vacinas
Vacina da Febre Amarela é obrigatória, mas nem sempre eles pedem o Certificado Internacional de Vacinação, mas leve! Para quem vai a Cusco não é necessário, mas recomendável proteção contra: Malária, Febre Tifoide, Dengue, Tétano, Hepatite A, Hepatite B (adolescentes e adultos) e Vacina Contra a Raiva.

Lago Titicaca

O Lago Titicaca foi de grande importância para os Incas, diz a lenda que foi das águas do Lago Titicaca que emergiu o primeiro Inca, por ordem do Deus Sol, para começar o Império de Manco Capac.
Manco_CapacO lago Titicaca, está na fronteira entre o Peru e a Bolívia – Cordilheira dos Andes – é um dos maiores lagos da América do Sul e o curso de água navegável mais alto do mundo. São dezenas de ilhas onde a população utiliza em grande escala a “totora”: uma planta endêmica da região que nasce nas águas do Lago e é usada para a confecção de casas, barcos, ilhas, medicamento e até mesmo alimentação.
Altitude – 3.812 m. a.n.m.
Área – 8.372 km².
Comprimento – 190 km.
Profundidade máxima – 280m.
Temperatura – variando entre 7º a 11ºC.
Quando ir – temporada seca de abril a outubro, chove de novembro a março.
Dinheiro – leve Nuevo Sol (PEN), há poucos caixas eletrônicos em Puno, nas casas de câmbio a cotação não é boa, na rua é desaconselhável.
Cotação – U$1 = Novo Sol 0,2815 (setembro/2020).
Idioma – espanhol, por ser região turística os guias falam inglês.
Previna-se – leve agasalho independente da época, a cidade está em região bastante alta e do Lago Titicaca sempre sopra uma brisa fresca, mesmo no verão.
Distância Puno x Cuzco – 390km.
Distância Puno x Lima – 1.300km.

COMO CHEGAR SAINDO DO BRASIL
Não há voos direto para Puno, o modo mais prático é tomar um avião até Lima, de lá outro para Cusco e seguir de ônibus até Puno.

COMO CHEGAR COPACABANA (Bolívia) x PUNO (Peru)
Empresas que fazem esse trajeto: Transzela, Titicaca Bolívia,Tour Peru, Kanoo Tour. A duração da viagem é de 4h. e o preço varia de B$246(U$6,50) a B$70 (U$10), são vários horários, não há necessidade de reserva.
Diário de Bordo – Fomos pela Tour Peru, saindo de Copacabana às 13h.30. Compramos um sanduíche com queijo e um refrigerante (a Paula passou mal com o queijo). Embarcamos e 1h. depois estávamos na divisa da Bolívia com o Peru. Todos desceram do ônibus, atravessamos a fronteira a pé, do outro lado havia um posto de câmbio, fui trocar U$100, nota que eu havia adquirido em uma agência de câmbio aqui no Brasil foi recusada, disseram que era falsa(?), esta mesma nota troquei em Puno sem o menor problema. Às 15h.30 chegamos a Puno, fomos da rodoviária até o centro em um moto-táxi S/3 (U$0,29), descemos na Plaza de Armas, apesar de ter lido considerações negativas sobre a cidade, logo no primeiro momento mudei completamente minha opinião, não me pareceu perigosa, bancos, casas de câmbio, bons edifícios, calçadão central, mas …… continuei tendo cuidados quanto a segurança. Top-000

PUNO

A cidade é um centro de comércio regional e é também considerada a “capital folclórica” do Peru, devido aos festivais tradicionais com música e dança. Puno é a porta de entrada para quem quer visitar o Lago Titicaca pelo Peru.
Altitude 3.852m. a.n.m.
População – 137.256 habitantes

O QUE VER 
Ilhas Flutuantes de Uros

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Sem dúvida a grande atração são as ilhas flutuantes dos Uros, povo descendentes dos Aymaras. As ilhas são feitas de camadas de junco seco (totora), que são entrelaçados para que possam flutuar.
Top-013Uma ilha pode durar até trinta anos, quando os juncos chegam ao fundo do lago e começam a apodrecer, novas camadas de juncos têm que ser adicionadas na superfície. As casas de aparência frágil são bem resistentes montadas em blocos de totora que flutuam, acomodam bem a família e um fogão de pedra para preparo dos alimentos, sua locomoção é feita em barcos de totora. Os Uros se alimentam de peixes e aves e exploram o turismo com venda de cerâmica e tecidos. Geralmente não possuem vida longa. Recebem bem os turistas sempre em seus trajes típicos. Os produtos ali vendidos têm seu preço em dólar.
Distância de Puno – 6km.
Altitude – 3.812m. a.n.m.

Isla Amantani

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A ilha não é flutuante, é terrestre com porto, nove comunidades e ruínas pré-colombianas.
Top-020Eles optaram por não permitir entrada de sistema hoteleiro, a hospedagem é feita em casas da comunidade e você não pode escolher, tudo é no sorteio. As casas não têm energia elétrica, só geradores que acendem somente  lâmpadas, não há chuveiro, se você insistir (o que não é simpático), eles podem aquecer um pouco de água no fogão à lenha, sanitário funciona à base de balde de água. O local é lindo, mas os passeios em altitude são cansativos. O centro de tradição prepara uma festa no final da noite com música e dança típica, eles emprestam roupa para os turistas, mas o evento fica a quase 1000m. a.n.m., leve uma lanterna para o retorno. Não tem conforto, se decidir ficar por uma noite saiba que o mínimo que vai ter será o máximo.

Isla Taquile
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Aqui vivem os taquileños, tradicional povo Aymara produzem artesanalmente as melhores peças de vestuário do país. Dentre as ruinas que restaram do período inca está a escadaria com mais de 560 degraus que dá acesso ao ponto mais alto da vila, onde estão as “chullpas” que são torres retangulares de pedra que serviam como casas. Restaram do período incaico: Mulsinapata, Quanopata, Quinuapata, Cruzpata e Pukarapata. O Hatun Nan ou Grande Estrada é o caminho para as praias de Collata Suyo e Huallano. Diversos mirantes naturais são especiais para fotos do Lago Titicaca.
Diário de bordoFomos até o porto para embarque, depois de todos acomodados resolveram trocar de barco, e depois mais uma troca, o guia Bruno foi ótimo. Saímos às 7h. a água do Titicaca estava a uma temperatura de 10ºC, a primeira ilha a ser visitada a foi a de Uros, encanto total!

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Maravilhosa! Artesanato colorido, moradores muito acolhedores, vale a pena experimentar o “Pan Del Lago”, pão dos Uros, nesta ocasião o guia aproveitou para fazer uma explanação.
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Depois com pagamento em dólares (U$10) fomos em barcos de totora até a próxima ilha.

Pelo cais de Chilcano desembarcamos em Amantani .
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Local com 2.500 habitantes e 11 km2. Após subir intermináveis 540 degraus e algumas rampas chegamos ao topo da ilha de 3.650m. a.n.m., não existe estrada nem eletricidade, vivem do cultivo de batata, milho, quínua e fava. Mantém na praça central uma cooperativa de produtos têxteis.

Como estava acontecendo quatro casamentos ao mesmo tempo na igreja local, ficamos assistindo. Os noivos saem cabisbaixos, com trajes típico, no poncho do noivo dinheiro pregado, roupa muito colorida, as mulheres com saias sobrepostas, seu barrado parece um arco-íris, atrás os pais e depois as mães dos noivos. Feito por padre católico, mas roupa e cerimonial próprios da cultura aymara, depois do casamento os noivos se retiram com os convidados, são 4 dias de festa. Fomos almoçar. Usamos a Agências de Turismo, a Nayra Travel, Calle Jr. Lima,419, oficina 105. Atendimento de primeira qualidade, gentileza, pontualidade. Optamos pela excursão completa, Titicaca e Ilhas, fizemos também ali nossa reserva de ônibus para Cuzco.

O QUE VER EM PUNO
Praça de Armas

A praça sofreu modificações desde sua criação, a atual é de 1901, tem no centro o monumento do Coronel Francisco Bolognesi, herói da guerra com o Chile.
Localização – Jr. Deustua 458, em frente ao Banco Central de Reserva
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Catedral de Puno

Construção do século XVIII, talhada em pedra seguindo o estilo barroco característico desse período. Seu interior tem um frontão de prata e nas paredes laterais estão pinturas de diferentes escolas, o altar de mármore expõe as veneradas imagens do Senhor do Quinário ou Senhor da Bala e a Virgem dos Remédios. Foi edificada com ajuda dos mineiros dessa área. Localização – Jr. Ayacucho,  416, lado oeste da Plaza de Armas

Museo de La Coca y Custumbres

Silvia a fundadora é uma especialista em leitura do passado, presente e futuro com folhas de coca. No primeiro andar vídeos informativos em espanhol e inglês com muita informação. No segundo e terceiro andar, são informações da origem e uso da coca e roupas típicas das danças típicas de Puno que podem ser vestidas para fotos. Aproveite para tomar uma xícara de chá de coca na loja de produtos derivados da coca.
Localização – Ilave 581.
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Museo Municipal Carlos Dreyer

A casa pertenceu a Don Carlos Dreyer, de origem alemã, pintor e paisagista que morou em Puno e mantinha reunião com artistas da época. Atrações do museu: Sala Inca, Galeria Lítica, Salão Regional de Arqueologia, Salão Regional de Arqueologia, Pinacoteca, Colonial, Arte Sacra e Sala Dreyer com objetos de bronze da era republicana, enfeites de roupas, armas de guerra, e peças coleção particular de Carlos Dreyer.
Localização – Deustua 701
Tempo de visita – 1h. Ingresso – S/ 15 (U$4,22)

Balcon de Conde de Lemos

A casa foi construída por volta de 1668 e aqui morou Conde de Lemos quando chegou a Puno para debelar uma rebelião, mas sua principal atração é o balcão de cor marrom no andar superior que se projeta para fora da casa. Casa e varanda foram declaradas Patrimônio Cultural da Nação. Atualmente funciona no local o Instituto Nacional de Cultura da Região de Puno e conta com uma galeria de arte.
Localização – Conde de Lemos, 231.
Horário – de segunda a sexta das 8h. às 16h.

deustuaEl Arco Deustua

A edificação data de 1847 e foi uma homenagem aos que lutaram nas batalhas de Junín e Ayachuco. Feito em pedra talhada, mostra arquitetura típica do século XIX, mantém originalmente dois gazebos laterais, foram acrescidos o escudo e inscrições sobre a história.
Localização – Independencia quadra 2, a 3 quadras do Parque Pino Jr.

ONDE FICAR

Novamente sem reserva percorremos vários hotéis, nos instalamos no Hostal Nesther

Hostal Nesther hostal-001
Só ficamos lá porque não tinha outra alternativa, banheiro péssimo só com toalha de rosto, o chuveiro demora a esquentar e precisamos chamar o camareiro o que não resolveu muito, durante a madrugada muito barulho na rua, não tem wi fi nem café manhã, aliás eu nem tomaria café ali. Não recomento.

ONDE COMER

RIXCOSAAA-001Ricos Pan
Padaria limpa, bom atendimento opções variadas, servem inclusive comida rápida. Para o café da manhã: chá, leite café, pão, manteiga, iogurte, suco e salgados.
LocalizaçãoJiron, Moquegua, 326.
Horário – de segunda a sábado das 7h. às 19h.

pizza quino-002Restaurante Ukuku’s
Localização – Pasaje Grau, 172 Preço – menu S$18 entrada, prato principal, sobremesa, bebida (chá, café ou limonada).
Comemos uma ótima pizza de quínua, queijo e pimentão, feita em forno à lenha, refrigerante (S/16,00 p/ 2 pessoas).

Restaurante Sumac Tika
Almoço: sopa de quínua, peixe em la plancha ou grelhado, arroz, batata e chá, extra coca cola (U$20 para duas pessoas). Até apareceu um tocador de flauta com ‘El Condor Pasa”. Localização – Ilha Amantani

PUNO X CUZCO

Diário de Bordo – Terminado o passeio das ilhas pedimos para descer na rodoviária, programamos viajar durante a noite. Nossa passagem era de ônibus leito, com calefação, banheiro, sairíamos às 18h. Chegando na rodoviária fomos procurar um banheiro pra tomar banho, só havia quarto com aluguel para pernoite, conseguimos depois de muito insistir, um banheiro em um quarto que acabava de ser usado, mais um pouco de insistência e conseguimos uma tolha só para as duas. Quando saímos em direção a área de embarque duas pessoas no abordaram disseram que eram da nossa agência, deveríamos embarcar imediatamente, e nos indicou um outro ônibus, dissemos que aquela não era a nossa agência nem nosso ônibus nem nosso horário, eles retrucaram dizendo que houvera modificação e o ônibus da Cruz Del Sur não poderia fazer o trajeto naquele dia, haviam repassado os passageiros, acionamos até a polícia local que não deu muita importância ao fato. Quando embarcamos faltava um lugar, disseram para um inglês que o lugar não era dele, deveria ir para uma classe inferior, e por mais que o rapaz mostrasse a passagem especificando leito, eles não se importaram, levaram a mochila para cima e o rapaz pacificamente concordou em mudar de lugar. As cadeiras eram horríveis, não reclinavam, enfim compramos leito e fomos em ônibus comum, onde eu estava sentada não havia acomodação para os pés. Nas paradas entravam pessoas vendendo, comida, refrigerantes e insistiam muito para que comprássemos mantas, a princípio achei aquilo estranho, mas de madrugada descobri o porquê. O frio era cortante, entrava vento por todos os lados, o frio era tanto que não se conseguia dormir, como as mochilas ficaram no porta malas era impossível pegar mais roupas para vestir. Para piorar furou um pneu do ônibus e ficamos parados por quase duas horas, banheiro trancado. Passamos muito, mas muito frio mesmo nesta noite. Chegamos a Cuzco às 5h.30.

 

Lago Titicaca

Atualizado em 2020, alguns valores podem sofrer alterações

Copacabana – BolíviaScan.bmp

É a principal cidade do entorno do Lago Titicaca na Bolívia, de onde saem os barcos que visitam: Isla del Sol e Isla de la Luna, ilhas com sítio arqueológico Inca. Na cidade outros locais podem ser visitados como Plaza 2 de Febrero, Basílica de Nossa Senhora de Copacabana, Forca del Inca. Hotéis não tão bons, ruas descuidadas, na orla do Titicaca restaurantes servem truta fresca. Assim é Copacabana!
Elevação – 3.841 m.
População – 6.000 habitantes.
Tempo – 8 °C, vento NE a 23 km/h, umidade de 69%.
ProvínciaManco Kapac.

Lago Titicaca

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O Lago Titicaca foi de grande importância para os Incas, diz a lenda que das águas do Lago Titicaca emergiu o primeiro Inca, por ordem do Deus Sol, para começar o Império Manco Capac.
O lago Titicaca, está na fronteira entre o Peru e a Bolívia – Cordilheira dos Andes – é um dos maiores lagos da América do Sul e o curso d’água navegável mais alto do mundo. São dezenas de ilhas onde a população utiliza em grande escala a “totora”: uma planta endêmica da região que nasce nas águas do Lago e é usada para a confecção de casas, barcos, ilhas, medicamento e até mesmo alimentação.
Elevação à superfície – 3.812 m.
Área – 8.372 km².
Profundidade máxima – 280m.
Temperatura – variando entre 7º a 11ºC.
Quando ir – temporada seca de abril a outubro, chove de novembro a março.
Dinheiro – leve bolivianos, há poucos caixas eletrônicos em Copacabana e nem sempre funciona. Nas casas de câmbio a cotação não é boa.
Previna-se – leve agasalho independente da época, a cidade está em região bastante alta e do Lago Titicaca sempre sopra uma brisa fresca, mesmo no verão. Use filtro solar sempre.

Isla del Sol

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A Ilha é considerada um santuário do Império Inca, aqui foi erguido um templo dedicado ao deus Sol e foram encontradas mais de 80 ruínas datadas de 3.000a.C. Segundo a tradição, o Inti Sol, deus pai dos Incas decidiu enviar à Terra seu filho Manco Capac, e sua esposa-irmã, Mama Ocllo que emergiram das águas do Titicaca marcharam até Cuzco para  fundar a cidade-capital do grande Império Inca.
A Ilha é dividida em três comunidades: Yumani (Sul), Challa (Centro) e Challapampa (Norte).
A comunidade é formada por pessoas de origem quéchua e aymará que vivem da criação de animais, principalmente lhamas, artesanato e turismo. Antigamente havia uma trilha interna unindo o lado norte com o sul, atualmente fechada devido desentendimento com arrecadação de pedágio. 
Distância de Copacabana – 20km.
Trajeto em barco – 1h.30 cais no final da rua 6 de agosto
Saídas dos barcos – 8h.30 e 13h.30
Custo do barco – B$25 (U$3,55) a B$30 (U$4,30), depende da lotação.
Scan-003Como chegar – os barcos de turistas que fazem bate-volta saem pela manhã e voltam às 16h., mesmo estando sol previna-se, faz muito frio no barco. Para quem vai dormir na ilha pode ir cedo ou a tarde, na Ilha as acomodações são bem simples e o prato principal geralmente é truta.
No Portal Sul, logo ao desembarcar muitos “guias” irão oferecer serviço, isso é opcional, você pode fazer sem guia também. Os principais atrativos são: Museo del Oro,  Pedra Sagrada, Templo del Inca, Mesa de Rituais e Ruínas do Templo de Chicana (El Labirinto). Com tempo dá para ver terraços de plantio, caminhar por vegetação rasteira em declive com lhamas pastando. Por uma escadaria se chega ao Templo do Sol, restou pouca coisa, mas o visual compensa.
Taxa de Visitação – B$10 (U$1,40) É cobrada uma taxa de visitação, o preço é justo, já que eles necessitam dessa ajuda para manter a comunidade.

Yumani área arqueológica
Fuente del Inca

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Uma fonte que significava muito para os incas, cada cavidade respectivamente, possuía o significado: Não roubar, não mentir e não ser preguiçoso. Na época da invasão espanhola, acreditava-se que se tratava de uma fonte da juventude.

Escalera del Inca.

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Longa escada de pedra com cerca de 500 degraus que vai do local aonde partem os barcos até o alto da parte central de Yumani, onde estão as hospedagens e restaurantes.
Diário de Bordo – Fomos pela Agência Titicaca Tours, passeio de meio dia B$78,50 (U$11,50), para 2 pessoas, como os barcos dessa empresa são muito lentos, só chegamos a Isla Del Sol às 10h. o guia ruim prestou poucas informações. Houve escala na área arqueológica de Yumani e Templo de Pilkoakyna.

O que ver na cidadecalvariio

Cerro Calvário
A subida não é fácil, mas vale a pena, a vista do Lago Titicaca é panorâmica. No final da tarde os turistas costumam subir para assistir o pôr-do-sol.


igreja 1Basílica de Nossa Senhora de Copacabana.

Nossa Senhora de Copacabana-  padroeira da Bolívia- a imagem possui pele morena, enfeitada com joias e seu manto é trocado de tempos em tempos, foi talhada por Francisco Tito Yupanqui que era de linhagem real inca.
A igreja foi construída no ano de 1550 em estilo renascentista e reconstruída entre 1610 a 1651, além da capela fechada há uma aberta para atender os costumes indígenas.
Visitação – gratuita
Curiosidade – no século XVII espanhóis devotos trouxera ao Brasil uma réplica dessa imagem e colocaram em uma pequena igreja no Rio de Janeiro, esse ato deu origem ao Bairro de Copacabana.

La Horca del Inca (A Forca do Inca)horca-del-inca
Tem esse nome porque os espanhóis imaginaram que os pilares serviram para enforcar incas. Estudos mostraram que era local de estudos astronômicos de culturas pré-incas, as rochas perfuradas permitem que os raios de sol atravessem o lintel durante o solstício, os aymarás preveem a ocasião das chuvas para a lavoura.
Como chegar – no final da Calle Murillo siga em direção ao limite da cidade, cruze a Calle Potosi e Avenida Tejada (Ruta Nacional 2), logo vai avistar a placa indicativa das ruínas, na pequena cabana arredondada deve ser paga uma taxa de acesso.
Trilha – curta, mas íngreme e no trajeto fique atendo, há algumas estruturas que fazem parte da ruína, não estão identificadas, são pilares de pedras que resistiram ao tempo. A trilha é de aproximadamente 2km.
Taxa – B$10 (U$1,40)
Atenção – algumas pessoas podem abordar você querendo vender ingressos para a trilha, não aceite, pague somente no local autorizado.

Como chegar a Copacabana

Puno (Peru) x Copacabana (Bolívia)
Ônibus – Companhia Titicaca parte às 10h., 10h.30 e 14h. Os bilhetes custam Novo Sol $45 (U$12,80).
Mini-vans – saem com mais frequência, mas levam somente até a fronteira, é necessário passar a pé pela alfândega Peru x Bolívia e tomar outra van depois de cruzar a fronteira.
Não é possível fazer bate-volta Puno x Copacabana x Puno, a fronteira fica fechada a noite.

La Paz (Bolívia) x Copacabana (Bolívia)
Avião – o aeroporto mais perto é o de La Paz com voos vindo de São Paulo e Rio de Janeiro.
Ônibus – partem do Terminal Rodoviário de La Paz, operam as companhias: tiquina manco-001Transcopacabana, Todo Turismo, Pasasur, Mopar e Trans Omar, a viagem leva cerca de 3h.30, custo médio de B$30 (U$4,30).
Vans – saem em frente ao cemitério, é necessário esperar completar a lotação e custa em torno de B$20 (U$2,85).
Para chegar em Copacabana, o ônibus vai parar no Estreito de Tiquina, os ônibus atravessam em uma balsa maior com a bagagem e os passageiros atravessam em um barco geralmente super lotado.

La Paz x Copacabana (nosso trajeto)
Diário de Bordo – na volta do passeio a Tihuanaco paramos perto do cemitério, iríamos pegar um tiquina busônibus para Copacabana, saída às 14h. com chegada em Copacabana 17h. A viagem ia bem até chegarmos ao Estreito de Tiquina, quando o motorista começou a gritar “Baja, baja, baja”, todos desceram. O ônibus atravessaria em uma balsa, só com a bagagem, sem saber o que estava acontecendo e nem para onde ir, começamos a correr atrás do tal senhor, seguindo sempre o boné branco, que a certa altura desapareceu, havia um guichê aonde presumimos que deveríamos comprar bilhetes para a travessia de barco.
O barco era pequeno, começou a entrar muita gente, com sacos, sacolas, malas, super lotação. Finalmente o barco saiu, não havia coletes salva vidas, nunca achei um Estreito tão largo, a margem não chegava nunca, fiquei imaginando como seria um naufrágio ali com a água do Titicaca a 10ºC. Quando chegamos do outro lado o ônibus havia sumido entre muitos outros, quando vimos ele já estava se preparando para ir embora com portas fechadas, corremos atrás gritando para o motorista parar. A paisagem a partir dali é muito bonita, com o lago aparecendo a cada instante, sempre de ângulos diferentes.

 Hospedagem em Copacabana

Hostal Wayra
Quarto com banheiro privativo, TV a cabo, café da manhã, wi-fi com funcionamento precário, chuveiro não esquenta bem.
Hostal Las Olas
Arquitetura incrível, confortável, muito procurado, difícil arrumar vaga
Hotel La Cupula
Boas acomodações, mas um pouco longe do centro.
Hospedagem em Copacabana (nossa hospedagem)
hostal centerDiário de bordo – Andamos muito para achar um hotel, quando achamos um sorte antes de nos instalarmos o dono avisou que não seria possível tomar banho, o hotel estava sem água. Andamos quase duas horas para achar encontrar algo, por fim na Av. 6 de agosto achamos o Hostel Center B$15,00 p/ pessoa (U$2,15), em frente a Plaza Sucre, prédio novo, quarto com banheiro, o atendente disse que poderia fornecer apenas uma toalha, como já estava tarde, aceitamos. Depois olhando melhor vimos que o quarto e banheiro não estavam limpos, assim como a roupa de cama já havia sido usada, não havia outra alternativa.

Onde comer em Copacabana

O prato mais servido em Copacabana são as trutas, servidas de maneiras variadas.
Restaurante La Cupula
Localização – Hotel La Cupula
La Orilla
Localização – Avenida 6 de agosto.
Restaurante Pan America
Pizza de excelente qualidade em um restaurante de um casal de americanos
Localização – Plaza 2 de Febrero
truta-001
Restaurante Alax Pacha
Localização – Av. 6 de Agosto, centro
Jantamos – truta à francesa B$25 (U$3,60), vinho, água, jantar para duas pessoas B$80 (U$11,50)

Copacabana (Bolívia) x Puno (Peru)

Diário de Bordo – Terminamos nosso passeio a Ilha do Sol e fomos até a viação Tour Peru, o próximo ônibus para Puno (Peru) sairia às 13:30h. era o tempo de comprar um lanche de sanduíche com queijo e um refrigerante (a Paula passou mal com o queijo). Embarcamos e 1 hora depois estávamos na divisa Bolívia x Peru. Todos desceram do ônibus, passaporte na mão, o impresso verde que havíamos recebido na entrada da Bolívia é entregue, os passaportes carimbados e recebemos um outro impresso branco que deveria ser preenchido e devolvido na saída do Peru. Atravessamos a fronteira a pé, do outro lado havia um posto de câmbio, fui trocar US100,00, a nota foi recusada, a atendente disse que a nota que eu trazia do Brasil era falsa e ela não tinha como identificar, mais tarde no Peru troquei essa nota sem problema. 

INFORMAÇÕES SOBRE SUA VIAGEM A BOLÍVIA.

Visto e documentos – Brasileiros não precisam de visto para entrar e ficar na Bolívia por até 90 dias, basta apresentar sua carteira de identidade, desde que ela esteja em bom estado de conservação e tenha sido emitida há menos dez anos, ou o passaporte.

Vacinação – vacina da febre amarela é obrigatória, mas nem sempre eles pedem o Certificado de Vacinação Internacional

Seguro viagem – indispensável

SorocheConhecido como o mal das alturas ou puna ocorre em grandes altitudes. Resumidamente… isto ocorre pela oxigenação reduzida em nosso sangue devido o ar rarefeito em lugares mais altos, nosso organismo não consegue captar a quantidade de oxigênio que estamos acostumados.
Sintomas – pode ser um ou vários: dor de cabeça, tontura, enjoo, falta de ar, dificuldade em se exercitar, fadiga.
Faça seu roteiro levando em conta a tabela de altitudes pelos locais em que vai passar e comece pelas altitudes mais baixas e vá migrando para as mais altas.
Tome água sem ter sede e coma moderadamente sem ter fome refeições leves.
Folha, chá ou bala de coca. Nos países andinos da América do Sul este é um hábito muito comum e pode ajudar, mas as folhas são amargas o melhor é consumir o chá, já as balas não tem o mesmo efeito.

CápsulasO Sorojchi Pills é um composto de ácido acetilsalicílico, cafeína e salófeno (confirme se não é alérgico a algum dos componentes), muito comum entre os turistas é vendido sem receita médica nas farmácias da Bolívia e Peru, evite tomar depois das 15h., pode atrapalhar o sono, quantidade excessiva pode dar taquicardia.

Belezas naturais – é o que você vai encontrar na Bolívia, mas nem todos os lugares estão preparados para o turismo, viajar para a Bolívia é para quem não tem apego ao conforto.

Dinheiro – Não é raro receber uma nota falsa e nós brasileiros que não temos muita experiência com a textura das notas bolivianas podemos receber alguma, só vamos saber quando tentarmos passar no comércio.

Moeda boliviana – A moeda oficial é o Peso Boliviano, com sigla BOB. As notas são de 5, 10, 20, 50, 100 e 200 BOBs e as moedas de 1 e 2 BOBs e 5, 10, 20 e 50 centavos de BOBs.
Leve preferencialmente dólar, mas notas sem riscos, amassadas ou velhas, eles criam caso para trocar. Troque em locais autorizados, casa de câmbio ou banco que funcionam das 8h.30 às 12h. e das 14h.30 às 18h. Trocas feitas nas ruas a cotação pode ser melhor, mas o risco de notas falsas é alto. Os saques com cartão de crédito são e em moeda local, com IOF de 6,38%

Bagagem – Leve sempre junto com você, não deixe bolsa fácil em trens se estiver perto da janela.

Fotos – Normalmente eles esperam você fotografar e depois vão cobrar, pergunte antes se pode fotografar e o preço. Atrás de uma lhama sempre vem uma pessoa cobrando depois da foto feita.

Falsos guias – Os falsos guias surgem como por encanto, basta você consultar um mapa, parar em algum local para se localizar e eles já aparecem querendo dar informação, não aceite, descarte e vá andando caso contrário mesmo sem contratar eles vão cobrar muitas vezes apenas por indicar uma direção.

Táxi – Negocie e deixe claro a tarifa, quando você pergunta quanto custa determinado destino eles dão o preço, mas ao chegar vão dizer que aquele preço é por pessoa não por destino.

Pacotes com Agência. – Procure negociar não muito tarde, eles seguram o cliente até o fechamento das demais agências e depois falam que se enganaram no preço, o valor é mais alto e com as agências fechadas você vai ser obrigado a fechar o pacote com eles.

Alimentação – Água somente engarrafada e verifique se está lacrada, evite sucos que levam água ou adição de pedras de gelo na sua bebida, nunca se sabe a água que foi utilizada nesse gelo.
Na Bolívia a higiene na manipulação de alimentos deixa a desejar, mesmo nos restaurantes é comum manipular a comida depois receber dinheiro. A comida de rua tem um ótimo apelo olfativo, mas não tem qualquer refrigeração. Isso é uma questão cultural, portanto normal entre eles.
No geral a comida é boa, farta e o preço justo. Os pratos mais comuns são com  “pollo” (frango) e “carne de res” (carne de vaca), vale a pena experimentar os pratos locais. Os pratos típicos são exóticos e saborosos. Abaixo somente alguns do pratos da culinária boliviana.
Empanadas – pastel assado, o recheio mais comum é a carne.
Lhama – a carne de lhama é mais comum nas regiões da Cordilheira dos Andes. Pode ser prepara da assada ou frita.
Cuy – O porquinho da índia é uma dos pratos mais tradicionais da culinária andina.
Majadito de charque – arroz com carne seca acompanhado de banana e ovo frito.
Majao Cruceño – carne seca, ovos fritos frita e arroz. Acompanha tomate, pimentão e banana servida na lateral do prato.
Locro Carretero – ensopado com charque, arroz, mandioca. Também pode ser preparado com frango.
Truta – servida na região de Copacabana (Lago Ttiticaca), muito comum, mas tem muita espinha.
Antecucho – espetinho de carne com vinagrete e farofa.
Mocochichi – suco feito com canela e pêssego.
Hojarasca – biscoito a base de farinha de trigo recheado com doce de leite (comum em Sucre).
Huminta – tipo de pamonha salgada ou doce feita com milho branco.
Salsibatatas – batatas com salsichas.

