Malta

MALTA, SMALLTA.img_e3691

Pequeno país, um arquipélago no mar Mediterrâneo localizado na Europa formado por 3 ilhas: MaltaGozo e Comino.image001.png
As igrejas e fortalezas dos cavaleiros da Ordem de Malta contribuíram para que a capital Valletta fosse listada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco e Capital da Cultura em 2018 pela União Européia.
O país abrigou os fenícios quando estes dominavam o Mediterrâneo e depois deles muitos povos aqui se instalaram. Vieram os gregos, romanos, árabes e cavaleiros cruzados para finalmente cair no domínio dos ingleses.
A tradicional “Cruz de Malta” não é de Malta e sim de Amalfi, na Itália. Escolhida como símbolo da Ordem dos Cavaleiros de São João foi um presente de Amalfi aos cavaleiros cuja Ordem governou o país de 1530 a 1798.
A cruz presente na bandeira de Malta, não é uma “Cruz de Malta, mas uma “Cruz de Jorge”, a mais alta condecoração civil do Reino Unido, concedida a Malta pelo Rei George VI em 1942. Essa bandeira foi adotada em 1964, após a independência.
Capital – Valletta – Patrimônio Mundial da Unesco.
Idioma – maltês, inglês e italiano. O maltês é árabe na gramática, latino no vocabulário e incrementa algumas palavras do léxico inglês.
Bonġu (leia-se “Bonju”) – significa “bom dia” e vem do francês “bonjour”. A palavra oficial é longa demais (Għodwa t-tajba). Grazzi significa “obrigado” veio do italiano, “grazie”.
População – 410mil habitantes.
Área – 316m2.
Moeda – euro.
Fuso horário – 4 horas a frente do Brasil.
Clima – moderado, faz frio apenas 3 meses do ano.
Voltagem – 230 V.
Código telefônico – 356.
Passaporte – obrigatório passaporte válido por mais 6 meses a partir da data de regresso, passagem de ida e volta, endereço da hospedagem e seguro de saúde obrigatório  (cobertura mínima de 30 mil euros).
Visto turismo – não há necessidade para permanência até 90 dias.

COMO CHEGAR

Não há voos diretos entre o Brasil e Malta é necessário pelo menos uma conexão. O Aeroporto Internacional de Gudja (em Luqa – MLA), recebe voos vindos de Roma (1h30 de viagem, com Air Malta e Alitalia), Londres (Easy Jet e Ryanair), Madrid (Ibéria), Paris (Air France), Frankfurt, Zurique (Suiss), Turkish Airlines) e Roma (Alitalia). Estando em um desses destinos tome um vôo direto para Malta com a Air Malta. Outras opções para esse trecho menor são as low cost  Ryanair e  Vueling.
Trajeto Aeroporto – Hotel
Caso não tenha alugado um carro tome um táxi confirmando a tarifa antes, elas são fixas dependendo do destino. Valleta 15€, Saint Julian’s 20€ . Não descarte também o serviço de pick up que seu hotel pode oferecer, contratar um transfer com a Viator ou sair com ônibus público X4, X5 e X7.

QUANDO IR
O período mais propício é entre maio a outubro, os melhores preços de junho a setembro. A alta temporada é de julho a agosto, o país não tem um turismo barato mesmo em baixa temporada. O país não tem um turismo barato, mesmo na baixa temporada.IMG_3653.JPG

COMO SE LOCOMOVER EM MALTA
IMG_3781.JPGTransporte público – tickets no próprio ônibus ou cartões com trecho limitado ou ilimitado, não há muitos ônibus e dependendo de onde estiver hospedado procure se programar para não ficar muito tempo esperando, o país é pequeno, mas as atrações estão espalhadas. Os ônibus circulam a cada 30 minutos, os itinerários e horários estão fixados em postes ao lado das paradas.
Táxi – não são baratos e como não tem taxímetro pergunte antes o valor, mas qualquer que seja a distância a média é de 20€. Os táxis de cor branca são autorizados a pegar passageiros na rua, já os amarelos e pretos não fazem esse serviço, precisam ser contatados previamente, se informe no hotel.
Locação de carro – bem recomendado apesar da mão inglesa, o trânsito flui bem e tem boa sinalização. Sem dúvida é uma forma de se aproveitar muito a ilha.

