POTOSI

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.Top-001Sozinha: Sta. Cruz de La Sierra x  Cochabamba x Sucre x Potosi x Uyuni (SALAR DE UYUNI) x Oruro x La Paz.
Com minha filha: La Paz x Copacabana (LAGO TITICACA) 

SANTA CRUZ DE LA SIERRA

O modo mais econômico foi com o Loyd Aéreo Boliviano que saiu às 17h.25 do aeroporto de Guarulhos/SP, chegando ao Aeroporto de Viru Viru em Santa Cruz de La Sierra as 19h.20

COCHABAMBA

Diário de bordo – ao desembarcar fui até a Casa de Câmbio do aeroporto trocar US$100,00 – por Pesos Bolivianos US$1,00 = B$6,83. Embarquei no Aeroporto Internacional Jorge Wilstermann para Cochabamba.
Fiz reserva de hospedagem e transfer via internet com o Backpackers Cochabamba Hostel fiquei tranquila, apesar do horário avançado eu estaria resguardada. Surpresa! 23h., eu sozinha no aeroporto em Cochabamba e nada do Sr. Álvaro Rios aparecer, após aguardar meia hora, fui até o ponto de táxi do aeroporto e consegui que um taxista me levasse até o tal hostel. Durante o trajeto ele me informou que o lugar não era “muito tranqüilo”. Ele achou mais seguro esperar na porta do hostel até a confirmação, gostei da sua atitude e acabei contratando para me levar até o aeroporto no dia seguinte. A entrada do hostel era uma garagem, do lado esquerdo um balcão encardido, detrás dele saiu um rapaz descabelado e sonolento, expliquei que tinha uma reserva de nº.1388, ele olhou várias vezes a lista e disse que não tinha reserva alguma, mas que havia quarto vago (nem perguntei pelo tal Álvaro Rios), fiz sinal para o taxista Sr. Vito, que estava tudo OK. Pedi para o tal rapaz me chamar às 7h. do dia seguinte, repeti o pedido e ele me disse para ficar “tranqüila”, já estava “apuntado no livro”. Pediu pagamento adiantado.
Backpackers_Cochabamba_Hostel-Cochabamba_1-001Recebi a chave, o rolo de papel higiênico e subi. Quarto simples, com banheiro, água quente, mas sem toalha de banho, por sorte havia levado a  toalha de fralda.
Pela manhã ao acordar olhei pela janela, o bairro era péssimo, algumas pessoas perambulavam pela rua, tudo muito sujo. Na dúvida improvisei um café da manhã com bolacha salgada, uma latinha de atum e o restante de água que havia sobrado do dia anterior. O tal rapaz não apareceu para chamar, desci as escadas não havia ninguém na recepção, deixei as chaves no balcão e aguardei o taxista, que chegou conforme o horário combinado. Foi uma proteção divina esse taxista de confiança!

Backpackers Cochabamba Hostel (não recomendo)
Barato, mal iluminado, colchão de péssima qualidade, a porta do quarto não tinha fechamento seguro, dormi com a cama encostada na porta.

LocalizaçãoAvenida Aroma # E-437 entre 25 de Mayo e San Martin. Está a 5km. do aeroporto e 3km. da rodoviária.
PreçoB$68 (U$10) s/ café da manhã

 SUCRE  

Sucre x Potosi = 165km. trajeto feito em taxi compartilhado.
Diário de Bordo – Após 1h. de voo cheguei a Sucre (2.750m.). Tentei em meio ao tumulto procurar um ponto de ônibus e ir até o terminal intermunicipal, mas sabendo um pouco longe do aeroporto decidi negociar com os taxistas, estavam oferecendo o transfer até Potosi B$80,00 (U$11,50), dei as costas e ele me ofereceu  B$60 (U$8,6), como não dei resposta ele propôs que eu aguardasse um pouco, com mais pessoas o preço poderia ser melhor, adiantei que só pagaria B$30(U$4,3), caso contrário iria de ônibus, alguns minutos depois ele voltou dizendo que o negócio estava fechado, ele havia conseguido mais uma passageira. Entramos no carro, achando que partiríamos imediatamente para Potosi, mas o motorista se dirigiu ao centro da cidade, dizendo que precisaria passar por alguns pontos de ônibus para arrumar passageiros, após rodar alguns minutos encontrou mais um. 01Partimos, no primeiro posto de combustível o motorista parou e pediu pagamento adiantado, estava com pouco combustível e não tinha dinheiro, paguei meus B$30, neste momento a senhora boliviana ficou irritada com o motorista, pois ele havia cobrado B$40 dela, foi uma confusão e ele acabou devolvendo a diferença. No caminho mais uma passageira, uma vendedora ambulante, sentou-se no banco da frente com sacolas de comida, refrigerante e um grande saco com biscoitos de polvilho, não cabia mais nada. Na primeira parada para o passageiro descer o porta malas não abria, descemos todos do carro para que o motorista sacasse o banco traseiro para retirar a mala. Todos ”acomodados” chegamos a Potosí após 3 horas de viagem em estrada asfaltada, mas sem acostamento.

