OTAVALO

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.

“Capital Intercultural do Equador”

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Nome – San Luiz de Otavalo
Origem do nome – em Chaima, “lugar dos antepassados”.
Distância de Quito – 110km.
População – 110.000 habitantes (44,3% no setor urbano)
Língua Oficial – Kichwa é o idioma Inca do Equador, o espanhol é bem aceito.
Moeda – Dólar americano.
Altitude – 2.532m. a.n.m.
Clima – temperatura média 15 °C, as manhãs e noites podem ser um pouco frias.
Atração – o maior mercado a céu aberto da América do Sul.
Diário de Bordo – no final do relato

As origens de Otavalo remontam ao século XVI, os otavalenhos mantém tradições, histórias e celebrações sagradas como o festival indígena Inti Raymi, que celebra o solstício de verão com música e dança.  Os habitantes foram inseridos a força ao império Inca, mas com a chegada dos espanhóis o trabalho artesanal foi valorizado com criação de workshops e após a saída dos espanhóis eles já estavam estabilizados e continuam até hoje com esta atividade.
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Os otavalenhos são pessoas amáveis, orgulhosas de seu trabalho, a variedade dos produtos e qualidade não deixam dúvidas sobre suas habilidades manuais que remontam do período pré incaico, eles são 50% na feira, os demais participantes são Kichwa, Afro-Equatorianos, Mestiços e outras etnias menores.

 Como chegar partindo de Quito  

EQUADOR (sem edição) 338Ônibus – transporte público saindo de El Ejido os ônibus partem a cada 20 minutos, custa U$2,50, mais U$ 0,20 da taxa do terminal terrestre e leva 30 minutos até o  Terminal Carcelén, de onde saem vários ônibus para Otavalo, utilize a Cooperativa Otavalo ou Cooperativa Los Lagos,  a passagem custa U$2,50 e o trajeto leva de 2h. a 2h.30 e são diversas empresas que fazem o trajeto. Chegando em Otavalo um táxi deve cobrar U$1,25 para levar até a hospedagem.
Táxi – do aeroporto até Otavalo o custo varia entre U$50 e U$55, tempo de viagem de 1h.30.

 O QUE VER EM OTAVALO

 

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Otavalo oferece festivais: Y amor, Inti Raimi (festivais do sol), Pawkar Raimi (festival de florescimento), aprenda a tricotar em teares de madeira ou fazer música, visite cachoeiras sagradas, lagos, lugares sagrados e se tiver tempo faça caminhadas ecológicas.
Chegue na sexta feira para descansar e aproveitar bem o sábado, desta forma você já consegue apreciar a feira antes da chegada dos turistas que vem de Quito.

Plaza de Ponchos
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Desde 1929 o mercado de Otavalo é espetacular, reúne todo tipo de artesanato que se possa imaginar, a arte têxtil é fantástica. Neste lugar você encontrará pinturas de Tigua, tapeçarias das Salasacas, esculturas de San Antonio de Ibarra, artigos de couro de Cotacachi, artesanato dos Saraguros, da Kichwa do Leste. Com o passar dos anos a matéria prima e qualidade tiveram mudanças, mas continua sendo um artesanato tradicional com técnicas herdadas dos tempos antigos, como desenhos colhidos de vestígios de tecidos encontrados em escavações arqueológicas.

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Atualmente a produção artesanal tem um foco forte no turismo, são bolsas, casacos, blusas, bijuteria, blusas bordadas com ou sem fartos babados, objetos de madeira, saias longas, roupinhas de bebê, cerâmica e muita coisa de lã. Preços? Você pode fazer oferta, eles estão acostumados, mas pode ter certeza de que os equatorianos vão pagar menos do que os sul-americanos e esses menos do que os demais estrangeiros. Você não vai sair de lá sem comprar nada, como a maioria das peças tem um toque andino, leve em conta que aquela roupa super colorida que te encantou talvez esteja fora do contexto para ser usada no Brasil.
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Localização
– ruas Sucre e Salinas
Horário de pico – 12h. horário que os turistas se aglomeram vindo de Quito.
Quando – aos sábados é o melhor dia, mas há vendedores todos os dias, com razoável fluxo as quartas e domingos.

Mercado de animais

Um produto bastante procurado são os cuys (porquinho da índia), assado ou feito no espeto é uma iguaria em todo o Equador.
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Começa entre 5h.30 e 6h. O local tem aproximadamente o tamanho de um campo de futebol, eles vão se organizando por setores para as vendas, os animais menores são vendidos no começo da feira e os maiores no final, do lado esquerdo tem um barranco onde fica montada a feira de alimentação.

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As mulheres  vestidas com roupas típicas de acordo com a tribo que pertencem, a maioria são da própria região de Otavalo, usam uma saia de tecido cru e sobre ela uma outra saia negra aberta nas laterais que deixa ver a nesga do tecido cru, usam blusas brancas bordadas com mangas bufantes que também levam bordados, nos pés alpargatas de um tecido muito semelhante ao brim, na cabeça um lenço amarrado. Os homens vestem calças brancas até no tornozelo, um poncho colorido e nos pés alpargatas, fazem tranças com seus longos cabelos que é um sinal de virilidade.

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Se você tem problemas em assistir animais amarrados ou em gaiolas o melhor é não visitar a feira, não tenho nada a criticar, pois são atitudes culturais.

O Que Mais Tem Para Fazer Em Otavalo?

Com um bom guia que tenha carro dá para conhecer muita coisa aproveitando o restante do sábado e domingo o dia todo.

Igrejas

Igrejas para serem visitadas na cidade:  Santuário de San Luis, Iglesia de El Jordan. Na área rural as paróquias de San Pablo del Lago, González Suárez, San Rafael de la Laguna, Eugenio Espejo, Quichinche, Miguel Egas Cabezas, Ilumán, Selva Alegre, San Pedro de Pataquí

Museu Vivente Otavalangomuseum-logo

O Museu foi criado em 2011, está instalado em uma fazenda espanhola de 1821, mantém preservada a arquitetura histórica: Obraje, La Casa Cruz, La Casa del Patron e outras. Estão em exposição antigos teares de tecelagem utilizados antes e depois da conquista espanhola, trajes indígenas,  cerimônia de  casamento, festivais e experiências ancestrais, prática da agricultura de acordo com o ciclo da lua, medicina ancestral com o Taita Yachak, o ciclo de vida e morte de acordo com os costumes tradicionais do mundo Kichwa e cerimônias “Wantia”.
Localização – Via Antigua a Quiroga #1230, antiga fábrica San Pedro
Horário – segunda a sábado das 9h. as 17h.
Preço – U$5

gruta socavon-001Gruta Del Socavón – Virgen de Montserrate

Antigamente foi um sítio sagrado indígena. A imagem da Virgem é venerada e foi colocada no interior da gruta que verte águas cristalinas onde os fiéis e romeiros jogam moedas para pedir seus favores. Em torno da Gruta del Socavón está o mirador e Cruz de Socavón, o acesso é através de uma escada de onde se pode contemplar a cidade de Otavalo.
Localização – parte oriental da cidade, no tradicional Bairro La Florida, portal de entrada do Bairro Monserrate.