VALLETTA (capital)
População – 6 mil habitantes.
Fundação – 1.566 (452).
Tamanho – 1,5km. x 1km.
Principal rua – Triq Ir-Repubblika  e no fim da rua  o National War Museum e o Fort St Elmo.
Transporte público – O terminal de ônibus de Valletta fica perto do City Gate, e ali também é o melhor lugar para pegar táxi. 63a-002.jpg

O QUE VER EM VALLETA
Valetta, Mdina e Three Cities
A cidade não é plana, a rua principal divide a cidade em dois: o lado Marsamxett (de onde sai o ferry para Sliema) e o lado Grand Harbour, sendo que do Upper Barraka Gaardens se tem vistas além de Valetta para as “‘três cidades’: Vittoriosa, Cospicua e Senglea.

Fonte de Tritão
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Com característica do movimento modernista a fonte está situada na entrada da cidade de Valletta, é composta por três Tritões mitológicos em bronze que sustentam uma bandeja em concreto toda revestida com placas de travertino. Dois tritões estão sentados e o terceiro ajoelhado, o conjunto em formação espiral dá uma sensação de movimento que se completa com os jatos de água.
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Triq Ir-Repubblika (Republic Street)
Principal rua de Valetta para ser percorrida a pé, vá no sentido Forte.

Mercado ao ar livre 
Localização – Market Street / Triq Il-Merkanti
Horário – segunda a sábado até 12h.30.

St. John’s Co-Cathedral ou Igreja de São João Batistaimg_8358
Localização – Triq San Gwann, Il-Belt
Foi construída entre 1573 e 1577, pouco atraente por fora em estilo maneirista, possui torres sineiras e porta ladeada por colunas dóricas. Impressiona ao entrar, rica em detalhe seu interior foi decorado em estilo barroco no século XVII, as figuras do teto ao lado das colunas se apresentam em ilusão tridimensional ao espectador, no piso de mármore estão cerca de 400 criptas de cavaleiros e oficiais da Ordem. Na catedral estão nove capelas, sendo uma dela dedicada a Nossa Senhora de Philermos e as demais aos santos patronos de cada uma das oito línguas da Ordem.63a-001.jpg
No museu há duas obras de Caravaggio “A decapitação de São João Batista de 1608” e “São Jerônimo Escrevendo  1571/1610”, a primeira está assinada, fato curioso porque o pintor não assinava suas obras.IMG_3862.JPG
Horário – de segunda a sexta-feira das 9h.30 às 16h.30 e sábado das 9h.30 às 12h.30. Fechada para visitação aos domingos e feriados.

Opera HouseIMG_E3800-001.JPG
Localização – Fica na Republic Street centro de Valletta.
O prédio da Opera House de Malta foi bombardeado em 1942 pela aviação alemã na II Guerra Mundial, como lembrança deste triste episódio as ruínas foram preservadas e paralela a elas foi construído o Teatro da Opera Real de Valleta com modernas instalações e alta tecnologia. Fica na Republic Street centro de Valletta.

National War Museum
Localização – Triq Ir-Repubblika  – Fort Saint Elmo – em frente ao Porto Marsamxett.
Fundado em 1975, um dos mais procurados museus de Malta, sua coleção se concentra na Primeira e Segunda Guerra Mundial. No grande salão estão itens como o E-Boat italiano, uma arma anti aérea Bofors, o Willis Jeep Husky ussado pelo General Eisenhower quando de sua visita a Malta, o Gloster Gladiator, o Livro da Recordação, o pergaminho iluminado apresentado pelo presidente Franklin D. Roosevelt, os destroços de um Spitfire e um caça Messerschmitt Me-109, recuperado do fundo do mar. Da grande sala abobadada saem dois longos anexos e três salas menores. O anexo da esquerda sobre a Marinha Real Britânica expõem uniformes, equipamentos, emblemas, comboios de Malta e um motor Junkers Juno.

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Igreja de Santa Bárbara

Localização – Republic Street,
Fundada em 1570, tem uma arquitetura barroca com interior bastante simples, um bom local para reflexão.

Igreja São Francisco de Assis63a.jpg Localização – Republic Street,
A construção barroca teve início em 1598. A estreita porta de entrada deixa dúvidas se entramos ou não, não titubeie, o interior é belíssimo, sem exageros e itens rebuscados, não saia sem observar o teto, a pia batismal e o órgão.
Diário de Bordo – música barroca às terças-feiras (confirme)

Cabine Telefônica IMG_3830.JPG
Não se surpreenda, há várias cabines telefônicas que guardam a memória da ocupação inglesa na ilha. O povo de Malta levantou-se contra o domínio francês e, com a ajuda dos Britânicos, os expulsou em 1800. Em 1814, Malta voluntariamente se tornou parte da o Império Britânico. Malta obteve a independência em 21 de setembro de 1964.