La Paz

Top-090População– 766.468 (2012), habitantes
Altitude – 3.640m. a.n.m., é a capital mais alta do mundo

Localização – Centro-oeste da América do Sul
Idiomas – Espanhol, quíchua e aimará (oficiais).
Quando ir – sempre faz frio, chove no verão, as estações correspondem às mesmas do Brasil.
Clima – seco e frio
Moeda – pesos bolivianos BOB, em 2020 U$1,00 = B$6,83
Documentos – brasileiros podem ingressar na Bolívia apenas com o RG, sem necessidade de passaporte. O documento precisa estar em bom estado e não há qualquer regra dizendo que o RG precisa ter menos de dez anos, mas os bolivianos podem encrencar com isso. Qualquer outro documento, como carteira de habilitação, não são aceitos.
Taxa – Brasileiros não pagam nenhuma taxa e podem ficar por até três meses na Bolívia como turistas.
Vacina – vacina de febre amarela é obrigatória, mas nem sempre eles pedem a Carteira Internacional de Vacinação, na dúvida, providencie.
Quanto tempo ficar – 2 dias para a cidade e 2 dias para o entorno.
Soroche – para quem estiver chegando direto do Brasil pode ter problemas com a altitude, faça tudo devagar e se for até o Chacaltaya e Huayana Potosí deixe para o último dia.
Fundada em 20 de outubro de 1548 por Don Alonzo de Mendonza, para comemorar o fim da guerra civil entre almagristas e pizarristas (ex-sócios e conquistadores do Império Inca), originalmente ficava perto do Lago Titicaca, mas com a aparição do ouro no cascalho do rio Chuquiyapu a cidade foi para o atual lugar.
Vista do alto a cidade está em um canyon escavado pelo rio Chuquiyapu, em sua volta os picos da cordilheira com mais de 5.000m. a.n.m. que protege a cidade dos fortes ventos do Altiplano.
La Paz é uma metrópole que encanta por suas tradições indígenas em cada rua, população pobre sofre com consequências sociais e econômicas, mas sem dúvida é um local que encanta. Pesquise bastante antes de ir.

São Paulo x La Paz

Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), parte do Brasil voos da Latam e Gol para o Aeroporto Internacional El Alto (LPB), que está a 4.058m. a.n.m., distante a 10km. do centro de La Paz, os aviões operam em pistas longas devido os efeitos do ar rarefeito. Há ônibus e táxis para a cidade.
Taxa de embarque internacional – se sair da Bolívia por este aeroporto deixe separado U$25. Para voos domésticos B$15 (U$2,15).

Oruro X La Paz

Diário de Bordo – Na Viação Trans Aroma B$28 (U$4), o agente me garantiu que o ônibus era direto. Para ter acesso a zona de embarque é necessário pagar uma taxa de embarque no valor de B$2 (U$0,29), quando desci para a área de embarque percebi que nem era necessário ir até o guichê, vários agentes das empresas, corriam atrás dos viajantes, talvez fosse possível até conseguir um desconto. Tomei assento no ônibus, um Mercedes Benz, brasileiro, confortável, inclusive internamente todos os avisos escritos em português. O ônibus não era direto!

 Onde ficar em La Paz

Diário de Bordodurante o tour do Salar de Uyuni o espanhol e namorada me deram ótimas referências sobre o Hotel Ângelo Colonial na Calle Santa Cruz Mariscal, centro. Sobrado antigo, quartos adaptados, banheiro compartilhado, sem TV, sem desayuno, meu quarto não tinha janela, cozinha suja, tudo muito ruim e na Calle Sagarnaga só havia vaga em hotel melhor para o dia seguinte.  Foi a noite que me senti mais insegura, nem mesmo em Cochabamba estive assim. A porta apesar de fechada tinha algumas frestas, coloquei uma cadeira calçando a porta, acordei várias vezes durante a noite.

 Hotel Sagarnaga (recomendo)
Ótima localização, quartos com TV, banho privado, wi-fi, recepção 24 horas, cofre, produtos de higiene pessoal, elevador, café da manhã incluído, restaurante, perto do centro, mas com subida para chegar até ele.
Localização – Calle Sagarnaga, 328
Preço – U$32, twin

O QUE VER EM LA PAZ

Diário de Bordo – fui para o Hotel Sagarnaga, como minha filha só chegaria no dia seguinte, no próprio hotel contatei a Diana Tours e segui para City tour em van e Vale de la Luna

City Tour (em van)

Diário de Bordo – O tour não foi exatamente o que esperava, primeiramente o guia se preocupa em mostrar a La Paz elitizada, condomínios, palacetes, repete a todo momento o valor estimado de cada casa. Gostei mais do centro velho.
Há um city tour pelo centro histórico que pode ser mais interessante, ele é feito caminhando pelos pontos turísticos: Praças São Francisco, Murillo,  São Pedro, Alonso de Mendonza, Mercado das Bruxas e Rua Jaén. Tem saídas de manhã e à tarde com 3h. de duração. Os hotéis fazem a reserva.
Preço médio – B$48 (U$7)
Diário de Bordo – terminado os passeios e ainda sob o efeito do soroche (mal da altitude), perambulei pelo centro para comer algo, tudo muito gorduroso, resolvi tomar uma sopa no Shopping Norte, na área de alimentação pedi um caldo de frango. Surpresa! Caldo ralo com um pé de frango boiando, detalhe que um dos “dedos” ainda estava com unha. Eca! Acompanhava o caldo uma batata amarela, uma branca e uma preta (horrível) e pão. Empurrei tudo no canto do prato e tentei tomar o caldo com pão.

Diário de Bordo – no dia seguinte acordei ainda com os sintomas do soroche, comprei Sorojchi Pills, atravessei a Av. Mariscal Santa Cruz, sentido 16 de Julio e fiquei aguardando uma Van que fosse até o aeroporto B$3,60 (U$0,50), uma verdadeira loucura, os ônibus e vans se aglomeram, é preciso  fazer malabarismos para tomar um deles. Aguardei a chegada do voo da Paula fomos até a cafeteria do aeroporto para ela tomar um chá de coca e se prevenir com uma cápsula do Sorojchi Pills. Com uma van retornamos ao hotel, como ela estava bem começamos nosso tour pelo Mercado Central

Mercado Central

No setor de carnes: galinha, pato, carne, fígado, coração, rim, pulmão, em bacias ou pendurados em ganchos, tudo sem refrigeração. Na área de alimentação quiosques vendendo frango à milanesa, nacos de carne, peixe frito, tudo amontoado em bacias, sobre balcões sem cobertura. Sopa aos montes, são servidas em caldeirões que ficam no chão, junto com algumas bacias com água turva aonde são lavados os utensílios. Um suco de pêssego, que segundo informaram é um fermentado da fruta em água, açúcar, cravo e canela, depois de pronto é colocado em copo ou sacos plásticos. O piso impossível dizer o material de origem, tamanha é a camada de gordura que está sobre ele. O local tem corredores estreitos, as vendedoras, com encardidos aventais oferecem gritando o seu produto, algumas chegam a levar as bacias com as frituras até a cara do “freguês”. Outras enfiam conchas dentro dos caldeirões de sopa para mostrar a qualidade do produto. Não dá para ficar muito tempo! Mas é digno de ser visto. Saindo dali fomos para o setor de flores. Toda a volta do mercado é cercada de ambulantes vendendo frutas, doces, pães, refrigerantes, do outro lado da Calle Camacho um movimentado mercado de roupas. Esta região da Igreja São Francisco, Praça e Mercado Central é um verdadeiro formigueiro de gente.

Calle de las Brujas (mercado das bruxas) Calle Linares

São encontrados todos os tipos de ervas, unguentos, velas, incensos, tudo que se possa querer para “magia”, asa de condor, aves e  sapos embalsamados com pedras vermelhas nos olhos, remédios naturais para qualquer tipo de doença e até leitura do futuro em folhas de coca. Para quem não quiser ter o trabalho de montar seu kit, eles já fornecem prontos, de acordo com a necessidade do freguês. A curiosidade são os fetos de lhama embalsamados, eles são usados como oferenda a Patchamama (Deusa Terra), ao se construir uma casa ou montar um negócio, ele deve ser enterrado no terreno antes da construção. Lugar para se observar um pouco da cultura e crença dos indígenas bolivianos.
Diário de Bordo – comprei uma Pachamama (mãe terra), me pareceu a coisa menos assustadora.
Localização – próximo a Calle Sagarnaga, esquina da Calle Santa Cruz e Melchor Jimenez, concentrado na Calle Linares.

Dica – evite fotos, eles não gostam, evite problemas.

 Praça Murillo

Um ótimo local de observação, crianças alimentando pombos, roupas típicas, chapéus tradicionais das mulheres aymaras que conversam na praça. É o  melhor local para observar importantes edifícios do período colonial. Sempre cercada de policiais por conter manifestações políticas.
Na praça está o busto de Gualberto Villarroel que foi retirado do palácio e morto pelos Vigilantes, depois o corpo foi pendurado em um poste de luz. Outra estátua é de Pedro Domingo Murillo, lutou na guerra da independência e foi enforcado em 1810.

Palácio do Governo, Palácio Presidencial (1825)

Palácio Quemado

Arquitetura neoclássica, chamado popularmente de Palácio Quemado, onde fica a residência oficial do Presidente boliviano, aqui funcionam escritórios presidenciais e o gabinete do presidente. A denominação de Palácio Quemado vem desde o século XIX quando numa das revoltas o edifício foi incendiado e posteriormente reerguido.
Procure assistir a cerimônia da troca de guardas, o uniforme vermelho do século XIX presta homenagem aos soldados que lutaram durante a Guerra do Pacífico contra o Chile.
Visitas – o palácio não é aberto ao público, mas às vezes os guardas permitem o acesso ao pátio interno.
Localização – Calle 2, Plaza Murilo, próximo ao Palácio do Congresso.

Palácio Legislativo – Congresso

A sede do parlamento boliviano funciona numa construção neoclássica que ocupa quase por inteiro uma das arestas da praça. Foi antigo convento e universidade, destaque para a enorme cúpula em estilo coríntio e altas colunas. Durante a visita fica claro que a difícil situação do país se deve a sua instabilidade política, embora seja um país de indígenas eles só chegaram ao poder com o Presidente Evo Morales.
Visitas – permitidas.

Catedral Metropolitana
Nuestra Señora de la Paz.

A fachada é imponente, frontão neoclássico e colunas coríntias na fachada. Internamente há vitrais para serem observados.

Localização – ao lado do Palácio Quemado.

Palácio de los Condes de Arana – Museu de Arte Nacional

Edifício do século XVIII com obras da escultura boliviana Marina Núñez del Prado e toda uma galeria dedicada a Melchor Pérez Holguín mestre da arte colonial andina.

Calle Jaén

Rua de pedestres forrada com pedras  e ladeada por casarios coloridos do século XVIII que preservam o passado colonial de La Paz, viveram nesta rua dois mártires da independência boliviana: Pedro Murillo e Apolinar Jaén. Aqui estão instalados o Museu das Pedras Preciosas e dos Instrumentos Musicais além de cafés e restaurantes.
Localização – centro histórico

Igreja e Convento de São Francisco

A primeira edificação é da data da fundação da cidade, toda em adobe e palha, desmoronou devido a fortes tempestades de neve por volta de 1610, só sendo reconstruído cem anos depois. A atual foi erguida em meados do século XVIII, por ter sido feita com mão de obra dos Aymaras seus adornos mesclam temáticas europeias e indígenas, denominado barroco mestiço ou barroco andino, as pedras vieram da cidade de Viacha, a cerca de 22km de La Paz.
Não é permitido tirar fotos dentro da igreja.
Localização – praça São Francisco, esquina com a Calle Sagarnaga

Calle Sagarnaga

Ao lado da Igreja de São Francisco, esta rua reúne  infraestrutura necessária para atender os visitantes. São restaurantes, casa de câmbio, agências de viagens e muitos hotéis que se esgotam rapidamente.
El Parnaso (espetáculo para turista)
Restaurante para turistas assistirem uma “peña folclórica”, danças com roupas típicas e música ao vivo.

Localização – Sagarnaga, 189, esquina com Calle Murilo.

Sightseeing City Tour
Se tiver pouco tempo em La Paz use o Sightseeing City Tour, são aqueles ônibus de 2 andares que percorre 28 pontos turísticos, 3 paradas: Av.Illampu (Hotel Qantu)  as 14h., Plaza Murillo 14h.15, Plaza Isabel la Catolica 15h.15 e retorna a Av. Illampu.

Preço – B$15 (U$2,15), você pode subir e descer nas paradas.

Média de preços para comer em La Paz

Café da manhã (desayuno)
Baixo custo – B$16 (U$2,30)
Econômico – B$20 (U$2,87)
Conforto – B$25 (U$3,60)

Almoço
Baixo custo – B$21,50 (U$3)

Econômico – B$25,80 (U$3,70)
Conforto – B$30 (U$4,30)

Jantar
Baixo custo – B$23,80 (U$3,40)

Econômico – B$29,70 (U$4,30)
Conforto – B$36,70 (U$5,50)

Nos arredores de La Paz

Teleférico

Usado por turistas e moradores para se locomover do bairro pobre de El Alto para o centro mais desenvolvido. São várias linhas que funcional 17h. por dia, a maioria delas opera com capacidade de 3.000 passageiros/hora que se acomodam em cabines que cabem 10 pessoas.
Preço – B$3

Mirante Killi Killi

É o mais próximo de La Paz e acessível até sem carro, mas é necessário subir um lance de escadas até Villa Pavon finalizando com uma curta e inclinada ladeira. La no alto a vista é ótima, tem uma praça com bancos para descansar. Observe o mural dedicado às “caseras”, típicas vendedoras bolivianas.
Localização – Av. la Bandera
Preço – acesso gratuito.
Horário – aberto 24h.
Localização – 1km. partindo do centro histórico.

Mercado 16 de Julio
Conhecido como o maior mercado de pulgas a céu aberto do planeta, são aproximadamente 350 quarteirões de produtos, mas nem tudo autêntico. Vale o passeio, cuidado com mochila, sacola e carteira.

Vale de la Luna

É o passeio mais próximo de La Paz, área repleta de formações rochosas esculpidas pela erosão que fazem a paisagem se parecer com a lua. Como a visita é rápida, algumas agências fazem Vale de la Luna junto com Chacaltaya com ou sem almoço.
Diário de Bordo – o Vale de la Luna não me encantou, é um antigo lago que secou e manteve suas formações argilosas, formando crateras. Não fiz junto com o Chacaltaya.
Preço Vale de la Luna – B$15 (U$2,15) + B$30 (U$4,30) pela entrada.
Preço Vale de la Luna + Chacaltaya –  B$20 (U$2,90) + B$30 (U$4,30) pela entrada.
Preço City Tour + Teleférico + Vale de la Luna = B$308(U$45)

Tiawanaku ou Tihuanaco

Tiawanaku foi uma civilização pré-incaica fundado por volta de 200 a.C. e prosperou até 1000 d.C., era um povo avançado em matemática, astronomia, construção e cerâmica. O sítio arqueológico conta com um museu e o conjunto de ruínas ainda em fase de descoberta.
Como chegar por conta própria– em frente ao cemitério de La Paz partem ônibus que chegam até um povoado próximo às ruínas. A viagem dura 1h.30.
Como ir com Agência – é o mais recomendado, inclui guia, transporte e almoço com bebida paga à parte. Saída às 8h.30 e retorno à tarde.
Preço –  B$82 (U$12) + mais entrada no parque de B$100 (U$15)
Preço agência com almoço – B$82 (U$32)
Diário de Bordo – fomos com a Diana Tours, passamos pelo Pueblo de Laja(1548), Quellani, puente Katari, Pircuta, chegamos às 10h. em Tihuanaco. Percorremos todo o sítio arqueológico, monólito Ponce (descoberto em 06/05/1965), Urake, Templete Semisubterrâneo (com cabeças de pedra), Templo de Kalasasaya, Porta do sol com monolitos. Almoçamos: sopa de quínua,  arroz, tomate, cenoura, carne de lhama, sobremesa banana com iogurte de morango. Depois fomos ao museu Centro Espiritual y Político de la Cultura Tiwanaku B$80,00 (U$12) destaque para a Fuente de Ritual, Cruz Andina e vários monólitos. Voltamos às 16h. Aproveitamos o final da tarde para visitar o Museo de Coca.

 Museo de Coca

Bastante interessante, conta a trajetória da coca desde o seu plantio, sua utilização em folhas mascadas pelo povo andino, até o refino da droga. Um museu pequeno, mas esclarecedor.
Localização – Calle Linares, 906
Preço –  B$13 (U$2)

Chacaltaya – 5.480m. a.n.m.

É apenas uma das muitas montanhas que circundam La Paz, o acesso com veículo chega perto do cume, depois é necessário a caminhada a pé, mas é bom para quem já está adaptado com a altitude, no topo está a estação de esqui mais alta do mundo. Nos períodos de nevasca o acesso pode ser bloqueado pela neve. Já no verão o problema são os deslizamentos de terra, comuns nesta região dos Andes.
Preço – de B$137- (U$20)
Diário de Bordo no Chacaltaya – Fomos com a Agência Diana Tour, após 1hora e ½ em um micro ônibus percorrendo despenhadeiros, curvas sobre curvas, sem proteção alguma e sempre subindo chegamos na estação de esqui, a partir deste ponto iríamos a pé até o topo. Já na estação de esqui os sintomas da altitude eram grandes, o guia avisou ao grupo que aquele que sentisse dor de cabeça deveria voltar, não era prudente continuar. Comecei devagar, a cada 10 passos precisava parar para descansar, em alguns trechos precisei sentar em pedras para descansar, em uma dessas paradas vi uma das brasileiras, retornando. Cheguei ao primeiro lance, ali todos descansam, tomam água, tiram fotos, minha falta de ar era tão grande que pensei em parar por ali mesmo. Mas achei covardia não tentar e fui passo a passo, quando atingi o cume achei que o peito iria explodir, tamanha era a dificuldade em respirar. Fiquei sentada algum tempo, felicidade de estar ali, de ter saúde para superar dificuldades, agradecida por ter conseguido estar, sentir e ver tudo aquilo. A paisagem maravilhosa, lá embaixo lagos, alguns trechos com neve, sensação de liberdade. Obstáculo vencido! A descida foi mais rápida, mas requeria cuidado. Fazia muito frio, fomos até a estação de esqui comemorar com um chá de coca.

BOLIVIA X PERU – Na volta paramos perto do cemitério, iríamos pegar um ônibus para Copacabana, Viação Manko Kapac B$15 (U$2,15), saída às 14:00h. com chegada em Copacabana 17h. A viagem ia bem até chegarmos ao estreito de Tiquina, quando o motorista começou a gritar “Baja, baja, baja”, todos desceram. O ônibus atravessaria em uma balsa, mas teria de ir vazio, só com a bagagem, sem saber o que estava acontecendo e nem para onde ir, começamos a correr atrás do tal senhor, seguindo sempre o boné branco, que a certa altura desapareceu, havia um guichê aonde presumimos que deveríamos comprar bilhetes para a travessia em barco separado do ônibus (B$1,50 p/ pessoa). O barco era pequeno, começou a entrar gente, uma senhora começou a reclamar muito dizendo que havia super lotação, mas o marinheiro não dava atenção e colocava mais gente, com sacos, sacolas, malas. Finalmente o barco saiu não havia coletes salva vidas, nunca achei um Estreito tão largo, a margem não chegava nunca, fiquei imaginando como seria um naufrágio ali com a água do Titicaca a 10ºC. Quando chegamos do outro lado o ônibus havia sumido entre muitos outros, ficamos preocupadas com nossas mochilas e quando localizamos ele já estava se preparando para ir embora com portas fechadas, corremos atrás gritando para o motorista parar. A paisagem a partir dali é muito bonita, com o lago aparecendo a cada instante, sempre de ângulos diferentes.

ORURO

Capital Boliviana do Folclore

Distância – Uyuni x Oruro = 313km. / La Paz x Oruro = 231km.
Altitude – 3.735m. a.n.m.
População – 235.600 habitantes (2011).
Moeda – Boliviano (BOB). U$1,00 = B$6,83 (cotação agosto/2020).
Fundação da cidade – 1 de novembro de 1606.
Oruro é a Capital Boliviana do Folclore e tem como festa mais famosa o carnaval. Oruro é a única cidade da Bolívia e talvez de toda a América Latina onde o carnaval inclui no programa uma dança em honra à Nossa Senhora.

Como chegar de La Paz a Oruro – Trem: Wara Wara ou Expreso del Sur. Ônibus: com valor aproximado de B$62 (U$9)

Como chegar de Uyuni a Oruro – Trem Wara Wara del Sur somente às quartas e domingos e o Expreso del Sul às terças e sextas feiras. Compre com antecedência pelo site ticketsbolivia.com.bo. São 2 tipos de vagões Executive e Lounge nestes as poltronas inclinam mais um pouco. Dependendo do tipo de poltrona pode custar a partir de B$59,63 (U$8,55). Vagão restaurante disponível.

Veja meu Diário de Bordo no final do post.

Como sair de Oruro para La Paz – Trem Wara Wara, em semi leitos numerados e poltronas que tem inclinação razoável para descansar, um pouco mais caro são os leitos executivos, ambos com serviço de bordo.
Ônibus são vários, mas tudo sem horário fixo e nem sempre os atendentes vão estar nos guichês, eles costumam vender os bilhetes na rua aos gritos. O preço deve estar em torno de B$20 (U$3). A viagem leva de 4 a 5 horas, o que demora é o trajeto da entrada de La Paz até o Terminal de Ônibus, o trânsito é caótico.
Dica – em Oruro os bolivianos tomam o ônibus fora do terminal para não pagar a taxa de embarque que é de B$2 (U$0,29), aconselho pagar a pequena taxa e já sair acomodado do terminal. Vai haver um certo desconforto pelo aumento da altitude.

O povo não gosta de ser fotografado em seu dia/dia, por esse motivo fiz poucas fotos de Oruro

 O que fazer em ORURO
Santuário de La Virgen de Socavón (Virgem Candelária)

A primeira capela deu origem ao santuário e a igreja atual é de 1781, recebeu o nome de igreja de Nossa Senhora de Copacabana. Como os fiéis veneravam a virgem da Candelária, patrona dos mineiros, conhecida como a Virgem de Socavón ela tornou-se a patrona da igreja. Veja a imagem de São Miguel Arcanjo de 1606, o quadro da Virgen de Socavón (Virgem da Candelária), data do século XVI. A igreja acomoda até 1.200 devotos, no dia 12 de fevereiro os devotos realizam em honra a Virgen del Socavón o folclórico carnaval junto com o Dia do Folclore.

Museo Minero

101-002No subsolo da igreja há uma antiga mina de prata e  vestígios da época colonial com roupas dos mineiros, máquinas, carrinhos, balanças, documentos em balcão com vidros,  artefatos usados na extração de prata.  Os índios foram catequizados com a imagem de Deus no alto e do Diabo na terra, para trabalhar em um local tão perigoso, eles tinham que pedir licença para trabalhar no subsolo e faziam oferendas ao demônio.
No interior das minas bolivianas é comum encontrar uma imagem que muitas vezes é chamada de “Tio” com oferendas de cigarro, bebida, dinheiro e folhas de coca.
A visita tem entrada controlada e é feita com guia em espanhol, o acesso ao subsolo é por uma escada estreita e longa, no final da escada o túnel fica mais largo, frio e úmido.
Ingresso – B$20 (U$3), para tirar foto é cobrada uma taxa à parte.
Paguei B$8(U$1,15) para entrar e B$3(U$0,43)para foto

Monumento a La Virgen del Socavón)

A Virgen del Socavón é uma invocação da Virgem Maria que é venerada na cidade de Oruro onde foi inaugurada uma estátua em 2013 com 45,4m. de altura, pesa 1.500 toneladas, está a 3.845m. a.n.m. A imagem é mais alta que o Cristo Redentor (38m.), no Rio de Janeiro.
A estátua original é venerada no Santuário de Nossa Senhora de Socavon, em Oruro. A inauguração da estátua coincidiu com o início do famoso Carnaval de Oruro.
Como chegar até a estátua – teleférico, estrada Camino a la Virgen.
Atrativos – dentro da estátua há uma capela para 80 pessoas, um complexo cultural de 4 andares com exposições sobre: a criação da cidade, as capelas construídas e o carnaval. Faz frio lá no alto, aproveite a cafeteria.

Plaza 10 de Febrero

A praça existe desde a fundação da cidade em 1606, primeiro como Plaza Mayor, depois Plaza del Rey e com influência espanhola permaneceu assim até 1900, chegaram os franceses e alteram a arquitetura, foram incluídos bebedouros, quiosques, fonte com animais de bronze, quatro leões, dois cães, um javali e um lobo.
Excelente local para sentar-se em um de seus bancos e observar a população local, só evite ficar sob as árvores, há muitas pombas nas árvores.
Foto: Niños de Versailles

 Onde comer
Não fiz uso de restaurante, preferi um lanche rápido para aproveitar melhor o dia na cidade, passei por uma “tienda” de salteñas, pedi uma de frango B$9 (U$1,30) e uma de carne B$10 (U$1,50), foram as melhores salteñas que comi em toda a viagem.

Carnaval de Oruro – se quiser aproveitar o melhor de Oruro

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Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco

O maior carnaval do altiplano boliviano um dos mais importantes do mundo é celebrado na cidade de Oruro no sábado de carnaval. Participam mais de 48 conjuntos folclóricos, cerca de 28.000 dançarinos com fantasias de acordo com as 18 especialidades de danças que reúnem as diversas partes da Bolívia, o trajeto é uma peregrinação com cerca de 5km. até o Santuário de Socavón, na tradicional “Entrada”, é uma manifestação cultural já que tem o lado religioso e pagão, marca o festival Ito, dos Urus. A cerimônia segue os costumes andinos tradicionais, baseados na invocação de Pacha Mama e do Tio Supay, sincretizados, respectivamente, nas figuras da Virgem Maria e o Demônio.
A cerimônia Ito nativa, foi interrompida em meados do século XVII, pelos  espanhóis (então comandantes das  terras do Alto Peru), o que não impediu os Urus de continuar praticando o seu festival, mascarado sob a forma de comemoração cristã, segundo a lenda a Virgem Maria misteriosamente apareceu em uma das minas de prata mais ricas em ouro e é por isso que se chama carnaval de Oruro.

FOTOS DO CARNAVAL – https://boliviaesturismo.com/pt/carnaval-de-oruro-bolivia/

UYUNI X ORURO
Diário de Bordo – em Uyuni comprei uma passagem de trem para Oruro. Havia 3 categorias, escolhi a intermediária. Olhei no relógio eram 10h. e o trem só sairia as 0:05h. Resolvi que ficaria na praça até à noite, mas aos poucos comecei a ficar impaciente, não queria pagar mais uma diária, mas na praça também não era possível, precisava de um banho e começava a esfriar. Procurei um hotel simples: Hotel Palace, Residencial Copacabana, Residencial San Cayetano, atendimento foi péssimo. Optei pelo Hotel Cactu B$70 (U$10), para ficar até à noite. A dona foi muito simpática, o chuveiro era bom, mas o quarto cheirava a mofo, colchão ruim (fui até espetada por uma agulha), temperatura no quarto 10ºC. Saí para almoçar, mas como já havia passado da hora os restaurantes estavam fechados, encontrei um quiosque na praça. O dono entregou o cardápio de lanches, pedi um sanduíche de queijo, depois de muito vasculhar na geladeira disse que não tinha. Escolhi um de frango, tornou a olhar na geladeira, também não tinha. Troquei por um de jamon (presunto), ele abriu um sorriso desdentado e disse que tinha, mas eu teria de esperar até que sua a filha fosse comprar o pão. Aguardei quase meia hora, chegou o sanduíche: pão, uma fatia finíssima de presunto e uma fatia de tomate e uma coca cola.
Ao sair do hotel às 11h.20 estava preocupada, não havia ninguém nas ruas, mas para minha surpresa a Estação de Trens estava lotada de mochileiros. A viagem durou a noite toda, é possível dormir um pouco. Como sabia que pela manhã seria vendido um café, imaginei que haveria um vagão restaurante, transitei por vários vagões e nada, quando tentei passar para o vagão executivo a porta estava trancada. Voltei para meu lugar, resolvi ir até o banheiro. Péssimas condições, impossível descrever! Voltei para minha poltrona, para minha surpresa aparece um rapaz, com uma imensa garrafa térmica vendendo uma caneca de café e um sanduíche de pão com presunto. Beleza!

Chegando a ORURO – quinta feira

O trem começa a serpentear por vários pueblos, a paisagem mudou completamente, muito verde, plantações, lagos cheios de pássaros que fazem revoada ao amanhecer, mas para apreciar tudo isso só estando sentado ao lado esquerdo do trem.

Cheguei em Oruro às 8h,

A princípio pretendia dormir em Oruro, mas como era pouca coisa para ver pensei melhor e achei que seria possível seguir no mesmo dia para La Paz, com ônibus a cada meia hora. Fui ao guarda volumes, deixei minha mochila, me informei como chegar ao Santuário da Virgen de Socavón. Como as informações estavam muito confusas sobre qual ônibus local deveria tomar, resolvi ir andando guiada pelo mapa. Segui pela Avenida 6 de Agosto até a Calle Junin, dobrei à direita, neste ponto há um interessante mercado de rua, com verduras, frutas, grãos e muito material esotérico. Passei um tempo observando as bancas, me abstive de tirar fotos para não criar problemas, já sabia que o pessoal não gostava. O Santuário se localiza no alto da cidade, subi devagar e parando bastante, ainda sentia muita falta de ar. Ao chegar ao local precisei sentar, não aguentava nem falar, depois de algum tempo fui até a secretaria do Santuário para a visita ao subsolo onde está a mina. Tomei um lanche e na sequência com o teleférico subi até a imagem da Virgen de Socavón e assim terminei o roteiro de visitas.
Voltei para a rodoviária, vários guichês ofereciam passagem para La Paz, optei pela Viação Trans Aroma B$28 (U$4), o agente me garantiu que o ônibus era direto. Para ter acesso a zona de embarque é necessário pagar uma taxa de embarque no valor de B$2 (U$0,29), quando desci para a área de embarque percebi que nem era necessário ir até o guichê, vários agentes das empresas, corriam atrás dos viajantes, talvez fosse possível até conseguir um desconto. Tomei assento no ônibus, um Mercedes Benz, brasileiro, confortável, inclusive internamente todos os avisos escritos em português. O ônibus não era direto!

Uyuni, Deserto de Sal

Potosi  x  Uyuni

Como chegar  

UYUNI

População – 29.518 habitantes (2012).
Altitude – 3.600m. a.n.m.
A cidade – Uyuni pode ser considerada como “cidade dormitório”, já que é o ponto de partida para o deserto de sal, não tem atrativos turísticos, mas é repleta de agências de turismo.

SALAR DE UYUNI


É a maior planície de sal do mundo, com 10.582km.2 formada em um lento processo. Há milhares de anos existiam lagos nessa região, a água evaporou e ficou o deserto de sal. 

QUANDO IR – a maior parte do ano o Salar fica todo seco, o número de lugares visitados é maior. No verão (final de abril), período chuvoso ele vai estar alagado, nem sempre é possível ter acesso a todas as atrações, mas o alagado funciona como um espelho que reflete o céu, as nuvens e as estrelas a noite.

ONDE FICAR EM UYUNI
Hospedagem econômica – Hostal Laguna Colorada, Hostal de Sal e Hostal e San Cristobal. Preço médio U$70.
Hospedagem de luxo – Hotel los Flamencos (U$225), Hotel Tambo Coquesa (R$588), Hotel Luna Salada (R$353). Todos com wi-fi.
Pacotes – Os preços variam muito, dependem do período, número de pessoas, dias dentro do Salar. Preço médio para um dia U$29 por pessoa. (salar, almoço Ilha Incahuasi e cemitério de trens). Para 3 ou 4 dias o preço fica a partir de U$120.
Agências de referência: Andes Salt Expeditions, Senda Andina (muito boa, opera junto com a Atacama Trips e oferece Atacama com Uyuni).

