CUSCO

Atualizado em 2020, alguns valores podem sofrer alteração.
Cusco foi nosso local de partida para fazer  a Trilha Inca.
Informações mais detalhadas sobre o país, saúde, documentos, no post de Lima.

CUSCO

Quando ir – entre maio e setembro é seco com temperaturas entre 10ºC a 0ºC à noite. De novembro a março é mais quente, mas chove e isso pode impossibilitar a visita aos sítios arqueológicos.
Quanto tempo ficar – para quem não for fazer a trilha inca, quatro dias são suficientes.
Alta temporada – junho, julho e agosto.
Altitude – 3.400m. a.n.m.
Moeda – A moeda oficial do Peru é o Sol (S /.) Circula em moedas de 1, 5, 10, 20 e 50 centavos, 1, 2 e 5 solados e em notas de 10, 20, 50, 100 e 200 soles.
Cotação do Novo Sol – U$1,00 = S/3,60 (outubro/2020)
Voltagem elétrica – 220 volts, os plugues geralmente são do tipo A, B e C.
Festividade – No dia 24 de junho é comemorado o Inti Raymi ou a Festa do Sol, a festa se divide em três partes: o nascer do sol no templo de Qorikancha, seguida de uma procissão para a Plaza de Armas e no final ocorre uma grande cerimônia em Sacsayhuamán.

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Como chegar:  Brasil x Cusco
Avião – não há voos direto para o Aeroporto Internacional Velasco Astete (aeroporto de Cusco), é necessário conexão em Lima, depois até Cusco o voo dura apenas 1h. com várias opções de empresas aéreas: Lan, Taca, Peruvian, Star Peru e LCPeru.
Dica – Geralmente os “voos casados” são mais baratos, procure comprar Brasil x Lima x Cusco (ida e volta), se comprar Brasil x Lima x Brasil e depois Lima x Cusco x Lima, provavelmente vai sair mais caro.
Para sair do aeroporto de Cusco até o centro da cidade o melhor é tomar um táxi, não é difícil arrumar alguém para compartilhar. No Peru os táxis não têm velocímetro, confirme o preço com o taxista antes de embarcar, vai custar cerca de S/10 (U$2,80).
Ônibus – empresas: Tepsa (U$65), South Cross (U$87), o trajeto de Lima para Cusco leva 20h., em estrada sinuosa.

inkaexpress (1)Como fomos de Puno a Cusco
Empresa de ônibus Inka Express, valor S/216,80 (U$60,24), tempo aproximado 8h. Apesar de agasalhadas passamos muito frio, compramos bilhete em ônibus com calefação e leito, mas não tinha nenhuma dessas opções, na primeira parada algumas pessoas subiram vendendo mantas, como não sabíamos o que nos esperava não compramos, entrava vento por todos os lados do ônibus e o restante de nossas roupas de frio estavam no bagageiro. Passamos, muito, muito frio.
Chegamos a Cusco às 5h.30 e não tínhamos reserva de hotel, fomos até a Plaza de Armas e começamos a procurar hospedagem.

 O QUE VER EM CUSCO

Boleto Turístico – veja no final do post informações detalhadas

Passeios

Todos os passeios saem diariamente, na baixa temporada só às 3ª., 5ª. e sábado. O preço incluí transporte, guia, ingressos e almoço a parte. A agência www.machupicchubrasil.com.br é brasileira, o que facilita as negociações.

 Valle Sagrado de los Incas

Está composto por rios, vales, monumentos arqueológicos e povoados indígenas:  Chinchero (produção têxtil), Pisac (feira artesanal).  Urubamba (cosmopolita), Ollantaytambo (fortaleza e cultura inca viva), Maras Moray (salinas).
Preço do tour – U$40 a U$80, dependendo do roteiro e número de pessoas no grupo.

Mirador de Taray

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Excelente localização para observação do Valle Sagrado, rio Urubamba (ou Vilcanota), montanhas, povoados, campos de cultura de milho.
Localização – estrada de vai de Cusco para o povoado de Pisac.
Altitude – 3.200m. a.n.m.

 Complexo Arqueológico de Pisac

Possivelmente foi construído no período do Inca Pachacútec como centro administrativo, nas ruinas estão escadas, aquedutos, portadas, pontes, terraças de plantio e buracos feitos nas montanhas para depositar os mortos mumificados. A arquitetura foi projetada de tal forma a resistir abalos sísmicos. O Complexo se estendem por 4km2.
Altitude – 3.400m. a.n.m.
Como chegar – tour

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Feira Pisac
Esta feira começou como escambo de produtos entre os habitantes do vale. Atualmente vendem artesanato principalmente têxteis e souvenires para turistas. Pechinchar sem desvalorizar o produto é válido, o desconto pode chegar 20%.
Não compramos nada porque o motorista nos disse que nas outras paradas teríamos feiras melhores, o que não correspondeu com a verdade.
Como chegar – tour

Sítio Arqueológico Intihuatana

Top-014Intihuatana no idioma quéchua significa “onde se amarra o sol”. A pedra marca as estações do ano por meio da projeção de sombras na parte superior do monumento, o gnômon. Também marca os equinócios, dias do ano em que dia e noite têm exatamente a mesma duração – início do outono e início da primavera.
Como chegar – tour

OllantaitamboTop-012

No sítio arqueológico de Ollantaitambo acredita-se que 400 homens trabalharam ali durante 70 anos. São 257 degraus para chegar ao alto e Ollantaitambo significa “lugar para se olhar para baixo”. O povoado fica perto das ruinas, tem posição estratégica perto de Águas Calientes, são ruelas pedregosas, mulheres com trajes coloridos e atende as necessidades dos turistas com feira de artesanato.
Como chegar – tour.

Chinchero Templo Colonial

Chinchero-Waman-Adventures-002Conhecido também como Nuestra Señora de Montserrat ou Nuestra Señora de la Natividad foi levantada sobre a base do antigo Palácio do Inca Túpac Yupanqui. A torre do campanário apresenta janelas de meio ponto, teto com telhas, em sua parte central está uma cruz. Aos domingos no pátio em frente a Chinchero funciona uma pequena feira de artesanato.
Localização – distrito de Chinchero, província de Urubamba.
Horário – das 7h. às 18h.
Como chegar – tour

Sítio de Saqsaywaman

sacsayhuamanFoi uma antiga fortaleza que os espanhóis imaginaram servir para fins militares devido sua grandiosidade. A primeira parede é feita por rochas de 90 a 125 toneladas de peso, para acessar o interior era necessário passar por três portas, foi a maior obra arquitetônica construídas pelos incas durante o apogeu do império. Funcionou como centro cerimonial sagrado e de estudos, era chamado de “Casa do Sol”. Começou a ser construída por Pachacútec no séc. XV e terminou durante o governo de Huayna Cápac no sec. XVI.
Altitude – 3.650m. a.n.m.
Como chegar – tour

morayMoray sítio arqueológico

Nesse local os incas aproveitaram a depressão do terreno para construir terraças. Acredita-se que em cada terraça a temperatura era diferente e aproveitavam essa diferença para fazer experimentos alimentícios, principalmente batatas.
Dica – Para quem tem dificuldade de locomoção não é um passeio recomendável já que para chegar ao ponto central é necessário utilizar degraus estreitos e mais altos do que o comum.
Localização – 2km. ao norte de Cusco.
Horário de visitação – de segunda a domingo das 7h. às 18h.
Como chegar – tour ou caminhando

Laguna Humantay

Acesso pode ser feito através de trilha, tem aproximadamente 7km ida e volta e o objetivo é alcançar a lagoa que apresenta águas com vários tons de azul e verde.
Como chegar – tour ou caminhando pela trilha

NA CIDADE
 Plaza de ArmasTop-005

Chamada pelo incas de Huacaypata, em quéchua “lugar de lamentos”, aqui se realizavam cerimônias sagradas e no seu entorno foram construídos os palácios de Pachacutec, Huayna Capac, Sinchi Roca, Wiracocha, Tupac Yupanqui e Wiracocha Inca. Após destruí-los, sobre suas bases os espanhóis construíram edifícios religiosos. Nesta praça o colonizador espanhol Francisco Pizarro tomou a cidade dos incas e declarou a conquista da cidade.
A praça está sempre frequentada por turistas e locais, durante o dia e a noite.

Catedral de Cusco

06Construída entre 1560 e 1664 com blocos de pedra trazidas de Sacsayhuamán. Possui um estilo renascentista que contrasta com o barroco e plateresco de seu luxuoso interior onde se preserva uma das mais significativas amostras da ourivesaria da arte colonial, altares em madeira, móveis talhados em cedro e amieiro e telas. Possui casa capitular, três naves, sacristia, dez capelas laterais, coro, púlpito, altares. Na Catedral de Cusco está o sino de María Angola, que pesa seis toneladas e tem 2,10 metros de altura. É considerado o melhor sino da América do Sul por suas dimensões e vibração metálica.
Dica – Observe a “Última Ceia” de Marcos Zapata, em que o prato principal é o porco-da-índia assado.
Localização – Cruzamento das Calles Triunfo e Cuesta del Almirante – Plaza de Armas
Entrada – S/25 soles (U$7). Para visitar de forma gratuita vá aos domingos.

 Pedra de 12 ângulos

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A pedra dos 12 ângulos considerada Patrimônio Cultural da Nação do Peru, é um bloco de pedra da cultura inca que faz parte da sede do Palácio Arquiepiscopal de Cusco que serviu como residência do Inca Roca. Aparência almofadada seus 12 ângulos se encaixam de forma precisa e justa, é um ponto de atração em Cusco, sempre vai ter alguém vestido a caráter para posar com você em uma foto e cobrar alguma taxa.
LocalizaçãoRua Hatun Rumiyoc

 Igreja de San Blass

06-001Datada de 1563, é uma das igrejas mais antigas de Cusco, base construída em blocos de adobe e pedra, fachada simples e amplo portão em forma de arco, planta em cruz latina e nave única, interior barroco. Pinturas e imagens religiosas se alternam nos nichos. A principal atração desta igreja é o púlpito de talha datado da segunda metade do século XVII.
Dica – Aproveite a visita para percorrer o bairro que alberga vários espaços com obras de arte.
Localização – Plazoleta de San Blás, Bairro de los Artesanos

Museu de Arte y Monastério de Santa Catalina de Siena

06-002Nos tempos dos incas recebia o nome de Acllawasi ou Casa dos Escolhidos. Nele foram confinadas as mais belas mulheres do império, algumas das quais deviam se dedicar ao culto do sol e outras a serviço do Inca, ao trabalho têxtil e à arte culinária.
Arquitetura colonial, remete às últimas etapas do Renascimento, com arcos de estilo romano. Possui pinturas da escola de Cusco dos séculos XVII e XVIII, enormes tapeçarias da época colonial.
Localização – calle Sta Catalina Angosta 401.
Horário – segunda a sábado das 8h. às 17h.30 e domingo das 14h. às 17h.
Preço – Adultos S/8 (U$2,25),

QoricanchaTemplo del Sol

coricanchaQoricancha era um espaço imenso que abrigava muitos templos, durante a ocupação espanhola ele foi quase que totalmente destruído, suas bases foram aproveitadas para construir a Igreja de Santo Domingo, mas ainda é possível visualizar algumas ruinas dos templos.
O Templo do Sol era o templo principal (ocupava mais da metade da atual Igreja de Santo Domingo), dentro deste templo foram encontrados os corpos embalsamados dos filhos do Sol sobre cadeiras e mesas de ouro, as paredes eram revestidas com placas de ouro, havendo um disco representando a figura do Sol de uma placa de ouro mais grossa. Outras edificações que ali estavam: Templo da Lua, Templo de Illapa ou Chucki lllapa, Templo K’uychi ou Arco-Íris, Inti Pampa, Jardim Solar, Fontes (5)
Ingresso – S$10 (U$2,80), não incluso no bilhete turístico.
Localização – Plazoleta Santo Domingo

Casa do Inca Garcilaso de la Vega5cc0c447b95d5

Foi construída sobre uma parede inca e tem características inca e espanhola. Seu amplo portal deveria ter sido usado para trânsito de senhores em seus cavalos. A casa se desenvolve ao redor de um pátio central, com quatro pavilhões que se comunicam entre si. No local funciona o “Museu Histórico Regional de Cusco” com relíquias do período pré-incaico: cerâmicas, pinturas, metais, tecidos. Garcilaso de la Vega, mestiço,  nasceu em Cusco, foi escritor e pesquisador da história local.
Localização – na esquina das ruas Garcilaso e Heladeros.
Entrada – incluída no boleto turístico

Centro Artesanal de Cuscocentro artesanal

Local que reúne um pouco de tudo aquilo que os turistas procuram: tecidos, sapatos, bolsas, joias, pinturas e cerâmicas.
Dica – eles pedem um preço mais alto porque sabem que o turista vai pechinchar.
Localização – Encontro da Av. El Sol e Tullumayo

 ONDE FICAR

Diário de bordosem reserva, chegamos às 5h.30 e começamos a maratona: na Calle Canchipata o Hotel Portal era muito longe, nesta rua percorremos mais uns três locais. Na Calle Palácio o Los Viajeros era um cubículo sujo nos fundos do hotel. Voltamos para a Plaza de Armas, fomos para um beco que a princípio havíamos achado perigoso, mas que agora que o dia estava claro, havia mudado de aspecto, Calle Suécia, Hotel Suécia I

 Hostal Suécia 1 B&Bhostal suecia
Casa restaurada do século XVI, colchões bons, toalhas, banheiro compartilhado, internet, a 100 metros da Plaza, lavanderia ao lado. Acredito que foi o hotel e banheiro mais limpos que encontramos durante toda a viagem. Atendimento familiar, todos muito gentis. Inclui café da manhã, guarda de equipagem. Aquecimento mediante solicitação S/10 (U$2,80), dia. Traslado aeroporto S/25 (U$7), por táxi.
Localização – Calle Suecia, s/n.
Preço – S/180 (U$50)

 ONDE COMER

Qucharitas
Qucharitas

Pratos rápidos e sorveteria. O sorvete é excelente e não é caro, você escolhe os sabores, pode acrescentar frutas e o sorvete é preparado na hora em uma chapa congelada. Tem wi-fi
Dica– experimente o sorvete de coca.
Localização– Procuradores 372
Horário – aberto até 22h.

 Restaurante Mamá Simona
Menu de S/15,00: uma entrada de pisco sour ou vinho, torradas, molhos de alho e pimenta, sopa (choclo, tomate, verduras, frango ou champignon), carne de alpaca com tomate, pepino e fritas, refrigerante, suco ou chá.
Localização – Calle Ceniza 364, San Pedro quarter

IncantoIncanto
Se não fizer questão de comer a gastronomia peruana o Incanto serve comida italiana de ótima qualidade, pizza, nhoque (S/28, U$7,80) , canelone. No jantar tem música e o lugar fica cheio e animado, o forno é no meio do restaurante.
Localização – Santa Catalina Angosta

Limo Peruano Nikkei
Se gosta de culinária japonesa o Limo é uma ótima pedida. Interior um pouco sofisticado, comida boa, o custo não é baixo, mas em Cusco é assim!
Preços – Sashimi de S/7 (U$1,95) a S/89 (U$25), Nigiri S/8 (U$2,20). Moriawase S/85 (U$23,60) a S/124 (U$35), Temaki S/17 (U$4,80).
Localização – Portal de Carnes 236, Piso 2, próximo a Catedral.
Horário – segunda a domingo das 11h.30 às 23h.

mama africaMama Africa
Tradicional e animado é o local de encontro dos mochileiros a noite para dançar e tomar um pisco sour. Danceteria com DJs, música eletrônica, reggae e funk.
Localização – Portal de Panes, 309, Terceiro Piso.

Ukuku’s Barmachu-picchu-coctel
Também bastante animado, mas o foco são shows variados com música andina, rock, jazz e salsa.
Dica – tome um Green Devil (suco de e Curaçau blue) ou Machu Picchu (Pisco, Hortelã, Grenadine, Suco de laranja, Cubos de gelo).
Localização – Plateros 316, Cusco.

BOLETOS TURÍSTICOS

Bastante divulgado em Cusco e indicado pelas Agências de Turismo, eu particularmente não acho vantajoso, as atrações estão distribuídas em 4 tipos de boletos e sempre vai ter atrações de pouco interesse em cada circuito, além disso as boas atrações não estão inclusas nos boletos, são pagas à parte. O boleto não inclui transporte e guia. Observando o que cada boleto oferece você vai ver que em cada um deles não vai visitar todas as atrações e terá de comprar o Circuito Geral para visitar um pouco de cada, vai sair mais caro.

CIRCUITO GERAL  (inclui os Circuitos 1,2,3)

Circuito 1: Sítios Arqueológicos próximos a Cusco
Saqsayhuamán
Q’enko
Puka Pukara
Tambomachay

Circuito 2: Circuito Turístico de museus
Museu de Arte Contemporânea
Museu Histórico Regional
Museu de Arte Popular
Museu do Sítio de Qoricancha
Centro Qosqo de Arte Nativa
Monumento ao Inka Pachacuteq
Pikillaqta
Tipón

Circuito 3: Sítios Arqueológicos do Valle Sagrado de los Incas
Ollantaytambo
Moray
Pisac
Chinchero

TARIFÁRIO DO BOLETO TURÍSTICO
General (3 circuitos) – S/130 (U$36)
General (3 circuitos) – S/70 (U$20)
Circuito 1 – S/70 (U$20)
Circuito 2 – S/70 (U$20)
Circuito 3 – S/70 (U$20)

Validade
O Boleto Turístico é válido por 10 dias a partir da data de compra e só pode ser usado uma vez em cada atração, além de ser nominal e intransferível.

Bilhete do Circuito Religioso (CRA)
Catedral,Templo de San Blas,
Museu Arcebispal
Templo de San Cristobal.

Tarifário do Circuito Religioso
Estudantes pagam metade do valor, os ingressos também podem ser adquiridos individualmente em cada local.
Boleto Integral – S/30 (U$8,50)
Boleto Catedral – S/25 (U$7)
Boleto San Blass – S/10 (U$2,80)
Boleto Museo Arzobispal – S/10 (U$2,80)
Boleto San Cristobal – S/10 (U$2,80)

 Onde comprar sem taxa extra:

COSITUC – Comitê de Serviços Integrados Turísticos e Culturais de Cusco (visite o site).
Localização – Av. El Sol, 103

DICAS IMPORTANTES

Leve
Roupas de frio,
Protetor solar,
Hidratante labial e corporal para viagens em período seco,
Repelente

Providencie
Seguro saúde não é obrigatório, mas é recomendável, você pode passar mal com a altitude (soroche), alimentação e caminhada já que elas serão a mais de 3.400m.a.n.m. com subidas árduas.
Um guia é importante para conhecer os sítios arqueológicos, eles sabem mais do que muitos guias escritos.

Vacinas
Vacina da Febre Amarela é obrigatória, mas nem sempre eles pedem o Certificado Internacional de Vacinação, mas leve! Para quem vai a Cusco não é necessário, mas recomendável proteção contra: Malária, Febre Tifoide, Dengue, Tétano, Hepatite A, Hepatite B (adolescentes e adultos) e Vacina Contra a Raiva.

Lago Titicaca

O Lago Titicaca foi de grande importância para os Incas, diz a lenda que foi das águas do Lago Titicaca que emergiu o primeiro Inca, por ordem do Deus Sol, para começar o Império de Manco Capac.
Manco_CapacO lago Titicaca, está na fronteira entre o Peru e a Bolívia – Cordilheira dos Andes – é um dos maiores lagos da América do Sul e o curso de água navegável mais alto do mundo. São dezenas de ilhas onde a população utiliza em grande escala a “totora”: uma planta endêmica da região que nasce nas águas do Lago e é usada para a confecção de casas, barcos, ilhas, medicamento e até mesmo alimentação.
Altitude – 3.812 m. a.n.m.
Área – 8.372 km².
Comprimento – 190 km.
Profundidade máxima – 280m.
Temperatura – variando entre 7º a 11ºC.
Quando ir – temporada seca de abril a outubro, chove de novembro a março.
Dinheiro – leve Nuevo Sol (PEN), há poucos caixas eletrônicos em Puno, nas casas de câmbio a cotação não é boa, na rua é desaconselhável.
Cotação – U$1 = Novo Sol 0,2815 (setembro/2020).
Idioma – espanhol, por ser região turística os guias falam inglês.
Previna-se – leve agasalho independente da época, a cidade está em região bastante alta e do Lago Titicaca sempre sopra uma brisa fresca, mesmo no verão.
Distância Puno x Cuzco – 390km.
Distância Puno x Lima – 1.300km.

COMO CHEGAR SAINDO DO BRASIL
Não há voos direto para Puno, o modo mais prático é tomar um avião até Lima, de lá outro para Cusco e seguir de ônibus até Puno.

COMO CHEGAR COPACABANA (Bolívia) x PUNO (Peru)
Empresas que fazem esse trajeto: Transzela, Titicaca Bolívia,Tour Peru, Kanoo Tour. A duração da viagem é de 4h. e o preço varia de B$246(U$6,50) a B$70 (U$10), são vários horários, não há necessidade de reserva.
Diário de Bordo – Fomos pela Tour Peru, saindo de Copacabana às 13h.30. Compramos um sanduíche com queijo e um refrigerante (a Paula passou mal com o queijo). Embarcamos e 1h. depois estávamos na divisa da Bolívia com o Peru. Todos desceram do ônibus, atravessamos a fronteira a pé, do outro lado havia um posto de câmbio, fui trocar U$100, nota que eu havia adquirido em uma agência de câmbio aqui no Brasil foi recusada, disseram que era falsa(?), esta mesma nota troquei em Puno sem o menor problema. Às 15h.30 chegamos a Puno, fomos da rodoviária até o centro em um moto-táxi S/3 (U$0,29), descemos na Plaza de Armas, apesar de ter lido considerações negativas sobre a cidade, logo no primeiro momento mudei completamente minha opinião, não me pareceu perigosa, bancos, casas de câmbio, bons edifícios, calçadão central, mas …… continuei tendo cuidados quanto a segurança. Top-000

PUNO

A cidade é um centro de comércio regional e é também considerada a “capital folclórica” do Peru, devido aos festivais tradicionais com música e dança. Puno é a porta de entrada para quem quer visitar o Lago Titicaca pelo Peru.
Altitude 3.852m. a.n.m.
População – 137.256 habitantes

O QUE VER 
Ilhas Flutuantes de Uros

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Sem dúvida a grande atração são as ilhas flutuantes dos Uros, povo descendentes dos Aymaras. As ilhas são feitas de camadas de junco seco (totora), que são entrelaçados para que possam flutuar.
Top-013Uma ilha pode durar até trinta anos, quando os juncos chegam ao fundo do lago e começam a apodrecer, novas camadas de juncos têm que ser adicionadas na superfície. As casas de aparência frágil são bem resistentes montadas em blocos de totora que flutuam, acomodam bem a família e um fogão de pedra para preparo dos alimentos, sua locomoção é feita em barcos de totora. Os Uros se alimentam de peixes e aves e exploram o turismo com venda de cerâmica e tecidos. Geralmente não possuem vida longa. Recebem bem os turistas sempre em seus trajes típicos. Os produtos ali vendidos têm seu preço em dólar.
Distância de Puno – 6km.
Altitude – 3.812m. a.n.m.

Isla Amantani

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A ilha não é flutuante, é terrestre com porto, nove comunidades e ruínas pré-colombianas.
Top-020Eles optaram por não permitir entrada de sistema hoteleiro, a hospedagem é feita em casas da comunidade e você não pode escolher, tudo é no sorteio. As casas não têm energia elétrica, só geradores que acendem somente  lâmpadas, não há chuveiro, se você insistir (o que não é simpático), eles podem aquecer um pouco de água no fogão à lenha, sanitário funciona à base de balde de água. O local é lindo, mas os passeios em altitude são cansativos. O centro de tradição prepara uma festa no final da noite com música e dança típica, eles emprestam roupa para os turistas, mas o evento fica a quase 1000m. a.n.m., leve uma lanterna para o retorno. Não tem conforto, se decidir ficar por uma noite saiba que o mínimo que vai ter será o máximo.

Isla Taquile
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Aqui vivem os taquileños, tradicional povo Aymara produzem artesanalmente as melhores peças de vestuário do país. Dentre as ruinas que restaram do período inca está a escadaria com mais de 560 degraus que dá acesso ao ponto mais alto da vila, onde estão as “chullpas” que são torres retangulares de pedra que serviam como casas. Restaram do período incaico: Mulsinapata, Quanopata, Quinuapata, Cruzpata e Pukarapata. O Hatun Nan ou Grande Estrada é o caminho para as praias de Collata Suyo e Huallano. Diversos mirantes naturais são especiais para fotos do Lago Titicaca.
Diário de bordoFomos até o porto para embarque, depois de todos acomodados resolveram trocar de barco, e depois mais uma troca, o guia Bruno foi ótimo. Saímos às 7h. a água do Titicaca estava a uma temperatura de 10ºC, a primeira ilha a ser visitada a foi a de Uros, encanto total!

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Maravilhosa! Artesanato colorido, moradores muito acolhedores, vale a pena experimentar o “Pan Del Lago”, pão dos Uros, nesta ocasião o guia aproveitou para fazer uma explanação.
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Depois com pagamento em dólares (U$10) fomos em barcos de totora até a próxima ilha.

Pelo cais de Chilcano desembarcamos em Amantani .
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Local com 2.500 habitantes e 11 km2. Após subir intermináveis 540 degraus e algumas rampas chegamos ao topo da ilha de 3.650m. a.n.m., não existe estrada nem eletricidade, vivem do cultivo de batata, milho, quínua e fava. Mantém na praça central uma cooperativa de produtos têxteis.

Como estava acontecendo quatro casamentos ao mesmo tempo na igreja local, ficamos assistindo. Os noivos saem cabisbaixos, com trajes típico, no poncho do noivo dinheiro pregado, roupa muito colorida, as mulheres com saias sobrepostas, seu barrado parece um arco-íris, atrás os pais e depois as mães dos noivos. Feito por padre católico, mas roupa e cerimonial próprios da cultura aymara, depois do casamento os noivos se retiram com os convidados, são 4 dias de festa. Fomos almoçar. Usamos a Agências de Turismo, a Nayra Travel, Calle Jr. Lima,419, oficina 105. Atendimento de primeira qualidade, gentileza, pontualidade. Optamos pela excursão completa, Titicaca e Ilhas, fizemos também ali nossa reserva de ônibus para Cuzco.

O QUE VER EM PUNO
Praça de Armas

A praça sofreu modificações desde sua criação, a atual é de 1901, tem no centro o monumento do Coronel Francisco Bolognesi, herói da guerra com o Chile.
Localização – Jr. Deustua 458, em frente ao Banco Central de Reserva
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Catedral de Puno

Construção do século XVIII, talhada em pedra seguindo o estilo barroco característico desse período. Seu interior tem um frontão de prata e nas paredes laterais estão pinturas de diferentes escolas, o altar de mármore expõe as veneradas imagens do Senhor do Quinário ou Senhor da Bala e a Virgem dos Remédios. Foi edificada com ajuda dos mineiros dessa área. Localização – Jr. Ayacucho,  416, lado oeste da Plaza de Armas

Museo de La Coca y Custumbres

Silvia a fundadora é uma especialista em leitura do passado, presente e futuro com folhas de coca. No primeiro andar vídeos informativos em espanhol e inglês com muita informação. No segundo e terceiro andar, são informações da origem e uso da coca e roupas típicas das danças típicas de Puno que podem ser vestidas para fotos. Aproveite para tomar uma xícara de chá de coca na loja de produtos derivados da coca.
Localização – Ilave 581.
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Museo Municipal Carlos Dreyer

A casa pertenceu a Don Carlos Dreyer, de origem alemã, pintor e paisagista que morou em Puno e mantinha reunião com artistas da época. Atrações do museu: Sala Inca, Galeria Lítica, Salão Regional de Arqueologia, Salão Regional de Arqueologia, Pinacoteca, Colonial, Arte Sacra e Sala Dreyer com objetos de bronze da era republicana, enfeites de roupas, armas de guerra, e peças coleção particular de Carlos Dreyer.
Localização – Deustua 701
Tempo de visita – 1h. Ingresso – S/ 15 (U$4,22)

Balcon de Conde de Lemos

A casa foi construída por volta de 1668 e aqui morou Conde de Lemos quando chegou a Puno para debelar uma rebelião, mas sua principal atração é o balcão de cor marrom no andar superior que se projeta para fora da casa. Casa e varanda foram declaradas Patrimônio Cultural da Nação. Atualmente funciona no local o Instituto Nacional de Cultura da Região de Puno e conta com uma galeria de arte.
Localização – Conde de Lemos, 231.
Horário – de segunda a sexta das 8h. às 16h.

deustuaEl Arco Deustua

A edificação data de 1847 e foi uma homenagem aos que lutaram nas batalhas de Junín e Ayachuco. Feito em pedra talhada, mostra arquitetura típica do século XIX, mantém originalmente dois gazebos laterais, foram acrescidos o escudo e inscrições sobre a história.
Localização – Independencia quadra 2, a 3 quadras do Parque Pino Jr.

ONDE FICAR

Novamente sem reserva percorremos vários hotéis, nos instalamos no Hostal Nesther

Hostal Nesther hostal-001
Só ficamos lá porque não tinha outra alternativa, banheiro péssimo só com toalha de rosto, o chuveiro demora a esquentar e precisamos chamar o camareiro o que não resolveu muito, durante a madrugada muito barulho na rua, não tem wi fi nem café manhã, aliás eu nem tomaria café ali. Não recomento.

ONDE COMER

RIXCOSAAA-001Ricos Pan
Padaria limpa, bom atendimento opções variadas, servem inclusive comida rápida. Para o café da manhã: chá, leite café, pão, manteiga, iogurte, suco e salgados.
LocalizaçãoJiron, Moquegua, 326.
Horário – de segunda a sábado das 7h. às 19h.

pizza quino-002Restaurante Ukuku’s
Localização – Pasaje Grau, 172 Preço – menu S$18 entrada, prato principal, sobremesa, bebida (chá, café ou limonada).
Comemos uma ótima pizza de quínua, queijo e pimentão, feita em forno à lenha, refrigerante (S/16,00 p/ 2 pessoas).

Restaurante Sumac Tika
Almoço: sopa de quínua, peixe em la plancha ou grelhado, arroz, batata e chá, extra coca cola (U$20 para duas pessoas). Até apareceu um tocador de flauta com ‘El Condor Pasa”. Localização – Ilha Amantani

PUNO X CUZCO

Diário de Bordo – Terminado o passeio das ilhas pedimos para descer na rodoviária, programamos viajar durante a noite. Nossa passagem era de ônibus leito, com calefação, banheiro, sairíamos às 18h. Chegando na rodoviária fomos procurar um banheiro pra tomar banho, só havia quarto com aluguel para pernoite, conseguimos depois de muito insistir, um banheiro em um quarto que acabava de ser usado, mais um pouco de insistência e conseguimos uma tolha só para as duas. Quando saímos em direção a área de embarque duas pessoas no abordaram disseram que eram da nossa agência, deveríamos embarcar imediatamente, e nos indicou um outro ônibus, dissemos que aquela não era a nossa agência nem nosso ônibus nem nosso horário, eles retrucaram dizendo que houvera modificação e o ônibus da Cruz Del Sur não poderia fazer o trajeto naquele dia, haviam repassado os passageiros, acionamos até a polícia local que não deu muita importância ao fato. Quando embarcamos faltava um lugar, disseram para um inglês que o lugar não era dele, deveria ir para uma classe inferior, e por mais que o rapaz mostrasse a passagem especificando leito, eles não se importaram, levaram a mochila para cima e o rapaz pacificamente concordou em mudar de lugar. As cadeiras eram horríveis, não reclinavam, enfim compramos leito e fomos em ônibus comum, onde eu estava sentada não havia acomodação para os pés. Nas paradas entravam pessoas vendendo, comida, refrigerantes e insistiam muito para que comprássemos mantas, a princípio achei aquilo estranho, mas de madrugada descobri o porquê. O frio era cortante, entrava vento por todos os lados, o frio era tanto que não se conseguia dormir, como as mochilas ficaram no porta malas era impossível pegar mais roupas para vestir. Para piorar furou um pneu do ônibus e ficamos parados por quase duas horas, banheiro trancado. Passamos muito, mas muito frio mesmo nesta noite. Chegamos a Cuzco às 5h.30.

 

Lago Titicaca

Atualizado em 2020, alguns valores podem sofrer alterações

Copacabana – BolíviaScan.bmp

É a principal cidade do entorno do Lago Titicaca na Bolívia, de onde saem os barcos que visitam: Isla del Sol e Isla de la Luna, ilhas com sítio arqueológico Inca. Na cidade outros locais podem ser visitados como Plaza 2 de Febrero, Basílica de Nossa Senhora de Copacabana, Forca del Inca. Hotéis não tão bons, ruas descuidadas, na orla do Titicaca restaurantes servem truta fresca. Assim é Copacabana!
Elevação – 3.841 m.
População – 6.000 habitantes.
Tempo – 8 °C, vento NE a 23 km/h, umidade de 69%.
ProvínciaManco Kapac.

Lago Titicaca

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O Lago Titicaca foi de grande importância para os Incas, diz a lenda que das águas do Lago Titicaca emergiu o primeiro Inca, por ordem do Deus Sol, para começar o Império Manco Capac.
O lago Titicaca, está na fronteira entre o Peru e a Bolívia – Cordilheira dos Andes – é um dos maiores lagos da América do Sul e o curso d’água navegável mais alto do mundo. São dezenas de ilhas onde a população utiliza em grande escala a “totora”: uma planta endêmica da região que nasce nas águas do Lago e é usada para a confecção de casas, barcos, ilhas, medicamento e até mesmo alimentação.
Elevação à superfície – 3.812 m.
Área – 8.372 km².
Profundidade máxima – 280m.
Temperatura – variando entre 7º a 11ºC.
Quando ir – temporada seca de abril a outubro, chove de novembro a março.
Dinheiro – leve bolivianos, há poucos caixas eletrônicos em Copacabana e nem sempre funciona. Nas casas de câmbio a cotação não é boa.
Previna-se – leve agasalho independente da época, a cidade está em região bastante alta e do Lago Titicaca sempre sopra uma brisa fresca, mesmo no verão. Use filtro solar sempre.

Isla del Sol

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A Ilha é considerada um santuário do Império Inca, aqui foi erguido um templo dedicado ao deus Sol e foram encontradas mais de 80 ruínas datadas de 3.000a.C. Segundo a tradição, o Inti Sol, deus pai dos Incas decidiu enviar à Terra seu filho Manco Capac, e sua esposa-irmã, Mama Ocllo que emergiram das águas do Titicaca marcharam até Cuzco para  fundar a cidade-capital do grande Império Inca.
A Ilha é dividida em três comunidades: Yumani (Sul), Challa (Centro) e Challapampa (Norte).
A comunidade é formada por pessoas de origem quéchua e aymará que vivem da criação de animais, principalmente lhamas, artesanato e turismo. Antigamente havia uma trilha interna unindo o lado norte com o sul, atualmente fechada devido desentendimento com arrecadação de pedágio. 
Distância de Copacabana – 20km.
Trajeto em barco – 1h.30 cais no final da rua 6 de agosto
Saídas dos barcos – 8h.30 e 13h.30
Custo do barco – B$25 (U$3,55) a B$30 (U$4,30), depende da lotação.
Scan-003Como chegar – os barcos de turistas que fazem bate-volta saem pela manhã e voltam às 16h., mesmo estando sol previna-se, faz muito frio no barco. Para quem vai dormir na ilha pode ir cedo ou a tarde, na Ilha as acomodações são bem simples e o prato principal geralmente é truta.
No Portal Sul, logo ao desembarcar muitos “guias” irão oferecer serviço, isso é opcional, você pode fazer sem guia também. Os principais atrativos são: Museo del Oro,  Pedra Sagrada, Templo del Inca, Mesa de Rituais e Ruínas do Templo de Chicana (El Labirinto). Com tempo dá para ver terraços de plantio, caminhar por vegetação rasteira em declive com lhamas pastando. Por uma escadaria se chega ao Templo do Sol, restou pouca coisa, mas o visual compensa.
Taxa de Visitação – B$10 (U$1,40) É cobrada uma taxa de visitação, o preço é justo, já que eles necessitam dessa ajuda para manter a comunidade.

Yumani área arqueológica
Fuente del Inca

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Uma fonte que significava muito para os incas, cada cavidade respectivamente, possuía o significado: Não roubar, não mentir e não ser preguiçoso. Na época da invasão espanhola, acreditava-se que se tratava de uma fonte da juventude.

Escalera del Inca.

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Longa escada de pedra com cerca de 500 degraus que vai do local aonde partem os barcos até o alto da parte central de Yumani, onde estão as hospedagens e restaurantes.
Diário de Bordo – Fomos pela Agência Titicaca Tours, passeio de meio dia B$78,50 (U$11,50), para 2 pessoas, como os barcos dessa empresa são muito lentos, só chegamos a Isla Del Sol às 10h. o guia ruim prestou poucas informações. Houve escala na área arqueológica de Yumani e Templo de Pilkoakyna.

O que ver na cidadecalvariio

Cerro Calvário
A subida não é fácil, mas vale a pena, a vista do Lago Titicaca é panorâmica. No final da tarde os turistas costumam subir para assistir o pôr-do-sol.


igreja 1Basílica de Nossa Senhora de Copacabana.

Nossa Senhora de Copacabana-  padroeira da Bolívia- a imagem possui pele morena, enfeitada com joias e seu manto é trocado de tempos em tempos, foi talhada por Francisco Tito Yupanqui que era de linhagem real inca.
A igreja foi construída no ano de 1550 em estilo renascentista e reconstruída entre 1610 a 1651, além da capela fechada há uma aberta para atender os costumes indígenas.
Visitação – gratuita
Curiosidade – no século XVII espanhóis devotos trouxera ao Brasil uma réplica dessa imagem e colocaram em uma pequena igreja no Rio de Janeiro, esse ato deu origem ao Bairro de Copacabana.

La Horca del Inca (A Forca do Inca)horca-del-inca
Tem esse nome porque os espanhóis imaginaram que os pilares serviram para enforcar incas. Estudos mostraram que era local de estudos astronômicos de culturas pré-incas, as rochas perfuradas permitem que os raios de sol atravessem o lintel durante o solstício, os aymarás preveem a ocasião das chuvas para a lavoura.
Como chegar – no final da Calle Murillo siga em direção ao limite da cidade, cruze a Calle Potosi e Avenida Tejada (Ruta Nacional 2), logo vai avistar a placa indicativa das ruínas, na pequena cabana arredondada deve ser paga uma taxa de acesso.
Trilha – curta, mas íngreme e no trajeto fique atendo, há algumas estruturas que fazem parte da ruína, não estão identificadas, são pilares de pedras que resistiram ao tempo. A trilha é de aproximadamente 2km.
Taxa – B$10 (U$1,40)
Atenção – algumas pessoas podem abordar você querendo vender ingressos para a trilha, não aceite, pague somente no local autorizado.

Como chegar a Copacabana

Puno (Peru) x Copacabana (Bolívia)
Ônibus – Companhia Titicaca parte às 10h., 10h.30 e 14h. Os bilhetes custam Novo Sol $45 (U$12,80).
Mini-vans – saem com mais frequência, mas levam somente até a fronteira, é necessário passar a pé pela alfândega Peru x Bolívia e tomar outra van depois de cruzar a fronteira.
Não é possível fazer bate-volta Puno x Copacabana x Puno, a fronteira fica fechada a noite.

La Paz (Bolívia) x Copacabana (Bolívia)
Avião – o aeroporto mais perto é o de La Paz com voos vindo de São Paulo e Rio de Janeiro.
Ônibus – partem do Terminal Rodoviário de La Paz, operam as companhias: tiquina manco-001Transcopacabana, Todo Turismo, Pasasur, Mopar e Trans Omar, a viagem leva cerca de 3h.30, custo médio de B$30 (U$4,30).
Vans – saem em frente ao cemitério, é necessário esperar completar a lotação e custa em torno de B$20 (U$2,85).
Para chegar em Copacabana, o ônibus vai parar no Estreito de Tiquina, os ônibus atravessam em uma balsa maior com a bagagem e os passageiros atravessam em um barco geralmente super lotado.

La Paz x Copacabana (nosso trajeto)
Diário de Bordo – na volta do passeio a Tihuanaco paramos perto do cemitério, iríamos pegar um tiquina busônibus para Copacabana, saída às 14h. com chegada em Copacabana 17h. A viagem ia bem até chegarmos ao Estreito de Tiquina, quando o motorista começou a gritar “Baja, baja, baja”, todos desceram. O ônibus atravessaria em uma balsa, só com a bagagem, sem saber o que estava acontecendo e nem para onde ir, começamos a correr atrás do tal senhor, seguindo sempre o boné branco, que a certa altura desapareceu, havia um guichê aonde presumimos que deveríamos comprar bilhetes para a travessia de barco.
O barco era pequeno, começou a entrar muita gente, com sacos, sacolas, malas, super lotação. Finalmente o barco saiu, não havia coletes salva vidas, nunca achei um Estreito tão largo, a margem não chegava nunca, fiquei imaginando como seria um naufrágio ali com a água do Titicaca a 10ºC. Quando chegamos do outro lado o ônibus havia sumido entre muitos outros, quando vimos ele já estava se preparando para ir embora com portas fechadas, corremos atrás gritando para o motorista parar. A paisagem a partir dali é muito bonita, com o lago aparecendo a cada instante, sempre de ângulos diferentes.

 Hospedagem em Copacabana

Hostal Wayra
Quarto com banheiro privativo, TV a cabo, café da manhã, wi-fi com funcionamento precário, chuveiro não esquenta bem.
Hostal Las Olas
Arquitetura incrível, confortável, muito procurado, difícil arrumar vaga
Hotel La Cupula
Boas acomodações, mas um pouco longe do centro.
Hospedagem em Copacabana (nossa hospedagem)
hostal centerDiário de bordo – Andamos muito para achar um hotel, quando achamos um sorte antes de nos instalarmos o dono avisou que não seria possível tomar banho, o hotel estava sem água. Andamos quase duas horas para achar encontrar algo, por fim na Av. 6 de agosto achamos o Hostel Center B$15,00 p/ pessoa (U$2,15), em frente a Plaza Sucre, prédio novo, quarto com banheiro, o atendente disse que poderia fornecer apenas uma toalha, como já estava tarde, aceitamos. Depois olhando melhor vimos que o quarto e banheiro não estavam limpos, assim como a roupa de cama já havia sido usada, não havia outra alternativa.

Onde comer em Copacabana

O prato mais servido em Copacabana são as trutas, servidas de maneiras variadas.
Restaurante La Cupula
Localização – Hotel La Cupula
La Orilla
Localização – Avenida 6 de agosto.
Restaurante Pan America
Pizza de excelente qualidade em um restaurante de um casal de americanos
Localização – Plaza 2 de Febrero
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Restaurante Alax Pacha
Localização – Av. 6 de Agosto, centro
Jantamos – truta à francesa B$25 (U$3,60), vinho, água, jantar para duas pessoas B$80 (U$11,50)

Copacabana (Bolívia) x Puno (Peru)

Diário de Bordo – Terminamos nosso passeio a Ilha do Sol e fomos até a viação Tour Peru, o próximo ônibus para Puno (Peru) sairia às 13:30h. era o tempo de comprar um lanche de sanduíche com queijo e um refrigerante (a Paula passou mal com o queijo). Embarcamos e 1 hora depois estávamos na divisa Bolívia x Peru. Todos desceram do ônibus, passaporte na mão, o impresso verde que havíamos recebido na entrada da Bolívia é entregue, os passaportes carimbados e recebemos um outro impresso branco que deveria ser preenchido e devolvido na saída do Peru. Atravessamos a fronteira a pé, do outro lado havia um posto de câmbio, fui trocar US100,00, a nota foi recusada, a atendente disse que a nota que eu trazia do Brasil era falsa e ela não tinha como identificar, mais tarde no Peru troquei essa nota sem problema. 

INFORMAÇÕES SOBRE SUA VIAGEM A BOLÍVIA.

Visto e documentos – Brasileiros não precisam de visto para entrar e ficar na Bolívia por até 90 dias, basta apresentar sua carteira de identidade, desde que ela esteja em bom estado de conservação e tenha sido emitida há menos dez anos, ou o passaporte.

Vacinação – vacina da febre amarela é obrigatória, mas nem sempre eles pedem o Certificado de Vacinação Internacional

Seguro viagem – indispensável

SorocheConhecido como o mal das alturas ou puna ocorre em grandes altitudes. Resumidamente… isto ocorre pela oxigenação reduzida em nosso sangue devido o ar rarefeito em lugares mais altos, nosso organismo não consegue captar a quantidade de oxigênio que estamos acostumados.
Sintomas – pode ser um ou vários: dor de cabeça, tontura, enjoo, falta de ar, dificuldade em se exercitar, fadiga.
Faça seu roteiro levando em conta a tabela de altitudes pelos locais em que vai passar e comece pelas altitudes mais baixas e vá migrando para as mais altas.
Tome água sem ter sede e coma moderadamente sem ter fome refeições leves.
Folha, chá ou bala de coca. Nos países andinos da América do Sul este é um hábito muito comum e pode ajudar, mas as folhas são amargas o melhor é consumir o chá, já as balas não tem o mesmo efeito.

CápsulasO Sorojchi Pills é um composto de ácido acetilsalicílico, cafeína e salófeno (confirme se não é alérgico a algum dos componentes), muito comum entre os turistas é vendido sem receita médica nas farmácias da Bolívia e Peru, evite tomar depois das 15h., pode atrapalhar o sono, quantidade excessiva pode dar taquicardia.

Belezas naturais – é o que você vai encontrar na Bolívia, mas nem todos os lugares estão preparados para o turismo, viajar para a Bolívia é para quem não tem apego ao conforto.

Dinheiro – Não é raro receber uma nota falsa e nós brasileiros que não temos muita experiência com a textura das notas bolivianas podemos receber alguma, só vamos saber quando tentarmos passar no comércio.

Moeda boliviana – A moeda oficial é o Peso Boliviano, com sigla BOB. As notas são de 5, 10, 20, 50, 100 e 200 BOBs e as moedas de 1 e 2 BOBs e 5, 10, 20 e 50 centavos de BOBs.
Leve preferencialmente dólar, mas notas sem riscos, amassadas ou velhas, eles criam caso para trocar. Troque em locais autorizados, casa de câmbio ou banco que funcionam das 8h.30 às 12h. e das 14h.30 às 18h. Trocas feitas nas ruas a cotação pode ser melhor, mas o risco de notas falsas é alto. Os saques com cartão de crédito são e em moeda local, com IOF de 6,38%

Bagagem – Leve sempre junto com você, não deixe bolsa fácil em trens se estiver perto da janela.

Fotos – Normalmente eles esperam você fotografar e depois vão cobrar, pergunte antes se pode fotografar e o preço. Atrás de uma lhama sempre vem uma pessoa cobrando depois da foto feita.