Biblioteca Nacional de Malta
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Localização –
Republic Street,
Fundada em 1955 é a instituição que preserva coleções pessoais de livros e documentos pertencentes aos Cavaleiros da Ordem de Malta, tem um vasto acervo histórico acessado por escadas que vão até o piso superior. Há locação de áudios em inglês, espanhol e francês por uma pequena taxa.
A Rainha Vitória tem uma estátua no pátio externo.
Local de deleite para pesquisadores, mas vale a visita na área de 1/3 onde é aberta a visitação. Fora há vários cafés para uma pausa.

Siege Bell MemorialIMG_3900.JPG 
Em homenagem aos soldados da Segunda Guerra este monumento destaca-se na arquitetura de Valletta. Construído próximo ao Fort St. Elmo tem uma bela vista da cidade e um dos locais mais visitados.
O Memorial Siege Bell é um dos mais importantes monumentos nacionais de Malta. O conjunto é formado por uma construção que abriga um sino gigante e uma estátua para homenagear as vítimas militares e civis do cerco a ilha na Segunda Guerra, local de reflexão neste triângulo: memorial, Porto Pear Harbor e Forte St. Angelo.
Diário de Bordo – fique atendo ao horário em que o sino toca é recomendado não ficar sob o Memorial.

Fort Saint ElmoIMG_8356.JPG 
Localização – Triq Ir-Repubblika – em frente ao Porto Marsamxett .
No extremo da península de Valeta, que divide os portos naturais de Marsamxett e Grand Harbour, a sua primitiva função era a de controlar o acesso a esses dois portos.
Horário – aberto até 17h.
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Ponte do Quebra Mar – St. Elmo
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Vai das muralhas, Porto Grande  até o farol de St. Elmo na extremidade da península. Tem uma boa vista à partir do  Siege Bell Memorial.

Upper Barrakka Gardens e Lower Barrakka
Localização – na parte superior do St. Peter & Paul Bastion.
Como chegar – Um elevador transporta os turistas até o alto do jardim, grátis para descer e 1€ para subir.
Ônibus que chegam mais perto: linha 133, 1 e 2, 71 e 73, 82, 83 e 88, 91, 13 e 13A, 15.
Jardim público, instalado na parte superior de Valetta, foi construído na década de 1560  para dar descanso aos cavaleiros,  mantém a tradição de disparar os canhões às 12h. e 16h. Uma vista linda do Grand Harbour e das Three Cities.

PRAIA EM VALLETTA
Paradise Bay IMG_8465.JPG
Como chegar  – durante alta temporada o ônibus  222 chega bem perto, mas fora de temporada há um trecho considerável por asfalto para o acesso e depois uma descida curta por cascalho.IMG_8468.JPGO ônibus para na Avenida, final do percurso, onde as pessoas descem para também fazer o embarque no cais,  então é só atravessar a Avenida e começar a subir.
Diário de Bordo – Paradise para mim foi a melhor praia de Malta dentro da ilha, embora seja pequena é bastante agradável, poucos turistas, areia clara, mar calmo. Restaurante no local. 

Spínola Bay IMG_8341.JPG
Praia de areia escura e grossa, frequentada pelo pessoal que se hospeda em St. Julian’s, geralmente mochileiros e estudantes, tem a vantagem de estar no centro perto das lanchonetes, bares e restaurantes. Está sempre cheia.

ONDE FICAR EM VALLETTA e Bairro St. Julian’s
Se tiver com boa disponibilidade financeira, não titubeie, fique em Valletta, você vai se encantar e ter uma outra visão de Malta, mas se for como nós (mochileiras), fique em St. Julian’s e se utilize dos transportes públicos.