Arredores de Otavalo e Peguche

Cascada de Peguche (Cascata)

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Aqui acontece a maior parte da celebração do solstício de verão na queda d’água que é alimentada pelas águas da Lagoa de San Pablo, que com o tempo criou um canyon. As comunidades indígenas locais atribuíram a cascata poderes sobrenaturais que ajudam a vida cotidiana da população. No solstício de verão as comunidades vão até ela à noite para o banho ritual com a finalidade de preparar-se espiritualmente para a celebração das festas que duram alguns dias.
Leve agasalho, sapatos cômodos, repelente de insetos.
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Localização – vilarejo de Peguche
Distância de Otavalo – 3,3km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 1821m. a.n.m.
Altura da cascata – 30m.
Como chegar – em transporte público: ônibus da Cooperativa Imbaburapac (cor vermelha), por U$0,35 saem a cada 30 minutos e demora de 10 a 20 minutos; táxi U$3; caminhado 40 minutos.

Cementério Indigena (cemitério)

Os dias de visita aos falecidos é segunda e quinta feira, o maior fluxo é no dia 2 de novembro, para esta ocasião os indígenas preparam os alimentos preferidos do falecido e nas primeiras horas da manhã colocam uma bateia sobre o túmulo com arroz, feijão, batata, milho, banana, tomate, abacate, pão e outras iguarias, para que o falecido desfrute. Os indígenas levam porções extras para dividir com as pessoas que estejam ao redor da tumba. Membros da família relatam fatos ocorridos durante o ano diante do túmulo e o ritual transcorre o dia todo.
Localização – calle Modesto Jaramillo y Manuel Quiroga, esquina diagonal a Plaza de Ponchos.
Distância de Otavalo – 2km.
Temperatura – 14º.C
Altitude – 2.565m. s.n.m.
Horário – de segunda a sexta das 8h. as 17h.30 e sábado das 8h. as 16h.
Como chegar – em transporte público, o ônibus da Cooperativa Imbaburapac sai do terminal terrestre de Otavalo a cada 30 minutos, ele se desloca para a Cascada de Peguche, peça para descer perto do cemitério, valor da passagem U$0,35. Táxi U$3.

Mirador El Lechero
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Mirante natural de onde é possível observar Otavalo, Laguna de San Pablo, Vulcões Imbabura e Cotacachi, Montanha Fuya Fuya. Para os indígenas é um local sagrado onde se realizam cerimônias de purificação e onde se deixam oferendas:  milho, ervilhas, cuys e chincha
Localização – 5 minutos do Parque Cóndor.
Distância de Otavalo – 7 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.847m. a.n.m.
Como chegar – Caminhando percorra a Calle Piedrahita e siga a sinalização, será 1hora de caminhada. Táxi leva 10 minutos, custo de U$4.

Parque Cóndor
O Parque Cóndor é um centro de resgate e cuidados de aves de rapina.
Distância de Otavalo – 6 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.817m. s.n.m.
Localização – imediações do Mirador El Lechero
Como chegar – mesmo trajeto do Mirador El Lechero

Laguna San Pablo

 

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A lagoa é um eco sistema, entre as plantas aquáticas está a totora (Scirpus sp) que é utilizada por comunidades locais na confecção de esteiras, almofadas, tapetes que são utilizados pelas famílias indígenas. Também vivem aqui garças, patos e alguns anfíbios. Nas margens há alojamentos, restaurantes, barcos para passeio
Nome original – Imbakucha, como é conhecida pelas comunidades indígenas.
Localização – aos pés do Vulcão Ibabura.
Distância de Otavalo – 10,7km. em estrada asfaltada.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.660m.
Profundidade – 48m. no centro e 35m. na margem.
Superfície – 2km.2.
Como chegar – as cooperativas de ônibus Otavalo, Los Lagos e Imbaburapac com bilhetes de U$0,35 levam até a comunidade de San Pablo, Araque ou Trojaloma de onde se pode chegar até a lagoa

Lagunas de Mojanda

 

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Esta lagoa de origem vulcânica está rodeada por resquícios de um bosque nativo que mantém a biodiversidade da região setentrional andina. São 3 lagos conhecidos como:  Cuicocha (lagoa grande), Warmikucha (lagoa pequena), e a Yanakucha (lagoa negra). Montanhistas se valem da altitude para fazer aclimatação antes de escaladas. O local é frio leve um agasalho e procure ir pela manhã, a tarde a neblina cobre a paisagem.15-011
Localização – região de Mojanda.
Distância de Otavalo – 16km.
Temperatura – 8º.C.
Altitude – 3.720m. s.n.m.
Como chegar – apenas 20 minutos de táxi da cidade.

Cascadas de Taxopamba (cascatas)taxopamba-005

Conjunto com 2 saltos, o primeiro com 15m. e o segundo com 10m. Leve repelente contra mosquitos.
Localização – muito perto das Lagunas de Mojanda.
Distância de Otavalo – 6,4 km.
Temperatura – 12º.C
Altitude – 2.846m. a.n.m.
Como chegar – um táxi leva até a comunidade de Mojandita por U$4, mas eles não esperam a volta, portanto terá de voltar caminhando ou contratar o taxista para ir buscar com hora marcada.

Cerro Fuya Fuya
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Faz parte de um complexo vulcânico conhecido como Mojanda. A cratera do Fuya Fuya abrange 5km. de diâmetro, excelente trilha para caminhada, no cume do cerro são avistados os vulcões Caymbe, Imbabura e Cotacachi. Aconselhável ir com guia, pois a neblina ocorre a qualquer momento e pode dificultar a volta.
Origem do nome – significa nebuloso, coberto de nuvens.
Localização – perto das lagoas Mojanda
Temperatura – 10º.C
Altitude – 4.279m. a.n.m.