Falsos guias – Os falsos guias surgem como por encanto, basta você consultar um mapa, parar em algum local para se localizar e eles já aparecem querendo dar informação, não aceite, descarte e vá andando caso contrário mesmo sem contratar eles vão cobrar muitas vezes apenas por indicar uma direção.

Táxi – Negocie e deixe claro a tarifa, quando você pergunta quanto custa determinado destino eles dão o preço, mas ao chegar vão dizer que aquele preço é por pessoa não por destino.

Pacotes com Agência. – Procure negociar não muito tarde, eles seguram o cliente até o fechamento das demais agências e depois falam que se enganaram no preço, o valor é mais alto e com as agências fechadas você vai ser obrigado a fechar o pacote com eles.

Alimentação – Água somente engarrafada e verifique se está lacrada, evite sucos que levam água ou adição de pedras de gelo na sua bebida, nunca se sabe a água que foi utilizada nesse gelo.
Na Bolívia a higiene na manipulação de alimentos deixa a desejar, mesmo nos restaurantes é comum manipular a comida depois receber dinheiro. A comida de rua tem um ótimo apelo olfativo, mas não tem qualquer refrigeração. Isso é uma questão cultural, portanto normal entre eles.
No geral a comida é boa, farta e o preço justo. Os pratos mais comuns são com  “pollo” (frango) e “carne de res” (carne de vaca), vale a pena experimentar os pratos locais. Os pratos típicos são exóticos e saborosos. Abaixo somente alguns do pratos da culinária boliviana.
Empanadas – pastel assado, o recheio mais comum é a carne.
Lhama – a carne de lhama é mais comum nas regiões da Cordilheira dos Andes. Pode ser prepara da assada ou frita.
Cuy – O porquinho da índia é uma dos pratos mais tradicionais da culinária andina.
Majadito de charque – arroz com carne seca acompanhado de banana e ovo frito.
Majao Cruceño – carne seca, ovos fritos frita e arroz. Acompanha tomate, pimentão e banana servida na lateral do prato.
Locro Carretero – ensopado com charque, arroz, mandioca. Também pode ser preparado com frango.
Truta – servida na região de Copacabana (Lago Ttiticaca), muito comum, mas tem muita espinha.
Antecucho – espetinho de carne com vinagrete e farofa.
Mocochichi – suco feito com canela e pêssego.
Hojarasca – biscoito a base de farinha de trigo recheado com doce de leite (comum em Sucre).
Huminta – tipo de pamonha salgada ou doce feita com milho branco.
Salsibatatas – batatas com salsichas.

La Paz

Top-090População– 766.468 (2012), habitantes
Altitude – 3.640m. a.n.m., é a capital mais alta do mundo

Localização – Centro-oeste da América do Sul
Idiomas – Espanhol, quíchua e aimará (oficiais).
Quando ir – sempre faz frio, chove no verão, as estações correspondem às mesmas do Brasil.
Clima – seco e frio
Moeda – pesos bolivianos BOB, em 2020 U$1,00 = B$6,83
Documentos – brasileiros podem ingressar na Bolívia apenas com o RG, sem necessidade de passaporte. O documento precisa estar em bom estado e não há qualquer regra dizendo que o RG precisa ter menos de dez anos, mas os bolivianos podem encrencar com isso. Qualquer outro documento, como carteira de habilitação, não são aceitos.
Taxa – Brasileiros não pagam nenhuma taxa e podem ficar por até três meses na Bolívia como turistas.
Vacina – vacina de febre amarela é obrigatória, mas nem sempre eles pedem a Carteira Internacional de Vacinação, na dúvida, providencie.
Quanto tempo ficar – 2 dias para a cidade e 2 dias para o entorno.
Soroche – para quem estiver chegando direto do Brasil pode ter problemas com a altitude, faça tudo devagar e se for até o Chacaltaya e Huayana Potosí deixe para o último dia.
Fundada em 20 de outubro de 1548 por Don Alonzo de Mendonza, para comemorar o fim da guerra civil entre almagristas e pizarristas (ex-sócios e conquistadores do Império Inca), originalmente ficava perto do Lago Titicaca, mas com a aparição do ouro no cascalho do rio Chuquiyapu a cidade foi para o atual lugar.
Vista do alto a cidade está em um canyon escavado pelo rio Chuquiyapu, em sua volta os picos da cordilheira com mais de 5.000m. a.n.m. que protege a cidade dos fortes ventos do Altiplano.
La Paz é uma metrópole que encanta por suas tradições indígenas em cada rua, população pobre sofre com consequências sociais e econômicas, mas sem dúvida é um local que encanta. Pesquise bastante antes de ir.

São Paulo x La Paz

Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), parte do Brasil voos da Latam e Gol para o Aeroporto Internacional El Alto (LPB), que está a 4.058m. a.n.m., distante a 10km. do centro de La Paz, os aviões operam em pistas longas devido os efeitos do ar rarefeito. Há ônibus e táxis para a cidade.
Taxa de embarque internacional – se sair da Bolívia por este aeroporto deixe separado U$25. Para voos domésticos B$15 (U$2,15).

Oruro X La Paz

Diário de Bordo – Na Viação Trans Aroma B$28 (U$4), o agente me garantiu que o ônibus era direto. Para ter acesso a zona de embarque é necessário pagar uma taxa de embarque no valor de B$2 (U$0,29), quando desci para a área de embarque percebi que nem era necessário ir até o guichê, vários agentes das empresas, corriam atrás dos viajantes, talvez fosse possível até conseguir um desconto. Tomei assento no ônibus, um Mercedes Benz, brasileiro, confortável, inclusive internamente todos os avisos escritos em português. O ônibus não era direto!

 Onde ficar em La Paz

Diário de Bordodurante o tour do Salar de Uyuni o espanhol e namorada me deram ótimas referências sobre o Hotel Ângelo Colonial na Calle Santa Cruz Mariscal, centro. Sobrado antigo, quartos adaptados, banheiro compartilhado, sem TV, sem desayuno, meu quarto não tinha janela, cozinha suja, tudo muito ruim e na Calle Sagarnaga só havia vaga em hotel melhor para o dia seguinte.  Foi a noite que me senti mais insegura, nem mesmo em Cochabamba estive assim. A porta apesar de fechada tinha algumas frestas, coloquei uma cadeira calçando a porta, acordei várias vezes durante a noite.

 Hotel Sagarnaga (recomendo)
Ótima localização, quartos com TV, banho privado, wi-fi, recepção 24 horas, cofre, produtos de higiene pessoal, elevador, café da manhã incluído, restaurante, perto do centro, mas com subida para chegar até ele.
Localização – Calle Sagarnaga, 328
Preço – U$32, twin

O QUE VER EM LA PAZ

Diário de Bordo – fui para o Hotel Sagarnaga, como minha filha só chegaria no dia seguinte, no próprio hotel contatei a Diana Tours e segui para City tour em van e Vale de la Luna

City Tour (em van)

Diário de Bordo – O tour não foi exatamente o que esperava, primeiramente o guia se preocupa em mostrar a La Paz elitizada, condomínios, palacetes, repete a todo momento o valor estimado de cada casa. Gostei mais do centro velho.
Há um city tour pelo centro histórico que pode ser mais interessante, ele é feito caminhando pelos pontos turísticos: Praças São Francisco, Murillo,  São Pedro, Alonso de Mendonza, Mercado das Bruxas e Rua Jaén. Tem saídas de manhã e à tarde com 3h. de duração. Os hotéis fazem a reserva.
Preço médio – B$48 (U$7)
Diário de Bordo – terminado os passeios e ainda sob o efeito do soroche (mal da altitude), perambulei pelo centro para comer algo, tudo muito gorduroso, resolvi tomar uma sopa no Shopping Norte, na área de alimentação pedi um caldo de frango. Surpresa! Caldo ralo com um pé de frango boiando, detalhe que um dos “dedos” ainda estava com unha. Eca! Acompanhava o caldo uma batata amarela, uma branca e uma preta (horrível) e pão. Empurrei tudo no canto do prato e tentei tomar o caldo com pão.

Diário de Bordo – no dia seguinte acordei ainda com os sintomas do soroche, comprei Sorojchi Pills, atravessei a Av. Mariscal Santa Cruz, sentido 16 de Julio e fiquei aguardando uma Van que fosse até o aeroporto B$3,60 (U$0,50), uma verdadeira loucura, os ônibus e vans se aglomeram, é preciso  fazer malabarismos para tomar um deles. Aguardei a chegada do voo da Paula fomos até a cafeteria do aeroporto para ela tomar um chá de coca e se prevenir com uma cápsula do Sorojchi Pills. Com uma van retornamos ao hotel, como ela estava bem começamos nosso tour pelo Mercado Central

Mercado Central

No setor de carnes: galinha, pato, carne, fígado, coração, rim, pulmão, em bacias ou pendurados em ganchos, tudo sem refrigeração. Na área de alimentação quiosques vendendo frango à milanesa, nacos de carne, peixe frito, tudo amontoado em bacias, sobre balcões sem cobertura. Sopa aos montes, são servidas em caldeirões que ficam no chão, junto com algumas bacias com água turva aonde são lavados os utensílios. Um suco de pêssego, que segundo informaram é um fermentado da fruta em água, açúcar, cravo e canela, depois de pronto é colocado em copo ou sacos plásticos. O piso impossível dizer o material de origem, tamanha é a camada de gordura que está sobre ele. O local tem corredores estreitos, as vendedoras, com encardidos aventais oferecem gritando o seu produto, algumas chegam a levar as bacias com as frituras até a cara do “freguês”. Outras enfiam conchas dentro dos caldeirões de sopa para mostrar a qualidade do produto. Não dá para ficar muito tempo! Mas é digno de ser visto. Saindo dali fomos para o setor de flores. Toda a volta do mercado é cercada de ambulantes vendendo frutas, doces, pães, refrigerantes, do outro lado da Calle Camacho um movimentado mercado de roupas. Esta região da Igreja São Francisco, Praça e Mercado Central é um verdadeiro formigueiro de gente.

Calle de las Brujas (mercado das bruxas) Calle Linares

São encontrados todos os tipos de ervas, unguentos, velas, incensos, tudo que se possa querer para “magia”, asa de condor, aves e  sapos embalsamados com pedras vermelhas nos olhos, remédios naturais para qualquer tipo de doença e até leitura do futuro em folhas de coca. Para quem não quiser ter o trabalho de montar seu kit, eles já fornecem prontos, de acordo com a necessidade do freguês. A curiosidade são os fetos de lhama embalsamados, eles são usados como oferenda a Patchamama (Deusa Terra), ao se construir uma casa ou montar um negócio, ele deve ser enterrado no terreno antes da construção. Lugar para se observar um pouco da cultura e crença dos indígenas bolivianos.
Diário de Bordo – comprei uma Pachamama (mãe terra), me pareceu a coisa menos assustadora.
Localização – próximo a Calle Sagarnaga, esquina da Calle Santa Cruz e Melchor Jimenez, concentrado na Calle Linares.

Dica – evite fotos, eles não gostam, evite problemas.

 Praça Murillo

Um ótimo local de observação, crianças alimentando pombos, roupas típicas, chapéus tradicionais das mulheres aymaras que conversam na praça. É o  melhor local para observar importantes edifícios do período colonial. Sempre cercada de policiais por conter manifestações políticas.
Na praça está o busto de Gualberto Villarroel que foi retirado do palácio e morto pelos Vigilantes, depois o corpo foi pendurado em um poste de luz. Outra estátua é de Pedro Domingo Murillo, lutou na guerra da independência e foi enforcado em 1810.

Palácio do Governo, Palácio Presidencial (1825)

Palácio Quemado

Arquitetura neoclássica, chamado popularmente de Palácio Quemado, onde fica a residência oficial do Presidente boliviano, aqui funcionam escritórios presidenciais e o gabinete do presidente. A denominação de Palácio Quemado vem desde o século XIX quando numa das revoltas o edifício foi incendiado e posteriormente reerguido.
Procure assistir a cerimônia da troca de guardas, o uniforme vermelho do século XIX presta homenagem aos soldados que lutaram durante a Guerra do Pacífico contra o Chile.
Visitas – o palácio não é aberto ao público, mas às vezes os guardas permitem o acesso ao pátio interno.
Localização – Calle 2, Plaza Murilo, próximo ao Palácio do Congresso.

Palácio Legislativo – Congresso

A sede do parlamento boliviano funciona numa construção neoclássica que ocupa quase por inteiro uma das arestas da praça. Foi antigo convento e universidade, destaque para a enorme cúpula em estilo coríntio e altas colunas. Durante a visita fica claro que a difícil situação do país se deve a sua instabilidade política, embora seja um país de indígenas eles só chegaram ao poder com o Presidente Evo Morales.
Visitas – permitidas.

Catedral Metropolitana
Nuestra Señora de la Paz.

A fachada é imponente, frontão neoclássico e colunas coríntias na fachada. Internamente há vitrais para serem observados.

Localização – ao lado do Palácio Quemado.

Palácio de los Condes de Arana – Museu de Arte Nacional

Edifício do século XVIII com obras da escultura boliviana Marina Núñez del Prado e toda uma galeria dedicada a Melchor Pérez Holguín mestre da arte colonial andina.

Calle Jaén

Rua de pedestres forrada com pedras  e ladeada por casarios coloridos do século XVIII que preservam o passado colonial de La Paz, viveram nesta rua dois mártires da independência boliviana: Pedro Murillo e Apolinar Jaén. Aqui estão instalados o Museu das Pedras Preciosas e dos Instrumentos Musicais além de cafés e restaurantes.
Localização – centro histórico

Igreja e Convento de São Francisco

A primeira edificação é da data da fundação da cidade, toda em adobe e palha, desmoronou devido a fortes tempestades de neve por volta de 1610, só sendo reconstruído cem anos depois. A atual foi erguida em meados do século XVIII, por ter sido feita com mão de obra dos Aymaras seus adornos mesclam temáticas europeias e indígenas, denominado barroco mestiço ou barroco andino, as pedras vieram da cidade de Viacha, a cerca de 22km de La Paz.
Não é permitido tirar fotos dentro da igreja.
Localização – praça São Francisco, esquina com a Calle Sagarnaga

Calle Sagarnaga

Ao lado da Igreja de São Francisco, esta rua reúne  infraestrutura necessária para atender os visitantes. São restaurantes, casa de câmbio, agências de viagens e muitos hotéis que se esgotam rapidamente.
El Parnaso (espetáculo para turista)
Restaurante para turistas assistirem uma “peña folclórica”, danças com roupas típicas e música ao vivo.

Localização – Sagarnaga, 189, esquina com Calle Murilo.

Sightseeing City Tour
Se tiver pouco tempo em La Paz use o Sightseeing City Tour, são aqueles ônibus de 2 andares que percorre 28 pontos turísticos, 3 paradas: Av.Illampu (Hotel Qantu)  as 14h., Plaza Murillo 14h.15, Plaza Isabel la Catolica 15h.15 e retorna a Av. Illampu.

Preço – B$15 (U$2,15), você pode subir e descer nas paradas.

Média de preços para comer em La Paz

Café da manhã (desayuno)
Baixo custo – B$16 (U$2,30)
Econômico – B$20 (U$2,87)
Conforto – B$25 (U$3,60)

Almoço
Baixo custo – B$21,50 (U$3)

Econômico – B$25,80 (U$3,70)
Conforto – B$30 (U$4,30)

Jantar
Baixo custo – B$23,80 (U$3,40)

Econômico – B$29,70 (U$4,30)
Conforto – B$36,70 (U$5,50)

Nos arredores de La Paz

Teleférico

Usado por turistas e moradores para se locomover do bairro pobre de El Alto para o centro mais desenvolvido. São várias linhas que funcional 17h. por dia, a maioria delas opera com capacidade de 3.000 passageiros/hora que se acomodam em cabines que cabem 10 pessoas.
Preço – B$3

Mirante Killi Killi

É o mais próximo de La Paz e acessível até sem carro, mas é necessário subir um lance de escadas até Villa Pavon finalizando com uma curta e inclinada ladeira. La no alto a vista é ótima, tem uma praça com bancos para descansar. Observe o mural dedicado às “caseras”, típicas vendedoras bolivianas.
Localização – Av. la Bandera
Preço – acesso gratuito.
Horário – aberto 24h.
Localização – 1km. partindo do centro histórico.

Mercado 16 de Julio
Conhecido como o maior mercado de pulgas a céu aberto do planeta, são aproximadamente 350 quarteirões de produtos, mas nem tudo autêntico. Vale o passeio, cuidado com mochila, sacola e carteira.

Vale de la Luna

É o passeio mais próximo de La Paz, área repleta de formações rochosas esculpidas pela erosão que fazem a paisagem se parecer com a lua. Como a visita é rápida, algumas agências fazem Vale de la Luna junto com Chacaltaya com ou sem almoço.
Diário de Bordo – o Vale de la Luna não me encantou, é um antigo lago que secou e manteve suas formações argilosas, formando crateras. Não fiz junto com o Chacaltaya.
Preço Vale de la Luna – B$15 (U$2,15) + B$30 (U$4,30) pela entrada.
Preço Vale de la Luna + Chacaltaya –  B$20 (U$2,90) + B$30 (U$4,30) pela entrada.
Preço City Tour + Teleférico + Vale de la Luna = B$308(U$45)

Tiawanaku ou Tihuanaco

Tiawanaku foi uma civilização pré-incaica fundado por volta de 200 a.C. e prosperou até 1000 d.C., era um povo avançado em matemática, astronomia, construção e cerâmica. O sítio arqueológico conta com um museu e o conjunto de ruínas ainda em fase de descoberta.
Como chegar por conta própria– em frente ao cemitério de La Paz partem ônibus que chegam até um povoado próximo às ruínas. A viagem dura 1h.30.
Como ir com Agência – é o mais recomendado, inclui guia, transporte e almoço com bebida paga à parte. Saída às 8h.30 e retorno à tarde.
Preço –  B$82 (U$12) + mais entrada no parque de B$100 (U$15)
Preço agência com almoço – B$82 (U$32)
Diário de Bordo – fomos com a Diana Tours, passamos pelo Pueblo de Laja(1548), Quellani, puente Katari, Pircuta, chegamos às 10h. em Tihuanaco. Percorremos todo o sítio arqueológico, monólito Ponce (descoberto em 06/05/1965), Urake, Templete Semisubterrâneo (com cabeças de pedra), Templo de Kalasasaya, Porta do sol com monolitos. Almoçamos: sopa de quínua,  arroz, tomate, cenoura, carne de lhama, sobremesa banana com iogurte de morango. Depois fomos ao museu Centro Espiritual y Político de la Cultura Tiwanaku B$80,00 (U$12) destaque para a Fuente de Ritual, Cruz Andina e vários monólitos. Voltamos às 16h. Aproveitamos o final da tarde para visitar o Museo de Coca.

 Museo de Coca

Bastante interessante, conta a trajetória da coca desde o seu plantio, sua utilização em folhas mascadas pelo povo andino, até o refino da droga. Um museu pequeno, mas esclarecedor.
Localização – Calle Linares, 906
Preço –  B$13 (U$2)

Chacaltaya – 5.480m. a.n.m.

É apenas uma das muitas montanhas que circundam La Paz, o acesso com veículo chega perto do cume, depois é necessário a caminhada a pé, mas é bom para quem já está adaptado com a altitude, no topo está a estação de esqui mais alta do mundo. Nos períodos de nevasca o acesso pode ser bloqueado pela neve. Já no verão o problema são os deslizamentos de terra, comuns nesta região dos Andes.
Preço – de B$137- (U$20)
Diário de Bordo no Chacaltaya – Fomos com a Agência Diana Tour, após 1hora e ½ em um micro ônibus percorrendo despenhadeiros, curvas sobre curvas, sem proteção alguma e sempre subindo chegamos na estação de esqui, a partir deste ponto iríamos a pé até o topo. Já na estação de esqui os sintomas da altitude eram grandes, o guia avisou ao grupo que aquele que sentisse dor de cabeça deveria voltar, não era prudente continuar. Comecei devagar, a cada 10 passos precisava parar para descansar, em alguns trechos precisei sentar em pedras para descansar, em uma dessas paradas vi uma das brasileiras, retornando. Cheguei ao primeiro lance, ali todos descansam, tomam água, tiram fotos, minha falta de ar era tão grande que pensei em parar por ali mesmo. Mas achei covardia não tentar e fui passo a passo, quando atingi o cume achei que o peito iria explodir, tamanha era a dificuldade em respirar. Fiquei sentada algum tempo, felicidade de estar ali, de ter saúde para superar dificuldades, agradecida por ter conseguido estar, sentir e ver tudo aquilo. A paisagem maravilhosa, lá embaixo lagos, alguns trechos com neve, sensação de liberdade. Obstáculo vencido! A descida foi mais rápida, mas requeria cuidado. Fazia muito frio, fomos até a estação de esqui comemorar com um chá de coca.

BOLIVIA X PERU – Na volta paramos perto do cemitério, iríamos pegar um ônibus para Copacabana, Viação Manko Kapac B$15 (U$2,15), saída às 14:00h. com chegada em Copacabana 17h. A viagem ia bem até chegarmos ao estreito de Tiquina, quando o motorista começou a gritar “Baja, baja, baja”, todos desceram. O ônibus atravessaria em uma balsa, mas teria de ir vazio, só com a bagagem, sem saber o que estava acontecendo e nem para onde ir, começamos a correr atrás do tal senhor, seguindo sempre o boné branco, que a certa altura desapareceu, havia um guichê aonde presumimos que deveríamos comprar bilhetes para a travessia em barco separado do ônibus (B$1,50 p/ pessoa). O barco era pequeno, começou a entrar gente, uma senhora começou a reclamar muito dizendo que havia super lotação, mas o marinheiro não dava atenção e colocava mais gente, com sacos, sacolas, malas. Finalmente o barco saiu não havia coletes salva vidas, nunca achei um Estreito tão largo, a margem não chegava nunca, fiquei imaginando como seria um naufrágio ali com a água do Titicaca a 10ºC. Quando chegamos do outro lado o ônibus havia sumido entre muitos outros, ficamos preocupadas com nossas mochilas e quando localizamos ele já estava se preparando para ir embora com portas fechadas, corremos atrás gritando para o motorista parar. A paisagem a partir dali é muito bonita, com o lago aparecendo a cada instante, sempre de ângulos diferentes.

ORURO

Capital Boliviana do Folclore

Distância – Uyuni x Oruro = 313km. / La Paz x Oruro = 231km.
Altitude – 3.735m. a.n.m.
População – 235.600 habitantes (2011).
Moeda – Boliviano (BOB). U$1,00 = B$6,83 (cotação agosto/2020).
Fundação da cidade – 1 de novembro de 1606.
Oruro é a Capital Boliviana do Folclore e tem como festa mais famosa o carnaval. Oruro é a única cidade da Bolívia e talvez de toda a América Latina onde o carnaval inclui no programa uma dança em honra à Nossa Senhora.

Como chegar de La Paz a Oruro – Trem: Wara Wara ou Expreso del Sur. Ônibus: com valor aproximado de B$62 (U$9)

Como chegar de Uyuni a Oruro – Trem Wara Wara del Sur somente às quartas e domingos e o Expreso del Sul às terças e sextas feiras. Compre com antecedência pelo site ticketsbolivia.com.bo. São 2 tipos de vagões Executive e Lounge nestes as poltronas inclinam mais um pouco. Dependendo do tipo de poltrona pode custar a partir de B$59,63 (U$8,55). Vagão restaurante disponível.

Veja meu Diário de Bordo no final do post.

Como sair de Oruro para La Paz – Trem Wara Wara, em semi leitos numerados e poltronas que tem inclinação razoável para descansar, um pouco mais caro são os leitos executivos, ambos com serviço de bordo.
Ônibus são vários, mas tudo sem horário fixo e nem sempre os atendentes vão estar nos guichês, eles costumam vender os bilhetes na rua aos gritos. O preço deve estar em torno de B$20 (U$3). A viagem leva de 4 a 5 horas, o que demora é o trajeto da entrada de La Paz até o Terminal de Ônibus, o trânsito é caótico.
Dica – em Oruro os bolivianos tomam o ônibus fora do terminal para não pagar a taxa de embarque que é de B$2 (U$0,29), aconselho pagar a pequena taxa e já sair acomodado do terminal. Vai haver um certo desconforto pelo aumento da altitude.

O povo não gosta de ser fotografado em seu dia/dia, por esse motivo fiz poucas fotos de Oruro

 O que fazer em ORURO
Santuário de La Virgen de Socavón (Virgem Candelária)

A primeira capela deu origem ao santuário e a igreja atual é de 1781, recebeu o nome de igreja de Nossa Senhora de Copacabana. Como os fiéis veneravam a virgem da Candelária, patrona dos mineiros, conhecida como a Virgem de Socavón ela tornou-se a patrona da igreja. Veja a imagem de São Miguel Arcanjo de 1606, o quadro da Virgen de Socavón (Virgem da Candelária), data do século XVI. A igreja acomoda até 1.200 devotos, no dia 12 de fevereiro os devotos realizam em honra a Virgen del Socavón o folclórico carnaval junto com o Dia do Folclore.

Museo Minero

101-002No subsolo da igreja há uma antiga mina de prata e  vestígios da época colonial com roupas dos mineiros, máquinas, carrinhos, balanças, documentos em balcão com vidros,  artefatos usados na extração de prata.  Os índios foram catequizados com a imagem de Deus no alto e do Diabo na terra, para trabalhar em um local tão perigoso, eles tinham que pedir licença para trabalhar no subsolo e faziam oferendas ao demônio.
No interior das minas bolivianas é comum encontrar uma imagem que muitas vezes é chamada de “Tio” com oferendas de cigarro, bebida, dinheiro e folhas de coca.
A visita tem entrada controlada e é feita com guia em espanhol, o acesso ao subsolo é por uma escada estreita e longa, no final da escada o túnel fica mais largo, frio e úmido.
Ingresso – B$20 (U$3), para tirar foto é cobrada uma taxa à parte.
Paguei B$8(U$1,15) para entrar e B$3(U$0,43)para foto

Monumento a La Virgen del Socavón)

A Virgen del Socavón é uma invocação da Virgem Maria que é venerada na cidade de Oruro onde foi inaugurada uma estátua em 2013 com 45,4m. de altura, pesa 1.500 toneladas, está a 3.845m. a.n.m. A imagem é mais alta que o Cristo Redentor (38m.), no Rio de Janeiro.
A estátua original é venerada no Santuário de Nossa Senhora de Socavon, em Oruro. A inauguração da estátua coincidiu com o início do famoso Carnaval de Oruro.
Como chegar até a estátua – teleférico, estrada Camino a la Virgen.
Atrativos – dentro da estátua há uma capela para 80 pessoas, um complexo cultural de 4 andares com exposições sobre: a criação da cidade, as capelas construídas e o carnaval. Faz frio lá no alto, aproveite a cafeteria.

Plaza 10 de Febrero

A praça existe desde a fundação da cidade em 1606, primeiro como Plaza Mayor, depois Plaza del Rey e com influência espanhola permaneceu assim até 1900, chegaram os franceses e alteram a arquitetura, foram incluídos bebedouros, quiosques, fonte com animais de bronze, quatro leões, dois cães, um javali e um lobo.
Excelente local para sentar-se em um de seus bancos e observar a população local, só evite ficar sob as árvores, há muitas pombas nas árvores.
Foto: Niños de Versailles

 Onde comer
Não fiz uso de restaurante, preferi um lanche rápido para aproveitar melhor o dia na cidade, passei por uma “tienda” de salteñas, pedi uma de frango B$9 (U$1,30) e uma de carne B$10 (U$1,50), foram as melhores salteñas que comi em toda a viagem.

Carnaval de Oruro – se quiser aproveitar o melhor de Oruro

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Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco

O maior carnaval do altiplano boliviano um dos mais importantes do mundo é celebrado na cidade de Oruro no sábado de carnaval. Participam mais de 48 conjuntos folclóricos, cerca de 28.000 dançarinos com fantasias de acordo com as 18 especialidades de danças que reúnem as diversas partes da Bolívia, o trajeto é uma peregrinação com cerca de 5km. até o Santuário de Socavón, na tradicional “Entrada”, é uma manifestação cultural já que tem o lado religioso e pagão, marca o festival Ito, dos Urus. A cerimônia segue os costumes andinos tradicionais, baseados na invocação de Pacha Mama e do Tio Supay, sincretizados, respectivamente, nas figuras da Virgem Maria e o Demônio.
A cerimônia Ito nativa, foi interrompida em meados do século XVII, pelos  espanhóis (então comandantes das  terras do Alto Peru), o que não impediu os Urus de continuar praticando o seu festival, mascarado sob a forma de comemoração cristã, segundo a lenda a Virgem Maria misteriosamente apareceu em uma das minas de prata mais ricas em ouro e é por isso que se chama carnaval de Oruro.

FOTOS DO CARNAVAL – https://boliviaesturismo.com/pt/carnaval-de-oruro-bolivia/

UYUNI X ORURO
Diário de Bordo – em Uyuni comprei uma passagem de trem para Oruro. Havia 3 categorias, escolhi a intermediária. Olhei no relógio eram 10h. e o trem só sairia as 0:05h. Resolvi que ficaria na praça até à noite, mas aos poucos comecei a ficar impaciente, não queria pagar mais uma diária, mas na praça também não era possível, precisava de um banho e começava a esfriar. Procurei um hotel simples: Hotel Palace, Residencial Copacabana, Residencial San Cayetano, atendimento foi péssimo. Optei pelo Hotel Cactu B$70 (U$10), para ficar até à noite. A dona foi muito simpática, o chuveiro era bom, mas o quarto cheirava a mofo, colchão ruim (fui até espetada por uma agulha), temperatura no quarto 10ºC. Saí para almoçar, mas como já havia passado da hora os restaurantes estavam fechados, encontrei um quiosque na praça. O dono entregou o cardápio de lanches, pedi um sanduíche de queijo, depois de muito vasculhar na geladeira disse que não tinha. Escolhi um de frango, tornou a olhar na geladeira, também não tinha. Troquei por um de jamon (presunto), ele abriu um sorriso desdentado e disse que tinha, mas eu teria de esperar até que sua a filha fosse comprar o pão. Aguardei quase meia hora, chegou o sanduíche: pão, uma fatia finíssima de presunto e uma fatia de tomate e uma coca cola.
Ao sair do hotel às 11h.20 estava preocupada, não havia ninguém nas ruas, mas para minha surpresa a Estação de Trens estava lotada de mochileiros. A viagem durou a noite toda, é possível dormir um pouco. Como sabia que pela manhã seria vendido um café, imaginei que haveria um vagão restaurante, transitei por vários vagões e nada, quando tentei passar para o vagão executivo a porta estava trancada. Voltei para meu lugar, resolvi ir até o banheiro. Péssimas condições, impossível descrever! Voltei para minha poltrona, para minha surpresa aparece um rapaz, com uma imensa garrafa térmica vendendo uma caneca de café e um sanduíche de pão com presunto. Beleza!

Chegando a ORURO – quinta feira

O trem começa a serpentear por vários pueblos, a paisagem mudou completamente, muito verde, plantações, lagos cheios de pássaros que fazem revoada ao amanhecer, mas para apreciar tudo isso só estando sentado ao lado esquerdo do trem.

Cheguei em Oruro às 8h,

A princípio pretendia dormir em Oruro, mas como era pouca coisa para ver pensei melhor e achei que seria possível seguir no mesmo dia para La Paz, com ônibus a cada meia hora. Fui ao guarda volumes, deixei minha mochila, me informei como chegar ao Santuário da Virgen de Socavón. Como as informações estavam muito confusas sobre qual ônibus local deveria tomar, resolvi ir andando guiada pelo mapa. Segui pela Avenida 6 de Agosto até a Calle Junin, dobrei à direita, neste ponto há um interessante mercado de rua, com verduras, frutas, grãos e muito material esotérico. Passei um tempo observando as bancas, me abstive de tirar fotos para não criar problemas, já sabia que o pessoal não gostava. O Santuário se localiza no alto da cidade, subi devagar e parando bastante, ainda sentia muita falta de ar. Ao chegar ao local precisei sentar, não aguentava nem falar, depois de algum tempo fui até a secretaria do Santuário para a visita ao subsolo onde está a mina. Tomei um lanche e na sequência com o teleférico subi até a imagem da Virgen de Socavón e assim terminei o roteiro de visitas.
Voltei para a rodoviária, vários guichês ofereciam passagem para La Paz, optei pela Viação Trans Aroma B$28 (U$4), o agente me garantiu que o ônibus era direto. Para ter acesso a zona de embarque é necessário pagar uma taxa de embarque no valor de B$2 (U$0,29), quando desci para a área de embarque percebi que nem era necessário ir até o guichê, vários agentes das empresas, corriam atrás dos viajantes, talvez fosse possível até conseguir um desconto. Tomei assento no ônibus, um Mercedes Benz, brasileiro, confortável, inclusive internamente todos os avisos escritos em português. O ônibus não era direto!

Uyuni, Deserto de Sal

Potosi  x  Uyuni

Como chegar  

UYUNI

População – 29.518 habitantes (2012).
Altitude – 3.600m. a.n.m.
A cidade – Uyuni pode ser considerada como “cidade dormitório”, já que é o ponto de partida para o deserto de sal, não tem atrativos turísticos, mas é repleta de agências de turismo.

SALAR DE UYUNI


É a maior planície de sal do mundo, com 10.582km.2 formada em um lento processo. Há milhares de anos existiam lagos nessa região, a água evaporou e ficou o deserto de sal. 

QUANDO IR – a maior parte do ano o Salar fica todo seco, o número de lugares visitados é maior. No verão (final de abril), período chuvoso ele vai estar alagado, nem sempre é possível ter acesso a todas as atrações, mas o alagado funciona como um espelho que reflete o céu, as nuvens e as estrelas a noite.

ONDE FICAR EM UYUNI
Hospedagem econômica – Hostal Laguna Colorada, Hostal de Sal e Hostal e San Cristobal. Preço médio U$70.
Hospedagem de luxo – Hotel los Flamencos (U$225), Hotel Tambo Coquesa (R$588), Hotel Luna Salada (R$353). Todos com wi-fi.
Pacotes – Os preços variam muito, dependem do período, número de pessoas, dias dentro do Salar. Preço médio para um dia U$29 por pessoa. (salar, almoço Ilha Incahuasi e cemitério de trens). Para 3 ou 4 dias o preço fica a partir de U$120.
Agências de referência: Andes Salt Expeditions, Senda Andina (muito boa, opera junto com a Atacama Trips e oferece Atacama com Uyuni).

SOROCHE – caso não esteja aclimatado vai sentir os efeitos da altitude, o chá de “Chacoma” é fácil de encontrar na cidade e ajuda. Tome água mesmo sem sede e coma mesmo sem fome.
IMPORTANTE – é um passeio cansativo, com acomodações pouco confortáveis, quartos compartilhados, comida não falta, mas não é boa e a higiene pode deixar a desejar. Banho quente? Nem sempre vai ter. Os refúgios não tem aquecedores, alugue um saco de dormir (U$10,00). Fui sem reserva, descendo do ônibus já há um cerco dos agentes de turismo. Optei pela Discovery Bolívia (tem melhores), a agente praticamente arrasta o cliente e inicia dizendo que aceita cartão de crédito, mas na hora de fechar o pacote diz que não é possível, apesar de “gostar muito dos brasileiros”. Início da negociação US$120,00, deixou por US$100,00 pedindo por favor para não dizer aos demais participantes do tour, fiquei sabendo que alguns pagaram US$90,00. A agência indica o Hotel Avenida, jantei no Restaurante 16 de Julio.  

Hotel Avenida
Hospedagem tipicamente mochileira, bom custo benefício, bem localizado, quarto  privativo e banheiro estavam limpos, colchões razoáveis, wi fi, lavanderia, administração atenciosa.
Localização – Avenida Ferroviária
Preço – U$28 quarto simples, sem café da manhã.
Restaurante 16 de Julio
Boa aparência e localização, comida regional, espere prato rico em gordura. Só fornecem a senha e wifi se você fizer pedido de prato, só café ou chá não tem senha! Atendimento demorado e ruim.
Preço – pasta ao suco e um pedaço de frango B$40 (U$5,75), um suco B$15(U$2,15). Quase pedi uma sopa B$18, mas a mesa vizinha estava reclamando que estava seca e fria. Se for pagar com cartão pergunte antes, tem acréscimo de 10%.
Localização – Praça Aniceto Arce, 35

1º. dia

Pela manhã tomei café em uma lanchonete na praça, a dona ouvia uma televisão em volume alto e pilotava uma enceradeira infernal!  Pedi o desayuno: café com leite, pão, manteiga, geleia, ovos, suco, B$12 (U$1,70). Enquanto aguardava fiquei olhando no balcão um desfile de refrigerantes regionais marca “Burbujas”, nas cores coca-cola, fanta e um incrível vermelho indecifrável. Pedi para ir ao banheiro, dava de frente para a cozinha, dei uma olhada rápida no preparo do meu desayuno, achei melhor não prestar muita atenção, pois precisava daquele café da manhã.
Fui para a Agência, me disseram que sairíamos as 10h., mas para esperar no Hotel. Voltei para o Hotel, apareceu um rapaz dizendo que não era no Hotel, mas sim em outra Agência, ao lado do Hotel. Só então começaram a organizar a comida, combustível e mochilas em cima do jipe 4×4. Perguntei para a agenciadora sobre meu saco de dormir, ela havia esquecido! Foi preciso desamarrar a carga para acrescentar o saco. Conclusão: só saímos às 11h.30. Nosso grupo composto de 1 espanhol, 2 ingleses, 1 francês, 1 indiano, 1 neozelandesa, eu e o guia Hector.

1ª. parada – CEMITÉRIO DE TRENS

Museu a céu aberto com carcaças de trens que foram abandonados após desativação da retirada de minérios da região de Potosi, seu período máximo foi entre 1920 a 1929 quando entrou em crise. Fica na periferia da cidade, o solo arenoso contrastando com as escuras locomotivas resultam fotos interessantes.

2ª. parada – COLCHANI

O Salar de Uyuni contém cerca de 10 bilhões de toneladas de sal, com 25.000 toneladas escavadas e processadas anualmente. No povoado vivem cerca de 600 pessoas que sobrevivem da extração de sal, venda de artesanato feito de sal e arte têxtil de lhama e alpaca. O trabalho é difícil, não possuem proteção alguma para trabalhar no salar, param de trabalhar aos 40 anos por problemas de saúde. O Museu de Sal não leva mais do que 10 minutos para ser visitado.

3ª. parada – SALAR DE UYUNI

Local onde são feitas as “pirâmides” de sal para serem drenadas e depois recolhidas em caminhões. São quase 12mil km2 de sal, com crostas de 5 a 70cm. de espessura a uma altitude de 3.650m. a.n.m. Da cidade de Uyuni até o Salar são 30km. Não dá para resistir! Abaixei e coloquei um pouco de sal na boca! agora já é necessário colocar óculos escuro, o sol refletido no chão branco incomoda a vista. Observei que o inglês colocou óculos de natação, o rapaz estava em outra dimensão. 

4ª. parada – ISLA DEL PESCADO – INCAHUASI

Localizada na província de Daniel Campos, a uma altitude de 3.660m. a.n.m. Recebe este nome por seu formato em forma de peixe, são altas formações de corais em meio ao Salar cobertas por imensos cactos. No deserto de Uyuni estão cerca de 70 variedades de cactos. Chegamos as 13h.45.Para percorrer a Ilha é necessário pagar uma taxa de B$30 (U$4,30), que dá direito ao uso de banheiro. A vista do alto das formações de corais é incrível, em toda sua volta há sal a perder de vista. Neste local o guia prepara o almoço, servido ao ar livre em mesas de sal. Salada de tomate, pepino, abacate, almôndegas, quinua, pão, refrigerante. Aproveitei para percorrer pelo menos uma parte da ilha, ela é bem sinalizada com ótimos ângulos para fotos. Após o almoço seguimos em direção ao hotel de sal.

5ª. parada – Hotel de Sal

Fica a 160km. de Uyuni, ao longe um edifício de aparência simples, mas de perto muito interessante. As paredes são feitas de blocos de sal, cobertura de palha, tendo em vista que lá não chove. Ao entrar o encanto continua: as mesas, bancos, camas, criado mudo, tudo feito de blocos de sal. Coloridas toalhas com motivos nativos cobrem as mesas, almofadas com mesmo motivo sobre os bancos, o piso todo em sal grosso convida o visitante a arrastar os pés. Banheiros em alvenaria, ducha com água quente que é paga à parte. O hotel não tem luz elétrica, somente velas acessas à partir das 17h., mas enquanto se aguarda o jantar servido as 19h., apesar do frio e vento vale a pena dar uma volta fora do hotel para ver os rebanhos de lhamas e o pôr do sol. Jantar: sopa de quínua, bisteca com vagem, cenoura, quínua e chá. Tudo servido em pratos e canecas de barro. Cerveja em temperatura ambiente (sempre), são cobradas à parte. A noite faz bastante frio é indispensável um saco de dormir. A comunicação com o grupo foi complicada, eu era a única que não tinha inglês fluente, não fumava e o grupo era jovem.  O guia dava informações completas em inglês e me informava rapidamente alguma coisa em espanhol. Por sorte havia estudado tudo o que iria ver, portanto o guia era apenas um complemento, perguntava quando tinha dúvidas.

 
 


2º. DIA

Hotel de Sal

Horário 7h. , 5ºC negativos. Para o café da manhã foi fornecida uma garrafa térmica com água quente para que cada um preparasse sua bebida. Café solúvel, leite em pó, chocolate, chá, manteiga, doce de leite, geleia, pão.

Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa

Criada em 1973, província de Sud Lípez, altitude entre 4.000 a 6.000m. a.n.m., taxa de entrada de B$150 (U$21,50). Saímos da região do Salar para uma região de desértica, com areia e montanhas. Passamos pelo Pueblo de San Juan, um outro salar menor Chiguana.
Paramos em um mirador a 4.200m. a.n.m. eram 10h. da manhã e a temperatura era de 8º.C, ventava muito, a sensação térmica era infinitamente inferior, mas valia a pena descer do jipe, avistar o Volcan de Ollague 5.865m. a.n.m.  e as formações rochosas.

 

Laguna Cañapa

A lagoa é toda rodeada de bórax muito branco que contrasta com os flamingos rosados, eles se instalam ali durante o verão, no inverno eles são mais raros. O dia não estava muito propício, ventava muito e o tempo bastante nublado não favoreceu muito as fotos.

Laguna Hedionda

Além da Laguna Hedionda passamos também pelas Lagunas Viscacha e Honda, cada lagoa é uma surpresa, cores variadas de acordo com o mineral que abriga no seu solo, os flamingos sempre presentes, ora em maior ou menor quantidade. A Laguna Hedionda tem uma vantagem sobre as demais, tem alguma estrutura para receber o turista, restaurante com vista para a lagoa, banheiro e um wi-fi que mesmo não sendo gratuito é um diferencial positivo.

Arbol de Piedra

Após mais 1h. de viagem e é a vez da Arbol de Piedra, formação rochosa de origem vulcânica, que tem a forma de uma árvore e desafia a lei da gravidade, pois o “tronco” parece que não vai suportar o peso dos “galhos”. Fica no Pampa de Sioli, a 18km. ao norte da Laguna Colorada. Nesta parada a temperatura era 0ºC., ventava muito e começa a nevar, algumas pessoas nem desceram do jipe por causa do frio. Como a neve começava a aumentar muito, o guia achou conveniente irmos direto par o refúgio. Chegamos as 13h.30. O guia se dirigiu para a cozinha, fomos todos atrás dele por que lá havia um fogão à lenha, mas ele nos expulsou, havia utensílios sujos por todo lado, não tinha pia, a louça nesses locais é lavada em bacias para aproveitamento da água. Na cozinha havia até uma cama. Acho que foi melhor sair mesmo!
Almoço servido: salada de pepino, frango assado, batata, molho de tomate, cebola e pão.
Fui procurar um banheiro para um banho. Água? Só fria, o banheiro estava em péssimas condições de higiene, havia um compartimento que servia para banho, mas não havia chuveiro, a água estava estocada em um tambor, tinha um caneco, após o uso do sanitário, cada um deveria jogar um caneco de água, mas parece que não houve um entendimento desta prática entre o grupo. Agora nevava muito, 6ºC negativos. Olhei para o tambor com água gelada, olhei para o caneco. Desisti do banho!
Nevando muito, passamos a tarde toda sem fazer absolutamente nada. O refúgio tinha 4 quartos com 7 camas e como estáavamos nós no local, pegamos cobertores nos outros quartos, além do saco de dormir coloquei mais 5 cobertores. Vesti todas as roupas que tinha na mochila. Decididamente não estava preparada para um frio deste porte.
O jantar foi servido: macarronada, maçã e vinho. O teto do refúgio era de telha tipo brasilit, com várias pedras segurando para não haver destelhamento durante a ventania. O brasilit que recobria o telhado da “sala” tinha vários furos e a neve começou a cair sobre o jantar, levamos a mesa para o quarto, lá havia um forro de plástico sob o brasilit. Depois… chá, chá, vinho, chá, vinho, chá, chá. Não necessariamente nesta mesma ordem. O guia nos comunicou que se a neve não melhorasse provavelmente teríamos que cancelar o tour do dia seguinte, pois seguir daquele local para frente seria imprudência, poderíamos ficar ilhados e provavelmente sem comida. Pela madrugada acordei sufocada com o peso dos cobertores!

3º. DIA

Refúgio – acordamos 7h. Com 1º.C dentro do refúgio e fora 3ºC negativos. Havia parado de nevar. Desayuno: café solúvel, leite, chocolate, chá, margarina, doce de leite, geleia de pêssego. Iríamos ver este mesmo lanche várias vezes, o pão ao final já estava terrível de comer, de tão duro.

Gêiseres

Saímos às 8h.15h. para conhecer os gêiseres, a temperatura era de 6ºC negativos, a 4.850m. a.n.m., é uma área de atividade vulcânica constante, de onde se desprendem gases em alta pressão. Tudo era tão bonito e novo que não tinha como não descer e correr por aquele amontoado de gêiseres, borbulhantes, envoltos em névoa e muita neve no chão. Saímos as 9h.30 com destino novamente a mais três lagoas, o jipe atolou na neve e foi necessário esperarmos ajuda para sair dali.

Laguna Colorada

A Laguna Colorada está a uma altitude de 4.278m. a.n.m. e 60km2. de extensão, pouca profundidade, possui águas salinas, conta com ilhas de gelo cobertas de bórax. Sua cor se deve a pigmentos de micro organismos, que são alimentos dos flamingos.

Laguna Carpina.

Lagoa também margeada por larga camada de bórax.

Laguna Verde

Possui a coloração verde esmeralda devido a alto teor de arsênico, próximo a Laguna está o vulcão Licancabur (5.860m. a.n.m.). Voltou a nevar forte e tivemos que ir embora, passamos pelo Pueblo Villa Mar, depois ao Pueblo de San Agustin.