ONDE FICAR EM ST. JULIAN’S

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Localização – Block A7, Flat 3, Triq Pietru D’Armenia.
Hospedagem familiar com poucos quartos, somente um quarto com banheiro privativo, mas instalado fora do quarto. São 2 camas de solteiro, armário, escrivaninha, ar condicionado, TV. Limpeza bastante satisfatória, roupa de cama, colchão e travesseiros bons, frigobar, chaleira e refil de chás. Café da manhã incluído com 5 opções no cardápio que deve ser escolhido no dia anterior. Local tranqüilo, seguro, mas um pouco distante do centro turístico de St. Julian’s. Em frente ao apartamento há uma praça, atravessando por ela está o acesso aos ônibus. A proprietária é muito gentil e mediante pagamento vai buscar e levar até o aeroporto.
Diário de Bordo – Se como eu tiver problema com gatos evite, eles circulam pelo apartamento e no último dia infelizmente presenciei um deles deitado na pia da cozinha.

GASTRONOMIA em Valletta e Bairro St. Julian’s .
Coelho (fenek) – é a carne que mais se come em Malta, geralmente cozido ao vinho tinto, o tradicional é com ervilhas e cenouras.
Massas – as especialidades são: raviólis recheados com carne de carneiro, raviólis com queijo de cabra ou ovelha e molho vermelho, macarrão geralmente com molho vermelho, queijo de cabra, tomate seco, azeitonas e alguns variados com alguma linguiça local.
Timpana é o penne com molho de tomate maltês, carne de porco, bacon cobertos por uma crosta de ovos e queijo.
Maltese Platter – salsichas locais grossas e curtas com carne de porco, acompanhadas de  purê de feijão.
Bragjoli – é um enroladinho de carne recheado com queijo embutido.
Frutos do mar – encontrados na maioria dos restaurantes, principalmente o polvo.
Petiscos e entradas – Gbejniet  o queijo de cabra cortado em rodelas, linguiça, tomate seco, pasta de feijão (bigilla), acompanhada de pão e azeite de oliva.
Pão – o pão local é chamado de “ftira”, geralmente usado em lanches tem o formato de um pão sírio.
Pastizzi – é o popular snack, pode ser comparado a um pastel folhado, os sabores mais comuns são queijo, ervilha e alguns lugares com anchova.
Hobza – pão com tomate e azeite que acompanha queijo.
Aljotta – caldo e peixe temperado com alho e tomate.
Tal Lampuki – torta salgada recheada com peixe, azeitonas, vegetais, avelãs e passas
Mel – o mel é tido como o melhor do mundo, a abelha que produz essa iguaria só se adaptou ao ambiente de Malta.
Sobremesa Imgaret – biscoito frito recheado com tâmaras, polvilhado com açúcar.
Sobremesa Quabbait – com mel e amêndoas.

ONDE COMER EM VALLETTA
Restaurantes em Valletta (não são baratos). A ilha  não produz muita coisa, nos mercados os produtos importados estão em todas as prateleiras, vindo de Espanha, Portugal, Turquia, isso justifica a gastronomia cara em Malta.
D’Office Bistrô – $$$$
Archbishop Street, 132 centro de Valletta – comida maltesa e internacional
Ambrosia –  $$$$
Archbishop Street, 137 centro de Valletta – comida maltesa o melhor de Valletta.
Angélica – $$$$
Archbishop Street, 134 centro de Valletta – especialidade coelho
Nenu – the Artisan Baker – $$$
Localização – St. Domenic Street, 143 – comida acompanhada de pão maltês (ftira).
img_3916Ellul – Wine Spirtis Cafè – $$
Localização – 152, St. Lucia Street – Valletta
Sanduíche presunto x cheese 2,50
Sanduíche pastrami x queijo – 3,95
Entrada de provolone – Nibbles –  3,50
Ice tea – 2,00
Vinho Caravaggio, taça – 4,00
Local agradável, tranqüilo, com pouco trânsito de pessoas. Garçons atenciosos, serviço rápido nas mesas externas. Banheiro limpo.
Aberto até 20h.

ONDE COMER EM ST. JULIAN’S
Reduto de estudantes e mochileiros os restaurantes em St. Julian’s são um pouco mais baratos.
Rafael – $$
massas e pizzas, ambiente agradável
McDonald’s.63a-005.jpg
Localização – Bay Street Shopping Mall – St. Georges Bay
Big Tasty CLassic – 7,40 euros
Big Mac Classic – 6,25 euros
Sachet de mostarda ou catchup – 0,10 (é isso mesmo, o sachê é cobrado).
M&S – Marks & Spencer Foods
Localização – Bay Street – St. Julian’s
Bem no centro comercial, muita coisa gostosa, petiscos para levar e comer fora e até trazer alguma coisa diferente para o Brasil.
Praia em St. Julian’s
A praia  em St. Julian’s é o local mais econômico, tem alguns quiosques, mas o mais barato é comprar algum petisco e bebida em um mercado do outro lado da rua.
Paradise Bay Lido Bar & Restaurant
Localização – Paradise Bay, Limits of Mellieha
1 ice tea – 1,90€