SOROCHE – caso não esteja aclimatado vai sentir os efeitos da altitude, o chá de “Chacoma” é fácil de encontrar na cidade e ajuda. Tome água mesmo sem sede e coma mesmo sem fome.
IMPORTANTE – é um passeio cansativo, com acomodações pouco confortáveis, quartos compartilhados, comida não falta, mas não é boa e a higiene pode deixar a desejar. Banho quente? Nem sempre vai ter. Os refúgios não tem aquecedores, alugue um saco de dormir (U$10,00). Fui sem reserva, descendo do ônibus já há um cerco dos agentes de turismo. Optei pela Discovery Bolívia (tem melhores), a agente praticamente arrasta o cliente e inicia dizendo que aceita cartão de crédito, mas na hora de fechar o pacote diz que não é possível, apesar de “gostar muito dos brasileiros”. Início da negociação US$120,00, deixou por US$100,00 pedindo por favor para não dizer aos demais participantes do tour, fiquei sabendo que alguns pagaram US$90,00. A agência indica o Hotel Avenida, jantei no Restaurante 16 de Julio.  

Hotel Avenida
Hospedagem tipicamente mochileira, bom custo benefício, bem localizado, quarto  privativo e banheiro estavam limpos, colchões razoáveis, wi fi, lavanderia, administração atenciosa.
Localização – Avenida Ferroviária
Preço – U$28 quarto simples, sem café da manhã.
Restaurante 16 de Julio
Boa aparência e localização, comida regional, espere prato rico em gordura. Só fornecem a senha e wifi se você fizer pedido de prato, só café ou chá não tem senha! Atendimento demorado e ruim.
Preço – pasta ao suco e um pedaço de frango B$40 (U$5,75), um suco B$15(U$2,15). Quase pedi uma sopa B$18, mas a mesa vizinha estava reclamando que estava seca e fria. Se for pagar com cartão pergunte antes, tem acréscimo de 10%.
Localização – Praça Aniceto Arce, 35

1º. dia

Pela manhã tomei café em uma lanchonete na praça, a dona ouvia uma televisão em volume alto e pilotava uma enceradeira infernal!  Pedi o desayuno: café com leite, pão, manteiga, geleia, ovos, suco, B$12 (U$1,70). Enquanto aguardava fiquei olhando no balcão um desfile de refrigerantes regionais marca “Burbujas”, nas cores coca-cola, fanta e um incrível vermelho indecifrável. Pedi para ir ao banheiro, dava de frente para a cozinha, dei uma olhada rápida no preparo do meu desayuno, achei melhor não prestar muita atenção, pois precisava daquele café da manhã.
Fui para a Agência, me disseram que sairíamos as 10h., mas para esperar no Hotel. Voltei para o Hotel, apareceu um rapaz dizendo que não era no Hotel, mas sim em outra Agência, ao lado do Hotel. Só então começaram a organizar a comida, combustível e mochilas em cima do jipe 4×4. Perguntei para a agenciadora sobre meu saco de dormir, ela havia esquecido! Foi preciso desamarrar a carga para acrescentar o saco. Conclusão: só saímos às 11h.30. Nosso grupo composto de 1 espanhol, 2 ingleses, 1 francês, 1 indiano, 1 neozelandesa, eu e o guia Hector.

1ª. parada – CEMITÉRIO DE TRENS

Museu a céu aberto com carcaças de trens que foram abandonados após desativação da retirada de minérios da região de Potosi, seu período máximo foi entre 1920 a 1929 quando entrou em crise. Fica na periferia da cidade, o solo arenoso contrastando com as escuras locomotivas resultam fotos interessantes.

2ª. parada – COLCHANI

O Salar de Uyuni contém cerca de 10 bilhões de toneladas de sal, com 25.000 toneladas escavadas e processadas anualmente. No povoado vivem cerca de 600 pessoas que sobrevivem da extração de sal, venda de artesanato feito de sal e arte têxtil de lhama e alpaca. O trabalho é difícil, não possuem proteção alguma para trabalhar no salar, param de trabalhar aos 40 anos por problemas de saúde. O Museu de Sal não leva mais do que 10 minutos para ser visitado.

3ª. parada – SALAR DE UYUNI

Local onde são feitas as “pirâmides” de sal para serem drenadas e depois recolhidas em caminhões. São quase 12mil km2 de sal, com crostas de 5 a 70cm. de espessura a uma altitude de 3.650m. a.n.m. Da cidade de Uyuni até o Salar são 30km. Não dá para resistir! Abaixei e coloquei um pouco de sal na boca! agora já é necessário colocar óculos escuro, o sol refletido no chão branco incomoda a vista. Observei que o inglês colocou óculos de natação, o rapaz estava em outra dimensão. 

4ª. parada – ISLA DEL PESCADO – INCAHUASI

Localizada na província de Daniel Campos, a uma altitude de 3.660m. a.n.m. Recebe este nome por seu formato em forma de peixe, são altas formações de corais em meio ao Salar cobertas por imensos cactos. No deserto de Uyuni estão cerca de 70 variedades de cactos. Chegamos as 13h.45.Para percorrer a Ilha é necessário pagar uma taxa de B$30 (U$4,30), que dá direito ao uso de banheiro. A vista do alto das formações de corais é incrível, em toda sua volta há sal a perder de vista. Neste local o guia prepara o almoço, servido ao ar livre em mesas de sal. Salada de tomate, pepino, abacate, almôndegas, quinua, pão, refrigerante. Aproveitei para percorrer pelo menos uma parte da ilha, ela é bem sinalizada com ótimos ângulos para fotos. Após o almoço seguimos em direção ao hotel de sal.

5ª. parada – Hotel de Sal

Fica a 160km. de Uyuni, ao longe um edifício de aparência simples, mas de perto muito interessante. As paredes são feitas de blocos de sal, cobertura de palha, tendo em vista que lá não chove. Ao entrar o encanto continua: as mesas, bancos, camas, criado mudo, tudo feito de blocos de sal. Coloridas toalhas com motivos nativos cobrem as mesas, almofadas com mesmo motivo sobre os bancos, o piso todo em sal grosso convida o visitante a arrastar os pés. Banheiros em alvenaria, ducha com água quente que é paga à parte. O hotel não tem luz elétrica, somente velas acessas à partir das 17h., mas enquanto se aguarda o jantar servido as 19h., apesar do frio e vento vale a pena dar uma volta fora do hotel para ver os rebanhos de lhamas e o pôr do sol. Jantar: sopa de quínua, bisteca com vagem, cenoura, quínua e chá. Tudo servido em pratos e canecas de barro. Cerveja em temperatura ambiente (sempre), são cobradas à parte. A noite faz bastante frio é indispensável um saco de dormir. A comunicação com o grupo foi complicada, eu era a única que não tinha inglês fluente, não fumava e o grupo era jovem.  O guia dava informações completas em inglês e me informava rapidamente alguma coisa em espanhol. Por sorte havia estudado tudo o que iria ver, portanto o guia era apenas um complemento, perguntava quando tinha dúvidas.

 
 


2º. DIA

Hotel de Sal

Horário 7h. , 5ºC negativos. Para o café da manhã foi fornecida uma garrafa térmica com água quente para que cada um preparasse sua bebida. Café solúvel, leite em pó, chocolate, chá, manteiga, doce de leite, geleia, pão.

Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa

Criada em 1973, província de Sud Lípez, altitude entre 4.000 a 6.000m. a.n.m., taxa de entrada de B$150 (U$21,50). Saímos da região do Salar para uma região de desértica, com areia e montanhas. Passamos pelo Pueblo de San Juan, um outro salar menor Chiguana.
Paramos em um mirador a 4.200m. a.n.m. eram 10h. da manhã e a temperatura era de 8º.C, ventava muito, a sensação térmica era infinitamente inferior, mas valia a pena descer do jipe, avistar o Volcan de Ollague 5.865m. a.n.m.  e as formações rochosas.

 

Laguna Cañapa

A lagoa é toda rodeada de bórax muito branco que contrasta com os flamingos rosados, eles se instalam ali durante o verão, no inverno eles são mais raros. O dia não estava muito propício, ventava muito e o tempo bastante nublado não favoreceu muito as fotos.

Laguna Hedionda

Além da Laguna Hedionda passamos também pelas Lagunas Viscacha e Honda, cada lagoa é uma surpresa, cores variadas de acordo com o mineral que abriga no seu solo, os flamingos sempre presentes, ora em maior ou menor quantidade. A Laguna Hedionda tem uma vantagem sobre as demais, tem alguma estrutura para receber o turista, restaurante com vista para a lagoa, banheiro e um wi-fi que mesmo não sendo gratuito é um diferencial positivo.

Arbol de Piedra

Após mais 1h. de viagem e é a vez da Arbol de Piedra, formação rochosa de origem vulcânica, que tem a forma de uma árvore e desafia a lei da gravidade, pois o “tronco” parece que não vai suportar o peso dos “galhos”. Fica no Pampa de Sioli, a 18km. ao norte da Laguna Colorada. Nesta parada a temperatura era 0ºC., ventava muito e começa a nevar, algumas pessoas nem desceram do jipe por causa do frio. Como a neve começava a aumentar muito, o guia achou conveniente irmos direto par o refúgio. Chegamos as 13h.30. O guia se dirigiu para a cozinha, fomos todos atrás dele por que lá havia um fogão à lenha, mas ele nos expulsou, havia utensílios sujos por todo lado, não tinha pia, a louça nesses locais é lavada em bacias para aproveitamento da água. Na cozinha havia até uma cama. Acho que foi melhor sair mesmo!
Almoço servido: salada de pepino, frango assado, batata, molho de tomate, cebola e pão.
Fui procurar um banheiro para um banho. Água? Só fria, o banheiro estava em péssimas condições de higiene, havia um compartimento que servia para banho, mas não havia chuveiro, a água estava estocada em um tambor, tinha um caneco, após o uso do sanitário, cada um deveria jogar um caneco de água, mas parece que não houve um entendimento desta prática entre o grupo. Agora nevava muito, 6ºC negativos. Olhei para o tambor com água gelada, olhei para o caneco. Desisti do banho!
Nevando muito, passamos a tarde toda sem fazer absolutamente nada. O refúgio tinha 4 quartos com 7 camas e como estáavamos nós no local, pegamos cobertores nos outros quartos, além do saco de dormir coloquei mais 5 cobertores. Vesti todas as roupas que tinha na mochila. Decididamente não estava preparada para um frio deste porte.
O jantar foi servido: macarronada, maçã e vinho. O teto do refúgio era de telha tipo brasilit, com várias pedras segurando para não haver destelhamento durante a ventania. O brasilit que recobria o telhado da “sala” tinha vários furos e a neve começou a cair sobre o jantar, levamos a mesa para o quarto, lá havia um forro de plástico sob o brasilit. Depois… chá, chá, vinho, chá, vinho, chá, chá. Não necessariamente nesta mesma ordem. O guia nos comunicou que se a neve não melhorasse provavelmente teríamos que cancelar o tour do dia seguinte, pois seguir daquele local para frente seria imprudência, poderíamos ficar ilhados e provavelmente sem comida. Pela madrugada acordei sufocada com o peso dos cobertores!

3º. DIA

Refúgio – acordamos 7h. Com 1º.C dentro do refúgio e fora 3ºC negativos. Havia parado de nevar. Desayuno: café solúvel, leite, chocolate, chá, margarina, doce de leite, geleia de pêssego. Iríamos ver este mesmo lanche várias vezes, o pão ao final já estava terrível de comer, de tão duro.

Gêiseres

Saímos às 8h.15h. para conhecer os gêiseres, a temperatura era de 6ºC negativos, a 4.850m. a.n.m., é uma área de atividade vulcânica constante, de onde se desprendem gases em alta pressão. Tudo era tão bonito e novo que não tinha como não descer e correr por aquele amontoado de gêiseres, borbulhantes, envoltos em névoa e muita neve no chão. Saímos as 9h.30 com destino novamente a mais três lagoas, o jipe atolou na neve e foi necessário esperarmos ajuda para sair dali.

Laguna Colorada

A Laguna Colorada está a uma altitude de 4.278m. a.n.m. e 60km2. de extensão, pouca profundidade, possui águas salinas, conta com ilhas de gelo cobertas de bórax. Sua cor se deve a pigmentos de micro organismos, que são alimentos dos flamingos.

Laguna Carpina.

Lagoa também margeada por larga camada de bórax.

Laguna Verde

Possui a coloração verde esmeralda devido a alto teor de arsênico, próximo a Laguna está o vulcão Licancabur (5.860m. a.n.m.). Voltou a nevar forte e tivemos que ir embora, passamos pelo Pueblo Villa Mar, depois ao Pueblo de San Agustin.

Pueblo San Agustin

Um pouco maior do que Villa Mar, mas tão poeirento quanto, povoado espremido entre rochas imensas, a altitude é de 3.837m. a.n.m. Local de parada para o almoço: salada de tomate com pepino, arroz com cenoura, atum em lata, pedaços de queijo de gosto e aparência duvidosa, laranja, água e coca cola. O guia se utiliza da cozinha de uma casa particular para preparar a comida. Na praça um pequeno coreto e uma ave indecifrável de concreto, uma coisa meio amorfa, ao fundo uma igreja que um dia havia sido pintada de amarelo. Continuei andando, a rua principal do povoado devia ter no máximo cinco quadras, fui até o final, encontrei uma senhora sentada sobre uma colcha, limpando grãos de quinua, estava com dois filhos, sentei-me ao seu lado e comecei a conversar, fiquei ali até o horário do almoço, uma pena ela não querer fazer foto.
MICO DO DIA Depois do almoço seguimos viagem, no caminho o inglês tirou do bolso um cigarro de maconha, alisou, acertou, acendeu, deu algumas baforadas, passou para o indiano, que após fazer uso passou para o outro inglês, que fumou e me ofereceu: – Te gustas? Recusei gentilmente e intimamente constrangida pensei: Quem mandou fazer um tour em uma tribo que não é sua? Afinal as pessoas que ali estavam tinham menos de 30 anos.

Valle de Rocas

Centenas de rochas vulcânicas que foram sofrendo erosão eólica e com o tempo ficaram com formas diversas que a imaginação pode dar nomes. Em algumas é possível escalar, mas são muito escorregadias, prepare-se para fazer muitas fotos. “Minha turma” logo se posicionou atrás de algumas rochas e continuaram com o ritual da maconha, porque o guia pediu para que eles evitassem fumar dentro do jipe que estava com os vidros fechados por causa do frio. Seguimos para conhecer o pequeno Salar de Tiguana.

Povoado de San Juan

Nosso guia não havia feito reserva, já era tarde e os alojamentos estavam lotados, só foi possível em uma casa de família que, mantinham alguns quartos em uma espécie de palafita. Cada quarto tinha duas camas, fiquei com o rapaz da França, devia ter uns 18 anos, muito educado, falava um pouco de espanhol. Assim que larguei a mochila no quarto desci para tomar banho por B$5,00 (U$0,70), seria necessário aguardar um pouco, porque o chuveiro era à gás, e ele teria que colocar água na caixa, isto com auxílio de um balde. Foi servido um chá para esperar até a hora do jantar, todos estavam com fome, fui buscar uma lata de atum que havia restado em minha mochila e algumas bolachas salgadas que dividi com o pessoal. Depois do chá fui para o banho, mas nada! O dono da casa me devolveu o dinheiro dizendo que era impossível, na noite anterior havia nevado muito e o encanamento havia estourado, portanto não havia água na casa. Surtei! Era humanamente impossível um segundo dia sem banho. Fui até a cozinha e disse que pagava os B$5,00 por um pouco de água morna. Demora e expectativa! Apareceu uma pequena chaleira com água quente e uma bacia de plástico também muito pequena com água fria. Fui até o banheiro, e agora? Misturei a água quente na bacia,  usei o mínimo possível de água para me molhar, ensaboar e com o pouco restante retirei o sabonete. Me enxuguei com a fralda, me vesti e fui jantar. Logo que entrei o espanhol agressivo perguntou: Por que brasileiro toma tanto banho? Respondi que era normal e no verão até mais de um banho. Ficou espantado e disse que era um desperdício de água. A garota da Nova-Zelândia disse que tomava banho uma vez por semana.  O francês endossou que era mesmo um exagero, ainda mais tendo em vista as condições precárias do local. Aquele era o último jantar comunitário, o guia com o estoque de comida quase esgotado, serviu uma sopa, salsichas, ovo frito, e um caldeirão de batata com cenouras cozidas. Havia uma salsicha para cada um, o indiano pegou metade delas colocou em seu prato, experimentou algumas não gostou e abandonou o restante. Conclusão ele não comeu e as restantes não foram suficientes para todos. Quando cheguei até a mesa eles já tinham devorado tudo, por um banho fiquei sem jantar. O pessoal ainda ficou conversando, fui dormir O colchão era de um material indefinido, muito fino, o saco de dormir era para baixas temperaturas, grosso, ajudou a “amaciar”. Foi difícil? Não! Faria de novo? SIM.

4º. DIA

Levantamos as 4h.30, 5ºC. negativos

Sol de Mañana (nascer do sol)

A proposta era apreciar o dia amanhecer “sol de mañana”, no salar a temperatura era de 0ºC e muito vento, 4.278m. a.n.m. Ficamos fora do jipe para apreciar o amanhecer, realmente foi maravilhoso, o sol surgindo por detrás das montanhas, horizonte vermelho, inundando tudo e refletindo seus raios sobre aquele mar de sal. Nenhuma foto pode avaliar a amplitude de tudo aquilo, momento de encantamento. Nossa próxima parada foi no hotel de sal Playa Blanca, particular, só é possível fazer fotos hóspedes ou compradores de souvenires. Nosso desayuno foi na parte externa do hotel, o guia acendeu o fogareiro, aqueceu água e improvisou uma mesa na parte traseira do jipe, comemos em pé, vale lembrar que as canecas estavam horríveis, como no albergue anterior não havia água, todas estavam com algum resíduo. Eca!!! O pão era daquele lote do primeiro dia. A temperatura agora era de 14ºC, Hector nosso guia fez o retorno muito devagar, pois nosso tour deveria chegar às 14h. em Uyuni, como não havia mais nada para ver, acabamos chegando às 9h.
Fui até o terminal de ônibus comprar uma passagem para Oruro, distante 313km. de Uyuni, mas o ônibus já estava lotado. Fui até o Hotel Central aonde havia me hospedado, pedi para usar o banheiro, B$1,00 (U0,15). Atravessei a Avenida Ferroviária e me dirigi até o terminal de trens. Havia 3 categorias, escolhi a intermediária, Salón B$45(U$6,50), a categoria superior, leito era B$81 ((U$12,20), e a inferior B$30,00 (U$4,30). Olhei no relógio eram 10:00h. e o trem só sairia às 0:05h. Fui ao Hotel Cactu B$15,00(2,15), afinal só iria ficar até á noite. A dona foi muito simpática, o chuveiro era bom, mas o quarto cheirava a mofo, colchão ruim (fui até espetada por uma agulha), frio 10ºC. Saí para almoçar, os restaurantes estavam fechados, encontrei um quiosque na praça. O dono entregou o cardápio de lanches, pedi um sanduíche de queijo, depois de muito vasculhar na geladeira disse que não tinha. Escolhi um de frango, tornou a olhar na geladeira e também não tinha. Troquei por um de jamon (presunto), ele abriu um sorriso semi desdentado e disse que tinha, mas eu teria de esperar até que sua a filha fosse comprar o pão. Aguardei quase meia hora, chegou o sanduíche: pão, uma fatia finíssima de presunto e uma fatia de tomate B$5,50 e uma coca cola (B$3,00). Na praça existem vários restaurantes.
Ao sair do hotel às 11:20h. estava preocupada, não havia ninguém nas ruas, mas para minha surpresa a Estação de Trens estava lotada, muitos mochileiros que na sua maioria optaram pelo vagão leito. A viagem durou a noite toda, é possível dormir um pouco. Como sabia que pela manhã seria vendido um café, imaginei que haveria um vagão restaurante, transitei por vários vagões e nada, quando tentei passar para o vagão executivo a porta estava trancada. Voltei para meu lugar, resolvi ir até o banheiro, impossível descrever! Voltei para meu banco, logo  apareceu um rapaz, com uma imensa garrafa térmica vendendo uma caneca de café e um sanduíche de pão com presunto. Beleza! Agora era só aguardar a chegada a ORURO.

POTOSI

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.Top-001Sozinha: Sta. Cruz de La Sierra x  Cochabamba x Sucre x Potosi x Uyuni (SALAR DE UYUNI) x Oruro x La Paz.
Com minha filha: La Paz x Copacabana (LAGO TITICACA) 

SANTA CRUZ DE LA SIERRA

O modo mais econômico foi com o Loyd Aéreo Boliviano que saiu às 17h.25 do aeroporto de Guarulhos/SP, chegando ao Aeroporto de Viru Viru em Santa Cruz de La Sierra as 19h.20

COCHABAMBA

Diário de bordo – ao desembarcar fui até a Casa de Câmbio do aeroporto trocar US$100,00 – por Pesos Bolivianos US$1,00 = B$6,83. Embarquei no Aeroporto Internacional Jorge Wilstermann para Cochabamba.
Fiz reserva de hospedagem e transfer via internet com o Backpackers Cochabamba Hostel fiquei tranquila, apesar do horário avançado eu estaria resguardada. Surpresa! 23h., eu sozinha no aeroporto em Cochabamba e nada do Sr. Álvaro Rios aparecer, após aguardar meia hora, fui até o ponto de táxi do aeroporto e consegui que um taxista me levasse até o tal hostel. Durante o trajeto ele me informou que o lugar não era “muito tranqüilo”. Ele achou mais seguro esperar na porta do hostel até a confirmação, gostei da sua atitude e acabei contratando para me levar até o aeroporto no dia seguinte. A entrada do hostel era uma garagem, do lado esquerdo um balcão encardido, detrás dele saiu um rapaz descabelado e sonolento, expliquei que tinha uma reserva de nº.1388, ele olhou várias vezes a lista e disse que não tinha reserva alguma, mas que havia quarto vago (nem perguntei pelo tal Álvaro Rios), fiz sinal para o taxista Sr. Vito, que estava tudo OK. Pedi para o tal rapaz me chamar às 7h. do dia seguinte, repeti o pedido e ele me disse para ficar “tranqüila”, já estava “apuntado no livro”. Pediu pagamento adiantado.
Backpackers_Cochabamba_Hostel-Cochabamba_1-001Recebi a chave, o rolo de papel higiênico e subi. Quarto simples, com banheiro, água quente, mas sem toalha de banho, por sorte havia levado a  toalha de fralda.
Pela manhã ao acordar olhei pela janela, o bairro era péssimo, algumas pessoas perambulavam pela rua, tudo muito sujo. Na dúvida improvisei um café da manhã com bolacha salgada, uma latinha de atum e o restante de água que havia sobrado do dia anterior. O tal rapaz não apareceu para chamar, desci as escadas não havia ninguém na recepção, deixei as chaves no balcão e aguardei o taxista, que chegou conforme o horário combinado. Foi uma proteção divina esse taxista de confiança!

Backpackers Cochabamba Hostel (não recomendo)
Barato, mal iluminado, colchão de péssima qualidade, a porta do quarto não tinha fechamento seguro, dormi com a cama encostada na porta.

LocalizaçãoAvenida Aroma # E-437 entre 25 de Mayo e San Martin. Está a 5km. do aeroporto e 3km. da rodoviária.
PreçoB$68 (U$10) s/ café da manhã

 SUCRE  

Sucre x Potosi = 165km. trajeto feito em taxi compartilhado.
Diário de Bordo – Após 1h. de voo cheguei a Sucre (2.750m.). Tentei em meio ao tumulto procurar um ponto de ônibus e ir até o terminal intermunicipal, mas sabendo um pouco longe do aeroporto decidi negociar com os taxistas, estavam oferecendo o transfer até Potosi B$80,00 (U$11,50), dei as costas e ele me ofereceu  B$60 (U$8,6), como não dei resposta ele propôs que eu aguardasse um pouco, com mais pessoas o preço poderia ser melhor, adiantei que só pagaria B$30(U$4,3), caso contrário iria de ônibus, alguns minutos depois ele voltou dizendo que o negócio estava fechado, ele havia conseguido mais uma passageira. Entramos no carro, achando que partiríamos imediatamente para Potosi, mas o motorista se dirigiu ao centro da cidade, dizendo que precisaria passar por alguns pontos de ônibus para arrumar passageiros, após rodar alguns minutos encontrou mais um. 01Partimos, no primeiro posto de combustível o motorista parou e pediu pagamento adiantado, estava com pouco combustível e não tinha dinheiro, paguei meus B$30, neste momento a senhora boliviana ficou irritada com o motorista, pois ele havia cobrado B$40 dela, foi uma confusão e ele acabou devolvendo a diferença. No caminho mais uma passageira, uma vendedora ambulante, sentou-se no banco da frente com sacolas de comida, refrigerante e um grande saco com biscoitos de polvilho, não cabia mais nada. Na primeira parada para o passageiro descer o porta malas não abria, descemos todos do carro para que o motorista sacasse o banco traseiro para retirar a mala. Todos ”acomodados” chegamos a Potosí após 3 horas de viagem em estrada asfaltada, mas sem acostamento.

POTOSIpotosi_panorama_opt (1)-001

Uma das cidades mais altas do mundo.
Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco.
População – 194.298 habitantes (2009)
Altitude – 4.000m. a.n.m.
Fuso horário -1h. (horário de Brasília).
Distância de outras cidades – La Paz: 748km; Uyuni: 269km.
Idioma Espanhol, Quíchua e Aimará.
Melhor época para visitar – No final de cada estação chuvosa, fim de janeiro a agosto. De outubro a maio pode chover, mas o calor vai estar mais ameno.
Quanto tempo ficar – um dia para conhecer o centro histórico e um dia para visitar Cerro Rico e arredores. Lembrando que alguns lugares fecham aos domingos e segundas.
Soroche – quase 4.000m. de altitude pode ocasionar alguns transtornos que vai de uma simples dor de cabeça até sintomas mais fortes, eu passei muito mal mesmo. Portanto, não vá sem seguro viagem, principalmente se como eu estiver viajando sozinha.
Visto – Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e o prazo máximo de permanência é de 90 dias.
Documentospassaporte ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos.
Dinheiro – a moeda oficial é o boliviano, sigla BOB. As notas são de 5, 10, 20, 50, 100 e 200, e moedas de valores inteiros de 1 e 2 bolivianos, e 5, 10, 20 e 50 centavos.
Vacinas – o país exige vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes, nem sempre pedem, mas convém levar.

Como chegar
Avião –  Partindo de São Paulo (GRU), a Latam e a Gol têm voos direto, para Santa Cruz de la Sierra, na sequência é preciso outro voo para Cochabamba e a partir de Cochabamba um ônibus. Outra opção é tomar um voo para Sucre e na sequência um ônibus para Potosí. No Brasil operam as seguintes cias. aéreas: Boliviana de Aviacion (BoA), Transporte Aéreo Militar (TAM), Lloyd Aéreo Boliviano (LAB), Aerocon, Amazonas e Northeast Bolivian Airways.
Ônibus – partindo de Sucre há várias companhias, com tempo médio de viagem de 3h., há uma taxa de saída de B$2,5 (U$0,36) com passagem a B$20 (U$3). Partindo de Cochabamba são 9h. de viagem de B$100 a B$140. Se a saída for por Oruro são 6h. de viagem que vai custar B$30. Se estiver em La Paz são 10h. de viagem e o valor vai estar entre B$60 a B$140, dependendo do tipo de ônibus.
Rodoviária longe do centro de Potosí, combine com o motorista para descer antes.Potosi1-001
Potosí foi fundada em 1546, 65 anos depois era a maior produtora de prata do mundo. Os espanhóis chegaram a Potosí dominaram seus habitantes e começou a extração em Serro Rico com trabalho indígena, chegando cada extrator a levar 29kg. prata por dia, subindo pelas minas com este peso em uma bolsa atada ao pescoço.
A chegada pode decepcionar, ruas empoeiradas, população em sua maioria carente não lembra os tempos em que Potosí foi uma das cidades mais ricas do mundo, daqui saíram toneladas de prata. A riqueza de Potosí já foi tão grande que, no livro Quixote, Miguel de Cervantes criou a expressão “vale um Potosí”, o que significava algo que valia uma fortuna. Em 1611, tinha aproximadamente 150 mil habitantes, tornando-se a segunda cidade mais populosa do mundo — só Paris tinha população maior — e uma das mais ricas. Era tanta prata que existe uma metáfora dizendo que seria possível construir uma ponte entre Potosí e a Espanha com toda a prata que já saiu da mina. Dizem também que poderia ser construída outra ponte de ida e volta só com os ossos daqueles que morreram na mina. Foram 8 milhões de vítimas, sua maioria indígenas que foram escravizados pelos espanhóis e submetidos a condições desumanas de trabalho, em 1811 a prata já estava quase esgotada e a população reduzida a 8 mil habitantes e uma arquitetura da época colonial. Atualmente a cidade vive da extração da prata e do turismo pelos corredores das minas de Cerro Rico, Casa de Moneda e algumas igrejas.

Potosi – 1º. dia

Diário de Bordo – em Potosi como não tinha reserva só consegui o Hostal Central B$25 (U$3,6), a uma quadra da praça, o quarto tinha janela para a Calle Liñares, era bastante barulhento,  banho compartilhado, armário mofado que nem cheguei a usar, apenas uma cadeira, sem café da manhã, não forneciam toalhas nem papel higiênico. Saí para conhecer a cidade e a praça, sentei em um banco para admirar tudo aquilo, agora realmente me sentia na Bolívia. Fui procurar uma agência de turismo, Andes Salt Expeditions, para fazer um tour no dia seguinte, queria conhecer uma das minas de prata de Cerro Rico, deixei combinado para fazer o passeio no dia seguinte B$50 (U$7,2). Fui visitar algumas igrejas e voltei para a Plaza 10 de Noviembre, após alguns minutos de contemplação comecei a sentir tonturas, dor de cabeça, não conseguia raciocinar com muita clareza. Era o “soroche”, mal das alturas! Um senhor que estava ao meu lado percebeu e aconselho-me tomar um chá de coca. Fui até o Café Cherry, como não havia almoçado pedi um caldo B$8 (U$1,15), depois uma água e um chá de coca (B$8), comecei a sentir um forte enjoo, corri ao banheiro. Ao sair um casal de espanhóis que estava tomando chá de coca me chamou, dizendo que haviam percebido meu mal estar, a senhora então me ofereceu umas folhas de coca dizendo que estava na Bolívia havia uma semana e desde que chegara estava fazendo uso da folha e se sentido muito bem. Comecei a mastigar as folhas, descendo pela movimenta e colorida Calle Lanza, fui até o Mercado Central para comprar um pacote de folhas B$3,5 (U$0,5), fui para o hostel e passei o resto do dia deitada, mascando folhas e tomando água, mas nada de melhorar, não consegui sair nem para jantar.

Hostel Central (não recomendo)

Hostel-Casa-Blanca-Potosi-photos-Exterior-Hostel-Casa-Blanca-PotosiHostel Casa Blanca 
Funciona em uma casa estilo colonial, hostel com ótima aparência, quartos com banheiro privativo e varanda, aquecimento, wi fi, bar. Disponível cozinha bem equipada e limpa para hóspedes.
Localização – Calle Tarija 35, entre Calles Nogales e Chuquisaca.
Diária – B$184, (U$26,4) para casal, café cobrado a parte.