Pueblo San Agustin

Um pouco maior do que Villa Mar, mas tão poeirento quanto, povoado espremido entre rochas imensas, a altitude é de 3.837m. a.n.m. Local de parada para o almoço: salada de tomate com pepino, arroz com cenoura, atum em lata, pedaços de queijo de gosto e aparência duvidosa, laranja, água e coca cola. O guia se utiliza da cozinha de uma casa particular para preparar a comida. Na praça um pequeno coreto e uma ave indecifrável de concreto, uma coisa meio amorfa, ao fundo uma igreja que um dia havia sido pintada de amarelo. Continuei andando, a rua principal do povoado devia ter no máximo cinco quadras, fui até o final, encontrei uma senhora sentada sobre uma colcha, limpando grãos de quinua, estava com dois filhos, sentei-me ao seu lado e comecei a conversar, fiquei ali até o horário do almoço, uma pena ela não querer fazer foto.
MICO DO DIA Depois do almoço seguimos viagem, no caminho o inglês tirou do bolso um cigarro de maconha, alisou, acertou, acendeu, deu algumas baforadas, passou para o indiano, que após fazer uso passou para o outro inglês, que fumou e me ofereceu: – Te gustas? Recusei gentilmente e intimamente constrangida pensei: Quem mandou fazer um tour em uma tribo que não é sua? Afinal as pessoas que ali estavam tinham menos de 30 anos.

Valle de Rocas

Centenas de rochas vulcânicas que foram sofrendo erosão eólica e com o tempo ficaram com formas diversas que a imaginação pode dar nomes. Em algumas é possível escalar, mas são muito escorregadias, prepare-se para fazer muitas fotos. “Minha turma” logo se posicionou atrás de algumas rochas e continuaram com o ritual da maconha, porque o guia pediu para que eles evitassem fumar dentro do jipe que estava com os vidros fechados por causa do frio. Seguimos para conhecer o pequeno Salar de Tiguana.

Povoado de San Juan

Nosso guia não havia feito reserva, já era tarde e os alojamentos estavam lotados, só foi possível em uma casa de família que, mantinham alguns quartos em uma espécie de palafita. Cada quarto tinha duas camas, fiquei com o rapaz da França, devia ter uns 18 anos, muito educado, falava um pouco de espanhol. Assim que larguei a mochila no quarto desci para tomar banho por B$5,00 (U$0,70), seria necessário aguardar um pouco, porque o chuveiro era à gás, e ele teria que colocar água na caixa, isto com auxílio de um balde. Foi servido um chá para esperar até a hora do jantar, todos estavam com fome, fui buscar uma lata de atum que havia restado em minha mochila e algumas bolachas salgadas que dividi com o pessoal. Depois do chá fui para o banho, mas nada! O dono da casa me devolveu o dinheiro dizendo que era impossível, na noite anterior havia nevado muito e o encanamento havia estourado, portanto não havia água na casa. Surtei! Era humanamente impossível um segundo dia sem banho. Fui até a cozinha e disse que pagava os B$5,00 por um pouco de água morna. Demora e expectativa! Apareceu uma pequena chaleira com água quente e uma bacia de plástico também muito pequena com água fria. Fui até o banheiro, e agora? Misturei a água quente na bacia,  usei o mínimo possível de água para me molhar, ensaboar e com o pouco restante retirei o sabonete. Me enxuguei com a fralda, me vesti e fui jantar. Logo que entrei o espanhol agressivo perguntou: Por que brasileiro toma tanto banho? Respondi que era normal e no verão até mais de um banho. Ficou espantado e disse que era um desperdício de água. A garota da Nova-Zelândia disse que tomava banho uma vez por semana.  O francês endossou que era mesmo um exagero, ainda mais tendo em vista as condições precárias do local. Aquele era o último jantar comunitário, o guia com o estoque de comida quase esgotado, serviu uma sopa, salsichas, ovo frito, e um caldeirão de batata com cenouras cozidas. Havia uma salsicha para cada um, o indiano pegou metade delas colocou em seu prato, experimentou algumas não gostou e abandonou o restante. Conclusão ele não comeu e as restantes não foram suficientes para todos. Quando cheguei até a mesa eles já tinham devorado tudo, por um banho fiquei sem jantar. O pessoal ainda ficou conversando, fui dormir O colchão era de um material indefinido, muito fino, o saco de dormir era para baixas temperaturas, grosso, ajudou a “amaciar”. Foi difícil? Não! Faria de novo? SIM.

4º. DIA

Levantamos as 4h.30, 5ºC. negativos

Sol de Mañana (nascer do sol)

A proposta era apreciar o dia amanhecer “sol de mañana”, no salar a temperatura era de 0ºC e muito vento, 4.278m. a.n.m. Ficamos fora do jipe para apreciar o amanhecer, realmente foi maravilhoso, o sol surgindo por detrás das montanhas, horizonte vermelho, inundando tudo e refletindo seus raios sobre aquele mar de sal. Nenhuma foto pode avaliar a amplitude de tudo aquilo, momento de encantamento. Nossa próxima parada foi no hotel de sal Playa Blanca, particular, só é possível fazer fotos hóspedes ou compradores de souvenires. Nosso desayuno foi na parte externa do hotel, o guia acendeu o fogareiro, aqueceu água e improvisou uma mesa na parte traseira do jipe, comemos em pé, vale lembrar que as canecas estavam horríveis, como no albergue anterior não havia água, todas estavam com algum resíduo. Eca!!! O pão era daquele lote do primeiro dia. A temperatura agora era de 14ºC, Hector nosso guia fez o retorno muito devagar, pois nosso tour deveria chegar às 14h. em Uyuni, como não havia mais nada para ver, acabamos chegando às 9h.
Fui até o terminal de ônibus comprar uma passagem para Oruro, distante 313km. de Uyuni, mas o ônibus já estava lotado. Fui até o Hotel Central aonde havia me hospedado, pedi para usar o banheiro, B$1,00 (U0,15). Atravessei a Avenida Ferroviária e me dirigi até o terminal de trens. Havia 3 categorias, escolhi a intermediária, Salón B$45(U$6,50), a categoria superior, leito era B$81 ((U$12,20), e a inferior B$30,00 (U$4,30). Olhei no relógio eram 10:00h. e o trem só sairia às 0:05h. Fui ao Hotel Cactu B$15,00(2,15), afinal só iria ficar até á noite. A dona foi muito simpática, o chuveiro era bom, mas o quarto cheirava a mofo, colchão ruim (fui até espetada por uma agulha), frio 10ºC. Saí para almoçar, os restaurantes estavam fechados, encontrei um quiosque na praça. O dono entregou o cardápio de lanches, pedi um sanduíche de queijo, depois de muito vasculhar na geladeira disse que não tinha. Escolhi um de frango, tornou a olhar na geladeira e também não tinha. Troquei por um de jamon (presunto), ele abriu um sorriso semi desdentado e disse que tinha, mas eu teria de esperar até que sua a filha fosse comprar o pão. Aguardei quase meia hora, chegou o sanduíche: pão, uma fatia finíssima de presunto e uma fatia de tomate B$5,50 e uma coca cola (B$3,00). Na praça existem vários restaurantes.
Ao sair do hotel às 11:20h. estava preocupada, não havia ninguém nas ruas, mas para minha surpresa a Estação de Trens estava lotada, muitos mochileiros que na sua maioria optaram pelo vagão leito. A viagem durou a noite toda, é possível dormir um pouco. Como sabia que pela manhã seria vendido um café, imaginei que haveria um vagão restaurante, transitei por vários vagões e nada, quando tentei passar para o vagão executivo a porta estava trancada. Voltei para meu lugar, resolvi ir até o banheiro, impossível descrever! Voltei para meu banco, logo  apareceu um rapaz, com uma imensa garrafa térmica vendendo uma caneca de café e um sanduíche de pão com presunto. Beleza! Agora era só aguardar a chegada a ORURO.

POTOSI

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.Top-001Sozinha: Sta. Cruz de La Sierra x  Cochabamba x Sucre x Potosi x Uyuni (SALAR DE UYUNI) x Oruro x La Paz.
Com minha filha: La Paz x Copacabana (LAGO TITICACA) 

SANTA CRUZ DE LA SIERRA

O modo mais econômico foi com o Loyd Aéreo Boliviano que saiu às 17h.25 do aeroporto de Guarulhos/SP, chegando ao Aeroporto de Viru Viru em Santa Cruz de La Sierra as 19h.20

COCHABAMBA

Diário de bordo – ao desembarcar fui até a Casa de Câmbio do aeroporto trocar US$100,00 – por Pesos Bolivianos US$1,00 = B$6,83. Embarquei no Aeroporto Internacional Jorge Wilstermann para Cochabamba.
Fiz reserva de hospedagem e transfer via internet com o Backpackers Cochabamba Hostel fiquei tranquila, apesar do horário avançado eu estaria resguardada. Surpresa! 23h., eu sozinha no aeroporto em Cochabamba e nada do Sr. Álvaro Rios aparecer, após aguardar meia hora, fui até o ponto de táxi do aeroporto e consegui que um taxista me levasse até o tal hostel. Durante o trajeto ele me informou que o lugar não era “muito tranqüilo”. Ele achou mais seguro esperar na porta do hostel até a confirmação, gostei da sua atitude e acabei contratando para me levar até o aeroporto no dia seguinte. A entrada do hostel era uma garagem, do lado esquerdo um balcão encardido, detrás dele saiu um rapaz descabelado e sonolento, expliquei que tinha uma reserva de nº.1388, ele olhou várias vezes a lista e disse que não tinha reserva alguma, mas que havia quarto vago (nem perguntei pelo tal Álvaro Rios), fiz sinal para o taxista Sr. Vito, que estava tudo OK. Pedi para o tal rapaz me chamar às 7h. do dia seguinte, repeti o pedido e ele me disse para ficar “tranqüila”, já estava “apuntado no livro”. Pediu pagamento adiantado.
Backpackers_Cochabamba_Hostel-Cochabamba_1-001Recebi a chave, o rolo de papel higiênico e subi. Quarto simples, com banheiro, água quente, mas sem toalha de banho, por sorte havia levado a  toalha de fralda.
Pela manhã ao acordar olhei pela janela, o bairro era péssimo, algumas pessoas perambulavam pela rua, tudo muito sujo. Na dúvida improvisei um café da manhã com bolacha salgada, uma latinha de atum e o restante de água que havia sobrado do dia anterior. O tal rapaz não apareceu para chamar, desci as escadas não havia ninguém na recepção, deixei as chaves no balcão e aguardei o taxista, que chegou conforme o horário combinado. Foi uma proteção divina esse taxista de confiança!

Backpackers Cochabamba Hostel (não recomendo)
Barato, mal iluminado, colchão de péssima qualidade, a porta do quarto não tinha fechamento seguro, dormi com a cama encostada na porta.

LocalizaçãoAvenida Aroma # E-437 entre 25 de Mayo e San Martin. Está a 5km. do aeroporto e 3km. da rodoviária.
PreçoB$68 (U$10) s/ café da manhã

 SUCRE  

Sucre x Potosi = 165km. trajeto feito em taxi compartilhado.
Diário de Bordo – Após 1h. de voo cheguei a Sucre (2.750m.). Tentei em meio ao tumulto procurar um ponto de ônibus e ir até o terminal intermunicipal, mas sabendo um pouco longe do aeroporto decidi negociar com os taxistas, estavam oferecendo o transfer até Potosi B$80,00 (U$11,50), dei as costas e ele me ofereceu  B$60 (U$8,6), como não dei resposta ele propôs que eu aguardasse um pouco, com mais pessoas o preço poderia ser melhor, adiantei que só pagaria B$30(U$4,3), caso contrário iria de ônibus, alguns minutos depois ele voltou dizendo que o negócio estava fechado, ele havia conseguido mais uma passageira. Entramos no carro, achando que partiríamos imediatamente para Potosi, mas o motorista se dirigiu ao centro da cidade, dizendo que precisaria passar por alguns pontos de ônibus para arrumar passageiros, após rodar alguns minutos encontrou mais um. 01Partimos, no primeiro posto de combustível o motorista parou e pediu pagamento adiantado, estava com pouco combustível e não tinha dinheiro, paguei meus B$30, neste momento a senhora boliviana ficou irritada com o motorista, pois ele havia cobrado B$40 dela, foi uma confusão e ele acabou devolvendo a diferença. No caminho mais uma passageira, uma vendedora ambulante, sentou-se no banco da frente com sacolas de comida, refrigerante e um grande saco com biscoitos de polvilho, não cabia mais nada. Na primeira parada para o passageiro descer o porta malas não abria, descemos todos do carro para que o motorista sacasse o banco traseiro para retirar a mala. Todos ”acomodados” chegamos a Potosí após 3 horas de viagem em estrada asfaltada, mas sem acostamento.

POTOSIpotosi_panorama_opt (1)-001

Uma das cidades mais altas do mundo.
Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco.
População – 194.298 habitantes (2009)
Altitude – 4.000m. a.n.m.
Fuso horário -1h. (horário de Brasília).
Distância de outras cidades – La Paz: 748km; Uyuni: 269km.
Idioma Espanhol, Quíchua e Aimará.
Melhor época para visitar – No final de cada estação chuvosa, fim de janeiro a agosto. De outubro a maio pode chover, mas o calor vai estar mais ameno.
Quanto tempo ficar – um dia para conhecer o centro histórico e um dia para visitar Cerro Rico e arredores. Lembrando que alguns lugares fecham aos domingos e segundas.
Soroche – quase 4.000m. de altitude pode ocasionar alguns transtornos que vai de uma simples dor de cabeça até sintomas mais fortes, eu passei muito mal mesmo. Portanto, não vá sem seguro viagem, principalmente se como eu estiver viajando sozinha.
Visto – Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e o prazo máximo de permanência é de 90 dias.
Documentospassaporte ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos.
Dinheiro – a moeda oficial é o boliviano, sigla BOB. As notas são de 5, 10, 20, 50, 100 e 200, e moedas de valores inteiros de 1 e 2 bolivianos, e 5, 10, 20 e 50 centavos.
Vacinas – o país exige vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes, nem sempre pedem, mas convém levar.

Como chegar
Avião –  Partindo de São Paulo (GRU), a Latam e a Gol têm voos direto, para Santa Cruz de la Sierra, na sequência é preciso outro voo para Cochabamba e a partir de Cochabamba um ônibus. Outra opção é tomar um voo para Sucre e na sequência um ônibus para Potosí. No Brasil operam as seguintes cias. aéreas: Boliviana de Aviacion (BoA), Transporte Aéreo Militar (TAM), Lloyd Aéreo Boliviano (LAB), Aerocon, Amazonas e Northeast Bolivian Airways.
Ônibus – partindo de Sucre há várias companhias, com tempo médio de viagem de 3h., há uma taxa de saída de B$2,5 (U$0,36) com passagem a B$20 (U$3). Partindo de Cochabamba são 9h. de viagem de B$100 a B$140. Se a saída for por Oruro são 6h. de viagem que vai custar B$30. Se estiver em La Paz são 10h. de viagem e o valor vai estar entre B$60 a B$140, dependendo do tipo de ônibus.
Rodoviária longe do centro de Potosí, combine com o motorista para descer antes.Potosi1-001
Potosí foi fundada em 1546, 65 anos depois era a maior produtora de prata do mundo. Os espanhóis chegaram a Potosí dominaram seus habitantes e começou a extração em Serro Rico com trabalho indígena, chegando cada extrator a levar 29kg. prata por dia, subindo pelas minas com este peso em uma bolsa atada ao pescoço.
A chegada pode decepcionar, ruas empoeiradas, população em sua maioria carente não lembra os tempos em que Potosí foi uma das cidades mais ricas do mundo, daqui saíram toneladas de prata. A riqueza de Potosí já foi tão grande que, no livro Quixote, Miguel de Cervantes criou a expressão “vale um Potosí”, o que significava algo que valia uma fortuna. Em 1611, tinha aproximadamente 150 mil habitantes, tornando-se a segunda cidade mais populosa do mundo — só Paris tinha população maior — e uma das mais ricas. Era tanta prata que existe uma metáfora dizendo que seria possível construir uma ponte entre Potosí e a Espanha com toda a prata que já saiu da mina. Dizem também que poderia ser construída outra ponte de ida e volta só com os ossos daqueles que morreram na mina. Foram 8 milhões de vítimas, sua maioria indígenas que foram escravizados pelos espanhóis e submetidos a condições desumanas de trabalho, em 1811 a prata já estava quase esgotada e a população reduzida a 8 mil habitantes e uma arquitetura da época colonial. Atualmente a cidade vive da extração da prata e do turismo pelos corredores das minas de Cerro Rico, Casa de Moneda e algumas igrejas.

Potosi – 1º. dia

Diário de Bordo – em Potosi como não tinha reserva só consegui o Hostal Central B$25 (U$3,6), a uma quadra da praça, o quarto tinha janela para a Calle Liñares, era bastante barulhento,  banho compartilhado, armário mofado que nem cheguei a usar, apenas uma cadeira, sem café da manhã, não forneciam toalhas nem papel higiênico. Saí para conhecer a cidade e a praça, sentei em um banco para admirar tudo aquilo, agora realmente me sentia na Bolívia. Fui procurar uma agência de turismo, Andes Salt Expeditions, para fazer um tour no dia seguinte, queria conhecer uma das minas de prata de Cerro Rico, deixei combinado para fazer o passeio no dia seguinte B$50 (U$7,2). Fui visitar algumas igrejas e voltei para a Plaza 10 de Noviembre, após alguns minutos de contemplação comecei a sentir tonturas, dor de cabeça, não conseguia raciocinar com muita clareza. Era o “soroche”, mal das alturas! Um senhor que estava ao meu lado percebeu e aconselho-me tomar um chá de coca. Fui até o Café Cherry, como não havia almoçado pedi um caldo B$8 (U$1,15), depois uma água e um chá de coca (B$8), comecei a sentir um forte enjoo, corri ao banheiro. Ao sair um casal de espanhóis que estava tomando chá de coca me chamou, dizendo que haviam percebido meu mal estar, a senhora então me ofereceu umas folhas de coca dizendo que estava na Bolívia havia uma semana e desde que chegara estava fazendo uso da folha e se sentido muito bem. Comecei a mastigar as folhas, descendo pela movimenta e colorida Calle Lanza, fui até o Mercado Central para comprar um pacote de folhas B$3,5 (U$0,5), fui para o hostel e passei o resto do dia deitada, mascando folhas e tomando água, mas nada de melhorar, não consegui sair nem para jantar.

Hostel Central (não recomendo)

Hostel-Casa-Blanca-Potosi-photos-Exterior-Hostel-Casa-Blanca-PotosiHostel Casa Blanca 
Funciona em uma casa estilo colonial, hostel com ótima aparência, quartos com banheiro privativo e varanda, aquecimento, wi fi, bar. Disponível cozinha bem equipada e limpa para hóspedes.
Localização – Calle Tarija 35, entre Calles Nogales e Chuquisaca.
Diária – B$184, (U$26,4) para casal, café cobrado a parte.

Potosí – 2º. Dia 

Diário de Bordo – Levantei às 7h., tomei bastante água, com dificuldade fui até a Agência de Turismo, aguardei até sua abertura, o agente me informou que ainda iria demorar um pouco, na calle Padilla tomei um desayuno, são duas opções: Americano B$11 (U$1,65) e Continental B$9 (U$1,30): 4 torradas, manteiga, geleia, café com leite e suco. Fiquei com a segunda opção pois ainda não estava me sentindo bem, a dor de cabeça havia melhorado, mas continuava meio zonza e com enjoo, a falta de ar também estava forte. Voltei para a Agência aguardei até às 9h., chegou a van com outros turistas e recebemos o traje apropriado: botas de borracha, calças, jaquetas e capacetes. Paramentados, seguimos com a Van até um largo aonde funciona a Feira del Calvário, o guia nos disse que deveríamos comprar um kit para levar aos mineiros e por B$21 (U$3,00) compramos um pacote de folha de coca, 2 pacotes de cigarros feitos à mão, um refrigerante litro e um frasco de aproximadamente 200ml. de álcool 92ºC, que segundo ele serve para os mineiros oferecerem ao Tio.
01-001Com certeza se tivéssemos comprado tudo isso na cidade o valor seria infinitamente menor. Para completar máscaras descartáveis para evitar a poeira da mina. Subimos novamente na van que nos levou até a entrada da Mina Rosário a uma altitude de 4.303metros, a guia o tempo todo repetia: Reforcem a coca! Mastiguem mais folhas! Estamos subindo reforcem a coca! Acomodem as folhas no canto da boca, coloquem mais folhas! Minha bochecha parecia de tocador de trombone, mas os efeitos milagrosos não apareciam. Estava cada vez mais zonza, raciocínio lento, falta de ar.
Primeiro um passeio para conhecer a parte externa da mina e tanques que são utilizados para separar prata das pedras, verdadeiros moedores, mas mesmo assim a Bolívia não tem tecnologia para depurar a prata e exporta blocos onde penas 30% contém prata, no período da ocupação espanhola esse índice era de 95% (até aí eu estava razoavelmente bem).
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Chegamos na entrada da mina, nesta altura eu já nem sabia mais o que estava acontecendo, coisa meio de autômato, colocaram uma lanterna no meu capacete, informando que não deveria levantar muito a cabeça, a mina era baixa. Lá fui eu, mas não muito longe, comecei a vomitar horrivelmente dentro da mina, Vexame! Precisei voltar com um guia enquanto outro levava o pessoal. Fiquei do lado de fora aguardando o final do passeio, conversei com alguns mineiros e tirei algumas fotos. Descobri que nesta mina o salário não passa de B$40 (U$6) a B$50 (U$7,2) por dia, cada um deve comprar o seu próprio equipamento e comida, trabalham das 08h. as 16h. sem almoço, apenas mascando cerca de 200 folhas de coca por dia..
Voltamos para a cidade. Novamente passei pelo Cherry, tomei uma sopa de frango com champignon, aspargo e torradas B$5 (U$0,75). Ainda não estava bem, mas como iria seguir viagem no dia seguinte, precisava fazer alguma coisa, lembrei então de ter lido alguma coisa sobre Sorochi Pills, que ajudaria no Soroche, fui até farmácia, comprei o possível milagre B$20 (U$3), imediatamente tomei um comprimido. Entrei no Museu Casa de Moneda e ao sair já estava melhor, fui na Chaplin, confeitaria para tomar um café e comer um doce. Passei por uma cholita, olhei pela última vez minhas folhas de coca e fiz minha doação!
Aproveitei o restante do dia para visitar mais alguns pontos turísticos

O QUE VER EM POTOSI

“Patrimônio Mundial da Unesco 1987”

Catedral

A igreja do século XIX nem sempre tem a porta da frente aberta, a entrada é pela rua de trás, tem uma taxa e um guia acompanha a visita. Tem colunas de pedra adornadas com pinturas com pó de ouro, o piso é de madeira, o órgão que está no coro é banhado em ouro. O campanário está a 4.100m. de altura.
Localização – Plaza 10 de Noviembre
Horário – das 9h, as 12h e das 15h. as 18h.
Entrada – B$20 (U$3), acesso gratuito somente na igreja em dias de missa

Convento de San Francisco y Museo

torre-001Fundado em 1547 é o convento mais antigo da Bolívia e preserva boa parte da construção original: pisos, pilastras e teto em madeira talhada à mão. Foi destruído com o rompimento da lagoa de San Ildefonso e reconstruído 19 anos depois (1707). O eixo central do museu seria o convento, no pátio externo estão pinturas que remetem a história de São Francisco, quadros religiosos como a “Ereção da Cruz” de Melchor Pérez de Holguín,  “Cristo de Burgos” de Gaspar de la Caverna e obras de Juan de la Cruz Tapia, internamente há um quarto que mostra como vivia um franciscano. Dentro da igreja chama a atenção a imagem de um Cristo com cabelos humanos, dizem que foi deixado anonimamente na porta da igreja. A descida até a cripta é feita por uma escada de pedras lá estão ossos de pessoas que foram importantes para a cidade e tinham posses para serem enterradas no subsolo da igreja. O ponto alto do passeio é a subida até o telhado e chegar até a torre para desfrutar a vista de Potosí, Catedral e Cerro Rico.
Localização – Rua Tarija, esquina de Nogales, Villa Imperial de Potosí
Horário – segunda a sexta: primeira turnê 8h.30, segundo passeio 14h.30, Lookout 11h.30 e 17h.30. Sábado (vigia e criptas) 9h.30 e 10h.30, 11h.30 apenas mirante.
Preço – B$20 (U$3), visita guiada

Arco_D_Cobija-001Arco de Cobija

Construído no período colonial é um forte símbolo da discriminação durante o período de permanência dos exploradores espanhóis.
Os indígenas bolivianos que viviam do outro lado do rio só vinham até o Arco para vender seus produtos, só podiam atravessar se fossem convidados ou poderiam ser executados em praça pública. Além do Arco vivia a burguesia espanhola que não queriam os indígenas em seu território diário.
                                                                                               Localização – Plaza 10 Noviembre.

Mercado CentralFachada-mercado-central.

Mercado típico das tradições, barracas de comidas aparentemente com pouca higiene, mas com deliciosas empanadas, sucos de frutas, bancas coloridas com legumes, verduras e tubérculos, quem não tem barraca não se aperta e coloca seus produtos nos estreitos corredores, a carne sem refrigeração pode ser estranha para nós brasileiros. Admire sem criticar, essa é a ideia! As folhas de coca são vendidas em pacotinhos. O aroma local faz parte a tradição, você sempre vai guardar essa memória olfativa.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h.

Photo 20160507064610018 torre-001Torre de la Compañia de Jesus.

A torre estava agregada a uma igreja que não existe mais, tem uma ornamentação barroca do século XVIII que é seu principal atrativo, foi construída por volta de 1707. A vista do alto é boa, mas a do Convento de São Francisco é melhor.
Localização – Ayacucho, Villa Imperial de Potosí, junto ao Cerro Rico e à Casa da Moeda
Horário – das 8h. às 20h.
Preço – B$10 (U$1,5)

Templo y Iglesia de Santa Teresa

O local tem 300 anos, está bem conservado, mas a curadoria é fraca e como a visita é guiada não há tempo de ver tudo em detalhes, bom para quem gosta de arte sacra, a parte do claustro o guia passa muito rapidamente. O local é bem frio, leve agasalho leve.
Localização – Santa Teresa 6, Villa Imperial de Potosí.
Horário – abre as 9h.
Preço – B$30 (U$4,5)

Igrejas no centro histórico: Iglesia de San Lorenzo de Carangas e Iglesia La Merced,

Casa Nacional de La Moneda

01-003Sem dúvida uma das melhores visitas em Potosí, foi construída de 1759 a 1773 para controlar o volume de retirada da prata e transformação em moedas que vinham com um “P” (Potosí) em sua parte central. É um dos mais completos museus da América do Sul sobre cunho de moedas. Por medida de segurança os muros tem mais de um metro de espessura e o local serviu como prisão, fortaleza e sede do exército boliviano durante a Guerra do Chaco, logo ao entrar no pátio há uma fonte e atrás dela uma esquisita máscara de Baco que foi colocada em 1865 pelo francês Eugenio Martin Moulon (provavelmente só ele sabe o motivo), mas tornou-se um ícone na cidade conhecido como “mascarón”.
No interior do museu estão máquinas antigas e ferramentas para cunhagem da prata que era trazida de Cerro Rico.
Não esqueça de levar um casaco leve. Visita guiada.
Horário – terça a sábado das 9h. às 10h.30 e das 14h.30 às 17h.30. Domingo das 9h. às 10h.30. Fechado segunda.
Tempo de visita – 2h.
Preço – B$40 (U$6), para tirar fotos é necessário pagar um adicional, se quiser cunhar uma moeda na base da martelada vai custar B$20 (U$3)

Mina Rosário del Cerro Rico

Top-012Não é possível estabelecer a quantidade de minas abertas na montanha, mas com certeza passam de 200 aberturas e estudos mostram que a montanha já cedeu em sua altura devido a retirada de terra de seu interior. Os mineiros começam o dia comendo como se fosse um almoço (sopa, arroz, macarrão e geralmente frango) este é o único alimento do dia, não é recomendável levar comida para o interior da mina, ela fermenta muito rápido. A visita é feita durante o período de atividade dos mineiros, à medida em que se avança pelo túnel a luz vai ficando mais fraca, o ambiente vai ficando frio, as paredes apertadas e o ar rarefeito, os trilhos ajudam na direção a seguir mas em alguns trechos estão cobertos de água. O guia vai a frente contando histórias de mineiros da época colonial que eram escravos indígenas que ficavam até 3 meses dentro da mina sem ver a luz do dia, galerias poderiam ter dormitórios e refeitórios, quando saiam alguns ficavam cegos ou antes disso morriam em deslizamentos ou doenças infecciosas respiratórias. Atualmente os jovens entram nas minas por volta dos 14 anos como carregadores e na idade adulta fica fixo como explorador, não conseguem estudar.
No período colonial os espanhóis durante a catequização diziam aos índios que  Deus estava no alto e o demônio nas profundezas, à partir de então os mineiros mantém a tradição antes de entrar nas galerias pedem proteção e fazem oferendas ao “Tio” que é uma imagem com chifres, bochecha com folhas de coca, cigarro na boca e pênis ereto. Para os mineiros não é tido como um demônio, mas como uma entidade de proteção.
No local não há regra nem equipamento de segurança.
Top-010Visitar ou não uma mina? Prepare-se, a realidade é forte e triste, as condições de trabalho são terríveis e impactantes.
Não é recomendado para quem sofre de claustrofobia, os túneis são baixos, estreitos e escuros, o ar é pesado por conta da poeira, as escadas para mudar de galeria não tem segurança, a visita é feita em dia de trabalho normal, pode haver desmoronamento por conta das explosões, se mesmo assim achar interessante a visita pesquise uma boa agência, lembrando que não há segurança alguma.
Preço – B$80 (U$11,50)
Andes Salt Expeditions – fiz a visita com esta agência.

Ojo del Inca – Laguna Tarapaya

A lagoa está em uma cratera de vulcão inativo que mantém a água por volta de 30º.C, ela forma um círculo com 100m. de circunferência. Aqui houve pouca interferência humana, no entanto, não há controle de visitantes nem segurança alguma, a profundidade chega a 22m. Atualmente estão proibidos banhos. Menos original são as “piscinas” mais rasas construídas atrás da lagoa.
ojo del incaLeve água, lanche e vá preparado com um casaco o clima é instável nesse local.
Origem do nome – homenagem a Tupac Amaru, último líder do Império Inca que dizem ter estado nessas águas antes de ter sido preso e condenado à morte durante a conquista espanhola.
Localização – 30km. distante de Potosí
Como chegar – a forma mais econômica é ir até o Mercado Municipal de Potosi, procure um micro ônibus que vá até o Mercado de Chuquimia, isso vai custar B$1,50 (U$0,22). Ao chegar a Chuquimia tome outra van para Miraflores por B$5 (U$0,75), a van parte assim que estiver completa, tem fila tremendamente desorganizada, então fique esperto para não perder várias vans, informe ao motorista que deseja descer na entrada da lagoa Ojo del Inca. A viagem leva em torno de 1h. Para voltar a van parte da lagoa por volta das 18h. e também tem fila.
Preço – B$10 (U$1,50), para tomar banho e usar vestiário.

ONDE COMER EM POTOSÍ

Mercado Central $
Para experimentar a típica salteña boliviana.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h. (confirmar)

El Mana $
Boas pizzas, cardápio variado, carta de vinhos.
LocalizaçãoCalle Bustillos 1080

Café Potocchi $
Comida local, opções vegetarianas, veganas e sem glúten.
Localização – Millares Nº 13.
Preço – de B$14 (U$2) a B$40 (U$6), lanches B$12 (U$1,72)

Café Cherry $
Café, chá, chocolate quente, sucos, sorvetes, balcão de doces. Servem café da manhã. Atenção não aceitam cartão, somente BOB.
Localização – Padilla, Vila Imperial.
Horário – aberto até 21h.
Preço – café da manhã entre B$20 (U$3) a B$25 (U$3,6)

 Café Chaplin $
Se sua hospedagem não oferece café da manhã vá até o Chaplin. Provavelmente vai encontrar brasileiros tomando café, comendo tucumanas (tipo de empanada) ou salteñas. Para o frio da noite um chocolate quente com bombita e uma taua taua , doce típico da cidade de Potosi.
Localização – calle Matos No. 19, Quijarro y, Villa Imperial de Potosí
Horário – aberto até 22h.
Preço – tucumanas de B$4 (U$0,58) a B$6 (U$0,86), bombita B$2 (U$0,3), taua taua B$1 (U$0,15).

Doña Polonia $$
Para comida típica boliviana.
Localização – calle Padilla, 66, perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – das 10h. às 14.h30

El Empedradillo $$/$$$
Kalapurca (sopa boliviana ser vida em prato sobre pedra vulcânica), opções vegetarianas, sopa, prato principal.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h.

El Tenedor de Plata $$/$$$
Serve desde comida local até pratos internacionais, atendimento muito bom, local de bom gosto.
Localização – Linares, Villa Imperial, perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 23h.

Potosi  x  Uyuni – 3º. dia

Levantei cedo e já saí do hotel com a mochila, tomei um desayuno continental na Plaza 10 de Noviembre, aguardei uma van B$1,00 (U$0,15)) e fui até o terminal de ônibus, o motorista avisou que era ali (?), desci sobre uma linha férrea, não sabia direito onde estava, custei acreditar que aquilo era um terminal de ônibus. Ao redor da via férrea (desativada), ambulantes vendiam de tudo: roupas, batatas, verduras, até cabritos ainda com pele e vísceras, milho cozido, porco, galinha. As agências não passavam de pequenos cômodos sem janelas aonde as pessoas se amontoavam à procura de bilhetes. No centro de tudo isso aparece um conjunto folclórico, começam a tocar, mal ponho a mão na máquina fotográfica e a “cantora” faz sinal que não pode, mostro dinheiro e ela diz entre muitos dentes com lascas de ouro que não é permito fotografar mesmo pagando. Desisto e vou procurar uma agência que me leve até Uyuni. Não há muito o que escolher, opto pela Viação Quijarro, ônibus vai sair às 9h., preço B$25 (U$3,6), após negociação sai por B$20 (U$3). A bagagem é amarrada em cima do ônibus. Como fui uma das últimas a comprar passagem e o ônibus estava lotado fui sentada no banco da frente junto como motorista, pedi para levar a mochila dentro. Após todos se acomodarem no ônibus, entram aqueles que não podem pagar o preço integral da passagem, devem ir sentados no corredor, sobem mães arrastando crianças, sacolas, cestos, tudo vai sendo colocado como pode. 01-005O trajeto é de 225km. em estrada de terra, o velocímetro do ônibus não funciona, mas posso afirmar que na tal subida do Sapo não ultrapassa 20km. p/ hora. São 11h.30. e após esta forte subida se avista a Cordillera de los Fraillles, lhamas começam a cruzar a estrada, à esquerda a Mineradora Porco. Após subir até 4.000metros de altitude, começa a descida até chegar ao frio rio San Juan, onde segundo o motorista do ônibus existem muitas trutas, as lhamas continuam aparecendo sempre, são bastante resistente, comem a palha seca, fornecem lã e carne, uma lhama vale entre B$200 (U$28,7) a B$300 (U$43).01-006
Às 12h.10. paramos no povoado de Chaquilla, a 2.400mts., meia hora para lanche, olhando para o restaurante não me animei, resolvi comer algumas coisas que havia levado do Brasil, patê de galinha, bolacha e uma barra de cereal, fui comprar um refrigerante, mas estava sem gelo, resolvi tomar minha água mesmo. Não havia banheiro, cada um se virou como pode atrás de algum arbusto. Esta é uma viagem muito interessante para observar as pessoas locais, em todas as paradas aparecem pessoas vendendo milho e suco de pêssego (um fermentado). Passando pelo povoado de Tica Tica, em Ollerias já se pode perceber o sal no solo, depois Challa, Pulancayo, uma povoado que exibe uma orgulhosa placa por ter suas minas assaltadas por Buch y Cassidy, mantém a locomotiva em exposição.

`Cheguei em Uyuni às 16h.30

Quito e Linha do Equador

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações

Equador está a noroeste da América do Sul, tem uma longa história anterior a chegada dos europeus, no século XV a área foi conquistada por incas que vieram do Peru e dominaram o local até a chegada dos espanhóis em 1534. A independência da Espanha veio em 1822, depois o Equador uniu-se à Colômbia e à Venezuela para formar a república Gran Colômbia, em 1830 desvinculou-se dessa união tornando-se um país independente.
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LINHA DO EQUADOR

309A linha do Equador é uma linha imaginária responsável pela divisão do globo terrestre em dois hemisférios: Hemisfério Sul (meridional ou austral), Hemisfério Norte (setentrional ou boreal).
A história da Linha do Equador e do monumento da metade do mundo começa em 1736 quando o Equador, recebeu um grupo de estudiosos franceses que tinham a missão de comprovar o formato da terra, comprovando a latitude 0°0’0″. Depois de muitos estudos ao longo de 8 anos,eles determinaram que ali sim era o meio do mundo.
Você pode até fazer uma foto achando que está com um pé no hemisfério norte e outro no hemisfério sul, mas saiba que o monumento construído em 1936 está a 300 metros de distância, o cálculo acertado foi feito pelos índios que chamavam o local de “inti-ãn” e confirmado 250 anos depois por cientistas franceses através de GPS. Se você for com guia para não decepcionar os turistas eles vão omitir esse fato, mas se você questionar eles vão admitir em particular ou então vão dizer que houve um “deslocamento da terra”.
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Localização – San Antonio de Pichincha, é um grande parque, está cerca de 25km. do centro histórico da cidade.
Entrada no Complexo – U$4
Entrada no Observatório Etnográfico – U$4

O QUE VER EM QUITO

CENTRO HISTÓRICO

Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 1978.
Considerado o mais bem preservado das Américas com mais de 5.000 construções: igrejas, prédio, casarões e palácios esparramados por ruas e vielas, um verdadeiro museu de 320 hectares que por sua beleza física e tradição é considerado “Relicario del Arte en América”, nele estão a Catedral, Sagrário, Compañía de Jesús, San Francisco, entre outras, que deram a esta cidade o título de Claustro de Sudamérica, somente no centro são 60 igrejas, capelas, monastérios e conventos.

Catedral Metropolitana de Quito – Museu

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Consagrada em 1572, mescla os estilos gótico, mudéjar (mourisco), barroco e neoclássico. A escadaria semicircular leva até a entrada pelo Arco de Carondelet, externamente são três cúpulas decoradas com cerâmica verde e no lado direito está a torre do sino, uma das cúpulas possui um cata-vento na forma de um galo (faz parte de muitas lendas locais).
O interior é iluminado por luz natural que penetra pela cúpula, peças em estilo mourisco talhados em madeira com frisos dourados, altares cobertos de folhas de ouro acomodam imagens de santos, mártires, pinturas da Escola de Arte de Quito. Agrega um museu com itens católicos, trajes de cerimônia de várias épocas, hinários, bíblias, livros e muita coisa relativa ao catolicismo.
Além de várias reformas ao longo dos séculos a catedral passou por dois terremotos (1.660 e 1797). A cúpula pode ser acessada para uma vista da cidade.
Localização – Plaza de la Independencia ou Plaza Mayor, Casco Antigo.
Horário – todos os dias
Entrada – 4U$

Palácio Carondelet – Palácio Presidencial

EQUADOR, QUITO

O palácio do século XVI, tem mais de 300 anos, a fachada é em estilo neoclássico,  pátio com jardim, fonte e a galeria de dois andares com acesso as salas de estado e salões de recepção mobiliados. Em uma das alas está a exposição de antiguidades e presentes recebidos por presidentes oferecidos por outros governantes. Muitos dos itens do palácio não são originais, nas últimas décadas o palácio sofreu saques discretos e consistentes, inclusive móveis. Os acessórios de bronze do período de 1860 tinham sido substituídos por cópias de chumbo pulverizadas com ouro.
Não deixe de observar o mural do famoso artista equatoriano Oswaldo Guayasamin com a navegação de Francisco Orellana pelo Rio Amazonas em 1542.
Localização – Plaza de la Independencia ou Plaza Mayor, centro histórico.
Horário – visita guiada com duração de 1h. todos os dias com guia bilingue necessário  deixar um documento para entrar. Fechado segunda feira com troca de guarda as 11h.
Preço – gratuito, visitas podem ser reservadas com antecedência no estande de informações da praça ou enviando e-mail para ucultural@presidencia.gob.ec.
Preço – U$4

Palácio de Arzobispal

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Edifício do séc. XVI, construído em tijolos, pedra e madeira nos mezaninos e telhado. Desde 1859 passou por várias modificações, a última em 2002 melhorou a estrutura transformando em uma galeria com restaurantes, artesanato, cafés, sorveterias, roupas e internet no entorno de seu pátio interno. Lugar ideal para observar o cotidiano dos quiteños, que se espalham pelos restaurantes e cafés.

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Ao passar pela entrada observe que no piso foram instaladas ossadas de animais, que eram mais resistentes ao tempo.
Localização – Calles Chile y Quito, Plaza Mayor
Horário – segunda a sábado das 9h. às 17h. e 20h. para os restaurantes.

Plaza São Francisco

Faz parte do circuito do Centro Histórico. Ao chegar a esta praça, observe a Igreja de São Francisco externamente sua arquitetura em estilo renascentista e maneirista.

Iglesia y Monasterio de San Francisco

Iglesia_de_San_Francisco,_Quito,_Ecuador,_2015-07-22,_DD_162-164_HDRA escada de acesso foi projetada de tal forma que o visitante precisasse olhar para os pés e assim inclinar a cabeça. A representação do sol, foi pensada para atrair a população indígena, já que neste local havia um templo inca, a mescla iconográfica indígena e católica é observada em vários pontos do templo.
No complexo estão um mosteiro e uma igreja com 13 claustros, 3.500 obras de arte, algumas da Escola de Arte de Quito, com destaque a escultura do séc. XVIII da “Virgen de Quito”. Os tetos são em estilo mourisco e as capelas e altar com detalhes barrocos. A Capela de Cantuña, foi construída pelos índios Guaranis, são 400 anos de preservação. A Capela tem uma lenda interessante: o índio Cantuña prometeu fazer o piso da igreja em determinado prazo, como percebeu que não ia conseguir fez um pacto com o diabo para poder concluir a obra e em troca daria sua alma. Cumprido o prazo e sem terminar o índio se arrependeu e tirou uma pedra do lugar e quando o diabo foi buscá-lo disse que o acordo não poderia ser levado a cabo, faltava uma pedra, por isso o acordo se tornou nulo e o diabo não pôde levá-lo.
Depois de visitar a igreja vá ao pátio e veja a ampla biblioteca e as catacumbas que foram transformadas para acomodar obras de arte e peças regionais.
Localização – Calle Cuenca, 477 y Sucre, atrás da Plaza de San Francisco.
Como chegar de bonde – desça na Plaza de la Independencia, caminhe 5 minutos.
Horário – segunda a sábado das 9h. as 17h.30, domingo das 9h. as 13h.
Preço – 2U$
Missas
– aos domingos

Basílica do Voto Nacional

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Em estilo neogótico é a maior das Américas levou 87 anos para ficar pronta (1892-1979), sempre com doações de fiéis. Para um visão panorâmica suba até o alto da Torre do Condor da Basílica, a primeira parte é feita com elevador e custa 2U$ aqui já tem um mirante com boa vista, mas se quiser arriscar mais atravesse a passarela de madeira entre o teto e o telhado até chegar a uma escadinha montada a 80m. de altura na parte externa da basílica dividida em 2 lances até o acesso a Torre do Condor.
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Dica – se tiver problema com labirintite fique na primeira parada do elevador e não leve crianças, não tem funcionário para orientar subida e descida da escada.
Localização – Bairro de Santa Prisca, centro histórico.
Como chegar – transporte público.
Horário – abre todos os dias
Preço – U$2.

Igreja Companhia de Jesus
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Um dos maiores expoentes da arquitetura barroca espanhola na América do Sul, demorou 163 anos para ser construída, ficando pronta em 1765. Seu objetivo foi promover cultos para os colonizadores espanhóis e atender os índios que mesmo catequizados não tinham permissão para assistir a missa dentro da igreja. A fachada foi esculpida em andesita, pedra vulcânica de origem equatoriana. No seu interior a abóboda tem aproximadamente 26m. de altura feita de tijolos e pedra-pomes, os pilares e altar da nave foram recobertos com folhas de ouro, reboco dourado e entalhes de madeira em desenhos geométricos no estilo mourisco (mudéjar), a luz natural e das velas intensificam o dourado, foram gastas toneladas em ouro e pela sua riqueza a igreja é também chamada por alguns como “Templo de Salomão”.
Localização García Moreno N10-43.
Horário – domingo das 12h.30 as 16h., segunda e quinta das 9h.30 as 18h.30, sexta das 9h.30 as 17h.30, sábado das 9h.30 as 16h.
Preço – US$ 5,00, excursão guiada a partir de US$ 15,00 em inglês ou espanhol.

 Museo de la Ciudad 

JOCELY2Umas das construções civis mais antigas de Quito data de 1565, fundado como Hospital San Juan de Dios  cheio de histórias e lendas depois foi transformado em museu e inaugurado em 1998. Há um interessante diorama que representa a expedição espanhola para descobrir o Rio Amazonas.
Quinto Hall – cenas do cotidiano da cidade;
Salão do século XVI – mostra a chegada dos espanhóis e a difícil adaptação entre eles e os índios.
Salão do século XVII – expressão barroca introduzida na cidade;
Salão do século XVIII – desenvolvimento das artes e ciência em Quito;
Salão século XIX – influência francesa no cotidiano dos Quinteños.
Além dos salões: Capela dos Anjos, a igreja e o necrotério do hospital.
Localização – Garcia Moreno S1-47 y Rocafurte (antiga calle de las siete cruces)
Horário – terça a domingo das 9h.30 as 17h.30 (última entrada 16h.30).
Preço – U$2,00, grátis no último sábado do mês. Visitas guiadas em espanhol, inglês, francês, alemão e italiano.

Virgen de El Panecillo

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El Panecillo é uma colina de origem vulcânica,  3.016m. a.n.m. Nos tempos pré-incaicos neste local havia o templo “Yavirac” de adoração ao sol, que foi destruído por Rumiñahui enquanto resistia ao avanço espanhol, após a posse os espanhóis mudaram o nome. Deste período resta o “Olla del Panecillo”, uma cisterna com 8m. de profundidade usada para recolher água da chuva e irrigar plantações, também foi usada como local de defesa das tropas coloniais na Batalha de Pichincha (1822).
A base do monumento teve início em 1955, mede 11m. de altura com 18 colunas representando as províncias que o Equador tinha até aquele ano e foi inaugurada em março de 1975.
Corona-de-12-estrellas-mxv4mzt69ih4a3okddapurbi6d818ov6fxasp43emk-mxv50pafxj8nldrrbslurvllnaut9kng74w8fvdhhoSobre a estátua: a Virgem Maria é uma réplica da escultura de 30 centímetros feita no século XVIII que está na igreja de São Francisco,  composta de 7.400 peças, numeradas para que fossem montadas no local como um quebra-cabeça, é a maior representação no mundo em alumínio. As peças são soldadas com pequenos pedaços de platina e apertadas com parafusos, as asas da Virgem só foram colocadas em setembro de 1975.
Dica – no alto em dias de céu limpo a visão de Quito é esplendida, aproveite para selfie. Na base da estátua há um museu com a história da colina e a construção da escultura.
Banheiro pouco cuidado e a lanchonete/restaurante dá para consumir no máximo alguma coisa engarrafada. Ao entardecer venta muito, leve agasalho. Fique atento, apesar do patrulhamento, o local pode ter eventuais batedores de carteira que se aproveitam dos turistas distraídos olhando a vista.
Localização – Cumbre del Panecillo, Gral Melchor Aymerich,
Horário – todos os dias durante o horário comercial
Preço – há taxas para entrar no local e nas plataformas de observação.
Como chegar – ônibus de turismo ou tomar um táxi e pedir para esperar o final da visita.
Dica – quando visitei El Panecillo subi caminhando, mas para voltar tomei um táxi, já estava escurecendo e não é aconselhável voltar a pé por medida de segurança.