MDNA – Cidade Silenciosa ou Cidade Notável

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Cidade foi fortificada no ano 1000 a.C.,  com arquitetura medieval e barroca foi a antiga capital de Malta seu nome provém de Medina dado pelos árabes no séc. 9 que significa cidade murada, nela vivem nela cerca de 300 pessoas, entram apenas carros autorizados dos moradores e trabalhadores. Sem dúvida uma cidade fotográfica. Silenciosa por que depois que os turistas saem o silencio é total.
Como chegar de ônibus – saindo de Valetta utilize o mesmo que vai para Rabat, 51,52,53, ou 56, se estiver em St. Julian’s terá de ir até Valletta. Os ônibus 181, 202 ou 53 passam perto da Mdna Old City
Diário de Bordo – nem todos os ônibus chegam até Mdna, eles podem parar até 2km. antes da cidade, portanto, entes de seguir viagem pergunte ao motorista. A maioria dos ônibus vem escrito “Rabat”, mas também servem para chegar perto de Mdna. Saia bem cedo para ir a Mdna, as indicações são confusas e os ônibus demorados. Pergunte sempre! Apesar da relativa dificuldade para chegar sem dúvida que é bem melhor do que ir de excursão com horário engessado, Mdna é para andar sem pressa. Não há necessidade de citar endereços aqui, é só pegar uma mapa, aliás nem isso é necessário.

Portão de Mdina  IMG_3938.JPG
Após cruzar o fosso por uma ponte está o casco antigo, o portão serviu como cenário para King’s Landing, capital de Esteros na 1ª. temporada de Games of Thrones.

Palazzo Vilhena – Museu de História Natural de Malta
O Palácio Vilhena, também conhecido como o Palácio Magisterial e Palazzo Pretorio foi construído ente 1726 a 1728, é um palácio em estilo barroco francês, tem o nome de António Manoel de Vilhena, o Grão-Mestre que o encomendou. Entre os séc. XIX e XX ficou sem função específica e em 1909 passou a ser o Connaught Hospital e em 1973 passou a sediar o Museu. Em seu primeiro piso estão fósseis da vida selvagem local e no piso inferior estão as masmorras com exposição de instrumentos originais de tortura usados na Idade Média até 1813.

Palazzo Falson – Fundação Museu Casa Histórica Palazzo Falson
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Conhecido anteriormente como Palazzo Cumbo-Navarra , Casa dei Castelletti , e Norman House é um edifício do século XIII em estilo medieval. Sua primeira função foi como residência, atualmente serve como casa-museu que mostra dezessete quartos, mobiliário histórico, armaduras, objetos domésticos e coleções antigas a maioria pertencente ao seu último proprietário. É talvez o segundo edifício mais antigo da Mdina ( o primeiro é o piso do Palazzo Santa Sofia). Sofreu alterações no séc. XX, após ser adquirido por Olof Frederick Gollcher.

St. Paul’s Cathedral

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É a mais importante de Malta dedicada a São Paulo Apóstolo, a primeira foi destruída por um terremoto em 1693, a atual em estilo barroco é de 1.705, está na praça principal onde antigamente estava o palácio do governador romano, sua fundação é anterior a Co-Catedral de São João em Valletta. O local escolhido segundo consta foi onde o governador romano Públio conheceu São Paulo após ter naufragado em Malta, o Apóstolo teria curado o pai de Públio e outros moradores da ilha. A igreja católica em uma medina ao invés de uma mesquita é uma constatação da forte influência européia na cultura árabe. A pia batismal é de 1495, o chão é formado por mosaicos e a cúpula não pode deixar de ser observada.

Priorado do Carmo e da Igreja das Carmelitas 63a-009.jpg

Foi construído entre 1660 e 1675. Acima do altar principal a pintura impressionante da Anunciação por Stefano Erardi (1677). Há também pinturas do artista bem conhecido maltês Giuseppe Cali. Depois de explorar o museu, pode-se estender a sua visita com um almoço leve ou chá no Café Priory Velha. O horário de funcionamento do convento das Carmelitas e Igreja são: Segunda-feira a Domingo – 10h. às 17h.