POTOSIpotosi_panorama_opt (1)-001

Uma das cidades mais altas do mundo.
Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco.
População – 194.298 habitantes (2009)
Altitude – 4.000m. a.n.m.
Fuso horário -1h. (horário de Brasília).
Distância de outras cidades – La Paz: 748km; Uyuni: 269km.
Idioma Espanhol, Quíchua e Aimará.
Melhor época para visitar – No final de cada estação chuvosa, fim de janeiro a agosto. De outubro a maio pode chover, mas o calor vai estar mais ameno.
Quanto tempo ficar – um dia para conhecer o centro histórico e um dia para visitar Cerro Rico e arredores. Lembrando que alguns lugares fecham aos domingos e segundas.
Soroche – quase 4.000m. de altitude pode ocasionar alguns transtornos que vai de uma simples dor de cabeça até sintomas mais fortes, eu passei muito mal mesmo. Portanto, não vá sem seguro viagem, principalmente se como eu estiver viajando sozinha.
Visto – Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e o prazo máximo de permanência é de 90 dias.
Documentospassaporte ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos.
Dinheiro – a moeda oficial é o boliviano, sigla BOB. As notas são de 5, 10, 20, 50, 100 e 200, e moedas de valores inteiros de 1 e 2 bolivianos, e 5, 10, 20 e 50 centavos.
Vacinas – o país exige vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes, nem sempre pedem, mas convém levar.

Como chegar
Avião –  Partindo de São Paulo (GRU), a Latam e a Gol têm voos direto, para Santa Cruz de la Sierra, na sequência é preciso outro voo para Cochabamba e a partir de Cochabamba um ônibus. Outra opção é tomar um voo para Sucre e na sequência um ônibus para Potosí. No Brasil operam as seguintes cias. aéreas: Boliviana de Aviacion (BoA), Transporte Aéreo Militar (TAM), Lloyd Aéreo Boliviano (LAB), Aerocon, Amazonas e Northeast Bolivian Airways.
Ônibus – partindo de Sucre há várias companhias, com tempo médio de viagem de 3h., há uma taxa de saída de B$2,5 (U$0,36) com passagem a B$20 (U$3). Partindo de Cochabamba são 9h. de viagem de B$100 a B$140. Se a saída for por Oruro são 6h. de viagem que vai custar B$30. Se estiver em La Paz são 10h. de viagem e o valor vai estar entre B$60 a B$140, dependendo do tipo de ônibus.
Rodoviária longe do centro de Potosí, combine com o motorista para descer antes.Potosi1-001
Potosí foi fundada em 1546, 65 anos depois era a maior produtora de prata do mundo. Os espanhóis chegaram a Potosí dominaram seus habitantes e começou a extração em Serro Rico com trabalho indígena, chegando cada extrator a levar 29kg. prata por dia, subindo pelas minas com este peso em uma bolsa atada ao pescoço.
A chegada pode decepcionar, ruas empoeiradas, população em sua maioria carente não lembra os tempos em que Potosí foi uma das cidades mais ricas do mundo, daqui saíram toneladas de prata. A riqueza de Potosí já foi tão grande que, no livro Quixote, Miguel de Cervantes criou a expressão “vale um Potosí”, o que significava algo que valia uma fortuna. Em 1611, tinha aproximadamente 150 mil habitantes, tornando-se a segunda cidade mais populosa do mundo — só Paris tinha população maior — e uma das mais ricas. Era tanta prata que existe uma metáfora dizendo que seria possível construir uma ponte entre Potosí e a Espanha com toda a prata que já saiu da mina. Dizem também que poderia ser construída outra ponte de ida e volta só com os ossos daqueles que morreram na mina. Foram 8 milhões de vítimas, sua maioria indígenas que foram escravizados pelos espanhóis e submetidos a condições desumanas de trabalho, em 1811 a prata já estava quase esgotada e a população reduzida a 8 mil habitantes e uma arquitetura da época colonial. Atualmente a cidade vive da extração da prata e do turismo pelos corredores das minas de Cerro Rico, Casa de Moneda e algumas igrejas.