Ecoturismo e Turismo Vivencial Indígena

Eugenio Espejo é uma paróquia de Otavalo, onde existe uma Corporação de Indígenas que realizam Ecoturismo Comunitário com visitas aos bosques nativos do Cerro Mojanda, passeios em lancha na lagoa de San Pablo e visitas as comunidades com guias nativos onde se podem provar pratos típicos da região, especialmente às quartas-feiras (miércoles).

ONDE FICAR ( centro)

Chukitos Hostal Inn
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Quartos com banho privado, água quente, TV, Internet, máquina de lavar, cozinha comunitária, informação turística, garagem. Hostal administrado por nativos otavalenhos que falam inglês, espanhol e quéchua . Excursões para vulcões Tayta Imbabura, Cotacachi y Mojanda. Transfer de/para aeroporto.
Nosso quarto era pequeno, colchões razoáveis, mas tudo suficiente.
Localização – Bolivar 10-13 y Morales (esquina), está a 3 quadras da Plaza de Ponchos
Preço – US$14 single e US$25 doble.

Hotéis (melhores)
Medina Del Lago*****, Hotel Otavalo*****

Hostais (preço médio)
Doña Esther Otavalo, La Casa de Martin, El Andariego,El Indio Inn

 Hostais (econômicos)
Santa Fé, Runa Pacha, Paukar, Magui’s house.

 ONDE COMER

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Deli – $$ (recomendo)

Daily Grind $

IncaZen Tea House – $

Taco Bello $

Tayta Wasi $

Pouttin $

PRATOS TÍPICOS

Os alimentos como o morocho, quinoa, chuchuca, milho e grãos em vagens não foram substituídos por alimentos rápidos e importados. O abacate é considerado um complemento dos pratos salgados.

Carne Colorada
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Cuy (porquinho da índia)um dos pratos mais tradicionais de Otavalo, uma iguaria. Marinado com alho, sal, especiarias e depois é inserido em um espeto e levado para grelhar em fogo a carvão. Um típico churrasco de cuy acompanhado de batatas, milho e mote.
Fritada – carne de porco cortada em cubos e frita na própria gordura acompanhada de banana, batata, milho, tostada, tudo passado na mesma gordura em que se fritou a carne, pode ter abacate também.
Empanadatipo de pastéis recheados de carne ou queijo e fritos, são comuns em um lanche ou entradas.
Humitas (tamale) – pode ser um pouco parecida com nossa pamonha salgada.
Locro – é um ensopado de batata e queijo, pode levar legumes (abóbora, milho, feijão e abacate). Servido como entrada em restaurantes.
Chica de jora – entre as bebidas populares é a mais tradicional, é elaborada a partir milho que foi deixado a germinar coberto por folhas e depois deixado ao sol para potencializar o açúcar, depois disso é moído e cozido em grande quantidade de água, frio é colocado em barris e descansam oito dias em fermentação. Tradicional desde os tempos pré-incas, é uma bebida sagrada usada em atos cerimoniais e festivais de todas as culturas pré-hispânicas na zona andina central, não falta nos festivais de Yamor de Otavalo.
Feijões Calpo
– mistura de batata, feijão e “melloco”.
Uchufa Tanda – mescla de farinha de milho e feijão embrulhado em folhas novas de milho e levado para ferver por uma hora. Muito tradicional.
Runa Tanda – pão que os indígenas preparam principalmente em novembro, sua base é o fubá.

DOCES

Quimbolito – bolo de milho, enrolado em uma folha de bananeira e cozido no vapor, montado como uma humita, mas é doce. Os quimbolitos geralmente são decorados com uvas passas, mas também podem ser preparados com frutas como morangos, amoras, etc.
Sorvetes de creme ou frutas
Doces a base de farináceos – suspiros, rosquinhas, biscoitos

Diário de Bordo (sexta-feira) – Como fomos? – Fomos de avião de Cuenca para Quito, a ideia era no aeroporto tomar um táxi até o Terminal de Trolebus, seguindo para o Terminal de Ônibus Carcelén. No aeroporto a taxista pediu U$6 mas acabou deixando por U$4 para nos deixar no Terminal de Trolebus, ali compramos nossos bilhetes por U$2, e após 1/2h. de espera o Trolebus não apareceu, conseguimos compartilhar um táxi com duas equatorianas e assim seguimos para o Terminal Carcelén, o local de venda de passagens mais parecia uma baia, as pessoas ficam naqueles minúsculos cômodos para venda de passagem e gritando o nome da cidade, uma loucura, parece mais um leilão, é necessário perguntar se o ônibus entra em Otavalo porque alguns param na Panamericana que fica distante 1km. do centro, o local onde desembarcamos estava a 5 quadras do centro, nem foi preciso pegar táxi.
Procure sentar-se no lado direito do ônibus para ter a melhor vista da cidade na saída do terminal e a vista do Cotopaxi e Cayambe vulcões visíveis em dias claros.
Lembre-se que o último ônibus de volta para Quito, especialmente nos fins de semana fica muito cheio, por isso não espere até o último minuto para comprar o seu bilhete.
Otavalo é bem melhor do que imaginava, a feira na Plaza de Ponchos já estava sendo montada, mas o forte mesmo é sábado, aproveitei para fazer umas fotos.
Não tínhamos reserva de hotel, apenas informações sobre o Hotel Chukito’s, fomos até lá, o atendimento foi excelente,  já deixamos planejado um tour no domingo, deixamos as mochilas e fomos conhecer a cidade e principais pontos turísticos.