Teleférico

Um dos mais altos da América do Sul, plataforma Motriz 3.117m e Plataforma Loma 3.947m. de onde se avista toda a cidade e os vales de Los Chillos, San Rafael e Machachi e chegando aqui há opções: caminhadar,  escalar, andar a cavalo, parapente, ciclismo extremo, fotografia, maratona de montanha, etc., ou visitar os cumes do Guagua e do Rucu Pichincha, a apenas cinco quilômetros de Cruz Loma.
Localização – na base do vulcão Rucu Pichincha.
Horário – aberto todo o ano das 8h. as 20h., sendo que a última descida é as 19h.30.
Como chegar – ônibus gratuito a cada 15 minutos da Avenida Occidental (Mariscal Sucre).
Percurso do teleférico – 2,5km., 18minutos para fazer o trajeto.
Preço – durante a semana U$8,50 e finais de semana U$11. Desconto idosos e crianças.

Museo Nacional Banco Central del Ecuador

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Inaugurado em 1969 exibe: arqueologia,  arte colonial e contemporânea, cerâmica. Uma das principais peças é o “El Sol de Oro”, atribuído a cultura Tolita e tornou-se o símbolo do Banco Central do Equador, além da Carta de Jamaica, o passaporte de Humboldt e trabalhos de Legarda, Caspicara e Samaniego.
Sala de Oro – peças do período pré hispânico: ouro, prata e cobre laminado, martelado e fundido. Trabalhos de coroas, diademas, peitorais, narigueiras, máscaras, pulseiras, braceletes. Objetos de “mullu” de conchas: colares, máscaras e amuletos.
Sala de Arqueologia – como foi a história do homem no Equador em relação a população da América e a influência no atual território equatoriano.
Sala de Arte Colonial – obras pictóricas e esculturas em madeira policromada dos séculos XVII, XVIII e XIX.
Sala de Pintura Republicana e Contemporânea – na pintura republicana: Pinto, Guerrero, Manosalvas. Na pintura acontemporânea: Gauayasmín, Kingman e outros.
Biblioteca del Museo – acesso virtual que pode ser acessado 24h.
Café – uma agradável cafeteria está localizada logo na entrada, excelente local para um café depois da visita ao museu.
Localização
–Av. Patria y 6 de Diciembre (Edificio Casa de la Cultura).
Horário
– segunda a domingo das 9h. às  18h.
Preço – gratuito

Praça do Teatro Sucre
Praça pequena e pitoresca em frente ao Teatro Sucre, pouca circulação de pessoas, parece que a praça serve principalmente como referência de localização do teatro. No seu entorno estão alguns restaurantes, artistas de rua fazendo performance, fera de livros usados com boa variedade de volumes. Antigamente serviu como local de touradas.

EQUADOR, QUITO-003Fundação Teatro Nacional Sucre 

No século XVI os açougues que estavam ali instalados forma transferidos para outro local para dar lugar a edifícios elegantes e praça.
A fachada em estilo neoclássico tem 55m. de comprimento, na parte central estão seis colunas jônicas que apoiam o frontão.
No saguão estão três luminárias vienenses e dois espelhos de pedra do séc. XIX. Os dois principais afrescos: “Don Juan Tenorio” e “O Sonho de uma Noite de Verão”, são de  Alberto Coloma Silva, o mural tríptico representando personagens cotidianos e especiais da cidade de Quito, é de Jaime Zapata, obra mais recente de 2004.
No interior as obras de arte e luminárias francesas são do séc. XIX, o mobiliário de meados do séc. XX. A capacidade 650 pessoas (alguns locais informam 804). O teatro é de 1886, uma das casas de ópera mais antigas da América do Sul (Amazônia em Manaus 1896).
Localização – Manabí N8-131 entre Guayaquil y Flores.

Museo Mindalae

EQUADOR COMPLETMuseo Etnohistorico de Artesanias del Ecuador Mindalae, prédio de arquitetura moderna, bem montado exibe peças artesanais de várias etnias distribuídas de forma a não proporcionar uma poluição visual. Prioriza a exposição da arte, cerâmica, máscaras, fotos. Deixa claro a interação do artesão indígena com sua obra de acordo com os recursos naturais do local em que habita. Há uma excelente sala sobre xamanismo e o intrigante “olho do sol”. As peças são réplicas, mas não deixa ade ser interessante ter conhecimento de como seriam  as originais. O museu contempla 4 pisos tudo muito organizado, etiquetas em inglês.Possui cafeteria e venda de souvenires.
Localização – Reina Victoria N26-166 y La Niña (parte norte do bairro de Mariscal) 
Horário
– de segunda a sexta das 9h. as 18h. e nos sábados e feriados das 10h. as 17h.30.

Iglesia y Convento de San Agustin

Igreja em estilo barroco construída entre 1.606 e 1617. A torre de 37m. de altura ainda mantém os sinos instalados no século XVII, a imagem do santo em um nicho era de madeira e foi substituída para preservar a original, na entrada há uma porta imponente ladeada por colunas dóricas. No interior os arcos têm uma estrutura mais arredondada pendendo para o estilo românico, diferente das demais igrejas de Quito aqui a decoração é em tons pastéis. Diferentemente das igrejas mais procuradas pelos turistas, aqui há muita tranquilidade para visitação, com frequência dos fiéis locais.
Já o convento do século XVI tem entrada separada na fachada da igreja, mas formando um conjunto, dentro dos claustros estão os jardins e a Casa do Capítulo do século XVIII, usada para reuniões. Dentro do antigo convento funciona ao Museo Miguel de Santiago, aberto de segunda a sexta das 9h. às 121h.30 e das 14h. às 17h., sábado das 9h. às 12h.30. Preço U$2,50.
Localização – calle Chile y Guayaquil.
Horário das missas –terça a sexta: 7h.30 e 8h.30, domingo 8h., 9h.30, 11h., 12h.

Fundación Guayasamín

EQUADOR, QUITO-004Oswaldo Guayasamín nasceu em Quito no ano de 1919 e morreu em 1.999. Na década de trinta viveu a Revolução Mexicana, Guerra Civil Espanhola, dificuldades financeiras, perda de um grande amigo e esse histórico foi forjando sua personalidade.
Casa-Museu foi desenhada por Guayasamín e construída por um de seus irmãos,  morou aqui durante 20 anos e o memorial foi criado pelos seus filhos, no local estão peças do mobiliário de sua casa que se mesclam com esculturas antiquas e peças pré-colombianas que faziam parte de sua coleção particular.
A Capela do Homem é o edifício principal, um local amplo e aberto criado em 1985 que foi declarado pela UNESCO como uma “prioridade para a Cultura” o artista morreu antes da sua conclusão, um espaço de reflexão sobre guerra, miséria e injustiças, os trabalhos estão instalados em espaços amplos com boa visualização. Apesar do nome não se trata de uma igreja, já que o artista era ateu, a intensão foi montar um espaço que colocasse a vista a realidade dos povos latino-americanos a partir das construções andinas, da pureza das culturas ancestrais. Sua mensagem sempre foi um compromisso com os Direitos Humanos, Paz e Solidariedade.
EQUADOR, QUITO1
As obras são em grande formato, daí a necessidade da exposição em ambiente amplo para melhor observação.
Localização – Mariano Calvache E18-94 e Lorenzo Chávez, esq. (Bairro Bellavista)
Horário
– Segunda a Domingo das 10h. às 17h., exceto feriados
Preço – U$ 8
Dica – não fazia parte do meu roteiro esta visita, mas foi um ponto alto, o melhor museu contemporâneo de Quito.

ONDE FICAR EM QUITO
Hostel Travellers Inn**008

Nosso quarto era nos fundos da casa, silencioso, chuveiro quente externo ao quarto, ótima limpeza, boa cama e travesseiros, wi-fi, estacionamento, recepção 24h., bar. No café da manhã servido dentro da casa: frutas, dois tipos de pães, queijo, ovos, suco, iogurte e opção de café, chá e leite.
A localização é razoável, não é perto do centro, mas dá para ir a pé., tem alguns restaurantes no entorno e supermercado Supermaxi a 100m.
Localização – La Pinta E4-435 y Av. Amazonas.
Preço – R$164,00 banheiro privativo, 2 camas solteiro.
Nota – Como viemos de Lima e chegamos à noite ficamos preocupadas com o transfer, mas o proprietário do hostel foi buscar no aeroporto, nos sentimos muito seguras.

305AHostal Posada del Maple** 

Quarto confortável para um hostal**, banheiro privativo, TV tela plana, armário, toalha de banho, roupa de cama, artigos de higiene, piso superior sem elevador. Café da manhã incluído, varanda, bar com bebidas, informações turísticas, restaurante nas imediações. Transporte gratuito para a cidade e pago para o aeroporto. Hostal em funcionamento desde 1991
Localização
– Juan Rodríguez E8-49 e 6 de Diciembre, La Mariscal
Preço – U$ R$163,00 banheiro privativo, 2 camas solteiro.
Nota – na volta viemos de Otavalo e ficamos neste hostal mais central.

 Onde comer bem e barato em Quito

El Rey de Las Menestras Beer & Grill
LocalizaçãoJuan Leon Mera y La Nina, uma quadra do Hotel Marriot
Las Corvinas de Don Jimmy
Localização  – Esmeraldas y Pichicha Mercado Central, 2do piso, 
Café San Blas
LocalizaçãoJose Antepara y Vicente Leon
Omotos
LocalizaçãoBenalcazar y Oriente, centro histórico
Llama Love
LocalizaçãoVenezuela S1-28 and Rocafuerte Next to Hump Day Hostel,

Frida Tacos
Localização- Andalucia 584 y Francisco Salazar La Floresta,


Dados Gerais

Nome OficialRepública del Ecuador;
Capital do paísQuito – altitude 2.850m.;
GovernoRepública Presidencialista;
População 17,08 milhões de habitantes (2018);
Moedadólar (desde 1999);
Idioma oficial e outrosespanhol e quéchua;
Cidade PrincipaisGuayaquil, Quito, Cuenca, Machala e Santo Domingo de los Colorados;
Fronteira comColômbia, Peru e Oceano Pacífico;
Fuso Horário2h (em relação a Brasília);
Electricidade110/120w., tomadas tipo B;
Gorjetas (Propinas) – comum deixar em torno de 10%.
Visto – brasileiros não precisam de visto para uma permanência de até 90 dias como turista.
Documento – não há necessidade de passaporte, a carteira de identidade é aceita desde que tenha sido emitida há menos de 10 anos e em bom estado de conservação.
Vacina – oficialmente é necessário a vacina contra febre amarela tomada até dez dias antes do embarque, com anotação da data no Certificado Internacional de Vacinação, com validade de 10 anos, mas em momento algum foi solicitado este documento.
Seguro viagem – não é obrigatório para entrar no país, mas levando em conta que é um país com muita aventura, convém fazer um seguro de viagem/saúde.
Cartões de Créditoaceito na maioria das zonas de turismo;
Segurança – o Equador não é um país perigoso. Nas grandes cidades tomar precauções, não há crimes graves, cuidado com batedores de carteira em lugares com muita circulação de pessoas. Recomenda-se levar uma cópia do passaporte para todos os passeios e deixar original no alojamento;
Embaixada do Brasil em Quito – Avenida Amazonas, 1429 y Colón, Edifício España, pisos: 9º e 10º andares, (593-2) 2563.142 / 2563.086. Horário de atendimento: segunda a sexta das 9h00 as 14h.00, www.embajadadelbrasil.org.ec.
Internet – a operadora mais usada é a Claro, procure uma loja autorizada lá eles vão autenticar o uso diante do seu documento. Um chip com 700megas vai custar cerca de 5U$ com uso ilimitado por 5 dias e pode ser recarregado.
Altitude no Equador – nos primeiros dias procure fazer passeios em locais com altitudes menores, Quito está a 2.850m. a.n.m., procure ir se adaptando para deixar os vulcões para o final. Os sintomas do chamado “mal da montanha”: falta de ar, dor de cabeça, náusea, tontura e sonolência, porém algumas pessoas têm sintomas leves ou até nenhum sintoma. Tome muito líquido e se alimente bem.

MELHOR ÉPOCA
O país é menor do que o estado de São Paulo, mas com clima bem variado. Na região de Quito e vulcões a melhor época vai de junho a setembro, quando não chove, lembrando que por causa da altitude vai ter frio. Na região amazônica o período mais seco vai de dezembro a março. Em Galápagos o clima tropical ajuda o ano todo. Em novembro, Latacunga, a 80km.de Quito, sedia o Festival da Mama Negra. No dia 6 de dezembro Quito comemora sua fundação.

COMO CHEGAR

Aeroportos
Aeropuerto Internacional de QuitoAeropuerto Mariscal Antonio José de Sucre, 45km. até o centro antigo de Quito.
Aeropuerto Internacional de Guayaquil – Aeroporto Internacional José Joaquín de Olmedo. O terminal para voos nacionais e internacionais conta com serviço de telecomunicações, salas VIP, restaurantes e caixas automáticos. Está dividido em dois níveis: nível superior para saídas: nacionais e internacionais. Nível inferior para chegadas: nacionais e internacionais.
Em Quito e Guayaquil se encontram os aeroportos internacionais com voos diretos chegando dos Estados Unidos, Europa e parte da América do Sul.

SAINDO DO BRASIL
Copa Airlines (via Cidade do Panamá), Aeroméxico (via Cidade do México), LATAM (via Santiago no Chile ou Lima no Peru). Gol em um voo direto saindo de São Paulo com duração de 5h. Confirme se a empresa aérea TAME (Transportes Aéreos Militares Equatorianos), está operando, em voos direto para Quito saindo de Manaus com 3h. de duração.

Como sair do aeroporto em Quito

Táxi – 25U$ tabelado pela Cooperativa Aeropuerto, está do lado esquerda da saída do aeroporto, será entregue um cartão de desconto no valor de 5$ para ser utilizado na volta. Se for pagar com cartão de crédito a taxa é de 1$. O tempo de viagem até o centro pode variar de 1h. a 1h.30, dependendo do trânsito.
Ônibus – operado pela Aeroservicios, o preço de 8U$ a 18U$ varia de acordo com o destino, no trajeto faz várias paradas antes de chegar ao centro histórico.
Uber – possivelmente vai sair mais caro do que o táxi.

Como locomover-se em Quito.

Ônibus – sistema mais utilizado para turistas que desejam viajar de forma econômica. Algumas companhias possuem ônibus modernos e com ar condicionado. Os ônibus com trajetos intermunicipais partem do Terminal Latacunga.
Aluquel de carros – Percorrer o Equador em um veículo alugado é uma ótima opção.
Táxis – Os táxis no Equador são seguros, limpos, econômicos, condutores na maioria falam inglês.  Táxi e Uber não são caros, os táxis autorizados são amarelos com placa laranja ou com uma faixa laranja, o número deve estar no lado externo e no interior do veículo deve ter uma placa com foto do taxista. Peça para ligar o taxímetro.
Trens – funciona como atrativo turístico, a rota mais procurada é: Riobamba-Alausí-Sibambe onde está o famoso Nariz del Diablo. Nesta rota o trem percorre um caminho sinuoso entre penhascos e despenhadeiros.

GASTRONOMIA

A gastronomia é um ponto forte no Equador, em alguns quiosques de povoados assam porcos inteiros que a todo tempo são besuntados com óleo e são vendidos em lascas (acompanha batata).
Café da manhã (desayuno), normalmente de café, pão, margarina, geleia ou um pedaço de queijo, ovos fritos ou mexidos com presunto.
Almoço (almuerzo), sopa, arroz com frango, banana verde, ou um pedaço de carne com lentilhas. Acompanha um suco.
Lanchonetes (puestos de comida y chiringuitos)
Oferecem ao povo indígena uma boa e barata opção de comida. Os pratos são variados, mas na maioria das vezes não muito higiênicos, não são recomendados.

Comida Criolla (pratos típicos do Equador).

Mescla de carne frita, milho, mandioca e banana. É a comida tradicional do centro do país.
Churrasco – porção grande de arroz, sob um pedaço de carne com ovos fritos, algumas batatas fritas, rodelas de cebolas e um pouco de salada. Tudo em um único prato.
Apanado – bife empanado com batatas fritas, arroz e salada.
Lomo a la Plancha – um pedaço de carne de vaca com batatas fritas ou purê de batatas e um pouco de verduras.
Seco de Chivo – carne de cabra em pedaços com arroz.
Seco de Pollo – frango cozido com arroz e abacate.
Locro – sopa de batatas, queijo e algumas vezes é utilizado também abacate, carne, ovos, repolho e abóbora (calabaza). Um dos pratos mais autênticos.
Guatita – cozido de miúdos, com salsa de amendoim, batatas e abacate.
Fritada – em panela grande se cozinham pedaços de carne de porco, servido com milho.
Hornado – carne de porco frita, com purê de batatas e um pouco de salada.
Pescado Frito – podem ser camarões alho e óleo ou empanados, lula, caranguejo.
Viche – sopa espessa de pescado com pedaços de banana verde. Típica da costa.
Humitas  – ovos e milho doce colocados em uma folha de bananeira, podem ser acrescidos de amendoim ou queijo moídos.
Empanadas – em formato de pastel, recheadas com carne, banana ou queijo.
Ají – um molho que está em quase todos os restaurantes, dependendo da região pode ser mais ou menos picante.
Caldo de Patas – patas de porco, mandioca, milho, leite, cebolas, alho e eventualmente amendoim ou coentro.
Sancocho – carne de vaca e de porco, mandioca, banana verde e ervilhas.

Bebidas
Agua mineral –
são facilmente encontradas, com ou sem gás.
Colas (refrigerantes) – Fanta, Sprite, Seven Up, Pepsi, Fruit, Crush, Tropical, Buzz, Orangina, Welch’s, Inka Cola etc. A coca-cola é pedida como Coca ou Cola Negra.
Jugos (sucos) – servidos com água ou leite (batidos). A diversificação é incrível. Os sucos frescos vendidos nas ruas devem ser evitados, porque nele são adicionados água de procedência nem sempre segura. Os sucos mais comuns são: aguacate (abacate), babaco, banano (banana), chirimoya (anona), coco, durazno (pêssego), fresa (morango) o frutilla, granadilla , guanábana (graviola) , guayaba (goiaba), limón (lilmão), mandarina (tangerina), mango (manga), manzana (maçã), maracuyá (maracujá), melón (melão), mora, naranja (laranja), naranjilla, papaya (mamão), pêra (pêra), pina (abacaxi), sandia (melancia).
Pipas Heladas – são cocos grandes, recheados com suco gelado e uma palha larga dentro.
Café – se serve na maioria dos locais, muitas vezes forte que é acrescido de água quente ou leite. Excelentes cafés são servidos em pequenas cafeterias na cidade velha de Quito ou na folclórica cafeteria La Palma em Guayaquil. Em Quito os bairros turísticos como Mariscal oferecem cafés feitos em modernas máquinas.
Álcool – bebidas alcoólicas não podem não podem ser servidas aos domingos, mas alguns restaurantes das cidades turísticas acabam abrindo uma exceção. As bebidas mais consumida são a aguardente de cana de açúcar e a cervejas Pilsener e CLub. No sul do país se bebe Nevada vendidas apenas em garrafas de um litro.
Vino (vinho) – são consumidos os originários do Chile, Argentina, California ou España, são vendidos em supermercados, os mais tradicionais são: Casillero del Diablo (Chile), Unduraga (Chile), Concha y Toro (Chile), Masson (California).
Destilados – Cuba Libre ao lado do whisky são os mais solicitados. Outros: Vodka con Naranja (Vodka com laranja), Caipirinha (aguardiente de cana de açúcar com suco de limão), Caipiroshka (wodka, suco de limão), Piña Colada (rum bacardi, suco de abacaxi).
Canelazo – servido nas festas populares nos povoados e bairros ao sul de Quito, aguardente de cana com canela.
Cincha – bebida espessa que pode ser fermentada de milho, banana, mandioca, quinua ou palmera de chonta (palma).

Música

São encontrados dois estilos característicos, o pasillo e o albazo, são como misturas de ritmos indígenas com influência de música hispânica resultando em uma combinação bastante agradável, acompanhadas por violões, marimba, percussão e metais. Infelizmente estes ritmos tradicionais estão sendo pouco solicitados, atualmente o que se escuta é o “reggaeton” ritmo importado de Puerto Rico, uma  mistura de salsa, cumbia e hip hop no melhor estilo “perras latinas”, vendidos em CDs com capas de gosto duvidoso, que os quitemos ouvem alto som em seus carros tão incrementados (tunados) que muitas vezes fica até difícil reconhecer o modelo original.

OTAVALO

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.

“Capital Intercultural do Equador”

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Nome – San Luiz de Otavalo
Origem do nome – em Chaima, “lugar dos antepassados”.
Distância de Quito – 110km.
População – 110.000 habitantes (44,3% no setor urbano)
Língua Oficial – Kichwa é o idioma Inca do Equador, o espanhol é bem aceito.
Moeda – Dólar americano.
Altitude – 2.532m. a.n.m.
Clima – temperatura média 15 °C, as manhãs e noites podem ser um pouco frias.
Atração – o maior mercado a céu aberto da América do Sul.
Diário de Bordo – no final do relato

As origens de Otavalo remontam ao século XVI, os otavalenhos mantém tradições, histórias e celebrações sagradas como o festival indígena Inti Raymi, que celebra o solstício de verão com música e dança.  Os habitantes foram inseridos a força ao império Inca, mas com a chegada dos espanhóis o trabalho artesanal foi valorizado com criação de workshops e após a saída dos espanhóis eles já estavam estabilizados e continuam até hoje com esta atividade.
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Os otavalenhos são pessoas amáveis, orgulhosas de seu trabalho, a variedade dos produtos e qualidade não deixam dúvidas sobre suas habilidades manuais que remontam do período pré incaico, eles são 50% na feira, os demais participantes são Kichwa, Afro-Equatorianos, Mestiços e outras etnias menores.

 Como chegar partindo de Quito  

EQUADOR (sem edição) 338Ônibus – transporte público saindo de El Ejido os ônibus partem a cada 20 minutos, custa U$2,50, mais U$ 0,20 da taxa do terminal terrestre e leva 30 minutos até o  Terminal Carcelén, de onde saem vários ônibus para Otavalo, utilize a Cooperativa Otavalo ou Cooperativa Los Lagos,  a passagem custa U$2,50 e o trajeto leva de 2h. a 2h.30 e são diversas empresas que fazem o trajeto. Chegando em Otavalo um táxi deve cobrar U$1,25 para levar até a hospedagem.
Táxi – do aeroporto até Otavalo o custo varia entre U$50 e U$55, tempo de viagem de 1h.30.

 O QUE VER EM OTAVALO

 

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Otavalo oferece festivais: Y amor, Inti Raimi (festivais do sol), Pawkar Raimi (festival de florescimento), aprenda a tricotar em teares de madeira ou fazer música, visite cachoeiras sagradas, lagos, lugares sagrados e se tiver tempo faça caminhadas ecológicas.
Chegue na sexta feira para descansar e aproveitar bem o sábado, desta forma você já consegue apreciar a feira antes da chegada dos turistas que vem de Quito.

Plaza de Ponchos
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Desde 1929 o mercado de Otavalo é espetacular, reúne todo tipo de artesanato que se possa imaginar, a arte têxtil é fantástica. Neste lugar você encontrará pinturas de Tigua, tapeçarias das Salasacas, esculturas de San Antonio de Ibarra, artigos de couro de Cotacachi, artesanato dos Saraguros, da Kichwa do Leste. Com o passar dos anos a matéria prima e qualidade tiveram mudanças, mas continua sendo um artesanato tradicional com técnicas herdadas dos tempos antigos, como desenhos colhidos de vestígios de tecidos encontrados em escavações arqueológicas.

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Atualmente a produção artesanal tem um foco forte no turismo, são bolsas, casacos, blusas, bijuteria, blusas bordadas com ou sem fartos babados, objetos de madeira, saias longas, roupinhas de bebê, cerâmica e muita coisa de lã. Preços? Você pode fazer oferta, eles estão acostumados, mas pode ter certeza de que os equatorianos vão pagar menos do que os sul-americanos e esses menos do que os demais estrangeiros. Você não vai sair de lá sem comprar nada, como a maioria das peças tem um toque andino, leve em conta que aquela roupa super colorida que te encantou talvez esteja fora do contexto para ser usada no Brasil.
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Localização
– ruas Sucre e Salinas
Horário de pico – 12h. horário que os turistas se aglomeram vindo de Quito.
Quando – aos sábados é o melhor dia, mas há vendedores todos os dias, com razoável fluxo as quartas e domingos.

Mercado de animais

Um produto bastante procurado são os cuys (porquinho da índia), assado ou feito no espeto é uma iguaria em todo o Equador.
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Começa entre 5h.30 e 6h. O local tem aproximadamente o tamanho de um campo de futebol, eles vão se organizando por setores para as vendas, os animais menores são vendidos no começo da feira e os maiores no final, do lado esquerdo tem um barranco onde fica montada a feira de alimentação.

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As mulheres  vestidas com roupas típicas de acordo com a tribo que pertencem, a maioria são da própria região de Otavalo, usam uma saia de tecido cru e sobre ela uma outra saia negra aberta nas laterais que deixa ver a nesga do tecido cru, usam blusas brancas bordadas com mangas bufantes que também levam bordados, nos pés alpargatas de um tecido muito semelhante ao brim, na cabeça um lenço amarrado. Os homens vestem calças brancas até no tornozelo, um poncho colorido e nos pés alpargatas, fazem tranças com seus longos cabelos que é um sinal de virilidade.

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Se você tem problemas em assistir animais amarrados ou em gaiolas o melhor é não visitar a feira, não tenho nada a criticar, pois são atitudes culturais.

O Que Mais Tem Para Fazer Em Otavalo?

Com um bom guia que tenha carro dá para conhecer muita coisa aproveitando o restante do sábado e domingo o dia todo.

Igrejas

Igrejas para serem visitadas na cidade:  Santuário de San Luis, Iglesia de El Jordan. Na área rural as paróquias de San Pablo del Lago, González Suárez, San Rafael de la Laguna, Eugenio Espejo, Quichinche, Miguel Egas Cabezas, Ilumán, Selva Alegre, San Pedro de Pataquí

Museu Vivente Otavalangomuseum-logo

O Museu foi criado em 2011, está instalado em uma fazenda espanhola de 1821, mantém preservada a arquitetura histórica: Obraje, La Casa Cruz, La Casa del Patron e outras. Estão em exposição antigos teares de tecelagem utilizados antes e depois da conquista espanhola, trajes indígenas,  cerimônia de  casamento, festivais e experiências ancestrais, prática da agricultura de acordo com o ciclo da lua, medicina ancestral com o Taita Yachak, o ciclo de vida e morte de acordo com os costumes tradicionais do mundo Kichwa e cerimônias “Wantia”.
Localização – Via Antigua a Quiroga #1230, antiga fábrica San Pedro
Horário – segunda a sábado das 9h. as 17h.
Preço – U$5

gruta socavon-001Gruta Del Socavón – Virgen de Montserrate

Antigamente foi um sítio sagrado indígena. A imagem da Virgem é venerada e foi colocada no interior da gruta que verte águas cristalinas onde os fiéis e romeiros jogam moedas para pedir seus favores. Em torno da Gruta del Socavón está o mirador e Cruz de Socavón, o acesso é através de uma escada de onde se pode contemplar a cidade de Otavalo.
Localização – parte oriental da cidade, no tradicional Bairro La Florida, portal de entrada do Bairro Monserrate.

Arredores de Otavalo e Peguche

Cascada de Peguche (Cascata)

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Aqui acontece a maior parte da celebração do solstício de verão na queda d’água que é alimentada pelas águas da Lagoa de San Pablo, que com o tempo criou um canyon. As comunidades indígenas locais atribuíram a cascata poderes sobrenaturais que ajudam a vida cotidiana da população. No solstício de verão as comunidades vão até ela à noite para o banho ritual com a finalidade de preparar-se espiritualmente para a celebração das festas que duram alguns dias.
Leve agasalho, sapatos cômodos, repelente de insetos.
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Localização – vilarejo de Peguche
Distância de Otavalo – 3,3km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 1821m. a.n.m.
Altura da cascata – 30m.
Como chegar – em transporte público: ônibus da Cooperativa Imbaburapac (cor vermelha), por U$0,35 saem a cada 30 minutos e demora de 10 a 20 minutos; táxi U$3; caminhado 40 minutos.

Cementério Indigena (cemitério)

Os dias de visita aos falecidos é segunda e quinta feira, o maior fluxo é no dia 2 de novembro, para esta ocasião os indígenas preparam os alimentos preferidos do falecido e nas primeiras horas da manhã colocam uma bateia sobre o túmulo com arroz, feijão, batata, milho, banana, tomate, abacate, pão e outras iguarias, para que o falecido desfrute. Os indígenas levam porções extras para dividir com as pessoas que estejam ao redor da tumba. Membros da família relatam fatos ocorridos durante o ano diante do túmulo e o ritual transcorre o dia todo.
Localização – calle Modesto Jaramillo y Manuel Quiroga, esquina diagonal a Plaza de Ponchos.
Distância de Otavalo – 2km.
Temperatura – 14º.C
Altitude – 2.565m. s.n.m.
Horário – de segunda a sexta das 8h. as 17h.30 e sábado das 8h. as 16h.
Como chegar – em transporte público, o ônibus da Cooperativa Imbaburapac sai do terminal terrestre de Otavalo a cada 30 minutos, ele se desloca para a Cascada de Peguche, peça para descer perto do cemitério, valor da passagem U$0,35. Táxi U$3.

Mirador El Lechero
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Mirante natural de onde é possível observar Otavalo, Laguna de San Pablo, Vulcões Imbabura e Cotacachi, Montanha Fuya Fuya. Para os indígenas é um local sagrado onde se realizam cerimônias de purificação e onde se deixam oferendas:  milho, ervilhas, cuys e chincha
Localização – 5 minutos do Parque Cóndor.
Distância de Otavalo – 7 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.847m. a.n.m.
Como chegar – Caminhando percorra a Calle Piedrahita e siga a sinalização, será 1hora de caminhada. Táxi leva 10 minutos, custo de U$4.

Parque Cóndor
O Parque Cóndor é um centro de resgate e cuidados de aves de rapina.
Distância de Otavalo – 6 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.817m. s.n.m.
Localização – imediações do Mirador El Lechero
Como chegar – mesmo trajeto do Mirador El Lechero

Laguna San Pablo

 

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A lagoa é um eco sistema, entre as plantas aquáticas está a totora (Scirpus sp) que é utilizada por comunidades locais na confecção de esteiras, almofadas, tapetes que são utilizados pelas famílias indígenas. Também vivem aqui garças, patos e alguns anfíbios. Nas margens há alojamentos, restaurantes, barcos para passeio
Nome original – Imbakucha, como é conhecida pelas comunidades indígenas.
Localização – aos pés do Vulcão Ibabura.
Distância de Otavalo – 10,7km. em estrada asfaltada.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.660m.
Profundidade – 48m. no centro e 35m. na margem.
Superfície – 2km.2.
Como chegar – as cooperativas de ônibus Otavalo, Los Lagos e Imbaburapac com bilhetes de U$0,35 levam até a comunidade de San Pablo, Araque ou Trojaloma de onde se pode chegar até a lagoa

Lagunas de Mojanda

 

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Esta lagoa de origem vulcânica está rodeada por resquícios de um bosque nativo que mantém a biodiversidade da região setentrional andina. São 3 lagos conhecidos como:  Cuicocha (lagoa grande), Warmikucha (lagoa pequena), e a Yanakucha (lagoa negra). Montanhistas se valem da altitude para fazer aclimatação antes de escaladas. O local é frio leve um agasalho e procure ir pela manhã, a tarde a neblina cobre a paisagem.15-011
Localização – região de Mojanda.
Distância de Otavalo – 16km.
Temperatura – 8º.C.
Altitude – 3.720m. s.n.m.
Como chegar – apenas 20 minutos de táxi da cidade.

Cascadas de Taxopamba (cascatas)taxopamba-005

Conjunto com 2 saltos, o primeiro com 15m. e o segundo com 10m. Leve repelente contra mosquitos.
Localização – muito perto das Lagunas de Mojanda.
Distância de Otavalo – 6,4 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.846m. a.n.m.
Como chegar – um táxi leva até a comunidade de Mojandita por U$4, mas eles não esperam a volta, portanto terá de voltar caminhando ou contratar o taxista para ir buscar com hora marcada.

Cerro Fuya Fuya
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Faz parte de um complexo vulcânico conhecido como Mojanda. A cratera do Fuya Fuya abrange 5km. de diâmetro, excelente trilha para caminhada, no cume do cerro são avistados os vulcões Caymbe, Imbabura e Cotacachi. Aconselhável ir com guia, pois a neblina ocorre a qualquer momento e pode dificultar a volta.
Origem do nome – significa nebuloso, coberto de nuvens.
Localização – perto das lagoas Mojanda
Temperatura – 10º.C
Altitude – 4.279m. a.n.m.

Ecoturismo e Turismo Vivencial Indígena

Eugenio Espejo é uma paróquia de Otavalo, onde existe uma Corporação de Indígenas que realizam Ecoturismo Comunitário com visitas aos bosques nativos do Cerro Mojanda, passeios em lancha na lagoa de San Pablo e visitas as comunidades com guias nativos onde se podem provar pratos típicos da região, especialmente às quartas-feiras (miércoles).

ONDE FICAR ( centro)

Chukitos Hostal Inn
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Quartos com banho privado, água quente, TV, Internet, máquina de lavar, cozinha comunitária, informação turística, garagem. Hostal administrado por nativos otavalenhos que falam inglês, espanhol e quéchua . Excursões para vulcões Tayta Imbabura, Cotacachi y Mojanda. Transfer de/para aeroporto.
Nosso quarto era pequeno, colchões razoáveis, mas tudo suficiente.
Localização – Bolivar 10-13 y Morales (esquina), está a 3 quadras da Plaza de Ponchos
Preço – US$14 single e US$25 doble.

Hotéis (melhores)
Medina Del Lago*****, Hotel Otavalo*****

Hostais (preço médio)
Doña Esther Otavalo, La Casa de Martin, El Andariego,El Indio Inn

 Hostais (econômicos)
Santa Fé, Runa Pacha, Paukar, Magui’s house.

 ONDE COMER

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Deli – $$ (recomendo)

Daily Grind $

IncaZen Tea House – $

Taco Bello $

Tayta Wasi $

Pouttin $

PRATOS TÍPICOS

Os alimentos como o morocho, quinoa, chuchuca, milho e grãos em vagens não foram substituídos por alimentos rápidos e importados. O abacate é considerado um complemento dos pratos salgados.

Carne Colorada
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Cuy (porquinho da índia)um dos pratos mais tradicionais de Otavalo, uma iguaria. Marinado com alho, sal, especiarias e depois é inserido em um espeto e levado para grelhar em fogo a carvão. Um típico churrasco de cuy acompanhado de batatas, milho e mote.
Fritada – carne de porco cortada em cubos e frita na própria gordura acompanhada de banana, batata, milho, tostada, tudo passado na mesma gordura em que se fritou a carne, pode ter abacate também.
Empanadatipo de pastéis recheados de carne ou queijo e fritos, são comuns em um lanche ou entradas.
Humitas (tamale) – pode ser um pouco parecida com nossa pamonha salgada.
Locro – é um ensopado de batata e queijo, pode levar legumes (abóbora, milho, feijão e abacate). Servido como entrada em restaurantes.
Chica de jora – entre as bebidas populares é a mais tradicional, é elaborada a partir milho que foi deixado a germinar coberto por folhas e depois deixado ao sol para potencializar o açúcar, depois disso é moído e cozido em grande quantidade de água, frio é colocado em barris e descansam oito dias em fermentação. Tradicional desde os tempos pré-incas, é uma bebida sagrada usada em atos cerimoniais e festivais de todas as culturas pré-hispânicas na zona andina central, não falta nos festivais de Yamor de Otavalo.
Feijões Calpo
– mistura de batata, feijão e “melloco”.
Uchufa Tanda – mescla de farinha de milho e feijão embrulhado em folhas novas de milho e levado para ferver por uma hora. Muito tradicional.
Runa Tanda – pão que os indígenas preparam principalmente em novembro, sua base é o fubá.

DOCES

Quimbolito – bolo de milho, enrolado em uma folha de bananeira e cozido no vapor, montado como uma humita, mas é doce. Os quimbolitos geralmente são decorados com uvas passas, mas também podem ser preparados com frutas como morangos, amoras, etc.
Sorvetes de creme ou frutas
Doces a base de farináceos – suspiros, rosquinhas, biscoitos

Diário de Bordo (sexta-feira) – Como fomos? – Fomos de avião de Cuenca para Quito, a ideia era no aeroporto tomar um táxi até o Terminal de Trolebus, seguindo para o Terminal de Ônibus Carcelén. No aeroporto a taxista pediu U$6 mas acabou deixando por U$4 para nos deixar no Terminal de Trolebus, ali compramos nossos bilhetes por U$2, e após 1/2h. de espera o Trolebus não apareceu, conseguimos compartilhar um táxi com duas equatorianas e assim seguimos para o Terminal Carcelén, o local de venda de passagens mais parecia uma baia, as pessoas ficam naqueles minúsculos cômodos para venda de passagem e gritando o nome da cidade, uma loucura, parece mais um leilão, é necessário perguntar se o ônibus entra em Otavalo porque alguns param na Panamericana que fica distante 1km. do centro, o local onde desembarcamos estava a 5 quadras do centro, nem foi preciso pegar táxi.
Procure sentar-se no lado direito do ônibus para ter a melhor vista da cidade na saída do terminal e a vista do Cotopaxi e Cayambe vulcões visíveis em dias claros.
Lembre-se que o último ônibus de volta para Quito, especialmente nos fins de semana fica muito cheio, por isso não espere até o último minuto para comprar o seu bilhete.
Otavalo é bem melhor do que imaginava, a feira na Plaza de Ponchos já estava sendo montada, mas o forte mesmo é sábado, aproveitei para fazer umas fotos.
Não tínhamos reserva de hotel, apenas informações sobre o Hotel Chukito’s, fomos até lá, o atendimento foi excelente,  já deixamos planejado um tour no domingo, deixamos as mochilas e fomos conhecer a cidade e principais pontos turísticos.

Diário de bordo (sábado) – acordamos 5h.30 da manhã para ver a montagem da feira dos animais, eles levam para vender e trocar: vaca, carneiro, cabrito, gato, cachorro, porco, sendo que a pomba e o cuy (porquinho da Índia), são uma iguaria. A Paula ficou só no início da feira quando viu os porcos amarrados pela barriga e uma mulher vendendo cuy e pegando o bichinho pelo pescoço voltou para o hostal, eu fiquei para fotografar mas, evitei esses lances mais “violentos”, fotografei apenas o “cotidiano”.
Voltei para o hostal para pegar a Paula, tomamos café e fomos para a Feira de Ponchos por volta das 9h.,  segundo a Paula teríamos de andar bastante para enjoar e comprar pouco e foi o que fizemos, fomos enveredando pelos vários quarteirões, na parte baixa da Plaza fica o setor de alimentos com comida pronta, mas também vendem produtos horti fruti granjeiros.
Tudo muito colorido, barato, no local tudo é lindo, mas chegamos à conclusão de que no Brasil seriam peças para gavetas, compramos pouca coisa e aproveitamos o restante da tarde para conhecer alguns pontos da cidade e arredores.
Contratamos um guia com carro para aproveitar o restante do sábado e boa parte do domingo.

Diário de bordo (domingo) – voltamos para Quito – Linha do Equador

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE AS FEIRAS DE OTAVALO

PEGUCHE – nesta localidade estão artesãos com seus teares, uma alternativa para quem quer comprar tecidos artesanais.

COTOCACHI – local de vendas de artigos de couro (não achei bons preços).

SAN ANTONIO DE IBARRA – ateliês de peças de madeira esculpidas a mão…

Tapetes – Tem origem no trabalho das mulheres, que nos anos 50 começaram a tecer tapetes em teares de pedal, e incorporaram ao tecido motivos criativos e cores que expressam sua riqueza cultural.  Os desenhos mais utilizados são as figuras indígenas, paisagens, festas, animais e figuras geométricas.
Ponchos – são parte da identidade dos povos, é uma vestimenta dos indígenas do campo para se proteger do frio. As cores são derivadas da identidade da comunidade. Seu preço pode variar de acordo com tipo de lã, fio e desenho. Em Otavalo o poncho azul de uma só cor é o mais comum, juntamente com as calças brancas, é o vestuário de todos os dias.
Panos (lenços, xales) – são usados pelas mulheres indígenas, elas cobrem suas blusas bordadas em cores que tem como fundo um tecido branco, com um xale que chamam fachalina.
Fajas (faixas) – tem várias figuras e cores, substituem os cintos que usam as mulheres mestiças. Podem ser usados para ornar o cabelo ou como cintos.
Sacos Tejidos (sacos de lã) – teve sua origem com as mulheres mestiças, foram elas que iniciaram este trabalho feminino, com delicadeza, paciência e como atividade recreativa teciam a mão os sacos de lã. Aos poucos foi se incorporando esta prática também entre as mulheres indígenas, fazendo parte de seu trabalho.
Pulseiras, bordados, bolsas, almofadas, cobertores – são produtos que tem uma diversidade de desenhos que são próprios de cada comunidade indígena. Estes artesanatos têm diversas formas de produção e provém das comunidades de Ilumán, Peguche, San Pablo, Quinchuquí.
Sombreros de Pano  (chapéus de pano) – são fabricados em Otavalo e Ilumán. Tem diversas formas e cores, e estes detalhes caracterizam os chapéus de homem e mulher.
Colares indígenas (walkas e manillas) – são artefatos que servem de adorno para a vestimenta das mulheres indígenas, são vistosos e de boa qualidade.
Bisuteria (bijuteria) – brincos, colares, anéis, prendedores, botões, pulseiras e outros adornos, são fabricados utilizando principalmente a alpaca, produto parecido com a prata além de outros materiais como pedras de hematita, diamante e coralina. As bijuterias são fabricadas pelos homens na sua maioria jovens mestiços e comercializadas pelas mulheres.
Antiguidades – nos últimos anos tem crescido a oferta de antiguidades na Feria de Ponchos, o que mostra a evolução da localidade.
Artesania de Madera (artesanato em madeira) –  a abundante madeira tem proporcionado uma variedade de produtos derivados: instrumentos musicais, entalhes artísticos e religiosos, urnas, candelabros. Os instrumentos musicais mais comercializados são as maracás, produtos da Costa e do Oriente equatoriano feito em balsa.

CUENCA

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações
Você sabia que os famosos chapéus Panamá são feitos em Cuenca, no Equador?
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Durante a construção do Canal do Panamá os trabalhadores necessitavam de um chapéu que protegesse do sol, fosse leve e fresco, então esses chapéus que eram produzidos no Equador foram exportados para o Panamá. A produção é a partir da palha “toquilla” (Carludovica Palmata), a tecelagem inicial é feita no campo e depois os tecelões levam até as fábricas para a moldagem.
Indico para visita a Fábrica-Museu Homero Ortega que mantém guias gratuitos durante a visitação.
Localização – Gil Ramírez Dávalos, 3-86
CUENCA-001

 CUENCA não é só chapéu Panamá.

Os Cañaris estavam em Cuenca em 8060 a.C., povo culto, praticavam ourivesaria, agricultura, produção têxtil, exímios caçadores e grandes guerreiros. Perto do ano 1480  a invasão inca e a mescla de costumes, tradições, vestimentas e festas religiosas. Cuenca ganha palácios cobertos de ouro, templos e ruas pavimentadas com água encanada. Os espanhóis destruíram tudo isso quando chegaram ao Equador no século XVI com direito a terra e a ter indígenas para trabalhá-la. Nos meados do século XVIII Cuenca é uma cidade próspera devido à produção e venda de baeta e tacuyo (tipo de tecido). A arte e a cultura da época estavam regidas pela igreja católica. Por volta do século XX Cuenca funda universidades, incentiva-se  o turismo, alianças comerciais e produção artesanal (indústria da palha toquilla para os chapéus Panamá) .
Cuenca é a terceira cidade turística mais importante do  Equador e com Cuzco no Peru dividem a honra de serem as cidades mais importantes do Império Inca.

EQUADOR (sem edição) 314 

Nome – Santa Ana de los Cuatro Ríos de Cuenca
Localização – está sobre uma grande planície na Cordilheira dos Andes
População – 32.000 habitantes – 2010 (94% alfabetizados)
Altitude – entre 2.350 a 2.550 metros acima do nível do mar.
Temperatura média – 17º.C
Moeda – dólar americano
Distância Quito x Cuenca – 320km.
Quanto tempo ficar – possui um dos centros históricos mais belo e bem preservado do Equador e muito provavelmente de toda a América Latina. Dois ou três dias são suficientes, mas se puder fique cinco dias, a cidade é tranquila com construções de arquitetura espanhola e francesa e uma boa estrutura para receber turistas.

Como chegar a Cuenca partindo de Quito

Aéreo
QuitoAeroporto Internacional Mariscal Sucre (UIO), na cidade de Tababela, a 25 km do centro histórico de Quito. Para hospedagem há o Quito Airport e hotéis nos arredores: San José de Puembo Quito Airport e a Hostería Rincón de Puembo.
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Cuenca
Aeroporto Cuenca Mariscal Lamar (CUE), o aeroporto possui 1 terminal e situa-se dentro dos limites da cidade de Cuenca. Serviços: aluguel de carros da Hertz, Avis, Europcar. Dispõem de caixas eletrônicos, bares, lanchonetes, lojas, jornais, balcões de informações, instalações para deficientes, estacionamento, não há hotéis dentro do complexo.