Bastião 63a-010.jpg
Aqui se tem a vista mais bonita, está no trecho mais alto das muralhas, tem uma área arborizada ótima para um descanso.

 Mdina Glass o vidro soprado. 
Peças feitas em vidro soprado (como em Murano, mas muito mais barato), visite a fábrica.63a-011.jpgDiário de Bordo – uma tradição são as charretes com cavalos enfeitados que levam os turistas para passeios pelo casco antigo da cidade. Particularmente não gostei, o local é tranqüilo, para ser percorrido a pé e sem sobressaltos e os condutores das charretes parecem ter prazer em estar o tempo todo disparando sua buzina.

Onde Comer em Mdna
Mondion $$$$
Hotel The Xara Palace Relais & Chateaux – sofisticado
Tratoria AD 1530 $$$
Hotel The Xara Palace Relais & Chateaux – casual, pizzas, lanches, saladas
Fontanella Tea Garden $$
Bastion Street – bolos, biscoitos e tortas.
Rosmarino – $$
LocalizaçãoVillegaignon StreetMdina.
Visto por fora não tem como deixar de entrar e dentro a decoração é bem interessante e temática de acordo com a história de Mdina, mas o atendimento é péssimo, demorado, a comida chegou fria e realmente não valeu o custo benefício, nem consegui terminar meu prato. Não indico.63a-006

COMINO
Não é habitada, a ilha tem apenas 2.5km x 1,5km., há apenas 1 hotel o Comino Hotel é o local com a praia mais famosa do arquipélago.img_8439
Como chegar
A travessia é feita com um ferry pequeno, que sai ao noroeste de Malta próximo ao embarque dos ferryes para Gozo, chamado Cirkewwa ou então Marfa em frente ao Hotel Riviera. O barco passa pela caverna na volta. Saindo de Marfa pela United Comino Ferryes e de Cirkewwa pela Ebsons Comino Ferryes. Se estiver em St. Julian’s o barco sai de um pequeno ancoradouro e leva até o local de onde parte o ferry.img_8401
Horário – Na alta temporada, há ferryes de ida a cada meia hora (das 9h. às 16h.30) e de volta a cada 1 hora (de 9h.30 às 18h.). O percurso leva de 25’.
Blue Lagoon

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A lagoa é formada pelo represamento da água salgada e mantém um azul turquesa em toda sua extensão. Independente do período vai estar sempre lotada porque a praia é pequena.
Não há muita areia e a água é fria. Algumas pessoas cruzam a lagoa e se instalam do outro lado levando seus pertences em sacos Aproveite o dia explorando as praias de St. Marys Bay e St. Nicolas Bay, cavernas e as falésias vistas do alto.
Diário de Bordo – para nós brasileiros acostumados a praias com larga faixa de areia a Blue Lagoon vai decepcionar, o espaço é muito, muito pequeno, não tem local para estender uma canga, tudo tomado por cadeiras e guarda sóis que são alugados por 10 euros, é pagar ou ficar em pé ou ainda se equilibrando sobre alguma pedra. A água é de uma cor incrível, mas neste dia havia muitas algas em suspensão e como a água é fria, nem entrei! Leve lanche, os preços são abusivos. De qualquer forma vale a pena, porque conhecer Blue Lagoon faz parte do roteiro turístico de Comino/Malta. 

Cruzando a baía a partir de Valletta
Passeio ‘DGHAJSA” (pronuncia: daisa) pelo Grand Harbour e Three Cities
Passeio em pequeno barco tradicional maltês, parecido com uma gôndola, só que menor. Logo em frente a Valletta estão essas as pequenas “três cidades”, que na verdade parecem apenas uma, são: Vittoriosa (ou Birgu), Cospicua e Senglea. Vittoriosa é tranqüila, pequena (apenas 800m x 400m), marina cheia de barcos e iates privados, restaurantes e com bons e caros restaurantes.
Como chegar – descer pelo elevador do Upper Barrakka Gardens, junto ao mar estão os barquinhos que fazem o passeio, há também ferryes maiores que cruzam a baía.
Trajetocruza a baia e chega a uma das Three Cities ou
Trajeto – cruza a baía e faz um passeio pelo Grand Harbor. 