Diário de bordo (sábado) – acordamos 5h.30 da manhã para ver a montagem da feira dos animais, eles levam para vender e trocar: vaca, carneiro, cabrito, gato, cachorro, porco, sendo que a pomba e o cuy (porquinho da Índia), são uma iguaria. A Paula ficou só no início da feira quando viu os porcos amarrados pela barriga e uma mulher vendendo cuy e pegando o bichinho pelo pescoço voltou para o hostal, eu fiquei para fotografar mas, evitei esses lances mais “violentos”, fotografei apenas o “cotidiano”.
Voltei para o hostal para pegar a Paula, tomamos café e fomos para a Feira de Ponchos por volta das 9h.,  segundo a Paula teríamos de andar bastante para enjoar e comprar pouco e foi o que fizemos, fomos enveredando pelos vários quarteirões, na parte baixa da Plaza fica o setor de alimentos com comida pronta, mas também vendem produtos horti fruti granjeiros.
Tudo muito colorido, barato, no local tudo é lindo, mas chegamos à conclusão de que no Brasil seriam peças para gavetas, compramos pouca coisa e aproveitamos o restante da tarde para conhecer alguns pontos da cidade e arredores.
Contratamos um guia com carro para aproveitar o restante do sábado e boa parte do domingo.

Diário de bordo (domingo) – voltamos para Quito – Linha do Equador

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE AS FEIRAS DE OTAVALO

PEGUCHE – nesta localidade estão artesãos com seus teares, uma alternativa para quem quer comprar tecidos artesanais.

COTOCACHI – local de vendas de artigos de couro (não achei bons preços).

SAN ANTONIO DE IBARRA – ateliês de peças de madeira esculpidas a mão…

Tapetes – Tem origem no trabalho das mulheres, que nos anos 50 começaram a tecer tapetes em teares de pedal, e incorporaram ao tecido motivos criativos e cores que expressam sua riqueza cultural.  Os desenhos mais utilizados são as figuras indígenas, paisagens, festas, animais e figuras geométricas.
Ponchos – são parte da identidade dos povos, é uma vestimenta dos indígenas do campo para se proteger do frio. As cores são derivadas da identidade da comunidade. Seu preço pode variar de acordo com tipo de lã, fio e desenho. Em Otavalo o poncho azul de uma só cor é o mais comum, juntamente com as calças brancas, é o vestuário de todos os dias.
Panos (lenços, xales) – são usados pelas mulheres indígenas, elas cobrem suas blusas bordadas em cores que tem como fundo um tecido branco, com um xale que chamam fachalina.
Fajas (faixas) – tem várias figuras e cores, substituem os cintos que usam as mulheres mestiças. Podem ser usados para ornar o cabelo ou como cintos.
Sacos Tejidos (sacos de lã) – teve sua origem com as mulheres mestiças, foram elas que iniciaram este trabalho feminino, com delicadeza, paciência e como atividade recreativa teciam a mão os sacos de lã. Aos poucos foi se incorporando esta prática também entre as mulheres indígenas, fazendo parte de seu trabalho.
Pulseiras, bordados, bolsas, almofadas, cobertores – são produtos que tem uma diversidade de desenhos que são próprios de cada comunidade indígena. Estes artesanatos têm diversas formas de produção e provém das comunidades de Ilumán, Peguche, San Pablo, Quinchuquí.
Sombreros de Pano  (chapéus de pano) – são fabricados em Otavalo e Ilumán. Tem diversas formas e cores, e estes detalhes caracterizam os chapéus de homem e mulher.
Colares indígenas (walkas e manillas) – são artefatos que servem de adorno para a vestimenta das mulheres indígenas, são vistosos e de boa qualidade.
Bisuteria (bijuteria) – brincos, colares, anéis, prendedores, botões, pulseiras e outros adornos, são fabricados utilizando principalmente a alpaca, produto parecido com a prata além de outros materiais como pedras de hematita, diamante e coralina. As bijuterias são fabricadas pelos homens na sua maioria jovens mestiços e comercializadas pelas mulheres.
Antiguidades – nos últimos anos tem crescido a oferta de antiguidades na Feria de Ponchos, o que mostra a evolução da localidade.
Artesania de Madera (artesanato em madeira) –  a abundante madeira tem proporcionado uma variedade de produtos derivados: instrumentos musicais, entalhes artísticos e religiosos, urnas, candelabros. Os instrumentos musicais mais comercializados são as maracás, produtos da Costa e do Oriente equatoriano feito em balsa.

LATACUNGA

Post atualizado em 2020 – valores informados podem sofrer alterações.

Vulcão Cotopaxi

Edificada em arquitetura colonial foi declarada “Patrimônio Cultural do Equador” em 1982.
Latacunga é uma pequena cidade fundada no século XVI (1534), o seu centro histórico ainda guarda os prédios coloniais onde viveram importantes condes e marqueses. A cidade devido a seus ricos recursos foi tomada por conquistadores espanhóis que trouxeram escravos da Bolívia, Guatemala e África juntaram-se aos nativos e houve uma mescla nas tradições e crenças, mas os conquistadores levaram os índios a se converter ao catolicismo. A atividade vulcânica ainda traz rendas com os depósitos de pedra-pomes, assim como a presença de água mineral com gás, que é engarrafada com a marca San Felipe. A cidade foi destruída quatro vezes por terremotos entre 1.698 e 1.798 e afloraram ruínas de uma velha cidade nativa  da mesma época dos Incas.
A cidade é pequena e não há muita preocupação com o investimento em turismo, na alta temporada Latacunga fica lotada de turistas que visitam o Parque Cotopaxi onde está o maior vulcão ativo do mundo.    A visita ao Vulcão Cotopaxi e Laguna Quilotoa pode ser feita em um bate volta de Quito, mas é mais interessante se hospedar em Latacunga, principalmente se for no período da Mama Negra.
Localização – 89km. ao sul de Quito, entre o mar, a cordilheira dos Andes e a Selva Amazônica.
Distância Latacunga x Parque Nacional do Cotopaxi – 60km.
Cotopaxi – Latacunga é a capital da província de Cotopaxi.
População – 63.842 (2019) habitantes em sua maioria mestiços e indígenas.
Informações turísticas – a Secretaria de Turismo mantém um quiosque no terminal rodoviário, funciona das 8h. as 18h.
Fuso – 2 horas menos que horário de Brasília.
Quando ir – julho a setembro não chove, ideal para trekking, visitar o Cotopaxi e Laguna Quilotoa. Setembro para o Festival da Mama Negra.
017Como ir Quito x Latacunga
Ônibus – o Terminal de Ônibus Quitumbe em Quito é longe do centro e do Bairro Mariscal, saia com bastante antecedência se for combinar ônibus e metrô, ou então garanta o horário e vá de táxi que vai sair mais caro, cerca de U$7. O percurso Quito até Latacunga leva cerca de 2h., em ônibus sem muito conforto U$2,00.