Ônibus para Cuenca
Em Quito são 2 terminais de ônibus:
– Carcelén fica no norte e de lá saem os ônibus que vão para o norte do Equador.
– Quitumbe fica no sul de Quito e de lá partem os ônibus que vão para o sul do país com destinos a: Baños, Guayaquil, Cuenca e Montañita. Algumas empresas têm sala de espera com TV, locais comerciais, alimentação, estacionamento privado. Uso de banheiro é pago.
Para chegar a ambos os terminais saindo do Centro Histórico de Quito ou de bairros centrais (La Mariscal) é possível ir de trolebus, um ônibus rápido, U$0,25.
Como são várias empresas operando o mesmo trajeto não há necessidade de comprar passagem com antecedência. A passagem é calculada pelo valor de horas até o destino, sendo U$1/h. Nos ônibus, mesmo nos “executivos” as poltronas não se inclinam muito, tem ar condicionado, TV em alto volume e banheiro (só para o n.1), divulgam que tem wi-fi, porém não conte com esta opção. A viagem de Quito a Cuenca leva em média 10h.
Geralmente há 1 parada para lanchar, mas ambulantes entram frequentemente no ônibus vendendo frutas, água, refrigerantes e até refeição, tudo custa U$1.
Localização do Terminal Quitumbe: Av. Espanha e Sebastiana de Benalcázar.
EQUADOR (sem edição) 165Diário de Bordo – Tomamos um ônibus de Alausi para Cuenca ao entardecer, seriam 163km. com uma previsão de 3h. de viagem. Durante o trajeto vimos que estávamos em duas mulheres e somente homens no ônibus, quando começou a escurecer percebemos que começaram a beber e ficar alterados, quando o ônibus fez uma parada na localidade de Azougue achamos por bem descer no terminal rodoviário e procurar uma hospedagem, não foi muito fácil, mas conseguimos um hostal que era praticamente uma casa de família e seguimos viagem para Cuenca no dia seguinte. Portanto, evite viajar à noite.

Carro
Cerca de 320 km. separam Quito de Cuenca por estrada. Quem está com carro locado deverá ir no sentido Quito-Loja, esta estrada normalmente está em boas condições.

Centro de Información Turística
Localização – Mariscal Sucre entre Benigno Malo e Luís Cordero, em frente ao parque Calderón.

O QUE VISITAR – CENTRO HISTÓRICO

Cuenca foi declarada a 1º. de dezembro de 1999, Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO e inscrita na lista de Bens Patrimoniais da Humanidade no mesmo ano.
A área conservada é delimitada pelas ruas Simón Bolívar, Estévez de Toral, Mariscal Lamar, Benigno Malo, Gaspar Sangurima, Hermano Miguel, Gran Colombia, Huayna Cápac, Mariscal Sucre, Vega Muñoz e a Bajada  de Todos Santos (Calle Larga).

Corte Superior de Justicia
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Edifício todo em mármore e ladrilhos trazidos de Sayausi e El Tejar, foi concebido originalmente para ser a sede da Universidade de Cuenca. Os acabamentos foram importados da Europa.

Calle La Condamine

A Calle La Condamine é um ponto chave para quem gosta de observar a arquitetura colonial, são casarões com mais de 150 anos. Nos finais de semana são organizadas exposições culturais.CUENCA1-006

El Vado – La Condamine

Região turística bastante tradicional que alberga Juan Montalvo e Calle de La Cruz, fica na parte alta, um  balcão de observação da parte baixa da cidade que é mais moderna.

Casa de La Lira

A Casa de la Lira foi construída há mais de 100 anos, faz parte do Patrimônio Cultural da Humanidade. A fachada é de tijolos gigantes, cobertos com cerâmica vitrificada. As paredes internas são de adobe e bahareque. Aqui foram registrados eventos relacionados à tradição musical de Cuenca e por esse motivo tem em sua fachada o distintivo da lira.

 

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Prohibido Centro Cultural

Museu com características góticas e culturas alternativas. Exposição de trabalhos e objetos que vão desde o inusitado, passando pelo gótico e alguns até chocantes, mas tudo em nome da arte.  Achei um pouco apelativo, não deixa de ser interessante como curiosidade. Valor do ingresso U$1.

Casa de Los Arcos

 

CUENCA1-005Foi adaptada para funcionar como um centro cultural para exposições artísticas, conferências, debates. O mobiliário não é original, foi implantado um novo sistema de som e iluminação para servir também como base de eventos. A entrada principal é pela calle Condamine e Tarqui na parte alta onde está o terraço e na parte baixa funciona uma cafeteria com mesas ao ar livre. Tem muita coisa original para ser observada, pinturas em tromp’oil, além da belíssima vista em seu último andar.

Mercado 10 de Agosto
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Local simples, mas com muito conteúdo cultural, caso resolva comer aqui experimente um prato típico: Hornado (carne assada de suíno acompanhada de arroz, batata e salada)
Localização – Calle Larga, centro histórico.

Museo de Arte Moderno

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Construído em 1876, servia como local de reclusão para enfermos, viciados em álcool, cárcere de jovens e escola, mas sua mais importante função foi como “Casa de la Temperancia”, mantém seu teto alto, corredores largos recobertos de ladrilhos. Restaurado e funciona como museu desde 1.982. As coleções são em sua maioria trabalhos em pintura, serigrafia, gravações, aquarela, xilografia, tinta, escultura, desenho e fotografia. É a sede da Bienal Internacional de Pintura.
Localização – calle Mariscal Sucre, em frente ao parque de San Sebastián
Preço – gratuito
Horário – segunda a sexta das 8h. as 13h. e das 15h. as 18h.30; sábados e domingos das 9h. as 13h.
Localização – calle Sucre 15-27 y Coronel Talbot

La Casa de las Posadas

Em arquitetura colonial aqui se instalaram pessoas ligadas ao comércio. No séc. XVII era um hotel concorridos e virou cortiço antes de ser adquirido pela prefeitura.  Embora muitos aspectos originais tenham sido perdidos durante a restauração hoje funciona como centro cultural, guarda marcas importantes como as paredes feitas de adobe. Os paralelepípedos das ruas, estão em perfeito estado de conservação.
Localização – nas calles Gran Colombia 17-44 y Manuel Heredia

Colegio Benigno Malo

Foi o primeiro colégio misto da cidade, sua construção foi muito discutida pelo elevado custo empregado nas paredes de ladrilhos, um dos maiores edifícios da cidade. Sua função de colégio nunca foi alterada.
Localização – Av. Fray Vicente Solano y Daniel Córdova
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Colegio Febres Cordero

Inicialmente tinha como finalidade ser uma instituição educativa. Os Hermanos Cristianos de la Salle cederam o local ao município que o transformou em sede do Colegio Febres Cordero.
Localização – Gran Colombia 6-54, entre Borrero y Hermano Miguel.

Casa de las Palomas

Seus corredores ostentam um mural com pintura de Joaquín Rendón. No ano de 1.922 foi construído um segundo piso com materiais importados da Europa. Atualmente está em processo de restauração e funciona como Instituto de Patrimônio Cultural.
Localização – Benigno Malo 6-40 y Jaramillo.

Casa de los Canónigos

Os Conêgos ocuparam este local até 1.960, a construção data do final do século XIX. Foi restaurada pelo Banco Central e Funciona como Archivo Histórico de la Curia de Cuenca.
Localização – Luis Cordero, entre Sucre y Bolívar.

Colegio Febres Cordero 

Inicialmente era uma instituição educativa. Os Hermanos Cristianos de la Salle cederam o local ao município que o transformou em sede do Colegio Febres Cordero
Localização – Gran Colombia 6-54, entre Borrero y Hermano Miguel.

Casa Cordero

A família Cordero tradicional no apoio da cultura na época colonial transformou a casa em um Centro Cultural. Atenção aos detalhes trabalhados em adobe (bahareque).
Localização – calle Luis Cordero 10-64 y Gran Colombia

IGREJAS
Catedral de la Inmaculada Concepcion  (catedral nova)

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A construção começou em 1885 e se prolongar por quase cem anos combina vários estilos arquitetônicos, predominando o românico e elementos góticos nos três grandes rosetões, nas janelas da fachada, nos torreões, nos vitrais e nos muros. O estilo renascentista está nas três grandes cúpulas cobertas com azulejos de Tchecoslovaquia. Os vitrais predominam nas naves laterais, no centro o grande baldaquino de estilo barroco e colunas salomônicas apresentam características da Basílica de São Pedro no Vaticano e está completamente recoberto com lâminas de ouro.
Endereço – Rua Benigno Malo esquina com a Mariscal Sucre.

EQUADOR (sem edição) 304Iglesia El Sagrário (Catedral Velha) 

Conhecida também como o Sagrado, foi durante a época colonial a “paróquia dos espanhóis”. As pedras trazidas das ruínas da cidade de Tomebamba serviram para seus alicerces e bases dos muros. No seu interior, três naves, um altar central e sete laterais. Presentes o estilo barroco e renascentista.
Endereço – Rua Mariscal Sucre e Luis Cordero (esquina).

Iglesia de las Conceptas

Chamada Convento das Freiras Conceptas pelas religiosas que habitavam o local. Construção de princípios do século XVIII, fachada com a parede composta por nichos que culmina em um campanário. Não existe porta frontal as duas entradas se situam na sua parte lateral com portas talhadas em madeira. No interior apenas uma nave retangular com  artísticos elementos barrocos, assim como o retábulo maior e os altares laterais.
Endereço – Rua Presidente Córdova e Antonio Borrero.

Iglesia El Carmen de la Asunción 

Construída em 1730 é uma das mais antigas da cidade em  arquitetura religiosa colonial de Cuenca. Planta de estilo renascentista, fachada com portada talhada em pedra e esculturas de tipo barroco como as colunas salomônicas que servem de moldura para a porta e as imagens de São Pedro e São Paulo lateralmente. No interior retábulo colonial  neoclássico e púlpito com talha dourada e espelhos. O teto deve ser observado, murais, no fundo o coro ficava coberto com um tecido para proteger a presença das carmelitas que ingressavam para cantar durante os serviços especiais.
Fundada em 1682 a Plazoleta de Carmem  em frente à igreja, com mercado de flores.
Endereço – Rua Mariscal Sucre e Padre Aguirre.
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Iglesia de San Francisco

A ordem dos franciscanos permaneceu em Cuenca até o ano de 1860. Remodelada no século XIX, conserva no interior do templo o grande retábulo do altar maior e o púlpito totalmente em talha dourada e trabalhos esculpidos em tempos da colônia em estilo barroco.
Endereço – Rua Presidente Córdova e Padre Aguirre.

Iglesia de Todos Santos

Construída em 1924 em estilo eclético, com alta torre do campanário, portada com linhas horizontais e elementos de tipo renascentista. No  interior o chão que se encontra dividido em vários níveis para hierarquizar o altar e o presbitério, em frente da entrada principal se encontra a cruz de Todos os Santos.
Endereço – Calle Larga e Vargas Machuca.

Iglesia de San Blás   

144. san blasTemplo do século XVI tem a sua base construída com pedras retiradas de construções incas, fachada de estilo românico recoberta de mármore rosado. No interior estão três naves principais e as duas pequenas estão distribuídas em forma de perfeita cruz latina.
Endereço – Manuel Vega e Simón Bolívar.

Iglesia de Santo Domingo

A atual igreja ostenta em sua cuja fachada duas imponentes torres gêmeas de 37 metros de altura, com222eçou a ser construída desde a segunda década do século XIX. Ao seu término foi dedicada à Nossa Senhora do Rosário, mais conhecida como “Moreninha do Rosário” e cuja efígie pode-se ver ainda hoje no altar maior da Igreja.
Endereço – Rua Gran Colômbia e Padre Aguirre.

Parroquia de San Sebastián

Data do século XIX, no exterior remata uma cúpula alta que se eleva sobre o abside e com uma torre que coroa no lado esquerdo da fachada.
Endereço – Rua Simão Bolívar e Coronel Talbot (esquina).

Iglesia de San Alfonso  

Construída no ano de 1875, combina algumas tendências arquitetônicas, alguns elementos góticos em suas torres afiladas, três portas de madeira talhada em seu frontispício, o  interior quadros a óleo com motivos religiosos,  do século XVIII.
Endereço – Rua Simão Bolívar e Presidente Borrero.

ARTES

Entre as ruas Simón Bolívar, Mariano Cueva, Rua Larga e General Torres se encontram a maioria dos museus da cidade,  o trajeto pode ser feito a pé, alguns museus fecham ao meio dia e reabrem à tarde.

Ateliê Eduardo Vega

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Grande ceramista em Cuenca, cerâmicas em verdadeira obra de arte em sue ateliê.
Localização – Camino a Turi, 201 (longe do centro histórico).

Museo de la Casa de la Cultura Equatoriana 

Desde 1945 apresenta atividades culturais, científicas e artísticas equatorianas. A partir de 1971 organiza o “Salón del Pueblo” para exposições artísticas nacionais e internacionais. Em 1989 abre a Pinacoteca ou Sala de Arte Contemporânea.
Localização – Edif. El Carmelo (centro), entre Calle Sucre, Benigno Malo e Padre Aguirre.
Horário – segunda a sexta das 08h. as 13h. e das 15h. as 18h.

Museu do Banco Central do Equador ou Pumapungo

Exposição de fotografias de Cuenca, coleção de instrumentos musicais, arqueologia, arte religiosa do século XIX, etnografia e numismática.
Localização – Calle Larga (Rua Longa) e Huayna Cápac, sul da cidade, rio Tomebamba
Horário – de segunda a  sexta das 09h. as 18h., sábado das 09h. as 13h.
Preço – adultos US$ 3,00, crianças e estudantes US$1,50

Museu de las Conceptas

No Convento da Imaculada Conceição fundado no ano de 1599. Contém coleção de arte sacra: crucifixos antigos, quadros e esculturas com cenas religiosas.
Localização – Calle Hermano Miguel, 33 – US$2,00.

Museo de las Culturas Aborígenes

Mostra a vivência dos aborígenes que povoaram esta região, sua estrutura e identidade social. A coleção alcança mais de 8.000 peças arqueológicas expostas através de um circuito didático e educativo. Oferece mostra bibliográfica da história equatoriana.
Localização – Calle Larga 5-24, entre Hno. Miguel e Mariano Cueva.
Horário – segunda a sexta das 8h.30 as 18h., sábado das 9h. as 13h.

Hospedagem

Hotel El Quijote  (ficamos neste hotel)
225Arquitetura antiga – prédio declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – decoração colonial, banheiros remodelados, quartos com camas estreitas e colchões razoavelmente confortáveis, TV, o café da manhã servido na mesa não é sistema buffet, oferece wi-fi , mas o acesso é lento.  Ao lado há uma agência de turismo para tour e compra de passagens. Localização central, no casco histórico muito próximo ao Parque Calderón e apenas 3km. do Aeroporto Mariscal. Café da manhã e estacionamento pago a parte.
Localização – Hermano Miguel, 958 y Gran Colômbia,284-3197
Diária
– US$43,00 com impostos p/ 2 pessoas. Café da manhã continental US$3,90

A Casa Naranja
Acesso à Internet, cozinha para hóspedes, café da manhã não incluído, lençóis, estacionamento, espaço para bagagem, transporte de e para o aeroporto gratuito. 
Localização – Mariscal Lamar 10 38 & Padre Aguirre.
Diárias – U$12,00 a US$16,00 p/p

El Cafecito
Barato, mas barulhento.
Localização – Honorato Vásquez y Luis Cordero.
Diárias – US$10,00 a US$15,00 p/p

La Posada Del Angel
Localização – Bolívar 14 – 11 y Estévez de Toral (old town)
Diárias – quarto p/ 2 pessoas  US$45,00 + 22% de impostos – com café da manhã

Gastronomia

No centro histórico há vários restaurantes de comida típica, entre as ruas Gran Colômbia, General Torres, Rua Larga e Juan Montalvo. Nestes lugares é comum a preparação do tradicional “mote pillo” ou “mote sujo”, o prato tradicional equatoriano (o mote é uma espécie de milho maduro cozido, para os cuencanos o mote deve estar presente em todas as refeições). Bebidas como o  “morocho” e a “chicha”  também  são  preparados aqui

Moliendo Café
cafeteria

 Cascaritas – pele de porco, crocante encontrado em  numerosos restaurantes populares, ao longo da Av. Dom Bosco;

Chicharrones – torresmos.

Chumales ou Humitas – (espécie de pamonha) feitos de milho verde moído, temperado com ovo batido, manteiga e eventualmente queijo, é cozido ao vapor, nas mesmas folhas que envolvem a espiga, são o complemento do grande prato central.

Cuyes – porquinhos da índia assados, servidos com batatas douradas;

Llapingachos – pequenos bolinhos

Morcillas –  que se vendem em Sertag, caminho a Gualaceo

Mote pata – um dos mais tradicionais pratos de cuenca, uma densa sopa de milho descascado, acrescido de caldo de carne suína e pedaços desta carne, lingüiça e toucinho. É temperada com semente de sambo (um tipo de abobrinha muito comum).

Alausí

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações
107. trem-001Patrimônio Cultural do Equador em 2004.

A cidade é pequena e muito tradicional, circulam mulheres com seus trajes típicos no entorno da área central da cidade que tem pouco atrativo, mas é supervalorizada pelo passeio de trem que leva o turista até o “Nariz del Diablo”. Na verdade, a colina com o “nariz” não é atraente o que vale é o trajeto de trem.
ALAUSI-001
Alausi está envolta por montanhas na província de Chimborazo, é o ponto de conexão entre litoral e serra, as ruas são inclinadas porque as casas foram construídas sobre montes andinos. O senso de 2001 indicava 42.823 habitantes entre zona rural e urbana.
Custo – a população urbana vive do turismo, então não espere preços baixos pelos serviços.
Distâncias:
– Riobamba – 93,7km., 2h.10 em ônibus;
– Cuenca – 180km., 4h, em ônibus;
– Baños – 84km., 4h. em ônibus;
– Quito – 222km., aproximadamente 7h. de viagem. Se você sair pelo Terminal Mascota o ônibus vai pegar mais passageiros em Quitumbe e seguir com o mesmo ônibus. Se sua saída for pelo terminal Dos Puentes vai precisar fazer conexão em Quitumbe trocando de ônibus.
Diário de Bordo – saímos em ônibus por Baños.
Segurança – a cidade está localizada a 2.340m. a.n.m., em um vale rodeado de montanhas com estradas estreitas, viaje durante o dia e com empresa de transporte com referência.
É pouco provável que tenha problemas, mas cuide de seus pertences, mantenha documentos e dinheiro em lugar seguro.
Não caminhe sozinho(a) em áreas pouco movimentadas.
Não se afaste do centro turístico.
Diário de Bordo – não tive problemas com segurança, mas como estávamos em duas mulheres, houve um certo constrangimento e chegamos a trocar de local para comer quando percebemos que poderia haver algum assédio. Na primeira noite optamos por comer apenas uma pizza e fomos direto para a hospedagem.
Como chegar
Ônibus – saindo de Quito, Guayaquil, Riobamba e Cuenca fazendo conexões. Ônibus da Equador Bus privativos disponíveis em Quito ou Cuenca, informações com Andes Transit. A Equador Hop também faz pacotes.
ALAUSI
Diário de Bordo – saímos de  Baños  em ônibus:  Baños x Riobamba x Alausi

O que ver em Alausí
Centro Histórico

Declarado Patrimônio Nacional, ruas empedradas, casarios coloridos, sacadas floridas, apresenta uma arquitetura típica da serra com influência da costa. Por estar encravada entre montes e vales as subidas são íngremes e a altitude pode ocasionar um pouco de falta de ar durante a caminhada.

Parque 13 de Novembro

Está na rua principal da cidade, em frente a Igreja Matriz, no centro do Parque está o Monumento à Liberdade, uma excelente escultura e a Igreja Matriz ao lado. Local bom para descansar e observar os moradores, a noite é bem iluminado e a Polícia Nacional transita pelo local.ALAUSI-002

Mirante de La Loma de Lluglli 

Mirador de San Pedro, São Pedro é o padroeiro de Alausí, a estátua é fácil de localizar, está no alto de uma elevação, a subida pode ser um pouco difícil para quem ainda não está aclimatado, mas o passeio é interessante para ver a cidade do alto.  A escada de acesso não é muito longa, mas é bem íngreme em sua parte inicial, se estiver em grupo procure ficar até o entardecer para ver a cidade iluminada, mas se estiver sozinho(a) procure não voltar muito tarde.

El Reloj Público

Uma preciosidade este relógio que foi fabricado pela Companhia BOKENEM, sua data de construção remonta a 1903 e no mundo existem apenas 4 réplicas que estão na Checoslováquia, Alemanha, Argentina e Equador (Alausí)

Puente Negro94. trem na ponte

Foi construída em 1903 e logo que ficou pronta 4 maquinistas se recusaram a transitar por ela, então Cholo Ramos para provar a segurança da   estrutura feita por equatorianos cruzou-a com sua locomotiva. É a ponte mais longa desta linha ferroviária, com 200m. de comprimento e 65m. de altura.
Localização – Calles Eloy Alfaro e Uruguai.

 

 

Estación Ferrocarril

106. estação de trem-001A estação de trem é parada obrigatória, já que o turista vai até ela para embarcar na viagem até o Nariz del Diablo. O edifício é do início do século XX (anos 50), com um monumento a Eloy Alfaro. Originalmente o prédio principal era dedicado a ser um armazém de produtos e animais que o trem transportava e o outro prédio anexo era dedicado aos passageiros. Os edifícios estavam em plataformas de concreto, estrutura erguida em módulos de madeira Pino Douglass trazidos dos Estados Unidos e telhado de zinco.
Na estação existem lojas de artesanato e cafés.

Gruta da Virgem de Lourdes

Na gruta está a imagem da Virgem de Lourdes, uma réplica da estátua que se encontra em Turim na Itália.

TREM – EL NARIZ DEL DIABLO

A estrada de ferro mais difícil do mundo!
O principal motivo de ir até Alausí no Equador é o passeio de trem.140
A ferrovia equatoriana foi realmente um dos feitos mais difíceis da engenharia na “Era do Aço”, que construiu trilhos ferroviários em todo o mundo. Hoje, a viagem de trem ao nariz do diabo é reconhecida como uma das mais bonitas do mundo.
A ferrovia foi construída há 100 anos e devido aos vales e montanhas rochosas percorre abismos com mais de 700m. de profundidade, foi considerada a ferrovia de maior dificuldade no mundo para ser construída., calcula-se que aqui morreram cerca de 3000 pessoas em sua maioria equatorianos e jamaicanos prisioneiros em troca de liberdade ao final do trabalho, já que os índios se recusavam a lidar com explosivos, condições climáticas adversas, deslizamento de terras, febres e doenças desconhecidas.
Diz a lenda que um dos engenheiros participando de uma empreitada tão difícil exclamou: “Que diabos! Somente um pacto com o diabo faria a ferrovia chegar a termo”. Finalmente recebeu esse nome pelo fato de que a montanha de 300m. de altura apresenta uma proeminência que lembra um nariz.
A descida em zigue-zague pelo Cânion do Rio Chanchán é emocionante e antigamente era permitido fazer no teto do trem, até que em 2008 houve um acidente fatal e uma pessoa morreu degolada por um fio que atravessava a ferrovia e a partir de então isso ficou proibido e a composição vinda da Espanha foi adaptada com amplas janelas e bancos confortáveis para melhor acomodar os turistas.
ALAUSI-003
Passagem comprada em Alausi – U$25
Saídas de Alausi – 2 ou 3 vezes ao dia dependendo da temporada.
Local de saída – Estação de trem.
Lotação – 120 passageiros.
Percurso – Alausi x Sibambe x Alausi
Tempo de percurso – 2h.30.
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A medida em que o trem sobe a ferrovia vai ficando mais estreita sempre bordeando os precipícios até chegar a Sibambe. Na volta os maquinistas mudam o sentido e o trem começa a descer, ou seja, o último vagão passa a ser o primeiro.
Diário de Bordo – No acesso a Sibambe as melhores vistas estão do lado direito do trem e o inverso ocorre na volta, como os assentos são numerados procure fazer acordo com alguém para trocar de lugar na ida ou na volta para ter a chance de ter boas vistas.
Estação Sibambe
136-001Foi construída em 1931, entre os rios Alausí e Guasuntos, preserva duas colunas de mármore na frente que sustentavam o teto no século XX, doadas pelos descendentes do general Eloy Alfaro como uma homenagem ao monumental trabalho da ferrovia.
Na estação de Sibambe há um museu, no mirante Cóndor Puñuna há um restaurante que vende  um sanduíche (bem ruim), tigrillo feito com banana cozida, ovo e queijo, e quimbolito que é um bolo doce que vem enrolado em folha de bananeira e bebidas. Acontece rápido show de dança típica e começa a volta para Alausí.
Passagens compradas em Quito – U$30 (U$25 do bilhete e U$5 da emissão), se quiser assentos marcados, com visão privilegiada terá de desembolsar mais U$10 (desnecessário).
Em alta temporada há o risco de não haver passagem na estação de Alausí, aqui você pode tentar comprar assentos privilegiados também por U$10 de acréscimo no bilhete (desnecessário).
Diário de Bordo – Na minha opinião os tais assentos “Vips” são uma forma de ganhar dinheiro, já que lá dentro os assentos são distribuídos em grupos de duas e quatro poltronas com uma mesinha no centro. Caso ofereçam o sofá descarte essa possibilidade, você vai viajar de costas. Para comprar em Alausí vá bem cedo até a estação, vai ter fila.

Lagoas de Ozogoche

Na região de Alausi existem mais de 30 lagoas formando um sistema de 2,19km2., mas estão a 3.800m. a.n.m, por isso é conveniente contratar um guia profissional e englobar outros passeios e lagoas.

Parte do Caminho Inca

Para quem tem tempo e gosta de fazer trilha em altitude, por Alausí passa o Caminho Inca (via ancestral de comunicação do Império Inca e que se estendeu por seis países da América Latina). O caminho pode ser percorrido em três dias partindo da Paróquia Achupallas. Algumas agências têm opção de fazer a parte do caminho mais difícil a cavalo e um trecho a pé.

Vida Noturna

A cidade é bastante pacata e todos dormem cedo, você pode tomar um drinque na Hostería La Quinta que está a 100m. da estação de trens,  onde se reúnem alguns turistas e se quiser algo mais tranquilo vá até a Cafetería Estación del Tren ou Cafetería La Higuera.

ONDE FICAR EM ALAUSÍ

Na rua principal há pelo pelos 5 pontos de hospedagem com valores de U$10 a U$25. Hostel La Quinta, La Posada del Tren, Hostal Gampala, Community Hostel Alausí, Hotel Panamericano.

Hostel La Quinta
Atendimento atencioso dos próprios donos, jardim, decoração rústica, limpo, cofre, garagem, café da manhã. Não tem restaurante.
Localização – 100m. da estação de trem.

EQUADOR (sem edição) 225Hotel Europa.
Acomodação com higiene boa para roupa de cama e razoável para o quarto, a janela do nosso quarto não tinha cortina e a luz do poste da rua entrava direto no quarto, além disso como fica perto de um destacamento policial ouvimos toda a noite apitos e sirenes. Tem HI-FI e TV, mas poucas são as opções. Não havia água quente. Localização ótima idem para atendimento.

Localização – Av. 5 de Junio 175 y, Alausí
Preço – U$15 p/ pessoa

La Posada del Tren
Não é um local silencioso, wi fi não funciona nos quartos, atendimento confuso na recepção. Única vantagem é o preço.
Localização – Avenida 5 de Junio y Esteban Orozco

Residencial Alausi
O barato que sai caro, divisória dos quartos em compensado e muito barulhento.

Hostel Rincón de Isabel
A pousada é grande para os padrões locais, inclusive com salão de eventos. Esta rodeada por natureza.
Localização – longe do centro.

ONDE COMER EM ALAUSI

A maioria dos restaurantes oferecem o “Menu do Dia” por um preço melhor. Abaixo alguns restaurantes, lanchonetes e café com boa localização:

Tikal Café e Restaurante – $$
Funciona em uma casa, boa recepção, local limpo, pratos preparados na hora, servem sucos e comida vegetariana. Refeições (U$6 a U$8), café da manhã (U$4 a U$4,50), hambúrgueres (de u$2,25 a U$4,50), sanduíche (de U$3 a U$4,50), café expresso (U$1) e chá.
Localização – Eloy Alfaro s/n

Punta Bucana Café – $$
Boa comida com cardápio variado, lugar agradável. Café da manhã U$,350.
Localização – 100m. da estação de trens.

Mama Clarucha – $
Restaurante com pratos básicos bem servidos. Especialidade em carnes vermelhas com vinagrete e batata frita. Local com poucas mesas. Tem o “menu do dia”, uma boa opção.
Localização – Av. 5 de Junio.

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Pizzeria Paraiso – $$
Local pequeno, aconchegante. Serve pizza, lasanha, cerveja, vinho.

Restaurante Reina del Cisne – $
Café da manhã e caldo com bom custo. Tempero caseiro.
Localização – Av. 5 de junio, entre hostais Gampala e Europa

Mercado
Bastante pequeno, poucas opções, atende mais a população. Tem um no final da colina que dá acesso a estátua de San Pedro.

BAÑOS DE ÁGUA SANTA

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações
078 vulcão-001

A cidade está aos pés do vulcão Tungurahua com 5.016m., ativo e com probabilidade de entrar em erupção a qualquer momento. Em 1999 a cidade foi evacuada por se considerar o lugar perigoso, como o vulcão não se manifestou os habitantes voltaram ao local. El Tungurahua também é chamado “El gigante negro” e é um dos vulcões mais fáceis de escalar no Equador, ao seu redor se encontram vários povoados, seus moradores se dedicam a agricultura, no finais de semana  vêm até  a cidade para assistir missa, ouvir a banda tocar, comer doces e passear na praça.
A cidade tem o lado tradicional, bucólico, ruas tranquilas, moradores agradáveis, hospedagem, restaurantes, cafés e um lado aventureiro com esportes radicais em áreas no entorno da cidade, esportes feitos com ou sem agências de turismo.

  • Localização – 180km. ao sul de Quito, província de Taungurahua.
  • Altitude – 1.826m.
  • População – 14.653 habitantes (2010)
  • Clima – oscila em torno de 20°C.
  • Moeda no Equador – dólar.
  • Distâncias:
    Vulcão Tungurahua – 8km.
    Ambato – 40/25km.
    Quito – 190km.
    Cuenca – 330km.
    Guayaquil – 288km.
    Otavalo – 271km.
    Banõs para Riobamba 40 minutos de ônibus.
  • Informações turísticas – Dirección de Turismo Sostenible, entre as calles Thomas Halflans y Vicente Rocafuerte. De segunda a sexta das 8h. as 12h.30 e das 14h. as 17h.30, sábado e domingo das 8h. as 16h.30.
Como chegar

Como chegar a Baños partindo de Quito

Ônibus – na alta temporada saída a cada 15 minutos, última saída as 23h.30, o percurso demora 3h.30.
Empresas que fazem direto para Baños: Transportes Baños, Amazonas, Expreso Baños. Ônibus que passam por Baños: San Francisco, Flota Pelileo, Centinela del Oriente, Latinoamericana, Macas.

Diário de bordo – Latacunga x Baños
Em Latacunga fomos até o Terminal Terrestre, nos informaram que os ônibus onde está escrito Ambato/Baños param em vários locais e vão pela Panamericana são mais confortáveis, mas não passam em Baños, disseram ainda que o ideal seria tomar um ônibus de cor amarela. Esperamos muito tempo até aparecer um ônibus que segundo o cobrador passaria por Baños, a esta altura nem perguntamos mais detalhes e subimos. Ao passar por Ambato o cobrador saiu desesperado pelo corredor fechando todas as cortinas e dizendo que deveríamos atravessar a cidade daquela forma, pois o ônibus estava irregular, não descobrimos qual seria aquela irregularidade.
EQUADOR (sem edição) 117Durante todo o trajeto (rotina em todos os ônibus do Equador), a TV é ligada em filmes violentíssimos com som alto para que todos possam ouvir, mesmo os que estão na última fileira, não contentes eles colocam música em volume bastante alto que concorre com a TV e quando começa a escurecer acendem luzes coloridas que estão instaladas sob o guarda volumes, acima de nossas  cabeças, nas laterais do guarda volume luzes coloridas piscam o tempo todo, a impressão é estar sendo abduzido por uma nave espacial de lunáticos. Chegando a Baños já escurecia e tomamos um táxi para chegar ao hostel, no dia seguinte vimos que o terminal de ônibus era tão perto do centro que dispensa táxi.

Recomendações de viagem em ônibus
Use tampões de ouvido, indispensável!
Caso consiga dormir, não deixe nada sobre o assento.
Se estiver com mochila não coloque sob o assento, mesmo que fique um pouco apertado prefira levar junto aos pés, para que esteja à vista.

Quando ir

Os melhores meses são de janeiro a junho e de setembro a dezembro, mas pode chover de fevereiro a abril e novembro e dezembro. Os meses frios são julho e agosto.

Quanto tempo ficar

Você pode ficar  5 dias que vai ter atividades diferentes todos os dias, mas 2 dias dá para fazer o básico.

O QUE FAZER EM BAÑOS

 

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Baños apesar de ser uma pequena localidade oferece além dos tradicionais banhos termais atividades como: cavalgadas, caminhadas ecológicas, rafting, canyoning, swing jump, tours em bicicletas, ciclismo de montanha, caiaque, escalada em rocha, salto de pontes, camping, parapente, entre outros. Algumas atividades são possíveis fazer por conta própria, para outras é necessário contratar uma agência especializada e nesse caso verifique sempre: peça informações na hospedagem,  consulte as Operadoras de Turismo, confira se o equipamento está em boas condições e se os guias possuem licença de trabalho na especialidade fornecida pelo Ministério de Turismo. Na cidade há termas e spas, informe-se em sua hospedagem.

Chiva Bus

079 a Chiva-001Se você ver anúncios de vulcão em erupção não se assuste, é uma propaganda do Chiva Bus, um ônibus aberto que leva os turistas as 21h. e 23h. para circular pela cidade com música alta e segue para a montanha para se aproximar da base do vulcão no Mirante de Bella Vista. Com o Chiva Bus também é possível chegar durante o dia ao Balanço do Fim do Mundo e Ruta das Cascadas.
Ticket – U$3 ou U$5 pelo passeio no Mirante de Bella Vista com direito a uma bebida quente, o “canelazo” e ingresso gratuito em uma boate, mas depois você vai ficar sabendo que as boates não cobram ingresso independe do Chiva Bus.

Termas de La Virgen

 

094Depois da erupção do vulcão Tungurahua em 1773, as águas termais secaram e a população saiu em procissão rogando a Virgen del Rosario que as águas voltassem e isso aconteceu. No terremoto de 1949 aconteceu o mesmo e novamente a população celebrou uma missa campal dedicada a Madre de Dios e a água termal voltou a fluir. Os habitantes chamam essas termas de “Fuentes Milagrosas”. Nas piscinas a temperatura fica entre  32º.C a 44º.C, o fundo é recoberto de areia e a água sulfatada apresenta uma cor amarelada. Ao lado há a Cascada Cabellera de la Virgen, com água extremamente fria.
Após colocar seu traje de banho é fornecida uma caixa para colocar suas roupas dentro. É necessário usar touca de banho que pode ser comprada ou alugada no balneário. A água é renovada 2 vezes ao dia e está mais limpa por volta das 5h. Se quiser fazer um banho relaxante vá bem cedo, pois costuma ficar cheio de gente, principalmente nos finais de semana com muitas crianças e fica impossível relaxar. Além das piscinas com água quente conta também em sua parte inferior com o Balneário de La Virgen.
Localização – Luis A. Martínez y Manuel Sánchez, centro da cidade
Preço das 5h. as 16h.30 – adulto U$2,00, crianças e 3ª. idade U$1,00
Preço das 18h. as 21h.30 – adulto U$3,00, crianças e 3ª. idade U$1,50
Aluguel de toalha – U$2,00
Diário de bordo – Levantamos às 6 da manhã e fomos para as termas, a cidade fica entre montanhas e o dia estava nublado, chegamos em um bom horário, quando o sol  aparece é praticamente impossível permanecer dentro da água muito quente, no fundo do pequeno complexo há uma cachoeira com a queda canalizada formando jatos de água absolutamente gelada, após fazer  2 vezes o circuito, tomamos banho em chuveiro compartilhado e saímos para  tomar o café da manhã. As termas oferecem aluguel de toalhas, mas o aconselhável é levar toalhas do hotel.

Termas El Salado

079 b el salado-001O local está entre desfiladeiro, muito bonito, tem potencial, mas está em péssimas condições de manutenção e usuários sem respeito pela natureza, atendimento rude.
Localização – 10 minutos a pé distante do centro.
Preço – U$3

Ruta de las Cascadas (Rota das Cascatas)

Entre Baño e Puyo existem mais de 60 cascatas, as mais procuradas são: Cabellera de la Virgen (nas Termas de La Virgen), Pailón del Diablo (a mais famosa) e Manto de la Novia. A visitação vai depender o seu tempo, um tour completo percorre cerca de 30km.
Trilhas ecológicas – caminhando é possível conhecer algumas cachoeiras perto da cidade.
Chiva – ônibus aberto que visita 7 cascatas, opção de pagar a parte alguns esportes radicais (canopy e travessia sobre cachoeira). O tour com a chiva custa U$5.
Alugando  bike – o dia todo por U$5, mas não tem ciclovias nem acostamento, os carros passam em alta velocidade, a estrada é perigosa.

Cabellera de La Virgen

 

096A cascata se forma no monte Bellavista, formando uma espécie de longa cabeleira branca. Aos pés da cascata há uma imagem da Virgen talhada na rocha e ali nasce uma vertente de água conhecida como “água de la vida”, que segundo os locais é milagrosa e cura enfermidades.
Localização – junto as Termas de La Virgen
Altura – 80m.
Distância de Baños – centro da cidade.

Manto de La Novia

 

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Recebeu esse nome pelo volume de água muito branca que desemboca no Rio Pastaza. De Puyo parte uma trilha para chegar até a cascata, depois há uma ponte pênsil de 100m. sobre o Rio Pastaza e o trajeto termina em um local com alguma estrutura onde é possível entrar na água, fazer boas fotos e aproveitar para tomar algo e comer algum snacks.
Localização – Baño x Mera x Puyo, direção Rio Blanco.
Altura – 40m.
Distância de Baños – 11km.
Acesso – U$2
Travessia em tarabita (teleférico) – U$2
Canopy – U$10

Pailón del Diablo

 

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Não é uma cascata natural, tem uma série de miradores e escadas talhadas à mão que foram construídas no entorno da Cascada del Rio Verde. São duas visualizações, cada uma de forma diferente. A visualização da cascata pela frente é feita através de uma ponte pênsil, mas com passagem por um túnel bem estreito, já para quem vai ver a cascata através da Isla de Pailón pode ver a queda d´água pelo seu lado superior, são apenas 10 minutos de caminhada, a passagem pelo túnel é mais larga. Se puder veja as duas opções, é a melhor cascata.
Leve uma capa impermeável leve ou você vai se molhar.
Altura – 80m.
Profundidade – 20m.
Localização – direção Rio Blanco
Distância de Baños – 8km.
Acesso a plataforma – U$2 para cada acesso.
BAÑOS-004
Contratando um guia com carro – foi nossa opção, assim visitamos vários pontos com conforto por U$20,00.
Diário de Bordo – Logo cedo fomos para a agência na calle Abato esperar o guia Fernando que nos levaria para o Tour das Cascadas, após 1h.30 de espera apareceu sua esposa Viviane Vargas dizendo não saber do que se tratava, mas disse que nos levaria até o local do “chiva”, logicamente ao chegarmos já havia partido, pedimos nosso dinheiro de volta e ela disse não poder restituir, a Paula saiu e foi procurar a polícia, achei até que ela estava só intimidando a Viviane, mas de repente ela apareceu dentro de uma viatura com dois policiais, diante da situação Viviane reconsiderou e disse que devolveria o dinheiro as 14h. Nas agências de turismo todos os tours das cachoeiras já haviam saído, a sugestão do gerente do hotel foi de que alugássemos um táxi e desta forma o próprio motorista (por ele recomendado), nos levaria para fazer o tour, achamos a ideia boa e fomos conhecer a Ruta das Cascadas, todo é trajeto é feito margeando o rio Pastaza. Passamos pela hidroelétrica, cascada de Agoyan, Manto de La Novia, terminando no Pailon del Diablo, a descida até a queda d’água é encantadora chega-se muito perto da queda da cascata. A foto com uma cobra “doméstica” custa U$1,00. Na volta o taxista nos avisou que faríamos um retorno mais rápido, ele queria nos mostrar os túneis que fizeram para que esta Rota ficasse mais ágil. Descemos em frente a Agência para receber o dinheiro com a Viviane que ainda estava assustada com a história dos policiais.

 Outras cascatas

Cascada de Agoyan.
Com o represamento das águas para a construção de uma Usina Hidroelétrica a queda d’água ficou reduzida, somente em períodos em que as comportas são abertas o espetáculo fica visível. Uma das mais altas do Equador, pode ser vista com parada em um mirador perto da estrada.
Localização – entre Baños e Puyo na localidade de Ulba.
Altura – 40m., Rio Pastaza.
Distância de Baños – 7km.
Acesso ao mirador – grátis

Cascada Inés Maria
O Rio Pastaza flui por um emaranhado de rochas que é atravessado pela água formando pequena cascata. Local acessível em meio a natureza.
Localização – na entrada de Baños, abaixo da ponte San Martín.
Distância de Baños – 1km.

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Cascada Ulba
Pode ser observada na estrada Ulba x Runtún, é a primeira de uma série de cascatas formadas pelo Rio Ulba.
Localização – direção de Ulba
Altura – 40m.
Distância de Baños – 4km.

Cascada Puerta del CieloEQUADOR (sem edição) 137

Muito fácil de ser vista, suas águas caem ao lado da estrada para desaguar no Rio Pastaza.
Localização – entre Baño e Puyo, a 1km. dos Tuneis de Agoyán
Distância de Baños – 8km.

Cascada Bascún
Como chegar – em frente ao Terminal Terrestre, antes de cruzar a ponte San Francisco tomar uma trilha à esquerda, cruzar a ponte pênsil,tomar  a esquerda até chegar às margens do Rio Pastaza.
Altura – 35m.
Distância de Baños – 500m.

Cascada San Jorge
Formada pelas águas do Rio San Jorge, ideal para prática de canyoning, sob supervisão de operadora de turismo. Possui trilhas e miradores naturais com vista para a cidade, cascatas menores e ecossistema.
Localização – perto do casario La Escudilla.
Distância de Baños – 12km.

Cascada San Pedro
Cascata com tripla queda de água, se chega até ela por um teleférico com 400m. de extensão ou caminhando por uma trilha que liga as cachoeiras de San Pedro e Manto de La Novia. O primeiro salto tem 8m. de altura e atravessa um canal rochoso, o segundo salto tem 15m. dentro da selva antes de atingir o terceiro salto com 35m. de altura que desagua no Rio Pastaza.
Localização – entre Baño e Puyo, a 1km. dos Tuneis de Agoyán.
Alturas – 8m., 15m., 35m.
Distância de Baños – 14km.

Casa del Árbol – Casa da Árvore

 

079 e casa da árvore-001Atualmente é o maior cartão-postal de Baños. Uma pequena casa de madeira construída sobre uma árvore que tem um balanço na sua base à beira de um precipício de 2.700m. com vista para o vulcão Tungurahua. Fica em uma propriedade particular e foi criada por Carlos Sanchez, um senhor com mais de 70 anos que edificou a casa para observar o vulcão a 2,5km. de distância. Quando se observa as fotos parece extremamente perigoso, mas não é bem assim, as fotos são feitas em ângulos que favorecem essa ideia. A vista do vulcão só é possível em dias claros, sem neblina.
Um passeio que vem ganhando adeptos, o programa reúne balanço e tirolesa, o ingresso dá direito ao uso dos dois equipamentos, no balanço há um funcionário que empurra o turista para ganhar altura.
Como chegar
Ônibus – sai da Calle Pastaza entre a Ambato e Rocafuerte, custa U$1,00 e o trajeto demora 50 minutos. Baixa temporada saídas as 6h.30 e 16h. Alta temporada há dois e até três horários, tempo de espera é de 1h. a 1h.30. Geralmente vai cheio, chegue um pouco antes na fila para não ir em pé.
Chiva – saídas as 10h., 12h. 14h. e 16h., custa U$5,00, fica apenas 30 minutos na Casa, evite o horário das 16h., como o ônibus é aberto faz muito frio.
Táxi – custa U$25,00, e você poderá negociar outros passeios agregados.
Caminhando – é possível, mas a subida é íngreme.
Entrada – U$1,00
Localização – localidade de Runtún
Tempo do passeio – 1h.30 é suficiente
Estrutura – balanço, tirolesa que não é segura como o balanço, bar, restaurante que dificilmente haverá tempo para consumir algo.
Dica – leve casaco, lá em cima faz frio intenso.

Miradouro Virgen de Água Santa

 

BAÑOSA escultura foi uma doação de um devoto por um milagre recebido, as peças em mármore Carrara foram trazidas até o local em helicóptero, no braço esquerdo, segura o Menino Jesus e na mão direita o rosário.
Segundo os moradores a Virgen protege a cidade da fúria do vulcão e também milagrosamente evita que suas cinzas atinjam em cheio a cidade, mas na verdade o fato das cinzas não serem depositadas em Baños é explicada pela corrente de ar quente que sobe da Amazônia e do rio Pastaza e se encontra com a corrente fria que desce dos Andes. A diferença de temperatura entre a água e o ar gera uma corrente constante de vento que sopra as cinzas em direção contrária a cidade.
O “Miradouro de Ventanas” oferece uma visão privilegiada da cidade, para subir são 459 degraus, no trajeto algumas esculturas nas rochas com ilustrações das Estações da Via Sacra, no caminho encontramos algumas pessoas que desistiram da subida e estavam voltando. Se tiver sorte e pegar um dia com um céu aberto, é possível observar as fumarolas dos vulcões da redondeza. A descida é rápida, dá para ser feita em 20 minutos.
Local de acesso – calle Montalvo y Juan León Mera.

Museu Fray Enrique Mideros

 

079 g museu fray-001A arquitetura é muito bonita, corredores com arcos que dão acesso ao jardim e uma fonte no centro. O “museu” não tem curadoria, são 8 salas com uma diversificação incrível: imagens de santos, pinturas, placas de agradecimento por graça alcançada, ofertas votivas, trajes para a santa. Uma das salas é dedicada a taxidermia com animais equatorianos. Tem de tudo um pouco: máquina de escrever antiga, brinquedos, objetos pré-colombianos não catalogados.
Localização – ao lado da Basílica de la Virgem del Rosário de Água Santa de Baños.
Ingresso – U$1,50

Santuario Nuestra Señora del Rosario de Agua Santa
079 h santuario-001

Em seu interior os murais descrevem os milagres locais atribuídos a Virgem padroeira da cidade. Sua construção em estilo semi gótico teve início em 1904 e terminada em 1944, com forma retangular, 3 naves semi góticas, grandes colunas e arcos ogivais. Muitos devotos deixam placas de agradecimento por graças alcançadas.
Localização – calle Ambato entre 16 de diciembre y 12 de noviembre.
Horário – das 9h. as 19h.

Spa Garden El Refugio – nosso “mico” em Baños.