Potosi – 1º. dia

Diário de Bordo – em Potosi como não tinha reserva só consegui o Hostal Central B$25 (U$3,6), a uma quadra da praça, o quarto tinha janela para a Calle Liñares, era bastante barulhento,  banho compartilhado, armário mofado que nem cheguei a usar, apenas uma cadeira, sem café da manhã, não forneciam toalhas nem papel higiênico. Saí para conhecer a cidade e a praça, sentei em um banco para admirar tudo aquilo, agora realmente me sentia na Bolívia. Fui procurar uma agência de turismo, Andes Salt Expeditions, para fazer um tour no dia seguinte, queria conhecer uma das minas de prata de Cerro Rico, deixei combinado para fazer o passeio no dia seguinte B$50 (U$7,2). Fui visitar algumas igrejas e voltei para a Plaza 10 de Noviembre, após alguns minutos de contemplação comecei a sentir tonturas, dor de cabeça, não conseguia raciocinar com muita clareza. Era o “soroche”, mal das alturas! Um senhor que estava ao meu lado percebeu e aconselho-me tomar um chá de coca. Fui até o Café Cherry, como não havia almoçado pedi um caldo B$8 (U$1,15), depois uma água e um chá de coca (B$8), comecei a sentir um forte enjoo, corri ao banheiro. Ao sair um casal de espanhóis que estava tomando chá de coca me chamou, dizendo que haviam percebido meu mal estar, a senhora então me ofereceu umas folhas de coca dizendo que estava na Bolívia havia uma semana e desde que chegara estava fazendo uso da folha e se sentido muito bem. Comecei a mastigar as folhas, descendo pela movimenta e colorida Calle Lanza, fui até o Mercado Central para comprar um pacote de folhas B$3,5 (U$0,5), fui para o hostel e passei o resto do dia deitada, mascando folhas e tomando água, mas nada de melhorar, não consegui sair nem para jantar.

Hostel Central (não recomendo)

Hostel-Casa-Blanca-Potosi-photos-Exterior-Hostel-Casa-Blanca-PotosiHostel Casa Blanca 
Funciona em uma casa estilo colonial, hostel com ótima aparência, quartos com banheiro privativo e varanda, aquecimento, wi fi, bar. Disponível cozinha bem equipada e limpa para hóspedes.
Localização – Calle Tarija 35, entre Calles Nogales e Chuquisaca.
Diária – B$184, (U$26,4) para casal, café cobrado a parte.