O QUE VISITAR EM LATACUNGA

PARQUE NACIONAL DO COTOPAXI

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Distância de Latacunga – 35km.
Distância de Quito – 89 km. (1h.20’ de viagem).
Estacionamento do Parque – 4.500m. de altitude.
Distância do estacionamento ao Refúgio José Rivas – 300m.
Altitude Refúgio José Rivas – 4.800m.
Significado do nome Cotopaxi – garganta de fogo, pescoço da lua em Quechua.
Temperatura no cume – dia 15°C a 0°C durante a noite.
Pico do Cotopaxi – 5.897m. a.n.m.
Os 300m. entre o estacionamento e o Refúgio pode demorar até 40’ devido ao ar rarefeito e piso com desníveis, aproveite para fazer fotos enquanto retoma o fôlego.
Guia obrigatório dentro do Parque – U$40.
Ticket Parque Cotopaxi – U$20 p/ 2 pax.
Preço na lanchonete do Refúgio – 2 chás U%2, 1 água U$1. 2chocolates quentes U$2.
Este parque se presta a aventuras, escaladas, ciclismo em montanha, cavalgadas, pesca, observação de espécies exóticas da fauna e flora e até ruínas milenares. Os habitantes dos povoados são amáveis, conservam suas tradições e segredos culinários, produzem artesanato que é vendido em mercados com mais de 500 anos de história.

074Vulcão Cotopaxi

O vulcão Cotopaxi faz parte da chamada Avenida dos Vulcões, é o vulcão ativo mais alto do mundo. Os primeiros que chegaram ao topo foram o alemão Wilhelm Reiss e o colombiano Ángel Escobar, em 1872. Os cientistas afirmam que a qualquer momento pode ocorrer erupção, pois ele não está tranquilo há mais de 15 anos. Desde a chegada dos conquistadores espanhóis, o Cotopaxi já apresentou várias erupções, a maior tragédia ocorreu em 1877, quando os glaciares se desprenderam das laterais do vulcão e desceram varrendo toda a cidade de Latacunga. Última erupção ocorreu em agosto de 2015.

COMO CHEGAREQUADOR (sem edição) 114

As Agências de Turismo que incluem transporte de ida e volta, alimentação, equipamentos de neve e guia. Mas é possível fazer via ônibus para chegar até o parque sem subir no vulcão.  Com agência (ou sem) é possível ir até o Refúgio Ribas saindo de Quito ou Latacunga, vou descrever informações partindo de Latacunga.
Na entrada do parque há um abrigo dos guarda-bosques, a partir deste local todo o espaço que se apresenta é Parque Nacional Cotopaxi que está aberto ao público das 7h. as 15h., na entrada há um pequeno museu com maquetes tridimensionais do vulcão e áreas protegidas, flora e fauna da região. Os guardas sempre estão dispostos a prestar informações sobre as atividades que podem ser desenvolvidas no parque. O local é bastante frio.
Estando em Latacunga os hotéis informam as melhores agências de turismo e guias.

COMO SUBIR078

Para aqueles que não são profissionais o ideal é manter 300m. do Portal do Parque até o Refúgio com 4.800mts., em solo desnivelado, pedras soltas, com tempo previsto de 1h. a 1h.30. Para chegar ao pico do Cotopaxi são mais 1.000mts. em linha vertical com equipamento e guia especializados para chegar aos 5.897mts., a subida até o cume começa na madrugada, demora entre quatro e seis horas, dependendo do grupo. Geralmente as agências levam o turista até o Refúgio em veículo 4 x 4, mas veja o que aconteceu conosco.

Como foi nossa experiência com a Tovar Expediciones de Latacunga: O Hostal Tiana agendou a excursão com saída as 8h. da manhã, jipe 4×4, guia bilíngüe, lanche, paradas no Parque Nacional Cotopaxi e Museu, Lagoa Limpiopungo. Valor do tour: U$40,00 por pessoa. Ao comprar o pacote a única coisa que nos informaram era para levarmos roupa quente. O ticket não informava  que teríamos de pagar mais para entrar no Parque Nacional (U$10,00).
Tour desorganizado, o guia não havia providenciado o lanche com antecedência e ficamos esperando dentro do jipe por mais de 40’ até que ele comprasse tudo em uma lanchonete. Pouco antes do jipe chegar ao estacionamento houve um pane no motor e precisamos caminhar e levar nas mãos os lanches até o refúgio, quando chegamos ao Refúgio José F. Ribas a 4.800mts. foi servido o box lunch que deixou muito a desejar: suco, bolacha salgada, pão com uma minúscula fatia de queijo ou uma transparente fatia de presunto (a escolher uma outra opção), a maioria não conseguiu comer aquele pão seco e a bolacha idem. O frio era intenso e quem optasse por tomar um chá ou chocolate quente teria de pagar à parte, mas só fomos avisados de tal procedimento depois que havíamos feito nossos pedidos. Chocolate quente – U$2,50

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Conhecer essa lagoa geralmente está atrelado ao passeio do Parque Nacional Cotopaxi, a visita pode ser antes ou depois do Refúgio J. Ribas.
Localização – 20km. de Latacunga e a 8km. de San Juan de Pastocalle. Parque Nacional Cotopaxi, entre os vulcões Cotopaxi e o Rumiñahui.
Origem do nome – Limpiopungo significa “porta ou portal limpo”, livre de cinzas.
Extensão – aproximadamente 20 hectares.
Altitude – 3.892m. acima do nível do mar.
Clima – temperatura média entre 8 a 14 ºC.
Formação – a partir de uma depressão feita por erupções vulcânicas do Cotopaxi.
Atrações – caminhada ao redor do lago, turismo natural com observação de flora e fauna. Observação de trilhas deixadas pelas antigas erupções vulcânicas do Cotopaxi e que inclusive deu origem a lagoa. Aproveite para fotografar.
Flora – Nas margens estão arbustos e vegetação como o alecrim, puliza, pisag e outros arbustos baixos, além de pastagens. Talvez seja possível encontrar a chuquiragua (flor do alpinista) e romerillo del paramo.
Fauna – Habitat natural de gaivotas andinas, galeirões, patos andinos e glínulas.