Potosí – 2º. Dia 

Diário de Bordo – Levantei às 7h., tomei bastante água, com dificuldade fui até a Agência de Turismo, aguardei até sua abertura, o agente me informou que ainda iria demorar um pouco, na calle Padilla tomei um desayuno, são duas opções: Americano B$11 (U$1,65) e Continental B$9 (U$1,30): 4 torradas, manteiga, geleia, café com leite e suco. Fiquei com a segunda opção pois ainda não estava me sentindo bem, a dor de cabeça havia melhorado, mas continuava meio zonza e com enjoo, a falta de ar também estava forte. Voltei para a Agência aguardei até às 9h., chegou a van com outros turistas e recebemos o traje apropriado: botas de borracha, calças, jaquetas e capacetes. Paramentados, seguimos com a Van até um largo aonde funciona a Feira del Calvário, o guia nos disse que deveríamos comprar um kit para levar aos mineiros e por B$21 (U$3,00) compramos um pacote de folha de coca, 2 pacotes de cigarros feitos à mão, um refrigerante litro e um frasco de aproximadamente 200ml. de álcool 92ºC, que segundo ele serve para os mineiros oferecerem ao Tio.
01-001Com certeza se tivéssemos comprado tudo isso na cidade o valor seria infinitamente menor. Para completar máscaras descartáveis para evitar a poeira da mina. Subimos novamente na van que nos levou até a entrada da Mina Rosário a uma altitude de 4.303metros, a guia o tempo todo repetia: Reforcem a coca! Mastiguem mais folhas! Estamos subindo reforcem a coca! Acomodem as folhas no canto da boca, coloquem mais folhas! Minha bochecha parecia de tocador de trombone, mas os efeitos milagrosos não apareciam. Estava cada vez mais zonza, raciocínio lento, falta de ar.
Primeiro um passeio para conhecer a parte externa da mina e tanques que são utilizados para separar prata das pedras, verdadeiros moedores, mas mesmo assim a Bolívia não tem tecnologia para depurar a prata e exporta blocos onde penas 30% contém prata, no período da ocupação espanhola esse índice era de 95% (até aí eu estava razoavelmente bem).
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Chegamos na entrada da mina, nesta altura eu já nem sabia mais o que estava acontecendo, coisa meio de autômato, colocaram uma lanterna no meu capacete, informando que não deveria levantar muito a cabeça, a mina era baixa. Lá fui eu, mas não muito longe, comecei a vomitar horrivelmente dentro da mina, Vexame! Precisei voltar com um guia enquanto outro levava o pessoal. Fiquei do lado de fora aguardando o final do passeio, conversei com alguns mineiros e tirei algumas fotos. Descobri que nesta mina o salário não passa de B$40 (U$6) a B$50 (U$7,2) por dia, cada um deve comprar o seu próprio equipamento e comida, trabalham das 08h. as 16h. sem almoço, apenas mascando cerca de 200 folhas de coca por dia..
Voltamos para a cidade. Novamente passei pelo Cherry, tomei uma sopa de frango com champignon, aspargo e torradas B$5 (U$0,75). Ainda não estava bem, mas como iria seguir viagem no dia seguinte, precisava fazer alguma coisa, lembrei então de ter lido alguma coisa sobre Sorochi Pills, que ajudaria no Soroche, fui até farmácia, comprei o possível milagre B$20 (U$3), imediatamente tomei um comprimido. Entrei no Museu Casa de Moneda e ao sair já estava melhor, fui na Chaplin, confeitaria para tomar um café e comer um doce. Passei por uma cholita, olhei pela última vez minhas folhas de coca e fiz minha doação!
Aproveitei o restante do dia para visitar mais alguns pontos turísticos

O QUE VER EM POTOSI

“Patrimônio Mundial da Unesco 1987”

Catedral

A igreja do século XIX nem sempre tem a porta da frente aberta, a entrada é pela rua de trás, tem uma taxa e um guia acompanha a visita. Tem colunas de pedra adornadas com pinturas com pó de ouro, o piso é de madeira, o órgão que está no coro é banhado em ouro. O campanário está a 4.100m. de altura.
Localização – Plaza 10 de Noviembre
Horário – das 9h, as 12h e das 15h. as 18h.
Entrada – B$20 (U$3), acesso gratuito somente na igreja em dias de missa

Convento de San Francisco y Museo

torre-001Fundado em 1547 é o convento mais antigo da Bolívia e preserva boa parte da construção original: pisos, pilastras e teto em madeira talhada à mão. Foi destruído com o rompimento da lagoa de San Ildefonso e reconstruído 19 anos depois (1707). O eixo central do museu seria o convento, no pátio externo estão pinturas que remetem a história de São Francisco, quadros religiosos como a “Ereção da Cruz” de Melchor Pérez de Holguín,  “Cristo de Burgos” de Gaspar de la Caverna e obras de Juan de la Cruz Tapia, internamente há um quarto que mostra como vivia um franciscano. Dentro da igreja chama a atenção a imagem de um Cristo com cabelos humanos, dizem que foi deixado anonimamente na porta da igreja. A descida até a cripta é feita por uma escada de pedras lá estão ossos de pessoas que foram importantes para a cidade e tinham posses para serem enterradas no subsolo da igreja. O ponto alto do passeio é a subida até o telhado e chegar até a torre para desfrutar a vista de Potosí, Catedral e Cerro Rico.
Localização – Rua Tarija, esquina de Nogales, Villa Imperial de Potosí
Horário – segunda a sexta: primeira turnê 8h.30, segundo passeio 14h.30, Lookout 11h.30 e 17h.30. Sábado (vigia e criptas) 9h.30 e 10h.30, 11h.30 apenas mirante.
Preço – B$20 (U$3), visita guiada

Arco_D_Cobija-001Arco de Cobija

Construído no período colonial é um forte símbolo da discriminação durante o período de permanência dos exploradores espanhóis.
Os indígenas bolivianos que viviam do outro lado do rio só vinham até o Arco para vender seus produtos, só podiam atravessar se fossem convidados ou poderiam ser executados em praça pública. Além do Arco vivia a burguesia espanhola que não queriam os indígenas em seu território diário.
                                                                                               Localização – Plaza 10 Noviembre.

Mercado CentralFachada-mercado-central.

Mercado típico das tradições, barracas de comidas aparentemente com pouca higiene, mas com deliciosas empanadas, sucos de frutas, bancas coloridas com legumes, verduras e tubérculos, quem não tem barraca não se aperta e coloca seus produtos nos estreitos corredores, a carne sem refrigeração pode ser estranha para nós brasileiros. Admire sem criticar, essa é a ideia! As folhas de coca são vendidas em pacotinhos. O aroma local faz parte a tradição, você sempre vai guardar essa memória olfativa.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h.

Photo 20160507064610018 torre-001Torre de la Compañia de Jesus.

A torre estava agregada a uma igreja que não existe mais, tem uma ornamentação barroca do século XVIII que é seu principal atrativo, foi construída por volta de 1707. A vista do alto é boa, mas a do Convento de São Francisco é melhor.
Localização – Ayacucho, Villa Imperial de Potosí, junto ao Cerro Rico e à Casa da Moeda
Horário – das 8h. às 20h.
Preço – B$10 (U$1,5)

Templo y Iglesia de Santa Teresa

O local tem 300 anos, está bem conservado, mas a curadoria é fraca e como a visita é guiada não há tempo de ver tudo em detalhes, bom para quem gosta de arte sacra, a parte do claustro o guia passa muito rapidamente. O local é bem frio, leve agasalho leve.
Localização – Santa Teresa 6, Villa Imperial de Potosí.
Horário – abre as 9h.
Preço – B$30 (U$4,5)

Igrejas no centro histórico: Iglesia de San Lorenzo de Carangas e Iglesia La Merced,

Casa Nacional de La Moneda

01-003Sem dúvida uma das melhores visitas em Potosí, foi construída de 1759 a 1773 para controlar o volume de retirada da prata e transformação em moedas que vinham com um “P” (Potosí) em sua parte central. É um dos mais completos museus da América do Sul sobre cunho de moedas. Por medida de segurança os muros tem mais de um metro de espessura e o local serviu como prisão, fortaleza e sede do exército boliviano durante a Guerra do Chaco, logo ao entrar no pátio há uma fonte e atrás dela uma esquisita máscara de Baco que foi colocada em 1865 pelo francês Eugenio Martin Moulon (provavelmente só ele sabe o motivo), mas tornou-se um ícone na cidade conhecido como “mascarón”.
No interior do museu estão máquinas antigas e ferramentas para cunhagem da prata que era trazida de Cerro Rico.
Não esqueça de levar um casaco leve. Visita guiada.
Horário – terça a sábado das 9h. às 10h.30 e das 14h.30 às 17h.30. Domingo das 9h. às 10h.30. Fechado segunda.
Tempo de visita – 2h.
Preço – B$40 (U$6), para tirar fotos é necessário pagar um adicional, se quiser cunhar uma moeda na base da martelada vai custar B$20 (U$3)

Mina Rosário del Cerro Rico

Top-012Não é possível estabelecer a quantidade de minas abertas na montanha, mas com certeza passam de 200 aberturas e estudos mostram que a montanha já cedeu em sua altura devido a retirada de terra de seu interior. Os mineiros começam o dia comendo como se fosse um almoço (sopa, arroz, macarrão e geralmente frango) este é o único alimento do dia, não é recomendável levar comida para o interior da mina, ela fermenta muito rápido. A visita é feita durante o período de atividade dos mineiros, à medida em que se avança pelo túnel a luz vai ficando mais fraca, o ambiente vai ficando frio, as paredes apertadas e o ar rarefeito, os trilhos ajudam na direção a seguir mas em alguns trechos estão cobertos de água. O guia vai a frente contando histórias de mineiros da época colonial que eram escravos indígenas que ficavam até 3 meses dentro da mina sem ver a luz do dia, galerias poderiam ter dormitórios e refeitórios, quando saiam alguns ficavam cegos ou antes disso morriam em deslizamentos ou doenças infecciosas respiratórias. Atualmente os jovens entram nas minas por volta dos 14 anos como carregadores e na idade adulta fica fixo como explorador, não conseguem estudar.
No período colonial os espanhóis durante a catequização diziam aos índios que  Deus estava no alto e o demônio nas profundezas, à partir de então os mineiros mantém a tradição antes de entrar nas galerias pedem proteção e fazem oferendas ao “Tio” que é uma imagem com chifres, bochecha com folhas de coca, cigarro na boca e pênis ereto. Para os mineiros não é tido como um demônio, mas como uma entidade de proteção.
No local não há regra nem equipamento de segurança.
Top-010Visitar ou não uma mina? Prepare-se, a realidade é forte e triste, as condições de trabalho são terríveis e impactantes.
Não é recomendado para quem sofre de claustrofobia, os túneis são baixos, estreitos e escuros, o ar é pesado por conta da poeira, as escadas para mudar de galeria não tem segurança, a visita é feita em dia de trabalho normal, pode haver desmoronamento por conta das explosões, se mesmo assim achar interessante a visita pesquise uma boa agência, lembrando que não há segurança alguma.
Preço – B$80 (U$11,50)
Andes Salt Expeditions – fiz a visita com esta agência.

Ojo del Inca – Laguna Tarapaya

A lagoa está em uma cratera de vulcão inativo que mantém a água por volta de 30º.C, ela forma um círculo com 100m. de circunferência. Aqui houve pouca interferência humana, no entanto, não há controle de visitantes nem segurança alguma, a profundidade chega a 22m. Atualmente estão proibidos banhos. Menos original são as “piscinas” mais rasas construídas atrás da lagoa.
ojo del incaLeve água, lanche e vá preparado com um casaco o clima é instável nesse local.
Origem do nome – homenagem a Tupac Amaru, último líder do Império Inca que dizem ter estado nessas águas antes de ter sido preso e condenado à morte durante a conquista espanhola.
Localização – 30km. distante de Potosí
Como chegar – a forma mais econômica é ir até o Mercado Municipal de Potosi, procure um micro ônibus que vá até o Mercado de Chuquimia, isso vai custar B$1,50 (U$0,22). Ao chegar a Chuquimia tome outra van para Miraflores por B$5 (U$0,75), a van parte assim que estiver completa, tem fila tremendamente desorganizada, então fique esperto para não perder várias vans, informe ao motorista que deseja descer na entrada da lagoa Ojo del Inca. A viagem leva em torno de 1h. Para voltar a van parte da lagoa por volta das 18h. e também tem fila.
Preço – B$10 (U$1,50), para tomar banho e usar vestiário.

ONDE COMER EM POTOSÍ

Mercado Central $
Para experimentar a típica salteña boliviana.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h. (confirmar)

El Mana $
Boas pizzas, cardápio variado, carta de vinhos.
LocalizaçãoCalle Bustillos 1080

Café Potocchi $
Comida local, opções vegetarianas, veganas e sem glúten.
Localização – Millares Nº 13.
Preço – de B$14 (U$2) a B$40 (U$6), lanches B$12 (U$1,72)

Café Cherry $
Café, chá, chocolate quente, sucos, sorvetes, balcão de doces. Servem café da manhã. Atenção não aceitam cartão, somente BOB.
Localização – Padilla, Vila Imperial.
Horário – aberto até 21h.
Preço – café da manhã entre B$20 (U$3) a B$25 (U$3,6)

 Café Chaplin $
Se sua hospedagem não oferece café da manhã vá até o Chaplin. Provavelmente vai encontrar brasileiros tomando café, comendo tucumanas (tipo de empanada) ou salteñas. Para o frio da noite um chocolate quente com bombita e uma taua taua , doce típico da cidade de Potosi.
Localização – calle Matos No. 19, Quijarro y, Villa Imperial de Potosí
Horário – aberto até 22h.
Preço – tucumanas de B$4 (U$0,58) a B$6 (U$0,86), bombita B$2 (U$0,3), taua taua B$1 (U$0,15).

Doña Polonia $$
Para comida típica boliviana.
Localização – calle Padilla, 66, perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – das 10h. às 14.h30

El Empedradillo $$/$$$
Kalapurca (sopa boliviana ser vida em prato sobre pedra vulcânica), opções vegetarianas, sopa, prato principal.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h.

El Tenedor de Plata $$/$$$
Serve desde comida local até pratos internacionais, atendimento muito bom, local de bom gosto.
Localização – Linares, Villa Imperial, perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 23h.

Potosi  x  Uyuni – 3º. dia

Levantei cedo e já saí do hotel com a mochila, tomei um desayuno continental na Plaza 10 de Noviembre, aguardei uma van B$1,00 (U$0,15)) e fui até o terminal de ônibus, o motorista avisou que era ali (?), desci sobre uma linha férrea, não sabia direito onde estava, custei acreditar que aquilo era um terminal de ônibus. Ao redor da via férrea (desativada), ambulantes vendiam de tudo: roupas, batatas, verduras, até cabritos ainda com pele e vísceras, milho cozido, porco, galinha. As agências não passavam de pequenos cômodos sem janelas aonde as pessoas se amontoavam à procura de bilhetes. No centro de tudo isso aparece um conjunto folclórico, começam a tocar, mal ponho a mão na máquina fotográfica e a “cantora” faz sinal que não pode, mostro dinheiro e ela diz entre muitos dentes com lascas de ouro que não é permito fotografar mesmo pagando. Desisto e vou procurar uma agência que me leve até Uyuni. Não há muito o que escolher, opto pela Viação Quijarro, ônibus vai sair às 9h., preço B$25 (U$3,6), após negociação sai por B$20 (U$3). A bagagem é amarrada em cima do ônibus. Como fui uma das últimas a comprar passagem e o ônibus estava lotado fui sentada no banco da frente junto como motorista, pedi para levar a mochila dentro. Após todos se acomodarem no ônibus, entram aqueles que não podem pagar o preço integral da passagem, devem ir sentados no corredor, sobem mães arrastando crianças, sacolas, cestos, tudo vai sendo colocado como pode. 01-005O trajeto é de 225km. em estrada de terra, o velocímetro do ônibus não funciona, mas posso afirmar que na tal subida do Sapo não ultrapassa 20km. p/ hora. São 11h.30. e após esta forte subida se avista a Cordillera de los Fraillles, lhamas começam a cruzar a estrada, à esquerda a Mineradora Porco. Após subir até 4.000metros de altitude, começa a descida até chegar ao frio rio San Juan, onde segundo o motorista do ônibus existem muitas trutas, as lhamas continuam aparecendo sempre, são bastante resistente, comem a palha seca, fornecem lã e carne, uma lhama vale entre B$200 (U$28,7) a B$300 (U$43).01-006
Às 12h.10. paramos no povoado de Chaquilla, a 2.400mts., meia hora para lanche, olhando para o restaurante não me animei, resolvi comer algumas coisas que havia levado do Brasil, patê de galinha, bolacha e uma barra de cereal, fui comprar um refrigerante, mas estava sem gelo, resolvi tomar minha água mesmo. Não havia banheiro, cada um se virou como pode atrás de algum arbusto. Esta é uma viagem muito interessante para observar as pessoas locais, em todas as paradas aparecem pessoas vendendo milho e suco de pêssego (um fermentado). Passando pelo povoado de Tica Tica, em Ollerias já se pode perceber o sal no solo, depois Challa, Pulancayo, uma povoado que exibe uma orgulhosa placa por ter suas minas assaltadas por Buch y Cassidy, mantém a locomotiva em exposição.

`Cheguei em Uyuni às 16h.30

Quito e Linha do Equador

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações

Equador está a noroeste da América do Sul, tem uma longa história anterior a chegada dos europeus, no século XV a área foi conquistada por incas que vieram do Peru e dominaram o local até a chegada dos espanhóis em 1534. A independência da Espanha veio em 1822, depois o Equador uniu-se à Colômbia e à Venezuela para formar a república Gran Colômbia, em 1830 desvinculou-se dessa união tornando-se um país independente.
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LINHA DO EQUADOR

309A linha do Equador é uma linha imaginária responsável pela divisão do globo terrestre em dois hemisférios: Hemisfério Sul (meridional ou austral), Hemisfério Norte (setentrional ou boreal).
A história da Linha do Equador e do monumento da metade do mundo começa em 1736 quando o Equador, recebeu um grupo de estudiosos franceses que tinham a missão de comprovar o formato da terra, comprovando a latitude 0°0’0″. Depois de muitos estudos ao longo de 8 anos,eles determinaram que ali sim era o meio do mundo.
Você pode até fazer uma foto achando que está com um pé no hemisfério norte e outro no hemisfério sul, mas saiba que o monumento construído em 1936 está a 300 metros de distância, o cálculo acertado foi feito pelos índios que chamavam o local de “inti-ãn” e confirmado 250 anos depois por cientistas franceses através de GPS. Se você for com guia para não decepcionar os turistas eles vão omitir esse fato, mas se você questionar eles vão admitir em particular ou então vão dizer que houve um “deslocamento da terra”.
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Localização – San Antonio de Pichincha, é um grande parque, está cerca de 25km. do centro histórico da cidade.
Entrada no Complexo – U$4
Entrada no Observatório Etnográfico – U$4

O QUE VER EM QUITO

CENTRO HISTÓRICO

Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 1978.
Considerado o mais bem preservado das Américas com mais de 5.000 construções: igrejas, prédio, casarões e palácios esparramados por ruas e vielas, um verdadeiro museu de 320 hectares que por sua beleza física e tradição é considerado “Relicario del Arte en América”, nele estão a Catedral, Sagrário, Compañía de Jesús, San Francisco, entre outras, que deram a esta cidade o título de Claustro de Sudamérica, somente no centro são 60 igrejas, capelas, monastérios e conventos.

Catedral Metropolitana de Quito – Museu

Catedral-Metropolitana-de-Quito-2

Consagrada em 1572, mescla os estilos gótico, mudéjar (mourisco), barroco e neoclássico. A escadaria semicircular leva até a entrada pelo Arco de Carondelet, externamente são três cúpulas decoradas com cerâmica verde e no lado direito está a torre do sino, uma das cúpulas possui um cata-vento na forma de um galo (faz parte de muitas lendas locais).
O interior é iluminado por luz natural que penetra pela cúpula, peças em estilo mourisco talhados em madeira com frisos dourados, altares cobertos de folhas de ouro acomodam imagens de santos, mártires, pinturas da Escola de Arte de Quito. Agrega um museu com itens católicos, trajes de cerimônia de várias épocas, hinários, bíblias, livros e muita coisa relativa ao catolicismo.
Além de várias reformas ao longo dos séculos a catedral passou por dois terremotos (1.660 e 1797). A cúpula pode ser acessada para uma vista da cidade.
Localização – Plaza de la Independencia ou Plaza Mayor, Casco Antigo.
Horário – todos os dias
Entrada – 4U$

Palácio Carondelet – Palácio Presidencial

EQUADOR, QUITO

O palácio do século XVI, tem mais de 300 anos, a fachada é em estilo neoclássico,  pátio com jardim, fonte e a galeria de dois andares com acesso as salas de estado e salões de recepção mobiliados. Em uma das alas está a exposição de antiguidades e presentes recebidos por presidentes oferecidos por outros governantes. Muitos dos itens do palácio não são originais, nas últimas décadas o palácio sofreu saques discretos e consistentes, inclusive móveis. Os acessórios de bronze do período de 1860 tinham sido substituídos por cópias de chumbo pulverizadas com ouro.
Não deixe de observar o mural do famoso artista equatoriano Oswaldo Guayasamin com a navegação de Francisco Orellana pelo Rio Amazonas em 1542.
Localização – Plaza de la Independencia ou Plaza Mayor, centro histórico.
Horário – visita guiada com duração de 1h. todos os dias com guia bilingue necessário  deixar um documento para entrar. Fechado segunda feira com troca de guarda as 11h.
Preço – gratuito, visitas podem ser reservadas com antecedência no estande de informações da praça ou enviando e-mail para ucultural@presidencia.gob.ec.
Preço – U$4

Palácio de Arzobispal

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Edifício do séc. XVI, construído em tijolos, pedra e madeira nos mezaninos e telhado. Desde 1859 passou por várias modificações, a última em 2002 melhorou a estrutura transformando em uma galeria com restaurantes, artesanato, cafés, sorveterias, roupas e internet no entorno de seu pátio interno. Lugar ideal para observar o cotidiano dos quiteños, que se espalham pelos restaurantes e cafés.

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Ao passar pela entrada observe que no piso foram instaladas ossadas de animais, que eram mais resistentes ao tempo.
Localização – Calles Chile y Quito, Plaza Mayor
Horário – segunda a sábado das 9h. às 17h. e 20h. para os restaurantes.

Plaza São Francisco

Faz parte do circuito do Centro Histórico. Ao chegar a esta praça, observe a Igreja de São Francisco externamente sua arquitetura em estilo renascentista e maneirista.

Iglesia y Monasterio de San Francisco

Iglesia_de_San_Francisco,_Quito,_Ecuador,_2015-07-22,_DD_162-164_HDRA escada de acesso foi projetada de tal forma que o visitante precisasse olhar para os pés e assim inclinar a cabeça. A representação do sol, foi pensada para atrair a população indígena, já que neste local havia um templo inca, a mescla iconográfica indígena e católica é observada em vários pontos do templo.
No complexo estão um mosteiro e uma igreja com 13 claustros, 3.500 obras de arte, algumas da Escola de Arte de Quito, com destaque a escultura do séc. XVIII da “Virgen de Quito”. Os tetos são em estilo mourisco e as capelas e altar com detalhes barrocos. A Capela de Cantuña, foi construída pelos índios Guaranis, são 400 anos de preservação. A Capela tem uma lenda interessante: o índio Cantuña prometeu fazer o piso da igreja em determinado prazo, como percebeu que não ia conseguir fez um pacto com o diabo para poder concluir a obra e em troca daria sua alma. Cumprido o prazo e sem terminar o índio se arrependeu e tirou uma pedra do lugar e quando o diabo foi buscá-lo disse que o acordo não poderia ser levado a cabo, faltava uma pedra, por isso o acordo se tornou nulo e o diabo não pôde levá-lo.
Depois de visitar a igreja vá ao pátio e veja a ampla biblioteca e as catacumbas que foram transformadas para acomodar obras de arte e peças regionais.
Localização – Calle Cuenca, 477 y Sucre, atrás da Plaza de San Francisco.
Como chegar de bonde – desça na Plaza de la Independencia, caminhe 5 minutos.
Horário – segunda a sábado das 9h. as 17h.30, domingo das 9h. as 13h.
Preço – 2U$
Missas
– aos domingos

Basílica do Voto Nacional

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Em estilo neogótico é a maior das Américas levou 87 anos para ficar pronta (1892-1979), sempre com doações de fiéis. Para um visão panorâmica suba até o alto da Torre do Condor da Basílica, a primeira parte é feita com elevador e custa 2U$ aqui já tem um mirante com boa vista, mas se quiser arriscar mais atravesse a passarela de madeira entre o teto e o telhado até chegar a uma escadinha montada a 80m. de altura na parte externa da basílica dividida em 2 lances até o acesso a Torre do Condor.
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Dica – se tiver problema com labirintite fique na primeira parada do elevador e não leve crianças, não tem funcionário para orientar subida e descida da escada.
Localização – Bairro de Santa Prisca, centro histórico.
Como chegar – transporte público.
Horário – abre todos os dias
Preço – U$2.

Igreja Companhia de Jesus
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Um dos maiores expoentes da arquitetura barroca espanhola na América do Sul, demorou 163 anos para ser construída, ficando pronta em 1765. Seu objetivo foi promover cultos para os colonizadores espanhóis e atender os índios que mesmo catequizados não tinham permissão para assistir a missa dentro da igreja. A fachada foi esculpida em andesita, pedra vulcânica de origem equatoriana. No seu interior a abóboda tem aproximadamente 26m. de altura feita de tijolos e pedra-pomes, os pilares e altar da nave foram recobertos com folhas de ouro, reboco dourado e entalhes de madeira em desenhos geométricos no estilo mourisco (mudéjar), a luz natural e das velas intensificam o dourado, foram gastas toneladas em ouro e pela sua riqueza a igreja é também chamada por alguns como “Templo de Salomão”.
Localização García Moreno N10-43.
Horário – domingo das 12h.30 as 16h., segunda e quinta das 9h.30 as 18h.30, sexta das 9h.30 as 17h.30, sábado das 9h.30 as 16h.
Preço – US$ 5,00, excursão guiada a partir de US$ 15,00 em inglês ou espanhol.

 Museo de la Ciudad 

JOCELY2Umas das construções civis mais antigas de Quito data de 1565, fundado como Hospital San Juan de Dios  cheio de histórias e lendas depois foi transformado em museu e inaugurado em 1998. Há um interessante diorama que representa a expedição espanhola para descobrir o Rio Amazonas.
Quinto Hall – cenas do cotidiano da cidade;
Salão do século XVI – mostra a chegada dos espanhóis e a difícil adaptação entre eles e os índios.
Salão do século XVII – expressão barroca introduzida na cidade;
Salão do século XVIII – desenvolvimento das artes e ciência em Quito;
Salão século XIX – influência francesa no cotidiano dos Quinteños.
Além dos salões: Capela dos Anjos, a igreja e o necrotério do hospital.
Localização – Garcia Moreno S1-47 y Rocafurte (antiga calle de las siete cruces)
Horário – terça a domingo das 9h.30 as 17h.30 (última entrada 16h.30).
Preço – U$2,00, grátis no último sábado do mês. Visitas guiadas em espanhol, inglês, francês, alemão e italiano.

Virgen de El Panecillo

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El Panecillo é uma colina de origem vulcânica,  3.016m. a.n.m. Nos tempos pré-incaicos neste local havia o templo “Yavirac” de adoração ao sol, que foi destruído por Rumiñahui enquanto resistia ao avanço espanhol, após a posse os espanhóis mudaram o nome. Deste período resta o “Olla del Panecillo”, uma cisterna com 8m. de profundidade usada para recolher água da chuva e irrigar plantações, também foi usada como local de defesa das tropas coloniais na Batalha de Pichincha (1822).
A base do monumento teve início em 1955, mede 11m. de altura com 18 colunas representando as províncias que o Equador tinha até aquele ano e foi inaugurada em março de 1975.
Corona-de-12-estrellas-mxv4mzt69ih4a3okddapurbi6d818ov6fxasp43emk-mxv50pafxj8nldrrbslurvllnaut9kng74w8fvdhhoSobre a estátua: a Virgem Maria é uma réplica da escultura de 30 centímetros feita no século XVIII que está na igreja de São Francisco,  composta de 7.400 peças, numeradas para que fossem montadas no local como um quebra-cabeça, é a maior representação no mundo em alumínio. As peças são soldadas com pequenos pedaços de platina e apertadas com parafusos, as asas da Virgem só foram colocadas em setembro de 1975.
Dica – no alto em dias de céu limpo a visão de Quito é esplendida, aproveite para selfie. Na base da estátua há um museu com a história da colina e a construção da escultura.
Banheiro pouco cuidado e a lanchonete/restaurante dá para consumir no máximo alguma coisa engarrafada. Ao entardecer venta muito, leve agasalho. Fique atento, apesar do patrulhamento, o local pode ter eventuais batedores de carteira que se aproveitam dos turistas distraídos olhando a vista.
Localização – Cumbre del Panecillo, Gral Melchor Aymerich,
Horário – todos os dias durante o horário comercial
Preço – há taxas para entrar no local e nas plataformas de observação.
Como chegar – ônibus de turismo ou tomar um táxi e pedir para esperar o final da visita.
Dica – quando visitei El Panecillo subi caminhando, mas para voltar tomei um táxi, já estava escurecendo e não é aconselhável voltar a pé por medida de segurança.

Teleférico

Um dos mais altos da América do Sul, plataforma Motriz 3.117m e Plataforma Loma 3.947m. de onde se avista toda a cidade e os vales de Los Chillos, San Rafael e Machachi e chegando aqui há opções: caminhadar,  escalar, andar a cavalo, parapente, ciclismo extremo, fotografia, maratona de montanha, etc., ou visitar os cumes do Guagua e do Rucu Pichincha, a apenas cinco quilômetros de Cruz Loma.
Localização – na base do vulcão Rucu Pichincha.
Horário – aberto todo o ano das 8h. as 20h., sendo que a última descida é as 19h.30.
Como chegar – ônibus gratuito a cada 15 minutos da Avenida Occidental (Mariscal Sucre).
Percurso do teleférico – 2,5km., 18minutos para fazer o trajeto.
Preço – durante a semana U$8,50 e finais de semana U$11. Desconto idosos e crianças.

Museo Nacional Banco Central del Ecuador

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Inaugurado em 1969 exibe: arqueologia,  arte colonial e contemporânea, cerâmica. Uma das principais peças é o “El Sol de Oro”, atribuído a cultura Tolita e tornou-se o símbolo do Banco Central do Equador, além da Carta de Jamaica, o passaporte de Humboldt e trabalhos de Legarda, Caspicara e Samaniego.
Sala de Oro – peças do período pré hispânico: ouro, prata e cobre laminado, martelado e fundido. Trabalhos de coroas, diademas, peitorais, narigueiras, máscaras, pulseiras, braceletes. Objetos de “mullu” de conchas: colares, máscaras e amuletos.
Sala de Arqueologia – como foi a história do homem no Equador em relação a população da América e a influência no atual território equatoriano.
Sala de Arte Colonial – obras pictóricas e esculturas em madeira policromada dos séculos XVII, XVIII e XIX.
Sala de Pintura Republicana e Contemporânea – na pintura republicana: Pinto, Guerrero, Manosalvas. Na pintura acontemporânea: Gauayasmín, Kingman e outros.
Biblioteca del Museo – acesso virtual que pode ser acessado 24h.
Café – uma agradável cafeteria está localizada logo na entrada, excelente local para um café depois da visita ao museu.
Localização
–Av. Patria y 6 de Diciembre (Edificio Casa de la Cultura).
Horário
– segunda a domingo das 9h. às  18h.
Preço – gratuito

Praça do Teatro Sucre
Praça pequena e pitoresca em frente ao Teatro Sucre, pouca circulação de pessoas, parece que a praça serve principalmente como referência de localização do teatro. No seu entorno estão alguns restaurantes, artistas de rua fazendo performance, fera de livros usados com boa variedade de volumes. Antigamente serviu como local de touradas.