 

EQUADOR (sem edição) 132O local tem um toque bastante marcante de esoterismo, infelizmente não são permitidas fotos, lá podem ser feitas massagens e outras práticas. Sem saber bem como seria a coisa, optamos pela massagem com pedras vulcânicas, fomos informadas que teríamos de fazer um ritual com 7 estações: primeiramente descalças passamos sobre pedriscos pontiagudos (sofrimento físico), depois 3 voltas sobre um amontoado de cinzas (pés ficaram imundos),  e ali deveríamos mentalizar e jogar todos os nosso pensamentos negativos porque toda semana é ateado fogo e queimado os pensamentos ali depositados, em seguida passamos por um pequeno trajeto arborizado tivemos de subir por uma escadaria de madeira que dá acesso a “casa do grito” e ali o indicado é gritar! Gritar muito, mas muito mesmo! Assim o vento (que não é pouco), leva embora nossas angústias. Descemos até o “muro das lamentações”, um paredão de pedra onde deveríamos lamentar nossos infortúnios (infortúnios? Estava de férias!!!), a próxima estação era um pequeno belvedere aonde de mãos dados estaríamos nos perdoando (????). Acho que a penúltima estação foi a de maior “mico” sobre um canteiro redondo de grama tivemos de fazer de gatinhas 3 vezes o círculo para atingir o “renascimento” e finalmente percorrer um trecho de água corrente com o fundo de seixo rolado e só então entramos no recinto para fazer a massagem. Primeiramente tomamos uma ducha, foram fornecidos roupões brancos, depois de vestidas fomos encaminhadas para a sala de massagem, acomodadas em macas com óleos aromáticos sob as orelhas e assim ao som de mantras teve início a massagem. Não relaxei, mas a Paula conseguiu um relaxamento total. As pedras vulcânicas foram retiradas e depois de nos vestirmos fomos brindadas com pedaços de abacaxi e um chá amargo para “limpar impurezas”. Pedimos um táxi e voltamos para o hostel.
Preço – U$44,80 para duas pessoas
Localização Camino Real – Barrio San Vicente,

Onde ficar

Em Baños há muitas hospedagens principalmente no circuito entre o terminal de ônibus até a praça principal Sebastián Acosta. Tínhamos feito reserva na Hostel Plantas y Blanco, mas chegando lá não havia vaga mesmo com o comprovante de reserva em mãos. Conseguimos nos hospedar no Hostal Sta. Cruz.

081Santa Cruz Backpacker’s Hostal
Quartos compartilhados ou privado com banho, wi-fi, TV a cabo, cozinha compartilhada, armário, recepção 24h., na entrada serviço de chá (pago à parte)
Localização – Av. 16 de Diciembre, entre Martinez & Montalvo
Preço
– U$20 quarto duplo com banho privado.

Hostel e Pub Plantas y Blanco
Cozinha comunitária, lavanderia, wi fi, recepção 24h., cofre, guarda bagagem, restaurante, sala de TV, mesas de jogos.
Confirmaram reserva, no entanto cheguei tarde da noite e não havia quarto disponível.
Localização – Luis A. Martínez e 12 de Noviembre.
Preço – U$25

ONDE COMER

Baños possui mais de 80 restaurantes (cidade e zona rural), lanchonetes e cafés.

Caña Mandur Restaurant – $$-$$$
Boa comida com cardápio variado, local limpo, pratos bem servidos, local acolhedor, ótima recepção, preço adequado. Como estava frio ficamos na parte interna, mas há um jardim nos fundos. O ceviche de shitake é especial
Localização
– Ambato y, Thomas Halflant
Horário – das 12h. às 22h.
BAÑOS-005

Mercado Central – $
Um bom local para comer barato os “llapingachos” (panqueca de batata recheada com queijo), batidos de frutas, vegetais e frutas. Em alguns locais você escolhe o peixe e ele é feito na hora, de acordo com sua preferência.
Localização – calle Eloy Alfaro.

Restaurante Chamaquito – $
Restaurante simples, bom custo benefício, atende almoço e jantar, pratos fartos. Servem frutos do mar, opções vegetarianas. Pedimos truta e frango, cardápio aprovado.
LocalizaçãoCalle 16 de Diciembre y Ambato.

Casa Hood – $$
Culinária variada, carne vermelha e culinária vegetariana, destaque para a sopa de legumes, para beber tem sangria de vinho e se gostar de chá o de 7 ervas e de limão são bem preparados. Para sobremesa peça brownie.
O local bem cuidado é uma mistura de sebo, livraria, café e restaurante.
Localização – Luis A. Martinez y Eloy Alfaro, atrás do Supermercado.

098Café Rico Pan – $
Café da manhã caseiro, servido com abundância em ambiente limpo e acolhedor. Muita coisa boa: pão integral, geleia, panquecas com mel, manteiga, café, leite, chocolate quente. Como o local é pequeno nos finais de semana pode haver fila de espera, mas vale a pena esperar. O valor vai depender dos itens pedidos.
Localização – Ambato y Maldonado.

Honey Coffee and Tea
Para quem quiser algo mais sofisticado, café preparado por baristas.

Gastronomia Típica

Empanadas de viento– massas de empadas fritas, sem recheio, para acompanhar peça  um chocolate quente.
Camotes en Caldo de Carne – Batata doce com especiarias, imersa em caldo de carne.
Cuy – porquinho da Índia assado, uma iguaria servida em casamentos, ao terminar uma casa, reunião de amigos.
Ceviche – os mais comuns são de mariscos, palmito.
Churrasco – carne assada acompanhada de arroz, batata frita.
Yahuarlocro – sopa tradicional.
El Hornado – carne acompanhada de milho, llapingachos, alguma verdura crua e um pedaço de abacate, dependendo do local pode ter variações na montagem.
Fritada – carne suína frita acompanhada de milho frito.
Suco de cana – vem acrescido de gelo e se preferir pode adicionar limão ou tangerina.
Sánduche – Cóctel – mistura de aguardente, caldo de cana, gelo e limão
Melcocha – Não deixe de experimentar este tradicional doce feito da cana-de-açúcar e coco, eles podem ser encontrados de forma artesanal nas ruas de Baños. Os vendedores costumam chamar a tenção dos potenciais fregueses oferecendo um naco de cana-de-açúcar.

Esportes Radicais

Para quem gosta de adrenalina são muitas as opções, atividades que consomem geralmente meio dia com ou sem agências de turismo. Os passeios custam em torno de US$20 a US$40.
Rafting
Há diversas opções separadas por níveis de dificuldade. Esta atividade se realiza nas águas dos rios Pastaza e Patate que são de classe 3 e 4. A descida dura 2h. aproximadamente, dependendo do nível da água.
Pacote – U$ 20 a U$30 para meio dia de passeio. Inclui transporte, equipamento e guias.
Rapel
O passeio começa saindo da cidade as 7h. e voltando as 13h.
Pacote – U$ 15 e incluí transporte, equipamentos e guias.
Canoagem
Passeio para pessoas com experiência, uma van apanha os turistas no hotel e leva até o local de partida, a primeira cachoeira é a Chamana a descida é por um estreito com 18m. de altura, próximo obstáculo o tobogã com 5m. de altura, segue um trecho de caminhada para a cachoeira El Silencio (30m. de altura), mas aqui a descida é feita somente a 2m. de altura.
Inclui transporte, roupas térmicas e sapatos apropriados.
Bungee Jump
A maior plataforma de Bungee Jump de Baños com 100m. de altura, o Baungee Jump está a 40m., fica na ponte de San Francisco sobre o Rio Pastaza no Mirante El Pastaza.
Como chegar – atrás do terminal terrestre, atravessando a Avenida Amazonas.
Preço – salto U$20, CD com gravação do salto U$5.
Torre del Cielo
Com um pouco mais de emoção do que a Casa da Árvore. São 2 tipos de balanço:
Preço Columpio normal custa US$ 2;
Preço Columpio 360° – custa US$ 3, neste há mais emoção, mas pode dar um pouco de enjoo porque dá muitas voltas.
Localização – localidade de Rutún
Vuelo del Condor
O passeio é bem aproveitado em dias de céu claro, tem um mirador de 18m. para observação dos turistas nos balanços. Há uma boa estrutura, local com lareira e venda de comida e bebida.
Horário – todos os dias das 8h. as 19h.
Localização – Rutún
Preço – La Bestia – US$ 20, o balanço tem 30m. de altura e seu pêndulo alcança 60 m.
Preço La Bella– US$ 10 o balanço tem 20m. o pêndulo vai a 40m. Bom para crianças e adultos que não fazem questão de muita emoção.
Tirolesa
Cachoeira Agoyan – a tirolesa tem uma extensão de 500m. e está a 300m. do chão.
Como ir – não é necessário agência de turismo, para esta atividade alugar um buggys ou quadriciclo por 2h. vai custar U$30 e um taxista cobra U$6,00 para ida e volta.
Preço – U$10 para descer pela tirolesa e voltar de teleférico, ou U$20 para ir e voltar pela tirolesa.
Cavalgada
Uma camionete leva o turista até o local das baias, lá um instrutor acompanha o passeio que passa por trilhas, desfiladeiros, belas paisagens, no caminho há uma parada para descanso no Café Bar Nahuazo com salgados, cerveja ou café.
Pacote – U$25, a duração do passeio é de 4h.
Ciclismo
Descida de Puyo até o Rio Verde fazendo paradas para visitar as cachoeiras.
Na volta um ônibus trás as bicicletas.

MEGA PARK ADVENTURE

Tirolesa
A distância é de 500m., altura de 130m. e a velocidade de 40km/h. A tirolesa tem três cabos e permite que três pessoas deslizem ao mesmo tempo. São três tipos de posição para “voar”: morcego, sentado ou super homem e o equipamento pode ser adaptado para cadeirante, bicicleta e até cães. A idade recomendada é a partir dos 6 anos.
Localização – Rio Blanco, Mega Park Adventure.
Horário – todos os dias das 9h. as 18h.
Preço – US$ 10 para ida e US$ 15 para ida e volta.

Puente Tibetano
A ponte suspensa está a 120m. do chão e os obstáculos vão ficando mais difíceis no decorrer dos 300m. de trajeto que passa por 435 tábuas, 2 dormentes, 7 redes de metal e pneus. Os guias avaliam a clientela e se estão todos seguros eles podem saltar em alguns trechos para que a ponte oscile. São 2 cabos de segurança, um acoplado nas costas e outro na cintura que deve ser recolocado a cada mudança de estação.
Localização – Rio Blanco, Mega Park Adventure
Horário – todos os dias das 9h. as 18h.
Preço – US$ 15 somente ida.
Preço do pacote – U$25 para tirolesa com ponte tibetana.
Fotos – U$5

Escalada nos Vulcões

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Chimborazo
(6.310m de altura), e o Cotopaxi (5.897m de altura). Os passeios duram dois dias, valor U$ 240 em média. Inclui transporte, entrada ao parque, comida, refúgio para noite, equipamento e guia especializado.

 

LATACUNGA

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.

Vulcão Cotopaxi

Edificada em arquitetura colonial foi declarada “Patrimônio Cultural do Equador” em 1982.
Latacunga é uma pequena cidade fundada no século XVI (1534), o seu centro histórico ainda guarda os prédios coloniais onde viveram importantes condes e marqueses. A cidade devido a seus ricos recursos foi tomada por conquistadores espanhóis que trouxeram escravos da Bolívia, Guatemala e África juntaram-se aos nativos e houve uma mescla nas tradições e crenças, mas os conquistadores levaram os índios a se converter ao catolicismo. A atividade vulcânica ainda traz rendas com os depósitos de pedra-pomes, assim como a presença de água mineral com gás, que é engarrafada com a marca San Felipe. A cidade foi destruída quatro vezes por terremotos entre 1.698 e 1.798 e afloraram ruínas de uma velha cidade nativa  da mesma época dos Incas.
A cidade é pequena e não há muita preocupação com o investimento em turismo, na alta temporada Latacunga fica lotada de turistas que visitam o Parque Cotopaxi onde está o maior vulcão ativo do mundo.    A visita ao Vulcão Cotopaxi e Laguna Quilotoa pode ser feita em um bate volta de Quito, mas é mais interessante se hospedar em Latacunga, principalmente se for no período da Mama Negra.
Localização – 89km. ao sul de Quito, entre o mar, a cordilheira dos Andes e a Selva Amazônica.
Distância Latacunga x Parque Nacional do Cotopaxi – 60km.
Cotopaxi – Latacunga é a capital da província de Cotopaxi.
População – 63.842 (2019) habitantes em sua maioria mestiços e indígenas.
Informações turísticas – a Secretaria de Turismo mantém um quiosque no terminal rodoviário, funciona das 8h. as 18h.
Fuso – 2 horas menos que horário de Brasília.
Quando ir – julho a setembro não chove, ideal para trekking, visitar o Cotopaxi e Laguna Quilotoa. Setembro para o Festival da Mama Negra.
017Como ir Quito x Latacunga
Ônibus – o Terminal de Ônibus Quitumbe em Quito é longe do centro e do Bairro Mariscal, saia com bastante antecedência se for combinar ônibus e metrô, ou então garanta o horário e vá de táxi que vai sair mais caro, cerca de U$7. O percurso Quito até Latacunga leva cerca de 2h., em ônibus sem muito conforto U$2,00.

O QUE VISITAR EM LATACUNGA

PARQUE NACIONAL DO COTOPAXI

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Distância de Latacunga – 35km.
Distância de Quito – 89 km. (1h.20’ de viagem).
Estacionamento do Parque – 4.500m. de altitude.
Distância do estacionamento ao Refúgio José Rivas – 300m.
Altitude Refúgio José Rivas – 4.800m.
Significado do nome Cotopaxi – garganta de fogo, pescoço da lua em Quechua.
Temperatura no cume – dia 15°C a 0°C durante a noite.
Pico do Cotopaxi – 5.897m. a.n.m.
Os 300m. entre o estacionamento e o Refúgio pode demorar até 40’ devido ao ar rarefeito e piso com desníveis, aproveite para fazer fotos enquanto retoma o fôlego.
Guia obrigatório dentro do Parque – U$40.
Ticket Parque Cotopaxi – U$20 p/ 2 pax.
Preço na lanchonete do Refúgio – 2 chás U%2, 1 água U$1. 2chocolates quentes U$2.
Este parque se presta a aventuras, escaladas, ciclismo em montanha, cavalgadas, pesca, observação de espécies exóticas da fauna e flora e até ruínas milenares. Os habitantes dos povoados são amáveis, conservam suas tradições e segredos culinários, produzem artesanato que é vendido em mercados com mais de 500 anos de história.

074Vulcão Cotopaxi

O vulcão Cotopaxi faz parte da chamada Avenida dos Vulcões, é o vulcão ativo mais alto do mundo. Os primeiros que chegaram ao topo foram o alemão Wilhelm Reiss e o colombiano Ángel Escobar, em 1872. Os cientistas afirmam que a qualquer momento pode ocorrer erupção, pois ele não está tranquilo há mais de 15 anos. Desde a chegada dos conquistadores espanhóis, o Cotopaxi já apresentou várias erupções, a maior tragédia ocorreu em 1877, quando os glaciares se desprenderam das laterais do vulcão e desceram varrendo toda a cidade de Latacunga. Última erupção ocorreu em agosto de 2015.

COMO CHEGAREQUADOR (sem edição) 114

As Agências de Turismo que incluem transporte de ida e volta, alimentação, equipamentos de neve e guia. Mas é possível fazer via ônibus para chegar até o parque sem subir no vulcão.  Com agência (ou sem) é possível ir até o Refúgio Ribas saindo de Quito ou Latacunga, vou descrever informações partindo de Latacunga.
Na entrada do parque há um abrigo dos guarda-bosques, a partir deste local todo o espaço que se apresenta é Parque Nacional Cotopaxi que está aberto ao público das 7h. as 15h., na entrada há um pequeno museu com maquetes tridimensionais do vulcão e áreas protegidas, flora e fauna da região. Os guardas sempre estão dispostos a prestar informações sobre as atividades que podem ser desenvolvidas no parque. O local é bastante frio.
Estando em Latacunga os hotéis informam as melhores agências de turismo e guias.

COMO SUBIR078

Para aqueles que não são profissionais o ideal é manter 300m. do Portal do Parque até o Refúgio com 4.800mts., em solo desnivelado, pedras soltas, com tempo previsto de 1h. a 1h.30. Para chegar ao pico do Cotopaxi são mais 1.000mts. em linha vertical com equipamento e guia especializados para chegar aos 5.897mts., a subida até o cume começa na madrugada, demora entre quatro e seis horas, dependendo do grupo. Geralmente as agências levam o turista até o Refúgio em veículo 4 x 4, mas veja o que aconteceu conosco.

Como foi nossa experiência com a Tovar Expediciones de Latacunga: O Hostal Tiana agendou a excursão com saída as 8h. da manhã, jipe 4×4, guia bilíngüe, lanche, paradas no Parque Nacional Cotopaxi e Museu, Lagoa Limpiopungo. Valor do tour: U$40,00 por pessoa. Ao comprar o pacote a única coisa que nos informaram era para levarmos roupa quente. O ticket não informava  que teríamos de pagar mais para entrar no Parque Nacional (U$10,00).
Tour desorganizado, o guia não havia providenciado o lanche com antecedência e ficamos esperando dentro do jipe por mais de 40’ até que ele comprasse tudo em uma lanchonete. Pouco antes do jipe chegar ao estacionamento houve um pane no motor e precisamos caminhar e levar nas mãos os lanches até o refúgio, quando chegamos ao Refúgio José F. Ribas a 4.800mts. foi servido o box lunch que deixou muito a desejar: suco, bolacha salgada, pão com uma minúscula fatia de queijo ou uma transparente fatia de presunto (a escolher uma outra opção), a maioria não conseguiu comer aquele pão seco e a bolacha idem. O frio era intenso e quem optasse por tomar um chá ou chocolate quente teria de pagar à parte, mas só fomos avisados de tal procedimento depois que havíamos feito nossos pedidos. Chocolate quente – U$2,50

LAGUNA LIMPIOPUNGO LATACUNGA-005

Conhecer essa lagoa geralmente está atrelado ao passeio do Parque Nacional Cotopaxi, a visita pode ser antes ou depois do Refúgio J. Ribas.
Localização – 20km. de Latacunga e a 8km. de San Juan de Pastocalle. Parque Nacional Cotopaxi, entre os vulcões Cotopaxi e o Rumiñahui.
Origem do nome – Limpiopungo significa “porta ou portal limpo”, livre de cinzas.
Extensão – aproximadamente 20 hectares.
Altitude – 3.892m. acima do nível do mar.
Clima – temperatura média entre 8 a 14 ºC.
Formação – a partir de uma depressão feita por erupções vulcânicas do Cotopaxi.
Atrações – caminhada ao redor do lago, turismo natural com observação de flora e fauna. Observação de trilhas deixadas pelas antigas erupções vulcânicas do Cotopaxi e que inclusive deu origem a lagoa. Aproveite para fotografar.
Flora – Nas margens estão arbustos e vegetação como o alecrim, puliza, pisag e outros arbustos baixos, além de pastagens. Talvez seja possível encontrar a chuquiragua (flor do alpinista) e romerillo del paramo.
Fauna – Habitat natural de gaivotas andinas, galeirões, patos andinos e glínulas.

LAGUNA QUILOTOA

Localização – distante 90km. de Latacunga.
Extensão – lagoa com 3km. de diâmetro e 250mt. de profundidade.
Altitude – 3.914m. a.n.m.
Clima – Não leve em conta o clima de Latacunga, Quilotoa é instável.
Formação – cratera do vulcão inativo Quilotoa, sua última explosão foi a 800 anos.
Atrações – água de um azul intenso que vai transmutando para o verde quando o sol incide.laguna-quilotoa-ecuador-002

Como chegar

Do terminal rodoviário de Latacunga saem ônibus de hora em hora. Pergunte antes se o ônibus vai até a lagoa, pois alguns chegam somente até Zumbahua (distante 14km. de Quilotoa). Valor do ticket U$2. Trajeto demora cerca de 1h.45, vai depender do número de paradas para apanhar pessoas, o ônibus não é confortável.
Ingresso – custo do acesso ao local: U$2.
Atrações – O ônibus para a 5 minutos de caminhada do mirante. No trajeto está a bilheteria e informações sobre hospedagem. O ingresso dá direito a acampar à beira do lago tendo como único serviço o banheiro, sem ducha. Se chegar ao mirante e o tempo estiver “fechado” aguarde alguns minutos e quando as nuvens se afastarem vai ver a água de um azul intenso que vai transmutando para o verde quando o sol incide.
Para acessar a lagoa são 3,6km., (ida e volta),  basta descer pela trilha cerca de 30 minutos, está bem sinalizada e lá embaixo há caiaques para alugar entre U$3 a U$10 por 1/2h. ou 1h. O retorno é mais cansativo, pode computar 1h.30 ou pagar U$10 e subir em mula. Para fazer o trekking de 13km. no entorno superior da cratera da lagoa o percurso leva cerca de 6h., recomendado para quem já está habituado com a altitude.
Dica – na lagoa não faz tanto frio como no Cotopaxi, mas vá preparado(a) para mudanças de temperatura e um dia limpo pode mudar para chuva a qualquer momento, então leve um impermeável. Se for fazer a trilha use bota de caminhada (opcional), alguns trechos são escorregadios e pode haver lama. Leve água e lanche para comer e descansar perto da lagoa.
Taxistas costumam dizer que não tem como voltar, os ônibus não são regulares, dizem isso somente para que sejam contratados. É só ir até onde o ônibus fez a parada e aguardar para voltar.

FESTIVAL DE LA MAMA NEGRA

Mama Negra ou Santíssima Tragédia, é uma festa tradicional que mistura culturas indígenas (aimara, inca e maia), espanhola e africana, o festival demonstra uma mágica cerimônia que interpreta a vida destes diferentes povos.
A Festa acontece no mês de setembro organizado pelos mercadores de La Merced e Salto, em honra a Virgen de la Merced que aplacou a fúria do vulcão Cotopaxi quando este entrou em erupção em 1742, razão pela qual o latacunguenhos proclamaram a Virgem como “Abogada y patrona del volcán”.  Quando a cidade escapou à fúria do vulcão, foi estabelecida uma data para celebração em sua honra. Durante o período de ameaça, os africanos que trabalhavam nas minas também foram levados a invocar seus deuses e desta mescla surgiu a Mama Negra.
O Festival de La Mama Negra inclui um ruidoso e exuberante desfile de personagens tradicionais e mais recente foram agregados a  festa os Camisonas. Bailarinos, músicos e bandas marchando todos participam do desfile que culmina com a chegada a cavalo, de La Mama Negra – uma representação da Virgem combinada com o orixá africano. Doces e bebida são distribuídos e assim a festa vai até a noite.  Uma experiência inesquecível.
São 5 principais: La Mama Negra, El Ángel de la Estrella, El Rey Moro, El Abanderado e El Capitán.
Mama Negra

LATACUNGAÉ a figura central da festa, aparece sobre um cavalo, cara pintada de negro simbolizando a fertilidade da terra usando rica roupagem típica do povoado, muito colorida, com saia, blusa bordada, adornos, lenços que são trocados a cada esquina do cortejo, uma pessoa é encarregada de levar uma maleta com estes detalhes. No arreio do cavalo, são introduzidos bonecos negros que representam os filhos da Mama Negra, em seus braços leva a filha menor “Balzazara” e a todo momento executa movimentos de bailado com ela. De vez em quando a Mama Negra borrifa água e leite nos espectadores.
A Mama Negra é guiada pelo negro Trota que conduz o cavalo que é selecionado cuidadosamente pois deve ser tranquilo para percorrer todo o cortejo sem espantar-se com o tumulto das pessoas, fogos de artifícios e bandas de música.
El Angel de la Estrella

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Figura bastante importante, todo vestido de branco com coroa e asas, na mão direita leva um cetro com uma estrela na ponta, aparece sempre cavalgando um cavalo branco, durante algumas paradas recita versos dedicados a Virgen de La Merced e ao Capitán e pede proteção para o cortejo. Este elemento tem origem na cultura espanhola, incorpora o Arcanjo Gabriel que se converte no protetor do Prioste Mayor da festa, cujo bem estar deve estar guardado pelo anjo até o término da celebração.
El Rey Moro

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Elemento que representa os legendários governantes destas terras, personifica os Jacho de Tacunga. Como rei leva na cabeça um turbante com pedras preciosas que simboliza a relação que existiu entre os índios e os negros que foram escravizados para explorar minas na províncias de Cotopaxi.

El Abanderadopersonagem que desfila junto a um grupo de soldados levando nas mãos uma bandeira colorida como dos índios wipala. Durante o cortejo realiza vários movimentos ondulatórios com a bandeira junto a um grupo de pessoas que levam escopetas.LATACUNGA-010
El Capitánvem vestido com uniforme militar de época e representa o Prioste Mayor. Desfila levando uma espada, depois dele aparecem soldados que disparam suas escopetas de quando em quando. A tradição diz que seria o amante da Mama Negra, é o único que tem o direito de bailar com ela. Sua origem é espanhola e rende homenagem ao povo sempre acompanhado de um grupo chamado “engastadores”

Outros personagens

Los Huacos
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São os bruxos curandeiros que tomam “voluntários” do público (geralmente mulheres), para aplicar uma purificação, representam as festas indígenas pré coloniais que usavam este ritual para evitar as epidemias que vinham com as chuvas de setembro. A purificação é um sopro de bebida, uma baforada de cigarro e a invocação as montanhas Imbabura, Chimborazo, y Carihuairazo. A “limpeza” não é gratuita.

Los Ashangueros
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Antigamente considerados esposos da Mama Negra, levam sobre as costas uma cesta contendo assados: porco, frango, cuy (porquinho da índia), além de licores, cigarros enviados pelo El Capitán e o Rey Moro, para serem consumidos durante a festa. Os cestos levam o nome de “ashanga”.
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Los Camisonassão personagens cômicos, homens usando amplos vestidos femininos em cores vivas, peruca de mulher, na mão levam um chicote para abrir o caminho entre os espectadores. É a parte cômica da festa, convida os homens para dançar e entrega doces para as crianças.

 

 

La Allullera
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A rainha desta especialidade latacunguenha distribui pacotes de allullas entre os espectadores. Alguns padeiros fornecem biscoitos, bolachas e preparam bebidas típicas para fornecer aos amigos.

Los Yumbos
LATACUNGA-009São personagens legendários de épocas remotas que foram incorporados ao folclore indígena pelos Jachos, antigos governantes, apresentam antigos cantos e danças tribais Yumbu em chimú, puquina, quichua ou aymará que quer dizer bailarino. Os Yumbos vão vestidos de indígenas do oriente, por ser esta a sua origem, portam lanças e penachos.

035El Champucero – homem pintado de negro, abre espaço levando nas mãos um balde com uma bebida à base de milho que vai oferecendo.

Los Loadores – também com cara pintada de negro, levam garrafa de bebida que vão oferecendo aos expectadores, são caracterizados como os poetas populares.

Los Urcuyayas – São homens da colina caracterizados pelo lazer, suas roupas são meio palha e meio musgo.

Los Capariches – Eles estão varrendo as ruas e abrindo espaço para os participantes do comparsa.

CENTRO HISTÓRICO

Parque Nacional Vicente León

É a principal praça de Latacunga, antiga Praça de Armas, onde aconteciam atividades militares, religiosas e políticas, no seu entorno estão edifícios importantes.

Palácio (Câmara) Municipal

120-002Edifício em estilo neoclássico levou 26 anos para ser construído (1910 e 1936), fachada ornamentada em pedra-pomes, arcadas dóricas e coríntias, nas paredes decorações que remetem eventos patrióticos, sacada no piso superior e o prédio é encimado por um par de condores de pedra. Em seu interior estão escritórios governamentais provinciais de Cotopaxi.
Localização – canto sudeste do Parque Vicente León

Catedralcatedral latacunga-001

Construção em estilo românico colonial começou em meados do século XVII, sua cúpula octogonal é em estilo românico, altar em pedra-pomes com obras coloniais. No final do século XIX instalou-se a torre de arcos românicos e detalhes islâmicos. Não deixe de visitar a noite quando a iluminação é acionada.
LocalizaçãoGal. Maldonado y Quito – centro
Ingresso – grátis

plaza igreja san franciscoIglesia de San Francisco.

Construída entre 1600 e 1693, sob ação de um terremoto ficou em ruínas em 1698, sua fachada sofreu alterações, com inclusão de pedra-pomes talhada, a campana de bronze é da antiga construção, foi a primeira igreja de Latacunga. O primeiro cemitério de caciques e espanhóis estava instalado no setor oriental da Igreja. Ao lado está uma capela dedicada ao Menino Jesus.
Localização – entre as calles General Manuel Maldonado y Manual de Jesús Quijano y Ordóñez.

Iglesia Santo Domingo LATACUNGA-001

Construída no século XVII, sofreu vários abalos provocado por terremotos e por isso algumas alterações foram feitas, sua fachada é de colunas dóricas seu interior é de cruz latina com estilo românico com nave central, com destaque para a capela  erigida em 1690 e dedicada a Nuestra Señora del Rosario.
A igreja é de grande valor histórico para os latacungueños, local onde foi selado a independência contra as forças espanholas.
Localização – Av. Juan Abel Echeverría

Casa de los Marqueses de Miraflorescasa-de-los-marqueses-de-miraflores-latacunga

Construída na primeira metade do século XVIII, em blocos de pedra-pomes com arcos e arabescos mudejar. Atualmente alberga o Departamento de Cultura e Relações Públicas do Cabildo, Museu e Biblioteca Simón Bolivar.
Sala de arte colonial – Biblioteca “Diário El Comercio” e a biblioteca do jornal com arquivos do jornal de 1851 a 1944, com 6.000 edições.
Museu Filatélico – com 1.252 selos dos anos 1865 até 1.973.
A Casa teve participação ativa nos eventos de independência e apoiou cientistas como La Condamine e Humbolt.
Localização – calle Fernando Sánchez de Orellana y Juan Abel Echeverria, perto da Igreja se Sto. Domingo, junto ao Parque Vicente Leon.

latacunga-iglesia-merced-001Iglesia La Merced

Construção de 1.800, altar recoberto com folhas de ouro, pinturas em vermelho e brasões nobres, as partes superiores e inferiores são em estilo barroco com influência bizantina.
A entrada do templo em arco foi feita em pedra pomes, um fiel notou que em uma das pedras havia sido pintada uma imagem da Virgem provavelmente em 1618 pelo frei eremita Pedro Bidón, a pedra foi removida e os devotos construíram uma capela para resguardá-la colocaram o nome de “Peregrino do Salto, a Pérola Preciosa de Latacunga”.
A Virgem del Volcán foi declarada “Protetora da Cidade, pelos milagres a ela atribuídos para acalmar a fúria do vulcão Cotopaxi durante várias erupções.
Localização – entre as ruas Juan Abel Echeverría, Manuel de Jesus Quijano y Ordóñez, ao lado do mercado público.

Iglesia da Virgen de El SaltoLATACUNGA-002

Dedicada a Nuestra Señora de El Salto, a primeira capela construída em 1768 foi destruída em 1797 por um terremoto. Está localizada em uma região bem interessante a ser visitada, repleta de ambulantes com produtos artesanais e roupas coloridas.
Localização – entre as ruas Juan Abel Echeverría y Antonio Clavijo, ao lado da praça com o mesmo nome.

iglesia san agustinIglesia Convento San Augustin  

Em influência neoclássica mostra colunas circulares com capitais jônicos e acabamento em cornija. Em 1820 o mosteiro foi ocupado por militares espanhóis, servindo como sede para uma fração do Batallón “Los Andes”.
Localização – Sánchez de Orellana junto ao Parque Vicente Leon.
Calles Hnas. Páez Y Quito.

Casa da Cultura

LATACUNGAFoi construída em um antigo local onde existia um moinho de água (1736), dos jesuítas conhecido como Molinos de Monserrat, em 1756 era uma fábrica têxtil colonial. Atualmente é um centro cultural com o Museu Arqueológico peças pré-incas, Museu Folk com roupas, ferramentas e objetos de manifestações culturais. Na Galeria de Arte estão obras de Tabara, Guayasamin, Román e Guerrero. Confira a programação de eventos gratuitos de dança e teatro.
Localização – na confluência dos rios Cutuchi e Aanayacu.

Mirador da Virgen del Calvario

mirador-de-la-virgen-del-calvario-latacunga-005Caminhando a partir do centro histórico, suba se o tempo estiver claro para observar vários picos vulcânicos.
Como chegar – siga a calle Maldonado pelas escadas, vire à esquerda no Oriente e comece a subir.

ONDE FICAR EM LATACUNGA

Hostal/CaféTiana
Casa colonial no centro, reduto de mochileiros, quartos simples e duplos, água quente, banheiro privativo ou compartilhado. Café da manhã incluso, s/ TV no quarto, Wi-fi, bar, restaurante, cozinha para hóspedes, cofre, organizam excursões. Guarda de bagagem. Cardápio com preços um pouco acima da média local.LATACUNGA1
Como chegar – Do terminal de ônibus ao hotel cerca de 10 minutos de táxi. Está a 2h. do aeroporto de Quito.
Localização – Luis. F. Vivero 1.31 e Quijano y Ordonez
Preço – quarto com 2 camas U$24/dia, só conseguimos com banheiro compartilhado.
Lanche – azeitonas U$2,50, cerveja pilsener U$1, vinho da casa taça U$2,80.
Jantar – salada U$3 e arroz vegetariano U$3,75, água U$1.

Hostal Central
Ambiente familiar com mais de 20 anos de tradição, localizado na parte colonial da cidade em frente ao Parque Vicente León. Localização excelente, mas barulhento nos finais de semana, neste caso, pedir quarto dos fundos, banheiros privados, água quente, TV, Wi-fi, sem elevador, estacionamento. Orientam sobre excursões.
Localização – Sanchez de Orellana y Padre Salecedo

Rodelu Hotel
Quartos antigos, confortáveis, banheiro privativo,  TV a cabo, wi-fi, café da manhã bom servido à la carte é demorado, balcão de turismo, cofre, restaurante com boa comida, transfer do aeroporto com custo adicional. Staff prestativo. Supermercado a 400m.
Localização – Calle Quito, 1631 y Padre Salcedo (perto parque Vicente Leon)

Villa Tacvnga – R$298,00/dia, quarto duplo – 250m. do centro
Rosim Hotel – R$134,00 – 150m. do centro.
Hotel Los Ilinizias – R$139,00 – 150m. do centro.
Old House Backpackers B&BR$27,00 – 300m. do centro

ONDE COMER

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O prato típico de Latacunga é chamado o chugchucarra.  Uma enorme placa composta de pedaços de carne de porco frito, pele de porco frita, banana frita, batata frita, queijo, empanadas, pipoca, milho torrado.

LATACUNGA-004Mercado Cerrado
No segundo andar estão alguns centros de alimentação com especialidades locais, um bom lugar para apreciar a típica chugchucaras  por U$1,25 a U$2.
Localização – as barracas estão na praça ao redor do cruzamento da calle Echeverría e Amazonas.

 

El Gringo y La Gorda $$–$$$ boa comida
Localização – Padre Salcedo y Quito

Chugchucaras Rosita  – $$ – $$$ – comida típica de Latacunga.
LocalizaçãoAv. Eloy Alfaro 31-156, Paso de Latacunga 500m. antes del intercambiador de Pujili.

El Submarino $fast food
Localização – De Mayo y Marques de Maenza Casa Azul 2 Frente a la UTPL.   

Pizzaria Buona – $$-$$$  – Massas, US$7,00 a 10,00, e lasanhas entre US$3,00 a 5,00
Localização – Sanchez de Orellana 1408 y Gral. Maldonado.

Restaurante Rodelu – $$-$$$
Localização – anexo ao Hotel Rodelu

Chugchucaras La Mama Negra Restaurante -$$
Localização – Quijano y Ordonez

Don Goyo Restaurante$
Modesto, oferece no cardápio comida típica rica em gordura:  “obstrução de artéria” por US$ 4,00.

Sanduches Guillo – $
Oferece lanches para menores orçamentos.
Localização – Quijano y Ordonez

Alguns valores de referência em U$

Almoço com bebida – 7,00
Jantar em restaurante de bairro p/ 2 pessoas – 12,00
Jantar em restaurante no centro p/ 2 pessoas (aperitivo,entrada, prato principal, vinho e sobremesa – 23,00
Drink no centro, só bebida – 6,00
Capuccino no centro – 3,25
Fast food, combo completo – 5,00
1 litro de leite – 0,85
500gr. de queijo local – 3,83
1kg. de maçãs – 1,83
0,5 lt. cerveja nacional em supermercado – 1,50
0,5 lt. cerveja nacional em restaurante de bairro – 1,97
Vinho tinto de boa qualidade – 13,00
Coca cola 2lt. em supermercado – 1,73
Coca cola pq. – Hostal Tiana –  1,00
Vinho taça – Hostal Tiana – 3,60
Porção azeitona – Hostal Tiana – 2,50
1 lt. de gasolina – 0,51
Viagem de táxi em día útil (tarifa base p/ 8km.) – 9,00
Remédio p/ resfriado (tylenol, naldecon ou similar), p/ 6 dias – 11,00
Tubo de pasta de dentes – 1,60

 ARREDORES

La Maná – Está na via Latacunga – Quevedo, tem um clima agradável.
Pangua – Localidade famosa por suas festas em 1º. de Junho.
Pujilí – Está a 12 km de Latacunga, tem uma feira importante pelos diferentes tipos de artesanato que ali são expostos.
Salcedo – Está 15 km ao de Latacunga, tem um bonito centro histórico e é famosa pelos sorvetes.
Saquisilí – está entre 10 a 11 km ao norte de Latacunga, esta localidade tem uma feira famosa por seus produtos de cerâmica e têxteis.
Sigchos – está a 40 km ao norte de Latacunga perto do vulcão Iliniza.

LUGANO

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações

LUGANO 

179 - SUIÇA - Lugano

 Milão x Lugano – viagem sem complicação, simples!

179 - SUIÇA - Lugano - brasão - 30/05Lugano está no Cantão de Ticino, é conhecida como a “Monte Carlo” da Suíça, recebe no verão a alta sociedade internacional que vai até lá desfrutar a natureza e a alta gastronomia suíço-italiana. A maioria das construções segue o estilo Lombardo.
Distância Milão x Lugano em trem – 61km.
População – 63.932 habitantes em 2017
Língua oficial – italiano, inglês na zona turística.
Moeda – franco suíço, a maioria dos locais aceitam euros. Na dúvida leve cartão de crédito.
Visto para brasileiros – não é necessário, a Suíça faz parte do Tratado Schengen, deixe o passaporte fácil, vai ser solicitado no trem.
Gastos – tudo é mais caro do que na Itália. O Swiss Pass tem descontos nas atrações e transporte.
Comércio – fechado aos domingos, somente ficam abertos restaurantes, passeios de barco e alguns museus.

Quando ir
Inverno de novembro a fevereiro. Verão junho a setembro são viáveis. Melhores meses: março, abril, maio e outubro,

TREM saindo de Milão

Partida – Milão, Stazzione Centrale, Piazza Duca d’Osta.
RailEurope (https://www.raileurope.com.br) – A rota mais rápida leva 1h., o primeiro trem parte de Milão às 7h.10 e o último 19h.10, são 7 trens por dia, com intervalo de 2h.50’. O preço das passagens variam de acordo com o horário e tipo de assento, mas no mínimo vai custar 23€.
Trenitalia (https://www.thetrainline.com/pt-br – leva em média 1h.53’, o primeiro trem sai às 6h.43’ e o último às 15h.43′. São 17 trens por dia, mas 2 deles (regionale 2558 e 24930), não vão direto. O preço da passagem é 27,47€, ou 13,27€ quando reservados com antecedência pela internet e dá para imprimir na estação.

SUIÇA LUGANO-004Chegada – Piazzale Stazione.
A viagem é panorâmica, passa por Combo e atravessa o túnel da fronteira em Chiasso. Como quem viaja na categoria Standard não tem acesso ao carro restaurante, um funcionário da ferrovia passa vendendo café solúvel e croissant (cuidado com o troco).
Em Lugano a estação de trens fica no alto, há uma escadaria pelo Parco del Tassino para descer até o centro da cidade, a volta é cansativa e o funicular pode não estar operando. Nas ruas do centro de Lugano os carros não circulam, lojas vendem pães, lanches, chocolates, queijos, salames, vinhos, carnes e flores. Um bom programa é comprar queijos, pães, vinho e fazer um piquenique num dos parques locais, ou almoçar em um dos restaurantes c/ vista para o lago.

O que ver em Lugano 

Piazza della RiformaPIAZZA RIFORMA,2-001

A praça é a primeira atração que se apresenta ao turista, abriga o Palazzo Cívico (prefeitura da cidade), o prédio amarelo é fácil de ser localizado com suas esculturas neoclássicas encimado por um relógio.
Dica – Dentro da prefeitura há um escritório de turismo, aproveite para pedir um mapa da cidade.

Via Nasa

Antigamente o local era um mercado de peixes, atualmente é a principal rua de compras onde se concentram as lojas de grife. As lojas fecham às 17h. Além das lojas a Via Nasa concentra cafés e restaurantes instalado em prédios coloridos.

Lago Lugano

178 - SUIÇA - LuganoTem um jato de água com 50m. de altura, versão miniatura do jato de Genebra. Recomendado o tour de barco, se não der tempo um passeio de pedalinho ou caiaque pode ser possível, vista para os montes San Salvatore e Brè.

LAC – Lugano Arte e Cultura

SUIÇA LUGANOEspaço cultural com sala destinada a concertos e peças de teatro com 1.000 lugares e um museu com 2.500m2. que alberga exposições pagas e gratuitas. Com arquitetura contemporânea começou a ser construído em 2010, o conjunto tem 29.000m2.
Dica – Aproveite para usar o banheiro ao lado do LAC, fica em um corredor lateral.
Localização – Piazza Bernardino Luini,6

Chiesa Santa Maria Degli Angioli – Igreja Santa Maria dos Anjos

SUIÇA LUGANO-002A igreja foi construída com apoio da população em 1499, nela está um dos afrescos mais famosos da Suíça, “Paixão e Crucificação de Cristo”  executada em 1529 por Bernardino Luini (contemporâneo de Leonardo da Vinci), no fundo da nave principal com cores vivas e rico em detalhes. Luini incluiu no afresco Leonardo da Vinci montado em um cavalo.
A fachada simples desta igreja esconde dois dos melhores afrescos renascentistas da região: Paixão e Crucificação, A última Ceia e Virgem Maria com o menino Jesus. Todos eles repletos de detalhes incríveis e pintados por Bernardino Luini.
Outra atração é o órgão instalado em 1965, com 61 teclas e que é utilizado em missas.
Exterior simples, mas internamente é surpreendente.
Localização – acesso caminhando à partir do centro de Lugano.

Parco Cívico – Ciani

180 - SUIÇA - Lugano - 30/05Apresenta a melhor vista da cidade, ao longo do lago Lugano com 63.000m2 de área verde composta de plantas subtropicais, espaços com praias adaptadas com peixes, patos e cisnes nadando. Ótimo para relaxar e fazer boas fotos.


eros vendado-001Eros Bendato – Eros Vendado

Escultura de 1999, feita pelo artista polonês Igor Mitoraj. A cabeça foi feita em bronze com ataduras próximas aos olhos e boca, está instalada lateralmente. Representa Eros, o Deus grego do Amor, a interpretação é pessoal. Outros países como Canadá, Estados Unidos, Polônia, Inglaterra e Itália também possuem cópias da estátua.
Localização – Piazza Indipendenza

Chiesa San Roccosan rocco-001

Foi dedicada a San Biagio em 1349, foi destruída e houve uma breve tentativa de reconstrução em 1528 para ser retomada em 1580. Dentro tem afrescos descrevendo a história do Santo.
Localização – Piazza S. Rocco

Barcos no Lago Lugano

lago-lucerna-001São 2 opções: o melhor é o que vai para Morcote o outro vai para Gandria. Com o Swiss Pass o preço fica bem reduzido. Os passeios duram de 2 a 4 horas.
Gandria (7 Km de Lugano)
Gandria está nas encostas do lago, é uma pequena vila, ao descer do barco o passeio é feito por ruas estreitas e escadarias que desembocam em belas vistas. A aldeia está como a 100 anos atrás, quando era uma referência do comércio ilícito de carnes e cigarros, transformou-se em alvo de contrabandistas. O Swiss Customs Mueseum mantém mostra dos esquemas dos contrabandistas e como os funcionários aduaneiros tentavam combatê-los. Aproveite para visitar a igreja do século XV dedicada a São Viglio.
Dica – se tiver tempo vá de barco e volte caminhando, são cerca de 40 minutos.
Preço custa 27,40SFr. ida e volta ou 16SFr só ida.  Com o Swiss Travel Pass o preço fica bem reduzido em alguns períodos é grátis com o Pass.
176 - SUIÇA - LuganoMorcote (11 Km de Lugano)
O local já foi o maior porto no Lago Lugano era utilizado para abastecer os duques durante a Idade Média, algumas das mansões são ainda desse período. Locais para serem vistos: Igreja de Madonna del Sasso provavelmente do século XIII, Torre do Palácio de Capitano, casas senhoriais dos séculos XVI e XVIII e o Parque Botânico e de Arte criado pelo comerciante de tecidos Hermann Scherrer e aberto ao público em 1965.  Morcote é ideal para quem gosta de fotografar.
Preço – 38SFr para ida e volta. Com o Swiss Travel Pass o preço fica bem reduzido em alguns períodos é grátis com o Pass.

Panorâmica da Cidade

funicular 3-001São 2 montes: Monte San Salvatore que é o mais alto e o Monte Brè ambos com acesso pelo funicular que custa 30SFr, com o Suiss Pass o preço fica pela metade.
Monte Brè em funicular.
Altura – 933m.
Funicular – sai das estações Ruvigliana e Cassarate, 25 SFr (ida e volta), ou 35 SFr com almoço incluído no bilhete.
Oferece – vista panorâmica da cidade, restaurante e museu.

Monte San Salvatore em funicular182 - SUIÇA - Lugano - 30/05
Altura – 912m. (conhecido como o Pão de Açúcar Suíço).
Funicular – saída perto da estação Paradiso, 30 SFr (ida e volta), ou 32 SFr com almoço incluído no bilhete.
Oferece – vista panorâmica da cidade, igreja, restaurante e museu

Cassino de Lugano

Área de jogos, restaurante, bar e discoteca.

Cattedrale di San LorenzoSUIÇA LUGANO-001

San Lorenzo é o padroeiro da cidade, a fachada ostenta um portal em estilo Renascentista Lombardo e dentro um afresco pintado na cúpula além de ricos altares e pinturas sacras. Foi fundada na Alta Idade Média e reconstruída no final do século XV com a fachada concluída em 1517. Foi reaberta em 2017 após restauração.
Localização – Via Borghetto 1, na descida entre a estação de trens e o centro de Lugano.