LAGUNA QUILOTOA

Localização – distante 90km. de Latacunga.
Extensão – lagoa com 3km. de diâmetro e 250mt. de profundidade.
Altitude – 3.914m. a.n.m.
Clima – Não leve em conta o clima de Latacunga, Quilotoa é instável.
Formação – cratera do vulcão inativo Quilotoa, sua última explosão foi a 800 anos.
Atrações – água de um azul intenso que vai transmutando para o verde quando o sol incide.laguna-quilotoa-ecuador-002

Como chegar

Do terminal rodoviário de Latacunga saem ônibus de hora em hora. Pergunte antes se o ônibus vai até a lagoa, pois alguns chegam somente até Zumbahua (distante 14km. de Quilotoa). Valor do ticket U$2. Trajeto demora cerca de 1h.45, vai depender do número de paradas para apanhar pessoas, o ônibus não é confortável.
Ingresso – custo do acesso ao local: U$2.
Atrações – O ônibus para a 5 minutos de caminhada do mirante. No trajeto está a bilheteria e informações sobre hospedagem. O ingresso dá direito a acampar à beira do lago tendo como único serviço o banheiro, sem ducha. Se chegar ao mirante e o tempo estiver “fechado” aguarde alguns minutos e quando as nuvens se afastarem vai ver a água de um azul intenso que vai transmutando para o verde quando o sol incide.
Para acessar a lagoa são 3,6km., (ida e volta),  basta descer pela trilha cerca de 30 minutos, está bem sinalizada e lá embaixo há caiaques para alugar entre U$3 a U$10 por 1/2h. ou 1h. O retorno é mais cansativo, pode computar 1h.30 ou pagar U$10 e subir em mula. Para fazer o trekking de 13km. no entorno superior da cratera da lagoa o percurso leva cerca de 6h., recomendado para quem já está habituado com a altitude.
Dica – na lagoa não faz tanto frio como no Cotopaxi, mas vá preparado(a) para mudanças de temperatura e um dia limpo pode mudar para chuva a qualquer momento, então leve um impermeável. Se for fazer a trilha use bota de caminhada (opcional), alguns trechos são escorregadios e pode haver lama. Leve água e lanche para comer e descansar perto da lagoa.
Taxistas costumam dizer que não tem como voltar, os ônibus não são regulares, dizem isso somente para que sejam contratados. É só ir até onde o ônibus fez a parada e aguardar para voltar.

FESTIVAL DE LA MAMA NEGRA

Mama Negra ou Santíssima Tragédia, é uma festa tradicional que mistura culturas indígenas (aimara, inca e maia), espanhola e africana, o festival demonstra uma mágica cerimônia que interpreta a vida destes diferentes povos.
A Festa acontece no mês de setembro organizado pelos mercadores de La Merced e Salto, em honra a Virgen de la Merced que aplacou a fúria do vulcão Cotopaxi quando este entrou em erupção em 1742, razão pela qual o latacunguenhos proclamaram a Virgem como “Abogada y patrona del volcán”.  Quando a cidade escapou à fúria do vulcão, foi estabelecida uma data para celebração em sua honra. Durante o período de ameaça, os africanos que trabalhavam nas minas também foram levados a invocar seus deuses e desta mescla surgiu a Mama Negra.
O Festival de La Mama Negra inclui um ruidoso e exuberante desfile de personagens tradicionais e mais recente foram agregados a  festa os Camisonas. Bailarinos, músicos e bandas marchando todos participam do desfile que culmina com a chegada a cavalo, de La Mama Negra – uma representação da Virgem combinada com o orixá africano. Doces e bebida são distribuídos e assim a festa vai até a noite.  Uma experiência inesquecível.
São 5 principais: La Mama Negra, El Ángel de la Estrella, El Rey Moro, El Abanderado e El Capitán.
Mama Negra

LATACUNGAÉ a figura central da festa, aparece sobre um cavalo, cara pintada de negro simbolizando a fertilidade da terra usando rica roupagem típica do povoado, muito colorida, com saia, blusa bordada, adornos, lenços que são trocados a cada esquina do cortejo, uma pessoa é encarregada de levar uma maleta com estes detalhes. No arreio do cavalo, são introduzidos bonecos negros que representam os filhos da Mama Negra, em seus braços leva a filha menor “Balzazara” e a todo momento executa movimentos de bailado com ela. De vez em quando a Mama Negra borrifa água e leite nos espectadores.
A Mama Negra é guiada pelo negro Trota que conduz o cavalo que é selecionado cuidadosamente pois deve ser tranquilo para percorrer todo o cortejo sem espantar-se com o tumulto das pessoas, fogos de artifícios e bandas de música.
El Angel de la Estrella

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Figura bastante importante, todo vestido de branco com coroa e asas, na mão direita leva um cetro com uma estrela na ponta, aparece sempre cavalgando um cavalo branco, durante algumas paradas recita versos dedicados a Virgen de La Merced e ao Capitán e pede proteção para o cortejo. Este elemento tem origem na cultura espanhola, incorpora o Arcanjo Gabriel que se converte no protetor do Prioste Mayor da festa, cujo bem estar deve estar guardado pelo anjo até o término da celebração.
El Rey Moro

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Elemento que representa os legendários governantes destas terras, personifica os Jacho de Tacunga. Como rei leva na cabeça um turbante com pedras preciosas que simboliza a relação que existiu entre os índios e os negros que foram escravizados para explorar minas na províncias de Cotopaxi.

El Abanderadopersonagem que desfila junto a um grupo de soldados levando nas mãos uma bandeira colorida como dos índios wipala. Durante o cortejo realiza vários movimentos ondulatórios com a bandeira junto a um grupo de pessoas que levam escopetas.LATACUNGA-010
El Capitánvem vestido com uniforme militar de época e representa o Prioste Mayor. Desfila levando uma espada, depois dele aparecem soldados que disparam suas escopetas de quando em quando. A tradição diz que seria o amante da Mama Negra, é o único que tem o direito de bailar com ela. Sua origem é espanhola e rende homenagem ao povo sempre acompanhado de um grupo chamado “engastadores”

Outros personagens

Los Huacos
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São os bruxos curandeiros que tomam “voluntários” do público (geralmente mulheres), para aplicar uma purificação, representam as festas indígenas pré coloniais que usavam este ritual para evitar as epidemias que vinham com as chuvas de setembro. A purificação é um sopro de bebida, uma baforada de cigarro e a invocação as montanhas Imbabura, Chimborazo, y Carihuairazo. A “limpeza” não é gratuita.