Potosí – 2º. Dia 

Diário de Bordo – Levantei às 7h., tomei bastante água, com dificuldade fui até a Agência de Turismo, aguardei até sua abertura, o agente me informou que ainda iria demorar um pouco, na calle Padilla tomei um desayuno, são duas opções: Americano B$11 (U$1,65) e Continental B$9 (U$1,30): 4 torradas, manteiga, geleia, café com leite e suco. Fiquei com a segunda opção pois ainda não estava me sentindo bem, a dor de cabeça havia melhorado, mas continuava meio zonza e com enjoo, a falta de ar também estava forte. Voltei para a Agência aguardei até às 9h., chegou a van com outros turistas e recebemos o traje apropriado: botas de borracha, calças, jaquetas e capacetes. Paramentados, seguimos com a Van até um largo aonde funciona a Feira del Calvário, o guia nos disse que deveríamos comprar um kit para levar aos mineiros e por B$21 (U$3,00) compramos um pacote de folha de coca, 2 pacotes de cigarros feitos à mão, um refrigerante litro e um frasco de aproximadamente 200ml. de álcool 92ºC, que segundo ele serve para os mineiros oferecerem ao Tio.
01-001Com certeza se tivéssemos comprado tudo isso na cidade o valor seria infinitamente menor. Para completar máscaras descartáveis para evitar a poeira da mina. Subimos novamente na van que nos levou até a entrada da Mina Rosário a uma altitude de 4.303metros, a guia o tempo todo repetia: Reforcem a coca! Mastiguem mais folhas! Estamos subindo reforcem a coca! Acomodem as folhas no canto da boca, coloquem mais folhas! Minha bochecha parecia de tocador de trombone, mas os efeitos milagrosos não apareciam. Estava cada vez mais zonza, raciocínio lento, falta de ar.
Primeiro um passeio para conhecer a parte externa da mina e tanques que são utilizados para separar prata das pedras, verdadeiros moedores, mas mesmo assim a Bolívia não tem tecnologia para depurar a prata e exporta blocos onde penas 30% contém prata, no período da ocupação espanhola esse índice era de 95% (até aí eu estava razoavelmente bem).
01-002

Chegamos na entrada da mina, nesta altura eu já nem sabia mais o que estava acontecendo, coisa meio de autômato, colocaram uma lanterna no meu capacete, informando que não deveria levantar muito a cabeça, a mina era baixa. Lá fui eu, mas não muito longe, comecei a vomitar horrivelmente dentro da mina, Vexame! Precisei voltar com um guia enquanto outro levava o pessoal. Fiquei do lado de fora aguardando o final do passeio, conversei com alguns mineiros e tirei algumas fotos. Descobri que nesta mina o salário não passa de B$40 (U$6) a B$50 (U$7,2) por dia, cada um deve comprar o seu próprio equipamento e comida, trabalham das 08h. as 16h. sem almoço, apenas mascando cerca de 200 folhas de coca por dia..
Voltamos para a cidade. Novamente passei pelo Cherry, tomei uma sopa de frango com champignon, aspargo e torradas B$5 (U$0,75). Ainda não estava bem, mas como iria seguir viagem no dia seguinte, precisava fazer alguma coisa, lembrei então de ter lido alguma coisa sobre Sorochi Pills, que ajudaria no Soroche, fui até farmácia, comprei o possível milagre B$20 (U$3), imediatamente tomei um comprimido. Entrei no Museu Casa de Moneda e ao sair já estava melhor, fui na Chaplin, confeitaria para tomar um café e comer um doce. Passei por uma cholita, olhei pela última vez minhas folhas de coca e fiz minha doação!
Aproveitei o restante do dia para visitar mais alguns pontos turísticos

O QUE VER EM POTOSI

“Patrimônio Mundial da Unesco 1987”

Catedral

A igreja do século XIX nem sempre tem a porta da frente aberta, a entrada é pela rua de trás, tem uma taxa e um guia acompanha a visita. Tem colunas de pedra adornadas com pinturas com pó de ouro, o piso é de madeira, o órgão que está no coro é banhado em ouro. O campanário está a 4.100m. de altura.
Localização – Plaza 10 de Noviembre
Horário – das 9h, as 12h e das 15h. as 18h.
Entrada – B$20 (U$3), acesso gratuito somente na igreja em dias de missa

Convento de San Francisco y Museo

torre-001Fundado em 1547 é o convento mais antigo da Bolívia e preserva boa parte da construção original: pisos, pilastras e teto em madeira talhada à mão. Foi destruído com o rompimento da lagoa de San Ildefonso e reconstruído 19 anos depois (1707). O eixo central do museu seria o convento, no pátio externo estão pinturas que remetem a história de São Francisco, quadros religiosos como a “Ereção da Cruz” de Melchor Pérez de Holguín,  “Cristo de Burgos” de Gaspar de la Caverna e obras de Juan de la Cruz Tapia, internamente há um quarto que mostra como vivia um franciscano. Dentro da igreja chama a atenção a imagem de um Cristo com cabelos humanos, dizem que foi deixado anonimamente na porta da igreja. A descida até a cripta é feita por uma escada de pedras lá estão ossos de pessoas que foram importantes para a cidade e tinham posses para serem enterradas no subsolo da igreja. O ponto alto do passeio é a subida até o telhado e chegar até a torre para desfrutar a vista de Potosí, Catedral e Cerro Rico.
Localização – Rua Tarija, esquina de Nogales, Villa Imperial de Potosí
Horário – segunda a sexta: primeira turnê 8h.30, segundo passeio 14h.30, Lookout 11h.30 e 17h.30. Sábado (vigia e criptas) 9h.30 e 10h.30, 11h.30 apenas mirante.
Preço – B$20 (U$3), visita guiada