EQUADOR, QUITO-003Fundação Teatro Nacional Sucre 

No século XVI os açougues que estavam ali instalados forma transferidos para outro local para dar lugar a edifícios elegantes e praça.
A fachada em estilo neoclássico tem 55m. de comprimento, na parte central estão seis colunas jônicas que apoiam o frontão.
No saguão estão três luminárias vienenses e dois espelhos de pedra do séc. XIX. Os dois principais afrescos: “Don Juan Tenorio” e “O Sonho de uma Noite de Verão”, são de  Alberto Coloma Silva, o mural tríptico representando personagens cotidianos e especiais da cidade de Quito, é de Jaime Zapata, obra mais recente de 2004.
No interior as obras de arte e luminárias francesas são do séc. XIX, o mobiliário de meados do séc. XX. A capacidade 650 pessoas (alguns locais informam 804). O teatro é de 1886, uma das casas de ópera mais antigas da América do Sul (Amazônia em Manaus 1896).
Localização – Manabí N8-131 entre Guayaquil y Flores.

Museo Mindalae

EQUADOR COMPLETMuseo Etnohistorico de Artesanias del Ecuador Mindalae, prédio de arquitetura moderna, bem montado exibe peças artesanais de várias etnias distribuídas de forma a não proporcionar uma poluição visual. Prioriza a exposição da arte, cerâmica, máscaras, fotos. Deixa claro a interação do artesão indígena com sua obra de acordo com os recursos naturais do local em que habita. Há uma excelente sala sobre xamanismo e o intrigante “olho do sol”. As peças são réplicas, mas não deixa ade ser interessante ter conhecimento de como seriam  as originais. O museu contempla 4 pisos tudo muito organizado, etiquetas em inglês.Possui cafeteria e venda de souvenires.
Localização – Reina Victoria N26-166 y La Niña (parte norte do bairro de Mariscal) 
Horário
– de segunda a sexta das 9h. as 18h. e nos sábados e feriados das 10h. as 17h.30.

Iglesia y Convento de San Agustin

Igreja em estilo barroco construída entre 1.606 e 1617. A torre de 37m. de altura ainda mantém os sinos instalados no século XVII, a imagem do santo em um nicho era de madeira e foi substituída para preservar a original, na entrada há uma porta imponente ladeada por colunas dóricas. No interior os arcos têm uma estrutura mais arredondada pendendo para o estilo românico, diferente das demais igrejas de Quito aqui a decoração é em tons pastéis. Diferentemente das igrejas mais procuradas pelos turistas, aqui há muita tranquilidade para visitação, com frequência dos fiéis locais.
Já o convento do século XVI tem entrada separada na fachada da igreja, mas formando um conjunto, dentro dos claustros estão os jardins e a Casa do Capítulo do século XVIII, usada para reuniões. Dentro do antigo convento funciona ao Museo Miguel de Santiago, aberto de segunda a sexta das 9h. às 121h.30 e das 14h. às 17h., sábado das 9h. às 12h.30. Preço U$2,50.
Localização – calle Chile y Guayaquil.
Horário das missas –terça a sexta: 7h.30 e 8h.30, domingo 8h., 9h.30, 11h., 12h.

Fundación Guayasamín

EQUADOR, QUITO-004Oswaldo Guayasamín nasceu em Quito no ano de 1919 e morreu em 1.999. Na década de trinta viveu a Revolução Mexicana, Guerra Civil Espanhola, dificuldades financeiras, perda de um grande amigo e esse histórico foi forjando sua personalidade.
Casa-Museu foi desenhada por Guayasamín e construída por um de seus irmãos,  morou aqui durante 20 anos e o memorial foi criado pelos seus filhos, no local estão peças do mobiliário de sua casa que se mesclam com esculturas antiquas e peças pré-colombianas que faziam parte de sua coleção particular.
A Capela do Homem é o edifício principal, um local amplo e aberto criado em 1985 que foi declarado pela UNESCO como uma “prioridade para a Cultura” o artista morreu antes da sua conclusão, um espaço de reflexão sobre guerra, miséria e injustiças, os trabalhos estão instalados em espaços amplos com boa visualização. Apesar do nome não se trata de uma igreja, já que o artista era ateu, a intensão foi montar um espaço que colocasse a vista a realidade dos povos latino-americanos a partir das construções andinas, da pureza das culturas ancestrais. Sua mensagem sempre foi um compromisso com os Direitos Humanos, Paz e Solidariedade.
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As obras são em grande formato, daí a necessidade da exposição em ambiente amplo para melhor observação.
Localização – Mariano Calvache E18-94 e Lorenzo Chávez, esq. (Bairro Bellavista)
Horário
– Segunda a Domingo das 10h. às 17h., exceto feriados
Preço – U$ 8
Dica – não fazia parte do meu roteiro esta visita, mas foi um ponto alto, o melhor museu contemporâneo de Quito.

ONDE FICAR EM QUITO
Hostel Travellers Inn**008

Nosso quarto era nos fundos da casa, silencioso, chuveiro quente externo ao quarto, ótima limpeza, boa cama e travesseiros, wi-fi, estacionamento, recepção 24h., bar. No café da manhã servido dentro da casa: frutas, dois tipos de pães, queijo, ovos, suco, iogurte e opção de café, chá e leite.
A localização é razoável, não é perto do centro, mas dá para ir a pé., tem alguns restaurantes no entorno e supermercado Supermaxi a 100m.
Localização – La Pinta E4-435 y Av. Amazonas.
Preço – R$164,00 banheiro privativo, 2 camas solteiro.
Nota – Como viemos de Lima e chegamos à noite ficamos preocupadas com o transfer, mas o proprietário do hostel foi buscar no aeroporto, nos sentimos muito seguras.

305AHostal Posada del Maple** 

Quarto confortável para um hostal**, banheiro privativo, TV tela plana, armário, toalha de banho, roupa de cama, artigos de higiene, piso superior sem elevador. Café da manhã incluído, varanda, bar com bebidas, informações turísticas, restaurante nas imediações. Transporte gratuito para a cidade e pago para o aeroporto. Hostal em funcionamento desde 1991
Localização
– Juan Rodríguez E8-49 e 6 de Diciembre, La Mariscal
Preço – U$ R$163,00 banheiro privativo, 2 camas solteiro.
Nota – na volta viemos de Otavalo e ficamos neste hostal mais central.

 Onde comer bem e barato em Quito

El Rey de Las Menestras Beer & Grill
LocalizaçãoJuan Leon Mera y La Nina, uma quadra do Hotel Marriot
Las Corvinas de Don Jimmy
Localização  – Esmeraldas y Pichicha Mercado Central, 2do piso, 
Café San Blas
LocalizaçãoJose Antepara y Vicente Leon
Omotos
LocalizaçãoBenalcazar y Oriente, centro histórico
Llama Love
LocalizaçãoVenezuela S1-28 and Rocafuerte Next to Hump Day Hostel,

Frida Tacos
Localização- Andalucia 584 y Francisco Salazar La Floresta,


Dados Gerais

Nome OficialRepública del Ecuador;
Capital do paísQuito – altitude 2.850m.;
GovernoRepública Presidencialista;
População 17,08 milhões de habitantes (2018);
Moedadólar (desde 1999);
Idioma oficial e outrosespanhol e quéchua;
Cidade PrincipaisGuayaquil, Quito, Cuenca, Machala e Santo Domingo de los Colorados;
Fronteira comColômbia, Peru e Oceano Pacífico;
Fuso Horário2h (em relação a Brasília);
Electricidade110/120w., tomadas tipo B;
Gorjetas (Propinas) – comum deixar em torno de 10%.
Visto – brasileiros não precisam de visto para uma permanência de até 90 dias como turista.
Documento – não há necessidade de passaporte, a carteira de identidade é aceita desde que tenha sido emitida há menos de 10 anos e em bom estado de conservação.
Vacina – oficialmente é necessário a vacina contra febre amarela tomada até dez dias antes do embarque, com anotação da data no Certificado Internacional de Vacinação, com validade de 10 anos, mas em momento algum foi solicitado este documento.
Seguro viagem – não é obrigatório para entrar no país, mas levando em conta que é um país com muita aventura, convém fazer um seguro de viagem/saúde.
Cartões de Créditoaceito na maioria das zonas de turismo;
Segurança – o Equador não é um país perigoso. Nas grandes cidades tomar precauções, não há crimes graves, cuidado com batedores de carteira em lugares com muita circulação de pessoas. Recomenda-se levar uma cópia do passaporte para todos os passeios e deixar original no alojamento;
Embaixada do Brasil em Quito – Avenida Amazonas, 1429 y Colón, Edifício España, pisos: 9º e 10º andares, (593-2) 2563.142 / 2563.086. Horário de atendimento: segunda a sexta das 9h00 as 14h.00, www.embajadadelbrasil.org.ec.
Internet – a operadora mais usada é a Claro, procure uma loja autorizada lá eles vão autenticar o uso diante do seu documento. Um chip com 700megas vai custar cerca de 5U$ com uso ilimitado por 5 dias e pode ser recarregado.
Altitude no Equador – nos primeiros dias procure fazer passeios em locais com altitudes menores, Quito está a 2.850m. a.n.m., procure ir se adaptando para deixar os vulcões para o final. Os sintomas do chamado “mal da montanha”: falta de ar, dor de cabeça, náusea, tontura e sonolência, porém algumas pessoas têm sintomas leves ou até nenhum sintoma. Tome muito líquido e se alimente bem.

MELHOR ÉPOCA
O país é menor do que o estado de São Paulo, mas com clima bem variado. Na região de Quito e vulcões a melhor época vai de junho a setembro, quando não chove, lembrando que por causa da altitude vai ter frio. Na região amazônica o período mais seco vai de dezembro a março. Em Galápagos o clima tropical ajuda o ano todo. Em novembro, Latacunga, a 80km.de Quito, sedia o Festival da Mama Negra. No dia 6 de dezembro Quito comemora sua fundação.

COMO CHEGAR

Aeroportos
Aeropuerto Internacional de QuitoAeropuerto Mariscal Antonio José de Sucre, 45km. até o centro antigo de Quito.
Aeropuerto Internacional de Guayaquil – Aeroporto Internacional José Joaquín de Olmedo. O terminal para voos nacionais e internacionais conta com serviço de telecomunicações, salas VIP, restaurantes e caixas automáticos. Está dividido em dois níveis: nível superior para saídas: nacionais e internacionais. Nível inferior para chegadas: nacionais e internacionais.
Em Quito e Guayaquil se encontram os aeroportos internacionais com voos diretos chegando dos Estados Unidos, Europa e parte da América do Sul.

SAINDO DO BRASIL
Copa Airlines (via Cidade do Panamá), Aeroméxico (via Cidade do México), LATAM (via Santiago no Chile ou Lima no Peru). Gol em um voo direto saindo de São Paulo com duração de 5h. Confirme se a empresa aérea TAME (Transportes Aéreos Militares Equatorianos), está operando, em voos direto para Quito saindo de Manaus com 3h. de duração.

Como sair do aeroporto em Quito

Táxi – 25U$ tabelado pela Cooperativa Aeropuerto, está do lado esquerda da saída do aeroporto, será entregue um cartão de desconto no valor de 5$ para ser utilizado na volta. Se for pagar com cartão de crédito a taxa é de 1$. O tempo de viagem até o centro pode variar de 1h. a 1h.30, dependendo do trânsito.
Ônibus – operado pela Aeroservicios, o preço de 8U$ a 18U$ varia de acordo com o destino, no trajeto faz várias paradas antes de chegar ao centro histórico.
Uber – possivelmente vai sair mais caro do que o táxi.

Como locomover-se em Quito.

Ônibus – sistema mais utilizado para turistas que desejam viajar de forma econômica. Algumas companhias possuem ônibus modernos e com ar condicionado. Os ônibus com trajetos intermunicipais partem do Terminal Latacunga.
Aluquel de carros – Percorrer o Equador em um veículo alugado é uma ótima opção.
Táxis – Os táxis no Equador são seguros, limpos, econômicos, condutores na maioria falam inglês.  Táxi e Uber não são caros, os táxis autorizados são amarelos com placa laranja ou com uma faixa laranja, o número deve estar no lado externo e no interior do veículo deve ter uma placa com foto do taxista. Peça para ligar o taxímetro.
Trens – funciona como atrativo turístico, a rota mais procurada é: Riobamba-Alausí-Sibambe onde está o famoso Nariz del Diablo. Nesta rota o trem percorre um caminho sinuoso entre penhascos e despenhadeiros.

GASTRONOMIA

A gastronomia é um ponto forte no Equador, em alguns quiosques de povoados assam porcos inteiros que a todo tempo são besuntados com óleo e são vendidos em lascas (acompanha batata).
Café da manhã (desayuno), normalmente de café, pão, margarina, geleia ou um pedaço de queijo, ovos fritos ou mexidos com presunto.
Almoço (almuerzo), sopa, arroz com frango, banana verde, ou um pedaço de carne com lentilhas. Acompanha um suco.
Lanchonetes (puestos de comida y chiringuitos)
Oferecem ao povo indígena uma boa e barata opção de comida. Os pratos são variados, mas na maioria das vezes não muito higiênicos, não são recomendados.

Comida Criolla (pratos típicos do Equador).

Mescla de carne frita, milho, mandioca e banana. É a comida tradicional do centro do país.
Churrasco – porção grande de arroz, sob um pedaço de carne com ovos fritos, algumas batatas fritas, rodelas de cebolas e um pouco de salada. Tudo em um único prato.
Apanado – bife empanado com batatas fritas, arroz e salada.
Lomo a la Plancha – um pedaço de carne de vaca com batatas fritas ou purê de batatas e um pouco de verduras.
Seco de Chivo – carne de cabra em pedaços com arroz.
Seco de Pollo – frango cozido com arroz e abacate.
Locro – sopa de batatas, queijo e algumas vezes é utilizado também abacate, carne, ovos, repolho e abóbora (calabaza). Um dos pratos mais autênticos.
Guatita – cozido de miúdos, com salsa de amendoim, batatas e abacate.
Fritada – em panela grande se cozinham pedaços de carne de porco, servido com milho.
Hornado – carne de porco frita, com purê de batatas e um pouco de salada.
Pescado Frito – podem ser camarões alho e óleo ou empanados, lula, caranguejo.
Viche – sopa espessa de pescado com pedaços de banana verde. Típica da costa.
Humitas  – ovos e milho doce colocados em uma folha de bananeira, podem ser acrescidos de amendoim ou queijo moídos.
Empanadas – em formato de pastel, recheadas com carne, banana ou queijo.
Ají – um molho que está em quase todos os restaurantes, dependendo da região pode ser mais ou menos picante.
Caldo de Patas – patas de porco, mandioca, milho, leite, cebolas, alho e eventualmente amendoim ou coentro.
Sancocho – carne de vaca e de porco, mandioca, banana verde e ervilhas.

Bebidas
Agua mineral –
são facilmente encontradas, com ou sem gás.
Colas (refrigerantes) – Fanta, Sprite, Seven Up, Pepsi, Fruit, Crush, Tropical, Buzz, Orangina, Welch’s, Inka Cola etc. A coca-cola é pedida como Coca ou Cola Negra.
Jugos (sucos) – servidos com água ou leite (batidos). A diversificação é incrível. Os sucos frescos vendidos nas ruas devem ser evitados, porque nele são adicionados água de procedência nem sempre segura. Os sucos mais comuns são: aguacate (abacate), babaco, banano (banana), chirimoya (anona), coco, durazno (pêssego), fresa (morango) o frutilla, granadilla , guanábana (graviola) , guayaba (goiaba), limón (lilmão), mandarina (tangerina), mango (manga), manzana (maçã), maracuyá (maracujá), melón (melão), mora, naranja (laranja), naranjilla, papaya (mamão), pêra (pêra), pina (abacaxi), sandia (melancia).
Pipas Heladas – são cocos grandes, recheados com suco gelado e uma palha larga dentro.
Café – se serve na maioria dos locais, muitas vezes forte que é acrescido de água quente ou leite. Excelentes cafés são servidos em pequenas cafeterias na cidade velha de Quito ou na folclórica cafeteria La Palma em Guayaquil. Em Quito os bairros turísticos como Mariscal oferecem cafés feitos em modernas máquinas.
Álcool – bebidas alcoólicas não podem não podem ser servidas aos domingos, mas alguns restaurantes das cidades turísticas acabam abrindo uma exceção. As bebidas mais consumida são a aguardente de cana de açúcar e a cervejas Pilsener e CLub. No sul do país se bebe Nevada vendidas apenas em garrafas de um litro.
Vino (vinho) – são consumidos os originários do Chile, Argentina, California ou España, são vendidos em supermercados, os mais tradicionais são: Casillero del Diablo (Chile), Unduraga (Chile), Concha y Toro (Chile), Masson (California).
Destilados – Cuba Libre ao lado do whisky são os mais solicitados. Outros: Vodka con Naranja (Vodka com laranja), Caipirinha (aguardiente de cana de açúcar com suco de limão), Caipiroshka (wodka, suco de limão), Piña Colada (rum bacardi, suco de abacaxi).
Canelazo – servido nas festas populares nos povoados e bairros ao sul de Quito, aguardente de cana com canela.
Cincha – bebida espessa que pode ser fermentada de milho, banana, mandioca, quinua ou palmera de chonta (palma).

Música

São encontrados dois estilos característicos, o pasillo e o albazo, são como misturas de ritmos indígenas com influência de música hispânica resultando em uma combinação bastante agradável, acompanhadas por violões, marimba, percussão e metais. Infelizmente estes ritmos tradicionais estão sendo pouco solicitados, atualmente o que se escuta é o “reggaeton” ritmo importado de Puerto Rico, uma  mistura de salsa, cumbia e hip hop no melhor estilo “perras latinas”, vendidos em CDs com capas de gosto duvidoso, que os quitemos ouvem alto som em seus carros tão incrementados (tunados) que muitas vezes fica até difícil reconhecer o modelo original.

OTAVALO

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.

“Capital Intercultural do Equador”

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Nome – San Luiz de Otavalo
Origem do nome – em Chaima, “lugar dos antepassados”.
Distância de Quito – 110km.
População – 110.000 habitantes (44,3% no setor urbano)
Língua Oficial – Kichwa é o idioma Inca do Equador, o espanhol é bem aceito.
Moeda – Dólar americano.
Altitude – 2.532m. a.n.m.
Clima – temperatura média 15 °C, as manhãs e noites podem ser um pouco frias.
Atração – o maior mercado a céu aberto da América do Sul.
Diário de Bordo – no final do relato

As origens de Otavalo remontam ao século XVI, os otavalenhos mantém tradições, histórias e celebrações sagradas como o festival indígena Inti Raymi, que celebra o solstício de verão com música e dança.  Os habitantes foram inseridos a força ao império Inca, mas com a chegada dos espanhóis o trabalho artesanal foi valorizado com criação de workshops e após a saída dos espanhóis eles já estavam estabilizados e continuam até hoje com esta atividade.
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Os otavalenhos são pessoas amáveis, orgulhosas de seu trabalho, a variedade dos produtos e qualidade não deixam dúvidas sobre suas habilidades manuais que remontam do período pré incaico, eles são 50% na feira, os demais participantes são Kichwa, Afro-Equatorianos, Mestiços e outras etnias menores.

 Como chegar partindo de Quito  

EQUADOR (sem edição) 338Ônibus – transporte público saindo de El Ejido os ônibus partem a cada 20 minutos, custa U$2,50, mais U$ 0,20 da taxa do terminal terrestre e leva 30 minutos até o  Terminal Carcelén, de onde saem vários ônibus para Otavalo, utilize a Cooperativa Otavalo ou Cooperativa Los Lagos,  a passagem custa U$2,50 e o trajeto leva de 2h. a 2h.30 e são diversas empresas que fazem o trajeto. Chegando em Otavalo um táxi deve cobrar U$1,25 para levar até a hospedagem.
Táxi – do aeroporto até Otavalo o custo varia entre U$50 e U$55, tempo de viagem de 1h.30.

 O QUE VER EM OTAVALO

 

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Otavalo oferece festivais: Y amor, Inti Raimi (festivais do sol), Pawkar Raimi (festival de florescimento), aprenda a tricotar em teares de madeira ou fazer música, visite cachoeiras sagradas, lagos, lugares sagrados e se tiver tempo faça caminhadas ecológicas.
Chegue na sexta feira para descansar e aproveitar bem o sábado, desta forma você já consegue apreciar a feira antes da chegada dos turistas que vem de Quito.

Plaza de Ponchos
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Desde 1929 o mercado de Otavalo é espetacular, reúne todo tipo de artesanato que se possa imaginar, a arte têxtil é fantástica. Neste lugar você encontrará pinturas de Tigua, tapeçarias das Salasacas, esculturas de San Antonio de Ibarra, artigos de couro de Cotacachi, artesanato dos Saraguros, da Kichwa do Leste. Com o passar dos anos a matéria prima e qualidade tiveram mudanças, mas continua sendo um artesanato tradicional com técnicas herdadas dos tempos antigos, como desenhos colhidos de vestígios de tecidos encontrados em escavações arqueológicas.

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Atualmente a produção artesanal tem um foco forte no turismo, são bolsas, casacos, blusas, bijuteria, blusas bordadas com ou sem fartos babados, objetos de madeira, saias longas, roupinhas de bebê, cerâmica e muita coisa de lã. Preços? Você pode fazer oferta, eles estão acostumados, mas pode ter certeza de que os equatorianos vão pagar menos do que os sul-americanos e esses menos do que os demais estrangeiros. Você não vai sair de lá sem comprar nada, como a maioria das peças tem um toque andino, leve em conta que aquela roupa super colorida que te encantou talvez esteja fora do contexto para ser usada no Brasil.
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Localização
– ruas Sucre e Salinas
Horário de pico – 12h. horário que os turistas se aglomeram vindo de Quito.
Quando – aos sábados é o melhor dia, mas há vendedores todos os dias, com razoável fluxo as quartas e domingos.

Mercado de animais

Um produto bastante procurado são os cuys (porquinho da índia), assado ou feito no espeto é uma iguaria em todo o Equador.
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Começa entre 5h.30 e 6h. O local tem aproximadamente o tamanho de um campo de futebol, eles vão se organizando por setores para as vendas, os animais menores são vendidos no começo da feira e os maiores no final, do lado esquerdo tem um barranco onde fica montada a feira de alimentação.

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As mulheres  vestidas com roupas típicas de acordo com a tribo que pertencem, a maioria são da própria região de Otavalo, usam uma saia de tecido cru e sobre ela uma outra saia negra aberta nas laterais que deixa ver a nesga do tecido cru, usam blusas brancas bordadas com mangas bufantes que também levam bordados, nos pés alpargatas de um tecido muito semelhante ao brim, na cabeça um lenço amarrado. Os homens vestem calças brancas até no tornozelo, um poncho colorido e nos pés alpargatas, fazem tranças com seus longos cabelos que é um sinal de virilidade.

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Se você tem problemas em assistir animais amarrados ou em gaiolas o melhor é não visitar a feira, não tenho nada a criticar, pois são atitudes culturais.

O Que Mais Tem Para Fazer Em Otavalo?

Com um bom guia que tenha carro dá para conhecer muita coisa aproveitando o restante do sábado e domingo o dia todo.

Igrejas

Igrejas para serem visitadas na cidade:  Santuário de San Luis, Iglesia de El Jordan. Na área rural as paróquias de San Pablo del Lago, González Suárez, San Rafael de la Laguna, Eugenio Espejo, Quichinche, Miguel Egas Cabezas, Ilumán, Selva Alegre, San Pedro de Pataquí

Museu Vivente Otavalangomuseum-logo

O Museu foi criado em 2011, está instalado em uma fazenda espanhola de 1821, mantém preservada a arquitetura histórica: Obraje, La Casa Cruz, La Casa del Patron e outras. Estão em exposição antigos teares de tecelagem utilizados antes e depois da conquista espanhola, trajes indígenas,  cerimônia de  casamento, festivais e experiências ancestrais, prática da agricultura de acordo com o ciclo da lua, medicina ancestral com o Taita Yachak, o ciclo de vida e morte de acordo com os costumes tradicionais do mundo Kichwa e cerimônias “Wantia”.
Localização – Via Antigua a Quiroga #1230, antiga fábrica San Pedro
Horário – segunda a sábado das 9h. as 17h.
Preço – U$5

gruta socavon-001Gruta Del Socavón – Virgen de Montserrate

Antigamente foi um sítio sagrado indígena. A imagem da Virgem é venerada e foi colocada no interior da gruta que verte águas cristalinas onde os fiéis e romeiros jogam moedas para pedir seus favores. Em torno da Gruta del Socavón está o mirador e Cruz de Socavón, o acesso é através de uma escada de onde se pode contemplar a cidade de Otavalo.
Localização – parte oriental da cidade, no tradicional Bairro La Florida, portal de entrada do Bairro Monserrate.

Arredores de Otavalo e Peguche

Cascada de Peguche (Cascata)

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Aqui acontece a maior parte da celebração do solstício de verão na queda d’água que é alimentada pelas águas da Lagoa de San Pablo, que com o tempo criou um canyon. As comunidades indígenas locais atribuíram a cascata poderes sobrenaturais que ajudam a vida cotidiana da população. No solstício de verão as comunidades vão até ela à noite para o banho ritual com a finalidade de preparar-se espiritualmente para a celebração das festas que duram alguns dias.
Leve agasalho, sapatos cômodos, repelente de insetos.
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Localização – vilarejo de Peguche
Distância de Otavalo – 3,3km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 1821m. a.n.m.
Altura da cascata – 30m.
Como chegar – em transporte público: ônibus da Cooperativa Imbaburapac (cor vermelha), por U$0,35 saem a cada 30 minutos e demora de 10 a 20 minutos; táxi U$3; caminhado 40 minutos.

Cementério Indigena (cemitério)

Os dias de visita aos falecidos é segunda e quinta feira, o maior fluxo é no dia 2 de novembro, para esta ocasião os indígenas preparam os alimentos preferidos do falecido e nas primeiras horas da manhã colocam uma bateia sobre o túmulo com arroz, feijão, batata, milho, banana, tomate, abacate, pão e outras iguarias, para que o falecido desfrute. Os indígenas levam porções extras para dividir com as pessoas que estejam ao redor da tumba. Membros da família relatam fatos ocorridos durante o ano diante do túmulo e o ritual transcorre o dia todo.
Localização – calle Modesto Jaramillo y Manuel Quiroga, esquina diagonal a Plaza de Ponchos.
Distância de Otavalo – 2km.
Temperatura – 14º.C
Altitude – 2.565m. s.n.m.
Horário – de segunda a sexta das 8h. as 17h.30 e sábado das 8h. as 16h.
Como chegar – em transporte público, o ônibus da Cooperativa Imbaburapac sai do terminal terrestre de Otavalo a cada 30 minutos, ele se desloca para a Cascada de Peguche, peça para descer perto do cemitério, valor da passagem U$0,35. Táxi U$3.

Mirador El Lechero
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Mirante natural de onde é possível observar Otavalo, Laguna de San Pablo, Vulcões Imbabura e Cotacachi, Montanha Fuya Fuya. Para os indígenas é um local sagrado onde se realizam cerimônias de purificação e onde se deixam oferendas:  milho, ervilhas, cuys e chincha
Localização – 5 minutos do Parque Cóndor.
Distância de Otavalo – 7 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.847m. a.n.m.
Como chegar – Caminhando percorra a Calle Piedrahita e siga a sinalização, será 1hora de caminhada. Táxi leva 10 minutos, custo de U$4.

Parque Cóndor
O Parque Cóndor é um centro de resgate e cuidados de aves de rapina.
Distância de Otavalo – 6 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.817m. s.n.m.
Localização – imediações do Mirador El Lechero
Como chegar – mesmo trajeto do Mirador El Lechero

Laguna San Pablo

 

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A lagoa é um eco sistema, entre as plantas aquáticas está a totora (Scirpus sp) que é utilizada por comunidades locais na confecção de esteiras, almofadas, tapetes que são utilizados pelas famílias indígenas. Também vivem aqui garças, patos e alguns anfíbios. Nas margens há alojamentos, restaurantes, barcos para passeio
Nome original – Imbakucha, como é conhecida pelas comunidades indígenas.
Localização – aos pés do Vulcão Ibabura.
Distância de Otavalo – 10,7km. em estrada asfaltada.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.660m.
Profundidade – 48m. no centro e 35m. na margem.
Superfície – 2km.2.
Como chegar – as cooperativas de ônibus Otavalo, Los Lagos e Imbaburapac com bilhetes de U$0,35 levam até a comunidade de San Pablo, Araque ou Trojaloma de onde se pode chegar até a lagoa

Lagunas de Mojanda

 

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Esta lagoa de origem vulcânica está rodeada por resquícios de um bosque nativo que mantém a biodiversidade da região setentrional andina. São 3 lagos conhecidos como:  Cuicocha (lagoa grande), Warmikucha (lagoa pequena), e a Yanakucha (lagoa negra). Montanhistas se valem da altitude para fazer aclimatação antes de escaladas. O local é frio leve um agasalho e procure ir pela manhã, a tarde a neblina cobre a paisagem.15-011
Localização – região de Mojanda.
Distância de Otavalo – 16km.
Temperatura – 8º.C.
Altitude – 3.720m. s.n.m.
Como chegar – apenas 20 minutos de táxi da cidade.

Cascadas de Taxopamba (cascatas)taxopamba-005

Conjunto com 2 saltos, o primeiro com 15m. e o segundo com 10m. Leve repelente contra mosquitos.
Localização – muito perto das Lagunas de Mojanda.
Distância de Otavalo – 6,4 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.846m. a.n.m.
Como chegar – um táxi leva até a comunidade de Mojandita por U$4, mas eles não esperam a volta, portanto terá de voltar caminhando ou contratar o taxista para ir buscar com hora marcada.

Cerro Fuya Fuya
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Faz parte de um complexo vulcânico conhecido como Mojanda. A cratera do Fuya Fuya abrange 5km. de diâmetro, excelente trilha para caminhada, no cume do cerro são avistados os vulcões Caymbe, Imbabura e Cotacachi. Aconselhável ir com guia, pois a neblina ocorre a qualquer momento e pode dificultar a volta.
Origem do nome – significa nebuloso, coberto de nuvens.
Localização – perto das lagoas Mojanda
Temperatura – 10º.C
Altitude – 4.279m. a.n.m.

Ecoturismo e Turismo Vivencial Indígena

Eugenio Espejo é uma paróquia de Otavalo, onde existe uma Corporação de Indígenas que realizam Ecoturismo Comunitário com visitas aos bosques nativos do Cerro Mojanda, passeios em lancha na lagoa de San Pablo e visitas as comunidades com guias nativos onde se podem provar pratos típicos da região, especialmente às quartas-feiras (miércoles).