Trenino Rosso (trenzinho vermelho)

SUIÇA LUGANO-003Depois de fazer os passeios a pé e perceber que o tempo está curto, há um city tour que visita os pontos básicos, pode não ser uma ideia atraente, mas é uma alternativa para finalizar.
Saídas – Piazza Alessandro Manzoni, em frente a fonte.
Trajeto circula pela cidade baixa e alta, o condutor vai informando os pontos e você pode descer e tomar o próximo trenino. O trajeto dura 40 minutos e são feitas 4 paradas, inclusive nas estações dos funiculares.
Preço – 9 SFr

Chocolat Alprose – Museu do ChocolateSUIÇA LUGANO-005

Observação do processamento da matéria prima e embalagem do famoso chocolate suíço. A visita é feita com guia, no fim degustação gratuita e venda de produtos no museu e loja Alprose.
Localização – Via Rompada 36 – 10km. do centro

Gastronomia

O que não falta em Lugano são ótimas cafeterias com doces, pães e tortas de sabores inesquecíveis. A maioria dos restaurantes oferece comida italiana, porém com preços suíços, idem para os lanches. As lojas de chocolates são uma tentação, você não vai voltar sem uma sacola de chocolates.

Coop $ – Migros $ – Kiosk $
Para opções mais econômicas há 2 redes de supermercados que são as maiores da Suíça: Coop (Coop To Go) e Migros (Migros Take Away) que tem setor de lanches prontos dentro dos supermercados inclusive com opções vegetarianas e veganas.
Possuem restaurantes nos andares superiores e o preço é estabelecido pelo tamanho do prato independente do peso e você coloca nele a quantidade de comida que quiser: no Coop os valores são: 6,94 SFr (o menor), 9,95 SFr (o médio) e 14,95 SFr (o maior).
Localização Coop – Via Nassa, 22.
Localização Migros – Via Pretório, 15.
O Kiosk também é rede de café/lanchonete/banca de jornal, o sistema é self service em máquina, dentre as opções: café expresso, capuccino, latte machiatto que custam entre 2,50 SFr a 4 SFr, croissant entre 1 SFr a 3 SFr.
Localização Kiosk – Via Nassa 3 ou Via Pretório, 2.

Cafés, lanches e restaurantes

Caffé Caruso – $
Bar tipicamente italiano, frequentado por jovens e pessoal local. O carro chefe é a “piadina” (mini calzone com massa fina, recheada com presunto parma), peça vinho para acompanhar.
Localização – Piazza della Riforma, 4
Horário – segunda a sábado, das 8h. a 1h. da manhã, fecha domingo.

Vanini Dolce e Caffè – $
Para dar um tempo nos passeios, local tranquilo, tradicional desde 1871, com boa vista de Lugano. Dependendo da temperatura peça café, chocolate quente ou sorvete.
Localização – Piazza della Riforma 1,
Horário – segunda a sábado, das 8h. a 1h. da manhã, domingo, das 9h. as 24h.

Gabanni $
Produtos locais e típicos: sanduíches, queijos, frios, o carro chefe é a tradicional “torta de pão”.
Localização – perto da Piazza della Riforma

Fast food Pasta e Pesto – $
Você escolhe o tipo de massa e depois o molho e eles preparam rapidamente. São 10 tipos de massas e 5 tipos de molho o preparo pode ser em tigela pequena ou média, acompanha bebida e café.
Localização – Via Cattedrale, 160 – ao lado da Igreja São Lourenço.
Horário – terça a sábado, das 10h. as 19h. Fecha domingo e segunda-feira.

Grand Cafe al Porto $$
Fundado em 1803 era ponto de encontro de intelectuais, artistas e políticos, o ambiente é aconchegante, elegante sem ser sofisticado.
Localização – perto da Piazza della Riforma

Ristorante Ana Capri – $$
Especialidade risoto milanês.
Localização
– Via Maraine, perto da estação de trens, parte alta da cidade

Ristorante Manora – $$ 
Sistema self service com saladas, carnes, massas e sobremesa. Você escolhe os ingredientes no balcão e eles montam o prato. Já o vinho em copo, água, sobremesa ou frutas você mesmo pode se servir e ir anexando na comanda. Bom custo benefício.
Localização – Salita M. e A. Chiattone, 10

 Eventos
Em julho acontece o festival de jazz e em agosto o de blues. Todos ao ar livre.

 

Milão

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.
175 - MILÃO - Teatro Scalla - 29/05No dia 19 de março de 1870, a ópera O Guarani, do compositor brasileiro Carlos Gomes, estreia no Teatro Scala, de Milão, baseada no romance de José de Alencar. Após 21 apresentações no Teatro Scala, a ópera percorreu a Europa, com grande sucesso.

Milano (em italiano) é a segunda maior cidade da Itália, depois de Roma e talvez a mais moderna. É a capital da província de Milão, com 3,9 milhões de habitantes, situada entre os Alpes e o vale do rio Pó, na região da Lombardia, no Norte do país, localizada ao norte da Itália, apenas 52 Km da fronteira com a Suíça (Lugano).
Ponto comercial estratégico desde a Idade Média, Milão foi também um importante centro cultural durante o Renascimento Italiano. Atualmente é o maior parque industrial da Itália, atraindo profissionais, turistas e consumistas de plantão. Cidade internacional da moda onde existem as melhores escolas de design do mundo além de uma agitada vida noturna, bons museus e várias igrejas, incluindo a gótica mais antiga do país.
O aeroporto mais utilizado é o Malpensa-40km. do centro e que tem maior tráfego aéreo, o aeroporto Linate está apenas 8km. do centro, mas com pouco movimento e o Aeroporto Bergamo que recebe voos  low-cost.
Nosso roteiro: Roma, Florença, Pisa, Veneza e terminamos com um dia inteiro visitando os principais pontos de Milão, deu para ver o básico. Ficamos em um hotel nas imediações da Stazzione Central, o que facilitou bastante na volta para o Aeroporto Malpensa. Na banca de jornais da Stazzione Centrale podem ser adquiridos bilhetes para ônibus (cuidado com o troco). 

Como chegar vindo do Brasil
É muito fácil chegar a Milão em voos diretos ou com conexão (pesquise as tarifas). Há voos que partem diariamente das principais capitais brasileiras em trajetos diretos: TAM saindo de São Paulo e AZUL partindo de Campinas e para quem já estiver na Europa podem pesquisar as tarifas e horários da Alitalia, KLM, EasyJet. O aeroporto que fica na cidade de Varese é o Malpensa que fica a 50km. do centro de Milão e é o de maior escala.

Como ir do aeroporto Malpensa ao centro de Milão
Trem
São 2 linhas de trem que conectam o Terminal 1 com o centro de Milão: a que vai até a Estação Central leva 50’, parte a cada 20/40 minutos e custa 13€. Já a linha Estação da Praça Cadorna, não vai ao centro, chega até perto do Castelo Sforzesco, leva 30’, parte a cada 30 minutos e custa 13€.
Ônibus
A rede de ônibus Autostradale vai até a Estação Central, opera das 6h. às 0h.30 (no sentido inverso: Estação Central x Malpensa das 4h. às 23h.), atende os terminais 1 e 2. Partem a cada 20 minutos e o percurso dura aproximadamente 1h. O bilhete custa 8€ por trajeto ou 14€ ida e volta.
Táxi

Para quem estiver viajando sozinho ou até com duas pessoas o valor pode ser um pouco alto, cerca de 95€, o valor é tabelado. O trajeto leva em torno de 50 minutos.
Transfer
Para quem chega à noite, o melhor é contratar um transfer com o hotel, ou contrate um serviço de confiança que deve custar 90€

Chegando de Trem
A malha ferroviária da Itália é extensa e os trens confortáveis, você pode ir de um país ao outro utilizando os trens Intercity de alta velocidade, os Frecciabianca e Frecciarossa (Paris 7 a 8h., Roma 2 a 3h, Zurich 3 a 4h.). Os trens Regionales são mais lentos, mais baratos e uma boa opção para trechos curtos.
Stazione Centrale – chegam trens de toda a Europa e da Itália e dá acesso ao aeroporto de Malpensa.
Stazione de Porta Garibaldi – chegam trens das principais cidades da Itália e Paris.
Stazione Cadorno – chegam trens das cidades vizinhas.

METRO-001Como chegar vindo de Veneza
Veneza (Stazzione Sta. Lucia) a Milão (Stazzione Centrale) trem em categoria Standard.

Como se locomover em Milão
O Metrô é a principal indicação, são 3 linhas principais que abrangem o circuito turístico: Vermelha, Amarela e Verde.
Horário – das 6h. às 0h.30
Tarifa – simples 2€, valida 24h. 4,50h. e valida 48h. 8,25€

O que ver em 1 dia – Manhã

Duomo – Catedral de MilãoMILÃO-003

A catedral da cidade está dedicada a Santa Maria Nascente, sua arquitetura é gótica com toques barroco tardio. Construída em mármore branco-rosa de Candoglia é uma das maiores construções religiosas do continente, demorou 400 anos para ficar pronta, somente sua fachada demorou 8 anos e foram aplicadas 8.200 placas de mármore, 3.400 estátuas, 700 gravuras e 135 gárgulas, torres em formato de agulhas com a Madonnina na mais alta.
MILÃO-001Interior – uma das atrações são os vitrais que descrevem a história do evangelho e alguns santos. No fundo da nave direita está a imagem de São Bartolomeu dissecado que segura sua pele como se fosse um manto e a cripta de São Carlos ou São Borromeu embaixo do altar.
Terraço – o telhado da catedral pode ser percorrido quase inteiramente com vista privilegiada da cidade e poder ver de perto as estátuas e os pináculos. Para chegar ao topo são 201 degraus com escada em espiral e sem janelas ou elevador.
Museu – mostra as fases da construção da catedral e guarda alguns de seus tesouros, além de peças religiosas, esculturas e vitrais originais.
Não é permitida a entrada de bermuda, camisas sem manga ou saias curtas.
Localização – Piazza Duomo.
Horário – das 9h. às 19h.
Ingresso – Interior da Catedral 3€ e dá direito ao museu, escada com 201 degraus que leva ao terraço 10€, mas se preferir subir de elevador vai custar 14€.

Piazza del Duomo

O local de referência de todo turista que visita Milão, no centro está a estátua de Vittorio Emanuelle II e no entorno e perto da praça estão: Duomo, Museu, Galleria Vittorio Emanuelle II, além de cafés, restaurantes e metrô.
Localização – centro histórico de Milão.
Horário – preferivelmente por volta as 9h. para boas fotos.

Galeria Vittorio Emanuelle II
171 - MILÃO - Galeria Vittorio Emanuelle - 29/05

Il salotto di Milano”, ou seja, a sala de estar dos milaneses. Foi construída entre 1865 e 1878, em formato de cruz tem uma cúpula de aço e vidro que está a 50m. do chão na base estão mosaicos originas que representam os quatro continentes. A finalidade da galeria era ser uma espécie de corredor coberto para unir a Piazza Duomo a Piazza della Scala.
Em seu interior estão lojas de luxo: Louis Vuitton, Tod’ s, Gucci, da mais simples H&M até a primeira Prada da Itália. Os restaurantes estão entre os mais badalados da cidade, bibliotecas, bares e entre os cafés está o Caffè Biffi fundado em 1867 e a Gelateria Amorino Duomo, serve o sorvete em forma de flor digno de foto.
Localização – Piazza del Duomo
Horário – aberta 24 horas
Ingresso –gratuito.

Teatro alla Scala172- MILÃO - Teatro Scalla

A fachada em estilo neoclássico é simples se comparado ao seu interior com sala em forma de ferradura onde acontecem temporadas de óperas, ballet e shows. Na praça em frente há um monumento de Leonardo da Vinci.
O Teatro alla Scala foi construído por determinação da imperatriz Maria Teresa da Áustria para substituir o teatro anterior que foi destruído por um incêndio em 1776, devendo seu nome à igreja de Santa Maria alla Scala que antes se erguia no local.
Curiosidade – em março de 1870 o compositor Carlos Gomes estreou a ópera “O Guarani”, o teatro recebeu também Giuseppe Verdi e Maria Calas.
Localização – Piazza della Scala, atravessando a Galeria Vittorio Emanuelle II.
Ingresso – Veja a programação no site www.teatroallascala.org, lá podem ser comprados tickets on-line, muitas vezes são necessários meses de antecedência e podem custar até 150€ dependendo do espetáculo e da localização da poltrona. Eventualmente alguns ingressos são vendidos na porta lateral do teatro duas horas antes do espetáculo, receba uma senha e aguarde ser chamado, pague o ingresso, para esses ingressos não há cadeiras, mas a visão é muito boa.
Localização – Piazza della Scala.
Visitas – faça sua visita com guia, reserve através do site – 25€

Monumento a Leonardo da Vinci174 - MILÃO - Leonardo da Vinci - 29/05

Localização – Piazza della Scala, em frente ao teatro.
Estátua de mármore e granito de 1872 do famoso artista e inventor italiano, na base estão quatro de seus discípulos.

O que ver em 1 dia – Tarde

Castelo SforzescoMILÃO-009

O Castelo surgiu entre 1360/1370, pertenceu a família Visconti, em 1450 o castelo sofreu restauração quando o casal Sforza e Bianca Maria Visconti foi reconhecido como Senhores de Milão. Várias foram as alterações, desde fortaleza defensiva, residência, quartel militar.
1200px-Michelangelo_pietà_rondaniniHoje abriga: Seção Egípcia, Museu Cívico, Museu de Arte Antiga que alberga algumas obras de Leonardo da Vinci e dentro do castelo está a Pietà Randanini, obra prima de Michelangelo. Através da Torre Filarete está a Praça de Armas, na sequência a Biblioteca Trivulziana com manuscritos, inclusive o Código de Leonardo da Vinci, aliás ele viveu aqui no período do Renascimento e trabalhou em afrescos na sala que hoje abriga o Museu de Arte Antiga que fica na Enfermaria Espanhola na Praça de Armas.
Localização – Piazza Castelo.
Como chegar a pé – Estando no Duomo, tomar a Via Dante até o final, ela desemboca no castelo.
Transporte – Metrô: linhas 1 (vermelha) e 2 (verde), estação Cadorna. Ônibus: linhas 18, 50, 37, 58, 61 e 94. Bonde: linhas 1, 2, 12, 14 e 19.
Horário – Castelo Sforzesco abre diariamente das 7h. as 19:30 hs
Ingresso – entrada franca, os Museus funcionam de terça a domingo das 9h. às 17h.30 com bilhete único vendido a 10€ extensivo a todos os museus do castelo.

Parque e Piazza Sempione170 - MILÃO - jardins castelo Sforzesco - 29/05

Foi o bosque particular dos Visconti com uma área aproximada de 47 hectares, no século XIX foi reformado e se tornou área pública. É bastante utilizado pela população para prática de esportes e lazer com paradas nos gramados, piquenique sob as árvores frondosas e no entorno do lago artificial.
Localização do Parque – nos fundos do Castelo Sforzesco.
Sugestão – saia pelo portão da direita e almoce no antigo bairro dos artistas, Bairro Brera.

Arco della Pace ou Porta SempioneArco della Pace .2-001

Sua estrutura neoclássica expõe eventos históricos com inserção de estátuas de mármore e bronze. Sua primeira finalidade foi para celebrar o casamento de Eugene de Beauharnais, vice rei da Itália e filho adotivo de Napoleão com Augusta da Baviera. Em 1807 foi cogitado como palco de comemoração  nas vitórias de Napoleão, após sua derrota em Waterloo a construção ficou paralisada, em 1826 foi retomada a reconstrução de uma forma lenta e no Congresso de Viena de 1815 Fernando I da Áustria decidiu que seria o Arco da Paz e o nome foi selado em 10 de setembro de 1838. Outro momento histórico foi em 1859 com a entrada triunfal de Napoleão III e Vittorio Emanuelle II após a vitória de Magenta.
Localização – Piazza Sempione

Brera

Com arquitetura bem conservada do século passado, sem dúvida é uma boa opção de visita. Procure a Via Fiori Chiari com lojas de grife, galerias, restaurantes e bares, tome um lanche no tradicional Bar Brera, ou no antiquíssimo Nabuco, se optar por um café procure o Cafezal (Panini Duruni).

IGREJA STA. MARAI DE LA GRACIE-001Igreja de Sta. Maria delle Grazie

Inicialmente em 1469 era um convento dominicano e só mais tarde tornou-se uma igreja repleta de arcos e vitrais. A Última Ceia (Leonardo Da Vinci), fica no refeitório do convento e durante a Revolução Francesa, as tropas de Napoleão usaram a parede do refeitório para tiro ao alvo. Na Segunda Guerra Mundial, em 1943, os bombardeios destruíram o telhado da antiga sala de almoço do convento dominicano, deixando o quadro exposto ao céu aberto por vários anos.
Localização – Piazza di Santa Maria delle Grazie.
Como chegar – Metrô:linhas vermelha e verde, estações Conciliazione e Cadorna.

Última Ceia 

SANTA CEIA-001Patrimônio Mundial da UNESCO – foi pintada por Leonardo da Vinci a pedido do Duque Sforza, com o passar do anos vários reparos foram feitos para preservar a obra executada entre 1494 e 1498, Da Vinci não utilizou a tradicional técnica do afresco, preferiu “a seco” com  têmpera e óleo sobre um preparo em gesso e possivelmente com inclusão de folhas metálicas de ouro e prata. O “quadro” mede 4,60m. de altura e 8,80 m.de largura. Em 1999 sob estudados métodos científicos foi executado um trabalho para restaurar as cores originais e remover traços de verniz aplicado anteriormente para preservação. Para garantir a conservação da temperatura ambiente, só podem entrar grupos de 25 pessoas por 15 minutos.
Informação – Não pertence a igreja, é um museu. Proibido fotografar.
Visitas – até as 17h.
Localização – anexo à igreja Santa Maria delle Grazie
Como chegar – Metrô: linhas vermelha e verde, estações Conciliazione e Cadorna.
Ingresso – entrada gratuita, mas para observar a Última Ceia de Leonardo da Vinci o ingresso custa 10 € e deve ser reservado preferencialmente com antecedência no site oficial de reservas da Última Ceia, Cenacolo Vinciano.

HOSPEDAGEM

Hotel Serena***

MILÃO-002Prédio antigo, quartos com varanda, TV, banheiro privativo, artigos de higiene, ar condicionado, wi-fi, cofre, elevador, não tem estacionamento. Só é conveniente pela localização, no mais os quartos são pequenos e com barulho a noite, o café da manhã não está incluso, mas eles indicam o restaurante do hotel que oferece um café da manhã bem fraco e eles só avisam que é pago à parte depois que você já está acomodado na mesa esperando o café, nas imediações há coisa boa e com melhor preço.
Está a 800m. da estação ferroviária, também tem uma estação de metrô (Lima) a 100m. O centro da cidade está a 30 minutos caminhando
Localização – Via Boscovich, 59

GASTRONOMIA

Como em toda cidade turística, os restaurantes perto das atrações e em lugares mais agradáveis são mais caros. Paga-se mais também por estar sentado em mesa, ou seja, o “coperto”, que significa ter uma toalha de mesa e talheres. Além disso, se houver alguém tocando haverá cobrança de couvert.
A gastronomia em Milão não é barata, mas comidas simples podem ser encontradas por preços convidativos. As carnes e peixes em torno dos € 20, massas e risotos custam em média € 13, saladas € 10.

Vou dar algumas dicas começando por locais com gastronomia mais barata:

Panificio Luini – $
A especialidade são os panzerottis (tipo de massa salgada que lembra uma empanada), doces e salgados. A receita é um segredo de família guardado pelo filho da senhora Giuseppina e netos. O restaurante está ativo desde 1888 e os panzerottis são feitos na hora, por isso pode haver uma fila de espera, mas o serviço é rápido. Além da especialidade o cardápio conta com opções de salgados e doces fritos e assados, além de opções vegetarianas.
Localização – Via Santa Radegonda,16, perto do Duomo.
Horário – de segunda a sábado das 11h.30 às 20h.
Preços – 3€ a 5€
MILÃO1

Mercato Comunale – $
Bancas com pães, queijo, frutas, verduras, carnes, doces. Comida boa e barata, mas são raros os locais para comer sentado.
Localização – Piazza Veitiquattro Maggio 1 .
Horário segunda das 8h.30 às 13h., de terça a sábado das 08h.30 às 13h.30 e das 16h. às 20h.
Preços – 12€ a 15€

Smart Kook  – $
Servem um bom café da manhã, almoço e happy hour. Cardápio com variedade de cafés, lanches salgados, saladas. Local agradável em uma esquina movimentada.
Localização Via Flavio Baracchini, 7, 20123 Milão.
Horário de segunda a sexta, das 07h. às 21h.; de sábado, das 08h. às 21h. e domingo, das 08h. às 17h..
Preços – 5€ a 12€

Pasta Fresca Giovanni – $
Especializado em massas, com ampla variedade no cardápio. Local simples e logo na entrada há um cartaz dizendo que não é um restaurante, bom atendimento, massas frescas que podem ser acompanhadas de água, vinho ou cerveja. Não tem sobremesa nem entrada. Recomendado: ravioli com espinafre e ricota, ao molho de tomate; pomodoro e basílica; gricia com tagliatelle.
Localização – Piazza Giovine, esquina com a Via Sebeto.
Horário – somente almoço de segunda a sábado, das 12h. às 14h.
Preços – 10€MILÃO-008

Rosso Pomodoro – $ – $$
Carro chefe a pizza napolitana, no cardápio opções de salada, carne, frango peixe. Franquia napolitana com filial em São Paulo.
Localização Largo la Foppa 1.
Horários –  segunda a domingo das 12h. às 15h. e das 19h.30 às 24h.
Preços – 15€

Pizzaria La Taverna – $$ – $$$
Excelente pizzaria tipicamente napolitana, boa massa com coberturas tradicionais e alternativas. O preço não é barato e a taxa é de serviço é de 30%. Abusivo.
Localização – Via Francesco Anzani, 3.
Horários – abre ás 18h.30.
Preços – 20€

machiatto,2-001Cafés.
Caffé Corretto: acrescenta um pouco de licor.
Caffè Macchiatto – expresso com um pouco de leite coberto com espuma.
Latte Macchiato – café normal com leite e espuma.

prosciutto-001Entradas.
Prosciutto – espécie de presunto cru.
Salada Caprese – salada de tomate com queijo e muçarela.
Carpaccio – carne crua cortada em lâminas finas temperadas com azeite e limão.

Alguns Pratos típicos
Frutti di mare – frutos do mar;
Calamari – lulas;
Vitello tonnato – carne com molho de gemas de ovo cozido, atum e creme de leite;
Bresaola – embutido de carne de res;
Cotoletta alla milanese – escalopinho;
Ossobuco alla milanese – refogado de terneiro, serviço com polenta ou risoto;
Risoto alla milanese – arroz temperado com açafrão;
Polenta – engrossado de farinha de milho;
Gnocchi – feito com batatas, regado com molho de tomate;

Doces
Babà – bolo recoberto com licor;
Amaretti – biscoitos de amêndoas;
Mascarpone – queijo rico em gordura e de sabor adocicado;
Panna cota – creme feito com leite e açúcar e coberto com geléia;
Zabaione – creme feito com gema de ovo, açúcar e vinho doce;
Tiramisú – mescla de ingredientes entre eles: bolacha, café e cacau.

Bebidas
Prosecco – vinho branco espumante;
Bellini – prosecco e pêssego batido;
Aperol Spritz – coquetel à base de prosecco;
Cervejas;
Negroni – coquetel com gin, campari e vermut;
Aperol Spritz – coquetel à base de prosecco;
Limoncello – licor de limão siciliano;
Amaretto – licor de amêndoas;
Sambuca – licor de anis;

Com o roteiro acima você visita as principais atrações de Milão. Para quem tem mais dias disponíveis recomendo:

 Pinacoteca Brera
Obras de Caravaggio, Mantegna, Rafaello, Bellini, Hayez

Corso Garibaldi
Rua com lojas que vão desde a Pinacoteca de Brera até a Porta Nuova.

Praça Gae Aulenti
Nesse local está a Torre Pelli, com pináculos que lembram o Domo, local para sentar na praça e apreciar as pessoas que transitam.

Basílica de Sant’Ambrogio
Na pequena praça ao lado do Templo della Victoria, mausoléu em homenagem aos italianos mortos na 1ª. Gerra Mundial.

Via Romana
Para visitar uma autêntica via romana, tome o metrô no Duomo, descendo até a linha amarela, aonde as escavações foram bastante profundas dando acesso a esta via.

Quadrilátero da moda
De acordo com o nome são quatro ruas que concentram as maiores grifes do mundo, com preços astronômicos.

Via Torino
Local de compras lojas econômicas e monumentos históricos, fácil de ser encontrada tem início na Piazza del Duomo.

Via Montenapoleone
Outro reduto de grandes marcas.

Direitos autorais – Plágio é crime

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Caso queira utilizar conteúdo parcial ou completo do blog assim como foto, entre em contato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veneza – 3 dias

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações
VENEZA – Murano, Burano, Torcello e Lido

VENEZA

144 - VENEZA - Piazza di San Pietro - 26/05

Veneza (Venezia, em italiano) – cidade da região do Vêneto, nordeste da Itália. Conhecida como a Rainha do Adriático é a cidade dos canais e palácios góticos, renascentistas, barrocos, descorados e úmidos. Construída sobre mais de 100 ilhas em uma lagoa no Mar Adriático se tornou uma das maiores potências marítimas da Idade Média, além de um importante centro de intercâmbio comercial e cultural com o Oriente. A cidade não tem estradas, apenas canais.
População – 261.905 habitantes (2017).
Quando ir – o melhor período é o verão, quente durante o dia e fresco a noite. O inverno é frio com temperaturas média de 10ºC e até menos. Outono os dias vão estar nublados e na Primavera além de nublado chove muito.
Quanto tempo ficar – Veneza pode ser visitada de 3 a 4 dias.

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Como chegar

AVIÃO
Partindo do Brasil não há voo direto, é necessário fazer escala em algum local da Europa: Roma, Paris, Amsterdam, Lisboa. Estando em um país da Europa há companhias low cost: Vueling, Ryanair, Easyjet.
Aeroporto Marco Polo – está a 8km. de Veneza, para ir deste aeroporto até o centro de Veneza utilize ônibus da ATVO mais confortável por 8€ ou o ACTV mais simples por 2€, os barcos Alilaguna também são uma opção por 13€, mas só vale a pena se parar próximo ao seu hotel.
Aeroporto Treviso – está a 40km. de Veneza é bastante usado pelas companhias low cost. Para ir até Veneza os ônibus ATVO custam 5€ ou a linha 1 da Barsi Bus Service 7€, outra alternativa é tomar o ônibus n.6 que vai até a estação ferroviária e nela pegar um trem para Veneza.
TREM
Como chegar de trem a partir de Florença.
O tempo médio de viagem entre Florença e Veneza é de 2h. A rota mais rápida leva 1h51 minutos. O primeiro trem parte de Florença às 08:30, e o último às 21:30. Por dia, circulam em média 17 trens entre Florença e Veneza, saindo aproximadamente a cada 1h.16 minutos.
Estação de partida: Firenze Santa Maria Novelle (Piazza della Stazione).
Estação de chegada: Venezia Santa Lucia (Fondamenta Santa Lucia)
Há uma parada em Venezia Mestre (Piazzale Pietro Favretti).
Confirme horários, valores e compre antecipado – https://raileurope.com.br
Não se esqueça de validar seu bilhete ANTES de subir no trem.
Atenção ao descer do trem.  “Venezia Mestre” é uma estação antes da sua parada em “Venezia Santa Lucia”.
A Stazzione Venezia Santa Lucia é uma das mais movimentadas da Europa, circulam ali mais de 80 mil passageiros por dia, que chegam e saem dos 450 trens diários que vão desde os regionais até os internacionais de alta velocidade (Frecciargento e Italo).
Trem saindo de:
Verona – 1,10h a 2,5h.
Milão – 2,5 a 3,5h
Florença – 2,3 a 3,5h
Roma – trens noturnos fazem o trajeto em 7h.

Informações sobre a cidadeVENEZA-003

Horário comercial de segunda a sábado das 8h.30 às 12h.30 e de 15h.30 às 19h.30h.
Passes de desconto – na maioria das vezes só vale a pena se for ficar vários dias.
Chorus Passentrada sem fila para 16 igrejas da cidade. 12€.
Venice Card – acesso as atrações sem precisar entrar na fila, acesso ilimitado nos vaporettos. Preços a partir de 59€, com duração de 24 a 72 horas.
Rolling Venice Card cartão com descontos para atrações e transportes, válido apenas para jovens entre 14 e 29 anos.  6€.

Como se locomover

Caminhando – o trajeto da cidade é bastante irregular e confuso, ruas mal sinalizadas e canais que não acabam mais. Além disso, a numeração segue uma ordem sem lógica, o melhor é usar o bom senso ou ir perguntando, muitas vezes é melhor esquecer o mapa e seguir as placas amarelas das casas ou seguir o fluxo. Veneza é interessante para ser percorrida a pé.
Vaporetto – embarcação aquática que faz às vezes de ônibus. Peça um mapa com rotas no setor de turismo na estação de trens. Os vaporettos funcionam das 4h.30 às 0h.30, os bilhetes podem ser comprados pelo número de horas a ser utilizado: 60’(7€), 12h.(18 €), 24h.(20€) , 36h.(25€) , 48h.(30€),  72h.(35 €) e 7 dias(50€). Os bilhetes devem ser validados a cada embarque. Para quem viaja com bagagem é cobrada uma taxa extra por volume.
Ao sair da estação de trens a primeira visão é do Grand Canal, e à esquerda o cais flutuante para acesso ao vaporetto.
Táxi aquático – são caros, só compensa se você estiver em grupo.
Gôndola – modo chique, romântico, caro e famoso de se embrenhar pelos canais de Veneza, com opções de roteiros que podem ir de 80€ a 100€

O QUE VER EM VENEZA

RIALTODSC01025

A ponte mais conhecida de Veneza, foi construída entre 1588 e 1591 para substituir a duas outras de madeira que tinham ruído e incendiada em 1514. Sua estrutura é composta de duas rampas inclinadas unidas por um pórtico central. Rialto faz ligação dos distritos de San Marco e San Polo onde acontece todos os dias o Mercado Rialto. Transitável o tempo todo, fotos clássicas são tiradas ali.

157 - VENEZA - feiraMERCADO DE RIALTO

O mercado existe nesse local desde 1097, a maioria dos prédios são do século XVI, os antigos edifícios foram destruídos no incêndio de 1514. O nome Rialto origina-se da palavra “Rivoalturs” que significa local alto, livre de inundações. O local é recortado por ruelas que recebem nome dos grêmios que estavam ali instalados anos atrás. São bancas e mais bancas com peixes, frutas, vegetais, especiarias, lembranças e souvenires. No centro de tudo isso está a Igreja San Giacomo de Rialto.
Localização – Depois de atravessar a ponte Rialto, do lado San Polo no Campo da Pescaria.
Como chegar com vaporetto: Rialto, linhas 1, 2 e N.
Horário – todos os dias das 9h. às 12h.

Chiesa di San Giacomo di Rialtochiesa_di_san_giacomo_di_rialto_grande-001

Igreja de São Giacomo, fundada  possivelmente em 421, foi a primeira igreja de Veneza. Acredita-se que foi construída por um carpinteiro devoto a São Giacomo que se salvou de um incêndio de grandes proporções. A igreja já passou por várias reconstruções, mas sempre mantendo suas características arquitetônicas, na sua torre há um imenso relógio que funciona, mas nunca marca corretamente as horas. Como ela é muito pequena costuma ser chamada pelos locais de San Giacometto (diminutivo de Giacomo). Na igreja está um pequeno museu de instrumentos medievais de cordas. Nos jogos eletrônicos (videojogo), ela aparece na saga “Assassin’s Creed”.
Horário – de segunda a sábado das 9h. às 17h.

Piazza di San Marco 

237 - VENEZA - Piazza San Marco - 27/05

Construída no século IX  possui 180m. de comprimento por 70m. de largura. A praça é um enorme pátio que comporta a Basílica de San Marco e o Palazzo Ducalle, além do Museo Correr, Torre dell’Orologio e Campanille (no alto a visão é panorâmica), é a única Piazza de Veneza, já que as outras pelo seu menor porte são chamadas de Piazzales ou Campos. Por ser o local mais baixo da cidade, quando as águas sobem a praça fica inundada e são colocadas passarelas para os pedestres transitarem. No balcão superior da Torre do Relógio, em estilo renascentista estão dois mouros em bronze que anunciam as horas e imperdível é observar que durante a Epifania e Ascensão saem a cada hora um anjo que precede a passagem dos Reis Magos. Napoleão Bonaparte rotulou a praça como “O salão mais bonito da Europa”.
Na entrada do canal estão as Colunas de San Marco e San Teodoro construídas em 1172 era onde se faziam execuções públicas.
Proibido – comer, beber, deixar lixo e alimentar os pombos, aliás os pombos fazem parte da tradição da praça, mas muitas vezes podem ser um pouquinho inconvenientes.
A noite a praça fica animada e os cafés oferecem música ao vivo além de um preço alto. O Café Florian foi fundado em 1720 e oferece música ao vivo há mais de 100 anos, a consumação mais barata, mesmo para um simples cafezinho vai custar 10€.
Como chegar de vaporetto – San Zaccaria ou San Marco, linhas 1, 2, 41, 42, 51, 52, N e LN.

Basílica di San Marco

239 - VENEZA - Piazza San Marco - 27/05

Símbolo maior da influência do poder marítimo e comercial.  Seu exterior é um patrimônio arquitetônico com domos, arcos e mosaicos muitos deles adornados com ouro. Sua construção teve início em 828 para abrigar o corpo de San Marco trazido da Alexandria, sofreu várias interferências permanecendo a arquitetura básica do século XI, se tornou catedral em 1807. Ainda na fachada estão coleções de mosaicos, como “A Chegada do Corpo de San Marco”. Seu interior apresenta planta de cruz latina com cinco cúpulas, 500 colunas do século III e mais de 4.000m2 de mosaicos alguns ainda do século XIII (mosaico da cúpula da Ascensão), que representam cenas do Novo Testamento. Sob o altar principal, sustentado por 4 colunas de alabastro está a urna com o corpo de San Marco.
A visita é cansativa, o trajeto é pré-determinado e é preciso manter-se em fila. O melhor é chegar bem cedo, antes dos que ela seja invadida pelos turistas. O acesso é gratuito por tempo limitado, mas lá dentro tudo é cobrado.
VENEZA
Pala D’Oro – fica atrás do altar, um retábulo em ouro, pedras preciosas e esmalte, feito por ourives medievais.
Ingresso – 2€.
Tesoro della Basilica – peças em ouro e prata procedente do saque de Constantinopla.
Ingresso – 3€.
Museu de San Marco – aqui a atração são os cavalos de San Marco, são quatro cavalos feitos em bronze banhados em ouro que estavam no hipódromo de Constantinopla e foram arrebanhados durante a pilhagem na quarta cruzada, podem ser vistas também as obras do museu e os mosaicos da catedral.
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Ingresso – 5€.
Como chegar com vaporetto – San Zaccaria ou San Marco, linhas 1, 2, 41, 42, 51, 52, N e LN.
Horário – todos os dias das 9h.45 às 17h. e domingos das 14h. às 16h.
Informações – não permitido mochilas, bermudas e roupa decotada.
Uma réplica dos cavalos está na Logia dei Cavalli (balcão aberto à Piazza di San Marco).

Palazzo Ducale ou Dodge’s Palace 

palacio ducale-001O palácio apresenta uma arquitetura que abrange estilos bizantinos, góticos e renascentistas. Começou no século IX como um castelo fortificado, depois que sofreu um incêndio foi usado como fortaleza e prisão.
O corpo principal do palácio é todo em mármore, serviu como residência aos duques de Veneza, aqui durante aproximadamente 1.000 anos passaram 120 doges que determinavam o destino de Veneza.
A visita começa pela Scala d’Oro, uma escada dourada que conduz ao segundo andar e dá acesso aos aposentos dos Doge, Sala del Maggior Consiglio, Sala de Torturas, Sala delle Quattro Porte, Sala dello Scudo e outras.
Apartamentos ducais – Aqui ficam os vários apartamentos dos doges. A maioria das salas é ricamente decorada com obras de Tintoretto, Tiziano e Veronese. Aqui pode-se observar quanta opulência viviam os doges.
Sala do Maggior Consiglio – onde mais de 1.000 pessoas votavam o destino da Sereníssima República de Veneza. Os Doges de Veneza eram eleitos até ao fim da vida pela aristocracia da cidade-estado e eram normalmente escolhidos entre os mais velhos nobres da cidade. Nesta sala está a obra de Tintoretto “O Paraíso”, medindo 22,6 x 9,1 m.paradiso-tintoretto-001
Sala de armas – vários tipos de armas clássicas, além de armaduras.
Calabouço – o final da visita é nos calabouços e poços úmidos (pozzi). Daqui fugiu pelo telhado o seu mais famoso prisioneiro, Casanova, em 1756.
Ponte dos suspiros – estilo barroco do século XVIII, dá acesso aos calabouços do palácio, a ponte tinha o teto e laterais fechadas e providas de janelas com treliça de onde os condenados à morte percorria e viam pela última vez a Laguna Veneta e a luz do sol que penetrava pela janela.
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Bocca di Leone – Externamente também pode ser vista a Bocca di Leone, uma imagem com cara de leão, onde pelo orifício da boca se introduziam denúncias contra moradores na época da inquisição. Na ópera La Gioconda de Ponchielli, o primeiro ato chama-se A Boca do Leão porque um dos personagens, Barnabé, coloca os nomes do casal Enzo e Laura, acusando-os.
Localização – em uma praça menor chamada Piazzetta San Marco, que se confunde com a própria Piazza San Marco.
Horário – todos os dias das 8h.30 às 17h.30.
Ingresso – 28 €. Inclui os Museus da Piazza San Marco: o Palácio Ducal, Museu Correr, Museu Arqueológico Nacional e a Biblioteca Nacional Marciana. O valor da visita guiada é de 50€.
Fotos – só até a escada de ouro, nos demais local é proibido.

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Galeria da Academia, criada no ano de 1817 para reunir as obras de arte que estavam distribuídas em toda Veneza, mais quadros foram adquiridos posteriormente e conta agora com mais de 800 obras que estão reunidas em distintos edifícios. Para apreciadores do Renascimento estão ali obras de Giovanni Belinni (Altarpiece, Anunciação), Mártir Crucificado (tríplice), Hieronymus Bosch, Giuseppe Borsato (Comemoração de Antonio Canova), além de Ticiano, Tintoretto e Canaleto, destaque para a Crucificação e Apoteose, de Carpaccio.
Localização – Campo della Carità, Dorsoduro.
Horário – segunda das 8h.15 às 14h. Terça a domingo, das 8h.15 às 19h.15.
Como chegar com vaporetto – Accademia, linhas 1, 2 e N.
Ingresso – 12€

Ca d’Oro – Casa DouradaCa_d_Oro_Venezia_facciata_Canal_Grande-001

Recebeu esse nome porque originalmente sua fachada estilo gótico veneziano estava recoberta com detalhes em ouro que se perdeu com o tempo. A estrutura alberga locais com obras de arte, como a Galleria Giorgio Franchetti que mantém uma coleção do barão com bronzes, tapetes e pinturas dos séculos XV e XVI. Subindo até seus andares mais altos há uma belíssima vista do Grande Canal.
Localização – Cannaregio, 3932.
Horário – segunda das 9h. às 14h. Terça a domingo das 9h. às 19h.
Como chegar de vaporetto – Ca’ d’Oro, linhas 1 e N.
Ingresso – 10€

Scuola_Grande_di_San_Rocco_(Venice)-001Scuola Grande di San Rocco

O edifício teve início no século XVI por uma irmandade devota a San Rocco que se uniram para construir o monumental edifício e contrataram Jacobo Tintoretto para aplicar nas paredes e tetos episódios do Antigo e Novo Testamento, em um trabalho que levou 24 anos (1564-1588), para ficar pronto.
O local não sofreu quase nenhuma alteração desde sua construção, são dois andares com apenas três salas com mais de 60 pinturas para serem visitadas, mas vale muito a visita.
Localização – Campo San Rocco.
Horário – Todos os dias, das 9h.30 às 17h.30.
Como chegar de vaporetto – S.Tomà, linhas 1, 2 e N.
Ingresso – 10€.
Na mesma praça está a Igreja de San Rocco com entrada gratuita.
Para quem gosta de arte outras galerias e museus podem ser interessantes: Museu Correr, Palácio Ca’Rezzonico com o Museu do Settecento Veneziano, Ca Pezaro.

158 - VENEZA - gondolaGôndola 

As gôndolas começaram a ser utilizadas no século XVI como meio de transporte e nos canais de Veneza elas chegaram a 10 mil, com o decorrer do tempo elas foram sendo padronizadas com 11m. de comprimento, pintadas de preto e com um modelo externo único, internamente cada gondoleiro faz sua própria “decoração”, as licenciadas e padronizadas beiram a 400 gôndolas algumas com capacidade para até 6 pessoas, mas a procura de barcos com dois lugares para um trajeto mais romântico é bem procurada.
Antes de entrar na gôndola confirme o trajeto e o valor a ser pago. O Grand Canal é uma referência para fotos, mas os canais pequenos são mais charmosos.
Preço – a tabela é de 80€ para navegação diurna e 100€ para a noite, ambos por 30 minutos, independente do número de pessoas, os preços estão em plaquinhas perto das gôndolas. Faça questão de confirmar inclusive o tempo, é normal eles encurtarem o passeio.
Procure fazer o passeio durante a semana, nos finais de semana os gondoleiros tem pressa em pegar novos passageiros e ficam impacientes para o cliente descer logo, na Praça de San Marco geralmente tem muito turista, prefira um outro ponto.
Se você estiver com amigo(s) ou mesmo sozinho, negocie e faça o passeio, afinal é um ícone de Veneza. Se não se importar em ir com desconhecidos acesse o aplicativo Go Gondola ou Get Your Guide e poderá se inserir em algum grupo, neste último aplicativo há avaliação de gondoleiros e gôndolas e você pode escolher. Necessariamente o gondoleiro vai estar de calça preta, camisa branca listrada de preto ou vermelho, o chapéu está um pouco em desuso, inclusive as roupas podem ser adquiridas na Associação de Gondoleiros de Veneza, perto da Ponte Rialto.
Um fato muito comentado para quem nunca foi é dizer que “ouviu falar” do mau cheiro dos canais, isso não é verdade, eventualmente, raramente mesmo, pode haver um leve odor quando a maré abaixa.

ILHAS

Para visitas as ilhas existem tours guiados, mas geralmente reservam apenas meia hora para cada ilha (Murano, Burano, Torcello e Lido). O melhor é ir com uma das linhas regulares dos Vaporettos, que partem da Piazza San Marco e Fondamente Nove e passar o dia fazendo algumas das ilhas. Interessante programar o almoço para uma das ilhas do roteiro, em todas elas há bons restaurantes. Uso de banheiro nessas ilhas 1€.

Murano

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Na época dos antigos romanos Veneza era o centro artesanal de peças de vidro feitas em gigantescos fornos, com isso eram comuns os incêndios na cidade e em 1291 as fábricas foram transferidas para Murano.
Quem vai a Murano tem a impressão de ser uma única ilha, mas na verdade é um arquipélago de 7 ilhas unido por pontes e ladeado por casinhas coloridas plantadas nas estreitas ruelas onde se fixaram as fábricas de vidros, o Museu do Vidro (Palácio Giustianian), a Basílica de Santa Maria e Donato, a Igreja de São Pedro Mártir e o Palácio da Mula. Murano possui apenas 5.500 habitantes.
É possível e aconselhável visitar uma das fábricas para ver ao vivo como é feito todo o procedimento artesanal da confecção das peças, as fábricas começam a produzir pela manhã e vão até 11h., durante a tarde as peças são colocadas à venda, mas algumas fábricas mantém alguns artesãos trabalhando para demonstração aos turistas. Nas vidrarias é possível ver a transformação de uma bola incandescente de vidro em uma obra de arte, a visita não é cobrada, geralmente a gorjeta é de 5 €.
Os ateliês se concentram na Fondamenta dei Vetrai ou na rua Viale Garibaldi. O Museo Vetrario é dedicado a história da arte em vidro. O fato de comprar um cristal em Murano não significa que o preço será mais barato do que em Veneza.
Como chegar – indo somente Murano Colonna 10€ (ida e volta), embarcando na Piazza San Marco (linha 41 ou 7) ou Fondamente Nove. Não esqueça de validar o ticket antes de entrar na barca. O trajeto é rápido, cerca de 15 minutos.
Basílica de Santa Maria e Donato
Com arquitetura românica, é conhecida por seu pavimento em mosaico bizantino do século XII e diz-se que contém as relíquias de São Donato de Arezzo, além de grandes ossos atrás do altar, que afirmam ser ossos de um dragão morto pelo santo.
Localização – Calle S. Donato, 11
Museo del Vetro – Museu do Vidro
Em atividade desde 1861, o museu tem anexo uma escola de designers de vidro. O museu conta com uma mostra de 700 anos de história do vidro em Murano, desde o Império Romano. O Centrepiece é uma grande mesa de centro onde estão delicadíssimas peças de vidro utilizadas na decoração dos palácios no século XVIII.
Localização – Fondamenta Giustinian, 8, próximo a parada do vaporetto.
Horário – 1º de novembro a 31 de março, das 10h30 às 16h.30. De 1º de abril a 31 de outubro das 10h.30 às 18h.
Ingresso – 12€

Burano

155 - BURANO - 27/05

Local mais calmo para um passeio a pé, esta ilha é conhecida pela fabricação de rendas e por suas casas coloridas, os proprietários são obrigados a pintar suas fachadas periodicamente. Há uma lenda de que as casas eram pintadas de cores fortes para que os marinheiros ao retornarem encontrassem suas casas em meio a neblina. Está apenas 7km. ao norte de Veneza. A visita pode ser feita em 1 ou 2hs., se não incluir almoço.
Como chegar – Vaporetto sai do porto Fondamente Nove ou San Zaccarua pela linha LN ou Santa Lucia pela linha 3, a viagem dura aproximadamente 45 minutos. Para quem  está em Burano é só esperar o vaporetto e seguir viagem para Torcello em apenas 5 minutos.
O que ver
Piazza Galuppi
A única praça da cidade.
Campanário
A torre está ligeiramente inclinada
Igreja de San Martino Vescovo.
A gastronomia de Burano é boa e tem nos doces sua excelência, programe-se para almoçar por lá.
Restaurante Café Vecio – €€-€€€
Mesinhas na calçada, bom atendimento. Menu Veneziano: salada mista, macarrão ao suco e uma porção de peixe frito e alguns camarões miúdos 20€, bebidas a parte, cobram 3 € pelo “coperto” que é a utilização dos talheres mesa.
O doce mais indicado é o “bussolà”, biscoito de farinha, manteiga e gema de ovo.

Torcello

torcello1Tinha 20.000 habitantes há 1500 anos atrás, quando a população que vivia em terra firme se refugiou na ilha para fugir dos hunos e lombargos, mas foi dizimada por um surto de malária. Ainda tem 2 igrejas do século XI. A Basilica de Santa Maria dell’Assunta tem um famoso mosaico da Virgem, apenas uma praça onde está o Trono de Átila que diz a lenda pertenceu ao rei dos hunos, Ponte do Diabo que não tem corrimão e nem parapeito e a Igreja de Santa Fosca.
Basílica de Santa Maria dell’Assunta
Arquitetura veneziano-bizantina, fundada em 639, mantém mosaicos bizantinos dos séculos XII e XIII e um pórtico do século IX, um dos edifícios religiosos mais antigos do Veneto, e contém os primeiros mosaicos na área de Veneza. 
Campanário
Está inclinado, mas o acesso é permitido, ótimas fotos.
Igreja de Santa Fosca
Pórtico pentagonal, está ao lado da basílica.
Como chegar
Vaporetto saindo de Fondamenta Nuove ou San Zaccaria utilize a linha LN. O tempo do trajeto é de, aproximadamente, 50 minutos saindo de Veneza. Se você estiver em Burano, você demora só 5 para chegar até Torcello.