Los Ashangueros
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Antigamente considerados esposos da Mama Negra, levam sobre as costas uma cesta contendo assados: porco, frango, cuy (porquinho da índia), além de licores, cigarros enviados pelo El Capitán e o Rey Moro, para serem consumidos durante a festa. Os cestos levam o nome de “ashanga”.
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Los Camisonassão personagens cômicos, homens usando amplos vestidos femininos em cores vivas, peruca de mulher, na mão levam um chicote para abrir o caminho entre os espectadores. É a parte cômica da festa, convida os homens para dançar e entrega doces para as crianças.

 

 

La Allullera
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A rainha desta especialidade latacunguenha distribui pacotes de allullas entre os espectadores. Alguns padeiros fornecem biscoitos, bolachas e preparam bebidas típicas para fornecer aos amigos.

Los Yumbos
LATACUNGA-009São personagens legendários de épocas remotas que foram incorporados ao folclore indígena pelos Jachos, antigos governantes, apresentam antigos cantos e danças tribais Yumbu em chimú, puquina, quichua ou aymará que quer dizer bailarino. Os Yumbos vão vestidos de indígenas do oriente, por ser esta a sua origem, portam lanças e penachos.

035El Champucero – homem pintado de negro, abre espaço levando nas mãos um balde com uma bebida à base de milho que vai oferecendo.

Los Loadores – também com cara pintada de negro, levam garrafa de bebida que vão oferecendo aos expectadores, são caracterizados como os poetas populares.

Los Urcuyayas – São homens da colina caracterizados pelo lazer, suas roupas são meio palha e meio musgo.

Los Capariches – Eles estão varrendo as ruas e abrindo espaço para os participantes do comparsa.

CENTRO HISTÓRICO

Parque Nacional Vicente León

É a principal praça de Latacunga, antiga Praça de Armas, onde aconteciam atividades militares, religiosas e políticas, no seu entorno estão edifícios importantes.

Palácio (Câmara) Municipal

120-002Edifício em estilo neoclássico levou 26 anos para ser construído (1910 e 1936), fachada ornamentada em pedra-pomes, arcadas dóricas e coríntias, nas paredes decorações que remetem eventos patrióticos, sacada no piso superior e o prédio é encimado por um par de condores de pedra. Em seu interior estão escritórios governamentais provinciais de Cotopaxi.
Localização – canto sudeste do Parque Vicente León

Catedralcatedral latacunga-001

Construção em estilo românico colonial começou em meados do século XVII, sua cúpula octogonal é em estilo românico, altar em pedra-pomes com obras coloniais. No final do século XIX instalou-se a torre de arcos românicos e detalhes islâmicos. Não deixe de visitar a noite quando a iluminação é acionada.
LocalizaçãoGal. Maldonado y Quito – centro
Ingresso – grátis

plaza igreja san franciscoIglesia de San Francisco.

Construída entre 1600 e 1693, sob ação de um terremoto ficou em ruínas em 1698, sua fachada sofreu alterações, com inclusão de pedra-pomes talhada, a campana de bronze é da antiga construção, foi a primeira igreja de Latacunga. O primeiro cemitério de caciques e espanhóis estava instalado no setor oriental da Igreja. Ao lado está uma capela dedicada ao Menino Jesus.
Localização – entre as calles General Manuel Maldonado y Manual de Jesús Quijano y Ordóñez.

Iglesia Santo Domingo LATACUNGA-001

Construída no século XVII, sofreu vários abalos provocado por terremotos e por isso algumas alterações foram feitas, sua fachada é de colunas dóricas seu interior é de cruz latina com estilo românico com nave central, com destaque para a capela  erigida em 1690 e dedicada a Nuestra Señora del Rosario.
A igreja é de grande valor histórico para os latacungueños, local onde foi selado a independência contra as forças espanholas.
Localização – Av. Juan Abel Echeverría

Casa de los Marqueses de Miraflorescasa-de-los-marqueses-de-miraflores-latacunga

Construída na primeira metade do século XVIII, em blocos de pedra-pomes com arcos e arabescos mudejar. Atualmente alberga o Departamento de Cultura e Relações Públicas do Cabildo, Museu e Biblioteca Simón Bolivar.
Sala de arte colonial – Biblioteca “Diário El Comercio” e a biblioteca do jornal com arquivos do jornal de 1851 a 1944, com 6.000 edições.
Museu Filatélico – com 1.252 selos dos anos 1865 até 1.973.
A Casa teve participação ativa nos eventos de independência e apoiou cientistas como La Condamine e Humbolt.
Localização – calle Fernando Sánchez de Orellana y Juan Abel Echeverria, perto da Igreja se Sto. Domingo, junto ao Parque Vicente Leon.

latacunga-iglesia-merced-001Iglesia La Merced

Construção de 1.800, altar recoberto com folhas de ouro, pinturas em vermelho e brasões nobres, as partes superiores e inferiores são em estilo barroco com influência bizantina.
A entrada do templo em arco foi feita em pedra pomes, um fiel notou que em uma das pedras havia sido pintada uma imagem da Virgem provavelmente em 1618 pelo frei eremita Pedro Bidón, a pedra foi removida e os devotos construíram uma capela para resguardá-la colocaram o nome de “Peregrino do Salto, a Pérola Preciosa de Latacunga”.
A Virgem del Volcán foi declarada “Protetora da Cidade, pelos milagres a ela atribuídos para acalmar a fúria do vulcão Cotopaxi durante várias erupções.
Localização – entre as ruas Juan Abel Echeverría, Manuel de Jesus Quijano y Ordóñez, ao lado do mercado público.

Iglesia da Virgen de El SaltoLATACUNGA-002

Dedicada a Nuestra Señora de El Salto, a primeira capela construída em 1768 foi destruída em 1797 por um terremoto. Está localizada em uma região bem interessante a ser visitada, repleta de ambulantes com produtos artesanais e roupas coloridas.
Localização – entre as ruas Juan Abel Echeverría y Antonio Clavijo, ao lado da praça com o mesmo nome.

iglesia san agustinIglesia Convento San Augustin  

Em influência neoclássica mostra colunas circulares com capitais jônicos e acabamento em cornija. Em 1820 o mosteiro foi ocupado por militares espanhóis, servindo como sede para uma fração do Batallón “Los Andes”.
Localização – Sánchez de Orellana junto ao Parque Vicente Leon.
Calles Hnas. Páez Y Quito.