ONDE FICAR ( centro)

Chukitos Hostal Inn
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Quartos com banho privado, água quente, TV, Internet, máquina de lavar, cozinha comunitária, informação turística, garagem. Hostal administrado por nativos otavalenhos que falam inglês, espanhol e quéchua . Excursões para vulcões Tayta Imbabura, Cotacachi y Mojanda. Transfer de/para aeroporto.
Nosso quarto era pequeno, colchões razoáveis, mas tudo suficiente.
Localização – Bolivar 10-13 y Morales (esquina), está a 3 quadras da Plaza de Ponchos
Preço – US$14 single e US$25 doble.

Hotéis (melhores)
Medina Del Lago*****, Hotel Otavalo*****

Hostais (preço médio)
Doña Esther Otavalo, La Casa de Martin, El Andariego,El Indio Inn

 Hostais (econômicos)
Santa Fé, Runa Pacha, Paukar, Magui’s house.

 ONDE COMER

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Deli – $$ (recomendo)

Daily Grind $

IncaZen Tea House – $

Taco Bello $

Tayta Wasi $

Pouttin $

PRATOS TÍPICOS

Os alimentos como o morocho, quinoa, chuchuca, milho e grãos em vagens não foram substituídos por alimentos rápidos e importados. O abacate é considerado um complemento dos pratos salgados.

Carne Colorada
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Cuy (porquinho da índia)um dos pratos mais tradicionais de Otavalo, uma iguaria. Marinado com alho, sal, especiarias e depois é inserido em um espeto e levado para grelhar em fogo a carvão. Um típico churrasco de cuy acompanhado de batatas, milho e mote.
Fritada – carne de porco cortada em cubos e frita na própria gordura acompanhada de banana, batata, milho, tostada, tudo passado na mesma gordura em que se fritou a carne, pode ter abacate também.
Empanadatipo de pastéis recheados de carne ou queijo e fritos, são comuns em um lanche ou entradas.
Humitas (tamale) – pode ser um pouco parecida com nossa pamonha salgada.
Locro – é um ensopado de batata e queijo, pode levar legumes (abóbora, milho, feijão e abacate). Servido como entrada em restaurantes.
Chica de jora – entre as bebidas populares é a mais tradicional, é elaborada a partir milho que foi deixado a germinar coberto por folhas e depois deixado ao sol para potencializar o açúcar, depois disso é moído e cozido em grande quantidade de água, frio é colocado em barris e descansam oito dias em fermentação. Tradicional desde os tempos pré-incas, é uma bebida sagrada usada em atos cerimoniais e festivais de todas as culturas pré-hispânicas na zona andina central, não falta nos festivais de Yamor de Otavalo.
Feijões Calpo
– mistura de batata, feijão e “melloco”.
Uchufa Tanda – mescla de farinha de milho e feijão embrulhado em folhas novas de milho e levado para ferver por uma hora. Muito tradicional.
Runa Tanda – pão que os indígenas preparam principalmente em novembro, sua base é o fubá.

DOCES

Quimbolito – bolo de milho, enrolado em uma folha de bananeira e cozido no vapor, montado como uma humita, mas é doce. Os quimbolitos geralmente são decorados com uvas passas, mas também podem ser preparados com frutas como morangos, amoras, etc.
Sorvetes de creme ou frutas
Doces a base de farináceos – suspiros, rosquinhas, biscoitos

Diário de Bordo (sexta-feira) – Como fomos? – Fomos de avião de Cuenca para Quito, a ideia era no aeroporto tomar um táxi até o Terminal de Trolebus, seguindo para o Terminal de Ônibus Carcelén. No aeroporto a taxista pediu U$6 mas acabou deixando por U$4 para nos deixar no Terminal de Trolebus, ali compramos nossos bilhetes por U$2, e após 1/2h. de espera o Trolebus não apareceu, conseguimos compartilhar um táxi com duas equatorianas e assim seguimos para o Terminal Carcelén, o local de venda de passagens mais parecia uma baia, as pessoas ficam naqueles minúsculos cômodos para venda de passagem e gritando o nome da cidade, uma loucura, parece mais um leilão, é necessário perguntar se o ônibus entra em Otavalo porque alguns param na Panamericana que fica distante 1km. do centro, o local onde desembarcamos estava a 5 quadras do centro, nem foi preciso pegar táxi.
Procure sentar-se no lado direito do ônibus para ter a melhor vista da cidade na saída do terminal e a vista do Cotopaxi e Cayambe vulcões visíveis em dias claros.
Lembre-se que o último ônibus de volta para Quito, especialmente nos fins de semana fica muito cheio, por isso não espere até o último minuto para comprar o seu bilhete.
Otavalo é bem melhor do que imaginava, a feira na Plaza de Ponchos já estava sendo montada, mas o forte mesmo é sábado, aproveitei para fazer umas fotos.
Não tínhamos reserva de hotel, apenas informações sobre o Hotel Chukito’s, fomos até lá, o atendimento foi excelente,  já deixamos planejado um tour no domingo, deixamos as mochilas e fomos conhecer a cidade e principais pontos turísticos.

Diário de bordo (sábado) – acordamos 5h.30 da manhã para ver a montagem da feira dos animais, eles levam para vender e trocar: vaca, carneiro, cabrito, gato, cachorro, porco, sendo que a pomba e o cuy (porquinho da Índia), são uma iguaria. A Paula ficou só no início da feira quando viu os porcos amarrados pela barriga e uma mulher vendendo cuy e pegando o bichinho pelo pescoço voltou para o hostal, eu fiquei para fotografar mas, evitei esses lances mais “violentos”, fotografei apenas o “cotidiano”.
Voltei para o hostal para pegar a Paula, tomamos café e fomos para a Feira de Ponchos por volta das 9h.,  segundo a Paula teríamos de andar bastante para enjoar e comprar pouco e foi o que fizemos, fomos enveredando pelos vários quarteirões, na parte baixa da Plaza fica o setor de alimentos com comida pronta, mas também vendem produtos horti fruti granjeiros.
Tudo muito colorido, barato, no local tudo é lindo, mas chegamos à conclusão de que no Brasil seriam peças para gavetas, compramos pouca coisa e aproveitamos o restante da tarde para conhecer alguns pontos da cidade e arredores.
Contratamos um guia com carro para aproveitar o restante do sábado e boa parte do domingo.

Diário de bordo (domingo) – voltamos para Quito – Linha do Equador

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE AS FEIRAS DE OTAVALO

PEGUCHE – nesta localidade estão artesãos com seus teares, uma alternativa para quem quer comprar tecidos artesanais.

COTOCACHI – local de vendas de artigos de couro (não achei bons preços).

SAN ANTONIO DE IBARRA – ateliês de peças de madeira esculpidas a mão…

Tapetes – Tem origem no trabalho das mulheres, que nos anos 50 começaram a tecer tapetes em teares de pedal, e incorporaram ao tecido motivos criativos e cores que expressam sua riqueza cultural.  Os desenhos mais utilizados são as figuras indígenas, paisagens, festas, animais e figuras geométricas.
Ponchos – são parte da identidade dos povos, é uma vestimenta dos indígenas do campo para se proteger do frio. As cores são derivadas da identidade da comunidade. Seu preço pode variar de acordo com tipo de lã, fio e desenho. Em Otavalo o poncho azul de uma só cor é o mais comum, juntamente com as calças brancas, é o vestuário de todos os dias.
Panos (lenços, xales) – são usados pelas mulheres indígenas, elas cobrem suas blusas bordadas em cores que tem como fundo um tecido branco, com um xale que chamam fachalina.
Fajas (faixas) – tem várias figuras e cores, substituem os cintos que usam as mulheres mestiças. Podem ser usados para ornar o cabelo ou como cintos.
Sacos Tejidos (sacos de lã) – teve sua origem com as mulheres mestiças, foram elas que iniciaram este trabalho feminino, com delicadeza, paciência e como atividade recreativa teciam a mão os sacos de lã. Aos poucos foi se incorporando esta prática também entre as mulheres indígenas, fazendo parte de seu trabalho.
Pulseiras, bordados, bolsas, almofadas, cobertores – são produtos que tem uma diversidade de desenhos que são próprios de cada comunidade indígena. Estes artesanatos têm diversas formas de produção e provém das comunidades de Ilumán, Peguche, San Pablo, Quinchuquí.
Sombreros de Pano  (chapéus de pano) – são fabricados em Otavalo e Ilumán. Tem diversas formas e cores, e estes detalhes caracterizam os chapéus de homem e mulher.
Colares indígenas (walkas e manillas) – são artefatos que servem de adorno para a vestimenta das mulheres indígenas, são vistosos e de boa qualidade.
Bisuteria (bijuteria) – brincos, colares, anéis, prendedores, botões, pulseiras e outros adornos, são fabricados utilizando principalmente a alpaca, produto parecido com a prata além de outros materiais como pedras de hematita, diamante e coralina. As bijuterias são fabricadas pelos homens na sua maioria jovens mestiços e comercializadas pelas mulheres.
Antiguidades – nos últimos anos tem crescido a oferta de antiguidades na Feria de Ponchos, o que mostra a evolução da localidade.
Artesania de Madera (artesanato em madeira) –  a abundante madeira tem proporcionado uma variedade de produtos derivados: instrumentos musicais, entalhes artísticos e religiosos, urnas, candelabros. Os instrumentos musicais mais comercializados são as maracás, produtos da Costa e do Oriente equatoriano feito em balsa.

CUENCA

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações
Você sabia que os famosos chapéus Panamá são feitos em Cuenca, no Equador?
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Durante a construção do Canal do Panamá os trabalhadores necessitavam de um chapéu que protegesse do sol, fosse leve e fresco, então esses chapéus que eram produzidos no Equador foram exportados para o Panamá. A produção é a partir da palha “toquilla” (Carludovica Palmata), a tecelagem inicial é feita no campo e depois os tecelões levam até as fábricas para a moldagem.
Indico para visita a Fábrica-Museu Homero Ortega que mantém guias gratuitos durante a visitação.
Localização – Gil Ramírez Dávalos, 3-86
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 CUENCA não é só chapéu Panamá.

Os Cañaris estavam em Cuenca em 8060 a.C., povo culto, praticavam ourivesaria, agricultura, produção têxtil, exímios caçadores e grandes guerreiros. Perto do ano 1480  a invasão inca e a mescla de costumes, tradições, vestimentas e festas religiosas. Cuenca ganha palácios cobertos de ouro, templos e ruas pavimentadas com água encanada. Os espanhóis destruíram tudo isso quando chegaram ao Equador no século XVI com direito a terra e a ter indígenas para trabalhá-la. Nos meados do século XVIII Cuenca é uma cidade próspera devido à produção e venda de baeta e tacuyo (tipo de tecido). A arte e a cultura da época estavam regidas pela igreja católica. Por volta do século XX Cuenca funda universidades, incentiva-se  o turismo, alianças comerciais e produção artesanal (indústria da palha toquilla para os chapéus Panamá) .
Cuenca é a terceira cidade turística mais importante do  Equador e com Cuzco no Peru dividem a honra de serem as cidades mais importantes do Império Inca.

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Nome – Santa Ana de los Cuatro Ríos de Cuenca
Localização – está sobre uma grande planície na Cordilheira dos Andes
População – 32.000 habitantes – 2010 (94% alfabetizados)
Altitude – entre 2.350 a 2.550 metros acima do nível do mar.
Temperatura média – 17º.C
Moeda – dólar americano
Distância Quito x Cuenca – 320km.
Quanto tempo ficar – possui um dos centros históricos mais belo e bem preservado do Equador e muito provavelmente de toda a América Latina. Dois ou três dias são suficientes, mas se puder fique cinco dias, a cidade é tranquila com construções de arquitetura espanhola e francesa e uma boa estrutura para receber turistas.

Como chegar a Cuenca partindo de Quito

Aéreo
QuitoAeroporto Internacional Mariscal Sucre (UIO), na cidade de Tababela, a 25 km do centro histórico de Quito. Para hospedagem há o Quito Airport e hotéis nos arredores: San José de Puembo Quito Airport e a Hostería Rincón de Puembo.
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Cuenca
Aeroporto Cuenca Mariscal Lamar (CUE), o aeroporto possui 1 terminal e situa-se dentro dos limites da cidade de Cuenca. Serviços: aluguel de carros da Hertz, Avis, Europcar. Dispõem de caixas eletrônicos, bares, lanchonetes, lojas, jornais, balcões de informações, instalações para deficientes, estacionamento, não há hotéis dentro do complexo.

Ônibus para Cuenca
Em Quito são 2 terminais de ônibus:
– Carcelén fica no norte e de lá saem os ônibus que vão para o norte do Equador.
– Quitumbe fica no sul de Quito e de lá partem os ônibus que vão para o sul do país com destinos a: Baños, Guayaquil, Cuenca e Montañita. Algumas empresas têm sala de espera com TV, locais comerciais, alimentação, estacionamento privado. Uso de banheiro é pago.
Para chegar a ambos os terminais saindo do Centro Histórico de Quito ou de bairros centrais (La Mariscal) é possível ir de trolebus, um ônibus rápido, U$0,25.
Como são várias empresas operando o mesmo trajeto não há necessidade de comprar passagem com antecedência. A passagem é calculada pelo valor de horas até o destino, sendo U$1/h. Nos ônibus, mesmo nos “executivos” as poltronas não se inclinam muito, tem ar condicionado, TV em alto volume e banheiro (só para o n.1), divulgam que tem wi-fi, porém não conte com esta opção. A viagem de Quito a Cuenca leva em média 10h.
Geralmente há 1 parada para lanchar, mas ambulantes entram frequentemente no ônibus vendendo frutas, água, refrigerantes e até refeição, tudo custa U$1.
Localização do Terminal Quitumbe: Av. Espanha e Sebastiana de Benalcázar.
EQUADOR (sem edição) 165Diário de Bordo – Tomamos um ônibus de Alausi para Cuenca ao entardecer, seriam 163km. com uma previsão de 3h. de viagem. Durante o trajeto vimos que estávamos em duas mulheres e somente homens no ônibus, quando começou a escurecer percebemos que começaram a beber e ficar alterados, quando o ônibus fez uma parada na localidade de Azougue achamos por bem descer no terminal rodoviário e procurar uma hospedagem, não foi muito fácil, mas conseguimos um hostal que era praticamente uma casa de família e seguimos viagem para Cuenca no dia seguinte. Portanto, evite viajar à noite.

Carro
Cerca de 320 km. separam Quito de Cuenca por estrada. Quem está com carro locado deverá ir no sentido Quito-Loja, esta estrada normalmente está em boas condições.

Centro de Información Turística
Localização – Mariscal Sucre entre Benigno Malo e Luís Cordero, em frente ao parque Calderón.

O QUE VISITAR – CENTRO HISTÓRICO

Cuenca foi declarada a 1º. de dezembro de 1999, Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO e inscrita na lista de Bens Patrimoniais da Humanidade no mesmo ano.
A área conservada é delimitada pelas ruas Simón Bolívar, Estévez de Toral, Mariscal Lamar, Benigno Malo, Gaspar Sangurima, Hermano Miguel, Gran Colombia, Huayna Cápac, Mariscal Sucre, Vega Muñoz e a Bajada  de Todos Santos (Calle Larga).

Corte Superior de Justicia
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Edifício todo em mármore e ladrilhos trazidos de Sayausi e El Tejar, foi concebido originalmente para ser a sede da Universidade de Cuenca. Os acabamentos foram importados da Europa.

Calle La Condamine

A Calle La Condamine é um ponto chave para quem gosta de observar a arquitetura colonial, são casarões com mais de 150 anos. Nos finais de semana são organizadas exposições culturais.CUENCA1-006

El Vado – La Condamine

Região turística bastante tradicional que alberga Juan Montalvo e Calle de La Cruz, fica na parte alta, um  balcão de observação da parte baixa da cidade que é mais moderna.

Casa de La Lira

A Casa de la Lira foi construída há mais de 100 anos, faz parte do Patrimônio Cultural da Humanidade. A fachada é de tijolos gigantes, cobertos com cerâmica vitrificada. As paredes internas são de adobe e bahareque. Aqui foram registrados eventos relacionados à tradição musical de Cuenca e por esse motivo tem em sua fachada o distintivo da lira.

 

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Prohibido Centro Cultural

Museu com características góticas e culturas alternativas. Exposição de trabalhos e objetos que vão desde o inusitado, passando pelo gótico e alguns até chocantes, mas tudo em nome da arte.  Achei um pouco apelativo, não deixa de ser interessante como curiosidade. Valor do ingresso U$1.

Casa de Los Arcos

 

CUENCA1-005Foi adaptada para funcionar como um centro cultural para exposições artísticas, conferências, debates. O mobiliário não é original, foi implantado um novo sistema de som e iluminação para servir também como base de eventos. A entrada principal é pela calle Condamine e Tarqui na parte alta onde está o terraço e na parte baixa funciona uma cafeteria com mesas ao ar livre. Tem muita coisa original para ser observada, pinturas em tromp’oil, além da belíssima vista em seu último andar.

Mercado 10 de Agosto
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Local simples, mas com muito conteúdo cultural, caso resolva comer aqui experimente um prato típico: Hornado (carne assada de suíno acompanhada de arroz, batata e salada)
Localização – Calle Larga, centro histórico.

Museo de Arte Moderno

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Construído em 1876, servia como local de reclusão para enfermos, viciados em álcool, cárcere de jovens e escola, mas sua mais importante função foi como “Casa de la Temperancia”, mantém seu teto alto, corredores largos recobertos de ladrilhos. Restaurado e funciona como museu desde 1.982. As coleções são em sua maioria trabalhos em pintura, serigrafia, gravações, aquarela, xilografia, tinta, escultura, desenho e fotografia. É a sede da Bienal Internacional de Pintura.
Localização – calle Mariscal Sucre, em frente ao parque de San Sebastián
Preço – gratuito
Horário – segunda a sexta das 8h. as 13h. e das 15h. as 18h.30; sábados e domingos das 9h. as 13h.
Localização – calle Sucre 15-27 y Coronel Talbot

La Casa de las Posadas

Em arquitetura colonial aqui se instalaram pessoas ligadas ao comércio. No séc. XVII era um hotel concorridos e virou cortiço antes de ser adquirido pela prefeitura.  Embora muitos aspectos originais tenham sido perdidos durante a restauração hoje funciona como centro cultural, guarda marcas importantes como as paredes feitas de adobe. Os paralelepípedos das ruas, estão em perfeito estado de conservação.
Localização – nas calles Gran Colombia 17-44 y Manuel Heredia

Colegio Benigno Malo

Foi o primeiro colégio misto da cidade, sua construção foi muito discutida pelo elevado custo empregado nas paredes de ladrilhos, um dos maiores edifícios da cidade. Sua função de colégio nunca foi alterada.
Localização – Av. Fray Vicente Solano y Daniel Córdova
CUENCA-001

Colegio Febres Cordero

Inicialmente tinha como finalidade ser uma instituição educativa. Os Hermanos Cristianos de la Salle cederam o local ao município que o transformou em sede do Colegio Febres Cordero.
Localização – Gran Colombia 6-54, entre Borrero y Hermano Miguel.

Casa de las Palomas

Seus corredores ostentam um mural com pintura de Joaquín Rendón. No ano de 1.922 foi construído um segundo piso com materiais importados da Europa. Atualmente está em processo de restauração e funciona como Instituto de Patrimônio Cultural.
Localização – Benigno Malo 6-40 y Jaramillo.

Casa de los Canónigos

Os Conêgos ocuparam este local até 1.960, a construção data do final do século XIX. Foi restaurada pelo Banco Central e Funciona como Archivo Histórico de la Curia de Cuenca.
Localização – Luis Cordero, entre Sucre y Bolívar.

Colegio Febres Cordero 

Inicialmente era uma instituição educativa. Os Hermanos Cristianos de la Salle cederam o local ao município que o transformou em sede do Colegio Febres Cordero
Localização – Gran Colombia 6-54, entre Borrero y Hermano Miguel.

Casa Cordero

A família Cordero tradicional no apoio da cultura na época colonial transformou a casa em um Centro Cultural. Atenção aos detalhes trabalhados em adobe (bahareque).
Localização – calle Luis Cordero 10-64 y Gran Colombia

IGREJAS
Catedral de la Inmaculada Concepcion  (catedral nova)

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A construção começou em 1885 e se prolongar por quase cem anos combina vários estilos arquitetônicos, predominando o românico e elementos góticos nos três grandes rosetões, nas janelas da fachada, nos torreões, nos vitrais e nos muros. O estilo renascentista está nas três grandes cúpulas cobertas com azulejos de Tchecoslovaquia. Os vitrais predominam nas naves laterais, no centro o grande baldaquino de estilo barroco e colunas salomônicas apresentam características da Basílica de São Pedro no Vaticano e está completamente recoberto com lâminas de ouro.
Endereço – Rua Benigno Malo esquina com a Mariscal Sucre.

EQUADOR (sem edição) 304Iglesia El Sagrário (Catedral Velha) 

Conhecida também como o Sagrado, foi durante a época colonial a “paróquia dos espanhóis”. As pedras trazidas das ruínas da cidade de Tomebamba serviram para seus alicerces e bases dos muros. No seu interior, três naves, um altar central e sete laterais. Presentes o estilo barroco e renascentista.
Endereço – Rua Mariscal Sucre e Luis Cordero (esquina).

Iglesia de las Conceptas

Chamada Convento das Freiras Conceptas pelas religiosas que habitavam o local. Construção de princípios do século XVIII, fachada com a parede composta por nichos que culmina em um campanário. Não existe porta frontal as duas entradas se situam na sua parte lateral com portas talhadas em madeira. No interior apenas uma nave retangular com  artísticos elementos barrocos, assim como o retábulo maior e os altares laterais.
Endereço – Rua Presidente Córdova e Antonio Borrero.

Iglesia El Carmen de la Asunción 

Construída em 1730 é uma das mais antigas da cidade em  arquitetura religiosa colonial de Cuenca. Planta de estilo renascentista, fachada com portada talhada em pedra e esculturas de tipo barroco como as colunas salomônicas que servem de moldura para a porta e as imagens de São Pedro e São Paulo lateralmente. No interior retábulo colonial  neoclássico e púlpito com talha dourada e espelhos. O teto deve ser observado, murais, no fundo o coro ficava coberto com um tecido para proteger a presença das carmelitas que ingressavam para cantar durante os serviços especiais.
Fundada em 1682 a Plazoleta de Carmem  em frente à igreja, com mercado de flores.
Endereço – Rua Mariscal Sucre e Padre Aguirre.
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Iglesia de San Francisco

A ordem dos franciscanos permaneceu em Cuenca até o ano de 1860. Remodelada no século XIX, conserva no interior do templo o grande retábulo do altar maior e o púlpito totalmente em talha dourada e trabalhos esculpidos em tempos da colônia em estilo barroco.
Endereço – Rua Presidente Córdova e Padre Aguirre.

Iglesia de Todos Santos

Construída em 1924 em estilo eclético, com alta torre do campanário, portada com linhas horizontais e elementos de tipo renascentista. No  interior o chão que se encontra dividido em vários níveis para hierarquizar o altar e o presbitério, em frente da entrada principal se encontra a cruz de Todos os Santos.
Endereço – Calle Larga e Vargas Machuca.

Iglesia de San Blás   

144. san blasTemplo do século XVI tem a sua base construída com pedras retiradas de construções incas, fachada de estilo românico recoberta de mármore rosado. No interior estão três naves principais e as duas pequenas estão distribuídas em forma de perfeita cruz latina.
Endereço – Manuel Vega e Simón Bolívar.

Iglesia de Santo Domingo

A atual igreja ostenta em sua cuja fachada duas imponentes torres gêmeas de 37 metros de altura, com222eçou a ser construída desde a segunda década do século XIX. Ao seu término foi dedicada à Nossa Senhora do Rosário, mais conhecida como “Moreninha do Rosário” e cuja efígie pode-se ver ainda hoje no altar maior da Igreja.
Endereço – Rua Gran Colômbia e Padre Aguirre.

Parroquia de San Sebastián

Data do século XIX, no exterior remata uma cúpula alta que se eleva sobre o abside e com uma torre que coroa no lado esquerdo da fachada.
Endereço – Rua Simão Bolívar e Coronel Talbot (esquina).

Iglesia de San Alfonso  

Construída no ano de 1875, combina algumas tendências arquitetônicas, alguns elementos góticos em suas torres afiladas, três portas de madeira talhada em seu frontispício, o  interior quadros a óleo com motivos religiosos,  do século XVIII.
Endereço – Rua Simão Bolívar e Presidente Borrero.

ARTES

Entre as ruas Simón Bolívar, Mariano Cueva, Rua Larga e General Torres se encontram a maioria dos museus da cidade,  o trajeto pode ser feito a pé, alguns museus fecham ao meio dia e reabrem à tarde.

Ateliê Eduardo Vega

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Grande ceramista em Cuenca, cerâmicas em verdadeira obra de arte em sue ateliê.
Localização – Camino a Turi, 201 (longe do centro histórico).

Museo de la Casa de la Cultura Equatoriana 

Desde 1945 apresenta atividades culturais, científicas e artísticas equatorianas. A partir de 1971 organiza o “Salón del Pueblo” para exposições artísticas nacionais e internacionais. Em 1989 abre a Pinacoteca ou Sala de Arte Contemporânea.
Localização – Edif. El Carmelo (centro), entre Calle Sucre, Benigno Malo e Padre Aguirre.
Horário – segunda a sexta das 08h. as 13h. e das 15h. as 18h.

Museu do Banco Central do Equador ou Pumapungo

Exposição de fotografias de Cuenca, coleção de instrumentos musicais, arqueologia, arte religiosa do século XIX, etnografia e numismática.
Localização – Calle Larga (Rua Longa) e Huayna Cápac, sul da cidade, rio Tomebamba
Horário – de segunda a  sexta das 09h. as 18h., sábado das 09h. as 13h.
Preço – adultos US$ 3,00, crianças e estudantes US$1,50

Museu de las Conceptas

No Convento da Imaculada Conceição fundado no ano de 1599. Contém coleção de arte sacra: crucifixos antigos, quadros e esculturas com cenas religiosas.
Localização – Calle Hermano Miguel, 33 – US$2,00.

Museo de las Culturas Aborígenes

Mostra a vivência dos aborígenes que povoaram esta região, sua estrutura e identidade social. A coleção alcança mais de 8.000 peças arqueológicas expostas através de um circuito didático e educativo. Oferece mostra bibliográfica da história equatoriana.
Localização – Calle Larga 5-24, entre Hno. Miguel e Mariano Cueva.
Horário – segunda a sexta das 8h.30 as 18h., sábado das 9h. as 13h.

Hospedagem

Hotel El Quijote  (ficamos neste hotel)
225Arquitetura antiga – prédio declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – decoração colonial, banheiros remodelados, quartos com camas estreitas e colchões razoavelmente confortáveis, TV, o café da manhã servido na mesa não é sistema buffet, oferece wi-fi , mas o acesso é lento.  Ao lado há uma agência de turismo para tour e compra de passagens. Localização central, no casco histórico muito próximo ao Parque Calderón e apenas 3km. do Aeroporto Mariscal. Café da manhã e estacionamento pago a parte.
Localização – Hermano Miguel, 958 y Gran Colômbia,284-3197
Diária
– US$43,00 com impostos p/ 2 pessoas. Café da manhã continental US$3,90

A Casa Naranja
Acesso à Internet, cozinha para hóspedes, café da manhã não incluído, lençóis, estacionamento, espaço para bagagem, transporte de e para o aeroporto gratuito. 
Localização – Mariscal Lamar 10 38 & Padre Aguirre.
Diárias – U$12,00 a US$16,00 p/p

El Cafecito
Barato, mas barulhento.
Localização – Honorato Vásquez y Luis Cordero.
Diárias – US$10,00 a US$15,00 p/p

La Posada Del Angel
Localização – Bolívar 14 – 11 y Estévez de Toral (old town)
Diárias – quarto p/ 2 pessoas  US$45,00 + 22% de impostos – com café da manhã

Gastronomia

No centro histórico há vários restaurantes de comida típica, entre as ruas Gran Colômbia, General Torres, Rua Larga e Juan Montalvo. Nestes lugares é comum a preparação do tradicional “mote pillo” ou “mote sujo”, o prato tradicional equatoriano (o mote é uma espécie de milho maduro cozido, para os cuencanos o mote deve estar presente em todas as refeições). Bebidas como o  “morocho” e a “chicha”  também  são  preparados aqui

Moliendo Café
cafeteria

 Cascaritas – pele de porco, crocante encontrado em  numerosos restaurantes populares, ao longo da Av. Dom Bosco;

Chicharrones – torresmos.

Chumales ou Humitas – (espécie de pamonha) feitos de milho verde moído, temperado com ovo batido, manteiga e eventualmente queijo, é cozido ao vapor, nas mesmas folhas que envolvem a espiga, são o complemento do grande prato central.

Cuyes – porquinhos da índia assados, servidos com batatas douradas;

Llapingachos – pequenos bolinhos

Morcillas –  que se vendem em Sertag, caminho a Gualaceo

Mote pata – um dos mais tradicionais pratos de cuenca, uma densa sopa de milho descascado, acrescido de caldo de carne suína e pedaços desta carne, lingüiça e toucinho. É temperada com semente de sambo (um tipo de abobrinha muito comum).

Alausí

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações
107. trem-001Patrimônio Cultural do Equador em 2004.

A cidade é pequena e muito tradicional, circulam mulheres com seus trajes típicos no entorno da área central da cidade que tem pouco atrativo, mas é supervalorizada pelo passeio de trem que leva o turista até o “Nariz del Diablo”. Na verdade, a colina com o “nariz” não é atraente o que vale é o trajeto de trem.
ALAUSI-001
Alausi está envolta por montanhas na província de Chimborazo, é o ponto de conexão entre litoral e serra, as ruas são inclinadas porque as casas foram construídas sobre montes andinos. O senso de 2001 indicava 42.823 habitantes entre zona rural e urbana.
Custo – a população urbana vive do turismo, então não espere preços baixos pelos serviços.
Distâncias:
– Riobamba – 93,7km., 2h.10 em ônibus;
– Cuenca – 180km., 4h, em ônibus;
– Baños – 84km., 4h. em ônibus;
– Quito – 222km., aproximadamente 7h. de viagem. Se você sair pelo Terminal Mascota o ônibus vai pegar mais passageiros em Quitumbe e seguir com o mesmo ônibus. Se sua saída for pelo terminal Dos Puentes vai precisar fazer conexão em Quitumbe trocando de ônibus.
Diário de Bordo – saímos em ônibus por Baños.
Segurança – a cidade está localizada a 2.340m. a.n.m., em um vale rodeado de montanhas com estradas estreitas, viaje durante o dia e com empresa de transporte com referência.
É pouco provável que tenha problemas, mas cuide de seus pertences, mantenha documentos e dinheiro em lugar seguro.
Não caminhe sozinho(a) em áreas pouco movimentadas.
Não se afaste do centro turístico.
Diário de Bordo – não tive problemas com segurança, mas como estávamos em duas mulheres, houve um certo constrangimento e chegamos a trocar de local para comer quando percebemos que poderia haver algum assédio. Na primeira noite optamos por comer apenas uma pizza e fomos direto para a hospedagem.
Como chegar
Ônibus – saindo de Quito, Guayaquil, Riobamba e Cuenca fazendo conexões. Ônibus da Equador Bus privativos disponíveis em Quito ou Cuenca, informações com Andes Transit. A Equador Hop também faz pacotes.
ALAUSI
Diário de Bordo – saímos de  Baños  em ônibus:  Baños x Riobamba x Alausi

O que ver em Alausí
Centro Histórico

Declarado Patrimônio Nacional, ruas empedradas, casarios coloridos, sacadas floridas, apresenta uma arquitetura típica da serra com influência da costa. Por estar encravada entre montes e vales as subidas são íngremes e a altitude pode ocasionar um pouco de falta de ar durante a caminhada.