Lido156 - LIDO - 27/05

Praia com 12km, principal destino de verão da Itália, vale a pena, nem que seja apenas para dar um passeio pisando sobre as conchas, para brasileiros a praia não vai ser atraente. Local mais estruturados com casas, hotéis, ruas, carros e ônibus transitando. No início do século XX era um local elitizado frequentado por pessoas importantes, escritores e atores, que frequentavam praia e cassino, atualmente está mais popular principalmente de julho a setembro.
Em Lido acontece anualmente o Festival de Cinema de Veneza e aqui foi filmado Morte em Veneza, de Lucino Visconti.
Como chegar – vaporetto linhas 1, 2, 51, 52, 62, N e LN. Saindo de Veneza 10 minutos.

HOSPEDAGEM EM VENEZA

Chegar em Veneza sem hospedagem reservada é um problema, principalmente se for em um final de semana com regatas (nosso caso). Saindo da Stazzione Sta. Lucia, há várias opções.
Na Calle Misericórdia 375/A o Hotel Atlantide (filial do Hotel Zecchini) cobrou um quarto para 4 pessoas 200 €. Quarto nos fundos, junto a lavanderia, cama de campanha, úmido, chuveiro com pouca caída de água. Tivemos que ficar sábado e domingo. Na segunda-feira, mais tranquilo, passamos para o Hotel Villa Rosa* na Calle Misericórdia, 389, cobrou o quarto para 4 pessoas 120 € , ótimo atendimento, quarto e banheiro bons, limpo, arejado. http://www.villarosahotel.com.
Algumas pessoas preferem ficar no continente (hospedagem mais barata) e ir todos os dias para a parte histórica, não creio que esta seja a melhor opção.

GASTRONOMIA em Veneza

O cardápio em Veneza inclui na maioria das vezes, peixes e frutos do mar. Também são apreciados grãos, verduras e legumes, principalmente aspargos, abóboras e ervas, vegetais típicos da região do Vêneto.
Na Piazza San Marco, dois simples capuccinos e água podem sair por 30€, durante o almoço os restaurantes mantem músicos em grande estilo. Nas trattories (tratorias), a comida é boa, básica e razoavelmente barata, com massas, sopas e risotos.
Para sentar em um restaurante o investimento vai além do cardápio, tem o valor do “coperto” taxa por se sentar à mesa e usar a louça e talher e  a taxa de imposto (servizio), que varia entre 10% e 15%.
Brek Ristorante – ao lado da Stazzione Sta. Lucia, na Cannaregio está o, self service com comidas típicas, não é dos melhores, mas praticam bons preços.
Restaurante da Pinto – Rialto, apesar de modesto tem um ótimo “bacalá mantecato”, tradicional desde 1.890.
Pizzería L´Angelo – Calle Della Mandola, nº 3711. Pizzas a partir de 5 €.
Ristorante Pizzeria Al Sportivi – Campo de SantaMargarita, Dorsoduro 3052. Cardápio menu turístico 15 €.
Harry’s Bar – Calle Vallaresso, 1323 na praça de San Marco, preço caro, mas vale a pena conhecer este local aonde foram inventados o drinque  Bellini (vinho espumante com sumo de pêssego) e o carpaccio, ainda hoje servido com o molho original: maionese, caldo de carne e mostarda. A história do carpaccio: Giuseppe Cipriani (fundador do restaurante), serviu carpaccio pela primeira vez a uma condessa que, por problemas de saúde, não podia comer grelhados, frituras ou cozidos. Cortou um pedaço de carne em fatias bem finas e acrescentou o molho que utilizava para o preparo da carne normal. A condessa gostou tanto da refeição que perguntou seu nome para que pudesse pedi-la todos os dias. Cipriani batizou o prato ao lembrar uma exposição de Vittore Carpaccio, pintor do século 15 que usava muito vermelho em suas obras.
Sorveteria Paolin – no Campo de Santo Stefano, 29 62. Seu melhor sorvete é o de Nutella.

O QUE COMER?

Baccalà Mantecato – antipasto
É um creme de bacalhau para comer com a polenta ou com pedacinhos de pão, o crostino. O creme leva azeite e temperos como alho, sal e pimenta.
Sarde in Saor – antipasto
Um escabeche de sardinhas colocadas em camadas alternadas com cebolas e banhadas com vinagre, pode estar acompanhado de pinoli e uva passa.
Sopa de Pão
Preparada com pão vêneto grelhado, “brodo” (caldo de vegetais), queijo e erva-doce.
Risi e Bisi
Preparado com arroz, ervilhas, “pancceta” (bacon fresco), manteiga e caldo de vegetais, significa exatamente arroz e ervilha, no dialeto veneziano.
Risoto Nero
Lula, cebola, alho, azeite e vinho branco temperam o arroz, que adquire coloração preta pelo uso da tinta da lula.
Bacalá Mantecato
Purê de bacalhau preparado com o “stoccasisso” (bacalhau seco) hidratado, cortado em tiras e batido com alho e azeite de oliva, normalmente acompanhado por polenta grelhada.
Fegatto a la Veneziana
Prato à base de fígado de vitela feito com cebolas especiais vindas da cidade de Chioggia, azeite, manteiga, salsinha, crouton de pão frito na manteiga e uva passa, servido com polenta
Nero di seppia com spaghetti ou polenta.
Um prato diferente não muito comum para nós brasileiros, é um espaguete feito com tinta de lula e servido com polenta.
Baoacoli Veneziani
Biscoitos feitos com manteiga, farinha, açúcar, fermento e clara de ovos

DICAS

Pombos – O artigo 38 da lei 142/90 proíbe a alimentação de pombos exceto na Piazza San Marco e adjacências. Existem 100.000 pombos e 60.000 habitantes, fora desses locais eles alimentam os pombos com produtos anti-concepcionais.
Máscaras – verifique a procedência das máscaras, a típicas máscaras venezianas são feitas em papel machê, mas …… já existe falsificação coreana.
Artesanato em vidro e madeira  – o comércio entre a ponte de Rialto e a Piazza San Marco é muito mais caro que do outro lado da ponte, o lado do mercado. Nem sempre as fábricas de vidro de Murano oferecem peças mais baratas.
Mercado de Trastevere – bons preços, mas funciona somente aos domingos.
Lojas sofisticadas – A Via Condotti (início no Spanish Steps) e suas paralelas.
Lojas mais baratas – Via Fratina e Via del Corso.
Antiguidades – Via dei Coronari e ruas ao redor da Piazza Navona.
Banheiros –  cobram em média 0,70 euros.VENEZA-002

VENEZA

Há referência de que quando Átila invadiu a Itália no ano de 453 já havia gente morando na laguna. O povoamento da região data do século VII com a invasão da Itália pelos longobardos, Veneza e ilhas vizinhas serviram de refúgio aos vênetos, começando a ter uma conotação mercantil devido a sua localização. No século VI foi incorporada ao Império Bizâncio, tornando-se independente e por volta do ano de 697 teve seu primeiro governante, chamado de dodge, eleito por votos da aristocracia e do povo. No ano de 828 chegam os restos mortais de São Marco, trazidos de Alexandria no Egito, a partir de então passa a ser uma referência.
Neste período foi assinado o Pacto de Lotario que davam aos venezianos liberdade de comércio e enriquecimento. Com isso financiavam expedições, faziam transportes em seus navios e ampliavam seu comércio em terra e água.
Entre 1140 e 1160, a cidade se tornou uma república. O dodge Pietro Gradenigo, começou a se preocupar com a aquisição rápida de riquezas e decidiu em 1297 limitar a presença de populares no governo, decretou através do Conselho dos Dez, que apenas famílias aristocráticas poderiam fazer parte do governo. Em 1797, foi tomada por Napoleão Bonaparte. Quase um século mais tarde, em 1866, a cidade foi anexada ao reino da Itália, que havia nascido cinco anos antes. Por mais de mil anos, a cidade foi uma das maiores potências mercantis do mundo, influenciando a história de vários países. Hoje, Veneza continua uma potência, mas agora turística. Veneza foi construída sobre 117 pequenas ilhas e tem 150 canais e 400 pontes. O centro histórico, que tem na Piazza San Marco seu coração, é dividido em seis bairros ou sestieri: San Marco, Dorsoduro, San Polo, Santa Croce, Cannaregio e Castello. O Palazzo Ducal, reconstruído nos séculos 14 e 15 para ser residência dos doges (governantes da cidade) e sede do governo e palácio da Justiça da ‘Serenissima Repubblica di Venezia’, que complementa o conjunto arquitetônico veneziano.
Em uma área de 8km2, você pode ir do bairro de Cannareggio ao norte até Dorsoduro em 40 minutos. A “avenida” principal é o Grand Canal que corta cada um dos bairros à medida que serpenteia a cidade, da Piazza de San Marco até a estação central de trens.  A Laguna Veneta, que banha a cidade tem diversas ilhas que se estendem até mais distante, Lido (a 10 quilômetros do centro), Murano e Burano. Há outras ilhotas como Pellestrina e Torcello. Um passeio por Veneza deve começar obrigatoriamente pela Piazza de San Marco, circundar o grande canal pela direita até atingir a estação de trens, lá atravessar o Grand Canal (existem apenas três pontes que cruzam o canal) e percorrer as vielas e pequenas pontes que cruzam as “ruas” com suas gôndolas voltando para a praça de San Marco. Consiga um mapa num hotel ou loja para tentara facilitar seu passeio. Você certamente vai se perder, mas inexplicavelmente encontrará o caminho certo para chegar onde deseja. A cidade é uma malha de pequenas e apertadas ruas, mapa pouco adianta, sempre haverá uma placa com duas indicações: “Stazzione” e “Piazza San Marco”, esta é a forma de se localizar em Veneza, aliás não se perder em Veneza não tem a menor graça !!!

Pisa

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alteraçõesOLYMPUS DIGITAL CAMERASem dúvida que a visita tem como finalidade a sua principal atração: “Torre di Pisa”. Para ir até Pisa o melhor é fazer um “bate-volta” para quem já está em Florença.
Distância de Florença – 100km.
População – 90.120 habitantes (2018)
Se for sair do Brasil e quiser fazer em Pisa sua primeira parada, tome um voo saindo do Brasil para alguma capital europeia e de lá outro voo para Pisa, Aeroporto Galileo Galilei que está a cerca de 5km. do centro histórico. Se já estiver na Europa o aeroporto recebe voos da Ryan Air e Easyjet que praticam preços mais baratos.
BenQ Digital CameraChegando de trem – diversas cidades italianas possuem trens que chegam a Estação Pisa Centrale, cerca de 3km. do centro histórico, mas se vier de trem partindo de outros países haverá baldeação em Roma ou Milão.
Informações sobre trem – http://www.raileurope.com.br  e https:/www.tremitalia.com.br
Regionale: Florença Estação Firenze Sta. Maria Novella x Pisa San Rossore = 1h.17’ (direto).
Regionale Veloce: Florença Estação Firenze Sta. Maria Novella x Pisa S. Rossore = 1h. com baldeação em Pisa Centrale.
Valor do bilhete – 8,60€ por trecho e sem marcação de lugar. Comprando on line você evita fila e não necessita validar o bilhete no totem da estação e pode ser usado para qualquer composição a partir de 4h. de do horário comprado.
Em Pisa são 2 estações de trem, a Pisa San Rossore fica a 15’ da Torre e a Pisa Centrale que fica a 25’ da Torre cruzando o rio Arno e passando pelo centro, este caminho é indicado para quem tiver tempo e já quiser conhecer o centro e tomar um café.
Nosso roteiro: saímos de trem da Estazione Centrale S. Maria Novelle em  Florença às 10h.37 e chegamos a Pisa às 12h. Com saída a cada 30 minutos o valor por trecho é de 8,60€ (confirmar).
Fomos de ônibus urbano até  o complexo onde está a Torre di Pisa.
Ônibus urbano – partem da estação de trem, eles fazem paradas no Rio Arno e Piazza dei Miracoli, os bilhetes podem ser adquiridos nas tabacarias ou no próprio ônibus. O preço do bilhete é de 1,20€ (confirmar).
Táxi urbano – estão estacionados em frente a estação de trem, o percurso vai custar em média 10€.
Chegando de carro – as estradas são boas e bem sinalizada, mas o carro vai ficar fora do centro histórico, nele só entram veículos autorizados. A maioria dos estacionamentos são pagos com máquinas de ticket, na Piazza Santa Caterina o estacionamento é gratuito.
Se quiser fazer um bate-volta até Lucca vá até o final do post.

O QUE VER EM PISA

Torre di Pisa

139 - PISA - 24/05A construção começou em 1173 pelo arquiteto Bonano Pisano e sua altura é de 56,7m., desde o início, já apresentava problemas e sua inclinação chega a 4m., a finalidade era abrigar o sino da igreja. O terreno de argila e areia não sustentou a estrutura e no terceiro andar já se observou leve inclinação, houve uma tentativa de compensar a inclinação alterando a estrutura nos cinco andares superiores, mas a torre acabou cedendo ainda mais até ser concluída em 1450. Em 1990 a inclinação chegou a 4,5m. e a visitação foi fechada, em 1997 nova tentativa que custou 25 milhões de dólares para uma redução de 40cm. na inclinação.
Não basta ver a torre, o interessante é subir em espiral, os ingressos devem ser adquiridos com antecedência, com hora marcada e se você atrasar não será permitido o acesso porque são apenas 30 pessoas por vez, a subida e descida tem tempo estipulado de 30 minutos. Prepare o fôlego e se tiver labirintite vai sentir tontura. Chegue com meia hora de antecedência para guardar a mochila no guarda volume. Procure comprar com antecedência de no mínimo 20 dias no site.
Bilhetes – podem ser feito reserva através do site oficial: http:/www.opapisa.it – 18€.
Bilhete combinado – Torre, Batistério, Museo delle Sinopie, Museo dell’Opera e Camposanto: 26€.
Bilhete combinado – Batistério, Museo delle Sinopie, Museo dell’Opera e Camposanto: 8€.

Battistero di San Giovanni

battistero-di-pisaConstrução românica gótica começou a ser construído em 1152/1390,  servia como local de batismo. É considerado o edifício mais antigo da Piazza del Duomo. Todo revestido em mármore branco o espaço é bastante grande, está composto por 2 andares, o segundo fica bem próximo à cúpula. O batistério é maior que o batistério de Florença e é famoso pela sua acústica, a cada meia hora são entoados trechos de músicas religiosas, vale esperar para sentir o clima de tranquilidade e a acústica.
Bilhete individual
– 4€ que é suficiente vê-lo de fora e admirar seus portais.
Bilhete conjunto – 18€ (inclui catedral, cúpula, batistério, cripta, campanário e o Museu da Ópera do Duomo). Crianças entre 6 e 11 anos: 3€. Menores de 6 anos: entrada gratuita.

Camposanto15032757078_4ba66f3031_h

Também levou muito tempo para ficar pronto, foram 187 anos (1277/1464), muito bem cuidado ali os jazigos são tanto de antigas personalidades como de pessoas que faleceram mais recentemente. O Camposanto foi criado para acolher as sepulturas que ficavam na Piazza dei Miracoli ao redor da catedral. Segundo a tradição a parte central (a parte não coberta) do Camposanto conserva como um grande relicário a “terra santa” que foi trazida da Palestina durante a cruzada de 1203.
Em uma de suas capelas está o afresco (mal conservado), Trionfo della Morte, que inspirou Liszt a compor a Dança da Morte. Grande parte das pinturas murais do Camposanto foram perdidas na ocasião de um grande incêndio ocorrido em 1944 quando uma bala da artilharia americana atingiu seu teto incendiando-o e causando o derramamento de chumbo derretido nos afrescos que cobriam suas paredes.
Horário – todos os dias. Novembro a fevereiro, das 10h. às 12h.45 e das 14h. às 17h. Março a outubro, das 10h às 18h. Aril a setembro, das 10h. às 19h.

Museo dell’Opera del Duomo

1280px-Museo-opera-Pisa-new-entranceEstá localizado atrás da Torre di Pisa e as obras estão dispostas em linha cronológica de acordo com a época. Inaugurado em 1986, aqui estão guardadas peças originais que ficavam expostas do Domo e no Batistério, dentre elas relíquias desde o século XVII ao XVIII, e quadros desde o século XV ao XVII, com obras de Tino di Canaubi e Giovanni Pisano.
Galileu Galileu estudava em Pisa, sua primeira contribuição à ciência se deu no Duomo de Pisa. O sacristão acabara de acender uma lâmpada pendurada numa longa corda e a empurrara. O movimento pendular foi medido com as batidas do coração de Galileu. Ele percebeu que o tempo de cada oscilação era sempre igual e formulou a lei do “isocronismo” do pêndulo. Assim, encontrou o primeiro uso prático para aquela regularidade e desenhou um modelo de relógio.
Horário – todos os dias. Novembro a fevereiro, das 10h. às 12h.45 e das 14h. às 17h. Março a outubro, das 10h às 18h. Abril a setembro, das 10h. às 19h.

Museo delle Sinopie – Museu Sinopia

418_z_FI34_Museo_Sinopie_01O antigo hospital foi fundado em 1257 e assim permaneceu até 1969, quando foi transformado em museu. Guarda rascunhos de afrescos que estavam no Camposanto e que foram afetados após o incêndio de 27 de julho de 1944, para recuperação foi utilizada uma técnica com o destacamento das pinturas, essa operação de rasgar as paredes mostrou as “sinopias”, desenhos preparatórios com ocre vermelho abaixo dos afrescos que foram transportados para o novo museu. É a maior coleção de desenhos medievais do mundo com técnica em fundição, ali se revezaram diferentes artistas, nota-se isso na observação dos desenhos, mas existe uma frequência do estilo na crucificação atribuída a Francesco Traini (1335) e no ciclo Triunfo da morte, julgamento final e Thebaid, trabalho provavelmente por Buonamico Buffalmacco. O museu também contém as sinopias dos ciclos posteriores, finais do século XIV e XV, incluindo as Histórias de Jó de Taddeo Gaddi, as Histórias de S. Ranieri de Andrea Bonaiuti e as Histórias do Antigo Testamento de Benozzo Gozzoli.
Horário – todos os dias. Novembro a fevereiro, das 10h. às 12h.45 e das 14h. às 17h. Março a outubro, das 10h. às 18h. Aril a setembro, das 10h. às 19h.

Piazza dei Miracoli

No seu entorno estão a Torre di Pisa, Batistério, Camposanto, Museo dell’Opera e Museo dele Sinopie.
Na entrada do complexo estão várias barracas vendendo souvenires e lanches, principalmente pedaços de pizza, a maioria dos turistas opta por comprar um lanche, sentar no gramado e observar a Torre enquanto come,  ver os turistas fazendo fotos e depois, mesmo sendo um “mico” você vai ficar tentado(a) a fazer sua própria foto.
A muralha ao entorno da praça foi erguida para proteger a cidade.

Cattedrale di Santa Maria Assunta.

137 PISA - 24/05

Foi fundada em 1064, mas só consagrada 54 anos de pois e foi considerada terminada quando no século XIII foi colocada a porta de bronze de Bonnano Pisano. PISA-001A arquitetura mescla influências românicas, árabes e asiáticas, o telhado é todo banhado a outro e internamente o revestimento é em mármore preto e branco, seus vitrais refletem uma luz colorida dentro da catedral em dias de sol. Dentro estão distribuídas várias capelas, não deixe de ver a Cappella del Santissimo Sacramento e a Cappella di San Rinieri.
Reza a lenda que os buracos negros instalados nos blocos de mármore do lado esquerdo da fachada são marcas que o diabo deixou quando tentou escalar a parede para impedir a construção da igreja.
Bilhete – gratuito.

COMPRAS

A maioria das lojas estão no centro histórico e perto da estação Pisa Centrale. O comércio funciona das 9h. às 19h. e fecha das 12h. às 15h.
Corso Italia
Principal rua de comércio, com 1km. de extensão vai da Estação Pisa Centrale até o Rio Arno. São lojas de roupas, maquiagem, sapatos, bolsas e malas de marcas conhecidas: Benetton, Zara, L’Occitane, Swarovski, Sephora.
Borgo Stretto
No centro histórico, mas perto do Rio Arno é a rua de grife mais cara da cidade com lojas como Valenti, Dei Massimo,  Timberlang e Sergio Capone que vende relógios Rolex.
Borgo Largo
É uma continuação da rua Borgo Stretto com filial da Giorgio Armani, Portofino, Valenti e Ottica Mori. Rua mais tranquila com barezinhos que colocam mesas na rua para tomar uma granita (gelo moído com xarope provido de algum sabor).

BATE-VOLTA a LUCCA

Como a visita a Pisa não é das mais longas, vale a pena ir de trem até Lucca e de lá retornar a Florença.
Estação Pisa San Rossore x Lucca = 20 a 25 minutos = 3,60€ (confirmar).
O centro histórico de Lucca fica a 5 minutos de caminhada da estação de trens.
O que fazer em Lucca – caminhe pelas muralhas, centro histórico, Praça do Anfiteatro (restaurantes e cafés), Praça de Napoleão, Palácio Mansi, Catedral dedicada a São Martinho.
Para voltar a Florença o trem leva aproximadamente 1h.40 até a Estação Santa Maria Novelle em Florença. O bilhete deve custar 7,80€ (confirmar). Não tem lugar marcado e inclusive os passageiros na falta de poltronas pode ir em pé.

Festividade

A principal festividade na cidade de Pisa é a Luminara, em homenagem a San Ranieri, padroeiro da cidade. Em 16 de junho de todos os anos, as luzes ao longo da beira do Rio Arno são apagadas e substituídas por mais de 70 mil velas. As velas são refletidas na água do rio, a cidade ganha contornos maravilhosos. No dia seguinte, uma regata fecha as celebrações a San Ranieri.

Florença

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações
Como chegar partindo de Roma
– Florença está bem servida de acessos seja por avião, ônibus ou trem. Optamos pelo trem e saímos de Roma às 7h.30 e chegamos as 9h. na Stazzione Centrale Sta. Ma. Novella, os ônibus também chegam e saem desse mesmo local.
Quando irjulho a agosto é verão e a cidade vai estar bem movimentada com temperaturas entre 20ºC a 35º C. No inverno a temperatura oscila entre 0ºC e 6º C.
Listei aqui as atrações por ordem de importância, porque talvez em 2 dias e fazendo um bate-volta de meio dia até Pisa não seja possível acessar todas as atrações, foi o que fizemos.
Leia um pouco sobre a história de Florença no final do post.

O QUE FAZER EM FLORENÇA


Galeria Dell’Academiapalazzo-vecchio-copy-001

Nesta galeria está o DAVID de Michelangelo, obra prima do Renascimento, símbolo da Liberdade, esteve na frente do Palazzo Vecchio até 1873. David tem 5m. de altura entalhado em um único bloco de mármore quando o artista tinha 26 anos entre 1501 e 1504,  esteve na Piazza dela Singnoria até 1873, quando foi retirada do céu aberto para sua conservação. Aqui também estão 6 estátuas inacabadas de Michelangelo, são quatro homens acorrentados que seriam instaladas no túmulo do papa Julio II, um San Matteo e a Pietá di Palestrina. Entre as obras de Boticelli está a Madonna Del Mare. Há obras de Filippino, Lippi, Giambologna e Perugino.
O edifício foi a primeira academia de arte da Europa, transformada em museu em 1873, fica em uma rua pouco movimentada. A visitação é relativamente tranquila pela limitação de visitantes e por ser proibido uso de câmeras.
Como é proibido fotografar o original, a foto acima foi feita da réplica que está em frente ao Palazzo Vecchio.
Localização – 60, Via Ricasoli, 58,
Horário – das 9h. às 14h. e aos domingos das 9h. às 13h. Fecha as segundas. A bilheteria fecha às 18h20. A operação de encerramento começa às 18h.40
Ingressos – bilhete on-line 12€, custo de reserva 4€ (confirmar). Evite fila, o melhor é comprar o ingresso antecipado com ou sem com áudio. Para retirar seu ingresso não há bilheteria específica, na hora marcada em seu ingresso você vai ter acesso ao prédio mostrando seu e-mail de confirmação de compra e o funcionário entrega o ingresso.
Áudio – Custo: € 6,00 para um aparelho único, € 10,00 para um aparelho duplo, estão disponíveis em 7 idiomas.
Para retirar seu ingresso não há bilheteria específica, na hora marcada em seu ingresso você vai ter acesso ao prédio mostrando seu e-mail de confirmação de compra e o funcionário entrega o ingresso. Informações – o acesso é liberado após verificação por um detector de metais. Não há guarda volumes, proibido ingresso com mochila, sacolas e capacetes. Garrafas de água até 0,5l.
A David original está na galeria, mas há 2 réplicas, uma em frente a Galeria da Academia e outra na Piazzale Michelangelo.

Galleria delgli Uffizzi

Um dos museus mais antigos do mundo, obra do arquiteto Vasari a pedido do Grão-Duque Cosme I para reunir perto do palácio do governo a administração e os arquivos do Estado. Exemplo da arquitetura renascentista, alas paralelas, simétricas e unidas por uma aleta menor paralela ao rio Arno, formando assim um longo pátio que liga a Piazza della Signoria até as margens do rio, antigamente este pátio era ornado por estátuas que foram recolhidas para o Museu na vigência do príncipe Francesco Médici para preservação. Esta Galeria está entre os cinco principais museus da Europa, o acervo está distribuído em 45 salas, distribuídas ao longo de dois corredores. São tapeçarias, bustos, estátuas que contam a história da arte pictórica romana algumas obras estão na galeria desde 1570, embora a galeria só tenha sido fundada como tal em 1581 por Medicis. Convém estudar antes em quais salas estão as obras que gostaria de visitar:FIRENZE-002
Sala 2 – Madonna in Trono col Bambino e Sei Angeli – de Giotto.
Sala 10 – La Nascita di Venere e La Primavera – de Boticelli.
Sala 15 – Adorazione dei Magi (inacabada) – Leonardo da Vinci.
Outros artistas presentes: Rafael, Michelangelo, Caravaggio, Tintoretto.
Diferentemente da Galeria Dell’Academia, aqui o interior não é muito tranquilo para se analisar as obras, observe no último andar a entrada de luz permite observar as esculturas de forma natural
Aqui também acertadamente não é permitido fazer fotos.
Localização – Piazzale degli Uffizi.
Horário – verão de 9h. às 190h. Inverno das 9h. às 14h. Domingos e feriados das 9h. às 13h. Fecha às segundas.
Ingresso – 20€ + 4€ de reserva de entrada pela internet. O recomendável é comprar pela internet com pelo meno 1 mês de antecedência, a bilheteria oficial é a Polo Museale Florentino.
Retirada de reserva por ingressos – aparentemente deveria ser feita pela ala esquerda de quem vem pela Piazza dela Signoria, na Porta 2 “Booking servisse/Servizio preventiva” (visitas pré marcadas), mas esse é o local para quem não comprou pela internet e quer comprar com hora marcada para o dia seguinte. A sinalização não é precisa e tem muitas estátuas vivas circulando pelo local. Na verdade a retirada dos ingressos deve ser feita do lado oposto, na Porta 3, à direita de quem vem da Piazza dela Signorina e eles só entregam 15 minutos antes da hora marcada. Com o ingresso em mãos atravesse a rua e procure a Porta 1.

Piazza San Giovanni

Nesta praça estão os prédios mais interessantes de Florença.

Basílica Santa Maria del Fiore – Duomo

143 - FIRENZE - Duomo - 25/05

A fachada rica em detalhes é trabalhada em mármore rosa, verde e branco, com cúpula de Brunelleschi e campanário de Giotto Duomo é considerada uma obra de grande importância para a história da arquitetura gótica da renascença italiana.
Santa Maria Del Fiore levou 591 anos para ficar pronta (1.296 -1887), o interior tem a forma de cruz latina, com três naves. Cúpula, adornada com afrescos e vitrais reproduzem cenas do Juízo Final. Nave da direita com bustos de Giotto e do humanista Marsílio Ficino, na nave esquerda dois famosos afrescos transpostos para tela retrata o condottiere inglês John Hawkwood  de Ucello e Nicolas Tolentino. Um pouco mais a frente o mais famoso, mostra Dante Alighieri com a Divina Comédia na mão, tendo ao fundo Florença, o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Próximo deste afresco está a portinha de acesso a escada de 463 degraus, que leva à cúpula.

campanile_di_giotto_00003-001Campanile di Giotto – Campanário de Giotto.

Iniciado em 1334 por Giotto, que terminou o primeiro plano, sua continuação foi obra de Adrea Pisano, e terminada por  Francesco  Talenti em 1.359.  Suas placas de mármore verde são da cidade do Prato, o rosa de Siena e o branco de Carrara, revestem os quatro lados da fachada que somados são 84,7m. (equivalente a um edifício de 20 andares). Estrutura marmórea pesada, amenizada com janelas de vários tamanhos formando uma estrutura gótico-florentino. Escada de 414 degraus levam ao andar superior para uma visão panorâmica da cidade. Na base todas as esculturas em baixo relevo foram substituídas para preservação, as originais estão no Museo dell’Opera del Duomo, tem como temas o Gênese, atividades humanas, virtudes, artes e planetas.
Entrada no Duomo – gratuita
Entrada no museu, o campanário e cúpula – 15€, recomendável comprar pela internet.

Battistero de São João

FIRENZE

 

Aqui foi batizado Dante Aleghieri. Dizem ter sido erguida sobre um tribunal romano do século IV ou V outros afirmam ser uma antiga igreja românica do século XI ou XII.  Construção octogonal, cúpula em forma de pirâmide, revestida externamente com a mesma geometria da catedral e do campanário em mármore branco, rosa e verde. Atração são as portas em bronze. A do sul é mais velha (1330-1336), tem 28 quadros que representam passagens bíblicas. A do norte (1403-1424) também com um mesmo número de quadros, representam cenas do Novo Testamento. A terceira porta que dá de frente com o Duomo foi batizada por Michelangelo como Porta do Paraíso, tal a sua magnitude, com características renascentistas, foi uma obra de Lorenzo Ghiberti, são 10 painéis que recriam várias cenas: criação de Adão e Eva, Moisés recebendo as tábuas com os dez mandamentos e várias outras cenas. Dentro do Batistério há mosaicos dourados, um deles representa Cristo com mais de 8m. de altura. Para melhor observá-lo deve-se subir uma escada que dá acesso ao piso superior. Localização – Piazza di San Gionvanni / Piazza del Duomo.)
Entrada 18€
Horário – até 16h.45

Ponte Vecchio – Ponte Velha

141 - FIRENZE - Ponte Vecchio - 25/05Neste local os etruscos construíram a primeira ponte originalmente em madeira, destruída pela cheia em 1333 e reconstruída em 1345 lhe deu o aspecto atual e faz dela a ponte de pedra mais antiga da Europa, composta por três arcos o maior com 30m. de diâmetro. Nos séculos XV e início do séc. XVI  as casas suspensas foram ocupadas por açougueiros, mas, quando a corte se instalou no Palácio Pitti, eles foram retirados pelo cheiro desagradável.  pediu que se retirassem. Continua quase exatamente como era no século XVI, quando por ordem de Cosme I, O Velho se mudaram para lá os ourives e mercadores que colocavam seus produtos sobre bancas sempre sob controle do “Bargello”, para isso deveriam pagar impostos e a palavra bancarrota teve aí sua origem quando o mercador não conseguia pagar, a banca (mesa) era quebrada (rotto), pelos soldados. O Corredor Vasariano é um corredor que percorre a parte leste da ponte desde o Palazzo Vecchio até o Palazzo Pitti.
Durante muito tempo casais enamorados colocavam nos gradis da ponte cadeados e jogavam a chave no rio Arno, como jura de amor eterno. Como milhares de cadeados precisavam ser retirados com frequência estragando a estrutura da ponte o município estipulou uma multa de 50 euros para quem for apanhado, em flagrante, colocando cadeados na ponte.
Localização – conecta as ruas de Santa Maria e Guicciardini.

Bairro Pitti

Após atravessar a Ponte Vecchio vem uma profusão de lojas, sorveterias, lanchonetes restaurantes, este é um bom local para o almoço, seguindo pela via de Guicciardini encontram-se várias lojas que vendem produtos de arte, principalmente de pintura em tela. Aqui estão sorvetes bem tradicionais, mas não são baratos.
Na Piazza dei Pitti está o Palazzo Pitti aonde funciona um museu.

Palazzo Pitti – Palácio Pitti

Residência de nobres, fruto de uma disputa entre a família Pitti que queria ter um edifício superior ao da família Médici e que levou a família Pitti à falência e os trabalhos foram interrompidos em 1464. A esposa do riquíssimo Cosimo I  de Médici, Eleonora de Toledo comprou o edifício em 1550 para ter uma residência em bairro tranquilo longe do Palazzo Vecchio e acabou sendo a residência oficial da família Médico (Grão-Duque da Toscana).
Com o passar dos anos o palácio sofreu alterações, sendo as mais importantes realizadas por Bartolomeu Ammannati que modificou os Jardins Boboli e construiu uma no pátio interior uma escadaria que ficou famosa nas cortes europeias.
A próxima família a se fixar após os Médicis foram os Lorena e em 1871 a família Sabóia, até que já no século XIX tornou-se residência da família Bourbon-Parma e depois Elisa Bonaparte que governou a Toscana.
A arquitetura do Pitti é renascentista, mantém salas, jardins e museu.

FIRENZE-004Museu do Palácio Pitti

Galeria Palatina, Museu da Prata, Museu do Traje, Museu da Porcelana, Galeria de Arte Moderna e Aposentos Reais.
Ingresso – 16€

Jardins de Bobolijardins-de-boboli-Plazzo-pitti-ao-fundo-001

Os jardins são em estilo toscano, criados em meados do século XVI, ideal para passear entre roseirais, ciprestes, aleias, cercas vivas e fontes que oferecem vista para Florença. Bom local para caminhar e descansar após o almoço.
Ingresso – 16€

Palácio Vecchio 

Na fachada principal ostenta a Torre di Arnolfi, um ados emblemas da cidade. Tem no seu interior um museu com obras de Michelangelo, Buonarotti, Agnolo Bronzino e Giorgio Vasari.
Localização – Piazza dela Signoria.

Cappelle Médice

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Nesta capela estão as criptas dos mais importantes Médici, foi desenhada pelo príncipe Giovanni de Médici, com visível exagero barroco, com mármores multicoloridos e bronzes dourados que ofuscam os sarcófagos. Na Capela Nova, desde a arquitetura até as esculturas são de Michelangelo, com exceção das estátuas de Cosme e Damião que foram feitas por seus discípulos.
Localização – Contorne a Igreja de San Lorenzo até a Piazza Madonna degli Aldobrandini.
Horário – das 9h. às 19h. Domingos e feriados das 9h. às 13h. Fecha as segundas.
Ingresso – 6 €.

Basilica di Santa Croce

santa cruz, santa croce

Externamente é colorida, mas o interior é austero. São 276 monumentos entre eles os grandes gênios da humanidade: Michelangelo, Maquiavel, Rossini, Galileu Galilei. Somente o sarcófago de Dante Aleghieri não contém seus restos mortais, que continuam em Ravena, aonde morreu no exílio. A obra não segue pregação Franciscana da singeleza e simplicidade. O interior é grandioso suas três naves são separadas por arcos semi-ogivais, com trabalhos em todo o teto e laterais ricas em vitrais.  Há obras de Rosselino, Vasari, Taddeo Gaddi e Michelozzo. Na primeira capela à direita do altar estão afrescos de Giotto, com cenas da vida de São Francisco.
Se tiver tempo visite a Scuola del Cuoio, nela estão artesãos trabalhando peças de couro.
Localização – Piazza de Santa Croce.
Horário – das 9h. às 17h.
Ingresso – 8€

Piazzale Michelangelo – pôr do sol

Sem dúvida o melhor pôr do sol, a praça fica no local mais alto de Florença e dá para ir a pé. Aproveite para fazer uma foto junto a réplica de David e tomar alguma bebida.
Ali perto está a Chiesa de San Miniato al Monte.

Igreja San Miniato al Monte

Construída em homenagem a São Miniato, um mártir que foi decapitado no século III e que segundo a lenda atravessou o rio Arno com a cabeça nas mãos até chegar ao alto do monte.

basilica san lorenzo-001Basilica San Lorenzo

Sua fachada de pedra do século XV é um contraponto com seu interior bastante claro e iluminado era a igreja privativa dos Médici. São três naves apoiadas em colunas coríntias, sobre a porta principal um balcão, obra de Michelangelo, assim como a escada que leva ao claustro, que dá acesso a uma biblioteca com 10 mil manuscritos latinos, gregos e orientais da era cristã, com autógrafos que vão desde Petrarca a Napoleão.
Localização – Piazza di S. Lorenzo.
Horário da Biblioteca – das 9h. às 17h. Fecha de 1 a 15 de setembro.

 Gastronomia e vinhos da Toscana.

A gastronomia embora uma das melhores da Itália é simples e tem destaque os embutidos e os paninis e crostini para ser degustado sem luxo ou procurar um restaurante com massas.
Os chiantis vão bem na Toscana e o Vin Santo é uma especialidade servida com sobremesa é feito à partir de uvas passas.
Sorvete é uma paixão dos habitantes e dizem até que foi inventado em Florença na época do Renascimento e dos Médici, faça a prova em uma das sorveterias que são referência.FIRENZE-005
Gelateria La Carraia – são mais de 30 sabores
Localização – Piazza N. S. Sauro 25 e Piazza Serristori, 14
Preço – cone com 1 bola, 1€

Gelateria Vivoli – desde 1930 produzindo sorvetes artesanais e a mais antiga da cidade, além dos sorvetes tortas, mil-folhas, café e biscoitos. Tem filiais em Nova York e Orlando
Localização – Via Dell’Isolda dele Stinche, 7r, perto da Santa Croce

Gelateria Dei Neri
Localização Via de’Neri 9/11r

Paninis
São os famosos pães italianos, servidos em generosos lanches com uma variedade imensa de recheios, na zona central de Florença são muitos os locais que vendem paninos.GASTRONOMIA

All’Antico Vinaio
Pão fresco, crocante e o embutido é cortado na hora, eles vendem vinho em copos, então é só se acomodar em uma das escadarias e desfrutar.

Mercados

 Mercato CentraleFIRENZE-006
A arquitetura é do século XIX, toda em ferro e vidro, há uma feira ao ar livre na área externa com produtos artesanais (ou não). Internamente o mercado tem na sua parte térrea: carnes, pães, frutas, verduras, embutidos e queijo, no andar superior está a área de alimentação que pode ser classificada como “gourmet”, foi aberta por Umberto Montano e apesar de pratos com assinatura de chefs badalados o preço é bem acessível.
Localização – Via Generale Chiesa, 13

Mercato Sant’AmbrogioColagens
Tente organizar seu horário para almoçar em algum dos mercados e se deliciar com a visão dos pães, queijos, embutidos e frutas.

Tratoria da Rocco
Despojado, familiar, comida típica (berinjela, lasanha e muito, muito mais), as mesas são comunitárias.
Localização
Horário – se quiser encontrar lugar para sentar chegue antes das 13h.

Bar La Terrazza
Final de tarde, espumante acompanhado de azeitonas e um por do sol sobre o Rio Arno, depois das 18h. vai estar lotado.
Localização – Hotel Continental, com vistas para o Rio Arno.

Tratoria Sostanza (jantar)
Restaurante toscano que funciona desde 1869, confira as fotos das celebridades que passaram por aqui, as especialidades são servidas em mesas comunitárias, a comida é espetacular.

HOSPEDAGEM

Prefira os locais perto da Estação Sta. Maria Novella, porque ficam também perto das atrações turísticas: Allinari, Diplomat, Club, Ostello Santa Monaca e Ambasciatori.
No centro histórico: B&B dell’Olio, Duomo, Room Mate Isabela. Albergue HI – desaconselhável, muito distante.

Hotel Alinari*** – (ficamos neste hotel)
Ótima localização, dá para fazer muitos pontos turísticos a pé, além de ficar perto da estação de trem. Quando fomos o café da manhã era cobrado à parte. Quartos limpos, TV, frigobar, chuveiro razoável. Um bom atendimento.
Localização – Largo Fratelli Alinari, 15 ao lado da Piazza de la Stazzione – www.hotelalinari.com
Preço – para 4 pessoas 180€ / dia, para 2 pessoas, a partir de 50€ / dia

COMPRAS

Se quiser focar nos embutidos e vinhos procure: Mercato Centrale, Mercato Sant’Ambrogio, Mercato San Lorenzo.
Lugares com roupas e produtos italianos da gastronomia, percorra a Via Tornabuoni e Piazza dela Repubblica.
Griffe – Via Tornabuoni, Via Del Puci
Bordados – Escola de Bordados Rifredi, Via Carlo Bini, 29
Papelaria – Giulio Giannini Figlio, Piazza Pitti, 36/37
Mosaicos – Arte Musiva – Via S. Giuseppe, 36/38
Mercato della Paglia ou Mercato Nuovo – rendas e bordados. Tradição: roçar a mão direita sobre o focinho do javali e jogar uma moeda na fonte.
Mercato delle Cascine – roupas, agasalhos, sapatos.  Viale degli Olmi e Piazalle Vittorio Veneto. Horário – Somente às terças pela manhã.
Mercato di S. Lorenzo – é o mais completo de Florença, sistema de barracas, evite pedir descontos. Piazza di S. Lorenzo. Horário – das 8h. às 17h.

FIRENZE

Primeiramente Florentia, depois Florença é a capital da Toscana. Em Florença e arredores nasceram gênios da humanidade: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Dante Aleghieri,   Maquiavel, Galileu Galilei, Petrarca. A cidade começou a partir do Rio Arno, passagem para os barcos que desciam em direção a Roma, no século I a.C. que foi estratégico para o desenvolvimento comercial da região mas vulnerável, a Ponte Vechio era permanentemente guardada contra invasores. A vila desenvolveu-se rapidamente, mesmo com a queda do Império Romano em 476 Florença não se abalou, continuou crescendo a ponto de em 1282 tornar-se independente, tinha sua própria moeda – o florim  – Florença foi o berço do dialeto toscano, escolhido como a língua oficial do país, a língua que Dante usou para escrever A Divina Comédia.
Mesmo com as lutas internas entre guelfos (partidários do papa) e gibelinos (partidários do imperador Frederico Barba Roxa), a cidade não se abalava e a burguesia emergente começava a expor seu poder através de construções ostensivas. A partir da centralização das artes, Florença deu início ao Renascimento com ajuda dos ricos comerciantes que passaram a ser mecenas.
As lutas internas só tiveram fim quando Cosme, o Velho, o Pai da Pátria assumiu o poder, tendo início a dinastia Médici. Seu sobrinho e sucessor Lourenço, o Magnífico foi um mecenas generoso, mas ao morrer chama o prior dominicanos Gerolamo Savonarola, e como negou uma séria de exigências de Gerolano morreu sem a extrema-unção. Savonarola conseguiu tomar o poder fazendo uma política contra as artes que ele chamava de luxo e ostentação, fazendo apologia de volta a Igreja Medieval mandou fazer uma grande fogueira e queimou livros e obras de arte em praça pública. Anos depois Savonarola foi excomungado e queimado na mesma praça ande havia feito a fogueira das artes. Com sua queda voltam os Médici até 1737, como não haviam herdeiros assumem os Lorena até 1865, quando Florença passa a ser anexada definitivamente à Itália e torna-se a capital do país por 6 anos (1865-1871). No século XX dois grandes desastres destruíram muito de Florença, o primeiro foi a II Guerra Mundial provocando incêndios e outro desastre foi a enchente de 1966.

Roma – terceiro dia

Revisado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações

ROTEIRO – 3º. Dia

Fontes e Praças

88 - Roma - via Giullia - 21/05

Neste dia visitamos as praças e fontes, em um dia não é possível ver todas,  então veja as 6 primeiras:  Fontana di Trevi, Fontana dela Barcaccia, Fontana dela Piazza della Rotonda (Panteon), Fontana dei Quatro Fiumi, Fontana del Moro e a Fontana del Nettuno, Fontana delle Naiadi, Fontana delle Naiadi, Fontana del Tritoni, Fontana dell’Acqua Felice, Fontana dele Tartarughe, , Fontana dell’Acqua Paola.

  Fontana di Trevi*****
111 - ROMA - Fontana di Trevi

Considerada a fonte mais bonita do mundo. Com quase 300 anos de idade foi toda esculpida em mármores de Carrara e Travertino, a obra mede quase 26m. de altura e 20 m. de largura. O projeto inicial foi de Benini e finalizada pelo arquiteto Nicola Salvi que incluiu a estátua de Netuno, o Deus dos oceanos, em sua biga em forma de concha puxada por cavalos e liderada por dois tritões, os cavalos tem duas representações o selvagem representa o mar em fúria e o outro o mar em calmaria. Nas laterais do Deus Netuno estão as figuras dedicadas à saúde e à fertilidade, acima em relevo a representação do momento em que Marcus Agripa, General do Exército romano no século 19 a.C., explica a origem da fonte para Augusto, o imperador da época. À direita, a representação da virgem que, segundo a lenda, mostrou a nascente de água pura aos soldados de Agripa, nas montanhas de Sabine. Acima das quatro colunas gregas estão as estátuas que representam as quatro estações do ano e no alto da fonte o brasão de armas do papa Clemente XII.
Considerada um patrimônio do cinema mundial, a Fontana di Trevi é um dos monumentos italianos que mais serviu de cenário para Hollywood: “Roma com Amor” (2012), “Only You” (1994), “A princesa e o Plebeu” (1953), “O Talentoso Ripley” (1999), “O Código Da Vinci” (2006), “Anjos e Demônios” (2009) e “La Dolce Vita” (1960), neste último Anita Ekberg, que entra na Fontana di Trevi com seu vestido preto e chama o personagem de Marcello Mastroianni. O filme Three coins in the Fountain (“Fonte dos Desejos”), criou o hábito de se jogar a moedinha na fonte.
110 - ROMA - Fontana di TreviDiz a lenda: ao jogar uma moeda com a mão direita sobre o ombro esquerdo você vai voltar a Roma.
Os quase 1,5 milhões de euros jogados na Fontana di Trevi todos os anos são doados à obras assistenciais do Vaticano, voltadas para ações humanitárias.
Localização – Piazza di Trevi, nº.1
Como chegar – Ônibus: as linhas 160, 51, 71, 83, 85.  Metrô: linha A, descendo na estação Barberini (Fontana di Trevi); depois é só caminhar uns 300 metros, seguindo as indicações, para chegar.
Dica – nas redondezas, você encontra o Templo di Adriano, Pantheon, Piazza Navona, Cam