Arco_D_Cobija-001Arco de Cobija

Construído no período colonial é um forte símbolo da discriminação durante o período de permanência dos exploradores espanhóis.
Os indígenas bolivianos que viviam do outro lado do rio só vinham até o Arco para vender seus produtos, só podiam atravessar se fossem convidados ou poderiam ser executados em praça pública. Além do Arco vivia a burguesia espanhola que não queriam os indígenas em seu território diário.
                                                                                               Localização – Plaza 10 Noviembre.

Mercado CentralFachada-mercado-central.

Mercado típico das tradições, barracas de comidas aparentemente com pouca higiene, mas com deliciosas empanadas, sucos de frutas, bancas coloridas com legumes, verduras e tubérculos, quem não tem barraca não se aperta e coloca seus produtos nos estreitos corredores, a carne sem refrigeração pode ser estranha para nós brasileiros. Admire sem criticar, essa é a ideia! As folhas de coca são vendidas em pacotinhos. O aroma local faz parte a tradição, você sempre vai guardar essa memória olfativa.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h.

Photo 20160507064610018 torre-001Torre de la Compañia de Jesus.

A torre estava agregada a uma igreja que não existe mais, tem uma ornamentação barroca do século XVIII que é seu principal atrativo, foi construída por volta de 1707. A vista do alto é boa, mas a do Convento de São Francisco é melhor.
Localização – Ayacucho, Villa Imperial de Potosí, junto ao Cerro Rico e à Casa da Moeda
Horário – das 8h. às 20h.
Preço – B$10 (U$1,5)

Templo y Iglesia de Santa Teresa

O local tem 300 anos, está bem conservado, mas a curadoria é fraca e como a visita é guiada não há tempo de ver tudo em detalhes, bom para quem gosta de arte sacra, a parte do claustro o guia passa muito rapidamente. O local é bem frio, leve agasalho leve.
Localização – Santa Teresa 6, Villa Imperial de Potosí.
Horário – abre as 9h.
Preço – B$30 (U$4,5)

Igrejas no centro histórico: Iglesia de San Lorenzo de Carangas e Iglesia La Merced,

Casa Nacional de La Moneda

01-003Sem dúvida uma das melhores visitas em Potosí, foi construída de 1759 a 1773 para controlar o volume de retirada da prata e transformação em moedas que vinham com um “P” (Potosí) em sua parte central. É um dos mais completos museus da América do Sul sobre cunho de moedas. Por medida de segurança os muros tem mais de um metro de espessura e o local serviu como prisão, fortaleza e sede do exército boliviano durante a Guerra do Chaco, logo ao entrar no pátio há uma fonte e atrás dela uma esquisita máscara de Baco que foi colocada em 1865 pelo francês Eugenio Martin Moulon (provavelmente só ele sabe o motivo), mas tornou-se um ícone na cidade conhecido como “mascarón”.
No interior do museu estão máquinas antigas e ferramentas para cunhagem da prata que era trazida de Cerro Rico.
Não esqueça de levar um casaco leve. Visita guiada.
Horário – terça a sábado das 9h. às 10h.30 e das 14h.30 às 17h.30. Domingo das 9h. às 10h.30. Fechado segunda.
Tempo de visita – 2h.
Preço – B$40 (U$6), para tirar fotos é necessário pagar um adicional, se quiser cunhar uma moeda na base da martelada vai custar B$20 (U$3)