Parque 13 de Novembro

Está na rua principal da cidade, em frente a Igreja Matriz, no centro do Parque está o Monumento à Liberdade, uma excelente escultura e a Igreja Matriz ao lado. Local bom para descansar e observar os moradores, a noite é bem iluminado e a Polícia Nacional transita pelo local.ALAUSI-002

Mirante de La Loma de Lluglli 

Mirador de San Pedro, São Pedro é o padroeiro de Alausí, a estátua é fácil de localizar, está no alto de uma elevação, a subida pode ser um pouco difícil para quem ainda não está aclimatado, mas o passeio é interessante para ver a cidade do alto.  A escada de acesso não é muito longa, mas é bem íngreme em sua parte inicial, se estiver em grupo procure ficar até o entardecer para ver a cidade iluminada, mas se estiver sozinho(a) procure não voltar muito tarde.

El Reloj Público

Uma preciosidade este relógio que foi fabricado pela Companhia BOKENEM, sua data de construção remonta a 1903 e no mundo existem apenas 4 réplicas que estão na Checoslováquia, Alemanha, Argentina e Equador (Alausí)

Puente Negro94. trem na ponte

Foi construída em 1903 e logo que ficou pronta 4 maquinistas se recusaram a transitar por ela, então Cholo Ramos para provar a segurança da   estrutura feita por equatorianos cruzou-a com sua locomotiva. É a ponte mais longa desta linha ferroviária, com 200m. de comprimento e 65m. de altura.
Localização – Calles Eloy Alfaro e Uruguai.

 

 

Estación Ferrocarril

106. estação de trem-001A estação de trem é parada obrigatória, já que o turista vai até ela para embarcar na viagem até o Nariz del Diablo. O edifício é do início do século XX (anos 50), com um monumento a Eloy Alfaro. Originalmente o prédio principal era dedicado a ser um armazém de produtos e animais que o trem transportava e o outro prédio anexo era dedicado aos passageiros. Os edifícios estavam em plataformas de concreto, estrutura erguida em módulos de madeira Pino Douglass trazidos dos Estados Unidos e telhado de zinco.
Na estação existem lojas de artesanato e cafés.

Gruta da Virgem de Lourdes

Na gruta está a imagem da Virgem de Lourdes, uma réplica da estátua que se encontra em Turim na Itália.

TREM – EL NARIZ DEL DIABLO

A estrada de ferro mais difícil do mundo!
O principal motivo de ir até Alausí no Equador é o passeio de trem.140
A ferrovia equatoriana foi realmente um dos feitos mais difíceis da engenharia na “Era do Aço”, que construiu trilhos ferroviários em todo o mundo. Hoje, a viagem de trem ao nariz do diabo é reconhecida como uma das mais bonitas do mundo.
A ferrovia foi construída há 100 anos e devido aos vales e montanhas rochosas percorre abismos com mais de 700m. de profundidade, foi considerada a ferrovia de maior dificuldade no mundo para ser construída., calcula-se que aqui morreram cerca de 3000 pessoas em sua maioria equatorianos e jamaicanos prisioneiros em troca de liberdade ao final do trabalho, já que os índios se recusavam a lidar com explosivos, condições climáticas adversas, deslizamento de terras, febres e doenças desconhecidas.
Diz a lenda que um dos engenheiros participando de uma empreitada tão difícil exclamou: “Que diabos! Somente um pacto com o diabo faria a ferrovia chegar a termo”. Finalmente recebeu esse nome pelo fato de que a montanha de 300m. de altura apresenta uma proeminência que lembra um nariz.
A descida em zigue-zague pelo Cânion do Rio Chanchán é emocionante e antigamente era permitido fazer no teto do trem, até que em 2008 houve um acidente fatal e uma pessoa morreu degolada por um fio que atravessava a ferrovia e a partir de então isso ficou proibido e a composição vinda da Espanha foi adaptada com amplas janelas e bancos confortáveis para melhor acomodar os turistas.
ALAUSI-003
Passagem comprada em Alausi – U$25
Saídas de Alausi – 2 ou 3 vezes ao dia dependendo da temporada.
Local de saída – Estação de trem.
Lotação – 120 passageiros.
Percurso – Alausi x Sibambe x Alausi
Tempo de percurso – 2h.30.
142
A medida em que o trem sobe a ferrovia vai ficando mais estreita sempre bordeando os precipícios até chegar a Sibambe. Na volta os maquinistas mudam o sentido e o trem começa a descer, ou seja, o último vagão passa a ser o primeiro.
Diário de Bordo – No acesso a Sibambe as melhores vistas estão do lado direito do trem e o inverso ocorre na volta, como os assentos são numerados procure fazer acordo com alguém para trocar de lugar na ida ou na volta para ter a chance de ter boas vistas.
Estação Sibambe
136-001Foi construída em 1931, entre os rios Alausí e Guasuntos, preserva duas colunas de mármore na frente que sustentavam o teto no século XX, doadas pelos descendentes do general Eloy Alfaro como uma homenagem ao monumental trabalho da ferrovia.
Na estação de Sibambe há um museu, no mirante Cóndor Puñuna há um restaurante que vende  um sanduíche (bem ruim), tigrillo feito com banana cozida, ovo e queijo, e quimbolito que é um bolo doce que vem enrolado em folha de bananeira e bebidas. Acontece rápido show de dança típica e começa a volta para Alausí.
Passagens compradas em Quito – U$30 (U$25 do bilhete e U$5 da emissão), se quiser assentos marcados, com visão privilegiada terá de desembolsar mais U$10 (desnecessário).
Em alta temporada há o risco de não haver passagem na estação de Alausí, aqui você pode tentar comprar assentos privilegiados também por U$10 de acréscimo no bilhete (desnecessário).
Diário de Bordo – Na minha opinião os tais assentos “Vips” são uma forma de ganhar dinheiro, já que lá dentro os assentos são distribuídos em grupos de duas e quatro poltronas com uma mesinha no centro. Caso ofereçam o sofá descarte essa possibilidade, você vai viajar de costas. Para comprar em Alausí vá bem cedo até a estação, vai ter fila.

Lagoas de Ozogoche

Na região de Alausi existem mais de 30 lagoas formando um sistema de 2,19km2., mas estão a 3.800m. a.n.m, por isso é conveniente contratar um guia profissional e englobar outros passeios e lagoas.

Parte do Caminho Inca

Para quem tem tempo e gosta de fazer trilha em altitude, por Alausí passa o Caminho Inca (via ancestral de comunicação do Império Inca e que se estendeu por seis países da América Latina). O caminho pode ser percorrido em três dias partindo da Paróquia Achupallas. Algumas agências têm opção de fazer a parte do caminho mais difícil a cavalo e um trecho a pé.

Vida Noturna

A cidade é bastante pacata e todos dormem cedo, você pode tomar um drinque na Hostería La Quinta que está a 100m. da estação de trens,  onde se reúnem alguns turistas e se quiser algo mais tranquilo vá até a Cafetería Estación del Tren ou Cafetería La Higuera.

ONDE FICAR EM ALAUSÍ

Na rua principal há pelo pelos 5 pontos de hospedagem com valores de U$10 a U$25. Hostel La Quinta, La Posada del Tren, Hostal Gampala, Community Hostel Alausí, Hotel Panamericano.

Hostel La Quinta
Atendimento atencioso dos próprios donos, jardim, decoração rústica, limpo, cofre, garagem, café da manhã. Não tem restaurante.
Localização – 100m. da estação de trem.

EQUADOR (sem edição) 225Hotel Europa.
Acomodação com higiene boa para roupa de cama e razoável para o quarto, a janela do nosso quarto não tinha cortina e a luz do poste da rua entrava direto no quarto, além disso como fica perto de um destacamento policial ouvimos toda a noite apitos e sirenes. Tem HI-FI e TV, mas poucas são as opções. Não havia água quente. Localização ótima idem para atendimento.

Localização – Av. 5 de Junio 175 y, Alausí
Preço – U$15 p/ pessoa

La Posada del Tren
Não é um local silencioso, wi fi não funciona nos quartos, atendimento confuso na recepção. Única vantagem é o preço.
Localização – Avenida 5 de Junio y Esteban Orozco

Residencial Alausi
O barato que sai caro, divisória dos quartos em compensado e muito barulhento.

Hostel Rincón de Isabel
A pousada é grande para os padrões locais, inclusive com salão de eventos. Esta rodeada por natureza.
Localização – longe do centro.

ONDE COMER EM ALAUSI

A maioria dos restaurantes oferecem o “Menu do Dia” por um preço melhor. Abaixo alguns restaurantes, lanchonetes e café com boa localização:

Tikal Café e Restaurante – $$
Funciona em uma casa, boa recepção, local limpo, pratos preparados na hora, servem sucos e comida vegetariana. Refeições (U$6 a U$8), café da manhã (U$4 a U$4,50), hambúrgueres (de u$2,25 a U$4,50), sanduíche (de U$3 a U$4,50), café expresso (U$1) e chá.
Localização – Eloy Alfaro s/n

Punta Bucana Café – $$
Boa comida com cardápio variado, lugar agradável. Café da manhã U$,350.
Localização – 100m. da estação de trens.

Mama Clarucha – $
Restaurante com pratos básicos bem servidos. Especialidade em carnes vermelhas com vinagrete e batata frita. Local com poucas mesas. Tem o “menu do dia”, uma boa opção.
Localização – Av. 5 de Junio.

ALAUSI-004

Pizzeria Paraiso – $$
Local pequeno, aconchegante. Serve pizza, lasanha, cerveja, vinho.

Restaurante Reina del Cisne – $
Café da manhã e caldo com bom custo. Tempero caseiro.
Localização – Av. 5 de junio, entre hostais Gampala e Europa

Mercado
Bastante pequeno, poucas opções, atende mais a população. Tem um no final da colina que dá acesso a estátua de San Pedro.

BAÑOS DE ÁGUA SANTA

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações
078 vulcão-001

A cidade está aos pés do vulcão Tungurahua com 5.016m., ativo e com probabilidade de entrar em erupção a qualquer momento. Em 1999 a cidade foi evacuada por se considerar o lugar perigoso, como o vulcão não se manifestou os habitantes voltaram ao local. El Tungurahua também é chamado “El gigante negro” e é um dos vulcões mais fáceis de escalar no Equador, ao seu redor se encontram vários povoados, seus moradores se dedicam a agricultura, no finais de semana  vêm até  a cidade para assistir missa, ouvir a banda tocar, comer doces e passear na praça.
A cidade tem o lado tradicional, bucólico, ruas tranquilas, moradores agradáveis, hospedagem, restaurantes, cafés e um lado aventureiro com esportes radicais em áreas no entorno da cidade, esportes feitos com ou sem agências de turismo.

  • Localização – 180km. ao sul de Quito, província de Taungurahua.
  • Altitude – 1.826m.
  • População – 14.653 habitantes (2010)
  • Clima – oscila em torno de 20°C.
  • Moeda no Equador – dólar.
  • Distâncias:
    Vulcão Tungurahua – 8km.
    Ambato – 40/25km.
    Quito – 190km.
    Cuenca – 330km.
    Guayaquil – 288km.
    Otavalo – 271km.
    Banõs para Riobamba 40 minutos de ônibus.
  • Informações turísticas – Dirección de Turismo Sostenible, entre as calles Thomas Halflans y Vicente Rocafuerte. De segunda a sexta das 8h. as 12h.30 e das 14h. as 17h.30, sábado e domingo das 8h. as 16h.30.
Como chegar

Como chegar a Baños partindo de Quito

Ônibus – na alta temporada saída a cada 15 minutos, última saída as 23h.30, o percurso demora 3h.30.
Empresas que fazem direto para Baños: Transportes Baños, Amazonas, Expreso Baños. Ônibus que passam por Baños: San Francisco, Flota Pelileo, Centinela del Oriente, Latinoamericana, Macas.

Diário de bordo – Latacunga x Baños
Em Latacunga fomos até o Terminal Terrestre, nos informaram que os ônibus onde está escrito Ambato/Baños param em vários locais e vão pela Panamericana são mais confortáveis, mas não passam em Baños, disseram ainda que o ideal seria tomar um ônibus de cor amarela. Esperamos muito tempo até aparecer um ônibus que segundo o cobrador passaria por Baños, a esta altura nem perguntamos mais detalhes e subimos. Ao passar por Ambato o cobrador saiu desesperado pelo corredor fechando todas as cortinas e dizendo que deveríamos atravessar a cidade daquela forma, pois o ônibus estava irregular, não descobrimos qual seria aquela irregularidade.
EQUADOR (sem edição) 117Durante todo o trajeto (rotina em todos os ônibus do Equador), a TV é ligada em filmes violentíssimos com som alto para que todos possam ouvir, mesmo os que estão na última fileira, não contentes eles colocam música em volume bastante alto que concorre com a TV e quando começa a escurecer acendem luzes coloridas que estão instaladas sob o guarda volumes, acima de nossas  cabeças, nas laterais do guarda volume luzes coloridas piscam o tempo todo, a impressão é estar sendo abduzido por uma nave espacial de lunáticos. Chegando a Baños já escurecia e tomamos um táxi para chegar ao hostel, no dia seguinte vimos que o terminal de ônibus era tão perto do centro que dispensa táxi.

Recomendações de viagem em ônibus
Use tampões de ouvido, indispensável!
Caso consiga dormir, não deixe nada sobre o assento.
Se estiver com mochila não coloque sob o assento, mesmo que fique um pouco apertado prefira levar junto aos pés, para que esteja à vista.

Quando ir

Os melhores meses são de janeiro a junho e de setembro a dezembro, mas pode chover de fevereiro a abril e novembro e dezembro. Os meses frios são julho e agosto.

Quanto tempo ficar

Você pode ficar  5 dias que vai ter atividades diferentes todos os dias, mas 2 dias dá para fazer o básico.

O QUE FAZER EM BAÑOS

 

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Baños apesar de ser uma pequena localidade oferece além dos tradicionais banhos termais atividades como: cavalgadas, caminhadas ecológicas, rafting, canyoning, swing jump, tours em bicicletas, ciclismo de montanha, caiaque, escalada em rocha, salto de pontes, camping, parapente, entre outros. Algumas atividades são possíveis fazer por conta própria, para outras é necessário contratar uma agência especializada e nesse caso verifique sempre: peça informações na hospedagem,  consulte as Operadoras de Turismo, confira se o equipamento está em boas condições e se os guias possuem licença de trabalho na especialidade fornecida pelo Ministério de Turismo. Na cidade há termas e spas, informe-se em sua hospedagem.

Chiva Bus

079 a Chiva-001Se você ver anúncios de vulcão em erupção não se assuste, é uma propaganda do Chiva Bus, um ônibus aberto que leva os turistas as 21h. e 23h. para circular pela cidade com música alta e segue para a montanha para se aproximar da base do vulcão no Mirante de Bella Vista. Com o Chiva Bus também é possível chegar durante o dia ao Balanço do Fim do Mundo e Ruta das Cascadas.
Ticket – U$3 ou U$5 pelo passeio no Mirante de Bella Vista com direito a uma bebida quente, o “canelazo” e ingresso gratuito em uma boate, mas depois você vai ficar sabendo que as boates não cobram ingresso independe do Chiva Bus.

Termas de La Virgen

 

094Depois da erupção do vulcão Tungurahua em 1773, as águas termais secaram e a população saiu em procissão rogando a Virgen del Rosario que as águas voltassem e isso aconteceu. No terremoto de 1949 aconteceu o mesmo e novamente a população celebrou uma missa campal dedicada a Madre de Dios e a água termal voltou a fluir. Os habitantes chamam essas termas de “Fuentes Milagrosas”. Nas piscinas a temperatura fica entre  32º.C a 44º.C, o fundo é recoberto de areia e a água sulfatada apresenta uma cor amarelada. Ao lado há a Cascada Cabellera de la Virgen, com água extremamente fria.
Após colocar seu traje de banho é fornecida uma caixa para colocar suas roupas dentro. É necessário usar touca de banho que pode ser comprada ou alugada no balneário. A água é renovada 2 vezes ao dia e está mais limpa por volta das 5h. Se quiser fazer um banho relaxante vá bem cedo, pois costuma ficar cheio de gente, principalmente nos finais de semana com muitas crianças e fica impossível relaxar. Além das piscinas com água quente conta também em sua parte inferior com o Balneário de La Virgen.
Localização – Luis A. Martínez y Manuel Sánchez, centro da cidade
Preço das 5h. as 16h.30 – adulto U$2,00, crianças e 3ª. idade U$1,00
Preço das 18h. as 21h.30 – adulto U$3,00, crianças e 3ª. idade U$1,50
Aluguel de toalha – U$2,00
Diário de bordo – Levantamos às 6 da manhã e fomos para as termas, a cidade fica entre montanhas e o dia estava nublado, chegamos em um bom horário, quando o sol  aparece é praticamente impossível permanecer dentro da água muito quente, no fundo do pequeno complexo há uma cachoeira com a queda canalizada formando jatos de água absolutamente gelada, após fazer  2 vezes o circuito, tomamos banho em chuveiro compartilhado e saímos para  tomar o café da manhã. As termas oferecem aluguel de toalhas, mas o aconselhável é levar toalhas do hotel.

Termas El Salado

079 b el salado-001O local está entre desfiladeiro, muito bonito, tem potencial, mas está em péssimas condições de manutenção e usuários sem respeito pela natureza, atendimento rude.
Localização – 10 minutos a pé distante do centro.
Preço – U$3

Ruta de las Cascadas (Rota das Cascatas)

Entre Baño e Puyo existem mais de 60 cascatas, as mais procuradas são: Cabellera de la Virgen (nas Termas de La Virgen), Pailón del Diablo (a mais famosa) e Manto de la Novia. A visitação vai depender o seu tempo, um tour completo percorre cerca de 30km.
Trilhas ecológicas – caminhando é possível conhecer algumas cachoeiras perto da cidade.
Chiva – ônibus aberto que visita 7 cascatas, opção de pagar a parte alguns esportes radicais (canopy e travessia sobre cachoeira). O tour com a chiva custa U$5.
Alugando  bike – o dia todo por U$5, mas não tem ciclovias nem acostamento, os carros passam em alta velocidade, a estrada é perigosa.

Cabellera de La Virgen

 

096A cascata se forma no monte Bellavista, formando uma espécie de longa cabeleira branca. Aos pés da cascata há uma imagem da Virgen talhada na rocha e ali nasce uma vertente de água conhecida como “água de la vida”, que segundo os locais é milagrosa e cura enfermidades.
Localização – junto as Termas de La Virgen
Altura – 80m.
Distância de Baños – centro da cidade.

Manto de La Novia

 

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Recebeu esse nome pelo volume de água muito branca que desemboca no Rio Pastaza. De Puyo parte uma trilha para chegar até a cascata, depois há uma ponte pênsil de 100m. sobre o Rio Pastaza e o trajeto termina em um local com alguma estrutura onde é possível entrar na água, fazer boas fotos e aproveitar para tomar algo e comer algum snacks.
Localização – Baño x Mera x Puyo, direção Rio Blanco.
Altura – 40m.
Distância de Baños – 11km.
Acesso – U$2
Travessia em tarabita (teleférico) – U$2
Canopy – U$10

Pailón del Diablo

 

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Não é uma cascata natural, tem uma série de miradores e escadas talhadas à mão que foram construídas no entorno da Cascada del Rio Verde. São duas visualizações, cada uma de forma diferente. A visualização da cascata pela frente é feita através de uma ponte pênsil, mas com passagem por um túnel bem estreito, já para quem vai ver a cascata através da Isla de Pailón pode ver a queda d´água pelo seu lado superior, são apenas 10 minutos de caminhada, a passagem pelo túnel é mais larga. Se puder veja as duas opções, é a melhor cascata.
Leve uma capa impermeável leve ou você vai se molhar.
Altura – 80m.
Profundidade – 20m.
Localização – direção Rio Blanco
Distância de Baños – 8km.
Acesso a plataforma – U$2 para cada acesso.
BAÑOS-004
Contratando um guia com carro – foi nossa opção, assim visitamos vários pontos com conforto por U$20,00.
Diário de Bordo – Logo cedo fomos para a agência na calle Abato esperar o guia Fernando que nos levaria para o Tour das Cascadas, após 1h.30 de espera apareceu sua esposa Viviane Vargas dizendo não saber do que se tratava, mas disse que nos levaria até o local do “chiva”, logicamente ao chegarmos já havia partido, pedimos nosso dinheiro de volta e ela disse não poder restituir, a Paula saiu e foi procurar a polícia, achei até que ela estava só intimidando a Viviane, mas de repente ela apareceu dentro de uma viatura com dois policiais, diante da situação Viviane reconsiderou e disse que devolveria o dinheiro as 14h. Nas agências de turismo todos os tours das cachoeiras já haviam saído, a sugestão do gerente do hotel foi de que alugássemos um táxi e desta forma o próprio motorista (por ele recomendado), nos levaria para fazer o tour, achamos a ideia boa e fomos conhecer a Ruta das Cascadas, todo é trajeto é feito margeando o rio Pastaza. Passamos pela hidroelétrica, cascada de Agoyan, Manto de La Novia, terminando no Pailon del Diablo, a descida até a queda d’água é encantadora chega-se muito perto da queda da cascata. A foto com uma cobra “doméstica” custa U$1,00. Na volta o taxista nos avisou que faríamos um retorno mais rápido, ele queria nos mostrar os túneis que fizeram para que esta Rota ficasse mais ágil. Descemos em frente a Agência para receber o dinheiro com a Viviane que ainda estava assustada com a história dos policiais.

 Outras cascatas

Cascada de Agoyan.
Com o represamento das águas para a construção de uma Usina Hidroelétrica a queda d’água ficou reduzida, somente em períodos em que as comportas são abertas o espetáculo fica visível. Uma das mais altas do Equador, pode ser vista com parada em um mirador perto da estrada.
Localização – entre Baños e Puyo na localidade de Ulba.
Altura – 40m., Rio Pastaza.
Distância de Baños – 7km.
Acesso ao mirador – grátis

Cascada Inés Maria
O Rio Pastaza flui por um emaranhado de rochas que é atravessado pela água formando pequena cascata. Local acessível em meio a natureza.
Localização – na entrada de Baños, abaixo da ponte San Martín.
Distância de Baños – 1km.

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Cascada Ulba
Pode ser observada na estrada Ulba x Runtún, é a primeira de uma série de cascatas formadas pelo Rio Ulba.
Localização – direção de Ulba
Altura – 40m.
Distância de Baños – 4km.

Cascada Puerta del CieloEQUADOR (sem edição) 137

Muito fácil de ser vista, suas águas caem ao lado da estrada para desaguar no Rio Pastaza.
Localização – entre Baño e Puyo, a 1km. dos Tuneis de Agoyán
Distância de Baños – 8km.

Cascada Bascún
Como chegar – em frente ao Terminal Terrestre, antes de cruzar a ponte San Francisco tomar uma trilha à esquerda, cruzar a ponte pênsil,tomar  a esquerda até chegar às margens do Rio Pastaza.
Altura – 35m.
Distância de Baños – 500m.

Cascada San Jorge
Formada pelas águas do Rio San Jorge, ideal para prática de canyoning, sob supervisão de operadora de turismo. Possui trilhas e miradores naturais com vista para a cidade, cascatas menores e ecossistema.
Localização – perto do casario La Escudilla.
Distância de Baños – 12km.

Cascada San Pedro
Cascata com tripla queda de água, se chega até ela por um teleférico com 400m. de extensão ou caminhando por uma trilha que liga as cachoeiras de San Pedro e Manto de La Novia. O primeiro salto tem 8m. de altura e atravessa um canal rochoso, o segundo salto tem 15m. dentro da selva antes de atingir o terceiro salto com 35m. de altura que desagua no Rio Pastaza.
Localização – entre Baño e Puyo, a 1km. dos Tuneis de Agoyán.
Alturas – 8m., 15m., 35m.
Distância de Baños – 14km.

Casa del Árbol – Casa da Árvore

 

079 e casa da árvore-001Atualmente é o maior cartão-postal de Baños. Uma pequena casa de madeira construída sobre uma árvore que tem um balanço na sua base à beira de um precipício de 2.700m. com vista para o vulcão Tungurahua. Fica em uma propriedade particular e foi criada por Carlos Sanchez, um senhor com mais de 70 anos que edificou a casa para observar o vulcão a 2,5km. de distância. Quando se observa as fotos parece extremamente perigoso, mas não é bem assim, as fotos são feitas em ângulos que favorecem essa ideia. A vista do vulcão só é possível em dias claros, sem neblina.
Um passeio que vem ganhando adeptos, o programa reúne balanço e tirolesa, o ingresso dá direito ao uso dos dois equipamentos, no balanço há um funcionário que empurra o turista para ganhar altura.
Como chegar
Ônibus – sai da Calle Pastaza entre a Ambato e Rocafuerte, custa U$1,00 e o trajeto demora 50 minutos. Baixa temporada saídas as 6h.30 e 16h. Alta temporada há dois e até três horários, tempo de espera é de 1h. a 1h.30. Geralmente vai cheio, chegue um pouco antes na fila para não ir em pé.
Chiva – saídas as 10h., 12h. 14h. e 16h., custa U$5,00, fica apenas 30 minutos na Casa, evite o horário das 16h., como o ônibus é aberto faz muito frio.
Táxi – custa U$25,00, e você poderá negociar outros passeios agregados.
Caminhando – é possível, mas a subida é íngreme.
Entrada – U$1,00
Localização – localidade de Runtún
Tempo do passeio – 1h.30 é suficiente
Estrutura – balanço, tirolesa que não é segura como o balanço, bar, restaurante que dificilmente haverá tempo para consumir algo.
Dica – leve casaco, lá em cima faz frio intenso.

Miradouro Virgen de Água Santa

 

BAÑOSA escultura foi uma doação de um devoto por um milagre recebido, as peças em mármore Carrara foram trazidas até o local em helicóptero, no braço esquerdo, segura o Menino Jesus e na mão direita o rosário.
Segundo os moradores a Virgen protege a cidade da fúria do vulcão e também milagrosamente evita que suas cinzas atinjam em cheio a cidade, mas na verdade o fato das cinzas não serem depositadas em Baños é explicada pela corrente de ar quente que sobe da Amazônia e do rio Pastaza e se encontra com a corrente fria que desce dos Andes. A diferença de temperatura entre a água e o ar gera uma corrente constante de vento que sopra as cinzas em direção contrária a cidade.
O “Miradouro de Ventanas” oferece uma visão privilegiada da cidade, para subir são 459 degraus, no trajeto algumas esculturas nas rochas com ilustrações das Estações da Via Sacra, no caminho encontramos algumas pessoas que desistiram da subida e estavam voltando. Se tiver sorte e pegar um dia com um céu aberto, é possível observar as fumarolas dos vulcões da redondeza. A descida é rápida, dá para ser feita em 20 minutos.
Local de acesso – calle Montalvo y Juan León Mera.

Museu Fray Enrique Mideros

 

079 g museu fray-001A arquitetura é muito bonita, corredores com arcos que dão acesso ao jardim e uma fonte no centro. O “museu” não tem curadoria, são 8 salas com uma diversificação incrível: imagens de santos, pinturas, placas de agradecimento por graça alcançada, ofertas votivas, trajes para a santa. Uma das salas é dedicada a taxidermia com animais equatorianos. Tem de tudo um pouco: máquina de escrever antiga, brinquedos, objetos pré-colombianos não catalogados.
Localização – ao lado da Basílica de la Virgem del Rosário de Água Santa de Baños.
Ingresso – U$1,50

Santuario Nuestra Señora del Rosario de Agua Santa
079 h santuario-001

Em seu interior os murais descrevem os milagres locais atribuídos a Virgem padroeira da cidade. Sua construção em estilo semi gótico teve início em 1904 e terminada em 1944, com forma retangular, 3 naves semi góticas, grandes colunas e arcos ogivais. Muitos devotos deixam placas de agradecimento por graças alcançadas.
Localização – calle Ambato entre 16 de diciembre y 12 de noviembre.
Horário – das 9h. as 19h.

Spa Garden El Refugio – nosso “mico” em Baños.

 

EQUADOR (sem edição) 132O local tem um toque bastante marcante de esoterismo, infelizmente não são permitidas fotos, lá podem ser feitas massagens e outras práticas. Sem saber bem como seria a coisa, optamos pela massagem com pedras vulcânicas, fomos informadas que teríamos de fazer um ritual com 7 estações: primeiramente descalças passamos sobre pedriscos pontiagudos (sofrimento físico), depois 3 voltas sobre um amontoado de cinzas (pés ficaram imundos),  e ali deveríamos mentalizar e jogar todos os nosso pensamentos negativos porque toda semana é ateado fogo e queimado os pensamentos ali depositados, em seguida passamos por um pequeno trajeto arborizado tivemos de subir por uma escadaria de madeira que dá acesso a “casa do grito” e ali o indicado é gritar! Gritar muito, mas muito mesmo! Assim o vento (que não é pouco), leva embora nossas angústias. Descemos até o “muro das lamentações”, um paredão de pedra onde deveríamos lamentar nossos infortúnios (infortúnios? Estava de férias!!!), a próxima estação era um pequeno belvedere aonde de mãos dados estaríamos nos perdoando (????). Acho que a penúltima estação foi a de maior “mico” sobre um canteiro redondo de grama tivemos de fazer de gatinhas 3 vezes o círculo para atingir o “renascimento” e finalmente percorrer um trecho de água corrente com o fundo de seixo rolado e só então entramos no recinto para fazer a massagem. Primeiramente tomamos uma ducha, foram fornecidos roupões brancos, depois de vestidas fomos encaminhadas para a sala de massagem, acomodadas em macas com óleos aromáticos sob as orelhas e assim ao som de mantras teve início a massagem. Não relaxei, mas a Paula conseguiu um relaxamento total. As pedras vulcânicas foram retiradas e depois de nos vestirmos fomos brindadas com pedaços de abacaxi e um chá amargo para “limpar impurezas”. Pedimos um táxi e voltamos para o hostel.
Preço – U$44,80 para duas pessoas
Localização Camino Real – Barrio San Vicente,

Onde ficar

Em Baños há muitas hospedagens principalmente no circuito entre o terminal de ônibus até a praça principal Sebastián Acosta. Tínhamos feito reserva na Hostel Plantas y Blanco, mas chegando lá não havia vaga mesmo com o comprovante de reserva em mãos. Conseguimos nos hospedar no Hostal Sta. Cruz.

081Santa Cruz Backpacker’s Hostal
Quartos compartilhados ou privado com banho, wi-fi, TV a cabo, cozinha compartilhada, armário, recepção 24h., na entrada serviço de chá (pago à parte)
Localização – Av. 16 de Diciembre, entre Martinez & Montalvo
Preço
– U$20 quarto duplo com banho privado.

Hostel e Pub Plantas y Blanco
Cozinha comunitária, lavanderia, wi fi, recepção 24h., cofre, guarda bagagem, restaurante, sala de TV, mesas de jogos.
Confirmaram reserva, no entanto cheguei tarde da noite e não havia quarto disponível.
Localização – Luis A. Martínez e 12 de Noviembre.
Preço – U$25

ONDE COMER

Baños possui mais de 80 restaurantes (cidade e zona rural), lanchonetes e cafés.