GOZO
Gozo é uma da ilha que faz parte da República de Malta,é a segunda maior ilha em extensão territorial do arquipélago que forma o País,  mas como fica no extremo norte é muito pouco explorada, pode ser acessada em ônibus.
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Localização – Dwejra, oeste da ilha de Gozo
Como chegar – ônibus 311
É uma formação geológica, praticamente uma janela dentro do mar, o passeio limita-se a apreciar o espetáculo, em terra tem a opção de fazer o passeio em um barquinho e passar por dentro de uma gruta.
Ggantija Temples
Como chegar – ônibus 307 ou 322
Preço – 9€
Esses templos neolíticos foram construídos cerca de 5.600 anos, o projeto de restauração está em andamento e há um museu que pode ser visitado.
Trekking
Trecho entre Sannat e Xlendi em uma curta caminhada de 1h.30, altamente recomendável contratar um guia, um vento inesperado pode causar instabilidade e um guia local sabe como proceder.
Xlendi
Como chegar – caminhando ou de ônibus linha 306
Vilarejo de pescadores a beira mar, bom lugar para almoçar e tomar um banho de mar, o local parece ter sido escavado nas pedras, fica entre altas formações este efeito pode ser visto quando se chega a pé vindo por trekking..
Ta’Pinu
Como chegar – ônibus 308
Ingresso – gratuito
Santuário muito simples feito em terracota sua cor forma um contraste com o verde e azul da ilha,  foi construído pelos próprios moradores como agradecimento aos milagres atribuídos a Virgem Maria.
Citadela (em Victoria)
Como chegar – ônibus para Victoria
Victoria é um povoado da ilha de Gozo em Malta com 6.900 habitantes  A principal atração de Victoria é ser amuralhada, o que pode ser visto ao longe devido sua elevação em relação a cidade, guardando construções antigas: Catedral e Museu do Folclore (ambas em restauração).
Marsalforn
Localização – norte de Gozo, ônibus 310 ou 322.
Cidade com vários hotéis e restaurantes com características bem turísticas, uma ótima parada para almoço depois de visitar os templos de Ggantija, a tarde siga para as Salinas.
Salinas
Localização – ônibus 310, norte a ilha, perto de Qbajjar Bay.
Passeio interessante para conhecer a produção de sal feita da mesma maneira há séculos, usando apenas a evaporação do mar e dependendo do clima. Artesanato com sal é vendido em toda a ilha.
Ramla
Como chegar– ônibus 302 ou 322
Sem dúvida a melhor praia de Gozo, local para nadar, descansar e comer algum petisco nos quiosques, não tem restaurante. 

ALGUNS VALORES DE REFERÊNCIA EM EUROS

Táxi Aeroporto x Valleta = 15,00;
Táxi Aeroporto x Saint Julian’s = 20,00;
St. John’s Co-Cathedral ou Igreja de São João Batista = 10,00;
Upper Barrakka Gardens Jardim Público = o elevador desce grátis e 1,00 para subir;
Passeio DGHAJSA em barco = cruza a baia e chega a uma das Three Cities por 2,00 ou cruza a baía e faz um passeio pelo Grand Harbor por 8€;
Travessia para Comino em ferry = 10,00;
Host Family Apart = 182 euros para 4 diárias em apartamento para 2 pessoas;
Valletta
Sanduíche presunto x cheese = 2,50;
Sanduíche pastrami x queijo  = 3,95;
Entrada de provolone – Nibbles =  3,50;
Ice tea em = 2,00;
Vinho Caravaggiio, taça = 4,00;
McDonald’s em St. Julian’s
Localização – Bay Street Shopping Mall – St. Georges Bay;
Big Tasty CLassic – 7,40 euros;
Big Mac Classic – 6,25 euros;
Sachet de mostarda ou catchup – 0,10 euros cada.