Mina Rosário del Cerro Rico

Top-012Não é possível estabelecer a quantidade de minas abertas na montanha, mas com certeza passam de 200 aberturas e estudos mostram que a montanha já cedeu em sua altura devido a retirada de terra de seu interior. Os mineiros começam o dia comendo como se fosse um almoço (sopa, arroz, macarrão e geralmente frango) este é o único alimento do dia, não é recomendável levar comida para o interior da mina, ela fermenta muito rápido. A visita é feita durante o período de atividade dos mineiros, à medida em que se avança pelo túnel a luz vai ficando mais fraca, o ambiente vai ficando frio, as paredes apertadas e o ar rarefeito, os trilhos ajudam na direção a seguir mas em alguns trechos estão cobertos de água. O guia vai a frente contando histórias de mineiros da época colonial que eram escravos indígenas que ficavam até 3 meses dentro da mina sem ver a luz do dia, galerias poderiam ter dormitórios e refeitórios, quando saiam alguns ficavam cegos ou antes disso morriam em deslizamentos ou doenças infecciosas respiratórias. Atualmente os jovens entram nas minas por volta dos 14 anos como carregadores e na idade adulta fica fixo como explorador, não conseguem estudar.
No período colonial os espanhóis durante a catequização diziam aos índios que  Deus estava no alto e o demônio nas profundezas, à partir de então os mineiros mantém a tradição antes de entrar nas galerias pedem proteção e fazem oferendas ao “Tio” que é uma imagem com chifres, bochecha com folhas de coca, cigarro na boca e pênis ereto. Para os mineiros não é tido como um demônio, mas como uma entidade de proteção.
No local não há regra nem equipamento de segurança.
Top-010Visitar ou não uma mina? Prepare-se, a realidade é forte e triste, as condições de trabalho são terríveis e impactantes.
Não é recomendado para quem sofre de claustrofobia, os túneis são baixos, estreitos e escuros, o ar é pesado por conta da poeira, as escadas para mudar de galeria não tem segurança, a visita é feita em dia de trabalho normal, pode haver desmoronamento por conta das explosões, se mesmo assim achar interessante a visita pesquise uma boa agência, lembrando que não há segurança alguma.
Preço – B$80 (U$11,50)
Andes Salt Expeditions – fiz a visita com esta agência.

Ojo del Inca – Laguna Tarapaya

A lagoa está em uma cratera de vulcão inativo que mantém a água por volta de 30º.C, ela forma um círculo com 100m. de circunferência. Aqui houve pouca interferência humana, no entanto, não há controle de visitantes nem segurança alguma, a profundidade chega a 22m. Atualmente estão proibidos banhos. Menos original são as “piscinas” mais rasas construídas atrás da lagoa.
ojo del incaLeve água, lanche e vá preparado com um casaco o clima é instável nesse local.
Origem do nome – homenagem a Tupac Amaru, último líder do Império Inca que dizem ter estado nessas águas antes de ter sido preso e condenado à morte durante a conquista espanhola.
Localização – 30km. distante de Potosí
Como chegar – a forma mais econômica é ir até o Mercado Municipal de Potosi, procure um micro ônibus que vá até o Mercado de Chuquimia, isso vai custar B$1,50 (U$0,22). Ao chegar a Chuquimia tome outra van para Miraflores por B$5 (U$0,75), a van parte assim que estiver completa, tem fila tremendamente desorganizada, então fique esperto para não perder várias vans, informe ao motorista que deseja descer na entrada da lagoa Ojo del Inca. A viagem leva em torno de 1h. Para voltar a van parte da lagoa por volta das 18h. e também tem fila.
Preço – B$10 (U$1,50), para tomar banho e usar vestiário.

ONDE COMER EM POTOSÍ

Mercado Central $
Para experimentar a típica salteña boliviana.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h. (confirmar)

El Mana $
Boas pizzas, cardápio variado, carta de vinhos.
LocalizaçãoCalle Bustillos 1080

Café Potocchi $
Comida local, opções vegetarianas, veganas e sem glúten.
Localização – Millares Nº 13.
Preço – de B$14 (U$2) a B$40 (U$6), lanches B$12 (U$1,72)

Café Cherry $
Café, chá, chocolate quente, sucos, sorvetes, balcão de doces. Servem café da manhã. Atenção não aceitam cartão, somente BOB.
Localização – Padilla, Vila Imperial.
Horário – aberto até 21h.
Preço – café da manhã entre B$20 (U$3) a B$25 (U$3,6)

 Café Chaplin $
Se sua hospedagem não oferece café da manhã vá até o Chaplin. Provavelmente vai encontrar brasileiros tomando café, comendo tucumanas (tipo de empanada) ou salteñas. Para o frio da noite um chocolate quente com bombita e uma taua taua , doce típico da cidade de Potosi.
Localização – calle Matos No. 19, Quijarro y, Villa Imperial de Potosí
Horário – aberto até 22h.
Preço – tucumanas de B$4 (U$0,58) a B$6 (U$0,86), bombita B$2 (U$0,3), taua taua B$1 (U$0,15).