Caña Mandur Restaurant – $$-$$$
Boa comida com cardápio variado, local limpo, pratos bem servidos, local acolhedor, ótima recepção, preço adequado. Como estava frio ficamos na parte interna, mas há um jardim nos fundos. O ceviche de shitake é especial
Localização
– Ambato y, Thomas Halflant
Horário – das 12h. às 22h.
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Mercado Central – $
Um bom local para comer barato os “llapingachos” (panqueca de batata recheada com queijo), batidos de frutas, vegetais e frutas. Em alguns locais você escolhe o peixe e ele é feito na hora, de acordo com sua preferência.
Localização – calle Eloy Alfaro.

Restaurante Chamaquito – $
Restaurante simples, bom custo benefício, atende almoço e jantar, pratos fartos. Servem frutos do mar, opções vegetarianas. Pedimos truta e frango, cardápio aprovado.
LocalizaçãoCalle 16 de Diciembre y Ambato.

Casa Hood – $$
Culinária variada, carne vermelha e culinária vegetariana, destaque para a sopa de legumes, para beber tem sangria de vinho e se gostar de chá o de 7 ervas e de limão são bem preparados. Para sobremesa peça brownie.
O local bem cuidado é uma mistura de sebo, livraria, café e restaurante.
Localização – Luis A. Martinez y Eloy Alfaro, atrás do Supermercado.

098Café Rico Pan – $
Café da manhã caseiro, servido com abundância em ambiente limpo e acolhedor. Muita coisa boa: pão integral, geleia, panquecas com mel, manteiga, café, leite, chocolate quente. Como o local é pequeno nos finais de semana pode haver fila de espera, mas vale a pena esperar. O valor vai depender dos itens pedidos.
Localização – Ambato y Maldonado.

Honey Coffee and Tea
Para quem quiser algo mais sofisticado, café preparado por baristas.

Gastronomia Típica

Empanadas de viento– massas de empadas fritas, sem recheio, para acompanhar peça  um chocolate quente.
Camotes en Caldo de Carne – Batata doce com especiarias, imersa em caldo de carne.
Cuy – porquinho da Índia assado, uma iguaria servida em casamentos, ao terminar uma casa, reunião de amigos.
Ceviche – os mais comuns são de mariscos, palmito.
Churrasco – carne assada acompanhada de arroz, batata frita.
Yahuarlocro – sopa tradicional.
El Hornado – carne acompanhada de milho, llapingachos, alguma verdura crua e um pedaço de abacate, dependendo do local pode ter variações na montagem.
Fritada – carne suína frita acompanhada de milho frito.
Suco de cana – vem acrescido de gelo e se preferir pode adicionar limão ou tangerina.
Sánduche – Cóctel – mistura de aguardente, caldo de cana, gelo e limão
Melcocha – Não deixe de experimentar este tradicional doce feito da cana-de-açúcar e coco, eles podem ser encontrados de forma artesanal nas ruas de Baños. Os vendedores costumam chamar a tenção dos potenciais fregueses oferecendo um naco de cana-de-açúcar.

Esportes Radicais

Para quem gosta de adrenalina são muitas as opções, atividades que consomem geralmente meio dia com ou sem agências de turismo. Os passeios custam em torno de US$20 a US$40.
Rafting
Há diversas opções separadas por níveis de dificuldade. Esta atividade se realiza nas águas dos rios Pastaza e Patate que são de classe 3 e 4. A descida dura 2h. aproximadamente, dependendo do nível da água.
Pacote – U$ 20 a U$30 para meio dia de passeio. Inclui transporte, equipamento e guias.
Rapel
O passeio começa saindo da cidade as 7h. e voltando as 13h.
Pacote – U$ 15 e incluí transporte, equipamentos e guias.
Canoagem
Passeio para pessoas com experiência, uma van apanha os turistas no hotel e leva até o local de partida, a primeira cachoeira é a Chamana a descida é por um estreito com 18m. de altura, próximo obstáculo o tobogã com 5m. de altura, segue um trecho de caminhada para a cachoeira El Silencio (30m. de altura), mas aqui a descida é feita somente a 2m. de altura.
Inclui transporte, roupas térmicas e sapatos apropriados.
Bungee Jump
A maior plataforma de Bungee Jump de Baños com 100m. de altura, o Baungee Jump está a 40m., fica na ponte de San Francisco sobre o Rio Pastaza no Mirante El Pastaza.
Como chegar – atrás do terminal terrestre, atravessando a Avenida Amazonas.
Preço – salto U$20, CD com gravação do salto U$5.
Torre del Cielo
Com um pouco mais de emoção do que a Casa da Árvore. São 2 tipos de balanço:
Preço Columpio normal custa US$ 2;
Preço Columpio 360° – custa US$ 3, neste há mais emoção, mas pode dar um pouco de enjoo porque dá muitas voltas.
Localização – localidade de Rutún
Vuelo del Condor
O passeio é bem aproveitado em dias de céu claro, tem um mirador de 18m. para observação dos turistas nos balanços. Há uma boa estrutura, local com lareira e venda de comida e bebida.
Horário – todos os dias das 8h. as 19h.
Localização – Rutún
Preço – La Bestia – US$ 20, o balanço tem 30m. de altura e seu pêndulo alcança 60 m.
Preço La Bella– US$ 10 o balanço tem 20m. o pêndulo vai a 40m. Bom para crianças e adultos que não fazem questão de muita emoção.
Tirolesa
Cachoeira Agoyan – a tirolesa tem uma extensão de 500m. e está a 300m. do chão.
Como ir – não é necessário agência de turismo, para esta atividade alugar um buggys ou quadriciclo por 2h. vai custar U$30 e um taxista cobra U$6,00 para ida e volta.
Preço – U$10 para descer pela tirolesa e voltar de teleférico, ou U$20 para ir e voltar pela tirolesa.
Cavalgada
Uma camionete leva o turista até o local das baias, lá um instrutor acompanha o passeio que passa por trilhas, desfiladeiros, belas paisagens, no caminho há uma parada para descanso no Café Bar Nahuazo com salgados, cerveja ou café.
Pacote – U$25, a duração do passeio é de 4h.
Ciclismo
Descida de Puyo até o Rio Verde fazendo paradas para visitar as cachoeiras.
Na volta um ônibus trás as bicicletas.

MEGA PARK ADVENTURE

Tirolesa
A distância é de 500m., altura de 130m. e a velocidade de 40km/h. A tirolesa tem três cabos e permite que três pessoas deslizem ao mesmo tempo. São três tipos de posição para “voar”: morcego, sentado ou super homem e o equipamento pode ser adaptado para cadeirante, bicicleta e até cães. A idade recomendada é a partir dos 6 anos.
Localização – Rio Blanco, Mega Park Adventure.
Horário – todos os dias das 9h. as 18h.
Preço – US$ 10 para ida e US$ 15 para ida e volta.

Puente Tibetano
A ponte suspensa está a 120m. do chão e os obstáculos vão ficando mais difíceis no decorrer dos 300m. de trajeto que passa por 435 tábuas, 2 dormentes, 7 redes de metal e pneus. Os guias avaliam a clientela e se estão todos seguros eles podem saltar em alguns trechos para que a ponte oscile. São 2 cabos de segurança, um acoplado nas costas e outro na cintura que deve ser recolocado a cada mudança de estação.
Localização – Rio Blanco, Mega Park Adventure
Horário – todos os dias das 9h. as 18h.
Preço – US$ 15 somente ida.
Preço do pacote – U$25 para tirolesa com ponte tibetana.
Fotos – U$5

Escalada nos Vulcões

077 vulcão-001
Chimborazo
(6.310m de altura), e o Cotopaxi (5.897m de altura). Os passeios duram dois dias, valor U$ 240 em média. Inclui transporte, entrada ao parque, comida, refúgio para noite, equipamento e guia especializado.

 

LATACUNGA

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.

Vulcão Cotopaxi

Edificada em arquitetura colonial foi declarada “Patrimônio Cultural do Equador” em 1982.
Latacunga é uma pequena cidade fundada no século XVI (1534), o seu centro histórico ainda guarda os prédios coloniais onde viveram importantes condes e marqueses. A cidade devido a seus ricos recursos foi tomada por conquistadores espanhóis que trouxeram escravos da Bolívia, Guatemala e África juntaram-se aos nativos e houve uma mescla nas tradições e crenças, mas os conquistadores levaram os índios a se converter ao catolicismo. A atividade vulcânica ainda traz rendas com os depósitos de pedra-pomes, assim como a presença de água mineral com gás, que é engarrafada com a marca San Felipe. A cidade foi destruída quatro vezes por terremotos entre 1.698 e 1.798 e afloraram ruínas de uma velha cidade nativa  da mesma época dos Incas.
A cidade é pequena e não há muita preocupação com o investimento em turismo, na alta temporada Latacunga fica lotada de turistas que visitam o Parque Cotopaxi onde está o maior vulcão ativo do mundo.    A visita ao Vulcão Cotopaxi e Laguna Quilotoa pode ser feita em um bate volta de Quito, mas é mais interessante se hospedar em Latacunga, principalmente se for no período da Mama Negra.
Localização – 89km. ao sul de Quito, entre o mar, a cordilheira dos Andes e a Selva Amazônica.
Distância Latacunga x Parque Nacional do Cotopaxi – 60km.
Cotopaxi – Latacunga é a capital da província de Cotopaxi.
População – 63.842 (2019) habitantes em sua maioria mestiços e indígenas.
Informações turísticas – a Secretaria de Turismo mantém um quiosque no terminal rodoviário, funciona das 8h. as 18h.
Fuso – 2 horas menos que horário de Brasília.
Quando ir – julho a setembro não chove, ideal para trekking, visitar o Cotopaxi e Laguna Quilotoa. Setembro para o Festival da Mama Negra.
017Como ir Quito x Latacunga
Ônibus – o Terminal de Ônibus Quitumbe em Quito é longe do centro e do Bairro Mariscal, saia com bastante antecedência se for combinar ônibus e metrô, ou então garanta o horário e vá de táxi que vai sair mais caro, cerca de U$7. O percurso Quito até Latacunga leva cerca de 2h., em ônibus sem muito conforto U$2,00.

O QUE VISITAR EM LATACUNGA

PARQUE NACIONAL DO COTOPAXI

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Distância de Latacunga – 35km.
Distância de Quito – 89 km. (1h.20’ de viagem).
Estacionamento do Parque – 4.500m. de altitude.
Distância do estacionamento ao Refúgio José Rivas – 300m.
Altitude Refúgio José Rivas – 4.800m.
Significado do nome Cotopaxi – garganta de fogo, pescoço da lua em Quechua.
Temperatura no cume – dia 15°C a 0°C durante a noite.
Pico do Cotopaxi – 5.897m. a.n.m.
Os 300m. entre o estacionamento e o Refúgio pode demorar até 40’ devido ao ar rarefeito e piso com desníveis, aproveite para fazer fotos enquanto retoma o fôlego.
Guia obrigatório dentro do Parque – U$40.
Ticket Parque Cotopaxi – U$20 p/ 2 pax.
Preço na lanchonete do Refúgio – 2 chás U%2, 1 água U$1. 2chocolates quentes U$2.
Este parque se presta a aventuras, escaladas, ciclismo em montanha, cavalgadas, pesca, observação de espécies exóticas da fauna e flora e até ruínas milenares. Os habitantes dos povoados são amáveis, conservam suas tradições e segredos culinários, produzem artesanato que é vendido em mercados com mais de 500 anos de história.

074Vulcão Cotopaxi

O vulcão Cotopaxi faz parte da chamada Avenida dos Vulcões, é o vulcão ativo mais alto do mundo. Os primeiros que chegaram ao topo foram o alemão Wilhelm Reiss e o colombiano Ángel Escobar, em 1872. Os cientistas afirmam que a qualquer momento pode ocorrer erupção, pois ele não está tranquilo há mais de 15 anos. Desde a chegada dos conquistadores espanhóis, o Cotopaxi já apresentou várias erupções, a maior tragédia ocorreu em 1877, quando os glaciares se desprenderam das laterais do vulcão e desceram varrendo toda a cidade de Latacunga. Última erupção ocorreu em agosto de 2015.

COMO CHEGAREQUADOR (sem edição) 114

As Agências de Turismo que incluem transporte de ida e volta, alimentação, equipamentos de neve e guia. Mas é possível fazer via ônibus para chegar até o parque sem subir no vulcão.  Com agência (ou sem) é possível ir até o Refúgio Ribas saindo de Quito ou Latacunga, vou descrever informações partindo de Latacunga.
Na entrada do parque há um abrigo dos guarda-bosques, a partir deste local todo o espaço que se apresenta é Parque Nacional Cotopaxi que está aberto ao público das 7h. as 15h., na entrada há um pequeno museu com maquetes tridimensionais do vulcão e áreas protegidas, flora e fauna da região. Os guardas sempre estão dispostos a prestar informações sobre as atividades que podem ser desenvolvidas no parque. O local é bastante frio.
Estando em Latacunga os hotéis informam as melhores agências de turismo e guias.

COMO SUBIR078

Para aqueles que não são profissionais o ideal é manter 300m. do Portal do Parque até o Refúgio com 4.800mts., em solo desnivelado, pedras soltas, com tempo previsto de 1h. a 1h.30. Para chegar ao pico do Cotopaxi são mais 1.000mts. em linha vertical com equipamento e guia especializados para chegar aos 5.897mts., a subida até o cume começa na madrugada, demora entre quatro e seis horas, dependendo do grupo. Geralmente as agências levam o turista até o Refúgio em veículo 4 x 4, mas veja o que aconteceu conosco.

Como foi nossa experiência com a Tovar Expediciones de Latacunga: O Hostal Tiana agendou a excursão com saída as 8h. da manhã, jipe 4×4, guia bilíngüe, lanche, paradas no Parque Nacional Cotopaxi e Museu, Lagoa Limpiopungo. Valor do tour: U$40,00 por pessoa. Ao comprar o pacote a única coisa que nos informaram era para levarmos roupa quente. O ticket não informava  que teríamos de pagar mais para entrar no Parque Nacional (U$10,00).
Tour desorganizado, o guia não havia providenciado o lanche com antecedência e ficamos esperando dentro do jipe por mais de 40’ até que ele comprasse tudo em uma lanchonete. Pouco antes do jipe chegar ao estacionamento houve um pane no motor e precisamos caminhar e levar nas mãos os lanches até o refúgio, quando chegamos ao Refúgio José F. Ribas a 4.800mts. foi servido o box lunch que deixou muito a desejar: suco, bolacha salgada, pão com uma minúscula fatia de queijo ou uma transparente fatia de presunto (a escolher uma outra opção), a maioria não conseguiu comer aquele pão seco e a bolacha idem. O frio era intenso e quem optasse por tomar um chá ou chocolate quente teria de pagar à parte, mas só fomos avisados de tal procedimento depois que havíamos feito nossos pedidos. Chocolate quente – U$2,50

LAGUNA LIMPIOPUNGO LATACUNGA-005

Conhecer essa lagoa geralmente está atrelado ao passeio do Parque Nacional Cotopaxi, a visita pode ser antes ou depois do Refúgio J. Ribas.
Localização – 20km. de Latacunga e a 8km. de San Juan de Pastocalle. Parque Nacional Cotopaxi, entre os vulcões Cotopaxi e o Rumiñahui.
Origem do nome – Limpiopungo significa “porta ou portal limpo”, livre de cinzas.
Extensão – aproximadamente 20 hectares.
Altitude – 3.892m. acima do nível do mar.
Clima – temperatura média entre 8 a 14 ºC.
Formação – a partir de uma depressão feita por erupções vulcânicas do Cotopaxi.
Atrações – caminhada ao redor do lago, turismo natural com observação de flora e fauna. Observação de trilhas deixadas pelas antigas erupções vulcânicas do Cotopaxi e que inclusive deu origem a lagoa. Aproveite para fotografar.
Flora – Nas margens estão arbustos e vegetação como o alecrim, puliza, pisag e outros arbustos baixos, além de pastagens. Talvez seja possível encontrar a chuquiragua (flor do alpinista) e romerillo del paramo.
Fauna – Habitat natural de gaivotas andinas, galeirões, patos andinos e glínulas.

LAGUNA QUILOTOA

Localização – distante 90km. de Latacunga.
Extensão – lagoa com 3km. de diâmetro e 250mt. de profundidade.
Altitude – 3.914m. a.n.m.
Clima – Não leve em conta o clima de Latacunga, Quilotoa é instável.
Formação – cratera do vulcão inativo Quilotoa, sua última explosão foi a 800 anos.
Atrações – água de um azul intenso que vai transmutando para o verde quando o sol incide.laguna-quilotoa-ecuador-002

Como chegar

Do terminal rodoviário de Latacunga saem ônibus de hora em hora. Pergunte antes se o ônibus vai até a lagoa, pois alguns chegam somente até Zumbahua (distante 14km. de Quilotoa). Valor do ticket U$2. Trajeto demora cerca de 1h.45, vai depender do número de paradas para apanhar pessoas, o ônibus não é confortável.
Ingresso – custo do acesso ao local: U$2.
Atrações – O ônibus para a 5 minutos de caminhada do mirante. No trajeto está a bilheteria e informações sobre hospedagem. O ingresso dá direito a acampar à beira do lago tendo como único serviço o banheiro, sem ducha. Se chegar ao mirante e o tempo estiver “fechado” aguarde alguns minutos e quando as nuvens se afastarem vai ver a água de um azul intenso que vai transmutando para o verde quando o sol incide.
Para acessar a lagoa são 3,6km., (ida e volta),  basta descer pela trilha cerca de 30 minutos, está bem sinalizada e lá embaixo há caiaques para alugar entre U$3 a U$10 por 1/2h. ou 1h. O retorno é mais cansativo, pode computar 1h.30 ou pagar U$10 e subir em mula. Para fazer o trekking de 13km. no entorno superior da cratera da lagoa o percurso leva cerca de 6h., recomendado para quem já está habituado com a altitude.
Dica – na lagoa não faz tanto frio como no Cotopaxi, mas vá preparado(a) para mudanças de temperatura e um dia limpo pode mudar para chuva a qualquer momento, então leve um impermeável. Se for fazer a trilha use bota de caminhada (opcional), alguns trechos são escorregadios e pode haver lama. Leve água e lanche para comer e descansar perto da lagoa.
Taxistas costumam dizer que não tem como voltar, os ônibus não são regulares, dizem isso somente para que sejam contratados. É só ir até onde o ônibus fez a parada e aguardar para voltar.

FESTIVAL DE LA MAMA NEGRA

Mama Negra ou Santíssima Tragédia, é uma festa tradicional que mistura culturas indígenas (aimara, inca e maia), espanhola e africana, o festival demonstra uma mágica cerimônia que interpreta a vida destes diferentes povos.
A Festa acontece no mês de setembro organizado pelos mercadores de La Merced e Salto, em honra a Virgen de la Merced que aplacou a fúria do vulcão Cotopaxi quando este entrou em erupção em 1742, razão pela qual o latacunguenhos proclamaram a Virgem como “Abogada y patrona del volcán”.  Quando a cidade escapou à fúria do vulcão, foi estabelecida uma data para celebração em sua honra. Durante o período de ameaça, os africanos que trabalhavam nas minas também foram levados a invocar seus deuses e desta mescla surgiu a Mama Negra.
O Festival de La Mama Negra inclui um ruidoso e exuberante desfile de personagens tradicionais e mais recente foram agregados a  festa os Camisonas. Bailarinos, músicos e bandas marchando todos participam do desfile que culmina com a chegada a cavalo, de La Mama Negra – uma representação da Virgem combinada com o orixá africano. Doces e bebida são distribuídos e assim a festa vai até a noite.  Uma experiência inesquecível.
São 5 principais: La Mama Negra, El Ángel de la Estrella, El Rey Moro, El Abanderado e El Capitán.
Mama Negra

LATACUNGAÉ a figura central da festa, aparece sobre um cavalo, cara pintada de negro simbolizando a fertilidade da terra usando rica roupagem típica do povoado, muito colorida, com saia, blusa bordada, adornos, lenços que são trocados a cada esquina do cortejo, uma pessoa é encarregada de levar uma maleta com estes detalhes. No arreio do cavalo, são introduzidos bonecos negros que representam os filhos da Mama Negra, em seus braços leva a filha menor “Balzazara” e a todo momento executa movimentos de bailado com ela. De vez em quando a Mama Negra borrifa água e leite nos espectadores.
A Mama Negra é guiada pelo negro Trota que conduz o cavalo que é selecionado cuidadosamente pois deve ser tranquilo para percorrer todo o cortejo sem espantar-se com o tumulto das pessoas, fogos de artifícios e bandas de música.
El Angel de la Estrella

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Figura bastante importante, todo vestido de branco com coroa e asas, na mão direita leva um cetro com uma estrela na ponta, aparece sempre cavalgando um cavalo branco, durante algumas paradas recita versos dedicados a Virgen de La Merced e ao Capitán e pede proteção para o cortejo. Este elemento tem origem na cultura espanhola, incorpora o Arcanjo Gabriel que se converte no protetor do Prioste Mayor da festa, cujo bem estar deve estar guardado pelo anjo até o término da celebração.
El Rey Moro

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Elemento que representa os legendários governantes destas terras, personifica os Jacho de Tacunga. Como rei leva na cabeça um turbante com pedras preciosas que simboliza a relação que existiu entre os índios e os negros que foram escravizados para explorar minas na províncias de Cotopaxi.

El Abanderadopersonagem que desfila junto a um grupo de soldados levando nas mãos uma bandeira colorida como dos índios wipala. Durante o cortejo realiza vários movimentos ondulatórios com a bandeira junto a um grupo de pessoas que levam escopetas.LATACUNGA-010
El Capitánvem vestido com uniforme militar de época e representa o Prioste Mayor. Desfila levando uma espada, depois dele aparecem soldados que disparam suas escopetas de quando em quando. A tradição diz que seria o amante da Mama Negra, é o único que tem o direito de bailar com ela. Sua origem é espanhola e rende homenagem ao povo sempre acompanhado de um grupo chamado “engastadores”

Outros personagens

Los Huacos
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São os bruxos curandeiros que tomam “voluntários” do público (geralmente mulheres), para aplicar uma purificação, representam as festas indígenas pré coloniais que usavam este ritual para evitar as epidemias que vinham com as chuvas de setembro. A purificação é um sopro de bebida, uma baforada de cigarro e a invocação as montanhas Imbabura, Chimborazo, y Carihuairazo. A “limpeza” não é gratuita.

Los Ashangueros
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Antigamente considerados esposos da Mama Negra, levam sobre as costas uma cesta contendo assados: porco, frango, cuy (porquinho da índia), além de licores, cigarros enviados pelo El Capitán e o Rey Moro, para serem consumidos durante a festa. Os cestos levam o nome de “ashanga”.
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Los Camisonassão personagens cômicos, homens usando amplos vestidos femininos em cores vivas, peruca de mulher, na mão levam um chicote para abrir o caminho entre os espectadores. É a parte cômica da festa, convida os homens para dançar e entrega doces para as crianças.

 

 

La Allullera
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A rainha desta especialidade latacunguenha distribui pacotes de allullas entre os espectadores. Alguns padeiros fornecem biscoitos, bolachas e preparam bebidas típicas para fornecer aos amigos.

Los Yumbos
LATACUNGA-009São personagens legendários de épocas remotas que foram incorporados ao folclore indígena pelos Jachos, antigos governantes, apresentam antigos cantos e danças tribais Yumbu em chimú, puquina, quichua ou aymará que quer dizer bailarino. Os Yumbos vão vestidos de indígenas do oriente, por ser esta a sua origem, portam lanças e penachos.

035El Champucero – homem pintado de negro, abre espaço levando nas mãos um balde com uma bebida à base de milho que vai oferecendo.

Los Loadores – também com cara pintada de negro, levam garrafa de bebida que vão oferecendo aos expectadores, são caracterizados como os poetas populares.

Los Urcuyayas – São homens da colina caracterizados pelo lazer, suas roupas são meio palha e meio musgo.

Los Capariches – Eles estão varrendo as ruas e abrindo espaço para os participantes do comparsa.

CENTRO HISTÓRICO

Parque Nacional Vicente León

É a principal praça de Latacunga, antiga Praça de Armas, onde aconteciam atividades militares, religiosas e políticas, no seu entorno estão edifícios importantes.

Palácio (Câmara) Municipal

120-002Edifício em estilo neoclássico levou 26 anos para ser construído (1910 e 1936), fachada ornamentada em pedra-pomes, arcadas dóricas e coríntias, nas paredes decorações que remetem eventos patrióticos, sacada no piso superior e o prédio é encimado por um par de condores de pedra. Em seu interior estão escritórios governamentais provinciais de Cotopaxi.
Localização – canto sudeste do Parque Vicente León

Catedralcatedral latacunga-001

Construção em estilo românico colonial começou em meados do século XVII, sua cúpula octogonal é em estilo românico, altar em pedra-pomes com obras coloniais. No final do século XIX instalou-se a torre de arcos românicos e detalhes islâmicos. Não deixe de visitar a noite quando a iluminação é acionada.
LocalizaçãoGal. Maldonado y Quito – centro
Ingresso – grátis

plaza igreja san franciscoIglesia de San Francisco.

Construída entre 1600 e 1693, sob ação de um terremoto ficou em ruínas em 1698, sua fachada sofreu alterações, com inclusão de pedra-pomes talhada, a campana de bronze é da antiga construção, foi a primeira igreja de Latacunga. O primeiro cemitério de caciques e espanhóis estava instalado no setor oriental da Igreja. Ao lado está uma capela dedicada ao Menino Jesus.
Localização – entre as calles General Manuel Maldonado y Manual de Jesús Quijano y Ordóñez.

Iglesia Santo Domingo LATACUNGA-001

Construída no século XVII, sofreu vários abalos provocado por terremotos e por isso algumas alterações foram feitas, sua fachada é de colunas dóricas seu interior é de cruz latina com estilo românico com nave central, com destaque para a capela  erigida em 1690 e dedicada a Nuestra Señora del Rosario.
A igreja é de grande valor histórico para os latacungueños, local onde foi selado a independência contra as forças espanholas.
Localização – Av. Juan Abel Echeverría

Casa de los Marqueses de Miraflorescasa-de-los-marqueses-de-miraflores-latacunga

Construída na primeira metade do século XVIII, em blocos de pedra-pomes com arcos e arabescos mudejar. Atualmente alberga o Departamento de Cultura e Relações Públicas do Cabildo, Museu e Biblioteca Simón Bolivar.
Sala de arte colonial – Biblioteca “Diário El Comercio” e a biblioteca do jornal com arquivos do jornal de 1851 a 1944, com 6.000 edições.
Museu Filatélico – com 1.252 selos dos anos 1865 até 1.973.
A Casa teve participação ativa nos eventos de independência e apoiou cientistas como La Condamine e Humbolt.
Localização – calle Fernando Sánchez de Orellana y Juan Abel Echeverria, perto da Igreja se Sto. Domingo, junto ao Parque Vicente Leon.

latacunga-iglesia-merced-001Iglesia La Merced

Construção de 1.800, altar recoberto com folhas de ouro, pinturas em vermelho e brasões nobres, as partes superiores e inferiores são em estilo barroco com influência bizantina.
A entrada do templo em arco foi feita em pedra pomes, um fiel notou que em uma das pedras havia sido pintada uma imagem da Virgem provavelmente em 1618 pelo frei eremita Pedro Bidón, a pedra foi removida e os devotos construíram uma capela para resguardá-la colocaram o nome de “Peregrino do Salto, a Pérola Preciosa de Latacunga”.
A Virgem del Volcán foi declarada “Protetora da Cidade, pelos milagres a ela atribuídos para acalmar a fúria do vulcão Cotopaxi durante várias erupções.
Localização – entre as ruas Juan Abel Echeverría, Manuel de Jesus Quijano y Ordóñez, ao lado do mercado público.

Iglesia da Virgen de El SaltoLATACUNGA-002

Dedicada a Nuestra Señora de El Salto, a primeira capela construída em 1768 foi destruída em 1797 por um terremoto. Está localizada em uma região bem interessante a ser visitada, repleta de ambulantes com produtos artesanais e roupas coloridas.
Localização – entre as ruas Juan Abel Echeverría y Antonio Clavijo, ao lado da praça com o mesmo nome.

iglesia san agustinIglesia Convento San Augustin  

Em influência neoclássica mostra colunas circulares com capitais jônicos e acabamento em cornija. Em 1820 o mosteiro foi ocupado por militares espanhóis, servindo como sede para uma fração do Batallón “Los Andes”.
Localização – Sánchez de Orellana junto ao Parque Vicente Leon.
Calles Hnas. Páez Y Quito.

Casa da Cultura

LATACUNGAFoi construída em um antigo local onde existia um moinho de água (1736), dos jesuítas conhecido como Molinos de Monserrat, em 1756 era uma fábrica têxtil colonial. Atualmente é um centro cultural com o Museu Arqueológico peças pré-incas, Museu Folk com roupas, ferramentas e objetos de manifestações culturais. Na Galeria de Arte estão obras de Tabara, Guayasamin, Román e Guerrero. Confira a programação de eventos gratuitos de dança e teatro.
Localização – na confluência dos rios Cutuchi e Aanayacu.

Mirador da Virgen del Calvario

mirador-de-la-virgen-del-calvario-latacunga-005Caminhando a partir do centro histórico, suba se o tempo estiver claro para observar vários picos vulcânicos.
Como chegar – siga a calle Maldonado pelas escadas, vire à esquerda no Oriente e comece a subir.

ONDE FICAR EM LATACUNGA

Hostal/CaféTiana
Casa colonial no centro, reduto de mochileiros, quartos simples e duplos, água quente, banheiro privativo ou compartilhado. Café da manhã incluso, s/ TV no quarto, Wi-fi, bar, restaurante, cozinha para hóspedes, cofre, organizam excursões. Guarda de bagagem. Cardápio com preços um pouco acima da média local.LATACUNGA1
Como chegar – Do terminal de ônibus ao hotel cerca de 10 minutos de táxi. Está a 2h. do aeroporto de Quito.
Localização – Luis. F. Vivero 1.31 e Quijano y Ordonez
Preço – quarto com 2 camas U$24/dia, só conseguimos com banheiro compartilhado.
Lanche – azeitonas U$2,50, cerveja pilsener U$1, vinho da casa taça U$2,80.
Jantar – salada U$3 e arroz vegetariano U$3,75, água U$1.

Hostal Central
Ambiente familiar com mais de 20 anos de tradição, localizado na parte colonial da cidade em frente ao Parque Vicente León. Localização excelente, mas barulhento nos finais de semana, neste caso, pedir quarto dos fundos, banheiros privados, água quente, TV, Wi-fi, sem elevador, estacionamento. Orientam sobre excursões.
Localização – Sanchez de Orellana y Padre Salecedo

Rodelu Hotel
Quartos antigos, confortáveis, banheiro privativo,  TV a cabo, wi-fi, café da manhã bom servido à la carte é demorado, balcão de turismo, cofre, restaurante com boa comida, transfer do aeroporto com custo adicional. Staff prestativo. Supermercado a 400m.
Localização – Calle Quito, 1631 y Padre Salcedo (perto parque Vicente Leon)

Villa Tacvnga – R$298,00/dia, quarto duplo – 250m. do centro
Rosim Hotel – R$134,00 – 150m. do centro.
Hotel Los Ilinizias – R$139,00 – 150m. do centro.
Old House Backpackers B&BR$27,00 – 300m. do centro

ONDE COMER