SERVIÇOS DE ÔNIBUS ATRAVÉS DAS PRINCIPAIS ATRAÇÕES

PARTINDO DE VALLETTA
Para o aeroporto – ônibus expresso X4.;
Para o Terminal de Cruzeiro de Valletta – ônibus 130, ou use o novo Barrakka Lift dos Jardins Upper Barrakka;
Para Fort St. Elmo e a balsa até Sliema – ônibus 133;
Para St. Julians & Sliema – ônibus 13, 14, 16 (também 15 e 21 para Sliema Ferries apenas);
Para Qawra e Bugibba – ônibus 31, 45 e 48;
Para Mellieha e Cirkewwa – ônibus 41 e 42 (também 49 e 250 para Mellieha apenas);
Para Mosta – ônibus 31, 41, 42, 44, 45, 47, 48;
Para Naxxar – ônibus 31, 37, 43, 46, 49;
Para Golden Bay – ônibus 44;
Para San Anton Gardens  ônibus 54 para o ponto de ônibus “Strickland”, ou os ônibus 51, 52, 53, 56 para o ponto de ônibus “Anton”, em seguida, uma curta caminhada;
Para Ta’Qali e Rabat (para Mdina)  ônibus direto 56 (os ônibus 51, 52 e 53 também passam nas proximidades);
Para Rabat (para Mdina)  autocarros 51, 52, 53 e 56;
Para Buskett Gardens & Dingli Cliffs – ônibus 56;
Para Marsaxlokk – ônibus 81, 85 (também ônibus rápido X86 aos domingos);
Para Marsaskala – ônibus 91, 92 ou 93
Para Vitoriosa e as Três Cidades – ônibus 2, 3 e 4;
Para Gruta Azul / Hagar Qim – ônibus 74;
Para Tarxien e Paola Square (para Hypogeum) – ônibus 81, 82, 84, 85, 88.

PARTINDO DE SLIEMA E ST.JULIANS
Para o Aeroporto – express bus X2 e serviço “Tallinja Direct” TD2;
Para Valletta – ônibus 13, 14 e 16 (também 15 e 21 de Sliema Ferries apenas);
Para Qawra e Bugibba – ônibus 212;
Para St.Pauls Bay, Mellieha e Cirkewwa – ônibus 222, complementado pelos serviços “Tallinja Direct” TD1 e 4;
Para Mosta e Naxxar – Autocarros 202 e 203;
Para Golden Bay – ônibus 225, complementado pelos serviços “Tallinja Direct” TD5;
Para Ta’qali e Rabat – ônibus 202;
To Paola Square (para Hypogeum) – ônibus X2.

PARTINDO DE DE RABAT E MDINA
De e para o aeroporto – expresso de ônibus X3 (ônibus 201 também corre para / do aeroporto em uma rota cênica passado Blue Grotto & Dingli);
Para Valletta – ônibus 51, 52, 53 e 56;
Para Bugibba & Qawra – ônibus X3 e 186, complementados pelo serviço “Tallinja Direct” TD3;
Para St.Julians & Sliema – ônibus 202;
Para Ta’Qali Crafts Village & Mosta – ônibus 186 e 202;
Para Sigiewwi & Ghar Lapsi – ônibus 109;
To Paola Square (para Hypogeum) – ônibus X3;
Para Gruta Azul e Hagar Qim – ônibus 201;
Para Buskett Gardens – ônibus 56 e 181;
Para Dingli Cliffs – ônibus 56 e 201

HISTÓRIA DE MALTA
5200 a.C. – chegada do homem em Malta;
3200 a.C. – construção de templos megalíticos;
800 a.C. – colonização dos Fenícios;
480 a.C. – dominação dos povos Cartagineses;
218 a.C. – dominação dos Romanos;
60 d.C. – barco de São Paulo naufraga em Malta a caminho de Roma. Malta se converte ao Cristianismo;
395 d.C. – Bizantinos dominam Malta;
870 d.C. – Árabes ocupam as ilhas. Chegada do Islamismo. Influência árabe no idioma maltês;
1090 – 1530 – Malta passa a ser uma extensão da Sicília. Todos os conquistadores que governam a Sicília, passam também a governar as Ilhas Maltesas. Malta volta a ser Cristã;
1530 – chegada da Ordem dos Cavaleiros de São João (Knights of St. John) – ordem religiosa e militar pertencente a Igreja Católica. Governam Malta até 1798, trazendo anos de glóriapara o arquipélago (artística e financeiramente). Surgem igrejas e palácios belíssimos, embelezados por artistas importantes como Caravaggio;
1798 – Napoleão Bonaparte (França) tira Malta da Cavaleiros de São João;
1799 – 1780 – Reino Unido chega em Malta para tomá-la dos franceses. França se rende;
1814 – 1964 – Malta se torna uma colônia britânica (passando pelas duas Guerras Mundiais como parte do Reino Unido);
1964 – Independência de Malta;
1974 – Malta se torna uma República;
2004 – o país passa a fazer parte da União Européia;
2008 – Malta adota o Euro como moeda.

Viagem feita em OUTUBRO/2018

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