Doña Polonia $$
Para comida típica boliviana.
Localização – calle Padilla, 66, perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – das 10h. às 14.h30

El Empedradillo $$/$$$
Kalapurca (sopa boliviana ser vida em prato sobre pedra vulcânica), opções vegetarianas, sopa, prato principal.
Localização – perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 21h.

El Tenedor de Plata $$/$$$
Serve desde comida local até pratos internacionais, atendimento muito bom, local de bom gosto.
Localização – Linares, Villa Imperial, perto da Plaza 10 de Noviembre.
Horário – aberto até 23h.

Potosi  x  Uyuni – 3º. dia

Levantei cedo e já saí do hotel com a mochila, tomei um desayuno continental na Plaza 10 de Noviembre, aguardei uma van B$1,00 (U$0,15)) e fui até o terminal de ônibus, o motorista avisou que era ali (?), desci sobre uma linha férrea, não sabia direito onde estava, custei acreditar que aquilo era um terminal de ônibus. Ao redor da via férrea (desativada), ambulantes vendiam de tudo: roupas, batatas, verduras, até cabritos ainda com pele e vísceras, milho cozido, porco, galinha. As agências não passavam de pequenos cômodos sem janelas aonde as pessoas se amontoavam à procura de bilhetes. No centro de tudo isso aparece um conjunto folclórico, começam a tocar, mal ponho a mão na máquina fotográfica e a “cantora” faz sinal que não pode, mostro dinheiro e ela diz entre muitos dentes com lascas de ouro que não é permito fotografar mesmo pagando. Desisto e vou procurar uma agência que me leve até Uyuni. Não há muito o que escolher, opto pela Viação Quijarro, ônibus vai sair às 9h., preço B$25 (U$3,6), após negociação sai por B$20 (U$3). A bagagem é amarrada em cima do ônibus. Como fui uma das últimas a comprar passagem e o ônibus estava lotado fui sentada no banco da frente junto como motorista, pedi para levar a mochila dentro. Após todos se acomodarem no ônibus, entram aqueles que não podem pagar o preço integral da passagem, devem ir sentados no corredor, sobem mães arrastando crianças, sacolas, cestos, tudo vai sendo colocado como pode. 01-005O trajeto é de 225km. em estrada de terra, o velocímetro do ônibus não funciona, mas posso afirmar que na tal subida do Sapo não ultrapassa 20km. p/ hora. São 11h.30. e após esta forte subida se avista a Cordillera de los Fraillles, lhamas começam a cruzar a estrada, à esquerda a Mineradora Porco. Após subir até 4.000metros de altitude, começa a descida até chegar ao frio rio San Juan, onde segundo o motorista do ônibus existem muitas trutas, as lhamas continuam aparecendo sempre, são bastante resistente, comem a palha seca, fornecem lã e carne, uma lhama vale entre B$200 (U$28,7) a B$300 (U$43).01-006
Às 12h.10. paramos no povoado de Chaquilla, a 2.400mts., meia hora para lanche, olhando para o restaurante não me animei, resolvi comer algumas coisas que havia levado do Brasil, patê de galinha, bolacha e uma barra de cereal, fui comprar um refrigerante, mas estava sem gelo, resolvi tomar minha água mesmo. Não havia banheiro, cada um se virou como pode atrás de algum arbusto. Esta é uma viagem muito interessante para observar as pessoas locais, em todas as paradas aparecem pessoas vendendo milho e suco de pêssego (um fermentado). Passando pelo povoado de Tica Tica, em Ollerias já se pode perceber o sal no solo, depois Challa, Pulancayo, uma povoado que exibe uma orgulhosa placa por ter suas minas assaltadas por Buch y Cassidy, mantém a locomotiva em exposição.

`Cheguei em Uyuni às 16h.30

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