Casa da Cultura

LATACUNGAFoi construída em um antigo local onde existia um moinho de água (1736), dos jesuítas conhecido como Molinos de Monserrat, em 1756 era uma fábrica têxtil colonial. Atualmente é um centro cultural com o Museu Arqueológico peças pré-incas, Museu Folk com roupas, ferramentas e objetos de manifestações culturais. Na Galeria de Arte estão obras de Tabara, Guayasamin, Román e Guerrero. Confira a programação de eventos gratuitos de dança e teatro.
Localização – na confluência dos rios Cutuchi e Aanayacu.

Mirador da Virgen del Calvario

mirador-de-la-virgen-del-calvario-latacunga-005Caminhando a partir do centro histórico, suba se o tempo estiver claro para observar vários picos vulcânicos.
Como chegar – siga a calle Maldonado pelas escadas, vire à esquerda no Oriente e comece a subir.

ONDE FICAR EM LATACUNGA

Hostal/CaféTiana
Casa colonial no centro, reduto de mochileiros, quartos simples e duplos, água quente, banheiro privativo ou compartilhado. Café da manhã incluso, s/ TV no quarto, Wi-fi, bar, restaurante, cozinha para hóspedes, cofre, organizam excursões. Guarda de bagagem. Cardápio com preços um pouco acima da média local.LATACUNGA1
Como chegar – Do terminal de ônibus ao hotel cerca de 10 minutos de táxi. Está a 2h. do aeroporto de Quito.
Localização – Luis. F. Vivero 1.31 e Quijano y Ordonez
Preço – quarto com 2 camas U$24/dia, só conseguimos com banheiro compartilhado.
Lanche – azeitonas U$2,50, cerveja pilsener U$1, vinho da casa taça U$2,80.
Jantar – salada U$3 e arroz vegetariano U$3,75, água U$1.

Hostal Central
Ambiente familiar com mais de 20 anos de tradição, localizado na parte colonial da cidade em frente ao Parque Vicente León. Localização excelente, mas barulhento nos finais de semana, neste caso, pedir quarto dos fundos, banheiros privados, água quente, TV, Wi-fi, sem elevador, estacionamento. Orientam sobre excursões.
Localização – Sanchez de Orellana y Padre Salecedo

Rodelu Hotel
Quartos antigos, confortáveis, banheiro privativo,  TV a cabo, wi-fi, café da manhã bom servido à la carte é demorado, balcão de turismo, cofre, restaurante com boa comida, transfer do aeroporto com custo adicional. Staff prestativo. Supermercado a 400m.
Localização – Calle Quito, 1631 y Padre Salcedo (perto parque Vicente Leon)

Villa Tacvnga – R$298,00/dia, quarto duplo – 250m. do centro
Rosim Hotel – R$134,00 – 150m. do centro.
Hotel Los Ilinizias – R$139,00 – 150m. do centro.
Old House Backpackers B&BR$27,00 – 300m. do centro

ONDE COMER

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O prato típico de Latacunga é chamado o chugchucarra.  Uma enorme placa composta de pedaços de carne de porco frito, pele de porco frita, banana frita, batata frita, queijo, empanadas, pipoca, milho torrado.

LATACUNGA-004Mercado Cerrado
No segundo andar estão alguns centros de alimentação com especialidades locais, um bom lugar para apreciar a típica chugchucaras  por U$1,25 a U$2.
Localização – as barracas estão na praça ao redor do cruzamento da calle Echeverría e Amazonas.

 

El Gringo y La Gorda $$–$$$ boa comida
Localização – Padre Salcedo y Quito

Chugchucaras Rosita  – $$ – $$$ – comida típica de Latacunga.
LocalizaçãoAv. Eloy Alfaro 31-156, Paso de Latacunga 500m. antes del intercambiador de Pujili.

El Submarino $fast food
Localização – De Mayo y Marques de Maenza Casa Azul 2 Frente a la UTPL.   

Pizzaria Buona – $$-$$$  – Massas, US$7,00 a 10,00, e lasanhas entre US$3,00 a 5,00
Localização – Sanchez de Orellana 1408 y Gral. Maldonado.

Restaurante Rodelu – $$-$$$
Localização – anexo ao Hotel Rodelu

Chugchucaras La Mama Negra Restaurante -$$
Localização – Quijano y Ordonez

Don Goyo Restaurante$
Modesto, oferece no cardápio comida típica rica em gordura:  “obstrução de artéria” por US$ 4,00.

Sanduches Guillo – $
Oferece lanches para menores orçamentos.
Localização – Quijano y Ordonez

Alguns valores de referência em U$

Almoço com bebida – 7,00
Jantar em restaurante de bairro p/ 2 pessoas – 12,00
Jantar em restaurante no centro p/ 2 pessoas (aperitivo,entrada, prato principal, vinho e sobremesa – 23,00
Drink no centro, só bebida – 6,00
Capuccino no centro – 3,25
Fast food, combo completo – 5,00
1 litro de leite – 0,85
500gr. de queijo local – 3,83
1kg. de maçãs – 1,83
0,5 lt. cerveja nacional em supermercado – 1,50
0,5 lt. cerveja nacional em restaurante de bairro – 1,97
Vinho tinto de boa qualidade – 13,00
Coca cola 2lt. em supermercado – 1,73
Coca cola pq. – Hostal Tiana –  1,00
Vinho taça – Hostal Tiana – 3,60
Porção azeitona – Hostal Tiana – 2,50
1 lt. de gasolina – 0,51
Viagem de táxi em día útil (tarifa base p/ 8km.) – 9,00
Remédio p/ resfriado (tylenol, naldecon ou similar), p/ 6 dias – 11,00
Tubo de pasta de dentes – 1,60

 ARREDORES

La Maná – Está na via Latacunga – Quevedo, tem um clima agradável.
Pangua – Localidade famosa por suas festas em 1º. de Junho.
Pujilí – Está a 12 km de Latacunga, tem uma feira importante pelos diferentes tipos de artesanato que ali são expostos.
Salcedo – Está 15 km ao de Latacunga, tem um bonito centro histórico e é famosa pelos sorvetes.
Saquisilí – está entre 10 a 11 km ao norte de Latacunga, esta localidade tem uma feira famosa por seus produtos de cerâmica e têxteis.
Sigchos – está a 40 km ao norte de Latacunga perto do vulcão Iliniza.